sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Mosquitos malditos...

Muitas pessoas me deram o mesmo conselho: pare apenas de apontar curiosidades e problemas do ser humano, mas comece também a apontar soluções.
Ok... farei isto...

Estava eu esta noite, moído demais em decorrência do dia e principalmente da noite cansativa, quando finalmente resolvi me deitar para dormir (quem me conhece sabe que isto geralmente acontece muito tarde...).
Não faço a mínima idéia de que altura era quando, comecei a sonhar que estava vendo motos passarem. Mas não eram motos comuns, eram RD’s. Eram Yamahas RD 135 cc. Aquelas que todos nós sabemos: tem o som mais irritante que a voz das meninas do Rebelde.
Mas enfim, o engraçado deste sonho era que eu me encontrava parado no meio da rua, e uma infinidade de RD’s passavam zunindo por mim, nos dois sentidos. Como se eu fosse um poste central numa avenida, e a cada 30 segundos a moto mais barulhenta que existe me tirasse um fininho.
Acho que sou meio consciente enquanto estou dormindo/sonhando, me lembro de ficar tentando pegar as motos, como se parado e apenas com uma das mãos, eu conseguisse que elas parassem de me incomodar com aquele barulho irritante.
Foi quando, num rompante de susto, acordei e me dei conta do que acontecia:
Estava dormindo em minha cama, e o barulho que tanto me irritava, aquele zunido que passava em meus dois ouvidos, eram mosquitos...
Tem coisa mais irritante do que estes mosquitos noturnos?
Em decorrência desta desagradável experiência durante a noite, e depois de muitos tapas desferidos em minha próprias orelhas, pela manhã resolvi pesquisar sobre o assunto.
Porque os mosquitos resolvem incomodar justamente nos meus ouvidos?
Juro que sempre me perguntei sobre este assunto, mas nunca busquei resposta.
Durante minhas pesquisas, me deparei com duas explicações, uma delas até plausível, a outra um tanto quanto improvável.
A primeira diz que, tal qual como um vampiro, o mosquito procura se alimentar de sangue humano quase sempre durante a noite, e para isto, já que na escuridão ele não enxerga absolutamente nada, busca se guiar pelo calor e pelo gás carbônico que espiramos durante a respiração. Isto claro não se aplica só a nós, pobres humanos, mas também aos mais diversos animais, como gatos, cães e até pássaros. Já pensaste em pássaros sendo picados durante a noite?
Já que se guia pelo gás carbônico, fica incomodando claro, sempre envolta de nossas cabeças, e pica no primeiro lugar descoberto que achar, seja no pé, seja no pescoço.
A segunda teoria explica que o mesmo tenta sempre se certificar que a vítima esteja realmente dormindo enquanto ele ataca, por isto fica rondando nossa cabeça durante um período considerável. Sinceramente... nesta eu não acredito. Sem preconceitos com os pobres mosquitinhos, mas tenho certeza que os pequenos voadores não têm tanta inteligência assim. Até eu (tudo bem, não sou tão inteligente assim, mas não chego a ser um mosquito de burrice...) já tentei ficar percebendo se as pessoas estão dormindo ou não, e com toda certeza, já errei muitas vezes...

Solução que proponho ao problema dos mosquitos noturnos: Pare de respirar, ou no segundo caso, mantenha-se acordado...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Princípios

06:45 da manhã:

Estava estudando, tenho prova de Direito Penal hoje a noite. E me deparei com um conceito que define muita coisa fora da matéria penal. Na vida mesmo.
Cada um que ler isso terá uma interpretação diferente para a frase, mas é bem por isso que vale.
Aqui está:

“Princípios tem maior valor que regras, pois os mesmo valem para sempre, regras apenas vigem. E ambos em conjunto constituem a norma.”

Meu entendimento:
Sempre pensei que o que tinha como regra era o que valia. Era o que determinava tudo. Agora vejo que há uma diferença muito grande entre as minhas regras e os princípios que me foram passados pela minha família.
Num rompante percebi o que realmente vale. O que realmente faz sentido e o que tem nexo. As minhas regras são temporárias, apenas são vigentes temporariamente, o que eu respeito hoje posso não respeitar amanha, e era isto que não entendia, o porquê que as mesmas de tempos em tempos mudavam. São os meus princípios que nunca mudam, o que meu pai me ensinou a muito custo. A razão de ser correto, integro e honesto, são coisas que jamais vão se acabar ou se transformar.
Princípios podem ser deixados de lado em troca das regras, mas a partir do momento que estas regras não vigem mais, os princípios voltam à tona.
O que se tem de tomar cuidado são as normas constituídas por nós mesmos, as nossas crenças pessoais. De acordo com o conceito, os princípios somados as regras constituem as normas, mas qualquer um deles pode estar errado, não? Eles garantem um caminho melhor, mais lisinho e bem recapado, bom de rodar? Por isso que no final de tudo, temos que fazer a prova real do que representa uma melhora...
Otimizar sentimentos, garantir que os atos praticados trazem mais benefícios do que malefícios, colocar tudo em julgamento e ver o que realmente vale a pena, e no final, aperfeiçoar a maneira que enxergamos o que está a nossa volta, de modo que os problemas já não são mais os mesmos, os sofrimentos não serão mais os mesmos, e a vida consequentemente, andará de maneira diferente (para frente).
Faz parte do crescimento, do amadurecimento, da ingenuidade sendo gradualmente perdida.
Digo e repito: Princípios são o que valem. Algumas pessoas os chamam de valores. Não interessa como você acha que deva ser chamado, o que interessa é que é importante te-los muito claros na cachola. Se por um acaso, o sofrimento não passa, os problemas pipocam e as sarnas pra se coçar se multiplicam mais do que em cachorro que vive envolta do CTG, cogite estes valores sempre quando fores buscar soluções.
Mesmo que tu tenhas a certeza de que a tua família não cumpriu com o papel de primeiros professores há que são destinados a partir do momento do teu nascimento, todos nós tivemos em algum momento da vida alguém (qualquer pessoa) que nos disse coisas, que nos ensinou algo, que tentou nos programar princípios, puxe pela memória, tenho certeza de que há ou houve alguém que em algum momento te disse que na vida sempre há um outro caminho.

Tudo tem solução. Nada é perfeito. Temos que procurar fazer o correto.

Temos que nos basear nos princípios. Temos que procurar fazer diferente...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Fim do tunel...


Isso é para provar que a luz no fim do tunel... leva ao final dele.
Tudo é possivel...!
Eu já cheguei lá. Tai a foto para comprovar...

domingo, 23 de setembro de 2007

Domingo a tarde...

Eu estava pensando agora sobre um termo que escutei esta semana, os chamados “Pensamentos linkados”.
Nunca havia pensado nisto. Que um pensamento está ligado a outro. Constatação básica não? Uma coisa leva a outra, e a outra leva a seguinte, e a seguinte leva a uma novamente, e assim vai.
Por exemplo: estou escrevendo neste momento sentado no sofá, com a televisão sintonizada no jogo do Inter a minha esquerda (Enxuta ligada neste momento...), e a minha frente as janelas da sacada do apartamento que fica no 9º andar, onde eu posso ver as nuvens carregadas passando quase na mesma altura. O dia está muito cinzento, as nuvens encobrem a partir das quadras vizinhas, e olha que daqui eu consigo ver, em dias bonitos, os morros de Estância Velha e todos os contornos do Vale. Este dia cinzento automaticamente me fez lembrar os dias tristes e carregados que outrora eram tão comuns, mas que hoje não ocorrem mais, e o melhor, à medida que o tempo passa, ficam cada vez mais distantes e improváveis de acontecerem.
O Fernandão não joga mais nada mesmo. Que bom.
Mas enfim, o dia cinzento me lembrou também a letra da música “Pense-Dance”, do Barão, que por sua vez me lembrou a falta que o Rock nacional verdadeiro me faz. Lembrei-me das épocas em que escutava estas musicas sem parar, da falta de responsabilidade, da tranqüilidade de tardes inteiras sem fazer muita coisa, do RBS notícias, do Jornal Nacional e de quem seria a Próxima Vítima da novela das oito. Recordo-me do uniforme do colégio, que mais parecia as roupas que os Smurfs usavam, e do saco que era acordar todos os dias as 6:15 para ir estudar. Lembro-me do finado Josué, o melhor professor que tive nesta vida, das gurias minhas colegas (todas elas), da significância que as amizades tiveram nesta época...
Não sei porque pensei agora que não me lembro de abelhas em dias de chuva, deve ser porque onde morava nestes tempos, tinha um vizinho apiador que insistia em cuidar de suas caixas de abelhas diariamente... inclusive em dias de chuva. Mas que felizmente enquanto a água caísse elas quase não atacavam os vizinhos próximos.
Abelha é um bicho estranho mesmo. Trabalha, trabalha e trabalha, deixa a procriação da espécie nas mãos de uma representante que mata os machos após a cópula. Que horror.
Acabei de ver um Quero-Quero voando na chuva, lá na praia tem um monte, até porque ainda existem por lá grandes áreas descampadas, onde não só esta ave habita, mas quase todos os tipos que ainda sonhamos em ver nas grandes cidades: corujas, canários e pica-paus. E tantos outros que damos Graças por não vê-los: escorpiões, cobras, lagartos e insetos de todas as espécies.
Gol do Gil pro Inter. A enxuta ligada ainda não está funcionando.
Recordei do Raul Gil. Que programa terrível, que coisa medonha. Não estou sendo maldoso e falando dos “novos talentos” que o velho homem insiste em querer explorar, mas sim da falta de graça que vejo em meninas de 12 anos cantando Amado Baptista. Há algum nexo nisto? Garanto que esta menina, se não fosse um dos “novos talentos”, estaria nestas horas escutando RBD e dançando algum funk qualquer com uma priminha. Ou seja, não é o indicado, mas é o natural que se aconteça.
A mãe me ofereceu café, eu não quero.
Recordei-me da vida ótima que tenho hoje, do quanto gosto de quem gosta de mim. Dos sonhos estranhos que tive a noite e da viajem de final de ano recém organizada. Que bom que terei, além da minha família, que continua sendo ótima, companhia também da minha menina linda... que tanto me faz bem e me traz felicidade.

