sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O nome do Blog

As aulas recomeçaram. E o convívio dos corredores acadêmicos voltou a fazer parte da minha rotina diária. Mas deixaremos para falar sobre isto outra hora, o que importa agora é a pergunta que me fizeram ontem, em pleno corredor da universidade:

- “O que quer dizer saudades-de-mim? Porque tu escolheste este nome pro teu blog?”

Pois é. Boa pergunta. Me fez pensar mais seriamente sobre o assunto.
No inicio das publicações, lá por outubro do ano passado, confesso que utilizei este nome para o blog pura-e-simplesmente porque achei bonito. É decepcionante, eu sei. Mas é a verdade. Lembro-me que a primeira publicação que fiz citava coisas que faziam parte do meu cotidiano na época (nossa...faz menos de um ano e eu estou falando como se fosse uma década...é que gente, o que vocês tem que compreender é que o salto que dei este ano valeu realmente pelos últimos 10 anos. Podemos fazer uma analogia com o governo brasileiro de outrora: o que para eles era “50 anos em 5”, para mim é “10 anos em 1”) como insônia, psicoterapia, incertezas, auto-menosprezo. No final completava dizendo que tinha “saudades de mim mesmo”.
Pois é.
Mentira.
Não tenho saudades de mim mesmo.
Não sinto falta do Rafael que passou, aquele que foi embora com o passar dos dias ou com o trem das 11. Não quero me aprofundar muito sobre o assunto, até porque o considero vergonhoso, mas aquele Rafael era muito maléfico e nocivo para si mesmo. E além do que eu não gostava dele mesmo. Achava-o chato, feio, cínico e um pouco complexado demais por conta de acontecimentos de um passado não muito distante. Sorte minha que ele já se foi... O que entrou no lugar é perfeito, interessante, lindo, realista e auto-confiante. Fizeram a mão e perderam a forma desta vez...
Ta, tudo bem. Não vamos exagerar. Não me acho desta maneira claro, apenas aprendi a gostar de mim. Mas tem algumas coisas que sinto saudade sim. Era uma época em que eu não me preocupava com muita coisa, ou melhor, as coisas com o que eu me preocupava não eram tão sérias assim (pseudo-namoradas que na verdade não significavam nada, por exemplo), a ignorância sobre a maioria dos assuntos me trazia felicidade, pois obvio, eu não tinha nem maturidade nem experiência para enxergar as mazelas e os defeitos do mundo, quanto mais de mim mesmo. Aquela velha historia que a ignorância na real, pode ser traduzida em felicidade verdadeira.
Não que o sofrimento não existisse, ele estava ali, mas eu apenas não tinha a percepção aguçada o suficiente para perceber seus efeitos.
Mas do que eu sinto saudade mesmo? Bom...sinto saudade da minha adolescência, das primeiras festas, das primeiras meninas, dos primeiros beijos, dos amigos do segundo grau, da época de cursinho, do início do Coméx, da falta de responsabilidade... dá pra perceber que não sinto falta de mim mesmo, mas sim do contexto em que estava inserido.
Mas enfim, o que importa é que o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa (nem é mais assim que se chama o tal banco...). Falando sério: agradeço aos céus todo dia por estar vivendo a melhor época de minha vida, por ter criado a capacidade de aprender com os erros/infelicidades, e com a esperança de um futuro feliz ao lado de quem gosta de mim. Isto por si só já seria motivo para estourar uma Freixeinet Demi-sec, mas agora está chegando na hora de fazer balanços de tudo o que está acontecendo... após isto, comemoro.

Isto claro, se a minha falta de tempo deixar...

Obs.: Mudar nome do Blog porque não reflete a realidade? Nem pensar! Qualquer coisa eu boto a culpa na tal “licença poética...”

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Opinião...sexta-feira, 27 de julho.

Ai ... ai ...
Os ex-magros...
O assédio dos fãs as vezes me cansa...
Xuxuzinhu...
Esta foi a primeira das duas! A melhor!
Não se esqueçam: dia 04/08 será a próxima! No dado!
Bjos e abraços a todos!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Auto-sabotagem

Pegou recuperação e decides nem fazer a prova porque acha que não vai passar mesmo? Te inscreves em um processo de seleção para uma vaga de emprego, e decides que nem irá, pois tens certeza de que não vão te escolher? Sempre teve dificuldade de iniciar ou dar continuidade a coisas que deseja?
Quem nunca se deparou com situações onde a preguiça, o desleixo ou a falta de vontade nos impedem de fazer algo importante ou significativo para o nosso bem estar ou felicidade?
Há pessoas que, além de obstáculos naturais impostos pela vida, parecem querer encontrar dificuldades, complicar tudo o que pode ser fácil. É estranho, pois estas pessoas, apesar de quererem a felicidade e o sucesso, usam de mecanismos de auto-sabotagem para que tudo dê errado, impondo a si próprios milhões de barreiras para conseguir seus objetivos.
Não te apavores com o que eu vou dizer. Mas tu és um auto-sabotador. Mas não te preocupes, não és o único. Aliás, todos já foram um dia.
É verdade gente. A maioria de nós pratica a auto-sabotagem, e o pior, nem se percebe disso. Vocês já repararam? Através geralmente de defesas, inventamos desculpas, problemas para fugirmos de supostos fracassos, que no final, acabamos fugindo de algo que poderia ser bem sucedido, pois nem sabemos o que poderia ter acontecido.
Bem simples de diagnosticar: tu dependes do incentivo dos outros para começar ou continuar qualquer coisa? Ou tomar qualquer decisão? Hum...tá.
Conheço uma pessoa que com medo do que pode acontecer, não entrega sua monografia de conclusão de curso. Sendo que, segundo o seu orientador, ela já está pronta e em condições de ser defendida a tempo.
Indagada do porque disto, ela apenas diz que “não sabe o porquê”. Uma análise mais aprofundada faria vir a tona um problema de auto-estima provavelmente, mas isto é tema para outro artigo. O que eu quero tratar agora é sobre a pessoa sabotar a sua própria felicidade, as suas próprias realizações. É como se existisse uma voz interna a lhe dizer: “tu não mereces esta nota alta, algo vai dar errado, esse trabalho está bom demais para ter sido feito por você”. A pessoa acaba por não se achar capaz. Uma forma de obedecer a esta voz seria não entregar o trabalho nunca, e é o que acontece. É como se alguém, por alguma razão, retirasse o direito a entrega, ou melhor, a proibisse de entregar o estudo, lesando-a ou impedindo-a de se formar. Na verdade é assim mesmo, mas é ela mesmo que se impede.
A auto-sabotagem tem muitas origens e também muitas formas de se manifestar, observa-se geralmente quando a pessoa escolhe para si o roteiro de “perdedora/fracassada”, e se lança em uma nova carreira, um amor, ou uma mudança de vida qualquer. Por quase todo o caminho esta pessoa vai criar para si mesma obstáculos a ponto de confirmar esta crença de fracassada. Chega a ter características de auto-punição.
Alias, quer a última prova real de que tu és um deles? Ai vai: Tu já desejaste alguém intensamente, e quando finalmente te envolveste com a pessoa, sem motivos aparentes, começou a inventar um monte de razões para não estar junto, e desencantou?
Eu disse...
Ou melhor: já insististe em voltar para um relacionamento fracassado, e que só te faz sofrer muito? Te humilhaste feito louco para aquela pessoa que nem te dá bola?
Quer evidência maior do que esta...?
Conheço alguém que sempre inventa desculpas para não estar junto de pessoas que lhe fazem bem. Por um tempo ela até pode ser feliz ao lado do príncipe encantado, mas logo-logo arranja algumas desculpas esfarrapadas, inclusive a tão famigerada “ele é romântico demais...”, inventa sentimentos negativos, sabota o companheiro, o relacionamento e a si própria, e arranja um dragão da montanha para se apaixonar. Ai claro, este que tem por natureza confirmar a crença que ela tem de fracassada no amor, ela irá se apaixonar e dar valor.
Gente, a coisa é séria. Tão séria quanto cara de cachorro cagando. Quase todo mundo fica achando cabelo em ovo. Encontramos defeitos nas coisas mais bestas, mais sem sentido, tentamos nos provar a qualquer custo que esta ou aquela pessoa não serve para nós mesmos.
Afinal, por que isso? Porque tudo acaba dando errado? Simples, porque tu decidiste que seria assim, encontrou desculpas que parecem plausíveis. Acaba não sendo um fracasso ou um sofrimento, mas sim um alívio, porque esta se torna a única garantia de que nada vai te fazer sofrer mais, terminar o que poderia dar certo. Ou seja, neste processo de falsa defesa, tu acabas fugindo antes do final da história. Não correr riscos implica em não sofrer, mas também em não viver. Acaba vivendo de maneira superficial em todos os sentidos.

Ficas puto da cara quando alguém conspira para a tua infelicidade? Pois então pára de conspirar para si mesmo...

Outro dia continuo...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Eu no Youtube...

Aliás... já ia esquecendo.
Olha eu no Youtube!

http://www.youtube.com/watch?v=79WFIWAVP2A&mode=related&search=

Para quem não sabe: eu sou o de blusa azul, que primeiramente aparece de costas, um pouco de frente e depois caminhando indo embora. Isso foi agora final de semana, no viaduto férreo da Mula Preta, na minha querida Guaporé/RS.

Ps.: Ainda bem que na imagem não dá pra notar o quanto eu estava borrado de medo... por conta da altura...

Aniversário!

Tah. Eu sei que não atualizo isto daqui já faz algum tempo. Não precisa me chingar. Mas enfim...as tarefas são muitas, e o tempo urge.
Contudo, estou tirando um tempinho para falar-lhes sobre as minhas 2 (duas!) festas de aniversário! É! Isso mesmo! Duas!
Bom, explico: Duas porque pessoas como eu, não se limitam a uma só. Gosto tanto de mim mesmo que tenho que comemorar duas vezes (brincadeira, óbvio...), uma festa só seria até auto-sabotagem (alias, falando nisso, é o tema do próximo artiguinho...aguardem).

Mas...onde?

- Bar Opinião, dia 27 de julho de 2007, sexta-feira. Ingressos não há. O que há é uma lista de convidados (neste momento tenho que fazer um anexo...se por acaso tu, que estas ai indignado porque eu não liguei ainda convidando, e quer ir, tira o dedo do nariz e me liga cobrando, ou entra em contato de qualquer jeito, até por aqui. Lembre-se que to sem tempo até para limpar o meu próprio nariz, quanto mais para ligar para todo mundo convidando. Portanto gente, se escalar para ir para a festa é permitido!). Chegando até as onze não paga nem um centavo sequer, mas necessita colocar o nome na minha lista de convidados, e isso se faz apenas através de moá. Lá dentro haverá um espaço só meu aguardando-os, e a dose dupla estará incluida (cerveja, refri, água, whisky e orloff ice), ou seja, pede um, vem dois!

- Micro-cervejaria Dado Bier, dia 04 de agosto, sábado. Ingressos há desta vez. E desta vez tem que aguardar contatos meus mesmo. Lá o esquema é o seguinte: haverá um mega camarote novamente a espera de vocês, convidados privilegiados, que terão nada mais nada menos que 45 metros quadrados a sua disposição. Com o convite, o unico encargo financeiro que cada um terá que arcar serão módicos R$ 7,00. Baratinho-baratinho. É o preço de um almoço + suco qualquer. Portanto, fiquem sem almoçar e vão ao meu aniversário!

É óbvio que farei questão da sua presença, querido-leitor-que-está-no-momento-se-sentindo-abandonado-por-mim-que-não-publico-mais-nada. Faço não só a questão, mas pode ter a absoluta certeza de que ficarei muito feliz em poder receber o seu abraço.

That's all folks!

Beijos e abraços a todos!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

To bem sem tempo pra escrever. Desculpa gente.
Mas não poderia deixar de externar de maneira simples a minha indignação perante o acontecimento de ontem.

Acho que o importante nestas horas, de choro, tristesa e desespero, é seguir o conselho que a ministra deu quando indagada sobre a situação de caos aéreo instalada no país...

Relaxem e gozem!


