O Paulo tem um tio que é “bagual de chácra”, como ele mesmo disse.
Esses dias o tio, que se apresenta apenas como “Girafales” (deve ser porque é alto, magro, usa chapéu e bigode), estava por aqui, em Esteio, pois teve que vir fazer alguns exames nos hospitais da capital e aproveitou para visitar o sobrinho. Vive numa chácara no interior de Anta Gorda, fuma palheiro, conta causo, fala grosso com sotaque de gaúcho e não tira a bombacha nem para dormir.
Como eu também sou conhecido dele, resolveu oferecer um churrasco para mim, pro Paulo e para a Pedrita, com muita carne gorda, fumo de rolo e cachaça de Rio Pardo. O problema é que o tio, como ele mesmo se denomina, não era muito “higiênico”, ou seja, literalmente não gostava de tomar banho.
Durante o espetar da carne nos espetos velhos do Paulo, ele não parava de dar aquela coçada, por cima da bombacha mesmo, que todo homem dá quando fica parado esperando para cruzar a rua. Mas a dele nem se comparava a isto, era muito mais forte.
O Paulo percebendo o nojo que a Pedrita estava ficando, resolveu assumir a função de churrasqueiro no lugar do tio, mas foi prontamente corrido da frente da churrasqueira de tonel, quase que na faca. Quem estava fazendo, pagando e servindo era ele, e como o mesmo disse com a voz mais grossa que existe:
- “Os companheiros só entram com o trabalho de comer”.
Não dá pra descrever a tal coceira. Realmente era nojento. Ele não coçava, quase puxava.
- “Fazer o que, tem que comer né?” – Me diz a Pedrita. – “Ele pode ser gente fina, mas é grooooosooooo....
- Deixa de frescura e trata de comer e elogiar guria”
Guri de exército do jeito que sou, aprendi a tomar vinagre sem limpar a boca. E também sabia que o tio além de ser chucro, era sensível.
A carne foi servida no “cocho” (gamela para nós), estava ótima, bem passada e saborosa. A Pedrita comeu até se encher.
No outro dia, o Paulo, percebendo que o tio continuava a se coçar insistentemente, com muito tato, resolveu perguntar:
- “Tio Girafales, ãhm... o senhor ta com algum probleminha ai?
- To guri, to. Acho que é chato.
- Mas então vamos lá na farmácia tio. Lá eles devem ter alguma pomada ou talco que dê jeito nisso.
- Ma dexa meu “matagal” quieto guri. É só esperar que os bicho vão embora.
- Não tio. Vamos lá, eu vou te levar.”
Foram a tal da farmácia. Chegando lá, o tio, vendo que quem ia lhe atender era uma “chinoca das mais ajeitadinha”, resolveu falar, fazendo aquela cara de “sedutor” que todo chucro sabe fazer:
- “O Mocinha, eu to meio chateado nessas região” – Falou isto fazendo um gesto circular com os dedos juntos, indicando onde era a tal região – “O que tu me recomenda pra esses bicho para de me mordê...?
- Recomendo esta pomadinha aqui Senhor. E, além disso... recomendo banho.
- O QUÊ!? A mocinha ai ta me chamando de porco?
- Não senhor. Só estou lhe dizendo que para o problema ser sanado o banho é importante.
- Não não! Faz o seguinte, toma um banho tu, pega esta minâcora e usa no teu suvaco peludo!
E foi-se embora raspando fundo as alpargatas no chão.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Sei que estou sem atualizar isto daqui. Sei também que já faz quase uma semana.
Mas tem outra coisa que eu sei e vocês não: É minha semana de provas, e mal tenho tempo para estudar, mais ainda para escrever.
Portanto, àqueles que entraram em contato comigo via e-mail e celular, e me perguntaram o que houve que não escrevo mais, afoitos para lerem outros textos...por obséquio, aguardem no máximo até amanha (na parte da tarde provavelmente...)...
Mas tem outra coisa que eu sei e vocês não: É minha semana de provas, e mal tenho tempo para estudar, mais ainda para escrever.
Portanto, àqueles que entraram em contato comigo via e-mail e celular, e me perguntaram o que houve que não escrevo mais, afoitos para lerem outros textos...por obséquio, aguardem no máximo até amanha (na parte da tarde provavelmente...)...
quinta-feira, 21 de junho de 2007
O sonho
Chegou quinta pela manhã.
De maneira bem direta, alguns dias atrás, eu comentei que iria revelar um sonho que tive faz algumas noites.
Aqui está:
Sonhei não só que conquistas importantes seriam possíveis, mas principalmente com fatores que me fizeram dormir feliz, satisfeito, e principalmente, em paz.
Sonhei que pertencia a um povo pacífico, que não brigava, não discutia, que respeitava diferenças, sejam de gostos, preferências, simpatias ou características.
Sonhei em pertencer a um território onde a valorização da derrota do próximo não era mais importante do que a vitória própria, mesmo sendo ela merecida.
Rivalidade, na minha opinião, mais um problema a nos preocupar dentro do cotidiano já carregado. Sim, ela havia sumido.
As pessoas só discutiam por atos corriqueiros, por fatos acontecidos que as atingiam de maneira pessoal, significativa, danosa e lesiva. Mas mesmo assim, nunca ofensas eram proferidas por alguém de maneira gratuita, visando atingir o máximo possível, ferindo suas honras, crenças, admirações e principalmente, suas paixões.
Me lembrei das pessoas que se auto-denominavam pertencentes a lados opostos, que ofendiam e proferiam ofensas. Vi o quanto os pecados capitais da ira, inveja e da raiva eram banalizados, o quanto os tornamos corriqueiros ao longo do tempo. O quanto os utilizavam como desculpa, para justificar palavras mal utilizadas, ofensas lançadas, e até, violência totalmente desnecessária e injustificável. Agora era diferente.
Acordei, e vi que um novo dia começava. E que mudanças poderiam ser feitas.
Pessoas morreram esta madrugada por conta das rivalidades. Pessoas pertencentes a estes chamados lados opostos. Não há neste momento, só a perda das vidas, mas também há os momentos trágicos subseqüentes aos seus entes queridos, que muitas vezes, até foram divergentes nos mesmos motivos.
Por isto, e por tantas outras razões, encarecidamente digo e peço:
Gremistas e colorados; Direitistas e esquerdistas; Pobres e ricos; Brancos, negros e representantes de todas as etnias; Heteros, homos, gays, lésbicas, pans e representantes de qualquer outro tipo de preferência sexual existente; Gordos e magros; Altos, baixos, feios, bonitos, narigudos e anasalados; Derrotados e vencedores... Chimangos e maragatos.
Parem.
Parem de se degladiar. Parem de se ofender. Parem de desonrar a quem, pela simples razão de não nos ser igual, é julgado um inimigo, muitas vezes até mortal.
Não somos inimigos de ninguém. Não somos diferentes de ninguém. Não precisamos lutar por nada, apenas por conquistar um lugar ao sol, a saúde de nossos filhos, a comida na mesa, a prosperidade e as vitórias pessoais.
Me sinto angustiado por pertencer de coração a um estado que amo tanto (Rio Grande do Sul), e ao mesmo tempo ter que lidar com características atuais que remetem a antigos tempos, onde antepassados matavam por rivalidades políticas. Confesso, sou temeroso a ponto de pensar que a vida dos meus entes queridos, em um descuido qualquer, pode ser perdida na próxima rodada do final de semana.
Não agüento mais escutar termos limitados como “rivalidade saudável”, que para mim remete preconceito, e consequentemente, remete a algo que nunca foi nem nunca vai ser saudável, o desrespeito e o descaso.
Parem e pensem: perante as leis divinas e humanas, todos nós temos características diferentes, mas somos iguais. Somos todos passíveis dos mesmos erros, condenações, mudanças e perdões.
Portanto, tenham consciência da banalização das integridades físicas e morais, e o mais sério, da vida do próximo...
E por favor. Mudem.
De maneira bem direta, alguns dias atrás, eu comentei que iria revelar um sonho que tive faz algumas noites.
Aqui está:
Sonhei não só que conquistas importantes seriam possíveis, mas principalmente com fatores que me fizeram dormir feliz, satisfeito, e principalmente, em paz.
Sonhei que pertencia a um povo pacífico, que não brigava, não discutia, que respeitava diferenças, sejam de gostos, preferências, simpatias ou características.
Sonhei em pertencer a um território onde a valorização da derrota do próximo não era mais importante do que a vitória própria, mesmo sendo ela merecida.
Rivalidade, na minha opinião, mais um problema a nos preocupar dentro do cotidiano já carregado. Sim, ela havia sumido.
As pessoas só discutiam por atos corriqueiros, por fatos acontecidos que as atingiam de maneira pessoal, significativa, danosa e lesiva. Mas mesmo assim, nunca ofensas eram proferidas por alguém de maneira gratuita, visando atingir o máximo possível, ferindo suas honras, crenças, admirações e principalmente, suas paixões.
Me lembrei das pessoas que se auto-denominavam pertencentes a lados opostos, que ofendiam e proferiam ofensas. Vi o quanto os pecados capitais da ira, inveja e da raiva eram banalizados, o quanto os tornamos corriqueiros ao longo do tempo. O quanto os utilizavam como desculpa, para justificar palavras mal utilizadas, ofensas lançadas, e até, violência totalmente desnecessária e injustificável. Agora era diferente.
Acordei, e vi que um novo dia começava. E que mudanças poderiam ser feitas.
Pessoas morreram esta madrugada por conta das rivalidades. Pessoas pertencentes a estes chamados lados opostos. Não há neste momento, só a perda das vidas, mas também há os momentos trágicos subseqüentes aos seus entes queridos, que muitas vezes, até foram divergentes nos mesmos motivos.
Por isto, e por tantas outras razões, encarecidamente digo e peço:
Gremistas e colorados; Direitistas e esquerdistas; Pobres e ricos; Brancos, negros e representantes de todas as etnias; Heteros, homos, gays, lésbicas, pans e representantes de qualquer outro tipo de preferência sexual existente; Gordos e magros; Altos, baixos, feios, bonitos, narigudos e anasalados; Derrotados e vencedores... Chimangos e maragatos.
Parem.
Parem de se degladiar. Parem de se ofender. Parem de desonrar a quem, pela simples razão de não nos ser igual, é julgado um inimigo, muitas vezes até mortal.
Não somos inimigos de ninguém. Não somos diferentes de ninguém. Não precisamos lutar por nada, apenas por conquistar um lugar ao sol, a saúde de nossos filhos, a comida na mesa, a prosperidade e as vitórias pessoais.
Me sinto angustiado por pertencer de coração a um estado que amo tanto (Rio Grande do Sul), e ao mesmo tempo ter que lidar com características atuais que remetem a antigos tempos, onde antepassados matavam por rivalidades políticas. Confesso, sou temeroso a ponto de pensar que a vida dos meus entes queridos, em um descuido qualquer, pode ser perdida na próxima rodada do final de semana.
Não agüento mais escutar termos limitados como “rivalidade saudável”, que para mim remete preconceito, e consequentemente, remete a algo que nunca foi nem nunca vai ser saudável, o desrespeito e o descaso.
Parem e pensem: perante as leis divinas e humanas, todos nós temos características diferentes, mas somos iguais. Somos todos passíveis dos mesmos erros, condenações, mudanças e perdões.
Portanto, tenham consciência da banalização das integridades físicas e morais, e o mais sério, da vida do próximo...
E por favor. Mudem.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
O que estava escrito...
(...) Ela me disse:
“Dá uma olhadinha atrás do recibo. Mas só depois de sair, ta? Tem um recadinho pra ti”.
Sai pela porta do escritório, logo após pelo portão, acionei a trava do carro, entrei e fiquei com vergonha de ler com ela olhando através da porta de vidro. Liguei o motor, engatei a primeira, arranquei e resolvi dar uma olhada parando o automóvel quase na esquina.
Dizia assim o tal recadinho:
" Saldo atual devedor: R$ ...,..
Favor efetuar urgentemente pagamento dentro de 10(dez) dias..."
“Dá uma olhadinha atrás do recibo. Mas só depois de sair, ta? Tem um recadinho pra ti”.
Sai pela porta do escritório, logo após pelo portão, acionei a trava do carro, entrei e fiquei com vergonha de ler com ela olhando através da porta de vidro. Liguei o motor, engatei a primeira, arranquei e resolvi dar uma olhada parando o automóvel quase na esquina.
Dizia assim o tal recadinho:
" Saldo atual devedor: R$ ...,..
Favor efetuar urgentemente pagamento dentro de 10(dez) dias..."
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Dia dos Namorados
- “Mas como o Senhor não sabe que dia é hoje...?” – Duas furiosas funcionárias do escritório de uma construtora me indagavam e me olhavam enraivecidas instantaneamente, apenas porque eu perguntei a data corrente, a fim de preencher corretamente o cheque de um pagamento que estava efetuando.
As duas arregalaram os olhos como se eu houvesse cometido um crime, e bufaram feito cunhada ignorante (aquela mesma, todo mundo teve uma...):
- “Humnfff”!
Eu, assustado e sem entender nada, abaixei a cabeça e continuei a preencher meu cheque. Não demorou 15 segundos, percebi que uma delas (a menos linda) começou a se comunicar por sinais com a outra (que era uma morena maravilhosa, alta, magra, seios médios em formato de gota, quadril redondo e bumbum arrebitado, cintura fina e um rosto lindo abrilhantados por um par de olhos verdes que conferiam luz própria ao conjunto, além de aparentar ter pernas de dançarina/cantora de axé, pois usava uma calça de suplex com bota bico-fino-salto-agulha por cima. E isso que nem fiquei notando muito...).
- “Mas desse jeito sua namorada vai ficar triste com o Senhor... não lembras mesmo que dia é hoje?
- Realmente não lembro, estou tentando lembrar até agora, a fim de terminar de preencher meu cheque.
- Hoje é dia 12 de junho.
- Muito obrigado pela informação.
- Dia dos namorados...”
A ficha caiu na hora. Era dia dos namorados, e eu evidenciara uma falha gigantesca. Havia esquecido a tal data festiva. Mas logo elas, espertas, trataram de apurar o porquê:
- “O Senhor tem namorada...?” – Perguntando com aquele olhar malicioso feminino.
- “A resposta é clara. Se não lembrei desta data tão importante, deve ser porque está faltando aquela pessoa especial que me faça lembrar, não?”
A morena linda disse, em meio a um suspiro:
- “Então o Senhor é solteiro? Mas como pode?” – Com um sorriso no olhar, utilizando-o de maneira bastante incisiva.
- “Não sei querida. Apenas sei que estou aqui, em pleno dia dos namorados, solteiro e sem ninguém para poder comemorá-lo...” – Falei, sorrindo e olhando-a nos olhos.
Ela sorriu, olhou para baixo (em atitude encabulada) e ficou em silêncio.
Quando fui me despedir, após pegar o recibo do pagamento, ela me disse:
- “Dá uma olhadinha atrás do recibo. Mas só depois de sair, ta? Tem um recadinho pra ti”.
Querem saber o que estava escrito?
Não digo.
Não vou dizer.
Já é contar demais, não...?
As duas arregalaram os olhos como se eu houvesse cometido um crime, e bufaram feito cunhada ignorante (aquela mesma, todo mundo teve uma...):
- “Humnfff”!
Eu, assustado e sem entender nada, abaixei a cabeça e continuei a preencher meu cheque. Não demorou 15 segundos, percebi que uma delas (a menos linda) começou a se comunicar por sinais com a outra (que era uma morena maravilhosa, alta, magra, seios médios em formato de gota, quadril redondo e bumbum arrebitado, cintura fina e um rosto lindo abrilhantados por um par de olhos verdes que conferiam luz própria ao conjunto, além de aparentar ter pernas de dançarina/cantora de axé, pois usava uma calça de suplex com bota bico-fino-salto-agulha por cima. E isso que nem fiquei notando muito...).
- “Mas desse jeito sua namorada vai ficar triste com o Senhor... não lembras mesmo que dia é hoje?
- Realmente não lembro, estou tentando lembrar até agora, a fim de terminar de preencher meu cheque.
- Hoje é dia 12 de junho.
- Muito obrigado pela informação.
- Dia dos namorados...”
A ficha caiu na hora. Era dia dos namorados, e eu evidenciara uma falha gigantesca. Havia esquecido a tal data festiva. Mas logo elas, espertas, trataram de apurar o porquê:
- “O Senhor tem namorada...?” – Perguntando com aquele olhar malicioso feminino.
- “A resposta é clara. Se não lembrei desta data tão importante, deve ser porque está faltando aquela pessoa especial que me faça lembrar, não?”
A morena linda disse, em meio a um suspiro:
- “Então o Senhor é solteiro? Mas como pode?” – Com um sorriso no olhar, utilizando-o de maneira bastante incisiva.
- “Não sei querida. Apenas sei que estou aqui, em pleno dia dos namorados, solteiro e sem ninguém para poder comemorá-lo...” – Falei, sorrindo e olhando-a nos olhos.
Ela sorriu, olhou para baixo (em atitude encabulada) e ficou em silêncio.
Quando fui me despedir, após pegar o recibo do pagamento, ela me disse:
- “Dá uma olhadinha atrás do recibo. Mas só depois de sair, ta? Tem um recadinho pra ti”.
Querem saber o que estava escrito?
Não digo.
Não vou dizer.
Já é contar demais, não...?
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Sapatos e cabelos
Ontem a noite, durante o intervalo de uma aula onde discutimos o livro “1984” de George Orwell, saí da sala junto com uma colega que (bom, sem receio de dizer o que acho, até porque nem ela nem ninguém que a conheça vão ler este blog) acho linda de morrer. Além de linda, acho-a uma graça. E mulher linda e graciosa é muito diferente (e muito mais atraente) da gostosa...
Mas enfim, ela me pediu um cigarro. Eu dei. Iniciamos um assunto básico, que era sobre o próprio livro que todos, claro, haviam lido, mas logo este assunto terminou por causa de um comentário (juro, inocente) meu:
- “Como é lindo teu sapato”!
Os olhos dela brilharam derrepente e com uma intensidade surreal. Cheguei a sorrir de volta, em reação natural a tanto brilho. Neste momento, percebi o que tinha feito.
Sapatos e cabelos. Elogiam-se sapatos e cabelos. Tem um incrível efeito, que só mulheres poderiam explicar.
- “Ai...muito obrigada! Tu és tão gentil...”!
- “Que isso. Adorei mesmo o teu sapato”.
E tinha adorado mesmo. Era a mais pura verdade. O salto era médio/baixo, o formato era daqueles sapatinhos de boneca, de bico meio quadradinho, em couro brilhoso preto, com detalhes xadrezinhos em tons pastel, e um lacinho bem delicado em cima ...
Geralmente sou hipnotizado por bicos finos e saltos agulha, seja de Scarpins, botas e afins. Mas o dela realmente me arrebatou.
Mulheres bem vestidas. Mas ainda, vestidas de personalidade. Isso me atrai. Personalidade me atrai. Mas falo de personalidade verdadeira, aquela que existe mesmo, e não um personagem feito, vestido e maquiado, que fala alto, anda rebolando e dá risadas espalhafatosas. Isto não me atrai, espanta.
Mas enfim, papo vai, papo vem, acabo descobrindo que um sortudo já havia fisgado aquele coraçãozinho, e o pior...
Começou elogiando os sapatos dela...
Mas enfim, ela me pediu um cigarro. Eu dei. Iniciamos um assunto básico, que era sobre o próprio livro que todos, claro, haviam lido, mas logo este assunto terminou por causa de um comentário (juro, inocente) meu:
- “Como é lindo teu sapato”!
Os olhos dela brilharam derrepente e com uma intensidade surreal. Cheguei a sorrir de volta, em reação natural a tanto brilho. Neste momento, percebi o que tinha feito.
Sapatos e cabelos. Elogiam-se sapatos e cabelos. Tem um incrível efeito, que só mulheres poderiam explicar.
- “Ai...muito obrigada! Tu és tão gentil...”!
- “Que isso. Adorei mesmo o teu sapato”.
E tinha adorado mesmo. Era a mais pura verdade. O salto era médio/baixo, o formato era daqueles sapatinhos de boneca, de bico meio quadradinho, em couro brilhoso preto, com detalhes xadrezinhos em tons pastel, e um lacinho bem delicado em cima ...
Geralmente sou hipnotizado por bicos finos e saltos agulha, seja de Scarpins, botas e afins. Mas o dela realmente me arrebatou.
Mulheres bem vestidas. Mas ainda, vestidas de personalidade. Isso me atrai. Personalidade me atrai. Mas falo de personalidade verdadeira, aquela que existe mesmo, e não um personagem feito, vestido e maquiado, que fala alto, anda rebolando e dá risadas espalhafatosas. Isto não me atrai, espanta.
Mas enfim, papo vai, papo vem, acabo descobrindo que um sortudo já havia fisgado aquele coraçãozinho, e o pior...
Começou elogiando os sapatos dela...
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Consideração de ambas as partes
Estive pensando nas grandes reclamações. Sim, aquelas que as mulheres têm a fazer sobre os homens. Daí então, resolvi sair do simples pensamento e fazer uma “mini-pesquisa” com pouquíssimas participantes como amostra. Mas mesmo assim, deu pra tirar algumas conclusões.
Segundo as mesmas, existem três coisas que nós, homens, nunca devemos deixar de ter (sempre essa de “tu nunca deve...”. Mas que chatice...):
- A primeira, apontada por todas elas, diz respeito à falta de atitude. Se disseram “tiradas do sério”, quando nos omitimos de decidir qual programa fazer, sugerir o que comer, para onde sair e o que fazer para não cair na rotina. Inclusive entre quatro paredes elas reclamam quando temos inércia.
Bom, digo apenas que isto é um problema de saber o que quer, ou melhor, talvez o que não quer, ou melhor, que ninguém sabe o que quer, inclusive as mulheres que me disseram isto. Digo para todos lerem: a um tempinho atrás todas reclamavam de que seus namorados viviam querendo comandar o relacionamento e tomar decisão sobre tudo, e que também viviam atrás delas feito cachorro babão quando queriam sexo...mas enfim...