Que droga...

O Fernandão acabou de fazer um gol. E eu queimei minha língua...


Obs.: A enxuta finalmente funcionou... O Atlético empatou... só precisou dos três minutos entre a revisão e a publicação...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ingratidão

Segundo os dicionários on-line furrecas que encontrei, o significado da palavra ingratidão é “a qualidade de quem é ingrato, ou não tem gratidão”.
Mas o que importa não é o significado que esta palavra tem no dicionário, mas sim, que tem para mim. E para mim ingratidão é um dos muitos defeitos dos homens, é desprezar e apedrejar o amigo que nos ajudou e nos beneficiou ontem, é não reconhecer ou não enxergar o valor das amizades, e suas ações que nos trouxeram benefícios. Simples assim.
Sem citar casos ou exemplos, acho que fazia muito tempo que eu não tinha contato com uma amizade ingrata. E aconteceu de novo, inesperadamente, e com um amigo que eu achava que conhecia há tempos. Entendo que à medida que a evolução pessoal vai chegando, alcançada por muitas razões, a ingratidão não é mais uma fonte de amarguras, apenas de decepções...
Estas decepções, não são necessariamente motivos para se endurecer os sentimentos, apenas colocá-los em julgamento. Mas entendo que quem tem bom coração gosta de se sentir feliz pelo bem que faz as outras pessoas, não só pelo reconhecimento póstumo (demonstração de carinho e apreço pela ajuda e atenção dispensada = um simples obrigado), mas também por saber que o bem é algo que deve ser semeado e passado adiante. Alias, a ingratidão nada mais é do que uma prova da perseverança em semear o que é certo. O importante é não desistir.
Hoje em dia não se dá mais tanto valor a ingratidão, mas sim a infelicidade do amigo ingrato, que não se dá conta, mas no futuro “colherá os frutos plantados” como os mais antigos dizem. Ninguém percebe, mas a ingratidão é filha do egoísmo e um traço marcante da falta de caráter. E todos nós sabemos que o mau caráter acaba sempre por se revelar... uma hora ou outra.
Às vezes a gente se engana. E isto é natural. Mas nem sempre o que é natural faz bem. Mas apenas peço querido leitor, que nesta hora deve estar estranhando a minha linguagem escrita mais “séria” (que pode estar muito errada, mas enfim...), que nem cogite a idéia de que o amigo ingrato é mais feliz, pois talvez não sofra decepções. Isto é extremamente errado de se constatar. Tanto as sofre que através de seus traços defeituosos dá motivos a abandonos de quem lhe era próximo, e isto sempre ocorre, para a infelicidade de quem proporciona infelicidades. A parte engraçada é que amigos ingratos tentam culpar os outros por estes mesmos abandonos, nunca a si mesmo. Ele dá motivos para a fuga, mas condena a quem foge...
A natureza que antes eu disse que nem sempre faz bem, deu a nós a necessidade de ter amigos, andar em grupo e nos socializar, e isto não deve ser transformado em motivo para abusos e desrespeitos. Já nesta parte, de acordo com o que somos, cabe a nós deixarmos ou não as pessoas fazerem isto conosco...

E sem tem algo que posso falar de maneira pessoal é isto:

Eu não permito mais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Celta preto...

Relato do acontecido comigo e com o Paulo, dias atrás, após uma janta em companhia das excelentíssimas.

Logo no chegar ao local, ao estacionar o seu CELTA PRETO na rua, Paulo me disse:

- “Quer ver como na saída, quando eu perguntar pra esse guardinha que ta ai na rua cuidando dos carros qual é o meu, ele nem vai saber dizer? Esses loquinho ai são uns baita sem vergonha...”
- “Ok. Também duvido que ele vá saber.” – Respondi.

Jantar entre dois casais, fomos a um restaurante japonês ótimo. Eu estava com saudade de tomar saquê e comer sushi...

Na saída, conforme o combinado na chegada, o Paulo me pediu para prestar atenção, pois ele ia perguntar pro rapaz se sabia onde estava estacionado o pequeno carro da Chevrolet.
Chegou perto dele e perguntou:

- “O Celta preto?”

E o rapaz respondeu:

- “Pois é! Acho que vai chover ainda hoje! Não tem uma estrelinha no céu... e humm... esse ventinho...!”

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Da série: Mistérios do corpo humano... Parte: não sei qual...

Duas perguntinhas surgidas de novo durante o tradicionalíssimo encontro de amigos, envolta de uma mesa cheinha de copos de chopp...

- “Beber emburrece”?
- “Porque as mulheres feias ficam gostosas quando se está bêbado”?

Primeira: Certamente qualquer pessoa que ler este texto agora tem um exemplo de alguém (seu mesmo) que fez besteira porque estava bêbado. Melhor: de alguma besteira que tem certeza que se estivesse sóbrio não faria.
Pois é...
Sem contar historinhas de ninguém pra responder esta questão, tem-se que saber a diferença entre beber moderadamente, tomar um porre uma vez por semana e encher a cara todos os dias.
Segundo pesquisa, o álcool não emburrece, mas danos são causados aos tais dentritos. Mas o que é isso? São pequenos prolongamentos das células que recebem as informações. A intoxicação possui muitas variáveis, e são justamente estes prolongamentos que são atacados.
Exemplos de resultados: A falta de controle, falta de coordenação motora, perda de inibição, fala mole, reflexos lentos, etc...
Agora claro, se o vivente beber moderadamente, estes danos serão exclusivos apenas dos momentos de trago forte.
Que bom...
Isso quer dizer que posso continuar tomando minhas queridas Polares sem medo...
Mas para deixar bem claro. A ingestão de álcool em excesso é obvio que causa danos neurológicos. Segundo a pesquisa, analisadas tomografias de alcoólicos crônicos, os cérebros dos baguais analisados apresentou atrofia, e danos à memória retrospectiva também apareceram.
Pior ainda: existem síndromes que são causadas por falta de determinadas vitaminas, reflexo decorrente do grande consumo de bebidas alcoólicas, e que causam falta de atenção, delírio, sonolência, perda de memória (essa é a desculpa de qualquer bebum quando faz besteira... que não lembra do que fez...), confusão, desorientação, entre tantas outras coisas. E tudo permanente...
Traduzindo: Bébe Tchê, pode beber. Mas vê se não exagera tanto assim. Medida: pára na hora em que tu começares a achar bonita a quarentona feia e atirada aquela...
E este é justamente o tema da segunda resposta...

Segunda: De acordo com psico-terapeutas, o consumo de álcool aumenta a atratividade do rosto (só do rosto...? Jura...! Aumenta a atratividade de qualquer parte do corpo...) do sexo oposto. Ou seja, pode ser que o fulano faça besteira com a quarentona mesmo...
Prova claro, de que beber em excesso causa danos ao gosto e ao senso crítico também...

Mas enfim, é importante frisar que todos têm o direito de se utilizar de qualquer uma destas explicações para justificar qualquer porcaria que andou fazendo por ai...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O tapete

- MARCELOOOO! (Luciana, gritando com o irmão mais novo, quase morrendo de raiva...).
- Que houve guria! Pra que esse desespero todo!?
- O QUE TU FEZ COM O MEU QUARTO...!?
- Não vou conversar contigo enquanto tu não parar de gritar...
- VAI TE FUDER! EU VOU GRITAR CONTIGO SIM!
- Não. Vamos nos respeitar. Ou tu me pergunta direitinho, ou tchau.
- Ta... ta bom... vou te dar uma chance pra tu te explicar...
- Ta ok. Agora pode perguntar.
- O que pelo amor de Deus, houve com o meu quarto...!?
- Ah! Tu fala sobre aquela bagunça que tem lá!?
- Claro né criatura! Meu Deus parece que passou um furacão lá dentro! O Colchão ta revirado, os tapetes estão todos bagunçados, meu armário branco de MDF novinho ta todo riscado, tudo que tinha encima do criado mudo ta no chão, a TV e o telefone sem fio estão quebrados, minha gaveta de meias esta toda espalhada... e sem falar no cheiro podre de cerveja... e algumas camisinhas perdidas por lá também...
- Bah guria... nem te conto o que houve...
- Tu ta começando a me irritar de novo... não começa a me enrolar... (Já ficando vermelha novamente).
- Calma nervosinha. Se tu te alterar eu nem converso contigo...
- Ah, mas tu vai conversar sim. Nem que pra isso eu tenha que ameaçar contar tudo o que tu anda fazendo pra mãe.
- Tu não farias isso.
- Faria... tu sabe que eu faria.
- Então eu conto o que tu faz também.
- Mas eu não faço nada!
- Putz! Não é que é mesmo. Bah guria... assim eu não te agüento. Vai ser santa assim lá na...
- Ta chega. Não enrola.
- Ta olha só... me escuta... deixa eu falar...
- Ta vai, fala.
- Eu tava falando no telefone com a minha namorada. E ela me deu um fora...
- Ta e ai...
- Ai que ela me deu um fora! Me disse que não me amava mais, que não se sentia mais atraída por mim, que eu era um boçal e que além de tudo, ela estava me corneando com o Tonho, meu colega dos jogos de futebol de todas as quartas-feiras... (Enquanto relata, tenta forçar a cara de choro...)
- Ahm... e...?
- E ai que senti uma profunda magoa depois que ela desligou na minha cara. Fui na cozinha, peguei uma das tuas cervejas, comecei a tomar. Derrepente, num súbito ataque depressivo, resolvi me atirar pela janela, me matar! E qual era a janela que tava mais na reta? Ou melhor, aquela que eu poderia pegar mais impulso? A tua!
- O que o fato de tu querer te matar tem a ver com a bagunça generalizada do meu quarto!?
- Perai que eu já chego lá... continuando: resolvi correr, pegar impulso e pular de uma vez lá pra baixo... se eu pensasse muito, não ia fazer. Fiquei em posição, segurei a lata de Skol, corri o corredor inteiro, quando eu cheguei lá e fui pegar impulso pra me atirar, escorreguei no tapete, cai no chão, joguei a lata de cerveja pra cima, bati com os pés no armário branco de MDF, me agarrei no criado mudo, derrubei tudo, daí tentei levantar, me segurei na gaveta das meias, acabei caindo de novo e espalhei todas elas...
- E as camisinhas...!?
- Que camisinhas...!?
- Aquelas espalhadas!
- Ah sim claro! Devem ter voado do meu bolso quando cai...
- Aham... sei...
- O que!?
- TU NÃO TEM VERGONHA DE MENTIR DESCARADO DESSE JEITO!? – Já gritando novamente, irritadíssima. – DAONDE QUE TU INVENTA ESSAS HISTORIAS!? TU TAVA ERA DE SACANAGEM COM ALGUMA CAPIVARA NO MEU QUARTO!
- Não grita guria! Os vizinhos vão reclamar!
- QUE SE EXPLODA OS VIZINHOS! QUE TU TE EXPLODA! PORQUE TU BAGUNÇOU O MEU QUARTO TODO!?
- PORQUE EU QUERIA ME MATAR!
- E PORQUE TU NÃO TE MATOU SEU DESGRAÇADO!?
- PORQUE TEU TAPETE DE MERDA NÃO ME DEIXOU........!!!!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Déficit de atenção...