(Ps.: Da vontade de mandar um e-mail "educadíssimo" para a mesma... perguntando como que faz para ser uma baita obtusa numa hora dessas...)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mas é justamente ai o ponto. É claro que nossa cabeça não funciona como uma máquina, mas não deixa de ser a nossa pequena fábrica de pensamentos (muitas vezes errôneos, e sobre nós), sentimentos e emoções. É de onde tudo sai.
Quando digo que devemos consertar os erros, tomo todo o cuidado do mundo para não dizer como. Até porque todos nós temos os nossos, e igualmente temos as nossas crenças também. Mas vou abri exceção: Já pensaste o que deveria ser consertado? Justamente as crenças que tens sobre ti? Ou o que?
O passado, os erros que já ficaram para trás, não dá pra mudar, mas as “auto-crenças” que os mesmos nos levaram a ter, sim. Derrepente esquecer os erros, e o mais importante, PERDOAR-SE, é o primeiro passo...
Escrevi sobre o círculo das crenças uma vez. As quatro fases: o pensamento, as crenças, os sentimentos e as aparências (não no sentido falso da palavra, mas sim no sentido que toca como as outras pessoas nos enxergam).
Será que mudando os pensamentos que temos sobre nós mesmos, perdoando-nos, consertando o estrago causado na nossa cabeça pelos erros do passado, não conseguimos mudar as nossas crenças, emoções e aparências? Eu respondo: Conseguimos sim. Sem demagogia nenhuma, eu já consegui. É não é tão difícil assim. O futuro nunca será igual ao passado, mas será que a gente sabe se ele será mais ou menos feliz do que o presente?
Falo apenas sobre coisas concretas, até porque não gosto de filosofar sem ter um ponto a chegar. E a mudança (conseqüentemente, a melhora) que “o ataque as auto-crenças” proporciona, é tão concreta quanto o chão que pisamos.

Alias...

Amarrar os pés no chão já fiz várias vezes... Mas o problema era saber a qual chão eu estava me amarrando...

Quase sempre era “areia movediça...”



(Acredite: Os erros a gente esquece, mas a evolução que o aprendizado dos mesmos proporciona, nunca. Depois disso... fica mais fácil não cometê-los novamente...)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

"O Arrependimento do Canalha - Parte II"

As pessoas me comentaram muito o artigo sobre “Erros”. E as mais diferentes opiniões apareceram. Que bom.
Teve gente que me disse que errar é um ato humano, e que ninguém (nem eu) está imune a isto.
Bom... concordo plenamente. Em momento algum eu fiz menção sobre isto. Também sou filho de Deus, erro como qualquer outra pessoa, mas a diferença a qual eu quis tratar não está em errar ou não, mas sim se arrepender dos erros, concertá-los e não cometê-los novamente. Explico:
Quando inventei a expressão “O arrependimento do canalha” quis exemplificar uma situação que me parece ser corriqueira, mas que não é notada. A de que as pessoas geralmente só se arrependem quando se dão mal. Foi isso que eu quis dizer. Pensem bem: quando o erro (proposital ou não, mas repito, quase sempre decorrente de imprudência) tem absolutamente nada por conseqüência, ou seja, não é maléfico para nada nem ninguém, as pessoas se arrependem de tê-lo cometido?
Sinceramente não. Apenas quando se dão mal ou são notadas negativamente em decorrência dele.
Ai é fácil-fácil se arrepender.
Por isto citei aqueles exemplos: O da namorada que é pega na botija traindo o namorado, e depois chora arrependida porque foi pega. E se ela não fosse pega? Choraria arrependida da mesma maneira pelo ocorrido? Pouco provável...
A do adolescente que engravida a namorada. Será que se por sorte, a gravidez não tivesse ocorrido, ele se arrependeria de ter... enfim... “tcha-na-nam” sem camisinha com a guria?
As pessoas só mudam quando perdem coisas, quando são motivos de decepção (nem que seja própria), quando os erros demandam um maior grau de responsabilidade daqui pra frente (sem choro), ou quando as situações de convívio, geralmente estragadas por estes mesmos erros, já são insustentáveis.
Outra opinião a mim externada foi a de que o erro é um aprendizado.
Ai tenho a obrigação de dizer a pior resposta, aquela que geralmente quem não sabe o que diz responde:
“Depende”.
Depende mesmo. Acho que mesmo quem sabe aprender vendo os outros errarem, erra de vez em quando. Mas a esperteza esta justamente ai. Mesmo errando, o ideal é sempre concertar o erro, e aprender com ele a ponto de nunca mais cometê-lo.
Exemplificando: Basta ver alguém engravidar por que não se protegeu, não preciso passar por isso para aprender que se deve usar camisinha sempre. O erro dos outros já basta. Agora, quem já fez a cagada, a única coisa que tem a fazer é concertá-la e aprender. Neste caso, assume, seja responsável, trata de tocar pra frente e de ser homem. E passa a usar métodos contraceptivos depois disso.
Ta, mas porque depende? Depende justamente da pessoa ser capaz de absorver este aprendizado. Todo mundo sabe que existem muitos de nós por ai que não conseguem ou mesmo não querem dar o passo além, não querem evoluir, não querem aprender com estes erros.
Ta e ai? Como fica?

Ai o(a) Canalha vai sempre chorar arrependido(a) das merdas que fez... e continuar fazendo a mesma merda... e continuar sem entender porque só se phode e é infeliz...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Da série: "Coisas que eu gostaria de ter escrito..., mas não fui eu, foi outro".

Leiam com atenção. E reflitam verdadeiramente sobre isto.
Depois me perguntam o porquê do nome "Saudades"...

(Autor desconhecido)


"Ando com saudades de café com pão; de namorados dando beijinhos no portão; de pedir bênção a pai e mãe (Deus te abençoe); do sinal-da-cruz que fazia quando passava na frente da igreja; de ver um varal cheio de roupa com cheiro apenas de sabão; de ver alguém sorrindo enquanto lava a louça com bucha vegetal; de sentir respeito pela polícia; de acreditar que o Brasil ganhou a Copa do Mundo porque jogou direito; de saber que o Zezinho, filho do porteiro, não vai morrer de dengue; e que Maria feirante poderá ter um filho médico.
Saudades de homens que usavam apenas o assobio como galanteio. Fiu-fiu! Morro de saudades em que cadeia era lugar de ladrão
E a rua lugar de gente honesta.
Acho que andaram invertendo a situação. Ando com saudades de galinha de galinheiro; de macarrão feito em casa com tempero sem agrotóxico; de só poder tomar guaraná em dia de festa; de homens de gravatas; de novela com final feliz; de pipoca doce de pipoqueiro; de dar bom-dia à vizinha; de ouvir alguém dizer obrigado ao motorista e ele frear devagarinho,
preocupado com o passageiro.
Saudades de gritar que a porta está aberta para os que chegam. Um saco destrancar tanto papaiz. Saudades do tempo em que educação não era confundida com autenticidade.
Hoje, se fala o que quer e pedir perdão virou raridade. Ando com saudades de ver no céu pipas não atingidas pelo efeito estufa. Saudades das chuvas sem acidez, que não causavam aridez. Saudades de poder viajar sem medo de homem-bomba,
de ser recebido com pompa em outra nação. Atualmente, reina a desconfiança no coração. Sinto muitas saudades do rubor das faces de minha mãe quando
se falava de sexo totalmente sem nexo. Hoje, ele é tão banal que até eu banalizei.
Acho que a maior saudade que tenho
é a saudade de tudo que acreditei.
Para meus filhos não poderei deixar sequer a esperança. Hoje, já não se nasce criança".

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Arrependimento do Canalha

Deparei-me estes tempos com alguns pedidos de desculpas, algumas suplicas para que o meu perdão fosse concedido, uma baita argumentação visando, sem meias palavras, o meu engodo novamente.
Mas enfim, o que quero comentar não é sobre isto, mas sim o que eu chamo de “arrependimento do canalha”.
No que consiste?
Consiste na pessoa cometer o erro, às vezes até de propósito (se bem que o erro, algumas vezes pode significar ignorância, mas sempre significa imprudência ou sinal de mal-caratismo), este erro cometido ter por conseqüências alguns problemas graves, e a pessoa se arrepender. Entenderam?
Para que a coisa fique mais clara (eu que não sei explicar direito), exemplos: O imprudente que resolve voltar para casa dirigindo bêbado, causa um acidente grave, chora depois, arrependido por não ter voltado de outra maneira; A namorada que chora arrependida, logo após o namorado ter descoberto uma traição descarada; O adolescente de 16 anos de idade, que engravidou uma menina, lamenta arrependido ter transado sem camisinha; O pai que chora arrependido ter maltratado o filho viciado em drogas durante a sua infância; O estudante repetente e relapso que triste, se arrepende por não ter estudado o semestre inteiro; A menina que, envolvida em um relacionamento falido e maléfico, se arrepende de ter feito tanta besteira para o namorado anterior, etc...
Não só penso, mas acredito mesmo, que desculpas, na maioria das vezes, apenas maquiam os erros humanos, mas que via de regra, não servem como tapa-buracos tão competentes quanto não cometer estes mesmos erros, para não precisar pedir perdão depois. Ou seja, virei adepto do velho e bom “prevenir para não precisar remediar”.
Veja bem, não estou pregando que as desculpas não servem de nada, nem que o perdão não deve ser concedido, muito pelo contrário (se fosse assim eu não seria contra a pena de morte), apenas estou dizendo que é muito melhor não cometer os erros, para depois não precisar passar pela humilhação do arrependimento.
Portanto, você ai que comete atos impensados, pense antes de cometê-los. Tu ai que tem mania de se arriscar fazendo besteiras na balada, podes ter certeza, um dia a casa cai. Bom, daí seca as lagrimas ardilosas de crocodilo, porque depois do ato consumado, não vai adiantar mais nada.
Enfim... você ai que acha que “não vai dar nada”, um dia dá, e não vai adiantar se arrepender.

A merda já vai estar feita...

sexta-feira, 29 de junho de 2007


Dias de sol... e de magreza corporal...

As manhãs são sempre calmas

Pensei estes dias o quanto que cada ser, cada individuo que existe, seja aqui ou em qualquer lugar, é importante.
Importante a ponto de determinar como vai ser o nosso dia.
Como por exemplo, a tia do cafezinho. É, ela mesma. Ela é muito importante. Pensem bem: Se a tia acordou de mau humor, ou tem alguma razão para estar revoltada, e o cafezinho clássico das 8:30 da manha que ela fez ficou frio, fraco e fedorento, garanto que o seu dia não será o melhor de todos. Pior ainda se ela continuar servindo café ruim o dia inteiro.
A minha sorte que a Dona Wanessa (minha tia do cafezinho) é um anjo de pessoa. Além de fazer o melhor cafezinho do mundo, é doceira de mão cheia e às vezes me serve até como mãe, irmã ou amiga. Sempre tem um sorriso no rosto que ilumina o ambiente.
Outro que tem o poder de determinar o nosso humor é o azulzinho. Este sim, facinho facinho, estraga o dia de qualquer um.

- “O Senhor está sem cinto de segurança” – E tasca uma multa.
- “O Senhor estava falando ao celular” – E tasca outra.