- A segunda é justamente a nossa falta de palavra. O velho e clássico: “Te ligo mais tarde”, que claro, nunca é cumprido. Numa coisa eu concordo: mulher em geral realmente espera. Se tu combinas algo, dizendo que vais ligar tal hora e não liga, passar para pega-la e chega atrasado, encontrar com ela na cafeteria as seis e não vai, e o pior, dizer que vai leva-la ao shopping no sábado a tarde, e na última hora aparece aquele futebolzinho inadiável...bom, não preciso nem dizer que o coro vai comer, até porque elas realmente ficam esperando que a coisa aconteça mesmo. Mas isto é muito fácil de resolver, ou a gente toma tento e cumpre sempre com o que diz (eu sempre cumpro, modéstia a parte), ou elas param de ficar esperando e se organizando para as coisas combinadas. Sinceramente acho que a que alternativa que vai criar menos problemas vai ser a primeira...
- Assumir tarefas e não resolve-las é a terceira reclamação. A velha e clássica “capaz! Pra que chamar o marceneiro! Eu conserto isto pra ti!”, e a gaveta aquela que teima em cair quando alguém abre... vai continuar caindo por muito tempo. Elas reclamam dizendo que ninguém gosta de passar a contar com o apoio de alguém, para depois ter de ficar implorando pela colaboração desta pessoa.
Sinceramente, concordo. Até porque este aspecto também faz parte da segunda reclamação explicitada aqui, logo acima. Dizem elas que basta dar satisfação, pedir alguns dias, ou assumir que não vai conseguir resolver o problema, que ta tudo bem.
Mas tchê, pensando bem e me dando conta de uma coisa, a quem elas recorrem na hora de trocar um pneu, por exemplo? E uma lâmpada? E consertar a fiação da tomada que pifou? E fazer força para arredar o sofá para o outro canto, pois cansaram “do jeito desta sala”...
É, neste caso gurias, temo em afirmar que não dá pra vocês terem total razão. Estando por perto e havendo algum trabalho braçal para fazer, o abacaxi é sempre nosso. Mesmo que seja apenas para satisfazer uma cisma estética...
Mas existem reclamações tipicamente masculinas também: E o descontrole financeiro de vocês? E as choradeiras sem-mais-nem-menos? E a TPM? E as amigas fofoqueiras? E a falta de reconhecimento? E a sogra que nos trata mal? E a falta de apetite sexual? Hein, hein, HEIN...!?
Enfim, todas as reclamações que possam existir são uma via de mão dupla. Pensem bem, e aqueles momentos que sempre temos de esperar, em que vocês dizem que “só vou tomar um banho”, ou “só vou colocar uma roupa melhor”... e depois de duas horas ainda estamos sentados lá esperando... entre tantas outra situações que evidenciam que o gênero feminino neste caso, supostamente também teria problemas com a “falta de palavra”...
Para concluir, acredito que tudo se resolve com consideração mútua. Se pararmos para pensar, a maioria das reclamações são advindas da falta deste atributo de ambas as partes...
Então, na próxima vez que assumirmos algo em qualquer aspecto, ou que formos chingar alguém, e principalmente reclamar dos outros sem olhar para nossos próprios defeitos...seria bom a tal da consideração aparecer de vez em quando...é bom para o reconhecimento das coisas boas, e também para os nossos próprios corações. Até porque ajuda a não sentirmos tanto as decepções...
Segundo as mesmas, existem três coisas que nós, homens, nunca devemos deixar de ter (sempre essa de “tu nunca deve...”. Mas que chatice...):
- A primeira, apontada por todas elas, diz respeito à falta de atitude. Se disseram “tiradas do sério”, quando nos omitimos de decidir qual programa fazer, sugerir o que comer, para onde sair e o que fazer para não cair na rotina. Inclusive entre quatro paredes elas reclamam quando temos inércia.
Bom, digo apenas que isto é um problema de saber o que quer, ou melhor, talvez o que não quer, ou melhor, que ninguém sabe o que quer, inclusive as mulheres que me disseram isto. Digo para todos lerem: a um tempinho atrás todas reclamavam de que seus namorados viviam querendo comandar o relacionamento e tomar decisão sobre tudo, e que também viviam atrás delas feito cachorro babão quando queriam sexo...mas enfim...
- A segunda é justamente a nossa falta de palavra. O velho e clássico: “Te ligo mais tarde”, que claro, nunca é cumprido. Numa coisa eu concordo: mulher em geral realmente espera. Se tu combinas algo, dizendo que vais ligar tal hora e não liga, passar para pega-la e chega atrasado, encontrar com ela na cafeteria as seis e não vai, e o pior, dizer que vai leva-la ao shopping no sábado a tarde, e na última hora aparece aquele futebolzinho inadiável...bom, não preciso nem dizer que o coro vai comer, até porque elas realmente ficam esperando que a coisa aconteça mesmo. Mas isto é muito fácil de resolver, ou a gente toma tento e cumpre sempre com o que diz (eu sempre cumpro, modéstia a parte), ou elas param de ficar esperando e se organizando para as coisas combinadas. Sinceramente acho que a que alternativa que vai criar menos problemas vai ser a primeira...
- Assumir tarefas e não resolve-las é a terceira reclamação. A velha e clássica “capaz! Pra que chamar o marceneiro! Eu conserto isto pra ti!”, e a gaveta aquela que teima em cair quando alguém abre... vai continuar caindo por muito tempo. Elas reclamam dizendo que ninguém gosta de passar a contar com o apoio de alguém, para depois ter de ficar implorando pela colaboração desta pessoa.
Sinceramente, concordo. Até porque este aspecto também faz parte da segunda reclamação explicitada aqui, logo acima. Dizem elas que basta dar satisfação, pedir alguns dias, ou assumir que não vai conseguir resolver o problema, que ta tudo bem.
Mas tchê, pensando bem e me dando conta de uma coisa, a quem elas recorrem na hora de trocar um pneu, por exemplo? E uma lâmpada? E consertar a fiação da tomada que pifou? E fazer força para arredar o sofá para o outro canto, pois cansaram “do jeito desta sala”...
É, neste caso gurias, temo em afirmar que não dá pra vocês terem total razão. Estando por perto e havendo algum trabalho braçal para fazer, o abacaxi é sempre nosso. Mesmo que seja apenas para satisfazer uma cisma estética...
Mas existem reclamações tipicamente masculinas também: E o descontrole financeiro de vocês? E as choradeiras sem-mais-nem-menos? E a TPM? E as amigas fofoqueiras? E a falta de reconhecimento? E a sogra que nos trata mal? E a falta de apetite sexual? Hein, hein, HEIN...!?
Enfim, todas as reclamações que possam existir são uma via de mão dupla. Pensem bem, e aqueles momentos que sempre temos de esperar, em que vocês dizem que “só vou tomar um banho”, ou “só vou colocar uma roupa melhor”... e depois de duas horas ainda estamos sentados lá esperando... entre tantas outra situações que evidenciam que o gênero feminino neste caso, supostamente também teria problemas com a “falta de palavra”...
Para concluir, acredito que tudo se resolve com consideração mútua. Se pararmos para pensar, a maioria das reclamações são advindas da falta deste atributo de ambas as partes...
Então, na próxima vez que assumirmos algo em qualquer aspecto, ou que formos chingar alguém, e principalmente reclamar dos outros sem olhar para nossos próprios defeitos...seria bom a tal da consideração aparecer de vez em quando...é bom para o reconhecimento das coisas boas, e também para os nossos próprios corações. Até porque ajuda a não sentirmos tanto as decepções...
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Regras não são só exclusividade feminina...
Da série “Conselhos dados, conselhos esquecidos”.
Falando sério agora. Mulheres amigas e afins vivem me perguntando o que não há resposta.
Digo que não há, porque sempre estas perguntas são genéricas demais, não dá pra responder satisfatoriamente, apenas dar uma opinião pessoal.
Mas que perguntas...?
Como exemplo, esta feita por uma amiga. Nas palavras dela:
“Minha performance com os homens nestes últimos tempos tem sido péssima. Tento ao mesmo tempo ser eu mesma, mas acabo por afastá-los. O que eu faço para que isto não aconteça, ou melhor, quais são as características que um homem (correto...) se baseia para iniciar um relacionamento”?
Nas minhas palavras:
“Olha. Depende. Como pra variar, esta pergunta engloba todos os homens, vou tentar responder baseado em experiências pessoais e também de alguns amigos do mesmo perfil (correto...). Ai vai:
1) Não seja egocêntrica. Não tem nada mais desagradável que alguém que pensa apenas em si mesma. E o resto do mundo (inclusive o companheiro) que se exploda.
2) Insegurança tem limite. Mulheres decididas e independentes são tudo. Mas não só nesta questão a autoconfiança é essencial, também entre quatro paredes é bom aparecer de vez em quando...bem...melhor que seja sempre.
3) Possessividade é de matar qualquer um. Pra variar, esta questão envolve o tesouro do arco-íres chamado liberdade. Mas não é uma liberdade voltada para situações ardilosas e onde a vergonha não aparece nem pra dar um oi. É liberdade pra sermos o que sempre fomos, ou seja, nós mesmos. Mulher mandona e controladora não dá.
4) Gurias, por mais que algumas de vocês achem que não, estresse tem limite. Atarefados(as) até o último fio de cabelo (e olha que a maioria de nós homens tem tendência a calvície) todos nós somos e seremos durante um bom tempo. Por incrível que pareça, homens também gostam de atenção e, que a maioria dos amigos machões não me leia, delicadeza. Afinal de contas, nos sentimos atraídos por mulheres por quê? Pela cara de braba e pelos gritos histéricos...?
5) Viciadas em trabalho também é difícil de engolir. Pensem bem: se vocês trabalham três turnos de segunda a sábado, não vão ter nenhum tempo para nós, homens-que-também-necessitam-de-alta-demanda-de-carinho. E pior, domingo de manha acordam de mau humor ainda... bom... neste caso vide item anterior. Mulher-nitroglicerina dormindo ao lado é phoda... quando menos se espera...BUM!
6) Sexo é bom. Isso todo mundo sabe. Agora sexo com alguém que seja confiante, principalmente com seu próprio corpo... é melhor ainda. Gurias parem de se preocupar, todas vocês são sexys e atraentes ao seu modo, portanto, nada de se esconder embaixo dos lençóis, atrás da cortina ou ficar apagando até a luz do poste da rua. Homem é facinho-facinho de acender... e melhor! Aprendemos fácil-fácil como acende-las! E depois apagar o fogo! Desde que vocês saibam nos ensinar o caminho das pedras...
7) E por último, fidelidade... Bom, acho que este eu não preciso nem explicar, certo...?”
Falando sério agora. Mulheres amigas e afins vivem me perguntando o que não há resposta.
Digo que não há, porque sempre estas perguntas são genéricas demais, não dá pra responder satisfatoriamente, apenas dar uma opinião pessoal.
Mas que perguntas...?
Como exemplo, esta feita por uma amiga. Nas palavras dela:
“Minha performance com os homens nestes últimos tempos tem sido péssima. Tento ao mesmo tempo ser eu mesma, mas acabo por afastá-los. O que eu faço para que isto não aconteça, ou melhor, quais são as características que um homem (correto...) se baseia para iniciar um relacionamento”?
Nas minhas palavras:
“Olha. Depende. Como pra variar, esta pergunta engloba todos os homens, vou tentar responder baseado em experiências pessoais e também de alguns amigos do mesmo perfil (correto...). Ai vai:
1) Não seja egocêntrica. Não tem nada mais desagradável que alguém que pensa apenas em si mesma. E o resto do mundo (inclusive o companheiro) que se exploda.
2) Insegurança tem limite. Mulheres decididas e independentes são tudo. Mas não só nesta questão a autoconfiança é essencial, também entre quatro paredes é bom aparecer de vez em quando...bem...melhor que seja sempre.
3) Possessividade é de matar qualquer um. Pra variar, esta questão envolve o tesouro do arco-íres chamado liberdade. Mas não é uma liberdade voltada para situações ardilosas e onde a vergonha não aparece nem pra dar um oi. É liberdade pra sermos o que sempre fomos, ou seja, nós mesmos. Mulher mandona e controladora não dá.
4) Gurias, por mais que algumas de vocês achem que não, estresse tem limite. Atarefados(as) até o último fio de cabelo (e olha que a maioria de nós homens tem tendência a calvície) todos nós somos e seremos durante um bom tempo. Por incrível que pareça, homens também gostam de atenção e, que a maioria dos amigos machões não me leia, delicadeza. Afinal de contas, nos sentimos atraídos por mulheres por quê? Pela cara de braba e pelos gritos histéricos...?
5) Viciadas em trabalho também é difícil de engolir. Pensem bem: se vocês trabalham três turnos de segunda a sábado, não vão ter nenhum tempo para nós, homens-que-também-necessitam-de-alta-demanda-de-carinho. E pior, domingo de manha acordam de mau humor ainda... bom... neste caso vide item anterior. Mulher-nitroglicerina dormindo ao lado é phoda... quando menos se espera...BUM!
6) Sexo é bom. Isso todo mundo sabe. Agora sexo com alguém que seja confiante, principalmente com seu próprio corpo... é melhor ainda. Gurias parem de se preocupar, todas vocês são sexys e atraentes ao seu modo, portanto, nada de se esconder embaixo dos lençóis, atrás da cortina ou ficar apagando até a luz do poste da rua. Homem é facinho-facinho de acender... e melhor! Aprendemos fácil-fácil como acende-las! E depois apagar o fogo! Desde que vocês saibam nos ensinar o caminho das pedras...
7) E por último, fidelidade... Bom, acho que este eu não preciso nem explicar, certo...?”
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Alguém vai lembrar...?
Tchê, esta vai para os companheiros homens que estão ai na luta, tentando entender como que é constituída a cabeça deste ser, esta dádiva, este presente de Deus, mas que ao mesmo tempo se traduz na mais complicada das criaturas, a mulher.
Quer dizer, entender não dá né, como já dizia Zé Ramalho, “ninguém tem o mapa / da alma da mulher”...
Mas se fresquear, e dar uns conselhos, a gente consegue...
Ai vai.
Pra evitar chatear qualquer exemplar do gênero, existem duas (entre quinhentas mil) regrinhas básicas que devem ser seguidas, até para evitar sermos chamados de “insensíveis”.
Primeira: Nunca, mas NUNCA, palpite sobre os hábitos alimentares dela. Talvez ela possa estar “fortinha”, ou melhor, talvez a dieta dela seja riquíssima em carboidratos. Mas... e daí? Ela não precisa ficar ouvindo insistentemente que arroz, massa, pão e batata frita não devem ser ingeridos assim, em conjunto. Traduzindo: chamá-la de faminta é coisa que não se faz. Até porque a maioria delas se sente culpada a respeito do que comem, principalmente na presença de outras pessoas.
Segunda: Tente (eu sei que é impossível, irmão masculino) nunca esquecer o que ela fala/conta para ti. Sei também que é difícil manter a concentração quando ela dá aquela geral dos acontecimentos da ultima hora, do último dia, e da última semana. Mas uma coisa eu aprendi: o raciocínio delas é diferente. Se elas contam algo, automaticamente imaginaram que tu ouviste, e que pior, guardaste na memória para todo o sempre. Então, quando ela perguntar o que tu achas que a Tia Maria deve fazer referente ao divórcio do seu terceiro marido, e tu responderes: “A Tia Maria se separou de novo”? ... Bom... tente não se assustar com a expressão de ódio puro...
Segundo opiniões femininas levantadas, esta questão pode ser traduzida da seguinte maneira: Quando tu não lembras de fatos relatados pelas mesmas, elas acham que tu não dás a mínima, que não ta te importando com elas ou algo assim.
Mal sabem que a nossa memória é curtinha, curtinha. E que óbvio, nem eu que escrevi isto, vou me lembrar destes conselhos também...
Quer dizer, entender não dá né, como já dizia Zé Ramalho, “ninguém tem o mapa / da alma da mulher”...
Mas se fresquear, e dar uns conselhos, a gente consegue...
Ai vai.
Pra evitar chatear qualquer exemplar do gênero, existem duas (entre quinhentas mil) regrinhas básicas que devem ser seguidas, até para evitar sermos chamados de “insensíveis”.
Primeira: Nunca, mas NUNCA, palpite sobre os hábitos alimentares dela. Talvez ela possa estar “fortinha”, ou melhor, talvez a dieta dela seja riquíssima em carboidratos. Mas... e daí? Ela não precisa ficar ouvindo insistentemente que arroz, massa, pão e batata frita não devem ser ingeridos assim, em conjunto. Traduzindo: chamá-la de faminta é coisa que não se faz. Até porque a maioria delas se sente culpada a respeito do que comem, principalmente na presença de outras pessoas.
Segunda: Tente (eu sei que é impossível, irmão masculino) nunca esquecer o que ela fala/conta para ti. Sei também que é difícil manter a concentração quando ela dá aquela geral dos acontecimentos da ultima hora, do último dia, e da última semana. Mas uma coisa eu aprendi: o raciocínio delas é diferente. Se elas contam algo, automaticamente imaginaram que tu ouviste, e que pior, guardaste na memória para todo o sempre. Então, quando ela perguntar o que tu achas que a Tia Maria deve fazer referente ao divórcio do seu terceiro marido, e tu responderes: “A Tia Maria se separou de novo”? ... Bom... tente não se assustar com a expressão de ódio puro...
Segundo opiniões femininas levantadas, esta questão pode ser traduzida da seguinte maneira: Quando tu não lembras de fatos relatados pelas mesmas, elas acham que tu não dás a mínima, que não ta te importando com elas ou algo assim.
Mal sabem que a nossa memória é curtinha, curtinha. E que óbvio, nem eu que escrevi isto, vou me lembrar destes conselhos também...
terça-feira, 5 de junho de 2007
Bah...! To sem o que escrever...
Melhor....sem o que publicar.
Escrevi um monte de coisas nesta semana que passou, mas nenhuma delas ficou boa a contento. Não sei se o meu senso auto-critico aumentou, só sei que nada do que escrevi, gostei quando li novamente.
Uma vez eu li uma coluna do Veríssimo sobre isto. Sobre a falta do que falar. Mas a seca tá tão grande que eu não lembro de nada dela também para escrever aqui.
As idéias pra variar, brotam feito feijãozinho no algodão molhado, mas eu to achando que não to escrevendo realmente o que quero passar como mensagem, ou entendimento sobre os assuntos abordados.
Mas enfim, acho que vou começar a mudar o formato. Tive uma idéia que quero trabalhar com alguém de mais experiencia, antes de começar a executá-la. Mas....
Aguarde... e confie... !
Melhor....sem o que publicar.
Escrevi um monte de coisas nesta semana que passou, mas nenhuma delas ficou boa a contento. Não sei se o meu senso auto-critico aumentou, só sei que nada do que escrevi, gostei quando li novamente.
Uma vez eu li uma coluna do Veríssimo sobre isto. Sobre a falta do que falar. Mas a seca tá tão grande que eu não lembro de nada dela também para escrever aqui.
As idéias pra variar, brotam feito feijãozinho no algodão molhado, mas eu to achando que não to escrevendo realmente o que quero passar como mensagem, ou entendimento sobre os assuntos abordados.
Mas enfim, acho que vou começar a mudar o formato. Tive uma idéia que quero trabalhar com alguém de mais experiencia, antes de começar a executá-la. Mas....
Aguarde... e confie... !
quinta-feira, 31 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
Quebra de paradigmas
Neste sábado, fui convencido a ir ao show de uma banda que, confesso, tinha uma prevenção enorme de suas músicas, suas composições, execuções, mensagens e atitudes. Pra que ninguém fique se perguntando, vou dizer logo. O nome da mesma é Acústicos e Valvulados. Mas enfim...
Depois de muito insistir e de me oferecer um ingresso pelo preço módico de quinze reais, um grande amigo meu me convenceu a ir. Disse que pagava até um cachorro do Rosário depois. Sob este argumento principal, não pude resistir. Mas não imaginava que na verdade, o que aconteceria seria que alguns paradigmas meus seriam quebrados.
Imaginem vocês que, claro, sendo o show no Teatro São Pedro, e fazendo parte de um projeto acústico que uma rádio local está organizando, logo após raciocinar antes do espetáculo começar, realizei que o projeto deveria ter algo de muito diferente ou especial. E foi justamente isto que me surpreendeu.
Pra começo de conversa, a acústica dos três (às vezes quatro) violões era simplesmente linda, os arranjos novos para músicas antigas estavam de brilhar os olhos, a dupla baixo/bateria não faziam grandes sobressaltos, mas eram de competência notável, o Korg era sempre uma companhia muito boa encorpando o trio de cordas agudas, e o vocal, bem, o vocal, que era a minha grande crítica, se mostrou maduro e muito seguro, e de uma junção coesa e agradável com todo o resto.
E as participações especiais então. Bah! Dois dos meus grandes ídolos da cena Rock-Melosa gaúcha estavam lá, dando uma palhinha em algumas músicas, ambos eram (um ainda é) do TNT: Tchê Gomes e o Marcio Petracco (Petracco neles!).
Digamos que minha visão antiga sobre a banda não demorou muito, umas três ou quatro músicas já serviram, mas me insurgiu uma baita reflexão.
Como é fácil mudar convicções às vezes, como é uma barbada que as nossas opiniões sobre determinados assuntos, gostos ou pessoas possa ser cambiado de uma hora para outra. Simples acontecimentos às vezes fazem mudar de idéia sobre coisas que se trabalha (muitos momentos, até propositalmente) para cimentar como crença. Tal qual os arranjos do Acústicos e Valvulados, muitos momentos algo significativo muda o sentido das coisas, ou algo que demonstre arrependimento, desejo de mudança, faz mudar da desconfiança para a aposta, da desconsideração para o carinho, da decepção para a admiração, do ódio para a paixão, e principalmente, da raiva para o amor. (Ou vice-versa, claro).
A grande maioria considera em alguns momentos (quando é confortável, claro) que isto não necessariamente traduz fraqueza de personalidade, muito menos de espírito. Tal qual um pai que perdoa o filho, entendo que os sentimentos ligados ao amor têm esta capacidade, de nos transformar em algo maior, nos elevar. Como condenar faz parte do ser humano, perdoar faz parte do divino.
Mas enfim, do mesmo modo que sem saber, a Acústicos e Valvulados provou o contrário de tudo o que eu achava, contradizendo e queimando minha língua em todas as criticas que sempre fiz, às vezes as pessoas esperam e principalmente, desejam que certos indivíduos que fizeram parte de sua historia façam o mesmo. Desejam do fundo da alma que quem lhes fez mal se arrependa, que peça desculpas, que tente se redimir, que faça valer a pena ter sofrido tanto por tão pouco, e que, elemento cerne da questão, prove que estavam completamente erradas sobre os defeitos e conseqüentes péssimas características constatadas.