- Oi Aninha! Como vai querida?
- Vou bem amiga! E você?

(Smack! Smack!)

- Nossa guria! Te vi de longe!
- É mesmo! Gostou da minha roupa?
- Ahm... Gostei! Cores fortes né...? Sempre te vestiste assim... com cores fortes e decotes profundos...
- Claro! Adoro me vestir assim. Tu sabes que não sou de passar despercebida...
- Pois é. Eu me lembro... mas tu sabes que eu tava pensando em ti estes dias?
- Capaz! E o que tu estavas pensando sobre mim...?
- Eu estava tentando lembrar em que época é o seu aniversário...
- Advinha!
- Como assim advinha...? É hoje?
- Não, não é hoje.
- É amanha então?
- Não, também não.
- Foi ontem?
- Também não...
- Este mês?
- Também não...
- Ta, mas parai um pouquinho: tu queres que eu tente advinhar a data do teu aniversário?
- Isso mesmo!
- Ahm... sério mesmo? Tu ta de brincadeira comigo... (olhos arregalados e respiração forte...)
- Sério amiga! Vai chutando ai...!
- Mas que loucura é essa?
- Ué... apenas quero que tu perca um tempinho pensando em mim...
- Mas Ana, eu não tenho tempo pra perder tentando advinhar algo tão ... tão ... difícil!
- Como assim? Tu queres dizer que não tem tempo pra perder comigo é? Eu não sou nem um pouquinho importante pra ti? Além de não lembrar o meu aniversário, fica dizendo que não sou importante...? (enquanto falava isso, olhava de canto de olho, tentando ver se a chantagem surtia efeito...)
- Não Ana! Não quis dizer isso...
- Mas disse! Como tu é insensível...
- Ana... Ta tudo bem...?
- Ta... porque?
- Não nada... me parece que tu estas um tanto quanto carente de atenção...
- Carente de atenção? Capaz menina! To super bem...
- Ah tah...
- Tu não vai tentar advinhar mesmo?
- Advinhar o que?
- A data do meu aniversário!
- Ai Aninha... eu vou ter que ir... infelizmente não posso... (começando a se distanciar, fugindo...)
- Mas Claudia, não vai querida, vamos ali na cafeteria tomar um chá...?
- Não posso Ana, não posso... tenho de ir... alias... olha o meu Ônibus lá! Tenho que correr... Tchau...!
- Claudia...não vai! Por favor não vai! Olha, eu juro que não te incomodo mais...! Olha pra mim Claudia! Escuta! Tu não sabe o que eu fiquei sabendo da Juliana...! Quer saber? Não? Claudia, não vai guria! Não corre de mim! Ai Claudia! AAAAIIII (fingindo estar machucada, mãos no joelho e expressão de dor no rosto...) Claudia! Me machuquei! Me ajuda! Por favor...

E lá se foi a Claudia embora, fugindo. Enquanto ainda esbaforida da fuga repentina, enxerga Ana sentando-se lentamente na calçada, fingindo estar machucada, tentando de todas as maneiras chamar a sua atenção.
Logo após embarcar no Ônibus, que nem era o seu mas que serviu como fuga, ela vê Ana sendo ajudada por pessoas estranhas a se levantar... e realmente não havia se machucado. Era fingimento.

Mas estranhamente sorria... sorria satisfeita pela atenção que estes estranhos a estavam dando...

terça-feira, 11 de setembro de 2007


Cara...
Como eu adoro isto...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Da série: Mistérios do corpo humano... Parte IV

Engraçado como assuntos nojentos despertam atenção. Ultimamente tenho escrito alguns. Eu sei, querida leitora que não gosta (não agüenta) falar/ler sobre qualquer coisa relativa a algo que saia de nosso corpo, que estou batendo na mesma tecla. Mas me vejo na obrigação de dizer-te que ... que...

Dá certo!

Tem um monte de gente lendo, se divertindo, e me pedindo para continuar. E é o que vou fazer. Chega de escrever sobre amores, desamores e problemas da vida (brincadeirinha...).

Portanto, peço-te que leia também. Até porque escrevo sobre estes assuntos sempre de maneira informativa, e satisfazendo as mais altas curiosidades que possamos ter.
Para exemplificar, vamos a próxima pergunta, feita a mim por uma colega CDF de faculdade:

- “Porque que o cocô é marrom?” (Hahahaha...)

Bom, como sempre pesquisando no Google, descobri o que realmente, todo ser humano já sabe por mais que tenha nojo de olhar: As nossas fezes não são só marrons, elas mudam de cor.
Em sua maioria, elas possuem tons que ficam envolta do marrom e do amarelo devido à uma substância alaranjada de nome bilirrubina, que combinada com o ferro contido no intestino, proporciona estes tons de caca.
Mas aqui vão algumas curiosidades sobre os diferentes tons da mesma:
- Se ela está vermelha: Cuidado. Esta coloração pode indicar sangramento da parte inferior do sistema gastrointestinal. Diverticulite e hemorróidas são as causas mais comuns, embora certos alimentos tenham o poder de colori-la também, como beterraba, tomate, Fanta-uva, cerveja Bavária e a salsicha do morte-lenta da Unisinos (hehehe...).
- Se for amarela: Pode ser a giárdia (parasita), a infecção causada por ela pode ter como conseqüência fezes nesta cor. Sem falar na força da diarréia que a mesma provoca. Mas calma, este tom raramente apresenta sinais de perigo. Aham... pelo sim pelo não, não vou comer mais espetinho de porco vendido na frente do Olímpico.
- Pretas: as mais comuns, podem também significar sangramento na parte superior do sistema gastrointestinal, ou seja, estômago, esôfago, ou alguma parte inicial do intestino delgado. Também algumas substâncias podem deixar as fezes pretas, como chumbo, ferro, Pepto-Bismol, puxa-puxa, chocolates Naigebauer e o café frio, fraco, fedorento e caro do bar do Direito (hehehe...).
- Cinza (hein? Fezes ficam desta cor...?): Causas graves acabam por resultar esta coloração, como combinações de doenças do pâncreas, fígado ou vesícula biliar, sendo que esta ultima, por si só também pode deixar as fezes pálidas. Mas sinceramente, nem imagino crocos desta cor...
- Verdes (piorou tudo...): Folhas em geral (óbvio), vegetais verdes ou qualquer outra coisa que contenha altas doses de clorofila (mais óbvio ainda). Para bebês em fase de amamentação, esta coloração das fezes é normal, especialmente nos primeiros dias de vida.

Aviso aos leitores: No geral, a análise da cor das fezes não é uma ciência exata.

Assim, através de meu texto, que se mostra altamente útil para o bom andamento da vida, podemos tirar uma conclusão:

O cocô proporciona literalmente um “arco-íris de possibilidades”....

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Da série: Mistérios do corpo humano... Parte III

Mais duas perguntas:

- “Porque o Paulo acorda com um bafo pior que o do cachorro...?” – Perguntou-me a Pedrita.

Essa foi fácil pesquisar também. Entrei no Google e digitei: “Bafo da onça”. Apareceu inúmeras páginas explicando a origem do mau hálito matinal do Paulo.
Vamos a ela: Existe uma bactéria anaeróbica, que juntando-se ao fato de que a boca está seca durante a noite, acaba por produzir componentes de enxofre dentro da mesma. Tudo isso se mistura para proporcionar a sempre prazerosa sensação de beijar a boca da patroa ao acordar, cheirando a carniça. E se tu fores pensar, todo mundo sabe que existem certas coisas que consumimos que agrava e muito a situação: açúcar, remédios, cigarros, leite/laticínios em geral, bebidas alcoólicas, café...
Agora a parte curiosa: os nomes que se dá a este mau hálito matinal diferem de acordo com a localidade. Aqui é o famigerado “bafo de onça”, na Inglaterra dizem “que você comeu comida de corvo”. Na Austrália, é a tal “fada do cocô” que vem depositar o resultado da desinteria na sua boca durante a noite...
Se bem que dentro do meu imaginário infantil, eu não consigo nem pensar nas fadinhas fazendo tal coisa... é que nem mulher bonita. Ninguém consegue imaginar a gostosa aquela cagando. Ou vai dizer que tu já realizaste a Gisele Bundchen fazendo cara de força sentada no troninho...
Mas enfim, para diminuir este odor/gosto desagradável e que tanto incomoda, é bem simples, não precisa nem desinfetar a língua: Escove os dentes regularmente, a língua também, use fio dental e se possível, beba muita água. Só.