O azulzinho é o diabo dos demônios, é o sujeito, é o cara. É o especialista em causar mal humor, é o profissional. Se houvesse alguma escala que pudéssemos medir o grau de maturidade nesta questão, o azulzinho estaria disparado no topo.
Mas o poder pertence a muitos. E é algo que é compartilhado por todos os que nos rodeiam. Desde a mãe de todos que, (claro, só muda endereço) resolve ligar as 7:30 da manhã para aos gritos, reclamar qualquer coisa. Tipo: que a torradeira dela não quer ligar. Pois é, qualquer coisa mesmo.
E tantos outros. O jornaleiro que não entregou o jornal, o padeiro que não terminou o pãozinho a tempo, o atrapalhado que bateu o carro (geralmente velho) em outro e causou o maior engarrafamento bem nas avenidas que tu passas, o descuidado que deixou cair o prego bem onde teu pneu vai rodar, o professor que corrigiu a tua prova errado e te obrigou a pedir revisão, o colega de trabalho que como por encanto, resolveu utilizar a tua vaga na garagem, ou aquele que estacionou o seu na entrada da mesma, a ex-namorada louca-da-pedra que liga perguntando se tu queres perdoá-la, o chefe que perdeu o tino e resolve te tirar para Cristo, o buraco que o gentil trabalhador do DMAE abriu bem enfrente a sua casa, o cunhado torcedor do time rival que te liga insistentemente pra te tirar sarro sobre a derrota do teu time ontem a noite, a secretária que não chegou ainda, a noticia que a gasolina vai subir, o mecânico enrolador que para trocar apenas as pastilhas do freio, quer te convencer que tem que refazer o freio inteiro, o corretor do seguro que aumentou o valor do prêmio, o cliente que não quer pagar e se acha no direito de exigir, a tua calça que rasga quando se abaixa, o técnico em informática que não consertou a tua impressora, o atendente do callcenter da Cia. telefônica que fica te engambelando para cancelar a linha, a conexão que cai justamente nas horas que não pode cair, etc, etc, etc,...
Mas hoje eu acabei de conhecer um novo espécime: o técnico em concerto de bombas da água.
Explico.
A água que abastece o prédio onde moro vem de poços artesianos, que necessitam de bombas elétricas para levá-las até os 10 andares do mesmo. Pois é, o cálculo é simples: Sem técnico competente, sem bomba. Sem bomba, sem água. Sem água.... bom.... sem banho matinal, sem barba-feita, etc...

Eu to um trapo, não preciso nem dizer. Quem se atravessar pela minha frente me encarando errado eu mato.

Depois dizem que a gente tem cabeça fraca. E o pior, que tem vida mansa...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

O tio Girafales

O Paulo tem um tio que é “bagual de chácra”, como ele mesmo disse.
Esses dias o tio, que se apresenta apenas como “Girafales” (deve ser porque é alto, magro, usa chapéu e bigode), estava por aqui, em Esteio, pois teve que vir fazer alguns exames nos hospitais da capital e aproveitou para visitar o sobrinho. Vive numa chácara no interior de Anta Gorda, fuma palheiro, conta causo, fala grosso com sotaque de gaúcho e não tira a bombacha nem para dormir.
Como eu também sou conhecido dele, resolveu oferecer um churrasco para mim, pro Paulo e para a Pedrita, com muita carne gorda, fumo de rolo e cachaça de Rio Pardo. O problema é que o tio, como ele mesmo se denomina, não era muito “higiênico”, ou seja, literalmente não gostava de tomar banho.
Durante o espetar da carne nos espetos velhos do Paulo, ele não parava de dar aquela coçada, por cima da bombacha mesmo, que todo homem dá quando fica parado esperando para cruzar a rua. Mas a dele nem se comparava a isto, era muito mais forte.
O Paulo percebendo o nojo que a Pedrita estava ficando, resolveu assumir a função de churrasqueiro no lugar do tio, mas foi prontamente corrido da frente da churrasqueira de tonel, quase que na faca. Quem estava fazendo, pagando e servindo era ele, e como o mesmo disse com a voz mais grossa que existe:

- “Os companheiros só entram com o trabalho de comer”.

Não dá pra descrever a tal coceira. Realmente era nojento. Ele não coçava, quase puxava.

- “Fazer o que, tem que comer né?” – Me diz a Pedrita. – “Ele pode ser gente fina, mas é grooooosooooo....
- Deixa de frescura e trata de comer e elogiar guria”

Guri de exército do jeito que sou, aprendi a tomar vinagre sem limpar a boca. E também sabia que o tio além de ser chucro, era sensível.
A carne foi servida no “cocho” (gamela para nós), estava ótima, bem passada e saborosa. A Pedrita comeu até se encher.
No outro dia, o Paulo, percebendo que o tio continuava a se coçar insistentemente, com muito tato, resolveu perguntar:

- “Tio Girafales, ãhm... o senhor ta com algum probleminha ai?
- To guri, to. Acho que é chato.
- Mas então vamos lá na farmácia tio. Lá eles devem ter alguma pomada ou talco que dê jeito nisso.
- Ma dexa meu “matagal” quieto guri. É só esperar que os bicho vão embora.
- Não tio. Vamos lá, eu vou te levar.”

Foram a tal da farmácia. Chegando lá, o tio, vendo que quem ia lhe atender era uma “chinoca das mais ajeitadinha”, resolveu falar, fazendo aquela cara de “sedutor” que todo chucro sabe fazer:

- “O Mocinha, eu to meio chateado nessas região” – Falou isto fazendo um gesto circular com os dedos juntos, indicando onde era a tal região – “O que tu me recomenda pra esses bicho para de me mordê...?
- Recomendo esta pomadinha aqui Senhor. E, além disso... recomendo banho.
- O QUÊ!? A mocinha ai ta me chamando de porco?
- Não senhor. Só estou lhe dizendo que para o problema ser sanado o banho é importante.
- Não não! Faz o seguinte, toma um banho tu, pega esta minâcora e usa no teu suvaco peludo!

E foi-se embora raspando fundo as alpargatas no chão.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Sei que estou sem atualizar isto daqui. Sei também que já faz quase uma semana.
Mas tem outra coisa que eu sei e vocês não: É minha semana de provas, e mal tenho tempo para estudar, mais ainda para escrever.

Portanto, àqueles que entraram em contato comigo via e-mail e celular, e me perguntaram o que houve que não escrevo mais, afoitos para lerem outros textos...por obséquio, aguardem no máximo até amanha (na parte da tarde provavelmente...)...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O sonho

Chegou quinta pela manhã.
De maneira bem direta, alguns dias atrás, eu comentei que iria revelar um sonho que tive faz algumas noites.
Aqui está:
Sonhei não só que conquistas importantes seriam possíveis, mas principalmente com fatores que me fizeram dormir feliz, satisfeito, e principalmente, em paz.
Sonhei que pertencia a um povo pacífico, que não brigava, não discutia, que respeitava diferenças, sejam de gostos, preferências, simpatias ou características.
Sonhei em pertencer a um território onde a valorização da derrota do próximo não era mais importante do que a vitória própria, mesmo sendo ela merecida.
Rivalidade, na minha opinião, mais um problema a nos preocupar dentro do cotidiano já carregado. Sim, ela havia sumido.
As pessoas só discutiam por atos corriqueiros, por fatos acontecidos que as atingiam de maneira pessoal, significativa, danosa e lesiva. Mas mesmo assim, nunca ofensas eram proferidas por alguém de maneira gratuita, visando atingir o máximo possível, ferindo suas honras, crenças, admirações e principalmente, suas paixões.
Me lembrei das pessoas que se auto-denominavam pertencentes a lados opostos, que ofendiam e proferiam ofensas. Vi o quanto os pecados capitais da ira, inveja e da raiva eram banalizados, o quanto os tornamos corriqueiros ao longo do tempo. O quanto os utilizavam como desculpa, para justificar palavras mal utilizadas, ofensas lançadas, e até, violência totalmente desnecessária e injustificável. Agora era diferente.
Acordei, e vi que um novo dia começava. E que mudanças poderiam ser feitas.

Pessoas morreram esta madrugada por conta das rivalidades. Pessoas pertencentes a estes chamados lados opostos. Não há neste momento, só a perda das vidas, mas também há os momentos trágicos subseqüentes aos seus entes queridos, que muitas vezes, até foram divergentes nos mesmos motivos.
Por isto, e por tantas outras razões, encarecidamente digo e peço:
Gremistas e colorados; Direitistas e esquerdistas; Pobres e ricos; Brancos, negros e representantes de todas as etnias; Heteros, homos, gays, lésbicas, pans e representantes de qualquer outro tipo de preferência sexual existente; Gordos e magros; Altos, baixos, feios, bonitos, narigudos e anasalados; Derrotados e vencedores... Chimangos e maragatos.
Parem.

Parem de se degladiar. Parem de se ofender. Parem de desonrar a quem, pela simples razão de não nos ser igual, é julgado um inimigo, muitas vezes até mortal.
Não somos inimigos de ninguém. Não somos diferentes de ninguém. Não precisamos lutar por nada, apenas por conquistar um lugar ao sol, a saúde de nossos filhos, a comida na mesa, a prosperidade e as vitórias pessoais.
Me sinto angustiado por pertencer de coração a um estado que amo tanto (Rio Grande do Sul), e ao mesmo tempo ter que lidar com características atuais que remetem a antigos tempos, onde antepassados matavam por rivalidades políticas. Confesso, sou temeroso a ponto de pensar que a vida dos meus entes queridos, em um descuido qualquer, pode ser perdida na próxima rodada do final de semana.
Não agüento mais escutar termos limitados como “rivalidade saudável”, que para mim remete preconceito, e consequentemente, remete a algo que nunca foi nem nunca vai ser saudável, o desrespeito e o descaso.
Parem e pensem: perante as leis divinas e humanas, todos nós temos características diferentes, mas somos iguais. Somos todos passíveis dos mesmos erros, condenações, mudanças e perdões.
Portanto, tenham consciência da banalização das integridades físicas e morais, e o mais sério, da vida do próximo...

E por favor. Mudem.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Hoje é dia de nervosismo exarcebado... de roer as unhas... de exercitar o coração...

Mas a certeza da vitória existe e é bem concreta.

Eu digo e peço: façam como eu, ACREDITEM!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Esta noite eu sonhei...
Este sonho foi muito nítido e claro.
Mas a hora de relatá-lo não é esta.
A hora certa será na quinta-feira pela manhã...

Quando tomara Deus, este sonho já terá se tornado realidade...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O que estava escrito...

(...) Ela me disse:
“Dá uma olhadinha atrás do recibo. Mas só depois de sair, ta? Tem um recadinho pra ti”.

Sai pela porta do escritório, logo após pelo portão, acionei a trava do carro, entrei e fiquei com vergonha de ler com ela olhando através da porta de vidro. Liguei o motor, engatei a primeira, arranquei e resolvi dar uma olhada parando o automóvel quase na esquina.

Dizia assim o tal recadinho:

" Saldo atual devedor: R$ ...,..
Favor efetuar urgentemente pagamento dentro de 10(dez) dias..."

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Dia dos Namorados

- “Mas como o Senhor não sabe que dia é hoje...?” – Duas furiosas funcionárias do escritório de uma construtora me indagavam e me olhavam enraivecidas instantaneamente, apenas porque eu perguntei a data corrente, a fim de preencher corretamente o cheque de um pagamento que estava efetuando.
As duas arregalaram os olhos como se eu houvesse cometido um crime, e bufaram feito cunhada ignorante (aquela mesma, todo mundo teve uma...):

- “Humnfff”!

Eu, assustado e sem entender nada, abaixei a cabeça e continuei a preencher meu cheque. Não demorou 15 segundos, percebi que uma delas (a menos linda) começou a se comunicar por sinais com a outra (que era uma morena maravilhosa, alta, magra, seios médios em formato de gota, quadril redondo e bumbum arrebitado, cintura fina e um rosto lindo abrilhantados por um par de olhos verdes que conferiam luz própria ao conjunto, além de aparentar ter pernas de dançarina/cantora de axé, pois usava uma calça de suplex com bota bico-fino-salto-agulha por cima. E isso que nem fiquei notando muito...).

- “Mas desse jeito sua namorada vai ficar triste com o Senhor... não lembras mesmo que dia é hoje?
- Realmente não lembro, estou tentando lembrar até agora, a fim de terminar de preencher meu cheque.
- Hoje é dia 12 de junho.
- Muito obrigado pela informação.
- Dia dos namorados...”

A ficha caiu na hora. Era dia dos namorados, e eu evidenciara uma falha gigantesca. Havia esquecido a tal data festiva. Mas logo elas, espertas, trataram de apurar o porquê:

- “O Senhor tem namorada...?” – Perguntando com aquele olhar malicioso feminino.
- “A resposta é clara. Se não lembrei desta data tão importante, deve ser porque está faltando aquela pessoa especial que me faça lembrar, não?”