Mas isto é assim. Algumas pessoas até querem fazer isto, mas não sabem como fazê-lo. Outras... nunca acharam ou vão achar que erraram...
Agora... como todos sabem, pra certas coisas não existem mais perdões ou desculpas...
Depois de muito insistir e de me oferecer um ingresso pelo preço módico de quinze reais, um grande amigo meu me convenceu a ir. Disse que pagava até um cachorro do Rosário depois. Sob este argumento principal, não pude resistir. Mas não imaginava que na verdade, o que aconteceria seria que alguns paradigmas meus seriam quebrados.
Imaginem vocês que, claro, sendo o show no Teatro São Pedro, e fazendo parte de um projeto acústico que uma rádio local está organizando, logo após raciocinar antes do espetáculo começar, realizei que o projeto deveria ter algo de muito diferente ou especial. E foi justamente isto que me surpreendeu.
Pra começo de conversa, a acústica dos três (às vezes quatro) violões era simplesmente linda, os arranjos novos para músicas antigas estavam de brilhar os olhos, a dupla baixo/bateria não faziam grandes sobressaltos, mas eram de competência notável, o Korg era sempre uma companhia muito boa encorpando o trio de cordas agudas, e o vocal, bem, o vocal, que era a minha grande crítica, se mostrou maduro e muito seguro, e de uma junção coesa e agradável com todo o resto.
E as participações especiais então. Bah! Dois dos meus grandes ídolos da cena Rock-Melosa gaúcha estavam lá, dando uma palhinha em algumas músicas, ambos eram (um ainda é) do TNT: Tchê Gomes e o Marcio Petracco (Petracco neles!).
Digamos que minha visão antiga sobre a banda não demorou muito, umas três ou quatro músicas já serviram, mas me insurgiu uma baita reflexão.
Como é fácil mudar convicções às vezes, como é uma barbada que as nossas opiniões sobre determinados assuntos, gostos ou pessoas possa ser cambiado de uma hora para outra. Simples acontecimentos às vezes fazem mudar de idéia sobre coisas que se trabalha (muitos momentos, até propositalmente) para cimentar como crença. Tal qual os arranjos do Acústicos e Valvulados, muitos momentos algo significativo muda o sentido das coisas, ou algo que demonstre arrependimento, desejo de mudança, faz mudar da desconfiança para a aposta, da desconsideração para o carinho, da decepção para a admiração, do ódio para a paixão, e principalmente, da raiva para o amor. (Ou vice-versa, claro).
A grande maioria considera em alguns momentos (quando é confortável, claro) que isto não necessariamente traduz fraqueza de personalidade, muito menos de espírito. Tal qual um pai que perdoa o filho, entendo que os sentimentos ligados ao amor têm esta capacidade, de nos transformar em algo maior, nos elevar. Como condenar faz parte do ser humano, perdoar faz parte do divino.
Mas enfim, do mesmo modo que sem saber, a Acústicos e Valvulados provou o contrário de tudo o que eu achava, contradizendo e queimando minha língua em todas as criticas que sempre fiz, às vezes as pessoas esperam e principalmente, desejam que certos indivíduos que fizeram parte de sua historia façam o mesmo. Desejam do fundo da alma que quem lhes fez mal se arrependa, que peça desculpas, que tente se redimir, que faça valer a pena ter sofrido tanto por tão pouco, e que, elemento cerne da questão, prove que estavam completamente erradas sobre os defeitos e conseqüentes péssimas características constatadas.
Mas isto é assim. Algumas pessoas até querem fazer isto, mas não sabem como fazê-lo. Outras... nunca acharam ou vão achar que erraram...
Agora... como todos sabem, pra certas coisas não existem mais perdões ou desculpas...
quinta-feira, 24 de maio de 2007
"Dabrio Dabrio Dabrio..."
Gente... sem condições de escrever nada hoje, até porque to sem tempo. Agora, esta eu não podia deixar de mostrar a vocês:
http://www.youtube.com/watch?v=IelYvxtlfoM
Depois que eu assisti eu não consegui mais parar de rir...Hehehehe...
"Dabrio Dabrio Dabrio Dabrio, ponto, iutubil..."
http://www.youtube.com/watch?v=IelYvxtlfoM
Depois que eu assisti eu não consegui mais parar de rir...Hehehehe...
"Dabrio Dabrio Dabrio Dabrio, ponto, iutubil..."
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Respeito = consideração
A repercussão do artigo publicado ontem foi ótima. Nunca tantas pessoas me procuraram para comentar. Mas o que mais me chamou a atenção é que todos os comentários foram semelhantes, mais ou menos: “Eu já tive uma namorada assim”. Ou: “Tem uma amiga minha que mantêm um relacionamento apenas por interesse financeiro”.
Mas enfim, o que me intrigou foi uma pergunta feita por uma queridíssima amiga, que me indagou sobre o que eu considerava tratar as pessoas com respeito e consideração, já que citei que a desconsideração e o desrespeito faziam parte de uma má índole. Ok, vamos a minha opinião, ou melhor, a do Aurélio (o dicionário...) depois a minha:
Segundo o referido, “Respeito: do Latim Respectu; ato ou efeito de respeitar; reverência; deferência; consideração; apreço; importância; submissão; ponto de vista; aspecto; causa; relação; temor; (no pl. ) cumprimentos”.
A maioria das pessoas, se questionadas sobre este respectivo significado, não saberia responder qualquer uma dessas variações. Como se a palavra significasse qualquer outra coisa que não fosse estas. Questionada sobre o assunto, uma pessoa comum que me serve de parâmetros, me deu a seguinte definição: “Respeito é quando devemos algo para alguém, como se fosse uma obrigação de não agredir, não ofender, não magoar.”
Concordo e discordo. Primeiro porque realmente, quem tem (veja bem, do verbo “ter”, e não do verbo “dever”) respeito para com alguém, realmente tenta não agredir, ofender ou magoar. Mas o termo não se refere só a isto, se refere a um leque de outras coisas que as pessoas esquecem, ou o hábito de praticá-las caiu em desuso. Segundo a própria definição retirada do amansa-burro, respeito é apreço, é importância, é relação, e principalmente, consideração para com o outro.
E consideração? O que significa?
De acordo com o Aurélião, “do Latim Consideratione. Ato de considerar; exame atento, reflexão; raciocínio; valimento, importância; razão, motivo que pode determinar um ato; estima; deferência; respeito que se dedica a alguém; bom nome; (no pl. ) reflexões; (no pl. ) arrazoado; (no pl. ) exposição fundamentada”.
É ai que a porca torce o rabo. Consideração é coisa que hoje em dia, quando praticada em família já é raro, quanto mais entre as pessoas de convívio comum/rotineiro/regular, relações de trabalho, profissionais, hierárquias, companheiros de estudos, e claro o pior: relações amorosas.
Como podemos identificar nas duas definições, consideração é respeito e respeito é consideração. Quando falta um falta o outro. Parece que as pessoas, sendo influenciadas totalmente pelo imediatismo/egoísmo, se esquecem que existem tantas outras que tem coração a se machucar, sentimentos a serem feridos. É complicado...
Recorrendo novamente a opinião da pessoa comum, ela me definiu consideração como algo que fosse temor, dedicação, dar crédito a algo, acreditar.
Também concordo, mas de longe novamente, o real significado nunca é alcançado por alguém. Valimento, importância, respeito, dedicação e estima são os melhores sinônimos.
Ta, mas qual é a real importância de tudo isto?
A importância a qual me diz respeito se refere quase exclusivamente aos relacionamentos amorosos. Que atire a primeira pedra quem, em seu atual ou em seu ultimo relacionamento, não tem alguma lembrança ou sentimento mal resolvido decorrente de alguma situação de desrespeito e desconsideração que sofreu. Ou melhor, para complementar: quem ai admite que já tratou alguém com alguma das duas desqualificadoras? Eu sim admito. Mas sempre tive a hombridade de reconhecer meus erros, me redimir e melhor ainda, não cometê-los mais.
E sem falsa modéstia, este é o ideal. Isto é o que se deve fazer sempre. Como um adesivo em um Fiat 147 que eu vi estes dias dizia: “Herrar é umano”. Ou melhor, errar é admissível, não concertar o erro e cometê-lo novamente, é enjoativo e repugnante...
Mais ainda... chega a ser imperdoável...
Mas enfim, o que me intrigou foi uma pergunta feita por uma queridíssima amiga, que me indagou sobre o que eu considerava tratar as pessoas com respeito e consideração, já que citei que a desconsideração e o desrespeito faziam parte de uma má índole. Ok, vamos a minha opinião, ou melhor, a do Aurélio (o dicionário...) depois a minha:
Segundo o referido, “Respeito: do Latim Respectu; ato ou efeito de respeitar; reverência; deferência; consideração; apreço; importância; submissão; ponto de vista; aspecto; causa; relação; temor; (no pl. ) cumprimentos”.
A maioria das pessoas, se questionadas sobre este respectivo significado, não saberia responder qualquer uma dessas variações. Como se a palavra significasse qualquer outra coisa que não fosse estas. Questionada sobre o assunto, uma pessoa comum que me serve de parâmetros, me deu a seguinte definição: “Respeito é quando devemos algo para alguém, como se fosse uma obrigação de não agredir, não ofender, não magoar.”
Concordo e discordo. Primeiro porque realmente, quem tem (veja bem, do verbo “ter”, e não do verbo “dever”) respeito para com alguém, realmente tenta não agredir, ofender ou magoar. Mas o termo não se refere só a isto, se refere a um leque de outras coisas que as pessoas esquecem, ou o hábito de praticá-las caiu em desuso. Segundo a própria definição retirada do amansa-burro, respeito é apreço, é importância, é relação, e principalmente, consideração para com o outro.
E consideração? O que significa?
De acordo com o Aurélião, “do Latim Consideratione. Ato de considerar; exame atento, reflexão; raciocínio; valimento, importância; razão, motivo que pode determinar um ato; estima; deferência; respeito que se dedica a alguém; bom nome; (no pl. ) reflexões; (no pl. ) arrazoado; (no pl. ) exposição fundamentada”.
É ai que a porca torce o rabo. Consideração é coisa que hoje em dia, quando praticada em família já é raro, quanto mais entre as pessoas de convívio comum/rotineiro/regular, relações de trabalho, profissionais, hierárquias, companheiros de estudos, e claro o pior: relações amorosas.
Como podemos identificar nas duas definições, consideração é respeito e respeito é consideração. Quando falta um falta o outro. Parece que as pessoas, sendo influenciadas totalmente pelo imediatismo/egoísmo, se esquecem que existem tantas outras que tem coração a se machucar, sentimentos a serem feridos. É complicado...
Recorrendo novamente a opinião da pessoa comum, ela me definiu consideração como algo que fosse temor, dedicação, dar crédito a algo, acreditar.
Também concordo, mas de longe novamente, o real significado nunca é alcançado por alguém. Valimento, importância, respeito, dedicação e estima são os melhores sinônimos.
Ta, mas qual é a real importância de tudo isto?
A importância a qual me diz respeito se refere quase exclusivamente aos relacionamentos amorosos. Que atire a primeira pedra quem, em seu atual ou em seu ultimo relacionamento, não tem alguma lembrança ou sentimento mal resolvido decorrente de alguma situação de desrespeito e desconsideração que sofreu. Ou melhor, para complementar: quem ai admite que já tratou alguém com alguma das duas desqualificadoras? Eu sim admito. Mas sempre tive a hombridade de reconhecer meus erros, me redimir e melhor ainda, não cometê-los mais.
E sem falsa modéstia, este é o ideal. Isto é o que se deve fazer sempre. Como um adesivo em um Fiat 147 que eu vi estes dias dizia: “Herrar é umano”. Ou melhor, errar é admissível, não concertar o erro e cometê-lo novamente, é enjoativo e repugnante...
Mais ainda... chega a ser imperdoável...
terça-feira, 22 de maio de 2007
O teu final...
É...
Ontem humilhavas e maltratavas, agora, chora por que esta perdendo mais uma pessoa que poderia ter sido a definitiva da tua vida...
Mania de interesse, de basear a vida inteira em dinheiro, em presentes, em conforto financeiro...
Ontem maltrataste alguém, hoje és maltratada...
Ontem negaste ajuda, agora a ajuda a ti é negada...
Ontem achaste que a vida era fácil, que a festa, o dinheiro e a esperteza eram os mais importantes fatores, mas guria, veja hoje, estas ficando mais uma vez para trás...
Enquanto as pessoas seguem suas vidas, vão para frente, ficas parada no lugar...
Lembras quando eu te falava: “Cresce! Amadurece! Vai te phuder na tua vida inteira se não fizeres isto...!”
Olha os frutos que estas colhendo hoje em dia...
Pensa, pensa e pensa bem. O que vale a traição? A mentira? O prazer simples de saber que está enganando alguém...?
Pessoas de má índole fazem isto. E sabes...acredito que tu sejas uma delas.
A boa educação vem de berço, e tu... nunca a tiveste. A culpa derrepente nem é tua...
Achas naturais certas coisas que ninguém aceitaria em qualquer ente, muito menos em um ser humano, embalado em tão bela embalagem...
A carapuça cai. A verdade se sobressai e prevalece. Lição que gerou traumas em teu interior e em alguns que passaram pela tua vida, mas que mesmo assim não aprendeste...
Má índole guria, má índole. É este o teu problema.
A sorte que quem sai desta agora sai melhor do que o anterior. Pelo menos, algumas oportunidades de aprendizado te foram dadas...
Antigamente diziam o quanto foste infeliz na escolha que tomaste. Hoje eu constato que estavam certos...
Se valer inverter/mudar ditado popular: “Ontem tu caçavas, hoje tu já foste abatida...”
Algo valeu a pena? A tua aparente falta de propósitos nunca me enganou...
Ganhaste algo que querias? Ficou mais rica? Mais bem vestida? Cresceu alguma coisa? Tem emprego? Dinheiro no bolso?
Vejo que não foste bem sucedida nas tuas investidas...
Agora sinto...o gosto do troco dado mistura algo de delicioso com marcante...
Mas o melhor de tudo é ver o quanto que uma pessoa inescrupulosa/ardilosa pode ser infeliz...
E esta é a tua sina. Tal qual um vício, não paras de mentir, não deixas de ser interesseira, trata todos com muito desrespeito e desprezo, e não aprende nunca com os teus exclusivos erros.
Sina, carma ou destino? Não há termo correto e nem definitivo, pois todos eles cabem. O que realmente salta aos olhos é o resultado: Tal qual um ente específico de tua família, sozinha, desamparada, infeliz, mal-sucedida em todos os âmbitos e inútil, este será o final...
Este será o TEU final...
Ontem humilhavas e maltratavas, agora, chora por que esta perdendo mais uma pessoa que poderia ter sido a definitiva da tua vida...
Mania de interesse, de basear a vida inteira em dinheiro, em presentes, em conforto financeiro...
Ontem maltrataste alguém, hoje és maltratada...
Ontem negaste ajuda, agora a ajuda a ti é negada...
Ontem achaste que a vida era fácil, que a festa, o dinheiro e a esperteza eram os mais importantes fatores, mas guria, veja hoje, estas ficando mais uma vez para trás...
Enquanto as pessoas seguem suas vidas, vão para frente, ficas parada no lugar...
Lembras quando eu te falava: “Cresce! Amadurece! Vai te phuder na tua vida inteira se não fizeres isto...!”
Olha os frutos que estas colhendo hoje em dia...
Pensa, pensa e pensa bem. O que vale a traição? A mentira? O prazer simples de saber que está enganando alguém...?
Pessoas de má índole fazem isto. E sabes...acredito que tu sejas uma delas.
A boa educação vem de berço, e tu... nunca a tiveste. A culpa derrepente nem é tua...
Achas naturais certas coisas que ninguém aceitaria em qualquer ente, muito menos em um ser humano, embalado em tão bela embalagem...
A carapuça cai. A verdade se sobressai e prevalece. Lição que gerou traumas em teu interior e em alguns que passaram pela tua vida, mas que mesmo assim não aprendeste...
Má índole guria, má índole. É este o teu problema.
A sorte que quem sai desta agora sai melhor do que o anterior. Pelo menos, algumas oportunidades de aprendizado te foram dadas...
Antigamente diziam o quanto foste infeliz na escolha que tomaste. Hoje eu constato que estavam certos...
Se valer inverter/mudar ditado popular: “Ontem tu caçavas, hoje tu já foste abatida...”
Algo valeu a pena? A tua aparente falta de propósitos nunca me enganou...
Ganhaste algo que querias? Ficou mais rica? Mais bem vestida? Cresceu alguma coisa? Tem emprego? Dinheiro no bolso?
Vejo que não foste bem sucedida nas tuas investidas...
Agora sinto...o gosto do troco dado mistura algo de delicioso com marcante...
Mas o melhor de tudo é ver o quanto que uma pessoa inescrupulosa/ardilosa pode ser infeliz...
E esta é a tua sina. Tal qual um vício, não paras de mentir, não deixas de ser interesseira, trata todos com muito desrespeito e desprezo, e não aprende nunca com os teus exclusivos erros.
Sina, carma ou destino? Não há termo correto e nem definitivo, pois todos eles cabem. O que realmente salta aos olhos é o resultado: Tal qual um ente específico de tua família, sozinha, desamparada, infeliz, mal-sucedida em todos os âmbitos e inútil, este será o final...
Este será o TEU final...
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Complexidades da lingua portuguesa
Conversando sobre a língua portuguesa, suas dificuldades, seus “pega-ratões” e suas complexidades, estávamos eu, o Paulo e o Marcelo estes dias.
Opinião externada pelo Marcelo:
- “A língua portuguesa é muito complexa. A quantidade de verbos e de conjugações realmente é gigantesca. Isto a torna quase como um código secreto internacional.”
Neste momento, o Paulo responde tentando falar difícil:
- “É verdade. Concordo. Os verbos é que dificultam tudo, principalmente aqueles tipos todos...tipo assim...os verbos abstratos, os GERUNDINOS e os verbos EXTRATOS também....
- AHAHAHAHAHA...!
- Que houve?
- Tu és a prova viva da tal complexidade Paulo!” – Respondi, em meio a gargalhadas gerais.
- “Ah Veio! Não posso fazer nada se não consigo demonstrar toda a minha SABIÊNCIA...”
Opinião externada pelo Marcelo:
- “A língua portuguesa é muito complexa. A quantidade de verbos e de conjugações realmente é gigantesca. Isto a torna quase como um código secreto internacional.”
Neste momento, o Paulo responde tentando falar difícil:
- “É verdade. Concordo. Os verbos é que dificultam tudo, principalmente aqueles tipos todos...tipo assim...os verbos abstratos, os GERUNDINOS e os verbos EXTRATOS também....
- AHAHAHAHAHA...!
- Que houve?
- Tu és a prova viva da tal complexidade Paulo!” – Respondi, em meio a gargalhadas gerais.
- “Ah Veio! Não posso fazer nada se não consigo demonstrar toda a minha SABIÊNCIA...”
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Pedido concedido: A réplica
Pedrita me ligou, e disse que ficou brava comigo. Disse que agora, já que eu escrevi sobre ela, tenho que escrever uma historia do Paulo também (como se o nome do coitado nunca estivesse por aqui de maneira pejorativa...). Mas enfim, apesar de estar saturado do assunto bebida/xixi, o pedido dela é uma ordem...e eu sou obediente.
Ela começou me dizendo que não é só ele que deixa a cônjuge sair sozinha, ela também o deixa. E que ele também volta caindo de bêbado para casa.
Bom, pra variar, também há uma história de bêbum dele para contar.
Ai vai:
Diz que a situação se inverteu. Esses dias, ele também saiu com os amigos para beber cerveja e ela ficou em casa dormindo (sei...). O que aconteceu foi que da mesma maneira que ela chegou em casa bêbada cambaleando, ele também o fez. Mas com uma diferença: O local do desastre.
Ela conta que estava dormindo quando ele chegou, sendo que ela sim, como uma boa companheira, levantou, falou com ele, perguntou se tava tudo bem, fez um Nescauzinho, mexeu, deu pra ele tomar, ligou o chuveiro antes de ele ir tomar banho, alcançou a toalha, etc. Beleza. Ótimo. Cuidou dele. Que mulher esta. Mas a surpresa veio depois.
Diz que logo após ele ter entrado no banho, ela foi deitar-se na cama para dormir, até porque estava frio. Cobriu-se com seu cobertor felpudo e adormeceu, não conseguiu ficar acordada esperando.
Para minha surpresa, ela conta que acordou com barulho de torneira ligada dentro do quarto, e não na sala (é sempre este o barulho que antecede a tragédia...), que viu a silhueta do Paulo nua encostada no armário dos casacos.
- “ Paulo! Que tu ta fazendo pelado ai!?
- Ahm! Ahm!” – O Paulo acorda, nu, dormindo em pé.
- “Tu tava dormindo em pé!?
- Ahm...tava!
- Tu derramou algo ai?
- Ahm...Acho que sim...eu tava sonhando que tava no banheiro.
- Como assim? No banheiro?
- É, e que o vaso sanitário era bem pequenininho...
- Como assim pequenininho?
- Pequeno. Só pequeno.
- PAULO! ACENDE A LUZ! AGORAAAAA!
- O que houve guria!?
- ACENDEEEE!”
Segundo o mesmo, ele estava sonhando que o banheiro era muito grande, e que o vaso sanitário era muito pequeno, do tamanho de uma garrafa Pet. Mas que ele urinava mesmo assim.
Não era o vaso sanitário que era pequeno. Era o NIKE SHOX dela que tava no chão que era...
Ela começou me dizendo que não é só ele que deixa a cônjuge sair sozinha, ela também o deixa. E que ele também volta caindo de bêbado para casa.
Bom, pra variar, também há uma história de bêbum dele para contar.
Ai vai:
Diz que a situação se inverteu. Esses dias, ele também saiu com os amigos para beber cerveja e ela ficou em casa dormindo (sei...). O que aconteceu foi que da mesma maneira que ela chegou em casa bêbada cambaleando, ele também o fez. Mas com uma diferença: O local do desastre.