- “Peido pega fogo?”

Outra retirada do Google.
Resposta: Claro que sim! Eu já fiz isso! E não queimei nada da região...
Mas existe inúmeros estudos sobre peido. Claro. Coisa altamente útil pra humanidade.
Dizem que um peido médio (Alguém consegue me exemplificar um? Pode ser com a boca mesmo...) é composto por 59% de nitrogênio, 21% de hidrogênio, 9% de dióxido de carbono, 7% de metano e 4% de oxigênio (Somou direitinho pra ver se dá 100%?). E por incrível que pareça, menos de 1% de sua composição é que faz o desgramado cheirar mal.
Outras curiosidades sobre traques (altamente úteis):

- A temperatura que ele tem no momento de saída é de 37 graus;
- A velocidade de saída é de 10,8 km/h;
- A maior parte das pessoas se utiliza deste recurso de quinze a vinte vezes por dia;
- As mulheres o fazem na mesma quantidade que os homens (Eu sabia! Eu sabia! Que mentirada aquela história de que mulher não peida...);
- Uma pessoa comum produz certa de meio litro de gás por dia;
- O que faz o peido ficar fedorento é o sulfeto de hidrogênio, que contém enxofre, que por óbvio cheira mal. Quanto mais rica a sua dieta for em enxofre, mais fedidos serão as bufas. Alguns alimentos que contem altos níveis da substância: feijões, repolho, queijo e ovo. Ah! E água com gás também!

Mas enfim, completando a resposta da questão, o peido ser inflamável deve-se a presença de metano e hidrogenio na sua composição. As proporções dependem em grande parte das bactérias que vivem no cólon, responsáveis em fermentar os alimentos que não foram absorvidos pelo aparelho digestivo antes de chegarem lá.

Mas antes de você rapaz (ou talvez moças, já que mulher peida...) destemido que quer tirar a prova real, fazer isto, lembre-se de uma regra primordial:

Tire as calças antes.

Conselho de alguém experiente no assunto...

Obs.: Se alguém tem alguma dúvida que queira sanar, sobre qualquer assunto referente a lendas urbanas/populares/humanas... entre em contato! Eu perco tempo procurando informações e escrevendo sobre o assunto...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O pequeno Rafael... em fotos!


Como algumas pessoas me disseram: "Lindo desde nascença..."
Estas são duas fotos do meu aniversário de dois aninhos. Eu sei que esta criança linda vestida de blusãozinho marrom não tem nada a ver comigo, mas acreditem...
Sou eu!
Quem me conhece sabe que não sou de me achar muito... mas vai dizer que eu não era lindo mesmo...
Teve gente que chegou a me dizer o seguinte (vê se não é de se cuidar pra não virar um demônio de tão convencido...):
- "Tomara que se tu tiveres um filho homem ele seja tão bonito quanto tu..."
Ps.: Fotos retiradas muito provavelmente pelo meu Tio/Padrinho Fincatão. Quem fez a pesquisa e as encontrou foi minha priminha amada...Xáxa!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Mega-sena

Outra perguntinha que jogo como certo que todo mundo já se fez foi o que faria se ganhasse na mega-sena.
Eu mesmo já me vi inúmeras vezes sonhando com isto. E planejando.
Já pensou? R$ 45.000.000,00! Tem como contar tanto dinheiro? Isto é valor que simplesmente não existe em espécie (bom, concordo que depende. Para alguns mensaleiros existia dentro de malas...), mas para pessoas humildes é dinheiro que não acaba mais.
Mas enfim, o que sempre planejo é nunca viver de ócio, mas ser sustentado claro, pelos rendimentos que esta grana toda geraria. No mais pobrinho, aquele que menos paga, a poupança, este valor renderia aproximadamente R$ 270.000,00 no primeiro mês! Já imaginou se eu me limitasse (!) a gastar apenas isto? Eita salariozinho mensal bom esse...
O engraçado é imaginar que não há limites para as pretensões baixas deste vivente que vos escreve.
Que carro eu teria? Onde eu viveria? Como seria a(s) minha(s) residência(s)?
E o que mais preocupa: que estilo de vida eu levaria? Como ficaria minha cabeça com tanto a minha disposição?
Putz. Isso seria um problema. Não haveria linha vermelha a ser ultrapassada, limites pré-estabelecidos ou ao menos algo que teria o poder de me segurar. Qual seria o meu norte?
Apenas minha própria cabeça, a própria razão, minhas próprias crenças. Os valores que com tanto amor e carinho, me foram ensinados pelos meus pais (mestres de vida).
Seria muito difícil claro, que os limites não mudassem com tanto nas mãos.
Ai é que ta. Podemos chegar à conclusão então que a falta de limites é prejudicial? Todos concordam? Acho que sim.
E de pensar que existem pessoas que nascem, crescem e vivem sem nenhuma linha vermelha, nenhum limite educacional imposto pelos pais ou aqueles que são responsáveis pela sua criação.
Sinceramente, to cansado de assistir ao noticiário e me sentir chocado com absurdos cometidos por adolescentes-de-classe-média-alta-pseudo-revoltados com algo que nem eles sabem bem o que é (rebeldes sem-causa, expressão antiga não?).
Estes dias fiquei pensando em quem poderia colocar a culpa. Sim, porque afinal de contas, a culpa tem que ser posta em alguém, sempre tem.
Seria da sociedade? A cultura que estamos criando neste exato momento exige que pais e responsáveis tenham que deixar seus filhos soltos, a Deus-dará? Realmente isto é recomendável? É algo que de alguma maneira, é obrigatório? A cultura contemporânea compulsoriamente exige isto? Conheço pessoas que pensam assim.
Não há cabimento. Como que concebemos filhos que serão criados apenas pelas regras impostas pelo mundo lá fora? Todos nós sabemos que a cada dia que passa estes tais limites avançam cada vez mais em direção a inexistência. Cabe a quem puxar as rédeas e colocar no caminho?
Ai chegamos ao ponto. Os pais são os responsáveis. Eles mesmos que tantas e tantas vezes colocam a culpa no mundo, na televisão, nas novelas até...
Eles são os culpados, os responsáveis por tanta barbárie. Uma criança criada com limites sólidos e baseada em valores concretos, que buscam sempre o que é bom e correto nunca espancaria um mendigo na rua, ou queimaria um índio na parada de ônibus por pura diversão. Veja bem, não estou falando de autoritarismo ou tirania. Mas sim de mostrar e demonstrar o que é certo, deixar claro que as conseqüências dos erros impostas pela vida começam dentro de casa.
Estou longe de ser um moralista, e posso estar soando como um demagogo. Não tenho filhos ainda. Não sei nada sobre o que é criar um ser que pode ter uma infinidade de variáveis. Nem ao menos deste amor eu já experimentei. Mas a única coisa que aprendi de antemão é amar de maneira correta. Importar-se, preocupar-se, ensinar, dar atenção, respeito e consideração. Apenas posso dizer que se um dia os filhos vierem, é disto que me utilizarei.

Amem seus filhos de maneira correta, é o que peço.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Da série: Mistérios do corpo humano - Parte II

Outras perguntinhas que todo mundo já se fez um dia, em que as respostas continuam sendo altamente úteis:

Primeira: Porque bocejos são contagiosos?

Pesquisando eu descobri que existem varias teorias sobre o bocejo, o que o causa e porque ele é contagioso. Porque isso é um fato. Se você não bocejou ainda lendo este inicio de artigo, podes ter certeza que vai bocejar só de estar lendo a palavra (eu mesmo já bocejei umas 3 vezes só de iniciar a escrevê-la).
Existem lendas que dizem que o bocejo é uma busca do organismo por mais oxigênio. Mentira. Não é.
Existe uma teoria que diz que a questão é comportamental. “O bocejo contagioso pode estar associado a aspectos enfáticos de atribuição do estado mental e é afetado negativamente pela intensificação dos traços de esquizofrenia assim como outras tarefas autoprocessadas relacionadas.”
Entendeu o que escrevi?
Pois é. Nem eu.
Mas enfim, o que acho que isso quer dizer é que imitamos quem está bocejando, mesmo que inconscientemente. Alias, se tu fores puxar pela memória, o ser humano não é o único que está exposto a esta contaminação de bocejo. Experimenta bocejar na frente do cachorro por exemplo, é óbvio que ele vai bocejar também. E não é só o cachorro que boceja, gatos, alguns pássaros e pasmem... peixes! Peixes também bocejam (nunca vi um bocejando, por isso duvido desta informação. Não consigo imaginar como seria um bocejo de peixe).
A única coisa que fico feliz é que é só o bocejo que é contagioso. Imagina se algumas outras coisas fossem também...
Como o peido por exemplo...

Segunda (e a mais descarada de todas): É verdade que quem tem pés grandes, tem outra coisa grande também?