A morena linda disse, em meio a um suspiro:

- “Então o Senhor é solteiro? Mas como pode?” – Com um sorriso no olhar, utilizando-o de maneira bastante incisiva.
- “Não sei querida. Apenas sei que estou aqui, em pleno dia dos namorados, solteiro e sem ninguém para poder comemorá-lo...” – Falei, sorrindo e olhando-a nos olhos.

Ela sorriu, olhou para baixo (em atitude encabulada) e ficou em silêncio.
Quando fui me despedir, após pegar o recibo do pagamento, ela me disse:

- “Dá uma olhadinha atrás do recibo. Mas só depois de sair, ta? Tem um recadinho pra ti”.


Querem saber o que estava escrito?

Não digo.
Não vou dizer.
Já é contar demais, não...?

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Sapatos e cabelos

Ontem a noite, durante o intervalo de uma aula onde discutimos o livro “1984” de George Orwell, saí da sala junto com uma colega que (bom, sem receio de dizer o que acho, até porque nem ela nem ninguém que a conheça vão ler este blog) acho linda de morrer. Além de linda, acho-a uma graça. E mulher linda e graciosa é muito diferente (e muito mais atraente) da gostosa...
Mas enfim, ela me pediu um cigarro. Eu dei. Iniciamos um assunto básico, que era sobre o próprio livro que todos, claro, haviam lido, mas logo este assunto terminou por causa de um comentário (juro, inocente) meu:

- “Como é lindo teu sapato”!

Os olhos dela brilharam derrepente e com uma intensidade surreal. Cheguei a sorrir de volta, em reação natural a tanto brilho. Neste momento, percebi o que tinha feito.
Sapatos e cabelos. Elogiam-se sapatos e cabelos. Tem um incrível efeito, que só mulheres poderiam explicar.

- “Ai...muito obrigada! Tu és tão gentil...”!
- “Que isso. Adorei mesmo o teu sapato”.

E tinha adorado mesmo. Era a mais pura verdade. O salto era médio/baixo, o formato era daqueles sapatinhos de boneca, de bico meio quadradinho, em couro brilhoso preto, com detalhes xadrezinhos em tons pastel, e um lacinho bem delicado em cima ...
Geralmente sou hipnotizado por bicos finos e saltos agulha, seja de Scarpins, botas e afins. Mas o dela realmente me arrebatou.
Mulheres bem vestidas. Mas ainda, vestidas de personalidade. Isso me atrai. Personalidade me atrai. Mas falo de personalidade verdadeira, aquela que existe mesmo, e não um personagem feito, vestido e maquiado, que fala alto, anda rebolando e dá risadas espalhafatosas. Isto não me atrai, espanta.
Mas enfim, papo vai, papo vem, acabo descobrindo que um sortudo já havia fisgado aquele coraçãozinho, e o pior...

Começou elogiando os sapatos dela...

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Consideração de ambas as partes

Estive pensando nas grandes reclamações. Sim, aquelas que as mulheres têm a fazer sobre os homens. Daí então, resolvi sair do simples pensamento e fazer uma “mini-pesquisa” com pouquíssimas participantes como amostra. Mas mesmo assim, deu pra tirar algumas conclusões.
Segundo as mesmas, existem três coisas que nós, homens, nunca devemos deixar de ter (sempre essa de “tu nunca deve...”. Mas que chatice...):
- A primeira, apontada por todas elas, diz respeito à falta de atitude. Se disseram “tiradas do sério”, quando nos omitimos de decidir qual programa fazer, sugerir o que comer, para onde sair e o que fazer para não cair na rotina. Inclusive entre quatro paredes elas reclamam quando temos inércia.
Bom, digo apenas que isto é um problema de saber o que quer, ou melhor, talvez o que não quer, ou melhor, que ninguém sabe o que quer, inclusive as mulheres que me disseram isto. Digo para todos lerem: a um tempinho atrás todas reclamavam de que seus namorados viviam querendo comandar o relacionamento e tomar decisão sobre tudo, e que também viviam atrás delas feito cachorro babão quando queriam sexo...mas enfim...
- A segunda é justamente a nossa falta de palavra. O velho e clássico: “Te ligo mais tarde”, que claro, nunca é cumprido. Numa coisa eu concordo: mulher em geral realmente espera. Se tu combinas algo, dizendo que vais ligar tal hora e não liga, passar para pega-la e chega atrasado, encontrar com ela na cafeteria as seis e não vai, e o pior, dizer que vai leva-la ao shopping no sábado a tarde, e na última hora aparece aquele futebolzinho inadiável...bom, não preciso nem dizer que o coro vai comer, até porque elas realmente ficam esperando que a coisa aconteça mesmo. Mas isto é muito fácil de resolver, ou a gente toma tento e cumpre sempre com o que diz (eu sempre cumpro, modéstia a parte), ou elas param de ficar esperando e se organizando para as coisas combinadas. Sinceramente acho que a que alternativa que vai criar menos problemas vai ser a primeira...
- Assumir tarefas e não resolve-las é a terceira reclamação. A velha e clássica “capaz! Pra que chamar o marceneiro! Eu conserto isto pra ti!”, e a gaveta aquela que teima em cair quando alguém abre... vai continuar caindo por muito tempo. Elas reclamam dizendo que ninguém gosta de passar a contar com o apoio de alguém, para depois ter de ficar implorando pela colaboração desta pessoa.
Sinceramente, concordo. Até porque este aspecto também faz parte da segunda reclamação explicitada aqui, logo acima. Dizem elas que basta dar satisfação, pedir alguns dias, ou assumir que não vai conseguir resolver o problema, que ta tudo bem.
Mas tchê, pensando bem e me dando conta de uma coisa, a quem elas recorrem na hora de trocar um pneu, por exemplo? E uma lâmpada? E consertar a fiação da tomada que pifou? E fazer força para arredar o sofá para o outro canto, pois cansaram “do jeito desta sala”...
É, neste caso gurias, temo em afirmar que não dá pra vocês terem total razão. Estando por perto e havendo algum trabalho braçal para fazer, o abacaxi é sempre nosso. Mesmo que seja apenas para satisfazer uma cisma estética...
Mas existem reclamações tipicamente masculinas também: E o descontrole financeiro de vocês? E as choradeiras sem-mais-nem-menos? E a TPM? E as amigas fofoqueiras? E a falta de reconhecimento? E a sogra que nos trata mal? E a falta de apetite sexual? Hein, hein, HEIN...!?
Enfim, todas as reclamações que possam existir são uma via de mão dupla. Pensem bem, e aqueles momentos que sempre temos de esperar, em que vocês dizem que “só vou tomar um banho”, ou “só vou colocar uma roupa melhor”... e depois de duas horas ainda estamos sentados lá esperando... entre tantas outra situações que evidenciam que o gênero feminino neste caso, supostamente também teria problemas com a “falta de palavra”...
Para concluir, acredito que tudo se resolve com consideração mútua. Se pararmos para pensar, a maioria das reclamações são advindas da falta deste atributo de ambas as partes...
Então, na próxima vez que assumirmos algo em qualquer aspecto, ou que formos chingar alguém, e principalmente reclamar dos outros sem olhar para nossos próprios defeitos...seria bom a tal da consideração aparecer de vez em quando...é bom para o reconhecimento das coisas boas, e também para os nossos próprios corações. Até porque ajuda a não sentirmos tanto as decepções...

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Regras não são só exclusividade feminina...

Da série “Conselhos dados, conselhos esquecidos”.
Falando sério agora. Mulheres amigas e afins vivem me perguntando o que não há resposta.
Digo que não há, porque sempre estas perguntas são genéricas demais, não dá pra responder satisfatoriamente, apenas dar uma opinião pessoal.

Mas que perguntas...?

Como exemplo, esta feita por uma amiga. Nas palavras dela:
“Minha performance com os homens nestes últimos tempos tem sido péssima. Tento ao mesmo tempo ser eu mesma, mas acabo por afastá-los. O que eu faço para que isto não aconteça, ou melhor, quais são as características que um homem (correto...) se baseia para iniciar um relacionamento”?
Nas minhas palavras:
“Olha. Depende. Como pra variar, esta pergunta engloba todos os homens, vou tentar responder baseado em experiências pessoais e também de alguns amigos do mesmo perfil (correto...). Ai vai:
1) Não seja egocêntrica. Não tem nada mais desagradável que alguém que pensa apenas em si mesma. E o resto do mundo (inclusive o companheiro) que se exploda.
2) Insegurança tem limite. Mulheres decididas e independentes são tudo. Mas não só nesta questão a autoconfiança é essencial, também entre quatro paredes é bom aparecer de vez em quando...bem...melhor que seja sempre.
3) Possessividade é de matar qualquer um. Pra variar, esta questão envolve o tesouro do arco-íres chamado liberdade. Mas não é uma liberdade voltada para situações ardilosas e onde a vergonha não aparece nem pra dar um oi. É liberdade pra sermos o que sempre fomos, ou seja, nós mesmos. Mulher mandona e controladora não dá.
4) Gurias, por mais que algumas de vocês achem que não, estresse tem limite. Atarefados(as) até o último fio de cabelo (e olha que a maioria de nós homens tem tendência a calvície) todos nós somos e seremos durante um bom tempo. Por incrível que pareça, homens também gostam de atenção e, que a maioria dos amigos machões não me leia, delicadeza. Afinal de contas, nos sentimos atraídos por mulheres por quê? Pela cara de braba e pelos gritos histéricos...?
5) Viciadas em trabalho também é difícil de engolir. Pensem bem: se vocês trabalham três turnos de segunda a sábado, não vão ter nenhum tempo para nós, homens-que-também-necessitam-de-alta-demanda-de-carinho. E pior, domingo de manha acordam de mau humor ainda... bom... neste caso vide item anterior. Mulher-nitroglicerina dormindo ao lado é phoda... quando menos se espera...BUM!
6) Sexo é bom. Isso todo mundo sabe. Agora sexo com alguém que seja confiante, principalmente com seu próprio corpo... é melhor ainda. Gurias parem de se preocupar, todas vocês são sexys e atraentes ao seu modo, portanto, nada de se esconder embaixo dos lençóis, atrás da cortina ou ficar apagando até a luz do poste da rua. Homem é facinho-facinho de acender... e melhor! Aprendemos fácil-fácil como acende-las! E depois apagar o fogo! Desde que vocês saibam nos ensinar o caminho das pedras...
7) E por último, fidelidade... Bom, acho que este eu não preciso nem explicar, certo...?”

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Alguém vai lembrar...?

Tchê, esta vai para os companheiros homens que estão ai na luta, tentando entender como que é constituída a cabeça deste ser, esta dádiva, este presente de Deus, mas que ao mesmo tempo se traduz na mais complicada das criaturas, a mulher.
Quer dizer, entender não dá né, como já dizia Zé Ramalho, “ninguém tem o mapa / da alma da mulher”...

Mas se fresquear, e dar uns conselhos, a gente consegue...

Ai vai.
Pra evitar chatear qualquer exemplar do gênero, existem duas (entre quinhentas mil) regrinhas básicas que devem ser seguidas, até para evitar sermos chamados de “insensíveis”.

Primeira: Nunca, mas NUNCA, palpite sobre os hábitos alimentares dela. Talvez ela possa estar “fortinha”, ou melhor, talvez a dieta dela seja riquíssima em carboidratos. Mas... e daí? Ela não precisa ficar ouvindo insistentemente que arroz, massa, pão e batata frita não devem ser ingeridos assim, em conjunto. Traduzindo: chamá-la de faminta é coisa que não se faz. Até porque a maioria delas se sente culpada a respeito do que comem, principalmente na presença de outras pessoas.

Segunda: Tente (eu sei que é impossível, irmão masculino) nunca esquecer o que ela fala/conta para ti. Sei também que é difícil manter a concentração quando ela dá aquela geral dos acontecimentos da ultima hora, do último dia, e da última semana. Mas uma coisa eu aprendi: o raciocínio delas é diferente. Se elas contam algo, automaticamente imaginaram que tu ouviste, e que pior, guardaste na memória para todo o sempre. Então, quando ela perguntar o que tu achas que a Tia Maria deve fazer referente ao divórcio do seu terceiro marido, e tu responderes: “A Tia Maria se separou de novo”? ... Bom... tente não se assustar com a expressão de ódio puro...
Segundo opiniões femininas levantadas, esta questão pode ser traduzida da seguinte maneira: Quando tu não lembras de fatos relatados pelas mesmas, elas acham que tu não dás a mínima, que não ta te importando com elas ou algo assim.