Ela conta que estava dormindo quando ele chegou, sendo que ela sim, como uma boa companheira, levantou, falou com ele, perguntou se tava tudo bem, fez um Nescauzinho, mexeu, deu pra ele tomar, ligou o chuveiro antes de ele ir tomar banho, alcançou a toalha, etc. Beleza. Ótimo. Cuidou dele. Que mulher esta. Mas a surpresa veio depois.
Diz que logo após ele ter entrado no banho, ela foi deitar-se na cama para dormir, até porque estava frio. Cobriu-se com seu cobertor felpudo e adormeceu, não conseguiu ficar acordada esperando.
Para minha surpresa, ela conta que acordou com barulho de torneira ligada dentro do quarto, e não na sala (é sempre este o barulho que antecede a tragédia...), que viu a silhueta do Paulo nua encostada no armário dos casacos.
- “ Paulo! Que tu ta fazendo pelado ai!?
- Ahm! Ahm!” – O Paulo acorda, nu, dormindo em pé.
- “Tu tava dormindo em pé!?
- Ahm...tava!
- Tu derramou algo ai?
- Ahm...Acho que sim...eu tava sonhando que tava no banheiro.
- Como assim? No banheiro?
- É, e que o vaso sanitário era bem pequenininho...
- Como assim pequenininho?
- Pequeno. Só pequeno.
- PAULO! ACENDE A LUZ! AGORAAAAA!
- O que houve guria!?
- ACENDEEEE!”
Segundo o mesmo, ele estava sonhando que o banheiro era muito grande, e que o vaso sanitário era muito pequeno, do tamanho de uma garrafa Pet. Mas que ele urinava mesmo assim.
Não era o vaso sanitário que era pequeno. Era o NIKE SHOX dela que tava no chão que era...
terça-feira, 15 de maio de 2007
Com a tampa levantada
A vingança do Paulo veio em pratos quentes:
Diz que este final de semana ele deixou a Pedrita sair sozinha com as amigas para beber (Bah Tchê! Quando que essa gente pára de beber?). Segundo o relatado, o causo foi assim:
Lá pelas quatro da madrugada, Paulo, que já estava roncando desde as onze (acredito...) escuta a porta do apartamento abrir de maneira abrupta, como se um bêbado estivesse abrindo-a. O bêbado, neste caso bêbada, claro, era a Pedrita.
Ele pensa assim: “Vou deixar ela se fuder para vir deitar. Não vou ajudar em nada”.
O tempo passa, e Pedrita não vem para cama. Depois de uns trinta minutos, Paulo começa a escutar um barulho que se assemelha muito com o que seria uma torneira pingando no assoalho de taboão da sala.
Começa a desconfiar que algo trágico poderia estar acontecendo.
Os próximos segundos foram de puro terror.
Diz ele que resolveu se levantar de pé-ante-pé, para dar uma olhada no que estava ocorrendo. E a cena que viu quando chegou a sala foi algo apavorante.
Pedrita estava no canto da peça, ao lado da mesa de jantar, sentada de frente para a parede e de costas para todo o resto, dormindo e roncando.
Paulo, já um pouco assustado, resolve correr até lá para ver como ela estava. Quando chega ao lado da cadeira, toma um susto.
Pedrita estava nua com as calças arriadas até o joelho, o assento da cadeira, que era estofado, estava levantado e junto ao encosto (como se fosse a tampa de um vaso sanitário), suas pernas e o chão a sua volta estavam completamente molhados e cheirando a urina.
Paulo tenta acordá-la:
- “Pedrita! Pedrita! Acorda Amor! O que ta acontecendo!?
- Mas que guri chato! Ta sempre me incomodando!
- Como assim incomodando guria!? O que tu ta fazendo!?
- Até no banheiro tu vem me incomodar! Sai daqui guri!
- Como assim guria!? Que banheiro!?
- Aqui! Este banheiro que a gente ta! Tu não ta vendo que eu to sentada no vaso mijando...”
Diz que este final de semana ele deixou a Pedrita sair sozinha com as amigas para beber (Bah Tchê! Quando que essa gente pára de beber?). Segundo o relatado, o causo foi assim:
Lá pelas quatro da madrugada, Paulo, que já estava roncando desde as onze (acredito...) escuta a porta do apartamento abrir de maneira abrupta, como se um bêbado estivesse abrindo-a. O bêbado, neste caso bêbada, claro, era a Pedrita.
Ele pensa assim: “Vou deixar ela se fuder para vir deitar. Não vou ajudar em nada”.
O tempo passa, e Pedrita não vem para cama. Depois de uns trinta minutos, Paulo começa a escutar um barulho que se assemelha muito com o que seria uma torneira pingando no assoalho de taboão da sala.
Começa a desconfiar que algo trágico poderia estar acontecendo.
Os próximos segundos foram de puro terror.
Diz ele que resolveu se levantar de pé-ante-pé, para dar uma olhada no que estava ocorrendo. E a cena que viu quando chegou a sala foi algo apavorante.
Pedrita estava no canto da peça, ao lado da mesa de jantar, sentada de frente para a parede e de costas para todo o resto, dormindo e roncando.
Paulo, já um pouco assustado, resolve correr até lá para ver como ela estava. Quando chega ao lado da cadeira, toma um susto.
Pedrita estava nua com as calças arriadas até o joelho, o assento da cadeira, que era estofado, estava levantado e junto ao encosto (como se fosse a tampa de um vaso sanitário), suas pernas e o chão a sua volta estavam completamente molhados e cheirando a urina.
Paulo tenta acordá-la:
- “Pedrita! Pedrita! Acorda Amor! O que ta acontecendo!?
- Mas que guri chato! Ta sempre me incomodando!
- Como assim incomodando guria!? O que tu ta fazendo!?
- Até no banheiro tu vem me incomodar! Sai daqui guri!
- Como assim guria!? Que banheiro!?
- Aqui! Este banheiro que a gente ta! Tu não ta vendo que eu to sentada no vaso mijando...”
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Melhor não perguntar...
Na véspera de feriado, saímos para beber cerveja com as respectivas.
Pedrita, a namorada-da-idade-da-pedra do Paulo, começou a beber demais e a contar umas historinhas... para meu deleite e também dos poucos leitores que tenho.
Mas vamos a uma delas (antes de qualquer reclamação sobre este relato, recebi autorização prévia lavrada em três vias no cartório de Anta Gorda. Quem quiser conferir, vá até lá.):
Reza a lenda que Pedrita, depois de ler um bom livro (aham... sei...) adormeceu em sua cama King Size ao lado do Paulo, que já estava roncando (normal...). Após alguns momentos, que ela não sabe precisar quantos, seu sono foi interrompido pelo barulho da televisão ligada. Ela acorda, estica o braço para o lado e percebe que Paulo não está deitado. Olha para frente, com aqueles olhos e aquela visão que só o sono pesado dá, e enxerga apenas a claridade emanada da televisão, que estava com volume baixo. Dá uma olhada em volta no quarto e não vê o namorado em lugar algum.
Adormece novamente pensando que o dito cujo devia estar no banheiro (baita mijão que é).
Após uns cinco minutinhos só, acorda-se novamente com o leve balançar da cama. Era o Paulo deitando-se, com a respiração bastante ofegante, e segurando uma camiseta velha nas mãos. Pergunta, como quem não quer nada:
- “Paulo, o que tu ta fazendo com esta camiseta?
- Não pergunta guria, não pergunta.
- Se tu ta esfregando ela nas mãos é porque de alguma maneira tu sujou elas...
- Não pergunta guria, não pergunta.
- Onde que tu tava?
- No chão.
- Tu tava deitado no chão?
- Tava. Mas porque eu quis. Não cai não.
- Porque tu quis?
- É.
- Perai! Em qual canal que a tevê tava ligada?
- Na Band.
- E o que tu tava assistindo na Band Paulo?
- Não pergunta guria. Não pergunta.
- O que tu tava fazendo?
- Eu não queria te acordar...
- PAULO! DE MADRUGADA NA BAND PASSA FILME PORNÔ!
- Não pergunta guria. Não pergunta.
- O QUE TU TAVA FAZENDO NO CHÃO PAULO? SE TU TAVA LIMPANDO AS MÃOS...? SEU PORCO! NOJENTO!
- Não pergunta guria. Não pergunta...”
Pedrita, a namorada-da-idade-da-pedra do Paulo, começou a beber demais e a contar umas historinhas... para meu deleite e também dos poucos leitores que tenho.
Mas vamos a uma delas (antes de qualquer reclamação sobre este relato, recebi autorização prévia lavrada em três vias no cartório de Anta Gorda. Quem quiser conferir, vá até lá.):
Reza a lenda que Pedrita, depois de ler um bom livro (aham... sei...) adormeceu em sua cama King Size ao lado do Paulo, que já estava roncando (normal...). Após alguns momentos, que ela não sabe precisar quantos, seu sono foi interrompido pelo barulho da televisão ligada. Ela acorda, estica o braço para o lado e percebe que Paulo não está deitado. Olha para frente, com aqueles olhos e aquela visão que só o sono pesado dá, e enxerga apenas a claridade emanada da televisão, que estava com volume baixo. Dá uma olhada em volta no quarto e não vê o namorado em lugar algum.
Adormece novamente pensando que o dito cujo devia estar no banheiro (baita mijão que é).
Após uns cinco minutinhos só, acorda-se novamente com o leve balançar da cama. Era o Paulo deitando-se, com a respiração bastante ofegante, e segurando uma camiseta velha nas mãos. Pergunta, como quem não quer nada:
- “Paulo, o que tu ta fazendo com esta camiseta?
- Não pergunta guria, não pergunta.
- Se tu ta esfregando ela nas mãos é porque de alguma maneira tu sujou elas...
- Não pergunta guria, não pergunta.
- Onde que tu tava?
- No chão.
- Tu tava deitado no chão?
- Tava. Mas porque eu quis. Não cai não.
- Porque tu quis?
- É.
- Perai! Em qual canal que a tevê tava ligada?
- Na Band.
- E o que tu tava assistindo na Band Paulo?
- Não pergunta guria. Não pergunta.
- O que tu tava fazendo?
- Eu não queria te acordar...
- PAULO! DE MADRUGADA NA BAND PASSA FILME PORNÔ!
- Não pergunta guria. Não pergunta.
- O QUE TU TAVA FAZENDO NO CHÃO PAULO? SE TU TAVA LIMPANDO AS MÃOS...? SEU PORCO! NOJENTO!
- Não pergunta guria. Não pergunta...”
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Lauzinha...
terça-feira, 1 de maio de 2007
Pérolas...
Estas estão quentinhas saindo do forno:
Estes dias, durante uma das sempre prazerosas reuniões na casa do Wagner, em Porto Alegre, o mesmo estava reclamando que sua namorada – e minha prima – havia arranhado e amassado a sua caminhonete DODGE DAKOTA na entrada da garagem de casa. E que ele achava que tal ato era em repúdio a venda da mesma. Claro, o Paulo estava lá presente também. E óbvio, as pérolas (foram mais do que uma...) foram proferidas adivinhem por quem...
A primeira se deu quando o dialogo sobre o tal arranhão já se encaminhava para a discussão de casal:
- “Tu fez isso porque tu não queres que eu a venda!” – Disse Wagner, se dirigindo a prima querida...
- “Não fiz nada! Foi um acidente! Bem capaz que eu vou riscar a Dakota!” – Prima, em resposta.
E o Paulo só olhando, com uma cara de quem não estava entendendo picas do que estavam falando.
Continuando a discussão:
- “Mas foi mentira Wagner! Eu tava só brincando contigo!
- Sei que tu tava brincando. E o que era aquele arranhão na coitada da Dakota? Tu não tem noção do que tu fazes as vezes guria...”
Derrepente o Paulo interrompe:
- “Ta mas, me diz uma coisa. Ela se machucou?
- Como...?
- Ela se machucou? Ou talvez até morreu, sei lá. Sangrar deve ter sangrado. Porque vocês estão falando como se a coisa tivesse sido muito séria.
- Hein...? – Todos em coro interpelaram.
- É. Fiquei com pena da tal da COCOTA agora...
- COCOTA...?
- É! A tal da COCOTA que vocês estão falando, a que rasparam na parede da garagem. Coitada dela. Vocês não tem pena do bichinho...?
A segunda:
O Wagner estava sentado ao lado do Paulo. E acendeu um cigarro. O Paulo em repúdio ao cheiro do mesmo, resolve dizer o seguinte:
- O velho! Tudo bem que tu ta em casa. Mas eu acho que neste RECIPIENTE não pode fumar hein...
E a última foi na hora em que a salada foi servida:
- O Wagner, me alcança o LEITE DE OLIVA ali pra eu temperar minha rúcula...
Estes dias, durante uma das sempre prazerosas reuniões na casa do Wagner, em Porto Alegre, o mesmo estava reclamando que sua namorada – e minha prima – havia arranhado e amassado a sua caminhonete DODGE DAKOTA na entrada da garagem de casa. E que ele achava que tal ato era em repúdio a venda da mesma. Claro, o Paulo estava lá presente também. E óbvio, as pérolas (foram mais do que uma...) foram proferidas adivinhem por quem...
A primeira se deu quando o dialogo sobre o tal arranhão já se encaminhava para a discussão de casal:
- “Tu fez isso porque tu não queres que eu a venda!” – Disse Wagner, se dirigindo a prima querida...
- “Não fiz nada! Foi um acidente! Bem capaz que eu vou riscar a Dakota!” – Prima, em resposta.
E o Paulo só olhando, com uma cara de quem não estava entendendo picas do que estavam falando.
Continuando a discussão:
- “Mas foi mentira Wagner! Eu tava só brincando contigo!
- Sei que tu tava brincando. E o que era aquele arranhão na coitada da Dakota? Tu não tem noção do que tu fazes as vezes guria...”
Derrepente o Paulo interrompe:
- “Ta mas, me diz uma coisa. Ela se machucou?
- Como...?
- Ela se machucou? Ou talvez até morreu, sei lá. Sangrar deve ter sangrado. Porque vocês estão falando como se a coisa tivesse sido muito séria.
- Hein...? – Todos em coro interpelaram.
- É. Fiquei com pena da tal da COCOTA agora...
- COCOTA...?
- É! A tal da COCOTA que vocês estão falando, a que rasparam na parede da garagem. Coitada dela. Vocês não tem pena do bichinho...?
A segunda:
O Wagner estava sentado ao lado do Paulo. E acendeu um cigarro. O Paulo em repúdio ao cheiro do mesmo, resolve dizer o seguinte:
- O velho! Tudo bem que tu ta em casa. Mas eu acho que neste RECIPIENTE não pode fumar hein...
E a última foi na hora em que a salada foi servida:
- O Wagner, me alcança o LEITE DE OLIVA ali pra eu temperar minha rúcula...
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Pra brincar com o "fofuxo" paga mais...Parte II - Final
- Pra se divertir com o "fofuxo" paga mais senhor...
- O que? Eu tenho que pagar para trocar o pneu do "fofuxo"...?
- Onde o senhor vai tocar nele, eu não sei e nem quero saber, mas o preço eu tenho que cobrar. Ou paga agora, ou paga na saída, como é o usual.
- Como assim "onde que o senhor vai tocar nele"?
- É. No pneuzinho. Que no caso dele nem é "pneuzinho". É um baita "pneuzão"!
- NÃO! PÁRA! PÁRA TUDO! TU NÃO TÁ ENTENDENDO NADA!
- Então o senhor me faça o favor de explicar.
- Aquele rapaz gordo me chamou aqui apenas para ajudá-lo a trocar o pneu. O pneu do CARRO DELE. Ninguém vai entrar no quarto e fazer "coisinha"...
- Ah tá. Então o senhor só vai lá ajuda-lo a trocar o pneu do carro?
- Claro né! Ou tu tava achando que eu... eu e o Gordinho...
- Mil perdões Senhor. - Extremamente ruborizado...- Realmente eu havia entendido errado. Mas também... ele ficou aqui vestido só com um hobbyzinho rosa esturricado, perguntando como que tava o movimento da noite, o que eu fazia nos outros dias, que hora eu saia, etc...
- Ta ok. Não quero ouvir a tua explicação - Falou, Puto da Cara, óbvio - apenas me deixa entrar vai...
- Por Gentileza Senhor. Tenha a bondade. O Numero do quarto é 410.
E lá se foi o Marcelo, ajudou o "fofuxo" a trocar o pneu do carro (claro que ele ainda estava vestido apenas com o hobby rosa, e o chinelinho Havaianas do motel), e enquanto fazia isso, tentava baixar o nível de raiva e ódio...
Na hora de ir embora, ele se despede do Paulo com apenas um "Me deve uma...", mas pensa o que poderia fazer para se vingar do "Severino".
Logo na portaria, ainda com a porta de entrada do motel fechada, o maldito do porteiro puxou assunto, tentando amenizar o erro, e o consequente constrangimento cometido.
- E ai Senhor. Tudo certo? Conseguiram trocar o pneu?
- Conseguimos...
- Tudo certo então...?
- Tudo...
- O Senhor ficou bravo por eu ter achado que o Senhor era... era...?
- Fiquei...
- Então o Senhor vai reclamar com a gerência...?
- Não. Não vou. Isso se tu fizeres um favor...
- Qual Senhor? Faço o que o Senhor quiser.
- O que eu quiser...? - já falando com um assento, digamos assim, "mais feminino".
- É. O que o Senhor quiser.
- Libera a "porta da saída" - falou isto com aquela carinha maliciosa de libélula... - pra mim agora?
- Como assim "Porta de Saída"...? O Senhor tá achando... achando o que... que eu sou... ?
- Hehehe...Viu como é bom?
- O Senhor tá fazendo confusão. Eu não quero dar o meu...
- Ta, pára por ai! - Interrompendo - Eu só quero a porta do motel aberta pra poder sair. Não a tua!
E se foi embora com o gostinho bom de vingança na boca...
- O que? Eu tenho que pagar para trocar o pneu do "fofuxo"...?
- Onde o senhor vai tocar nele, eu não sei e nem quero saber, mas o preço eu tenho que cobrar. Ou paga agora, ou paga na saída, como é o usual.
- Como assim "onde que o senhor vai tocar nele"?
- É. No pneuzinho. Que no caso dele nem é "pneuzinho". É um baita "pneuzão"!
- NÃO! PÁRA! PÁRA TUDO! TU NÃO TÁ ENTENDENDO NADA!
- Então o senhor me faça o favor de explicar.
- Aquele rapaz gordo me chamou aqui apenas para ajudá-lo a trocar o pneu. O pneu do CARRO DELE. Ninguém vai entrar no quarto e fazer "coisinha"...
- Ah tá. Então o senhor só vai lá ajuda-lo a trocar o pneu do carro?
- Claro né! Ou tu tava achando que eu... eu e o Gordinho...
- Mil perdões Senhor. - Extremamente ruborizado...- Realmente eu havia entendido errado. Mas também... ele ficou aqui vestido só com um hobbyzinho rosa esturricado, perguntando como que tava o movimento da noite, o que eu fazia nos outros dias, que hora eu saia, etc...
- Ta ok. Não quero ouvir a tua explicação - Falou, Puto da Cara, óbvio - apenas me deixa entrar vai...
- Por Gentileza Senhor. Tenha a bondade. O Numero do quarto é 410.
E lá se foi o Marcelo, ajudou o "fofuxo" a trocar o pneu do carro (claro que ele ainda estava vestido apenas com o hobby rosa, e o chinelinho Havaianas do motel), e enquanto fazia isso, tentava baixar o nível de raiva e ódio...
Na hora de ir embora, ele se despede do Paulo com apenas um "Me deve uma...", mas pensa o que poderia fazer para se vingar do "Severino".
Logo na portaria, ainda com a porta de entrada do motel fechada, o maldito do porteiro puxou assunto, tentando amenizar o erro, e o consequente constrangimento cometido.
- E ai Senhor. Tudo certo? Conseguiram trocar o pneu?
- Conseguimos...
- Tudo certo então...?
- Tudo...
- O Senhor ficou bravo por eu ter achado que o Senhor era... era...?
- Fiquei...
- Então o Senhor vai reclamar com a gerência...?
- Não. Não vou. Isso se tu fizeres um favor...
- Qual Senhor? Faço o que o Senhor quiser.
- O que eu quiser...? - já falando com um assento, digamos assim, "mais feminino".
- É. O que o Senhor quiser.
- Libera a "porta da saída" - falou isto com aquela carinha maliciosa de libélula... - pra mim agora?
- Como assim "Porta de Saída"...? O Senhor tá achando... achando o que... que eu sou... ?
- Hehehe...Viu como é bom?
- O Senhor tá fazendo confusão. Eu não quero dar o meu...
- Ta, pára por ai! - Interrompendo - Eu só quero a porta do motel aberta pra poder sair. Não a tua!
E se foi embora com o gostinho bom de vingança na boca...
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Pra brincar com o "fofuxo" paga mais...
Outra da dupla:
O Paulo foi ao motel com a guria dele (Bom... pelo menos era na época...).
O Marcelo, como melhor amigo que é, sabia onde ele estava e com quem.
Mas o engraçado foi o transcorrer dos fatos... ai vai:
Enquanto o Paulo tinha saído, o Marcelo foi na academia, foi jantar, e resolver mais alguns assuntos pendentes. Após isto, foi para casa a fim de descansar. Quando já estava quase dormindo, toca o Cel. Phone. Era o Paulo.
- “Marcelo! Tu ta acordado?
- To velho. Porque?
- Porque eu to aqui no Motel ainda, e o meu pneu furou...
- Ta e porque tu simplesmente não troca?
- Porque o estepe ta vazio! Tu vai ter que me trazer o teu.
- Putz...! Faz o seguinte então, quando eu estiver chegando te dou um toque, tu vai na portaria pegá-lo, eu te entrego, tu entra, troca, eu fico te esperando do lado de fora pra ver se tu precisa de ajuda.
- Ta, combinado. Tu vens agora?
- Já to saindo.
- Ok. Te espero.”
Chegando lá, segundo as palavras do próprio Marcelo. O susto foi grande.
- “Lembra que eu tinha dito pra ele me esperar na portaria?” – Me contando.
- “Lembro claro.
- Pois é. Ele tava na portaria. De HOBBY e CHINELINHO.
- AHAHAHA...!
- Detalhe. Foi antes dele emagrecer, ou seja, ele tinha 160 KILOS!
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...!
- Tava ele ali, nem se prestou a se vestir, trovando com o porteiro no guichê, me esperando.