Essa foi fácil de achar as mais variadas teorias e curiosidades. Por exemplo, na Europa, acredita-se que a distancia que existe entre cada lado do nariz, passando pela ponta, indicava o tamanho do pênis do vivente. Olha... ainda bem que tenho nariz grande (hehehe...). Pensando bem, imagina o tamanho das cuecas do Pinóquio, ou do Caçulinha por exemplo...
Seguindo uma outra linha de raciocínio, não parece haver prova nenhuma de que o tamanho de qualquer extremidade do corpo, sejam nariz, mãos ou pés, estejam intimamente relacionados com o tamanho do “guri.”
Existem até estudos sobre isto. Segundo informação retirada de um livrinho que tenho lá em casa, mediram pés, mãos e “guris” de mais de 100 homens ingleses, e não conseguiram descobrir qualquer relação de tamanho entre eles.
Mas uma coisa eu não sabia mesmo, e repasso a informação a vocês: proporcionalmente falando, um “guri” pequeno fica maior durante uma ereção do que um “guri” grande.

Pois é. Não entendi. Quer dizer que quanto menor o “guri” é, maior ele vai ser...?

(To brincando...)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Da série: Mistérios do corpo humano...

Durante uma reunião de amigos, regada claro, a muita cerveja e risada, papo vai, papo vem, e chegamos a dois impasses enormes e de soluções tremendamente difíceis (principalmente para um bando de bebuns) e úteis a humanidade:

Primeira: Porque os homens têm mamilos?
Segunda: Porque o quarto gira depois de beber?

Para solucionar estas incríveis dúvidas, lá fui eu pesquisar em meus poucos, mas ótimos livros (tirando os da série Vaga-Lume). Cheguei as seguintes respostas:

Primeira: Segundo pesquisas, os homens também são mamíferos, e quase todos os mamíferos têm características universais, como pêlos no corpo (tirando alguns aquáticos), três ossos nos ouvidos, e a habilidade de amamentar nossos filhotes com o leite que as fêmeas produzem em glândulas sudoríparas modificadas, as tais glândulas mamárias. Embora sejam as fêmeas que as possuem, todos os embriões iniciam o desenvolvimento de maneira semelhante, seguindo o modelo feminino até aproximadamente seis semanas de idade (Pára tudo! Isso quer dizer que todos nós somos mulheres até seis semanas de gestação...? Ai Santo Deus... quer dizer que eu já fui “moça” algum dia...? Até o Chuck Norris foi...?), só após este período em que todos seguem o modelo feminino, que o cromossomo “Y” se manifesta e o embrião passa a desenvolver características masculinas. O resultado é que os homens acabam com mamilos e um pouco de tecido mamário. Só para constar: existem até casos de câncer de mama em homens...! Pior ainda, existem medicamentos que fazem com que os nossos pequenos seios cresçam! Fujam das farmácias antes que todos tenham que comprar um “menina-moça” para usar durante o futebol...! Ou pelo menos então criem o habito de ler bulas de remédio...

Segunda: Vai dizer que você vivente, que já bebeu um pouco a mais pelo menos uma vez na vida, já não sentiu esta “agradável sensação” de que o mundo inteiro, começando pelo teu quarto, está girando envolta de ti, pequeno eixo...
Tudo isto acontece por causa do sistema vestibular. (Hein? Como? O que o vestibular tem a ver com isso?) Já explico:
O sistema vestibular é uma complexa rede de passagens e câmaras no ouvido interno que trabalha para controlar o equilíbrio e a orientação. Dentro do mesmo existem tubos e cavidades que contêm diferentes fluídos, cada um com uma composição distinta. Quando estamos sóbrios, ambos os lados do nosso tal sistema vestibular funcionam adequadamente, eles enviam impulsos simétricos ao cérebro. Quando nos embebedamos, por exemplo, o álcool muda a densidade do sangue e isso afeta os fluidos deste sistema de equilíbrio. E é ai que perdemos a orientação e a tontura começa...

Rafael também é cultura, alguém diria. Pode até ser verdade. Mas vai dizer que você nunca pensou na inutilidade das tetas masculinas? E também nunca rezou para que o quarto parasse de girar?
Para a utilidade das tetas masculinas, eu não tenho resposta. Agora para o quarto parar de girar, eu, no alto da minha vasta experiência de vida, já sei como fazer.

Sigam meus conselhos: troquem o travesseiro por um tijolo (ou por algo que seja sólido, e não fofo, sem malicias...) e coloquem um dos pés no chão...

Não que o mundo vai parar de girar, mas que tu vais conseguir te segurar, a isso vai...

domingo, 26 de agosto de 2007

Discovery Kids e suas lições...

Estou em casa, deitado em minha cama, assistindo Discovery Kids ao lado da minha sobrinha. O engraçado é que sou eu quem está deitado em seu colo...
Ela tem apenas 3 anos... e segue a linha de pessoas carinhosas da família...
Mas não falarei sobre ela, falarei sobre o que estamos assistindo. Os desenhos do tal canal, que não se comparam nem um pouco àqueles que eu assistia na idade dela.
Lembro-me do Nacional Kid, do Spectroman, do Chaves, Chapolin, do Pica-Pau, do He-Man, seu Gato-Guerreiro/Pacato, da She-Ra e do Corujito, entre tantos outros. Mas era muita luta, muitos vilões, muitos meninos ingênuos, super-herois fracassados, muito animais de cores fortes metidos a espertalhões enganadores. Mas nada de lições de vida.
Estranho tocar neste assunto? Pode até ser. Até porque é muito difícil mesmo achar uma lição de vida assistindo ao Coloradinho tomando pílula de nanicolina...
Mas é justamente isto que eu estou vendo nestes desenhos que minha sobrinha assiste. Lições de vida, ensinamentos.
Acabamos de assistir a um agora que se chama “Wilbur”, que na verdade é um pequeno tourinho de pelúcia animado através de pessoas escondidas atrás de balcões. Este menino tourinho ensina as crianças o valor de ler livros, e além de ler, ensina também o que é tratar os outros com respeito.
Na historia lida pelo Wilbur, existia um gigante que vivia em uma ilha, que um belo dia resolve se divertir soprando e fazendo vento para os pequenos veleiros que navegavam na beira da praia. Ao fazer isto, ele sopra forte demais, e os veleiros viram. Ele ri e se diverte, mas se vê obrigado a salvar os velejadores que estavam se afogando. Eles cobram uma explicação. O grandão se explica dizendo que estava apenas se divertindo, mas que não prestou atenção nas conseqüências que a diversão dele ocasionaria para os outros. Os velejadores dizem para ele que a diversão só é válida quando todos os envolvidos sabem o que esta acontecendo, concordam e se divertem juntos, se não houver estes três pré-requisitos, não há diversão, mas sim desrespeito.
Pois é.
Muito bom ter assistido algo que me lembrasse de certas coisas. Diversão e suas relações com o desrespeito. Se tu fores pensar, para a grande maioria estas duas coisas estão intimamente ligadas. E a tal ponto que é quase impossível desgrudá-las.
Conheço alguém que não sabe se divertir sem ofender, trair, magoar e entristecer as pessoas que a amam. É tanto desrespeito, tanta desconsideração, tanta... tanta... enfim...
(Suspiro)
Pessoas assim nós somos obrigados a cortar inteiramente de nossas vidas.

A minha sobrinha de 3 anos de idade acabou de aprender que para se divertir ela deve respeitar as pessoas...

E você, já aprendeu...?

sábado, 25 de agosto de 2007

Sexta feira, 24 de agosto de 2007. CASA DA BINAAA...!


Tim-Tim...! Saúdeeeee...!





Dani, Alexsandra e Paragua...


Eder e Alexsandra...





Eu (meio bebum e com a barba por fazer) e a Bina...



Em sentido horário: Paragua (no violão), Eder, eu, Dani e Gui (no outro violão)



Primeira vez que fui... e adorei!
Na próxima tem que dar um jeito de levar a excelentíssima...
Noite especial... Beijos e abraços...!