Mal sabem que a nossa memória é curtinha, curtinha. E que óbvio, nem eu que escrevi isto, vou me lembrar destes conselhos também...

terça-feira, 5 de junho de 2007

Bah...! To sem o que escrever...
Melhor....sem o que publicar.
Escrevi um monte de coisas nesta semana que passou, mas nenhuma delas ficou boa a contento. Não sei se o meu senso auto-critico aumentou, só sei que nada do que escrevi, gostei quando li novamente.
Uma vez eu li uma coluna do Veríssimo sobre isto. Sobre a falta do que falar. Mas a seca tá tão grande que eu não lembro de nada dela também para escrever aqui.
As idéias pra variar, brotam feito feijãozinho no algodão molhado, mas eu to achando que não to escrevendo realmente o que quero passar como mensagem, ou entendimento sobre os assuntos abordados.
Mas enfim, acho que vou começar a mudar o formato. Tive uma idéia que quero trabalhar com alguém de mais experiencia, antes de começar a executá-la. Mas....

Aguarde... e confie... !

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Só para constar:

Ontem eu descobri mais um dos prazeres da vida...

Como é bom... MIJAR NA BEIRA DA ESTRADA...


AAAAAHHHHHH........!!!!! QUE ALÍÍÍÍÍÍVIOOOO........

terça-feira, 29 de maio de 2007

Quebra de paradigmas

Neste sábado, fui convencido a ir ao show de uma banda que, confesso, tinha uma prevenção enorme de suas músicas, suas composições, execuções, mensagens e atitudes. Pra que ninguém fique se perguntando, vou dizer logo. O nome da mesma é Acústicos e Valvulados. Mas enfim...
Depois de muito insistir e de me oferecer um ingresso pelo preço módico de quinze reais, um grande amigo meu me convenceu a ir. Disse que pagava até um cachorro do Rosário depois. Sob este argumento principal, não pude resistir. Mas não imaginava que na verdade, o que aconteceria seria que alguns paradigmas meus seriam quebrados.
Imaginem vocês que, claro, sendo o show no Teatro São Pedro, e fazendo parte de um projeto acústico que uma rádio local está organizando, logo após raciocinar antes do espetáculo começar, realizei que o projeto deveria ter algo de muito diferente ou especial. E foi justamente isto que me surpreendeu.
Pra começo de conversa, a acústica dos três (às vezes quatro) violões era simplesmente linda, os arranjos novos para músicas antigas estavam de brilhar os olhos, a dupla baixo/bateria não faziam grandes sobressaltos, mas eram de competência notável, o Korg era sempre uma companhia muito boa encorpando o trio de cordas agudas, e o vocal, bem, o vocal, que era a minha grande crítica, se mostrou maduro e muito seguro, e de uma junção coesa e agradável com todo o resto.
E as participações especiais então. Bah! Dois dos meus grandes ídolos da cena Rock-Melosa gaúcha estavam lá, dando uma palhinha em algumas músicas, ambos eram (um ainda é) do TNT: Tchê Gomes e o Marcio Petracco (Petracco neles!).
Digamos que minha visão antiga sobre a banda não demorou muito, umas três ou quatro músicas já serviram, mas me insurgiu uma baita reflexão.
Como é fácil mudar convicções às vezes, como é uma barbada que as nossas opiniões sobre determinados assuntos, gostos ou pessoas possa ser cambiado de uma hora para outra. Simples acontecimentos às vezes fazem mudar de idéia sobre coisas que se trabalha (muitos momentos, até propositalmente) para cimentar como crença. Tal qual os arranjos do Acústicos e Valvulados, muitos momentos algo significativo muda o sentido das coisas, ou algo que demonstre arrependimento, desejo de mudança, faz mudar da desconfiança para a aposta, da desconsideração para o carinho, da decepção para a admiração, do ódio para a paixão, e principalmente, da raiva para o amor. (Ou vice-versa, claro).
A grande maioria considera em alguns momentos (quando é confortável, claro) que isto não necessariamente traduz fraqueza de personalidade, muito menos de espírito. Tal qual um pai que perdoa o filho, entendo que os sentimentos ligados ao amor têm esta capacidade, de nos transformar em algo maior, nos elevar. Como condenar faz parte do ser humano, perdoar faz parte do divino.
Mas enfim, do mesmo modo que sem saber, a Acústicos e Valvulados provou o contrário de tudo o que eu achava, contradizendo e queimando minha língua em todas as criticas que sempre fiz, às vezes as pessoas esperam e principalmente, desejam que certos indivíduos que fizeram parte de sua historia façam o mesmo. Desejam do fundo da alma que quem lhes fez mal se arrependa, que peça desculpas, que tente se redimir, que faça valer a pena ter sofrido tanto por tão pouco, e que, elemento cerne da questão, prove que estavam completamente erradas sobre os defeitos e conseqüentes péssimas características constatadas.
Mas isto é assim. Algumas pessoas até querem fazer isto, mas não sabem como fazê-lo. Outras... nunca acharam ou vão achar que erraram...
Agora... como todos sabem, pra certas coisas não existem mais perdões ou desculpas...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

"Dabrio Dabrio Dabrio..."

Gente... sem condições de escrever nada hoje, até porque to sem tempo. Agora, esta eu não podia deixar de mostrar a vocês:

http://www.youtube.com/watch?v=IelYvxtlfoM

Depois que eu assisti eu não consegui mais parar de rir...Hehehehe...

"Dabrio Dabrio Dabrio Dabrio, ponto, iutubil..."

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Respeito = consideração

A repercussão do artigo publicado ontem foi ótima. Nunca tantas pessoas me procuraram para comentar. Mas o que mais me chamou a atenção é que todos os comentários foram semelhantes, mais ou menos: “Eu já tive uma namorada assim”. Ou: “Tem uma amiga minha que mantêm um relacionamento apenas por interesse financeiro”.
Mas enfim, o que me intrigou foi uma pergunta feita por uma queridíssima amiga, que me indagou sobre o que eu considerava tratar as pessoas com respeito e consideração, já que citei que a desconsideração e o desrespeito faziam parte de uma má índole. Ok, vamos a minha opinião, ou melhor, a do Aurélio (o dicionário...) depois a minha:
Segundo o referido, “Respeito: do Latim Respectu; ato ou efeito de respeitar; reverência; deferência; consideração; apreço; importância; submissão; ponto de vista; aspecto; causa; relação; temor; (no pl. ) cumprimentos”.
A maioria das pessoas, se questionadas sobre este respectivo significado, não saberia responder qualquer uma dessas variações. Como se a palavra significasse qualquer outra coisa que não fosse estas. Questionada sobre o assunto, uma pessoa comum que me serve de parâmetros, me deu a seguinte definição: “Respeito é quando devemos algo para alguém, como se fosse uma obrigação de não agredir, não ofender, não magoar.”
Concordo e discordo. Primeiro porque realmente, quem tem (veja bem, do verbo “ter”, e não do verbo “dever”) respeito para com alguém, realmente tenta não agredir, ofender ou magoar. Mas o termo não se refere só a isto, se refere a um leque de outras coisas que as pessoas esquecem, ou o hábito de praticá-las caiu em desuso. Segundo a própria definição retirada do amansa-burro, respeito é apreço, é importância, é relação, e principalmente, consideração para com o outro.
E consideração? O que significa?
De acordo com o Aurélião, “do Latim Consideratione. Ato de considerar; exame atento, reflexão; raciocínio; valimento, importância; razão, motivo que pode determinar um ato; estima; deferência; respeito que se dedica a alguém; bom nome; (no pl. ) reflexões; (no pl. ) arrazoado; (no pl. ) exposição fundamentada”.
É ai que a porca torce o rabo. Consideração é coisa que hoje em dia, quando praticada em família já é raro, quanto mais entre as pessoas de convívio comum/rotineiro/regular, relações de trabalho, profissionais, hierárquias, companheiros de estudos, e claro o pior: relações amorosas.
Como podemos identificar nas duas definições, consideração é respeito e respeito é consideração. Quando falta um falta o outro. Parece que as pessoas, sendo influenciadas totalmente pelo imediatismo/egoísmo, se esquecem que existem tantas outras que tem coração a se machucar, sentimentos a serem feridos. É complicado...
Recorrendo novamente a opinião da pessoa comum, ela me definiu consideração como algo que fosse temor, dedicação, dar crédito a algo, acreditar.
Também concordo, mas de longe novamente, o real significado nunca é alcançado por alguém. Valimento, importância, respeito, dedicação e estima são os melhores sinônimos.
Ta, mas qual é a real importância de tudo isto?
A importância a qual me diz respeito se refere quase exclusivamente aos relacionamentos amorosos. Que atire a primeira pedra quem, em seu atual ou em seu ultimo relacionamento, não tem alguma lembrança ou sentimento mal resolvido decorrente de alguma situação de desrespeito e desconsideração que sofreu. Ou melhor, para complementar: quem ai admite que já tratou alguém com alguma das duas desqualificadoras? Eu sim admito. Mas sempre tive a hombridade de reconhecer meus erros, me redimir e melhor ainda, não cometê-los mais.
E sem falsa modéstia, este é o ideal. Isto é o que se deve fazer sempre. Como um adesivo em um Fiat 147 que eu vi estes dias dizia: “Herrar é umano”. Ou melhor, errar é admissível, não concertar o erro e cometê-lo novamente, é enjoativo e repugnante...

Mais ainda... chega a ser imperdoável...

terça-feira, 22 de maio de 2007

O teu final...

É...
Ontem humilhavas e maltratavas, agora, chora por que esta perdendo mais uma pessoa que poderia ter sido a definitiva da tua vida...
Mania de interesse, de basear a vida inteira em dinheiro, em presentes, em conforto financeiro...
Ontem maltrataste alguém, hoje és maltratada...
Ontem negaste ajuda, agora a ajuda a ti é negada...
Ontem achaste que a vida era fácil, que a festa, o dinheiro e a esperteza eram os mais importantes fatores, mas guria, veja hoje, estas ficando mais uma vez para trás...
Enquanto as pessoas seguem suas vidas, vão para frente, ficas parada no lugar...
Lembras quando eu te falava: “Cresce! Amadurece! Vai te phuder na tua vida inteira se não fizeres isto...!”
Olha os frutos que estas colhendo hoje em dia...
Pensa, pensa e pensa bem. O que vale a traição? A mentira? O prazer simples de saber que está enganando alguém...?
Pessoas de má índole fazem isto. E sabes...acredito que tu sejas uma delas.
A boa educação vem de berço, e tu... nunca a tiveste. A culpa derrepente nem é tua...
Achas naturais certas coisas que ninguém aceitaria em qualquer ente, muito menos em um ser humano, embalado em tão bela embalagem...
A carapuça cai. A verdade se sobressai e prevalece. Lição que gerou traumas em teu interior e em alguns que passaram pela tua vida, mas que mesmo assim não aprendeste...
Má índole guria, má índole. É este o teu problema.
A sorte que quem sai desta agora sai melhor do que o anterior. Pelo menos, algumas oportunidades de aprendizado te foram dadas...
Antigamente diziam o quanto foste infeliz na escolha que tomaste. Hoje eu constato que estavam certos...
Se valer inverter/mudar ditado popular: “Ontem tu caçavas, hoje tu já foste abatida...”
Algo valeu a pena? A tua aparente falta de propósitos nunca me enganou...
Ganhaste algo que querias? Ficou mais rica? Mais bem vestida? Cresceu alguma coisa? Tem emprego? Dinheiro no bolso?
Vejo que não foste bem sucedida nas tuas investidas...
Agora sinto...o gosto do troco dado mistura algo de delicioso com marcante...
Mas o melhor de tudo é ver o quanto que uma pessoa inescrupulosa/ardilosa pode ser infeliz...
E esta é a tua sina. Tal qual um vício, não paras de mentir, não deixas de ser interesseira, trata todos com muito desrespeito e desprezo, e não aprende nunca com os teus exclusivos erros.
Sina, carma ou destino? Não há termo correto e nem definitivo, pois todos eles cabem. O que realmente salta aos olhos é o resultado: Tal qual um ente específico de tua família, sozinha, desamparada, infeliz, mal-sucedida em todos os âmbitos e inútil, este será o final...