- E tu fizeste o que?”
Reprodução do dialogo dos dois:
- “Paulo! Tu és louco! Vai te vestir Tchê!
- Para Guri! Eu sou a atração do motel.
- Meu Deus! Que horror! Esta barriga toda abrigada neste hobbyzinho rosa bebe...
- Ta Tchê! Para de trovar e me dá o pneu.
- Ta bom. Mas se tu precisar de ajuda, eu to aqui fora. Só me dá um toque quando tu terminar?
- Ta, dou. Valeu.”
Agora vem o pior de tudo, o telefone toca:
- “Marcelo, eu preciso de ajuda. Não estou conseguindo colocar a roda, a furação é diferente.
- Putz! Ta, já to entrando!”
Marcelo fechou o carro e dirigiu-se a portaria, a pé mesmo. Chegando no guichê ele fala para o porteiro:
- “Tchê! O Gordinho aquele me ligou dizendo que está precisando de ajuda lá dentro. Posso entrar para ajudar?
- Tu queres ir lá ajudar ele? – Pergunta o porteiro, fazendo cara de desconfiado, obviamente já entendendo errado...
- Quero. Ele me ligou dizendo que tava precisando.
- Então tá! Cada um cada um... mas cada pessoa adicional é 40 reais.
- Como assim 40 reais?
- 40 reais Senhor. Se o fofuxo não consegue dar conta do recado, derrepente a coisa dele é outra – falou fazendo cara de malicioso - afinal de contas ele ficou meia hora aqui puxando assunto só de hobby, para ir lá aproveitar com ele no quarto, o Senhor terá que pagar 40 reais...”
O Paulo foi ao motel com a guria dele (Bom... pelo menos era na época...).
O Marcelo, como melhor amigo que é, sabia onde ele estava e com quem.
Mas o engraçado foi o transcorrer dos fatos... ai vai:
Enquanto o Paulo tinha saído, o Marcelo foi na academia, foi jantar, e resolver mais alguns assuntos pendentes. Após isto, foi para casa a fim de descansar. Quando já estava quase dormindo, toca o Cel. Phone. Era o Paulo.
- “Marcelo! Tu ta acordado?
- To velho. Porque?
- Porque eu to aqui no Motel ainda, e o meu pneu furou...
- Ta e porque tu simplesmente não troca?
- Porque o estepe ta vazio! Tu vai ter que me trazer o teu.
- Putz...! Faz o seguinte então, quando eu estiver chegando te dou um toque, tu vai na portaria pegá-lo, eu te entrego, tu entra, troca, eu fico te esperando do lado de fora pra ver se tu precisa de ajuda.
- Ta, combinado. Tu vens agora?
- Já to saindo.
- Ok. Te espero.”
Chegando lá, segundo as palavras do próprio Marcelo. O susto foi grande.
- “Lembra que eu tinha dito pra ele me esperar na portaria?” – Me contando.
- “Lembro claro.
- Pois é. Ele tava na portaria. De HOBBY e CHINELINHO.
- AHAHAHA...!
- Detalhe. Foi antes dele emagrecer, ou seja, ele tinha 160 KILOS!
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...!
- Tava ele ali, nem se prestou a se vestir, trovando com o porteiro no guichê, me esperando.
- E tu fizeste o que?”
Reprodução do dialogo dos dois:
- “Paulo! Tu és louco! Vai te vestir Tchê!
- Para Guri! Eu sou a atração do motel.
- Meu Deus! Que horror! Esta barriga toda abrigada neste hobbyzinho rosa bebe...
- Ta Tchê! Para de trovar e me dá o pneu.
- Ta bom. Mas se tu precisar de ajuda, eu to aqui fora. Só me dá um toque quando tu terminar?
- Ta, dou. Valeu.”
Agora vem o pior de tudo, o telefone toca:
- “Marcelo, eu preciso de ajuda. Não estou conseguindo colocar a roda, a furação é diferente.
- Putz! Ta, já to entrando!”
Marcelo fechou o carro e dirigiu-se a portaria, a pé mesmo. Chegando no guichê ele fala para o porteiro:
- “Tchê! O Gordinho aquele me ligou dizendo que está precisando de ajuda lá dentro. Posso entrar para ajudar?
- Tu queres ir lá ajudar ele? – Pergunta o porteiro, fazendo cara de desconfiado, obviamente já entendendo errado...
- Quero. Ele me ligou dizendo que tava precisando.
- Então tá! Cada um cada um... mas cada pessoa adicional é 40 reais.
- Como assim 40 reais?
- 40 reais Senhor. Se o fofuxo não consegue dar conta do recado, derrepente a coisa dele é outra – falou fazendo cara de malicioso - afinal de contas ele ficou meia hora aqui puxando assunto só de hobby, para ir lá aproveitar com ele no quarto, o Senhor terá que pagar 40 reais...”
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Esta vou ter de escrever. O Paulo acabou de mandar mentindo dizendo que foi ele quem disse pruma amiga dele. Mentira. Eu já tinha lido no site do "Tiozinho do Banheiro". Mas tá valendo:
Pergunta: "Tiozinho, situação, eu namorei por anos uma gata, só que a coisa foi se perdendo a graça, nos separamos eu entrei em outro relacinamento e ela tbm, só que voltamos a nos ver e as noites estão sendo maravilhosas o problema é que não rola mais nenhum sentimento a não ser tesão, e alem do mais gosto muito da minha nova namorada... por favortio me d uma luz!"
"Osram 127V 60W. Em promoção no Carrefour até sábado. Corra."
Pergunta: "Tiozinho, situação, eu namorei por anos uma gata, só que a coisa foi se perdendo a graça, nos separamos eu entrei em outro relacinamento e ela tbm, só que voltamos a nos ver e as noites estão sendo maravilhosas o problema é que não rola mais nenhum sentimento a não ser tesão, e alem do mais gosto muito da minha nova namorada... por favortio me d uma luz!"
"Osram 127V 60W. Em promoção no Carrefour até sábado. Corra."
O Pardal
Todos os que moram no Vale do Rio dos Sinos sabem que entre São Leopoldo e Sapucaia, na saída da famigerada “Estrada do Matão”, existe um pardal gentilmente instalado pela Prefeitura de Sapuca City para multar os motoristas mais desavisados, que claro, sempre voltam da Unisinos por ali.
Mas eu quero lhes contar uma historinha...
Alguns anos atrás, o Paulo e o Marcelo estavam voltando de uma festa em São Leopoldo. Estavam ambos no carro do Marcelo, mas quem estava dirigindo era Paulo, pois o mesmo estava sóbrio, ao contrario de Marcelo estava mais encharcado de cachaça que limão de caipirinha. Pois bem... é ai que se deu o causo.
No caminho de volta, o Marcelo estava bebendo uma Long Neck (como diz o próprio: “Long Net”), sentado no banco do carona, com o braço para fora segurando a garrafinha, quando, com a língua bastante enrolada, ele diz:
- “Paulo! Passa mais devagar que eu vou jogar esta garrafa naquele pardal FDP...!
- Tu és louco Tchê! Tu vai quebrar o bagulho! É capaz de tu acertar!
- E tu acha que vou conseguir acertar! São cinco horas da manhã e eu to mais Bêbado que o Tinto!
- Ta bom.”
Foi justamente quando o Marcelo com os olhos “jojados” quase fechados, simplesmente joga a garrafa para cima, incrédulo de que poderia acertar algo. Mas os caminhos do destino fazem com que ela suba, suba, suba... e caia justamente encima do tal pardal, quebrando-o em mil pedaços, fazendo barulho e acordando a cachorrada da vizinhança, enfim... acabou por acontecer o maior alarde possível.
Neste momento, o Marcelo, apavorado com a situação, grita:
- “Paulo! Rápido! Acelera e foge...!
- Não posso Velho, não posso!
- Porque tu não podes Tchê!? Eu acabei de quebrar o pardal! Se nos pegam a gente vai preso!
- O que tu prefere? Ser preso ou multado?
- O que tem a ver? Como assim?
- Se eu acelerar, o Pardal que tu quebrou vai me multar por excesso de velocidade...”
Mas eu quero lhes contar uma historinha...
Alguns anos atrás, o Paulo e o Marcelo estavam voltando de uma festa em São Leopoldo. Estavam ambos no carro do Marcelo, mas quem estava dirigindo era Paulo, pois o mesmo estava sóbrio, ao contrario de Marcelo estava mais encharcado de cachaça que limão de caipirinha. Pois bem... é ai que se deu o causo.
No caminho de volta, o Marcelo estava bebendo uma Long Neck (como diz o próprio: “Long Net”), sentado no banco do carona, com o braço para fora segurando a garrafinha, quando, com a língua bastante enrolada, ele diz:
- “Paulo! Passa mais devagar que eu vou jogar esta garrafa naquele pardal FDP...!
- Tu és louco Tchê! Tu vai quebrar o bagulho! É capaz de tu acertar!
- E tu acha que vou conseguir acertar! São cinco horas da manhã e eu to mais Bêbado que o Tinto!
- Ta bom.”
Foi justamente quando o Marcelo com os olhos “jojados” quase fechados, simplesmente joga a garrafa para cima, incrédulo de que poderia acertar algo. Mas os caminhos do destino fazem com que ela suba, suba, suba... e caia justamente encima do tal pardal, quebrando-o em mil pedaços, fazendo barulho e acordando a cachorrada da vizinhança, enfim... acabou por acontecer o maior alarde possível.
Neste momento, o Marcelo, apavorado com a situação, grita:
- “Paulo! Rápido! Acelera e foge...!
- Não posso Velho, não posso!
- Porque tu não podes Tchê!? Eu acabei de quebrar o pardal! Se nos pegam a gente vai preso!
- O que tu prefere? Ser preso ou multado?
- O que tem a ver? Como assim?
- Se eu acelerar, o Pardal que tu quebrou vai me multar por excesso de velocidade...”
terça-feira, 24 de abril de 2007
Será...que é uma boa idéia...?
Uma pessoa muito querida me disse:
- “Porque tu não transforma o Paulo em uma Velhinha de Taubaté...?”
- “Nunca!” – Respondi.
Primeiro porque o Paulo não é velhinha, ele é um cara de 25 anos que pode ser até meio feio, mas nem tanto a ponto de comparar com uma velhinha em traços simples. Segundo porque ele não é de Taubaté, ele é de Esteio Rock City mesmo. Terceiro porque eu sou eu, não sou nem nunca conseguirei ser o Veríssimo...
Mas pensando bem...será que o Paulo funcionaria como personagem? Será que eu conseguiria manter o interesse de suas histórias? Não sei.
Só sei que tenho um estoque gigante de situações que posso escrever.
Não sou escritor. Sou muito inexperiente. Mas consigo fazer um meche...
Agora, arcar com um personagem, suas histórias, seus pensamentos, seus anseios e desejos, problemas, duvidas, suas situações clássicas (pérolas, verdadeiras pérolas. Tanto vividas quanto faladas...), não sei se consigo.
E agora... minhas duvidas maiores: ele seria um cara feliz ou um sofredor? Que face eu mostraria mais? Será que optando por transcreve-lo de maneira fiel, eu conseguiria escrever com competência sobre alguém? Enfim... o que eu colocaria no papel?
Viu. Já mudei do “nunca!”, para um:
“Hummm... talvez...”
- “Porque tu não transforma o Paulo em uma Velhinha de Taubaté...?”
- “Nunca!” – Respondi.
Primeiro porque o Paulo não é velhinha, ele é um cara de 25 anos que pode ser até meio feio, mas nem tanto a ponto de comparar com uma velhinha em traços simples. Segundo porque ele não é de Taubaté, ele é de Esteio Rock City mesmo. Terceiro porque eu sou eu, não sou nem nunca conseguirei ser o Veríssimo...
Mas pensando bem...será que o Paulo funcionaria como personagem? Será que eu conseguiria manter o interesse de suas histórias? Não sei.
Só sei que tenho um estoque gigante de situações que posso escrever.
Não sou escritor. Sou muito inexperiente. Mas consigo fazer um meche...
Agora, arcar com um personagem, suas histórias, seus pensamentos, seus anseios e desejos, problemas, duvidas, suas situações clássicas (pérolas, verdadeiras pérolas. Tanto vividas quanto faladas...), não sei se consigo.
E agora... minhas duvidas maiores: ele seria um cara feliz ou um sofredor? Que face eu mostraria mais? Será que optando por transcreve-lo de maneira fiel, eu conseguiria escrever com competência sobre alguém? Enfim... o que eu colocaria no papel?
Viu. Já mudei do “nunca!”, para um:
“Hummm... talvez...”
quinta-feira, 19 de abril de 2007
A falta de vergonha do Paulo
Gosto de assistir TV de madrugada quando me dá insônia. É algo que faz passar o tempo, e sempre acabo assistindo algo muito interessante, que me faz chegar no serviço comentando.
Ontem por acaso, não foi diferente. Sou curioso pelo universo feminino, então quando não consigo assistir no horário, assisto as reprises na madrugada. O nome do programa é “Saia Justa”, e passa no GNT.
Um dos assuntos em voga era a vergonha. Simples assim. A vergonha. Sem nenhuma firula e rodeio. As apresentadoras disseram as suas experiências próprias e tal, mas o que me chamou atenção foi outra parte.
É claro, sempre há as reportagens de rua, onde as pessoas são questionadas sobre o assunto, e duas pessoas mereceram uma boa risada. A primeira foi de um rapaz que disse se envergonhar apenas em uma situação: quando ele é pego na sinaleira enfiando o dedo no nariz (quem nunca fez isso?). E a outra foi de uma senhora idosa, que disse que estava envergonhada com aquela câmera enfiada na “fuça” dela.
Na minha opinião, a vergonha é uma forma de controle social, e que consiste de estados emocionais e até fisiológicos (quem nunca se envergonhou quando a barriga ronca bem no meio de uma sala cheia de gente em silencio?) é um bando de comportamentos variados, induzidos por situações de desonra, desgraça e condenação. Se tu fores pensar um pouquinho mais adiante, a vergonha é justamente o nosso freio de mão, é o que segura, é o que faz a gente derrapar na curva. Conceituando melhor, a vergonha é como se fosse a emoção que mostra que temos limites, que somos finitos.
No meu caso, o que me incomoda é quando me envergonho a mim próprio. Isto é altamente conectado com a questão das crenças, pois vergonha tem a ver com autocondenação, com algum tipo de autoflagelo. Por exemplo: digamos que tu perdes algo, e esta perda te faz pensar que tu sempre perde, ou seja, que tu és um perdedor. Em um pensamento simplista, tu passas a ter vergonha, pois achas que as pessoas te julgam igualmente como perdedor. Na verdade, isto é apenas uma questão interna de avaliação. O problema é que tem gente que perde até a dignidade depois de uma situação vergonhosa, principalmente quando crianças, que são extremamente vulneráveis à formação de uma identidade de vergonha própria. É a maneira como somos criados as vezes, como somos educados.
Leiam esta definição: “Enquanto a culpa é um sentimento doloroso de remorso e responsabilidade pelas ações que foram tomadas, a vergonha é um sentimento doloroso sobre alguém enquanto pessoa”. Inclusive nós mesmos. Temos vergonha não por algo que fizemos, mas sim por algo que somos, ou demonstramos ser através de alguma atitude.
Penso também que existe vergonha social, ou comunitária. Raciocine: quem nunca teve vergonha do Brasil, por algo que aconteceu que explicitou algum grande defeito nosso? Vergonha do seu time ter perdido de maneira tão feia no final de semana? O Paulo passa por isto sempre. Ele odeia ver o Inter perder. Quando isto acontece, ele chega a esconder dos outros que é colorado. Vê se pode...
Esses dias ele passou por uma situação que quase me fez mijar de tanto rir.
Nas palavras dele:
- “Pia! Pensa em mulher gostosa. Pensa. Agora multiplica por Três! Era ela. Eu tava caminhando na rua agora, e lá vinha ela no sentido contrario... passos firmes, pernas firmes, uma bundinha que vi uma hora que ela parou e se virou... benzadeus!... nunca vi igual...
Ela vinha na minha direção, de óculos escuros, seios fartos apontando para cima, cabelo escuro, ondulado. Pensei logo comigo:
Será que esta mulher daria bola para um reles mortal como eu? Olhei para mim. Estava super mal vestido, barba por fazer, precisava até de um banho. Me senti envergonhado. Então quando ela estava quase cruzando comigo, escorregou e caiu! Plof! Foi de boca no chão”!
- “Ahahahahaha...!”
- “Olha só! Quando ela caiu, caiu de bunda pra cima...e a saia levantou...”
- “Putz”!
- “A calcinha dela era um fio dental vermelho...deu pra ver tudo...me deu até um troço na hora que vi...
O pior que nessa de olhar pra bunda dela nua virada pra cima, ela me perguntou – É bonita? – e eu fiquei sem resposta! Apenas olhando!”
- “ Tu te esqueceu de ajudar ela o animal!”
- “Justamente tchê! Olha a vergonha que passei! Fiquei olhando pra bunda dela e esqueci de ajudar a levantar! Ela se levantou sozinha e foi embora puta da cara!...AHAHAHAHAHAHA!”
Ontem por acaso, não foi diferente. Sou curioso pelo universo feminino, então quando não consigo assistir no horário, assisto as reprises na madrugada. O nome do programa é “Saia Justa”, e passa no GNT.
Um dos assuntos em voga era a vergonha. Simples assim. A vergonha. Sem nenhuma firula e rodeio. As apresentadoras disseram as suas experiências próprias e tal, mas o que me chamou atenção foi outra parte.
É claro, sempre há as reportagens de rua, onde as pessoas são questionadas sobre o assunto, e duas pessoas mereceram uma boa risada. A primeira foi de um rapaz que disse se envergonhar apenas em uma situação: quando ele é pego na sinaleira enfiando o dedo no nariz (quem nunca fez isso?). E a outra foi de uma senhora idosa, que disse que estava envergonhada com aquela câmera enfiada na “fuça” dela.
Na minha opinião, a vergonha é uma forma de controle social, e que consiste de estados emocionais e até fisiológicos (quem nunca se envergonhou quando a barriga ronca bem no meio de uma sala cheia de gente em silencio?) é um bando de comportamentos variados, induzidos por situações de desonra, desgraça e condenação. Se tu fores pensar um pouquinho mais adiante, a vergonha é justamente o nosso freio de mão, é o que segura, é o que faz a gente derrapar na curva. Conceituando melhor, a vergonha é como se fosse a emoção que mostra que temos limites, que somos finitos.
No meu caso, o que me incomoda é quando me envergonho a mim próprio. Isto é altamente conectado com a questão das crenças, pois vergonha tem a ver com autocondenação, com algum tipo de autoflagelo. Por exemplo: digamos que tu perdes algo, e esta perda te faz pensar que tu sempre perde, ou seja, que tu és um perdedor. Em um pensamento simplista, tu passas a ter vergonha, pois achas que as pessoas te julgam igualmente como perdedor. Na verdade, isto é apenas uma questão interna de avaliação. O problema é que tem gente que perde até a dignidade depois de uma situação vergonhosa, principalmente quando crianças, que são extremamente vulneráveis à formação de uma identidade de vergonha própria. É a maneira como somos criados as vezes, como somos educados.
Leiam esta definição: “Enquanto a culpa é um sentimento doloroso de remorso e responsabilidade pelas ações que foram tomadas, a vergonha é um sentimento doloroso sobre alguém enquanto pessoa”. Inclusive nós mesmos. Temos vergonha não por algo que fizemos, mas sim por algo que somos, ou demonstramos ser através de alguma atitude.
Penso também que existe vergonha social, ou comunitária. Raciocine: quem nunca teve vergonha do Brasil, por algo que aconteceu que explicitou algum grande defeito nosso? Vergonha do seu time ter perdido de maneira tão feia no final de semana? O Paulo passa por isto sempre. Ele odeia ver o Inter perder. Quando isto acontece, ele chega a esconder dos outros que é colorado. Vê se pode...
Esses dias ele passou por uma situação que quase me fez mijar de tanto rir.
Nas palavras dele:
- “Pia! Pensa em mulher gostosa. Pensa. Agora multiplica por Três! Era ela. Eu tava caminhando na rua agora, e lá vinha ela no sentido contrario... passos firmes, pernas firmes, uma bundinha que vi uma hora que ela parou e se virou... benzadeus!... nunca vi igual...
Ela vinha na minha direção, de óculos escuros, seios fartos apontando para cima, cabelo escuro, ondulado. Pensei logo comigo:
Será que esta mulher daria bola para um reles mortal como eu? Olhei para mim. Estava super mal vestido, barba por fazer, precisava até de um banho. Me senti envergonhado. Então quando ela estava quase cruzando comigo, escorregou e caiu! Plof! Foi de boca no chão”!
- “Ahahahahaha...!”
- “Olha só! Quando ela caiu, caiu de bunda pra cima...e a saia levantou...”
- “Putz”!
- “A calcinha dela era um fio dental vermelho...deu pra ver tudo...me deu até um troço na hora que vi...
O pior que nessa de olhar pra bunda dela nua virada pra cima, ela me perguntou – É bonita? – e eu fiquei sem resposta! Apenas olhando!”
- “ Tu te esqueceu de ajudar ela o animal!”
- “Justamente tchê! Olha a vergonha que passei! Fiquei olhando pra bunda dela e esqueci de ajudar a levantar! Ela se levantou sozinha e foi embora puta da cara!...AHAHAHAHAHAHA!”
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Exposição (des)necessária
A maioria das pessoas que lêem este blog comenta-me sobre o que escrevo, mas pessoalmente, cara-a-cara, face-a-face e olhando nos meus olhos. E isto sempre foi um pedido meu. Nunca comente nada por aqui. O mínimo que peço é usar e-mail ou telefone, e acredite, muita gente usa.
Ta, mas as pessoas passaram-me a perguntar também quais são as razões. O porque de tamanha descrição, seriedade e não-exposição. A resposta certa seria: “Porque não!”
Mas como “porque não” não é resposta... preferi explicar.
Antigamente eu até fazia, mas todos já devem ter notado que não escrevo mais nada sobre meu cotidiano e nem minha vida pessoal. No máximo minhas impressões e comentários sobre assuntos em geral. Se fores mais além constatará que evito escrever algo sobre os outros também (tirando o Paulo, mas o Paulo é uma história bem longa... vai até onde o limite do físico/metafísico/invenção/realidade não é lá muito definido).