quinta-feira, 23 de agosto de 2007

A evolução do conceito de família

De acordo com Leonardo Alves (2007), “Até o advento da Constituição Federal de 1988, o conceito jurídico de família era extremamente limitado e taxativo, pois o Código Civil de 1916 somente conferira o status familiae àqueles agrupamentos originados do instituto do matrimônio.”
Completando o que foi citado, o modelo de família reconhecido a que Leonardo Alves se referia era caracterizado como um ente fechado, em que a satisfação e felicidade de seus integrantes em permanecer unidos era menos importante do que a preocupação maior, que era a manutenção do vínculo (leia-se patrimônio) familiar, não interessando o preço a se pagar por isso. O divórcio era proibido, e a parte do casal que era culpado pela separação judicial era duramente punida com a perda da guarda dos filhos, do direito a alimentos e do nome de casado.
O conceito de família mudou muito se compararmos as definições do Código Civil de 1916 com o que se conceitua como família moderna, não acham?
Só para constar (nos autos do processo, hehehe), em 7 de agosto de 2006, a definição de família sofreu uma inovação no ordenamento jurídico nacional, segundo o art. 5º, II, da lei 11340/06: “No âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.” Conceito mais amplo que esse duvido que alguém faça.
O que pode se concluir neste aspecto, é que a família é determinada na verdade pelas necessidades sociais de seus integrantes, não é só uma instituição de origem biológica, que busca apenas a procriação ordenada da espécie, mas também é uma entidade que busca garantir o provimento de todos os envolvidos, sejam parentes “de sangue”, sejam apenas pessoas que moram juntas em uma estrutura estável, principalmente das crianças que dela se originam (aqui leia-se como provimento os âmbitos materiais e também educacionais/culturais).
Mas o que é família moderna? Como ela se constitui?
Segundo o autor que me utilizei de pesquisa, “é uma entidade histórica, ancestral como a história, interligada com os rumos e desvios da história ela mesma, mutável na exata medida em que mudam as estruturas e a arquitetura da própria história através dos tempos, a história da família se confunde com a história da própria humanidade.”
Mas isto apenas elucida o óbvio! O fato de que a família, como qualquer coisa que sofre influências da cultura em que está ambientada, sofreu mutações com o tempo.
Mas é justamente ai que quero chegar. O que se considera como família hoje em dia.
Entendo que seja tudo. Absolutamente tudo o que é constituído por dois ou mais seres humanos, sejam eles de qualquer orientação sexual e qualquer grau de parentesco, ou em alguns casos até não. Antigamente família era formada por marido, que detinha todo poder familiar, pela esposa, e os filhos legítimos (os de fora do casamento, sejam eles frutos de relações extra-conjugais ou qualquer outro tipo de relação não eram reconhecidos). O casamento nestes momentos, tinha como objetivo apenas os aspectos econômicos, a exemplo do estabelecimento dos vínculos patrimoniais contidos no artigo 230, C.C./16., da mútua assistência, artigo 231, C.C./16, do dever de educar e manter a prole, também no artigo 231, C.C./16. Ainda segundo o texto escrito por Leonardo Alves, “o regime matrimonial de bens ($$$$$) teve tratamento primordial do legislador, pois nada menos que 59 artigos do Código foram responsáveis por esta disciplina.”
O que podemos concluir através de tudo isto, e mais o tanto de informações que não citei, não é só que o conceito popular de família sofreu um tanto de modificações, mas sim que o direito, que tem papel de acompanhar as modificações culturais que a sociedade sofre com o passar do tempo, também está começando a acompanhar estes conceitos populares novos. Aos poucos os ordenamentos jurídicos se moldam ao que a sociedade considera certo, comum e normal.
O que antes tinha como preocupação principal apenas a manutenção do patrimônio familiar, hoje em dia apenas se mantém se houver laços afetivos, felicidade e respeito.
A entidade familiar é algo que continua sendo sagrado no entendimento popular e jurídico. Mas a entidade familiar onde há vínculos de amor e fraternidade é ainda mais.
Lembro de casos familiares antigos, onde a estrutura era justamente a que foi elucidada como a ideal, a traçada pelo código de 1916. O pai/marido era o único provedor, aquele que mandava em todos, e para minha surpresa este poder até embasado pela lei era. A mãe/esposa obedecia, até porque também a lei assim determinava. Imagine que as mesmas eram consideradas “relativamente incapazes” pelo código. Os filhos coitados, bom, os filhos tinham que antes de tudo ter a sorte de terem sido gerados dentro do núcleo familiar, porque se não fossem, azar o deles. Nem filhos “legítimos” eram, muito menos reconhecidos. Repito, tudo embasado pela lei brasileira.
Estes dias tive contato com o que eu posso exemplificar aqui como entidade familiar moderna. Imagine a situação: O marido, que tinha 72 anos, tinha 9 filhos biológicos, sendo eles gerados com 3 mulheres diferentes, elas respectivamente com 70, 54 e 34 anos de idade. As esposas (ou ex-esposas), por sua vez, também tinham filhos de outras relações, sendo que o numero de descendentes desta família totalizava 16 pessoas. 16! E o mais engraçado. Sentimento-fruto da ótima relação que todos têm entre si, mesmo os que não eram irmãos “de sangue” se consideravam como.
Dois dos filhos mais velhos, que tem aproximadamente 50 anos, tem filhos adotivos e também gerados por relações extra-conjugais.
Levando este pequeno caso em consideração, ainda há como conceituar família moderna? Há. No ordenamento jurídico existem alguns conceitos.
Mas popularmente falando, há? Claro que há. Mas eu continuo com a minha posição.
Família é tudo. Absolutamente tudo. Em todos os sentidos da palavra...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

- "Foi o teu bom-humor meu amor...!"

Conversa vai, conversa vem, a excelentíssima após ser indagada, me responde o que foi que mais a atraiu em minha pessoa:

- “De primeira? Bom, além do teu físico, o teu bom-humor foi cativante meu amor...!”

Bom-humor. O assunto me chamou a atenção...
Várias pessoas, quando indagadas sobre o primeiro pré-requisito para encontrar sua cara metade, respondem: “ser bem-humorada”.
Realmente, o bom-humor é algo fantástico, até porque não pode ser dado ou ensinado, mas sim adquirido, através de influência interna ou externa.
Externa por quê? Porque um ambiente bem-humorado tem o poder de nos deixar de bom-humor também. Por mais que existam pessoas que se irritam com o bom-humor alheio, se o coração estiver aberto, esta alegria toda é contagiosa. Também por óbvio que os acontecimentos do cotidiano influenciam neste quesito, se fores pensar até superficialmente sobre o assunto, duvido que alguém chegue à conclusão de que o humor resista a pneu furado, chefe gritão, professor recalcado, TPM da respectiva e contas vencendo. Mas é ai que enxergamos que na verdade, não devemos levar a vida tão a sério.
O Humor é necessário, ele torna o ser humano capaz de rir das circunstâncias ruins e até de si próprio. Também é um instrumento para caminhar bem na vida, ter leveza, seguir adiante, obter tolerância, sabedoria, ser mais solidário e evitar preconceitos. Digo mais, o humor liberta o lado saudável das relações e emoções humanas. Não falo só do riso e do sorriso solto, falo do relaxamento de tensões, que envolve imperceptivelmente o nosso estado de espírito e o bom andamento da vida.
Filosofia grátis a parte, podemos refletir de maneira prática.
Todos nós sabemos o que é ter pelo menos alguns momentos de bom-humor e felicidade. Também sabemos o que é estar cercado por pessoas bem-humoradas. Sabemos como o dia vai passando com as gargalhadas (como é bom gargalhar a plenos pulmões, tenho feito muito isto...), e principalmente o quanto que pessoas que mantém naturalmente e permanentemente o sorriso no rosto se tornam atraentes.
A felicidade atrai, a alegria também, a paz interior então, nem se fala. E é justamente ela que atingimos quando estamos em estado de graça, bem-humorados e felizes. Os problemas surgem, passamos por cima deles como se fossem quebra-molas e continuamos sorrindo, vendo tudo com um otimismo maior que barriga de beata velha.
Quando estamos assim, parece que as limitações não existem mais. Tudo é transponível. Com humor, podemos alterar a nós mesmos e consequentemente, as circunstancias da nossa vida. Busque a sua fonte, tente acha-la seja nos lugares mais fáceis, seja nos mais difíceis. Pode ser num sorriso de criança, num simples “oi mãe”, ou até naquele chocolate quente bem grosso num final de noite de inverno...

Alias:

Pensem bem: a vida pode não nos oferecer o bom-humor necessário de graça, mas este sentimento pode alterar esta mesma vida significativamente...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

49 anos...

Quando qualquer pessoa fala sobre alguma senhora de 49 anos, que imagem vem a sua cabeça?
Melhor, reformulando: Peço a você que agora, enquanto lê este ínicio de texto, imagine esta tal senhora de 49 anos, mas tente imaginar em detalhes: Cabelo, roupa, rosto, rugas, corpo, a ação do tempo sobre a forma física, vigor, humor, a falta de “sex appeal”... Imagine tudo em uma mulher que falta um ano para completar meio século de vida.

Imaginou...?

Podes ter certeza... Imaginou errado.

Aqui esta a tal senhora:



Pois é. Hoje ela completa 49 anos. Aparenta?
Tudo bem, alguns vão dizer: “Mas ela é a Madonna”, ou “com o dinheiro que ela tem...”
Até concordo gente. Mas as soluções que se encontram por ai ao nosso alcance não se diferem muito das que ela se utiliza para manter isto tudo que vemos ai na foto. Sabe o que nos falta? Apenas auto-estima, animo e disciplina. Simples assim.
As pessoas costumam dizer que para mudar o corpo, basta querer. Olha... vai um pouco além disso, mas não é complicado. Não basta só querer, até porque querer todo mundo quer. O que tem que fazer é criar animo e coragem, e buscar algo que vá fazer diferença, como entrar em uma academia, começar a pratica de algum esporte, ou até mesmo as tão famigeradas caminhadas envolta de algum parque por ai. As opções são bem simples, mas muito eficazes. Qualquer coisa é válida, desde que envolva as três qualificadoras que citei agora a pouquinho.
Queres exemplos? Eu dou.
Tenho um amigo que perdeu incríveis 22 quilos em 3 meses e meio! Outro que perdeu 34 quilos em 5 meses! Eu mesmo ganhei 16 quilos – e nenhuma barriga – no ultimo ano. Algum tipo de cirurgia? Milagre? Remédio tarja preta?
Não.
Apenas disciplina, animo e auto-estima. A pessoa que se gosta vai querer o melhor para si. O que eles fizeram? Fecharam a boca para alimentos ricos em carboidratos, entraram em uma academia e malharam. Nem malharam tão pesado assim, apenas o fizeram de maneira muito disciplinada e diariamente.
Gente. O que estou querendo dizer é o seguinte: Não adianta nada ficar parado no lugar a vida inteira reclamando que se está gordo, se está magro, que se acha feio, que quer mudar mas não consegue. Etc...
O que adianta é transformar tudo isto em atitude. Vai lá e te puxa. A receita é simples, custa pouco (apenas alguns minutos por dia) e o resultado é rápido.
Nem vou entrar na questão da auto-sabotagem para aqueles que não correm atrás e inventam desculpas sem cabimento. Quer exemplo maior de auto-sabotador do que aquele que se matricula na academia e simplesmente não vai...? Parece até que tem alguém que o impede... e tem... a pessoa mesma se sabotando...
Mas enfim. Pensem bem. Se você não se aceita da maneira como é, busque a mudança. Mas com vontade.
E lembre-se:

Mudar o corpo é muito fácil... perto da dificuldade de se mudar a cabeça...

Mas a mudança do corpo começa justamente por ela...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O pequeno Rafael...