Este será o TEU final...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Complexidades da lingua portuguesa

Conversando sobre a língua portuguesa, suas dificuldades, seus “pega-ratões” e suas complexidades, estávamos eu, o Paulo e o Marcelo estes dias.
Opinião externada pelo Marcelo:

- “A língua portuguesa é muito complexa. A quantidade de verbos e de conjugações realmente é gigantesca. Isto a torna quase como um código secreto internacional.”

Neste momento, o Paulo responde tentando falar difícil:

- “É verdade. Concordo. Os verbos é que dificultam tudo, principalmente aqueles tipos todos...tipo assim...os verbos abstratos, os GERUNDINOS e os verbos EXTRATOS também....
- AHAHAHAHAHA...!
- Que houve?
- Tu és a prova viva da tal complexidade Paulo!” – Respondi, em meio a gargalhadas gerais.
- “Ah Veio! Não posso fazer nada se não consigo demonstrar toda a minha SABIÊNCIA...”

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Pedido concedido: A réplica

Pedrita me ligou, e disse que ficou brava comigo. Disse que agora, já que eu escrevi sobre ela, tenho que escrever uma historia do Paulo também (como se o nome do coitado nunca estivesse por aqui de maneira pejorativa...). Mas enfim, apesar de estar saturado do assunto bebida/xixi, o pedido dela é uma ordem...e eu sou obediente.

Ela começou me dizendo que não é só ele que deixa a cônjuge sair sozinha, ela também o deixa. E que ele também volta caindo de bêbado para casa.
Bom, pra variar, também há uma história de bêbum dele para contar.
Ai vai:

Diz que a situação se inverteu. Esses dias, ele também saiu com os amigos para beber cerveja e ela ficou em casa dormindo (sei...). O que aconteceu foi que da mesma maneira que ela chegou em casa bêbada cambaleando, ele também o fez. Mas com uma diferença: O local do desastre.
Ela conta que estava dormindo quando ele chegou, sendo que ela sim, como uma boa companheira, levantou, falou com ele, perguntou se tava tudo bem, fez um Nescauzinho, mexeu, deu pra ele tomar, ligou o chuveiro antes de ele ir tomar banho, alcançou a toalha, etc. Beleza. Ótimo. Cuidou dele. Que mulher esta. Mas a surpresa veio depois.
Diz que logo após ele ter entrado no banho, ela foi deitar-se na cama para dormir, até porque estava frio. Cobriu-se com seu cobertor felpudo e adormeceu, não conseguiu ficar acordada esperando.
Para minha surpresa, ela conta que acordou com barulho de torneira ligada dentro do quarto, e não na sala (é sempre este o barulho que antecede a tragédia...), que viu a silhueta do Paulo nua encostada no armário dos casacos.

- “ Paulo! Que tu ta fazendo pelado ai!?
- Ahm! Ahm!” – O Paulo acorda, nu, dormindo em pé.
- “Tu tava dormindo em pé!?
- Ahm...tava!
- Tu derramou algo ai?
- Ahm...Acho que sim...eu tava sonhando que tava no banheiro.
- Como assim? No banheiro?
- É, e que o vaso sanitário era bem pequenininho...
- Como assim pequenininho?
- Pequeno. Só pequeno.
- PAULO! ACENDE A LUZ! AGORAAAAA!
- O que houve guria!?
- ACENDEEEE!”

Segundo o mesmo, ele estava sonhando que o banheiro era muito grande, e que o vaso sanitário era muito pequeno, do tamanho de uma garrafa Pet. Mas que ele urinava mesmo assim.

Não era o vaso sanitário que era pequeno. Era o NIKE SHOX dela que tava no chão que era...

terça-feira, 15 de maio de 2007

Com a tampa levantada

A vingança do Paulo veio em pratos quentes:
Diz que este final de semana ele deixou a Pedrita sair sozinha com as amigas para beber (Bah Tchê! Quando que essa gente pára de beber?). Segundo o relatado, o causo foi assim:

Lá pelas quatro da madrugada, Paulo, que já estava roncando desde as onze (acredito...) escuta a porta do apartamento abrir de maneira abrupta, como se um bêbado estivesse abrindo-a. O bêbado, neste caso bêbada, claro, era a Pedrita.
Ele pensa assim: “Vou deixar ela se fuder para vir deitar. Não vou ajudar em nada”.
O tempo passa, e Pedrita não vem para cama. Depois de uns trinta minutos, Paulo começa a escutar um barulho que se assemelha muito com o que seria uma torneira pingando no assoalho de taboão da sala.
Começa a desconfiar que algo trágico poderia estar acontecendo.

Os próximos segundos foram de puro terror.

Diz ele que resolveu se levantar de pé-ante-pé, para dar uma olhada no que estava ocorrendo. E a cena que viu quando chegou a sala foi algo apavorante.

Pedrita estava no canto da peça, ao lado da mesa de jantar, sentada de frente para a parede e de costas para todo o resto, dormindo e roncando.
Paulo, já um pouco assustado, resolve correr até lá para ver como ela estava. Quando chega ao lado da cadeira, toma um susto.
Pedrita estava nua com as calças arriadas até o joelho, o assento da cadeira, que era estofado, estava levantado e junto ao encosto (como se fosse a tampa de um vaso sanitário), suas pernas e o chão a sua volta estavam completamente molhados e cheirando a urina.
Paulo tenta acordá-la:

- “Pedrita! Pedrita! Acorda Amor! O que ta acontecendo!?
- Mas que guri chato! Ta sempre me incomodando!
- Como assim incomodando guria!? O que tu ta fazendo!?
- Até no banheiro tu vem me incomodar! Sai daqui guri!
- Como assim guria!? Que banheiro!?
- Aqui! Este banheiro que a gente ta! Tu não ta vendo que eu to sentada no vaso mijando...”

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Melhor não perguntar...

Na véspera de feriado, saímos para beber cerveja com as respectivas.
Pedrita, a namorada-da-idade-da-pedra do Paulo, começou a beber demais e a contar umas historinhas... para meu deleite e também dos poucos leitores que tenho.
Mas vamos a uma delas (antes de qualquer reclamação sobre este relato, recebi autorização prévia lavrada em três vias no cartório de Anta Gorda. Quem quiser conferir, vá até lá.):

Reza a lenda que Pedrita, depois de ler um bom livro (aham... sei...) adormeceu em sua cama King Size ao lado do Paulo, que já estava roncando (normal...). Após alguns momentos, que ela não sabe precisar quantos, seu sono foi interrompido pelo barulho da televisão ligada. Ela acorda, estica o braço para o lado e percebe que Paulo não está deitado. Olha para frente, com aqueles olhos e aquela visão que só o sono pesado dá, e enxerga apenas a claridade emanada da televisão, que estava com volume baixo. Dá uma olhada em volta no quarto e não vê o namorado em lugar algum.
Adormece novamente pensando que o dito cujo devia estar no banheiro (baita mijão que é).
Após uns cinco minutinhos só, acorda-se novamente com o leve balançar da cama. Era o Paulo deitando-se, com a respiração bastante ofegante, e segurando uma camiseta velha nas mãos. Pergunta, como quem não quer nada:

- “Paulo, o que tu ta fazendo com esta camiseta?
- Não pergunta guria, não pergunta.
- Se tu ta esfregando ela nas mãos é porque de alguma maneira tu sujou elas...
- Não pergunta guria, não pergunta.
- Onde que tu tava?
- No chão.
- Tu tava deitado no chão?
- Tava. Mas porque eu quis. Não cai não.
- Porque tu quis?
- É.
- Perai! Em qual canal que a tevê tava ligada?
- Na Band.
- E o que tu tava assistindo na Band Paulo?
- Não pergunta guria. Não pergunta.
- O que tu tava fazendo?
- Eu não queria te acordar...
- PAULO! DE MADRUGADA NA BAND PASSA FILME PORNÔ!
- Não pergunta guria. Não pergunta.
- O QUE TU TAVA FAZENDO NO CHÃO PAULO? SE TU TAVA LIMPANDO AS MÃOS...? SEU PORCO! NOJENTO!
- Não pergunta guria. Não pergunta...”

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Lauzinha...


- "Me deixa cozinha tio..."


- "Ai Tio...! Eu tenho vergonha de bater foto..."



Coxa grossa!

Rema ai que o tio tá cansado!



terça-feira, 1 de maio de 2007

Pérolas...

Estas estão quentinhas saindo do forno:

Estes dias, durante uma das sempre prazerosas reuniões na casa do Wagner, em Porto Alegre, o mesmo estava reclamando que sua namorada – e minha prima – havia arranhado e amassado a sua caminhonete DODGE DAKOTA na entrada da garagem de casa. E que ele achava que tal ato era em repúdio a venda da mesma. Claro, o Paulo estava lá presente também. E óbvio, as pérolas (foram mais do que uma...) foram proferidas adivinhem por quem...
A primeira se deu quando o dialogo sobre o tal arranhão já se encaminhava para a discussão de casal:

- “Tu fez isso porque tu não queres que eu a venda!” – Disse Wagner, se dirigindo a prima querida...
- “Não fiz nada! Foi um acidente! Bem capaz que eu vou riscar a Dakota!” – Prima, em resposta.

E o Paulo só olhando, com uma cara de quem não estava entendendo picas do que estavam falando.
Continuando a discussão:

- “Mas foi mentira Wagner! Eu tava só brincando contigo!
- Sei que tu tava brincando. E o que era aquele arranhão na coitada da Dakota? Tu não tem noção do que tu fazes as vezes guria...”

Derrepente o Paulo interrompe:

- “Ta mas, me diz uma coisa. Ela se machucou?
- Como...?
- Ela se machucou? Ou talvez até morreu, sei lá. Sangrar deve ter sangrado. Porque vocês estão falando como se a coisa tivesse sido muito séria.
- Hein...? – Todos em coro interpelaram.
- É. Fiquei com pena da tal da COCOTA agora...
- COCOTA...?
- É! A tal da COCOTA que vocês estão falando, a que rasparam na parede da garagem. Coitada dela. Vocês não tem pena do bichinho...?




A segunda:

O Wagner estava sentado ao lado do Paulo. E acendeu um cigarro. O Paulo em repúdio ao cheiro do mesmo, resolve dizer o seguinte:

- O velho! Tudo bem que tu ta em casa. Mas eu acho que neste RECIPIENTE não pode fumar hein...




E a última foi na hora em que a salada foi servida:

- O Wagner, me alcança o LEITE DE OLIVA ali pra eu temperar minha rúcula...

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Pra brincar com o "fofuxo" paga mais...Parte II - Final

- Pra se divertir com o "fofuxo" paga mais senhor...
- O que? Eu tenho que pagar para trocar o pneu do "fofuxo"...?
- Onde o senhor vai tocar nele, eu não sei e nem quero saber, mas o preço eu tenho que cobrar. Ou paga agora, ou paga na saída, como é o usual.
- Como assim "onde que o senhor vai tocar nele"?
- É. No pneuzinho. Que no caso dele nem é "pneuzinho". É um baita "pneuzão"!
- NÃO! PÁRA! PÁRA TUDO! TU NÃO TÁ ENTENDENDO NADA!
- Então o senhor me faça o favor de explicar.
- Aquele rapaz gordo me chamou aqui apenas para ajudá-lo a trocar o pneu. O pneu do CARRO DELE. Ninguém vai entrar no quarto e fazer "coisinha"...
- Ah tá. Então o senhor só vai lá ajuda-lo a trocar o pneu do carro?
- Claro né! Ou tu tava achando que eu... eu e o Gordinho...
- Mil perdões Senhor. - Extremamente ruborizado...- Realmente eu havia entendido errado. Mas também... ele ficou aqui vestido só com um hobbyzinho rosa esturricado, perguntando como que tava o movimento da noite, o que eu fazia nos outros dias, que hora eu saia, etc...
- Ta ok. Não quero ouvir a tua explicação - Falou, Puto da Cara, óbvio - apenas me deixa entrar vai...
- Por Gentileza Senhor. Tenha a bondade. O Numero do quarto é 410.