A exposição não me fascina, nem muito menos me atrai. Quem me conhece sabe que nem Orkut tenho. Não gosto que as pessoas fiquem sabendo do que faço, de quais festas vou, para onde fui, com quem sai, com quem estou falando e nem muito menos me relacionando.
Se tu fores pensar, dependendo do quanto tu meches e futrica no tal, até teu estado de espírito deixas explicitado através das tuas comunidades.
Ai estes dias me disseram: “Mas tu podes criar um perfil falso. Ai tu poderás saber da vida de todos sem que ninguém perceba, ou procure saber da tua”.
Poderia ser feito... mas ai entra outra questão que envolve meus valores básicos.
No momento odeio, simplesmente odeio ficar sabendo da vida dos outros. Se na minha já é difícil entender o que acontece, imagina na dos outros então. Acredite se quiser, mas depois que cancelei meu perfil a mais de ano atrás, nunca mais nem entrei para dar uma olhada. Simplesmente esqueci que existem perfis alheios, ou melhor, que existe este site de relacionamentos.
Sim, é uma maneira de deletar lembranças ou pessoas da memória. E digo mais...funciona. Havia pessoas que hoje não existem mais. E continuarão sem existir.
Mas voltando a questão cerne.
Posso até comentar às vezes que fiz tal coisa, vi tal filme, escutei tal musica, li tal livro ou fui a tal peça de teatro. Mas isto não é compulsório, é de livre escolha minha explicitar e detalhar tais situações e impressões. E é só. Uma decisão firme e tomada com toda a seriedade (não quer dizer que eu vá respeita-la para sempre... mas enfim... para toda a regra existe exceção). E nem é porque sei que pessoas que não prestam lêem, mas é porque não gosto de me expor para ninguém desta maneira, apenas para quem eu quero, e pessoalmente. Nem muito menos para possíveis (apesar de ter certeza que não tenho nenhum) desafetos.
O problema se resolve facilmente. Quer saber detalhes meus? O que eu sou? Como estou? De quem gosto? Quer saber de mim? Matar a saudade? Ligue-me! Procure-me! Escreva-me! Enfim... pergunte-me!
Com certeza serás bem recebida(o) e bem tratada(o)...
Ta, mas as pessoas passaram-me a perguntar também quais são as razões. O porque de tamanha descrição, seriedade e não-exposição. A resposta certa seria: “Porque não!”
Mas como “porque não” não é resposta... preferi explicar.
Antigamente eu até fazia, mas todos já devem ter notado que não escrevo mais nada sobre meu cotidiano e nem minha vida pessoal. No máximo minhas impressões e comentários sobre assuntos em geral. Se fores mais além constatará que evito escrever algo sobre os outros também (tirando o Paulo, mas o Paulo é uma história bem longa... vai até onde o limite do físico/metafísico/invenção/realidade não é lá muito definido).
A exposição não me fascina, nem muito menos me atrai. Quem me conhece sabe que nem Orkut tenho. Não gosto que as pessoas fiquem sabendo do que faço, de quais festas vou, para onde fui, com quem sai, com quem estou falando e nem muito menos me relacionando.
Se tu fores pensar, dependendo do quanto tu meches e futrica no tal, até teu estado de espírito deixas explicitado através das tuas comunidades.
Ai estes dias me disseram: “Mas tu podes criar um perfil falso. Ai tu poderás saber da vida de todos sem que ninguém perceba, ou procure saber da tua”.
Poderia ser feito... mas ai entra outra questão que envolve meus valores básicos.
No momento odeio, simplesmente odeio ficar sabendo da vida dos outros. Se na minha já é difícil entender o que acontece, imagina na dos outros então. Acredite se quiser, mas depois que cancelei meu perfil a mais de ano atrás, nunca mais nem entrei para dar uma olhada. Simplesmente esqueci que existem perfis alheios, ou melhor, que existe este site de relacionamentos.
Sim, é uma maneira de deletar lembranças ou pessoas da memória. E digo mais...funciona. Havia pessoas que hoje não existem mais. E continuarão sem existir.
Mas voltando a questão cerne.
Posso até comentar às vezes que fiz tal coisa, vi tal filme, escutei tal musica, li tal livro ou fui a tal peça de teatro. Mas isto não é compulsório, é de livre escolha minha explicitar e detalhar tais situações e impressões. E é só. Uma decisão firme e tomada com toda a seriedade (não quer dizer que eu vá respeita-la para sempre... mas enfim... para toda a regra existe exceção). E nem é porque sei que pessoas que não prestam lêem, mas é porque não gosto de me expor para ninguém desta maneira, apenas para quem eu quero, e pessoalmente. Nem muito menos para possíveis (apesar de ter certeza que não tenho nenhum) desafetos.
O problema se resolve facilmente. Quer saber detalhes meus? O que eu sou? Como estou? De quem gosto? Quer saber de mim? Matar a saudade? Ligue-me! Procure-me! Escreva-me! Enfim... pergunte-me!
Com certeza serás bem recebida(o) e bem tratada(o)...
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Dopamina... e mais essa agora...
Tem muita gente que me pergunta quanto dura um namoro normal. (Derrepente tô com cara de oráculo, ou talvez de “mestre dos magos”, ninguém manda querer saber tudo e explicar tudo).
Fui me informar sobre o assunto, porque pra variar, a curiosidade bateu. E para minha surpresa, descobri que existe um fator físico que define esta questão.
O dito cujo se chama Dopamina, e é um hormônio qualquer, igual a tantos outros. Ele quem define o tempo que o namoro vai durar.
Explico: segundo o que li, é muito difícil estabelecer um limite de tempo, mas existem varias pesquisas que dizem que um namoro apaixonado permanece vivo entre 18 a 36 meses depois do inicio. A partir daí, geralmente ocorre uma bifurcação: ou há uma acomodação e o casal continua junto, ou acontece o rompimento.
Explico desde o início:
Geralmente, a primeira coisa que acontece é um contato visual (“olhar 43”), e imediatamente começa um período que pode se chamar de “garimpo”. Literalmente garimpamos informações da outra pessoa para verificar se existem afinidades.
Pois segundo profissionais da área da saúde, é neste exato momento que o cérebro começa a inundar o corpo com a tal dopamina, que é 100% natural e saudável, e é a responsável pelas sensações de prazer, alegria e satisfação.
Sendo assim, a primeira conclusão que podemos tirar é que ele é o responsável também, pela duração dos relacionamentos.
É meus queridos. Quem nunca ouviu falar na “química do amor?” Todos nós sabemos como isto funciona. Literalmente existem pessoas que nos fazem sentir uma satisfação maior estando junto, ou seja, estas pessoas fazem com que o nosso cérebro injete mais dopamina em nosso organismo. Simples assim.
Os efeitos desta “droga” vão além. Quase sempre a pessoa que esta sob seu efeito trabalhará mais, se sentirá mais motivada e concentrada, principalmente se a causadora da liberação do hormônio está presente. Se não, a dose será menor, e a ausência será sentida como se fosse um vício por qualquer outra substancia. E na verdade é!
Ainda segundo os estudos, existem prazos para que a liberação deste hormônio continue a pleno vapor e sendo saudável, que normalmente é de três anos. Após isto, a química literalmente muda, e poderão ocorrer situações de estresse por “ene” motivos.
A produção de dopamina esta diminuindo neste momento, não que o amor acabe, mas o cérebro é informado que a calma agora pode ser necessária, ele pode interpretar as tuas atitudes de duas maneiras: entender que tu estejas tranqüilo e seguro, ou que está perdendo o interesse e esta com a pessoa errada.
É nesta hora, que até por uma questão instintiva (autodefesa) a gente tem por habito ir com mais calma, e não investir tanto na relação.
Tchê. Isto para mim é meio que uma revolução. Depois que descobri, passei a entender que em muitos momentos, na verdade, quando os namorados começam a se desinteressar um pelo outro, podem estar passando por problemas físicos que alteram a chamada química corporal, reduzindo drasticamente a droga da satisfação, paixão e alegria, a dopamina.
To ficando louco! Pensem bem. Quer dizer então que o relacionamento não depende só dos sentimentos que moram no coração, mas também de outros fatores hormonais e cerebrais...?
Ahm...será que tem suprimentos da tal de dopamina pra vender na Farmácias Econômica?
Fui me informar sobre o assunto, porque pra variar, a curiosidade bateu. E para minha surpresa, descobri que existe um fator físico que define esta questão.
O dito cujo se chama Dopamina, e é um hormônio qualquer, igual a tantos outros. Ele quem define o tempo que o namoro vai durar.
Explico: segundo o que li, é muito difícil estabelecer um limite de tempo, mas existem varias pesquisas que dizem que um namoro apaixonado permanece vivo entre 18 a 36 meses depois do inicio. A partir daí, geralmente ocorre uma bifurcação: ou há uma acomodação e o casal continua junto, ou acontece o rompimento.
Explico desde o início:
Geralmente, a primeira coisa que acontece é um contato visual (“olhar 43”), e imediatamente começa um período que pode se chamar de “garimpo”. Literalmente garimpamos informações da outra pessoa para verificar se existem afinidades.
Pois segundo profissionais da área da saúde, é neste exato momento que o cérebro começa a inundar o corpo com a tal dopamina, que é 100% natural e saudável, e é a responsável pelas sensações de prazer, alegria e satisfação.
Sendo assim, a primeira conclusão que podemos tirar é que ele é o responsável também, pela duração dos relacionamentos.
É meus queridos. Quem nunca ouviu falar na “química do amor?” Todos nós sabemos como isto funciona. Literalmente existem pessoas que nos fazem sentir uma satisfação maior estando junto, ou seja, estas pessoas fazem com que o nosso cérebro injete mais dopamina em nosso organismo. Simples assim.
Os efeitos desta “droga” vão além. Quase sempre a pessoa que esta sob seu efeito trabalhará mais, se sentirá mais motivada e concentrada, principalmente se a causadora da liberação do hormônio está presente. Se não, a dose será menor, e a ausência será sentida como se fosse um vício por qualquer outra substancia. E na verdade é!
Ainda segundo os estudos, existem prazos para que a liberação deste hormônio continue a pleno vapor e sendo saudável, que normalmente é de três anos. Após isto, a química literalmente muda, e poderão ocorrer situações de estresse por “ene” motivos.
A produção de dopamina esta diminuindo neste momento, não que o amor acabe, mas o cérebro é informado que a calma agora pode ser necessária, ele pode interpretar as tuas atitudes de duas maneiras: entender que tu estejas tranqüilo e seguro, ou que está perdendo o interesse e esta com a pessoa errada.
É nesta hora, que até por uma questão instintiva (autodefesa) a gente tem por habito ir com mais calma, e não investir tanto na relação.
Tchê. Isto para mim é meio que uma revolução. Depois que descobri, passei a entender que em muitos momentos, na verdade, quando os namorados começam a se desinteressar um pelo outro, podem estar passando por problemas físicos que alteram a chamada química corporal, reduzindo drasticamente a droga da satisfação, paixão e alegria, a dopamina.
To ficando louco! Pensem bem. Quer dizer então que o relacionamento não depende só dos sentimentos que moram no coração, mas também de outros fatores hormonais e cerebrais...?
Ahm...será que tem suprimentos da tal de dopamina pra vender na Farmácias Econômica?
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Auto-Estima XXVIII - O Retorno!
- “Tu tens que levantar a tua auto-estima!”
Quem nos últimos tempos escutou esta expressão, coloque o dedo aqui!
(Clássico momento em que alguém estica o braço para frente com a palma da mão virada para baixo...).
É engraçado, nunca se falou tanto em auto-estima como nos dias atuais, inclusive segundo matérias da imprensa, programas de TV, e até em artigos de escritores de final de semana como eu, tudo é culpa da dita cuja. Mas a pergunta que não quer calar é:
- “Mas o que é mais fácil de achar, ela ou o monstro do lago Ness?”
Todo mundo fala, mas ninguém vê...
Mas nunca ninguém me responde...
Como conseguir isto gente? As pessoas vivem me perguntando, como é que faz para se gostar mais?
Cara sei lá! Como diz um professor meu, “este troço, que ta mais parecido com uma coisa, é muito bagulhoso!”
Se existiu uma receita para entrar no caminho, é aquela que venho dizendo faz algum tempo. Esquece a história de que a gente consegue resolver todos os nossos problemas sozinhos. Se preciso for, deixa de lado o preconceito e procura uma psicoterapia.
Eu diria, que para achar a tal da auto-estima, nestes últimos 12 meses aprendi a me valorizar muito mais. Claro, não cheguei nem perto de encontrar o que queria, o ideal, que para mim seria aquele “se gostar” lindo, maravilhoso e diário, como o gostar que tenho por Deus, por Madre Paulina, pelo meu cachorro, pelo meu carro, ou pelo meu Grêmio. Até pela Polar e pelo Carlton Crema também desenvolvo um amor incondicional.
Questão pertinente neste momento: é mais fácil gostar dos outros do que da gente?
A resposta para pergunta meio que é obvia para mim. Estes dias pensei em algo (é meio raro pensar, mas enfim...) que logo me deu uma compreensão. A gente só consegue amar alguém quando não julgamos de maneira ferrenha esta pessoa, animal, entidade ou objeto. Mais do que claro que esta regra serve também para nós mesmos...
Nos julgamos demais, e isto esta presente na vida de todos: “To ficando gordo chônho já”, “Esta gravata não esta na moda”, “Sou burro”, “To duro”, “Ela não gosta de mim porque não sou tão atraente”, “Apareceu um fio de cabelo na minha cabeça”, “Consegui ver meus pés novamente”, “meus colegas são mais inteligentes do que eu”, “porque que eu gosto tanto de carboidrato”, e sei lá mais o que uma mente que não se gosta pode inventar para crer... Graças a Deus abandonei estas besteiras.
Perceba como não julgamos tanto os terceiros que amamos, o nosso cachorro, a nossa namorada (se a relação for saudável claro), o nosso carro, ou o nosso time.
Pense bem, porque a gente se cobra tanto? Onde que ensinam a gente a se autoflagelar assim? Na escola pública? Acho que não.
O problema é que estes julgamentos geralmente têm por conseqüência a autocondenação. E se auto condenar é a pior coisa que podemos fazer. Principalmente se queremos nos aplicar uma pena por termos cometido o crime de termos sido bonzinhos demais (o arrependimento por ter sido bom é muito pior do que o por ter sido mal).
Talvez seja um bom exercício de final de semana, além de tomar cerveja e beijar meninas. Tente não se julgar tanto. Acredite: Funciona! A gente fica mais leve, o dia passa mais macio, a vida fica menos cinzenta.
Mas lembre-se: perfeição não existe (tirando o corpo da Ana Paula Arósio). A gente não pode melhorar se enfiarmos em nossas cabeças que o perfeccionismo é o ideal. Ninguém é perfeito. E muito menos ideal.Se for justamente ai que nos apaixonamos pelos outros, nas suas imperfeições, porque não podemos amar as nossas próprias...?
Quem nos últimos tempos escutou esta expressão, coloque o dedo aqui!
(Clássico momento em que alguém estica o braço para frente com a palma da mão virada para baixo...).
É engraçado, nunca se falou tanto em auto-estima como nos dias atuais, inclusive segundo matérias da imprensa, programas de TV, e até em artigos de escritores de final de semana como eu, tudo é culpa da dita cuja. Mas a pergunta que não quer calar é:
- “Mas o que é mais fácil de achar, ela ou o monstro do lago Ness?”
Todo mundo fala, mas ninguém vê...
Mas nunca ninguém me responde...
Como conseguir isto gente? As pessoas vivem me perguntando, como é que faz para se gostar mais?
Cara sei lá! Como diz um professor meu, “este troço, que ta mais parecido com uma coisa, é muito bagulhoso!”
Se existiu uma receita para entrar no caminho, é aquela que venho dizendo faz algum tempo. Esquece a história de que a gente consegue resolver todos os nossos problemas sozinhos. Se preciso for, deixa de lado o preconceito e procura uma psicoterapia.
Eu diria, que para achar a tal da auto-estima, nestes últimos 12 meses aprendi a me valorizar muito mais. Claro, não cheguei nem perto de encontrar o que queria, o ideal, que para mim seria aquele “se gostar” lindo, maravilhoso e diário, como o gostar que tenho por Deus, por Madre Paulina, pelo meu cachorro, pelo meu carro, ou pelo meu Grêmio. Até pela Polar e pelo Carlton Crema também desenvolvo um amor incondicional.
Questão pertinente neste momento: é mais fácil gostar dos outros do que da gente?
A resposta para pergunta meio que é obvia para mim. Estes dias pensei em algo (é meio raro pensar, mas enfim...) que logo me deu uma compreensão. A gente só consegue amar alguém quando não julgamos de maneira ferrenha esta pessoa, animal, entidade ou objeto. Mais do que claro que esta regra serve também para nós mesmos...
Nos julgamos demais, e isto esta presente na vida de todos: “To ficando gordo chônho já”, “Esta gravata não esta na moda”, “Sou burro”, “To duro”, “Ela não gosta de mim porque não sou tão atraente”, “Apareceu um fio de cabelo na minha cabeça”, “Consegui ver meus pés novamente”, “meus colegas são mais inteligentes do que eu”, “porque que eu gosto tanto de carboidrato”, e sei lá mais o que uma mente que não se gosta pode inventar para crer... Graças a Deus abandonei estas besteiras.
Perceba como não julgamos tanto os terceiros que amamos, o nosso cachorro, a nossa namorada (se a relação for saudável claro), o nosso carro, ou o nosso time.
Pense bem, porque a gente se cobra tanto? Onde que ensinam a gente a se autoflagelar assim? Na escola pública? Acho que não.
O problema é que estes julgamentos geralmente têm por conseqüência a autocondenação. E se auto condenar é a pior coisa que podemos fazer. Principalmente se queremos nos aplicar uma pena por termos cometido o crime de termos sido bonzinhos demais (o arrependimento por ter sido bom é muito pior do que o por ter sido mal).
Talvez seja um bom exercício de final de semana, além de tomar cerveja e beijar meninas. Tente não se julgar tanto. Acredite: Funciona! A gente fica mais leve, o dia passa mais macio, a vida fica menos cinzenta.
Mas lembre-se: perfeição não existe (tirando o corpo da Ana Paula Arósio). A gente não pode melhorar se enfiarmos em nossas cabeças que o perfeccionismo é o ideal. Ninguém é perfeito. E muito menos ideal.Se for justamente ai que nos apaixonamos pelos outros, nas suas imperfeições, porque não podemos amar as nossas próprias...?
quinta-feira, 29 de março de 2007
Loucuras por amor
Tu já fizeste loucuras por amor?
Bah tchê! Eu já fiz muitas!
Uma vez eu me disfarcei de presente dentro de uma caixa de papelão enfeitada, alguém foi “presenteada” comigo. (Coitada dela e de mim...mas tudo bem, nós tinhamos apenas 14 anos mesmo), com direito até a lacinho rosa envolta. Detalhe: tenho claustrofobia e fico aterrorizado em lugares pequenos, escuros e abafados. Tudo meu tem de ser espaçoso. Meu carro, minha sala, meu quarto, meu banheiro, meu Box do chuveiro, etc. Imagine então uma caixa de papelão. Senti-me no momento derradeiro, sendo enterrado...
Lembro que também fiz curso de rapel. Sendo que tenho medo de altura e vertigem...
Tem mais um monte destas doideiras que nem caberiam todas aqui. Mas o mais engraçado é que não lembro de nenhuma ex-namorada minha que tenha feito algo parecido por mim. Alguém que tenha pago um puta-mico, uma baita vergonha, uma humilhação até. Fora querer casar comigo né...(hehehehehehehe...brincadeira).
Realmente, não me recordo. E fica agora a pergunta (me questiono porque vejo que estou mudando): por que eu pagava tanto mico, ou melhor, me humilhava tanto quando eu amava alguém? Será que eu era submisso? Ou será que as minhas namoradas sempre foram o centro do meu universo pessoal?
Sei lá.
Só sei que hoje vejo tudo diferente do que via. Costumava pensar nestas coisas com muita vergonha, arrependimento até (o velho e bom “como que pude...?”). Hoje acho que foi legal.
Sério mesmo. Sou super criativo e destemido quando gosto de alguém. É claro que agora penso seriamente em não constranger a coitada. Portanto, me embalar de Kinder Ovo (presente surpresa) ou proporcionar constrangimento publico, nunca mais! Mas adoro demonstrar sentimento...
Neste ponto preciso fazer um anexo: minhas maneiras também mudaram, até porque hoje em dia meu umbigo é que virou o tal do centro do universo pessoal. Ou seja: excesso de idolatria não rola mais. Fazer a guria se achar a ultima água-de-coco da ilha deserta. Isto é péssimo porque a pessoa fica se achando e começa a me ver de cima para baixo, e eu a vê-la de baixo pra cima. Ai, phudeu tudo. Porque é obvio que a balança vai desequilibrar, e a tal da admiração inicial (que modéstia a parte, no inicio todo mundo desenvolve por esta pessoa que vos escreve) vai pro saco. Conseqüentemente o relacionamento também vai.
Voltando ao principal: acho legal demonstrar sentimento sem espantar. E sinceramente, não acredito quando qualquer mulher me diz que não gosta de romantismo. Duvide-o-dó que atitudes simples como cadeira puxada sem muito alarde, porta do carro aberta de vez em quando, flores inesperadas (girassóis, minhas preferidas) demonstrando satisfação e felicidade não surtam efeito algum, inclusive nas que julgam isto uma besteira (se julgam, é porque talvez nunca tiveram quem fizesse isto).
O problema é que quando a gente faz MUITO isto, acabam por pisar sabe...ai é phoda.
Cara, sei que estou mudando. E sei também que pisado eu não serei mais, mas é verdade absoluta que mulheres me tiram mesmo do sério. Talvez também porque eu seja um coquetel de emoção com hormônios onde a razão muitas vezes fica meio escondidinha, como um nanico querendo ficar parado no meio da avalanche da Geral do Grêmio.