Todo mundo fica falando sobre sua própria infância. Eu vou falar da minha também.Lembro muito de viajar de pé no banco traseiro da Caravan 6 cilindros a álcool do meu pai, engraçado como não morri. Lembro também dos sorvetes de maria-mole, aqueles que vinham com bonequinhos de plástico dentro. Me recordo de tomar banho de chuva na praça na frente de casa, só de bermuda laranja, e nunca me gripar por isto. Pior! Não tinha essa de água engarrafada, era tudo da torneira e olhe lá! Lembro dos carrinhos-de-lomba com freio de mão... só que ao invés de borracha na ponta do mesmo, os meus tinham parafusos! Frear não freava, mas que soltava uma faisqueira...
Lembro de escutar os LP’s do Erasure da minha irmã mais velha. Lembro também da Kaoma, da Gretchen, do Chacrinha e da Rita Cadillac. Faustão existia, mas era na Bandeirantes que passava. Gugu era só no Viva a noite. Era um festival de programas humorísticos na TV: Chico City, Viva o Gordo com Jô Soares fazendo o Capitão Gay (me lembro de não entender o que era gay, nem porque aquele gordo aparecia vestido de rosa... na época as crianças ainda conservavam a inocência que hoje é tão rara...), e o melhor de todos, Os Trapalhões em sua formação completa. Lembro muito do Mussum falando “mézis” e da risada estranha do Zacarias, assistia a eles depois da missa de sábado a noite, que todo o bairro frequentava. Me recordo da minha mãe pedindo pra mim levantar e trocar o canal, não existia controles remoto naquela época. Lembro da Mara Maravilha, que pousou para a Playboy logo depois e meu pai não me deixou ver, do Sérgio Mallandro e da porta dos desesperados, da Xuxa e seus desenhos da caverna do dragão, da seleção jogando a copa de 86 e perdendo nos pênaltis para a França e do Grêmio perdendo o grenal do século. Lembro muito das figurinhas do campeonato brasileiro, e do maldito Tupãnzinho que era sempre a última, e nunca vinha. Me recordo com muito carinho das manhãs de domingo, e do meu maior herói em ação: Ayrton Senna...
Recordo-me de quebrar os dentes na escola, e quase não chorar. Lembro de que era o melhor em tudo: da classe, com as meninas, nos esportes, na catequese... não sei o que houve com o tempo, só sei que isto ficou perdido pela infância... Lembro de brigar com os meus vizinhos, e nem sempre levar a melhor. Mas o engraçado era que meia hora depois todo mundo era amigo de novo. Lembro dos revolveres e pistolas de brinquedo e de brincar de guerrinha, com batalhão, general e tudo. Engraçado como ninguém virou um serial killer ou um psicopata com isto...Lembro de comer pão com margarina, pão com manteiga, ovo frito no café da manhã, ovo frito no almoço, ovo frito na janta e meu colesterol hoje é perfeito. Refrigerante era bom... mas era meio raro. E quando vinha, vinha em garrafas de vidro de 1 litro, que depois viraram 1,250 litro, me recordo de ajudar o pai a ir ao vasilhame do super (não existia hiper, macro, atacado, big, bourbon, era só o Zaffari, Real ou Nacional) e entregar os cascos para ter desconto nas garrafas cheias. Dividíamos copos, sucos, cafés com leite e Nescaus... e ninguém pegava vermes de ninguém.
Tocávamos campainha e saíamos correndo. Organizamos corridas de bicicleta, onde quem não tava de chinelo quase sempre ganhava. Brincávamos com pequenos seres nojentos, lesmas, caramujos, baratas, etc, e ninguém se encheu de vermes de novo. Brinquedos novos eram só no natal ou no aniversário. E mesmo assim, geralmente eram usados, vindos dos irmãos mais velhos, assim também como as roupas, as bicicletas (monaretas, caloi-cross e BMX), e eu nunca fiquei bravo ou entrei em crise existencial por isto.
A gente tinha que se virar. E era bom. A gente sofria, mas aprendia. Por incrível que pareça, sobrevivi a tudo isto e não sou uma pessoa louca, doente ou de qualquer maneira com a vida arruinada. As preocupações eram menores antigamente, e a incidência de crianças infelizes também era. Éramos criados num ambiente de respeito, aonde o não de um pai às vezes vinha só por olhar, e era prontamente correspondido. Tínhamos liberdade (não existia celular, e-mail, msn, orkut ou afins), felicidade, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade no que fazíamos. E isso surtiu efeito no futuro que se seguiu.
Nascemos e fomos criados em época de transição, da repressão para a liberdade, da ditadura para a democracia, do falso caçador de marajás deposto para aqueles que estão cercados por ladrões comprovadamente culpados e fingem não saber de nada do que acontece. Vimos pessoas morrerem, pessoas desaparecerem, e pessoas sobreviverem, exatamente igual ao que continua acontecendo. E continuamos aqui.
A vida que tive no passado, sinto saudade. A vida que tenho agora, tento aproveitar. E a vida que terei pela frente, não sei como será. Só sei que tento me preparar, mas as coisas estão em constante e cada vez mais rápida mutação, e ninguém é tão rápido quanto o mundo girando, dia após dia, noite após noite.
Apenas uma coisa me alarma acima de tudo.
Se Deus me proporcionou viver a minha infância num período de tantas mudanças, o que estará reservado para a minha vida adulta...?

Ou pior... para minha velhice...?

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Processos de conquista

Gente, como é bom conversar com pessoas mais velhas. Esses tempos eu estava conversando com meu pai sobre o processo de conquista que um homem tinha que fazer, nos tempos dele, quando queria uma garota. Vocês já pararam para pensar nisso? Como que fazia nos tempos antigos? Como teu vô conquistou tua vó?
Eu pensei. Não só pensei como resolvi pesquisar sobre o assunto, perguntando pros mais antigos, claro. Vocês não sabem as surpresas as quais me dei conta. Não dá pra sequer imaginar hoje em dia este tipo de coisa sendo posta em prática.
Resolvi até organizar em tópicos, mostrando a “evolução” através dos tempos.

- Anos 30: Ele vai até a casa da pretende, vestindo um terno cinza que o tio Zélio deixou quando morreu e um chapéu panamá, e resolve fazer uma serenata ao pé da sua janela: “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa... do amor... ”. Depois, ao encontrar a amada, ele elogia os belos olhos cor de jabuticaba. Se conseguir conquistá-la, depois de muito tempo namorando no sofá à três (ele, a mocinha e a sogra), poderia derrepente, ver seus tornozelos.
- Anos 40: Ele liga para a Rádio da cidade e pede para tocar uma música em homenagem a sua amada: “A deusa da minha rua tem os olhos onde a lua costuma se embriagar... ”. Quando ela ouve a música, o convida para ir à sua casa no domingo a tarde e ele, para impressionar, vai, mas não sem antes colocar no pulso seu relógio novo em folha, e utilizar-se do pentinho preto, que guarda no bolso interno do casaco, para pentear o cabelo com brilhantina “Glostora” a cada 10 minutos, e pedir desculpas sempre quando espirra.
- Anos 50: Ele passa na casa dela, depois de muito tempo dizendo-se “enamorado” para a família, encontra o futuro sogro parado no portão, com cara de bravo, e pergunta: “Posso eu me apalavrear com sua filha”? Depois da celebre pergunta: “Quais são suas reais intenções para com ela”? Ele a convida para ir bailar na boate. Após anotar no caderninho de baile com quem está indo, ela aceita. Chegando lá, ele pede que o cantor ofereça uma bela bossa à sua acompanhante. “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça... ”. Mas, a conquista fica para o dia seguinte, porque o pai da moça está esperando, acordado, na sala por sua chegada em ponto às 8 e meia.
- Anos 60: Depois dela muito caminhar envolta da praça central, aquela que fica entre o Banco do Brasil e a Igreja, ele, sentado com os amigos cortando as unhas com seu corta-unha novo e apenas observando, resolve chama-la para conversar. Ela que não é boba nem nada, diz que só faz isso em companhia das suas amigas. Pois então ele resolve mostrar que suas intenções são sérias indo a casa dela para conversar com o sogro. Depois de alguns meses, já namorando muito discretamente no sofá da sala, ele coloca na vitrola: “Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito... ".
- Anos 70: Ele passa na casa dela com o fuscão laranja do pai, chama ela para dar uma volta e coloca um melô no toca-fitas: “Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no teu olhar... ”. Depois disso, nada melhor que uma volta no parque, ou um domingo em casa assistindo o Chacrinha.
- Anos 80: Ele pega o telefone, liga para ela, e enquanto conversa sobre o último “Disco de Ouro”, deixa tocar de fundo: “Fonte de mel, nos olhos de gueixa... ”, essa é do Caetano, mas poderia ser também qualquer uma do Fábio Jr. também. Dirigindo o seu XR3 conversível amarelo, ele a convida para dar uma volta no shopping, ou para assistir uma fita que ele locou na locadora. Utilizando-se dos Ray-Ban aviador (aquele do Tom Cruise) ele a seduz conversando sobre a prancha moreybug nova dele, que é igual a do Juba & Lula.
- Anos 90: Ele liga para ela, quando ela não está em casa e deixa gravada uma mensagem na secretária eletrônica: “Guria, quer ir no banks comigo ver os guris andar de skate? Te empresto minha Montain Bike pra ti ir junto. O Buiu disse que tem umas camisas novas de flanela pra vender, vou comprar umas, quer alguma também”? Depois de pedir que um amigo “faça-os-lado” (isso se o vivente é tímido...) ele chega e “gruda”.
- Anos 90/00: Ele liga para o celular dela e a convida para a festa na Berlim, aquela que toca todas do Gerasamba (Vulgo É o Tchan), da Cia do Pagode e do Tchacabum.
- Anos 2000: Ele chega em um chevette 81 branco rebaixado, com o sub-woofer e os mid-bass tocando um funk qualquer, ela entra no carro (e ele pensando que está abafando) a leva para o postinho. Lá, eles bebem juntos, entre a bomba de gasolina e as CG’s e RD’s dos amigos dele, escutando: “To ficando atoladinha... to ficando atoladinha...”. Depois, vão terminar a noite em outro postinho, dentro do carro, tomando uma Skol latão, fumando Free azul e conversando sobre a roupa ridícula que a fulana, aquela vagabunda que deu pro seu vizinho, aquele corno, estava vestindo...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Dado Bier, 04 de agosto de 2007.