E lá se foi o Marcelo, ajudou o "fofuxo" a trocar o pneu do carro (claro que ele ainda estava vestido apenas com o hobby rosa, e o chinelinho Havaianas do motel), e enquanto fazia isso, tentava baixar o nível de raiva e ódio...
Na hora de ir embora, ele se despede do Paulo com apenas um "Me deve uma...", mas pensa o que poderia fazer para se vingar do "Severino".
Logo na portaria, ainda com a porta de entrada do motel fechada, o maldito do porteiro puxou assunto, tentando amenizar o erro, e o consequente constrangimento cometido.

- E ai Senhor. Tudo certo? Conseguiram trocar o pneu?
- Conseguimos...
- Tudo certo então...?
- Tudo...
- O Senhor ficou bravo por eu ter achado que o Senhor era... era...?
- Fiquei...
- Então o Senhor vai reclamar com a gerência...?
- Não. Não vou. Isso se tu fizeres um favor...
- Qual Senhor? Faço o que o Senhor quiser.
- O que eu quiser...? - já falando com um assento, digamos assim, "mais feminino".
- É. O que o Senhor quiser.
- Libera a "porta da saída" - falou isto com aquela carinha maliciosa de libélula... - pra mim agora?
- Como assim "Porta de Saída"...? O Senhor tá achando... achando o que... que eu sou... ?
- Hehehe...Viu como é bom?
- O Senhor tá fazendo confusão. Eu não quero dar o meu...
- Ta, pára por ai! - Interrompendo - Eu só quero a porta do motel aberta pra poder sair. Não a tua!

E se foi embora com o gostinho bom de vingança na boca...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Pra brincar com o "fofuxo" paga mais...

Outra da dupla:

O Paulo foi ao motel com a guria dele (Bom... pelo menos era na época...).
O Marcelo, como melhor amigo que é, sabia onde ele estava e com quem.
Mas o engraçado foi o transcorrer dos fatos... ai vai:

Enquanto o Paulo tinha saído, o Marcelo foi na academia, foi jantar, e resolver mais alguns assuntos pendentes. Após isto, foi para casa a fim de descansar. Quando já estava quase dormindo, toca o Cel. Phone. Era o Paulo.

- “Marcelo! Tu ta acordado?
- To velho. Porque?
- Porque eu to aqui no Motel ainda, e o meu pneu furou...
- Ta e porque tu simplesmente não troca?
- Porque o estepe ta vazio! Tu vai ter que me trazer o teu.
- Putz...! Faz o seguinte então, quando eu estiver chegando te dou um toque, tu vai na portaria pegá-lo, eu te entrego, tu entra, troca, eu fico te esperando do lado de fora pra ver se tu precisa de ajuda.
- Ta, combinado. Tu vens agora?
- Já to saindo.
- Ok. Te espero.”

Chegando lá, segundo as palavras do próprio Marcelo. O susto foi grande.

- “Lembra que eu tinha dito pra ele me esperar na portaria?” – Me contando.
- “Lembro claro.
- Pois é. Ele tava na portaria. De HOBBY e CHINELINHO.
- AHAHAHA...!
- Detalhe. Foi antes dele emagrecer, ou seja, ele tinha 160 KILOS!
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...!
- Tava ele ali, nem se prestou a se vestir, trovando com o porteiro no guichê, me esperando.
- E tu fizeste o que?”

Reprodução do dialogo dos dois:

- “Paulo! Tu és louco! Vai te vestir Tchê!
- Para Guri! Eu sou a atração do motel.
- Meu Deus! Que horror! Esta barriga toda abrigada neste hobbyzinho rosa bebe...
- Ta Tchê! Para de trovar e me dá o pneu.
- Ta bom. Mas se tu precisar de ajuda, eu to aqui fora. Só me dá um toque quando tu terminar?
- Ta, dou. Valeu.”

Agora vem o pior de tudo, o telefone toca:

- “Marcelo, eu preciso de ajuda. Não estou conseguindo colocar a roda, a furação é diferente.
- Putz! Ta, já to entrando!”

Marcelo fechou o carro e dirigiu-se a portaria, a pé mesmo. Chegando no guichê ele fala para o porteiro:

- “Tchê! O Gordinho aquele me ligou dizendo que está precisando de ajuda lá dentro. Posso entrar para ajudar?
- Tu queres ir lá ajudar ele? – Pergunta o porteiro, fazendo cara de desconfiado, obviamente já entendendo errado...
- Quero. Ele me ligou dizendo que tava precisando.
- Então tá! Cada um cada um... mas cada pessoa adicional é 40 reais.
- Como assim 40 reais?
- 40 reais Senhor. Se o fofuxo não consegue dar conta do recado, derrepente a coisa dele é outra – falou fazendo cara de malicioso - afinal de contas ele ficou meia hora aqui puxando assunto só de hobby, para ir lá aproveitar com ele no quarto, o Senhor terá que pagar 40 reais...”

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Esta vou ter de escrever. O Paulo acabou de mandar mentindo dizendo que foi ele quem disse pruma amiga dele. Mentira. Eu já tinha lido no site do "Tiozinho do Banheiro". Mas tá valendo:


Pergunta: "Tiozinho, situação, eu namorei por anos uma gata, só que a coisa foi se perdendo a graça, nos separamos eu entrei em outro relacinamento e ela tbm, só que voltamos a nos ver e as noites estão sendo maravilhosas o problema é que não rola mais nenhum sentimento a não ser tesão, e alem do mais gosto muito da minha nova namorada... por favortio me d uma luz!"

"Osram 127V 60W. Em promoção no Carrefour até sábado. Corra."

O Pardal

Todos os que moram no Vale do Rio dos Sinos sabem que entre São Leopoldo e Sapucaia, na saída da famigerada “Estrada do Matão”, existe um pardal gentilmente instalado pela Prefeitura de Sapuca City para multar os motoristas mais desavisados, que claro, sempre voltam da Unisinos por ali.
Mas eu quero lhes contar uma historinha...
Alguns anos atrás, o Paulo e o Marcelo estavam voltando de uma festa em São Leopoldo. Estavam ambos no carro do Marcelo, mas quem estava dirigindo era Paulo, pois o mesmo estava sóbrio, ao contrario de Marcelo estava mais encharcado de cachaça que limão de caipirinha. Pois bem... é ai que se deu o causo.
No caminho de volta, o Marcelo estava bebendo uma Long Neck (como diz o próprio: “Long Net”), sentado no banco do carona, com o braço para fora segurando a garrafinha, quando, com a língua bastante enrolada, ele diz:

- “Paulo! Passa mais devagar que eu vou jogar esta garrafa naquele pardal FDP...!
- Tu és louco Tchê! Tu vai quebrar o bagulho! É capaz de tu acertar!
- E tu acha que vou conseguir acertar! São cinco horas da manhã e eu to mais Bêbado que o Tinto!
- Ta bom.”

Foi justamente quando o Marcelo com os olhos “jojados” quase fechados, simplesmente joga a garrafa para cima, incrédulo de que poderia acertar algo. Mas os caminhos do destino fazem com que ela suba, suba, suba... e caia justamente encima do tal pardal, quebrando-o em mil pedaços, fazendo barulho e acordando a cachorrada da vizinhança, enfim... acabou por acontecer o maior alarde possível.
Neste momento, o Marcelo, apavorado com a situação, grita:

- “Paulo! Rápido! Acelera e foge...!
- Não posso Velho, não posso!
- Porque tu não podes Tchê!? Eu acabei de quebrar o pardal! Se nos pegam a gente vai preso!
- O que tu prefere? Ser preso ou multado?
- O que tem a ver? Como assim?
- Se eu acelerar, o Pardal que tu quebrou vai me multar por excesso de velocidade...”

terça-feira, 24 de abril de 2007

Será...que é uma boa idéia...?

Uma pessoa muito querida me disse:

- “Porque tu não transforma o Paulo em uma Velhinha de Taubaté...?”
- “Nunca!” – Respondi.

Primeiro porque o Paulo não é velhinha, ele é um cara de 25 anos que pode ser até meio feio, mas nem tanto a ponto de comparar com uma velhinha em traços simples. Segundo porque ele não é de Taubaté, ele é de Esteio Rock City mesmo. Terceiro porque eu sou eu, não sou nem nunca conseguirei ser o Veríssimo...
Mas pensando bem...será que o Paulo funcionaria como personagem? Será que eu conseguiria manter o interesse de suas histórias? Não sei.
Só sei que tenho um estoque gigante de situações que posso escrever.
Não sou escritor. Sou muito inexperiente. Mas consigo fazer um meche...
Agora, arcar com um personagem, suas histórias, seus pensamentos, seus anseios e desejos, problemas, duvidas, suas situações clássicas (pérolas, verdadeiras pérolas. Tanto vividas quanto faladas...), não sei se consigo.
E agora... minhas duvidas maiores: ele seria um cara feliz ou um sofredor? Que face eu mostraria mais? Será que optando por transcreve-lo de maneira fiel, eu conseguiria escrever com competência sobre alguém? Enfim... o que eu colocaria no papel?

Viu. Já mudei do “nunca!”, para um:

“Hummm... talvez...”

quinta-feira, 19 de abril de 2007

A falta de vergonha do Paulo

Gosto de assistir TV de madrugada quando me dá insônia. É algo que faz passar o tempo, e sempre acabo assistindo algo muito interessante, que me faz chegar no serviço comentando.
Ontem por acaso, não foi diferente. Sou curioso pelo universo feminino, então quando não consigo assistir no horário, assisto as reprises na madrugada. O nome do programa é “Saia Justa”, e passa no GNT.
Um dos assuntos em voga era a vergonha. Simples assim. A vergonha. Sem nenhuma firula e rodeio. As apresentadoras disseram as suas experiências próprias e tal, mas o que me chamou atenção foi outra parte.
É claro, sempre há as reportagens de rua, onde as pessoas são questionadas sobre o assunto, e duas pessoas mereceram uma boa risada. A primeira foi de um rapaz que disse se envergonhar apenas em uma situação: quando ele é pego na sinaleira enfiando o dedo no nariz (quem nunca fez isso?). E a outra foi de uma senhora idosa, que disse que estava envergonhada com aquela câmera enfiada na “fuça” dela.
Na minha opinião, a vergonha é uma forma de controle social, e que consiste de estados emocionais e até fisiológicos (quem nunca se envergonhou quando a barriga ronca bem no meio de uma sala cheia de gente em silencio?) é um bando de comportamentos variados, induzidos por situações de desonra, desgraça e condenação. Se tu fores pensar um pouquinho mais adiante, a vergonha é justamente o nosso freio de mão, é o que segura, é o que faz a gente derrapar na curva. Conceituando melhor, a vergonha é como se fosse a emoção que mostra que temos limites, que somos finitos.
No meu caso, o que me incomoda é quando me envergonho a mim próprio. Isto é altamente conectado com a questão das crenças, pois vergonha tem a ver com autocondenação, com algum tipo de autoflagelo. Por exemplo: digamos que tu perdes algo, e esta perda te faz pensar que tu sempre perde, ou seja, que tu és um perdedor. Em um pensamento simplista, tu passas a ter vergonha, pois achas que as pessoas te julgam igualmente como perdedor. Na verdade, isto é apenas uma questão interna de avaliação. O problema é que tem gente que perde até a dignidade depois de uma situação vergonhosa, principalmente quando crianças, que são extremamente vulneráveis à formação de uma identidade de vergonha própria. É a maneira como somos criados as vezes, como somos educados.
Leiam esta definição: “Enquanto a culpa é um sentimento doloroso de remorso e responsabilidade pelas ações que foram tomadas, a vergonha é um sentimento doloroso sobre alguém enquanto pessoa”. Inclusive nós mesmos. Temos vergonha não por algo que fizemos, mas sim por algo que somos, ou demonstramos ser através de alguma atitude.
Penso também que existe vergonha social, ou comunitária. Raciocine: quem nunca teve vergonha do Brasil, por algo que aconteceu que explicitou algum grande defeito nosso? Vergonha do seu time ter perdido de maneira tão feia no final de semana? O Paulo passa por isto sempre. Ele odeia ver o Inter perder. Quando isto acontece, ele chega a esconder dos outros que é colorado. Vê se pode...
Esses dias ele passou por uma situação que quase me fez mijar de tanto rir.
Nas palavras dele:
- “Pia! Pensa em mulher gostosa. Pensa. Agora multiplica por Três! Era ela. Eu tava caminhando na rua agora, e lá vinha ela no sentido contrario... passos firmes, pernas firmes, uma bundinha que vi uma hora que ela parou e se virou... benzadeus!... nunca vi igual...
Ela vinha na minha direção, de óculos escuros, seios fartos apontando para cima, cabelo escuro, ondulado. Pensei logo comigo:
Será que esta mulher daria bola para um reles mortal como eu? Olhei para mim. Estava super mal vestido, barba por fazer, precisava até de um banho. Me senti envergonhado. Então quando ela estava quase cruzando comigo, escorregou e caiu! Plof! Foi de boca no chão”!
- “Ahahahahaha...!”
- “Olha só! Quando ela caiu, caiu de bunda pra cima...e a saia levantou...”
- “Putz”!
- “A calcinha dela era um fio dental vermelho...deu pra ver tudo...me deu até um troço na hora que vi...
O pior que nessa de olhar pra bunda dela nua virada pra cima, ela me perguntou – É bonita? – e eu fiquei sem resposta! Apenas olhando!”
- “ Tu te esqueceu de ajudar ela o animal!”
- “Justamente tchê! Olha a vergonha que passei! Fiquei olhando pra bunda dela e esqueci de ajudar a levantar! Ela se levantou sozinha e foi embora puta da cara!...AHAHAHAHAHAHA!”