Gozado esta coisa de pensar tanto em mulher. As vezes, quando estou com alguém e sinto que estou sendo meloso demais, tento fazer um exercício que consiste em pensar no que está rolando de problemas no mundo, até pra não esquecer que o mesmo pode estar acabando lá fora e estou perdendo tempo preocupado com minha namorada. Ex´s.: as baleinhas e foquinhas sendo mortas na Ásia, o ursinho “Knut” branquinho-lindo-fofinho que está a perigo de morte, a tal Panda Gigante que não consegue amamentar seu filhote na China, a eleição não-sei-da-onde, e o que eu acho melhor de tudo...
O Inter sendo DESCLASSIFICADO NA PRIMEIRA FASE de todos os campeonatos que está jogando......HAHAHAHAHAHAHAHA...!
Bah tchê! Eu já fiz muitas!
Uma vez eu me disfarcei de presente dentro de uma caixa de papelão enfeitada, alguém foi “presenteada” comigo. (Coitada dela e de mim...mas tudo bem, nós tinhamos apenas 14 anos mesmo), com direito até a lacinho rosa envolta. Detalhe: tenho claustrofobia e fico aterrorizado em lugares pequenos, escuros e abafados. Tudo meu tem de ser espaçoso. Meu carro, minha sala, meu quarto, meu banheiro, meu Box do chuveiro, etc. Imagine então uma caixa de papelão. Senti-me no momento derradeiro, sendo enterrado...
Lembro que também fiz curso de rapel. Sendo que tenho medo de altura e vertigem...
Tem mais um monte destas doideiras que nem caberiam todas aqui. Mas o mais engraçado é que não lembro de nenhuma ex-namorada minha que tenha feito algo parecido por mim. Alguém que tenha pago um puta-mico, uma baita vergonha, uma humilhação até. Fora querer casar comigo né...(hehehehehehehe...brincadeira).
Realmente, não me recordo. E fica agora a pergunta (me questiono porque vejo que estou mudando): por que eu pagava tanto mico, ou melhor, me humilhava tanto quando eu amava alguém? Será que eu era submisso? Ou será que as minhas namoradas sempre foram o centro do meu universo pessoal?
Sei lá.
Só sei que hoje vejo tudo diferente do que via. Costumava pensar nestas coisas com muita vergonha, arrependimento até (o velho e bom “como que pude...?”). Hoje acho que foi legal.
Sério mesmo. Sou super criativo e destemido quando gosto de alguém. É claro que agora penso seriamente em não constranger a coitada. Portanto, me embalar de Kinder Ovo (presente surpresa) ou proporcionar constrangimento publico, nunca mais! Mas adoro demonstrar sentimento...
Neste ponto preciso fazer um anexo: minhas maneiras também mudaram, até porque hoje em dia meu umbigo é que virou o tal do centro do universo pessoal. Ou seja: excesso de idolatria não rola mais. Fazer a guria se achar a ultima água-de-coco da ilha deserta. Isto é péssimo porque a pessoa fica se achando e começa a me ver de cima para baixo, e eu a vê-la de baixo pra cima. Ai, phudeu tudo. Porque é obvio que a balança vai desequilibrar, e a tal da admiração inicial (que modéstia a parte, no inicio todo mundo desenvolve por esta pessoa que vos escreve) vai pro saco. Conseqüentemente o relacionamento também vai.
Voltando ao principal: acho legal demonstrar sentimento sem espantar. E sinceramente, não acredito quando qualquer mulher me diz que não gosta de romantismo. Duvide-o-dó que atitudes simples como cadeira puxada sem muito alarde, porta do carro aberta de vez em quando, flores inesperadas (girassóis, minhas preferidas) demonstrando satisfação e felicidade não surtam efeito algum, inclusive nas que julgam isto uma besteira (se julgam, é porque talvez nunca tiveram quem fizesse isto).
O problema é que quando a gente faz MUITO isto, acabam por pisar sabe...ai é phoda.
Cara, sei que estou mudando. E sei também que pisado eu não serei mais, mas é verdade absoluta que mulheres me tiram mesmo do sério. Talvez também porque eu seja um coquetel de emoção com hormônios onde a razão muitas vezes fica meio escondidinha, como um nanico querendo ficar parado no meio da avalanche da Geral do Grêmio.
Gozado esta coisa de pensar tanto em mulher. As vezes, quando estou com alguém e sinto que estou sendo meloso demais, tento fazer um exercício que consiste em pensar no que está rolando de problemas no mundo, até pra não esquecer que o mesmo pode estar acabando lá fora e estou perdendo tempo preocupado com minha namorada. Ex´s.: as baleinhas e foquinhas sendo mortas na Ásia, o ursinho “Knut” branquinho-lindo-fofinho que está a perigo de morte, a tal Panda Gigante que não consegue amamentar seu filhote na China, a eleição não-sei-da-onde, e o que eu acho melhor de tudo...
O Inter sendo DESCLASSIFICADO NA PRIMEIRA FASE de todos os campeonatos que está jogando......HAHAHAHAHAHAHAHA...!
terça-feira, 27 de março de 2007
The end....
Como diria o Paralamas: “é triste o fim...”
Sim, é triste. Mas não necessariamente precisa ser traumático...
O fim de qualquer relacionamento sempre tem seu grau de tristeza presente. E se engana quem pensa que quem é deixado é o que sofre mais. Para pessoas que se importam não só consigo, mas com os outros também, os termos preocupação e culpa aparecem com toda força.
Mas enfim, terminar relacionamentos pode ser bem menos traumático com alguns cuidados simples e básicos. Dar o ponto final é sempre difícil, mesmo se quem desistiu do relacionamento é você. Mas não há necessidade de fazer uma tempestade no momento da separação, bancar um personagem de novela e atirar utensílios domésticos na direção da fuça da sua ex-companheira. A hora é sofrida para os dois e nada melhor que resolver esse tipo de problema com senso de porte e classe. Pode ser que uma amizade não nasça dali instantaneamente - aliás, é bem provável que ambos precisem de uns tempos afastados depois da separação - mas se você não esta a fim de criar inimigos... Além disso, todo mundo merece respeito.
Contudo, ai vai algumas concepções minhas sobre o assunto.
Como se existisse algum manual para este tipo de coisa. Mas enfim...
Para terminar...:
- Só faça se tiver certeza: Parto do principio onde a situação já não é mais sustentável, e terminar é uma decisão já tomada. Se não for, não adianta nada dar o ponto final se não é realmente isto que acontecerá. Voltas e conseqüentes traumas estarão a caminho. Digamos que a cada separação que acontecer, novas situações ruins aparecerão, e como são novas, obvio, nenhum dos dois saberá lidar. Aprenda a dar o ponto final definitivo.
- Não ameace terminar para exercer poder: Isto é lamentável. Em uma briga, ameaçar terminar para convencer a cônjuge dos teus argumentos é o que há de pior para fazer. Reflexo em curto prazo: afastamento constante da mesma. Em longo prazo: insustentabilidade do relacionamento. Tudo quanto é briguinha virará motivo para ameaças do tipo: “se é assim não quero mais”. E como todos sabem, ameaças = traumas/sofrimento.
- Não enrole: Se tiver certeza que é hora de terminar, faça isso logo. Não fique tentando mostrar que as coisas não estão bem, para esperar que ela tome a atitude. Outra coisa: não existe um bom momento, será sempre dolorido. Então, neste quesito, pouco resolve esperar. Apenas se ainda há esperança de que a situação melhore... mas ai não é aconselhável terminar. Se realmente é eminente a separação, é claro que é bom evitar datas especiais como o dia do aniversário e dia dos namorados. Mesmo que ela mereça, não seja tão cruel assim.
- Ouça as opiniões dela: Falar pode ser o seu forte, mas não adianta discursar e ir embora. A sua futura ex certamente tem coisas a dizer, a perguntar, a lamentar. Tenha paciência com ela. Só não tenha paciência quando a pessoa resolve que duma hora para outra tu és o ser mais especial deste mundo e dos outros também, implora e perde perdão por todos aqueles pecados imperdoáveis que cometeu. Parece que todo o respeito e consideração que deveria ter tido durante os tempos juntos apareceu agora. Neste caso, e apenas neste caso, não a deixe nem começar. Não dê chance para mentira.
- Não brigue: Os namoros não precisam terminar como se fossem casos de novelas mexicanas do SBT. Vá direto ao ponto e não dê espaço para discussões, ofensas, e conseqüentemente, magoas criadas. Chega de humilhações.
- Tente esquecer a culpa: Relacionamentos terminam. Não se sinta mal porque alguém vai sofrer por sua causa. Principalmente se você acha que merece. Lembre-se de que você, se já não sofreu, vai acabar sofrendo por alguém...
- Amigos (principalmente em comum) não têm nada com isso: O problema é seu, então resolva sozinho. Não dá para envolver família ou amigos nisso. Inclusive na hora de confidenciar angustias e pedir conselhos. São poucos os que se salvam. Na falta deles, um bom psicoterapeuta resolve.
Depois de tudo...:
- Amizade é difícil no começo: Provavelmente, vocês não serão amigos tão cedo, talvez nunca sejam. Nem é bom ficar muito próximo dela logo de cara. Sua ex poderá encarar isso como uma chance de voltar no futuro. E isto a fará sofrer.
- Troca de objetos: A pior parte é trocar os objetos pessoais que estão na casa de cada um. O melhor a fazer é ir a casa dela para pegar os seus e já levar (todos) os dela em uma caixa. Caso contrário, a visita desconfortável terá que acontecer mais vezes. Há quem use isto como desculpa para encontros forçados...
- Controle a língua: Provavelmente haverá amigos em comum. Então não saia por aí falando mal de sua ex a troco de nada, mesmo que haja motivos. Não tem porque ter de explicar as razões do fim para terceiros. Nem divulgue aos quatro cantos como você está feliz e todas as gurias com quem você está saindo. Isso vai fazer mal para uma pessoa que derrepente já foi muito importante na sua vida.
Mas não se iludam, da mesma maneira que para se ter paz é preciso antes enfrentar uma guerra...
As vezes é necessário uma bomba atômica no colo de alguém para poder adentrar em tempos mais brandos e amenos. É natural, normal e em certos casos mais nocivos...até saudável...
Sim, é triste. Mas não necessariamente precisa ser traumático...
O fim de qualquer relacionamento sempre tem seu grau de tristeza presente. E se engana quem pensa que quem é deixado é o que sofre mais. Para pessoas que se importam não só consigo, mas com os outros também, os termos preocupação e culpa aparecem com toda força.
Mas enfim, terminar relacionamentos pode ser bem menos traumático com alguns cuidados simples e básicos. Dar o ponto final é sempre difícil, mesmo se quem desistiu do relacionamento é você. Mas não há necessidade de fazer uma tempestade no momento da separação, bancar um personagem de novela e atirar utensílios domésticos na direção da fuça da sua ex-companheira. A hora é sofrida para os dois e nada melhor que resolver esse tipo de problema com senso de porte e classe. Pode ser que uma amizade não nasça dali instantaneamente - aliás, é bem provável que ambos precisem de uns tempos afastados depois da separação - mas se você não esta a fim de criar inimigos... Além disso, todo mundo merece respeito.
Contudo, ai vai algumas concepções minhas sobre o assunto.
Como se existisse algum manual para este tipo de coisa. Mas enfim...
Para terminar...:
- Só faça se tiver certeza: Parto do principio onde a situação já não é mais sustentável, e terminar é uma decisão já tomada. Se não for, não adianta nada dar o ponto final se não é realmente isto que acontecerá. Voltas e conseqüentes traumas estarão a caminho. Digamos que a cada separação que acontecer, novas situações ruins aparecerão, e como são novas, obvio, nenhum dos dois saberá lidar. Aprenda a dar o ponto final definitivo.
- Não ameace terminar para exercer poder: Isto é lamentável. Em uma briga, ameaçar terminar para convencer a cônjuge dos teus argumentos é o que há de pior para fazer. Reflexo em curto prazo: afastamento constante da mesma. Em longo prazo: insustentabilidade do relacionamento. Tudo quanto é briguinha virará motivo para ameaças do tipo: “se é assim não quero mais”. E como todos sabem, ameaças = traumas/sofrimento.
- Não enrole: Se tiver certeza que é hora de terminar, faça isso logo. Não fique tentando mostrar que as coisas não estão bem, para esperar que ela tome a atitude. Outra coisa: não existe um bom momento, será sempre dolorido. Então, neste quesito, pouco resolve esperar. Apenas se ainda há esperança de que a situação melhore... mas ai não é aconselhável terminar. Se realmente é eminente a separação, é claro que é bom evitar datas especiais como o dia do aniversário e dia dos namorados. Mesmo que ela mereça, não seja tão cruel assim.
- Ouça as opiniões dela: Falar pode ser o seu forte, mas não adianta discursar e ir embora. A sua futura ex certamente tem coisas a dizer, a perguntar, a lamentar. Tenha paciência com ela. Só não tenha paciência quando a pessoa resolve que duma hora para outra tu és o ser mais especial deste mundo e dos outros também, implora e perde perdão por todos aqueles pecados imperdoáveis que cometeu. Parece que todo o respeito e consideração que deveria ter tido durante os tempos juntos apareceu agora. Neste caso, e apenas neste caso, não a deixe nem começar. Não dê chance para mentira.
- Não brigue: Os namoros não precisam terminar como se fossem casos de novelas mexicanas do SBT. Vá direto ao ponto e não dê espaço para discussões, ofensas, e conseqüentemente, magoas criadas. Chega de humilhações.
- Tente esquecer a culpa: Relacionamentos terminam. Não se sinta mal porque alguém vai sofrer por sua causa. Principalmente se você acha que merece. Lembre-se de que você, se já não sofreu, vai acabar sofrendo por alguém...
- Amigos (principalmente em comum) não têm nada com isso: O problema é seu, então resolva sozinho. Não dá para envolver família ou amigos nisso. Inclusive na hora de confidenciar angustias e pedir conselhos. São poucos os que se salvam. Na falta deles, um bom psicoterapeuta resolve.
Depois de tudo...:
- Amizade é difícil no começo: Provavelmente, vocês não serão amigos tão cedo, talvez nunca sejam. Nem é bom ficar muito próximo dela logo de cara. Sua ex poderá encarar isso como uma chance de voltar no futuro. E isto a fará sofrer.
- Troca de objetos: A pior parte é trocar os objetos pessoais que estão na casa de cada um. O melhor a fazer é ir a casa dela para pegar os seus e já levar (todos) os dela em uma caixa. Caso contrário, a visita desconfortável terá que acontecer mais vezes. Há quem use isto como desculpa para encontros forçados...
- Controle a língua: Provavelmente haverá amigos em comum. Então não saia por aí falando mal de sua ex a troco de nada, mesmo que haja motivos. Não tem porque ter de explicar as razões do fim para terceiros. Nem divulgue aos quatro cantos como você está feliz e todas as gurias com quem você está saindo. Isso vai fazer mal para uma pessoa que derrepente já foi muito importante na sua vida.
Mas não se iludam, da mesma maneira que para se ter paz é preciso antes enfrentar uma guerra...
As vezes é necessário uma bomba atômica no colo de alguém para poder adentrar em tempos mais brandos e amenos. É natural, normal e em certos casos mais nocivos...até saudável...
quarta-feira, 21 de março de 2007
Sabias palavras de Zé Ramalho...
Há um brilho de faca / onde o amor vier / e ninguém tem o mapa / da alma da mulher / ninguém sai com o coração sem sangrar ao tentar revê-la / um ser maravilhoso / entre a serpente e a estrela.
Um grande amor do passado / se transforma em aversão / e os dois lado a lado / corroem o coração / não existe saudade mais cortante que a de um grande amor ausente / dura feito um diamante / corta a ilusão da gente.
Toco a vida pra frente / fingindo não sofrer / mas no peito dormente / espero um bem querer / e sei que não será surpresa se o futuro me trouxer / o passado de volta / no semblante de mulher...
sexta-feira, 16 de março de 2007
É só dar o primeiro passo
Como a vida muda, não? Como melhorei nos últimos tempos. E de maneira tão sutil que nem percebi todo o processo.
Estou me analisando muito ainda, talvez seja a época da vida que mais tenha feito isto. E com a auto-analise vem certas constatações que sinceramente gostei de perceber. Digamos que em mudanças lentas, mas sensíveis, as grandes diferenças saltam aos olhos só depois de muito tempo.
Antes de tudo, deixei de ser uma pessoa que se autocondena em tudo. Tinha por hábito culpar-me por qualquer infelicidade de uma maneira muito atroz. Era o maior crítico que alguém poderia ser, tendo o alvo estampado em minha própria testa. Todos os erros eram motivos para julgamentos acirrados, incertezas absurdas, automenosprezo feroz e uma condenação violenta. Sempre me puni de maneira muito forte. Hoje em dia sei me defender, inclusive de mim mesmo. Não me permitia ser feliz de maneira alguma, vivia e me apaixonava só por pessoas que me faziam mal, hoje eu vejo que na verdade, as procurava, e sendo assim, elas apenas confirmavam minhas crenças de fracasso, injustiça e desprezo. Aquela velha história do “quanto mais pisa, mais gosto”. Digamos que sofrer era um vício, era um prazerzinho mórbido e vergonhoso, e que estas pessoas só serviram para me dar o que eu queria. Acredito que nunca as tenha amado de verdade. Não as considero, nem me recordo mais de suas feições.
Não era um homem que me achava bonito. Muito pelo contrário, em todas (exatamente, todas!) partes de meu corpo tinha algo a criticar ou alguns defeitos a apontar. Defeitos que não me deixavam a vontade nem para me vestir de maneira que valorizasse... comprar roupas, certamente, era um pesadelo.
Digamos que isto tenha mudado após o que chamo de “revolta da insatisfação pessoal”, resolvi de uma vez por todas que não continuaria sendo magro. Entrei em uma academia, malhei de maneira muito disciplinada, tomei suplementos calóricos em doses industriais (mas indicadas), e inchei 10 quilos. Ganhei 25 cm de circunferência torácica, que conta ombros, peitos e dorsais juntos. Infelizmente o calor veio, a minha cirurgia, a doença de meu pai, a falta de tempo, e tantas outras desculpas que me indisciplinaram e me afastaram de lá. Mas no mais tardar semana que vem estou voltando. Minha meta é perder “os acessórios” (barriga de cerveja, etc...), recuperar o inchaço e chegar aos 80 quilos de pura massa muscular, contando coxas e glúteos, que já deram uma boa crescida, mas precisam de mais tamanho. Não há de ser difícil.
Admito que a psicoterapia foi o que me deu forças para iniciar o grande conflito, e após isto, a grande virada. Se há algo que eu recomendo a todas as pessoas, indiferente da especificidade de seus problemas e tragédias pessoais, é este tipo de tratamento. Aprendi que a vida realmente é complicada, mas não podemos esmorecer não, e temos de parar de nos vitimizar. É preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana, sempre. E não é bom termos vergonha ou preconceitos referentes a pedir ajuda a terceiros. Se pensarmos bem, quem é auto-suficiente? Quem é que consegue sozinho? Se acharem, escrevam a autobiografia, porque é algo inédito. Será uma grande mentira, mas que valerá muito dinheiro, valerá.
Sei que o caminho é longo e que com certeza falta muito, mas o elemento cerne da questão não é isto, é a condição que temos de transpô-lo, qual o meio de transporte que utilizaremos, a quantidade de combustível que dispomos, e principalmente, se sabemos fazer a manutenção (da cabeça) de maneira correta.
Hoje, ontem, mês e ano passado, eu joguei tanta coisa fora. A vida segue, a fila anda, as rugas, cabelos brancos e calvície aparecem, e nós não podemos ficar parados. O tempo não para, mas falta um tanto ainda eu sei, para ele correr macio. Retroceder nunca, render-se jamais.
Não abaixe a cabeça, não desista.
Sei sim, as forças às vezes se esgotam, mas seja otimista. Chore, chore muito. E sempre lembre de que existe válvula de escape, furos de suspiro no tanque das lamúrias. Há em algum lugar um amigo, uma mãe, um ombro confortável que podemos nos encostar. Na falta destes, há sempre um parque de arvores verdes, um sol a nascer, um bom livro, um programa de tv, um filme ou uma música que podem nos animar ou talvez nos colocar em outra trajetória nestes momentos. Don’t worry/about a thing/cause every little thing/it’s gonna be alright…
E lembrem-se...
Deus sempre está ali... pertinho... a um simples pensamento de distancia...
Estou me analisando muito ainda, talvez seja a época da vida que mais tenha feito isto. E com a auto-analise vem certas constatações que sinceramente gostei de perceber. Digamos que em mudanças lentas, mas sensíveis, as grandes diferenças saltam aos olhos só depois de muito tempo.
Antes de tudo, deixei de ser uma pessoa que se autocondena em tudo. Tinha por hábito culpar-me por qualquer infelicidade de uma maneira muito atroz. Era o maior crítico que alguém poderia ser, tendo o alvo estampado em minha própria testa. Todos os erros eram motivos para julgamentos acirrados, incertezas absurdas, automenosprezo feroz e uma condenação violenta. Sempre me puni de maneira muito forte. Hoje em dia sei me defender, inclusive de mim mesmo. Não me permitia ser feliz de maneira alguma, vivia e me apaixonava só por pessoas que me faziam mal, hoje eu vejo que na verdade, as procurava, e sendo assim, elas apenas confirmavam minhas crenças de fracasso, injustiça e desprezo. Aquela velha história do “quanto mais pisa, mais gosto”. Digamos que sofrer era um vício, era um prazerzinho mórbido e vergonhoso, e que estas pessoas só serviram para me dar o que eu queria. Acredito que nunca as tenha amado de verdade. Não as considero, nem me recordo mais de suas feições.
Não era um homem que me achava bonito. Muito pelo contrário, em todas (exatamente, todas!) partes de meu corpo tinha algo a criticar ou alguns defeitos a apontar. Defeitos que não me deixavam a vontade nem para me vestir de maneira que valorizasse... comprar roupas, certamente, era um pesadelo.
Digamos que isto tenha mudado após o que chamo de “revolta da insatisfação pessoal”, resolvi de uma vez por todas que não continuaria sendo magro. Entrei em uma academia, malhei de maneira muito disciplinada, tomei suplementos calóricos em doses industriais (mas indicadas), e inchei 10 quilos. Ganhei 25 cm de circunferência torácica, que conta ombros, peitos e dorsais juntos. Infelizmente o calor veio, a minha cirurgia, a doença de meu pai, a falta de tempo, e tantas outras desculpas que me indisciplinaram e me afastaram de lá. Mas no mais tardar semana que vem estou voltando. Minha meta é perder “os acessórios” (barriga de cerveja, etc...), recuperar o inchaço e chegar aos 80 quilos de pura massa muscular, contando coxas e glúteos, que já deram uma boa crescida, mas precisam de mais tamanho. Não há de ser difícil.
Admito que a psicoterapia foi o que me deu forças para iniciar o grande conflito, e após isto, a grande virada. Se há algo que eu recomendo a todas as pessoas, indiferente da especificidade de seus problemas e tragédias pessoais, é este tipo de tratamento. Aprendi que a vida realmente é complicada, mas não podemos esmorecer não, e temos de parar de nos vitimizar. É preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana, sempre. E não é bom termos vergonha ou preconceitos referentes a pedir ajuda a terceiros. Se pensarmos bem, quem é auto-suficiente? Quem é que consegue sozinho? Se acharem, escrevam a autobiografia, porque é algo inédito. Será uma grande mentira, mas que valerá muito dinheiro, valerá.
Sei que o caminho é longo e que com certeza falta muito, mas o elemento cerne da questão não é isto, é a condição que temos de transpô-lo, qual o meio de transporte que utilizaremos, a quantidade de combustível que dispomos, e principalmente, se sabemos fazer a manutenção (da cabeça) de maneira correta.
Hoje, ontem, mês e ano passado, eu joguei tanta coisa fora. A vida segue, a fila anda, as rugas, cabelos brancos e calvície aparecem, e nós não podemos ficar parados. O tempo não para, mas falta um tanto ainda eu sei, para ele correr macio. Retroceder nunca, render-se jamais.
Não abaixe a cabeça, não desista.
Sei sim, as forças às vezes se esgotam, mas seja otimista. Chore, chore muito. E sempre lembre de que existe válvula de escape, furos de suspiro no tanque das lamúrias. Há em algum lugar um amigo, uma mãe, um ombro confortável que podemos nos encostar. Na falta destes, há sempre um parque de arvores verdes, um sol a nascer, um bom livro, um programa de tv, um filme ou uma música que podem nos animar ou talvez nos colocar em outra trajetória nestes momentos. Don’t worry/about a thing/cause every little thing/it’s gonna be alright…
E lembrem-se...
Deus sempre está ali... pertinho... a um simples pensamento de distancia...
terça-feira, 13 de março de 2007
Uso de asteriscos nos tópicos
*Nenhum de Nós é ótimo!
Pena que é de cortar os pulsos escutar a maioria de suas músicas em momentos de desamor.
Mas mesmo assim continua sendo ótimo!
O show deles então...nem se fala. Já assisti umas cinco vezes...e vou assistir de novo agora no final do mês, na gravação do DVD ao vivo, no Parque da Harmonia.
*Ontem conseguiram me chamar de “parceiro de pecados”. Alguém sabe me explicar o que é isto? Porque a pessoa explicou e eu não entendi.
Sou uma santa alma. Pelo menos eu acho. Parceiro de pecados? Eu?
*Finalmente assisti, no Telecine Cult, o “Na cama com Madonna”. É um bom retrato de uma época (começo da década de 90), os gestos das pessoas, suas roupas, suas gírias e tal. Mas como filme/documentário é péssimo. Preferia não ter assistido.
* - “Ta na hora de voltar a malhar!”
Foi o que o Paulo me disse.
E ele tem razão. Os problemas são dois: meus horários e disposição com estes calorões que tem feito. A principio eu poderia malhar apenas nas quintas, sextas e sábados. E bem tarde, bem depois que o sol já tenha baixado (o Vale dos Sinos, além de ser uma das regiões mais quentes do estado, esta com um “surto” de mosquitos que é um troço).
*Me perguntaram que lugares que indico para um bom papo, um bom chopp, ótimo atendimento, ar condicionado que funcione, e música ao vivo da melhor qualidade. Nunca me canso de indicar estes dois lugares: “Abbey Road” de Porto Alegre. Fica na Plínio Brasil Milano, em frente ao apartamento da minha irmã (como se vocês soubessem onde é...). Além de ver o Careca do Tevah cantando e tocando (ele é o dono do local), tu que estas acostumado a ir a lugares lotados e bagunçados, vais ficar de boca aberta, tamanho a qualidade do serviço, do local, da simpatia das atendentes, da música (fidelíssima à original, o repertório vai de musicas do pop-maduro mundial até cult´s dos anos 60). Vale cada centavo investido.
O outro local é o “Sgt. Peppers”, que fica na Dona Laura, quase esquina com a Goethe. Estilo Pub Inglês (até os garçons se vestem de inglesinhos, com chapeuzinhos e tudo), a casa de shows tem como tema a cena inglesa da década de 60 (claro, Beatles predominam). O repertório interpretado segue a linha também. Serviço e atendimento também são os seus fortes.
*Bom dia a todos!
Pena que é de cortar os pulsos escutar a maioria de suas músicas em momentos de desamor.
Mas mesmo assim continua sendo ótimo!
O show deles então...nem se fala. Já assisti umas cinco vezes...e vou assistir de novo agora no final do mês, na gravação do DVD ao vivo, no Parque da Harmonia.
*Ontem conseguiram me chamar de “parceiro de pecados”. Alguém sabe me explicar o que é isto? Porque a pessoa explicou e eu não entendi.
Sou uma santa alma. Pelo menos eu acho. Parceiro de pecados? Eu?
*Finalmente assisti, no Telecine Cult, o “Na cama com Madonna”. É um bom retrato de uma época (começo da década de 90), os gestos das pessoas, suas roupas, suas gírias e tal. Mas como filme/documentário é péssimo. Preferia não ter assistido.
* - “Ta na hora de voltar a malhar!”
Foi o que o Paulo me disse.
E ele tem razão. Os problemas são dois: meus horários e disposição com estes calorões que tem feito. A principio eu poderia malhar apenas nas quintas, sextas e sábados. E bem tarde, bem depois que o sol já tenha baixado (o Vale dos Sinos, além de ser uma das regiões mais quentes do estado, esta com um “surto” de mosquitos que é um troço).
*Me perguntaram que lugares que indico para um bom papo, um bom chopp, ótimo atendimento, ar condicionado que funcione, e música ao vivo da melhor qualidade. Nunca me canso de indicar estes dois lugares: “Abbey Road” de Porto Alegre. Fica na Plínio Brasil Milano, em frente ao apartamento da minha irmã (como se vocês soubessem onde é...). Além de ver o Careca do Tevah cantando e tocando (ele é o dono do local), tu que estas acostumado a ir a lugares lotados e bagunçados, vais ficar de boca aberta, tamanho a qualidade do serviço, do local, da simpatia das atendentes, da música (fidelíssima à original, o repertório vai de musicas do pop-maduro mundial até cult´s dos anos 60). Vale cada centavo investido.
O outro local é o “Sgt. Peppers”, que fica na Dona Laura, quase esquina com a Goethe. Estilo Pub Inglês (até os garçons se vestem de inglesinhos, com chapeuzinhos e tudo), a casa de shows tem como tema a cena inglesa da década de 60 (claro, Beatles predominam). O repertório interpretado segue a linha também. Serviço e atendimento também são os seus fortes.
*Bom dia a todos!
sexta-feira, 9 de março de 2007
Feliz dia das mulheres!
Feliz dia internacional da mulher!
Pra começar, como diz minha querida Cybeli, “feliz porque cara pálida?” Segundo ela, não há nada mais preconceituoso do que o dia internacional da mulher. Assim como o dia do índio...
Bem, isso não vem ao caso, mas veio à tona. No entanto, o que me interessa debater realmente é o que é uma mulher de verdade. Pergunta recorrente depois do que explicitei algumas opiniões por aqui dias atrás. Antes, uma advertência: algumas mulheres podem até não gostar do que vem por aí, mas paciência. Se servir de consolo, vai ser menos irritante que comercial de cerveja (putz, mas aquelas morenas da propaganda da Kaiser...).
Assim, de forma objetiva, como todo homem gostaria que o mundo (e as mulheres) fossem, descrevo em tópicos. Uma mulher de verdade tem que ter, entre tantas outras coisas:
- Sensibilidade.
- Vontade de falar o que tem que falar, não fica enrolada na alça da bolsa.
- Gosto pelo sexo e tudo o que envolva a ação. É orgástica de verdade, nada de fingimento. (Se não gostou dá um jeitinho de falar, mas não engana a rapaziada).
- Curvas, mesmo que sejam pequenas. Cabelo bem tratado. Sorriso aberto e franco.
- Intuição.
- Paciência para se deixar conquistar. Muito importante isto.
- Vontade de falar o que tem que falar, não fica enrolada na alça da bolsa.
- Gosto pelo sexo e tudo o que envolva a ação. É orgástica de verdade, nada de fingimento. (Se não gostou dá um jeitinho de falar, mas não engana a rapaziada).
- Curvas, mesmo que sejam pequenas. Cabelo bem tratado. Sorriso aberto e franco.
- Intuição.
- Paciência para se deixar conquistar. Muito importante isto.
Agora, o que os homens fazem com as mulheres de verdade?
(Espaço pro sexo masculino pensar baixaria)
Depois disso, o homem de verdade que encontra uma mulher de verdade, a respeita, lhe dá a devida atenção. Ama-a em suas diferenças, ajuda no que ela precisa. Acalma suas angústias, aconselha e marca presença quando acha que deve. Nunca deixar faltar carinho. Tenta compreender o universo feminino e o real valor da Victor Hugo, da Dolce & Gabana, da Fendi (será isso um homem ou uma mulher???).
When a man loves a woman (mesmo que não escute aquela música brega), compreende que a TPM não se manifesta só para nos atrasar a vida e nos trazer problemas. Entende o que se deve fazer quando as lágrimas correm sem motivo aparente e molham o vidro da janela (hoje eu estou musical). A gente se doa mesmo, cria uma paciência de Jô e percebe que tem que ser homem quando tem que ser, sem forçar a barra (ser um homem feminino/não tira o meu lado masculino...).
Das mulheres de verdade, a gente deseja cada parte do corpo, e principalmente sua alma livre, sua personalidade, seu caráter, seu sorriso, sua sagacidade. E já que estou realmente musical, just tell me have you ever really, really, really have loved a woman? Eu já. Muitas delas não eram de verdade, but I still haven't found what I’m looking for...
quarta-feira, 7 de março de 2007
- Mas ela está trabalhando lá! Eu não vou de jeito nenhum!
- Paulo! Deixa de besteira que eu preciso que tu faças este favor pra mim seu guri de merda!
Eu precisava de um depósito. Um depósito na minha conta. Estava sem tempo, então pedi ao Paulo que me fizesse este favor, já que ele estava sem fazer nada, parado, aqui no meu escritório me incomodando.
- Tu sabias que minha ex-namorada está trabalhando lá?
Senti pena na hora. Sei exatamente o que é este sentimento. Este medo, este receio, este frio na barriga.
Tentei partir para a psicologia. Precisava do depósito. Quando que não faço isto...?
- Mas tchê! Tu não acha que ta na hora de enfrentar este tipo de situação? Tu vais passar a vida inteira tentando não encontra-la, e quando tem uma possibilidade, tu treme a bexiga seu bagual!
- Eu sei Piá! Mas eu tenho medo, sei lá. Eu não consigo nem cogitar em ver ela na minha frente...
- Tu já encontrou?
- Não.
- Então! Tu sabe o que pode acontecer? Tu sabe se vai te fazer mal?
Pois não é que funcionou. Ele se encheu de coragem e foi. Tremendo na base, mas foi.
Pensei comigo: Ele vai pegar o carro na caragem, e vai a outra agencia de outra cidade. Mas não. Ele foi mesmo.
Distrai-me no resto do serviço. Quando vi ele estava de volta, todo suado, porque realmente este calor está de matar.
- Velho...
- Que houve?
- Nem vi ela lá.
- Sério?
- Aham.
- Mas e porque tu achavas que ela está trabalhando lá então?
- Porque me disseram que alguém viu ela saindo de lá.
- De uma agência bancária?
- Exatamente.
- Tchê! Pelo que eu saiba, agências bancárias são de livre acesso, ou melhor, públicas!
- É né. Eu sei que fui um animal agora...
- Sem comentário Paulo. Sem comentários.
Realmente não fiz comentário nenhum. Mas fiquei olhando pra ele e matutando. Depois que ele voltou, um sorriso estranho no olhar voltou junto.
Isto é uma baita vitória. Ele enfrentou uma situação que é muito fácil dizer não, procurar esquivas e desculpas, e não encarar. Esquivas do tipo: “sou cagado o mesmo e não tenho do que me envergonhar ou condenar”. Pura mentira.
A moral sempre é enfrentar. Qualquer situação. Viu tua ex com outro? Vai em direção a ela e educadamente saúda. Eu sei que é mais confortável se esconder atrás do primeiro poste/moita que aparecer, na esperança que ninguém te veja. Mas os louros colhidos depois serão muito mais prazerosos.
Sem falar no grande passo que isto representa...
- Paulo! Deixa de besteira que eu preciso que tu faças este favor pra mim seu guri de merda!
Eu precisava de um depósito. Um depósito na minha conta. Estava sem tempo, então pedi ao Paulo que me fizesse este favor, já que ele estava sem fazer nada, parado, aqui no meu escritório me incomodando.
- Tu sabias que minha ex-namorada está trabalhando lá?
Senti pena na hora. Sei exatamente o que é este sentimento. Este medo, este receio, este frio na barriga.
Tentei partir para a psicologia. Precisava do depósito. Quando que não faço isto...?
- Mas tchê! Tu não acha que ta na hora de enfrentar este tipo de situação? Tu vais passar a vida inteira tentando não encontra-la, e quando tem uma possibilidade, tu treme a bexiga seu bagual!
- Eu sei Piá! Mas eu tenho medo, sei lá. Eu não consigo nem cogitar em ver ela na minha frente...
- Tu já encontrou?
- Não.
- Então! Tu sabe o que pode acontecer? Tu sabe se vai te fazer mal?
Pois não é que funcionou. Ele se encheu de coragem e foi. Tremendo na base, mas foi.
Pensei comigo: Ele vai pegar o carro na caragem, e vai a outra agencia de outra cidade. Mas não. Ele foi mesmo.
Distrai-me no resto do serviço. Quando vi ele estava de volta, todo suado, porque realmente este calor está de matar.
- Velho...
- Que houve?
- Nem vi ela lá.
- Sério?
- Aham.
- Mas e porque tu achavas que ela está trabalhando lá então?
- Porque me disseram que alguém viu ela saindo de lá.
- De uma agência bancária?
- Exatamente.
- Tchê! Pelo que eu saiba, agências bancárias são de livre acesso, ou melhor, públicas!
- É né. Eu sei que fui um animal agora...
- Sem comentário Paulo. Sem comentários.
Realmente não fiz comentário nenhum. Mas fiquei olhando pra ele e matutando. Depois que ele voltou, um sorriso estranho no olhar voltou junto.
Isto é uma baita vitória. Ele enfrentou uma situação que é muito fácil dizer não, procurar esquivas e desculpas, e não encarar. Esquivas do tipo: “sou cagado o mesmo e não tenho do que me envergonhar ou condenar”. Pura mentira.
A moral sempre é enfrentar. Qualquer situação. Viu tua ex com outro? Vai em direção a ela e educadamente saúda. Eu sei que é mais confortável se esconder atrás do primeiro poste/moita que aparecer, na esperança que ninguém te veja. Mas os louros colhidos depois serão muito mais prazerosos.
Sem falar no grande passo que isto representa...
segunda-feira, 5 de março de 2007
Dia das verdadeiras mulheres
Pergunta feita de homem para homens, esperando uma resposta sincera:
Sem olhar no calendário... Algum de vocês lembra quando é o dia internacional da mulher?
Eu sempre lembro. Ta na hora de vocês começarem a lembrar também.
Não sejam pessimistas...
Graças a Deus, algumas delas ainda são mulheres de verdade, e como tais, merecem ser felicitadas...
Sem olhar no calendário... Algum de vocês lembra quando é o dia internacional da mulher?
Eu sempre lembro. Ta na hora de vocês começarem a lembrar também.
Não sejam pessimistas...
Graças a Deus, algumas delas ainda são mulheres de verdade, e como tais, merecem ser felicitadas...
sexta-feira, 2 de março de 2007
Crianças = adultos...?
(Sem nenhum tipo de revisão...)
Estes tempos, durante a minha cessão psico-terápica, eu escutei uma analogia ótima que veio a finalmente me despertar do “sono literário” (sem ler, sem escrever).
Minha querida Dra. Carmem falou-me o seguinte, em meio a reclamações sobre como funciona a cabeça de pessoas que não conseguem viver sem trair, ou melhor, tendo de ser monogâmico.
Palavras dela:
- “Rafa, o homem que tem muitas mulheres é como um menino em uma loja de brinquedos. A principio ele quer pegar e usufruir todos os carrinhos, bolas e joguinhos das prateleiras, ele pode e assim o faz. Tem liberdade para isto naquele momento. Mas na hora de ir embora sua mãe permite que ele leve apenas um para casa. Ele simplesmente não sabe ver as virtudes de cada um em separado. Não aprendeu isto. Quer todos eles ao mesmo tempo. Chora e acaba por ficar com qualquer um, triste, e muitas vezes induzido pela mãe impaciente, deixando os outros para trás com aquele desejo de que quer voltar para brincar com eles nem que seja só mais uma vez (e nunca será só uma vez, ele os quer para si). O caminho natural será o de que o brinquedo que ele escolheu para ser seu perderá a graça muito rapidamente, será trocado por qualquer outro que desperte novidade, e isto durará, até que ele consiga ter todos os que ele quer ao mesmo tempo.
- Mas Dra., o que a senhora está me dizendo é que a pessoa cachorra (infiel) só escolherá alguém para viver, e principalmente ser fiel sempre, quando terminar de experimentar todo mundo?
- Sim e não. Ele até pode escolher alguém e ser fiel enquanto ele esta em seu período de experimentação, mas este relacionamento está fadado a não durar. E isto vale tanto para homens quanto para mulheres.
- E qual é a solução para isto?
- Simples. Aprender a reconhecer quem está nesta fase, para depois, quando ela já estiver deixado este estagio, se envolver com ela. Se estiver ainda, passa longe.
- Temos que conhecer as pessoas antes de nos envolver?
- Exatamente.”
Básico não? Muito claro e certo.
Esta com certeza é uma das razões para tantas pessoas estarem com suas almas machucadas, tristes, magoadas, inseguras e fechadas.
Geralmente quando eu me envolvia com alguém, eu era super impulsivo. Agia por total emoção em qualquer situação. Fazia apenas o que eu queria fazer, dizia o que queria dizer, sem pensar nas conseqüências.
Isto me levou a me envolver com pessoas que não tinham realmente nenhuma afinidade comigo, e até a fazer com que estes relacionamentos durassem um tempo considerável, até com algum nível de felicidade, não posso negar. Sou ser humano como todos os que lêem este blog. E como palavra de Terapeuta é lei para mim, acredito que não me envolverei mais sem conhecer realmente a pessoa pretendida.
Sou “low profile” como dizem. Estou muito mais por me envolver com alguém que seja correta do que sair por ai experimentando. E claro, que esta pessoa não esteja nesta fase também.
Acho que encontrei quem seja assim...
Mas enfim, acredito que a receita está dada.
Beijos e abraços todos e............ I´M BACK!
Estes tempos, durante a minha cessão psico-terápica, eu escutei uma analogia ótima que veio a finalmente me despertar do “sono literário” (sem ler, sem escrever).
Minha querida Dra. Carmem falou-me o seguinte, em meio a reclamações sobre como funciona a cabeça de pessoas que não conseguem viver sem trair, ou melhor, tendo de ser monogâmico.
Palavras dela:
- “Rafa, o homem que tem muitas mulheres é como um menino em uma loja de brinquedos. A principio ele quer pegar e usufruir todos os carrinhos, bolas e joguinhos das prateleiras, ele pode e assim o faz. Tem liberdade para isto naquele momento. Mas na hora de ir embora sua mãe permite que ele leve apenas um para casa. Ele simplesmente não sabe ver as virtudes de cada um em separado. Não aprendeu isto. Quer todos eles ao mesmo tempo. Chora e acaba por ficar com qualquer um, triste, e muitas vezes induzido pela mãe impaciente, deixando os outros para trás com aquele desejo de que quer voltar para brincar com eles nem que seja só mais uma vez (e nunca será só uma vez, ele os quer para si). O caminho natural será o de que o brinquedo que ele escolheu para ser seu perderá a graça muito rapidamente, será trocado por qualquer outro que desperte novidade, e isto durará, até que ele consiga ter todos os que ele quer ao mesmo tempo.
- Mas Dra., o que a senhora está me dizendo é que a pessoa cachorra (infiel) só escolherá alguém para viver, e principalmente ser fiel sempre, quando terminar de experimentar todo mundo?
- Sim e não. Ele até pode escolher alguém e ser fiel enquanto ele esta em seu período de experimentação, mas este relacionamento está fadado a não durar. E isto vale tanto para homens quanto para mulheres.
- E qual é a solução para isto?
- Simples. Aprender a reconhecer quem está nesta fase, para depois, quando ela já estiver deixado este estagio, se envolver com ela. Se estiver ainda, passa longe.
- Temos que conhecer as pessoas antes de nos envolver?
- Exatamente.”
Básico não? Muito claro e certo.
Esta com certeza é uma das razões para tantas pessoas estarem com suas almas machucadas, tristes, magoadas, inseguras e fechadas.
Geralmente quando eu me envolvia com alguém, eu era super impulsivo. Agia por total emoção em qualquer situação. Fazia apenas o que eu queria fazer, dizia o que queria dizer, sem pensar nas conseqüências.
Isto me levou a me envolver com pessoas que não tinham realmente nenhuma afinidade comigo, e até a fazer com que estes relacionamentos durassem um tempo considerável, até com algum nível de felicidade, não posso negar. Sou ser humano como todos os que lêem este blog. E como palavra de Terapeuta é lei para mim, acredito que não me envolverei mais sem conhecer realmente a pessoa pretendida.
Sou “low profile” como dizem. Estou muito mais por me envolver com alguém que seja correta do que sair por ai experimentando. E claro, que esta pessoa não esteja nesta fase também.
Acho que encontrei quem seja assim...
Mas enfim, acredito que a receita está dada.
Beijos e abraços todos e............ I´M BACK!
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