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Exposição (des)necessária

A maioria das pessoas que lêem este blog comenta-me sobre o que escrevo, mas pessoalmente, cara-a-cara, face-a-face e olhando nos meus olhos. E isto sempre foi um pedido meu. Nunca comente nada por aqui. O mínimo que peço é usar e-mail ou telefone, e acredite, muita gente usa.
Ta, mas as pessoas passaram-me a perguntar também quais são as razões. O porque de tamanha descrição, seriedade e não-exposição. A resposta certa seria: “Porque não!”
Mas como “porque não” não é resposta... preferi explicar.
Antigamente eu até fazia, mas todos já devem ter notado que não escrevo mais nada sobre meu cotidiano e nem minha vida pessoal. No máximo minhas impressões e comentários sobre assuntos em geral. Se fores mais além constatará que evito escrever algo sobre os outros também (tirando o Paulo, mas o Paulo é uma história bem longa... vai até onde o limite do físico/metafísico/invenção/realidade não é lá muito definido).
A exposição não me fascina, nem muito menos me atrai. Quem me conhece sabe que nem Orkut tenho. Não gosto que as pessoas fiquem sabendo do que faço, de quais festas vou, para onde fui, com quem sai, com quem estou falando e nem muito menos me relacionando.
Se tu fores pensar, dependendo do quanto tu meches e futrica no tal, até teu estado de espírito deixas explicitado através das tuas comunidades.
Ai estes dias me disseram: “Mas tu podes criar um perfil falso. Ai tu poderás saber da vida de todos sem que ninguém perceba, ou procure saber da tua”.
Poderia ser feito... mas ai entra outra questão que envolve meus valores básicos.
No momento odeio, simplesmente odeio ficar sabendo da vida dos outros. Se na minha já é difícil entender o que acontece, imagina na dos outros então. Acredite se quiser, mas depois que cancelei meu perfil a mais de ano atrás, nunca mais nem entrei para dar uma olhada. Simplesmente esqueci que existem perfis alheios, ou melhor, que existe este site de relacionamentos.
Sim, é uma maneira de deletar lembranças ou pessoas da memória. E digo mais...funciona. Havia pessoas que hoje não existem mais. E continuarão sem existir.
Mas voltando a questão cerne.
Posso até comentar às vezes que fiz tal coisa, vi tal filme, escutei tal musica, li tal livro ou fui a tal peça de teatro. Mas isto não é compulsório, é de livre escolha minha explicitar e detalhar tais situações e impressões. E é só. Uma decisão firme e tomada com toda a seriedade (não quer dizer que eu vá respeita-la para sempre... mas enfim... para toda a regra existe exceção). E nem é porque sei que pessoas que não prestam lêem, mas é porque não gosto de me expor para ninguém desta maneira, apenas para quem eu quero, e pessoalmente. Nem muito menos para possíveis (apesar de ter certeza que não tenho nenhum) desafetos.
O problema se resolve facilmente. Quer saber detalhes meus? O que eu sou? Como estou? De quem gosto? Quer saber de mim? Matar a saudade? Ligue-me! Procure-me! Escreva-me! Enfim... pergunte-me!

Com certeza serás bem recebida(o) e bem tratada(o)...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Dopamina... e mais essa agora...

Tem muita gente que me pergunta quanto dura um namoro normal. (Derrepente tô com cara de oráculo, ou talvez de “mestre dos magos”, ninguém manda querer saber tudo e explicar tudo).
Fui me informar sobre o assunto, porque pra variar, a curiosidade bateu. E para minha surpresa, descobri que existe um fator físico que define esta questão.
O dito cujo se chama Dopamina, e é um hormônio qualquer, igual a tantos outros. Ele quem define o tempo que o namoro vai durar.
Explico: segundo o que li, é muito difícil estabelecer um limite de tempo, mas existem varias pesquisas que dizem que um namoro apaixonado permanece vivo entre 18 a 36 meses depois do inicio. A partir daí, geralmente ocorre uma bifurcação: ou há uma acomodação e o casal continua junto, ou acontece o rompimento.
Explico desde o início:
Geralmente, a primeira coisa que acontece é um contato visual (“olhar 43”), e imediatamente começa um período que pode se chamar de “garimpo”. Literalmente garimpamos informações da outra pessoa para verificar se existem afinidades.
Pois segundo profissionais da área da saúde, é neste exato momento que o cérebro começa a inundar o corpo com a tal dopamina, que é 100% natural e saudável, e é a responsável pelas sensações de prazer, alegria e satisfação.
Sendo assim, a primeira conclusão que podemos tirar é que ele é o responsável também, pela duração dos relacionamentos.
É meus queridos. Quem nunca ouviu falar na “química do amor?” Todos nós sabemos como isto funciona. Literalmente existem pessoas que nos fazem sentir uma satisfação maior estando junto, ou seja, estas pessoas fazem com que o nosso cérebro injete mais dopamina em nosso organismo. Simples assim.
Os efeitos desta “droga” vão além. Quase sempre a pessoa que esta sob seu efeito trabalhará mais, se sentirá mais motivada e concentrada, principalmente se a causadora da liberação do hormônio está presente. Se não, a dose será menor, e a ausência será sentida como se fosse um vício por qualquer outra substancia. E na verdade é!
Ainda segundo os estudos, existem prazos para que a liberação deste hormônio continue a pleno vapor e sendo saudável, que normalmente é de três anos. Após isto, a química literalmente muda, e poderão ocorrer situações de estresse por “ene” motivos.
A produção de dopamina esta diminuindo neste momento, não que o amor acabe, mas o cérebro é informado que a calma agora pode ser necessária, ele pode interpretar as tuas atitudes de duas maneiras: entender que tu estejas tranqüilo e seguro, ou que está perdendo o interesse e esta com a pessoa errada.
É nesta hora, que até por uma questão instintiva (autodefesa) a gente tem por habito ir com mais calma, e não investir tanto na relação.
Tchê. Isto para mim é meio que uma revolução. Depois que descobri, passei a entender que em muitos momentos, na verdade, quando os namorados começam a se desinteressar um pelo outro, podem estar passando por problemas físicos que alteram a chamada química corporal, reduzindo drasticamente a droga da satisfação, paixão e alegria, a dopamina.
To ficando louco! Pensem bem. Quer dizer então que o relacionamento não depende só dos sentimentos que moram no coração, mas também de outros fatores hormonais e cerebrais...?

Ahm...será que tem suprimentos da tal de dopamina pra vender na Farmácias Econômica?

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Auto-Estima XXVIII - O Retorno!

- “Tu tens que levantar a tua auto-estima!”

Quem nos últimos tempos escutou esta expressão, coloque o dedo aqui!
(Clássico momento em que alguém estica o braço para frente com a palma da mão virada para baixo...).
É engraçado, nunca se falou tanto em auto-estima como nos dias atuais, inclusive segundo matérias da imprensa, programas de TV, e até em artigos de escritores de final de semana como eu, tudo é culpa da dita cuja. Mas a pergunta que não quer calar é:

- “Mas o que é mais fácil de achar, ela ou o monstro do lago Ness?”

Todo mundo fala, mas ninguém vê...
Mas nunca ninguém me responde...
Como conseguir isto gente? As pessoas vivem me perguntando, como é que faz para se gostar mais?
Cara sei lá! Como diz um professor meu, “este troço, que ta mais parecido com uma coisa, é muito bagulhoso!”
Se existiu uma receita para entrar no caminho, é aquela que venho dizendo faz algum tempo. Esquece a história de que a gente consegue resolver todos os nossos problemas sozinhos. Se preciso for, deixa de lado o preconceito e procura uma psicoterapia.
Eu diria, que para achar a tal da auto-estima, nestes últimos 12 meses aprendi a me valorizar muito mais. Claro, não cheguei nem perto de encontrar o que queria, o ideal, que para mim seria aquele “se gostar” lindo, maravilhoso e diário, como o gostar que tenho por Deus, por Madre Paulina, pelo meu cachorro, pelo meu carro, ou pelo meu Grêmio. Até pela Polar e pelo Carlton Crema também desenvolvo um amor incondicional.
Questão pertinente neste momento: é mais fácil gostar dos outros do que da gente?
A resposta para pergunta meio que é obvia para mim. Estes dias pensei em algo (é meio raro pensar, mas enfim...) que logo me deu uma compreensão. A gente só consegue amar alguém quando não julgamos de maneira ferrenha esta pessoa, animal, entidade ou objeto. Mais do que claro que esta regra serve também para nós mesmos...
Nos julgamos demais, e isto esta presente na vida de todos: “To ficando gordo chônho já”, “Esta gravata não esta na moda”, “Sou burro”, “To duro”, “Ela não gosta de mim porque não sou tão atraente”, “Apareceu um fio de cabelo na minha cabeça”, “Consegui ver meus pés novamente”, “meus colegas são mais inteligentes do que eu”, “porque que eu gosto tanto de carboidrato”, e sei lá mais o que uma mente que não se gosta pode inventar para crer... Graças a Deus abandonei estas besteiras.
Perceba como não julgamos tanto os terceiros que amamos, o nosso cachorro, a nossa namorada (se a relação for saudável claro), o nosso carro, ou o nosso time.
Pense bem, porque a gente se cobra tanto? Onde que ensinam a gente a se autoflagelar assim? Na escola pública? Acho que não.
O problema é que estes julgamentos geralmente têm por conseqüência a autocondenação. E se auto condenar é a pior coisa que podemos fazer. Principalmente se queremos nos aplicar uma pena por termos cometido o crime de termos sido bonzinhos demais (o arrependimento por ter sido bom é muito pior do que o por ter sido mal).
Talvez seja um bom exercício de final de semana, além de tomar cerveja e beijar meninas. Tente não se julgar tanto. Acredite: Funciona! A gente fica mais leve, o dia passa mais macio, a vida fica menos cinzenta.
Mas lembre-se: perfeição não existe (tirando o corpo da Ana Paula Arósio). A gente não pode melhorar se enfiarmos em nossas cabeças que o perfeccionismo é o ideal. Ninguém é perfeito. E muito menos ideal.Se for justamente ai que nos apaixonamos pelos outros, nas suas imperfeições, porque não podemos amar as nossas próprias...?