Bina e eu. Ela foi... que bom... fiz a promessa de cervejadas futuras...

Elton beijoqueiro ...



Ai ai ... Unfffff ... (suspiro profundo...)



Boris, a excelentíssima dele, Cristine e Miguelito Zidane



Denovo Zidane, e o Xuxuzinho ... hehehe ...

Olha, tudo bem que duas festas de aniversário é exagero realmente. Agora enxergo...

Agora... as duas foram ótimas! To super satisfeito! Nessa do Dado umas 50 pessoas foram...!

Ano que vem... denovo... certo!


Bjos e abraços a todos que foram me prestigiar...

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O nome do Blog

As aulas recomeçaram. E o convívio dos corredores acadêmicos voltou a fazer parte da minha rotina diária. Mas deixaremos para falar sobre isto outra hora, o que importa agora é a pergunta que me fizeram ontem, em pleno corredor da universidade:

- “O que quer dizer saudades-de-mim? Porque tu escolheste este nome pro teu blog?”

Pois é. Boa pergunta. Me fez pensar mais seriamente sobre o assunto.
No inicio das publicações, lá por outubro do ano passado, confesso que utilizei este nome para o blog pura-e-simplesmente porque achei bonito. É decepcionante, eu sei. Mas é a verdade. Lembro-me que a primeira publicação que fiz citava coisas que faziam parte do meu cotidiano na época (nossa...faz menos de um ano e eu estou falando como se fosse uma década...é que gente, o que vocês tem que compreender é que o salto que dei este ano valeu realmente pelos últimos 10 anos. Podemos fazer uma analogia com o governo brasileiro de outrora: o que para eles era “50 anos em 5”, para mim é “10 anos em 1”) como insônia, psicoterapia, incertezas, auto-menosprezo. No final completava dizendo que tinha “saudades de mim mesmo”.
Pois é.
Mentira.
Não tenho saudades de mim mesmo.
Não sinto falta do Rafael que passou, aquele que foi embora com o passar dos dias ou com o trem das 11. Não quero me aprofundar muito sobre o assunto, até porque o considero vergonhoso, mas aquele Rafael era muito maléfico e nocivo para si mesmo. E além do que eu não gostava dele mesmo. Achava-o chato, feio, cínico e um pouco complexado demais por conta de acontecimentos de um passado não muito distante. Sorte minha que ele já se foi... O que entrou no lugar é perfeito, interessante, lindo, realista e auto-confiante. Fizeram a mão e perderam a forma desta vez...
Ta, tudo bem. Não vamos exagerar. Não me acho desta maneira claro, apenas aprendi a gostar de mim. Mas tem algumas coisas que sinto saudade sim. Era uma época em que eu não me preocupava com muita coisa, ou melhor, as coisas com o que eu me preocupava não eram tão sérias assim (pseudo-namoradas que na verdade não significavam nada, por exemplo), a ignorância sobre a maioria dos assuntos me trazia felicidade, pois obvio, eu não tinha nem maturidade nem experiência para enxergar as mazelas e os defeitos do mundo, quanto mais de mim mesmo. Aquela velha historia que a ignorância na real, pode ser traduzida em felicidade verdadeira.
Não que o sofrimento não existisse, ele estava ali, mas eu apenas não tinha a percepção aguçada o suficiente para perceber seus efeitos.
Mas do que eu sinto saudade mesmo? Bom...sinto saudade da minha adolescência, das primeiras festas, das primeiras meninas, dos primeiros beijos, dos amigos do segundo grau, da época de cursinho, do início do Coméx, da falta de responsabilidade... dá pra perceber que não sinto falta de mim mesmo, mas sim do contexto em que estava inserido.
Mas enfim, o que importa é que o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa (nem é mais assim que se chama o tal banco...). Falando sério: agradeço aos céus todo dia por estar vivendo a melhor época de minha vida, por ter criado a capacidade de aprender com os erros/infelicidades, e com a esperança de um futuro feliz ao lado de quem gosta de mim. Isto por si só já seria motivo para estourar uma Freixeinet Demi-sec, mas agora está chegando na hora de fazer balanços de tudo o que está acontecendo... após isto, comemoro.

Isto claro, se a minha falta de tempo deixar...

Obs.: Mudar nome do Blog porque não reflete a realidade? Nem pensar! Qualquer coisa eu boto a culpa na tal “licença poética...”

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Opinião...sexta-feira, 27 de julho.

Ai ... ai ...
Os ex-magros...
O assédio dos fãs as vezes me cansa...
Xuxuzinhu...
Esta foi a primeira das duas! A melhor!
Não se esqueçam: dia 04/08 será a próxima! No dado!
Bjos e abraços a todos!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Auto-sabotagem

Pegou recuperação e decides nem fazer a prova porque acha que não vai passar mesmo? Te inscreves em um processo de seleção para uma vaga de emprego, e decides que nem irá, pois tens certeza de que não vão te escolher? Sempre teve dificuldade de iniciar ou dar continuidade a coisas que deseja?
Quem nunca se deparou com situações onde a preguiça, o desleixo ou a falta de vontade nos impedem de fazer algo importante ou significativo para o nosso bem estar ou felicidade?
Há pessoas que, além de obstáculos naturais impostos pela vida, parecem querer encontrar dificuldades, complicar tudo o que pode ser fácil. É estranho, pois estas pessoas, apesar de quererem a felicidade e o sucesso, usam de mecanismos de auto-sabotagem para que tudo dê errado, impondo a si próprios milhões de barreiras para conseguir seus objetivos.
Não te apavores com o que eu vou dizer. Mas tu és um auto-sabotador. Mas não te preocupes, não és o único. Aliás, todos já foram um dia.
É verdade gente. A maioria de nós pratica a auto-sabotagem, e o pior, nem se percebe disso. Vocês já repararam? Através geralmente de defesas, inventamos desculpas, problemas para fugirmos de supostos fracassos, que no final, acabamos fugindo de algo que poderia ser bem sucedido, pois nem sabemos o que poderia ter acontecido.
Bem simples de diagnosticar: tu dependes do incentivo dos outros para começar ou continuar qualquer coisa? Ou tomar qualquer decisão? Hum...tá.
Conheço uma pessoa que com medo do que pode acontecer, não entrega sua monografia de conclusão de curso. Sendo que, segundo o seu orientador, ela já está pronta e em condições de ser defendida a tempo.
Indagada do porque disto, ela apenas diz que “não sabe o porquê”. Uma análise mais aprofundada faria vir a tona um problema de auto-estima provavelmente, mas isto é tema para outro artigo. O que eu quero tratar agora é sobre a pessoa sabotar a sua própria felicidade, as suas próprias realizações. É como se existisse uma voz interna a lhe dizer: “tu não mereces esta nota alta, algo vai dar errado, esse trabalho está bom demais para ter sido feito por você”. A pessoa acaba por não se achar capaz. Uma forma de obedecer a esta voz seria não entregar o trabalho nunca, e é o que acontece. É como se alguém, por alguma razão, retirasse o direito a entrega, ou melhor, a proibisse de entregar o estudo, lesando-a ou impedindo-a de se formar. Na verdade é assim mesmo, mas é ela mesmo que se impede.
A auto-sabotagem tem muitas origens e também muitas formas de se manifestar, observa-se geralmente quando a pessoa escolhe para si o roteiro de “perdedora/fracassada”, e se lança em uma nova carreira, um amor, ou uma mudança de vida qualquer. Por quase todo o caminho esta pessoa vai criar para si mesma obstáculos a ponto de confirmar esta crença de fracassada. Chega a ter características de auto-punição.
Alias, quer a última prova real de que tu és um deles? Ai vai: Tu já desejaste alguém intensamente, e quando finalmente te envolveste com a pessoa, sem motivos aparentes, começou a inventar um monte de razões para não estar junto, e desencantou?
Eu disse...
Ou melhor: já insististe em voltar para um relacionamento fracassado, e que só te faz sofrer muito? Te humilhaste feito louco para aquela pessoa que nem te dá bola?
Quer evidência maior do que esta...?
Conheço alguém que sempre inventa desculpas para não estar junto de pessoas que lhe fazem bem. Por um tempo ela até pode ser feliz ao lado do príncipe encantado, mas logo-logo arranja algumas desculpas esfarrapadas, inclusive a tão famigerada “ele é romântico demais...”, inventa sentimentos negativos, sabota o companheiro, o relacionamento e a si própria, e arranja um dragão da montanha para se apaixonar. Ai claro, este que tem por natureza confirmar a crença que ela tem de fracassada no amor, ela irá se apaixonar e dar valor.
Gente, a coisa é séria. Tão séria quanto cara de cachorro cagando. Quase todo mundo fica achando cabelo em ovo. Encontramos defeitos nas coisas mais bestas, mais sem sentido, tentamos nos provar a qualquer custo que esta ou aquela pessoa não serve para nós mesmos.
Afinal, por que isso? Porque tudo acaba dando errado? Simples, porque tu decidiste que seria assim, encontrou desculpas que parecem plausíveis. Acaba não sendo um fracasso ou um sofrimento, mas sim um alívio, porque esta se torna a única garantia de que nada vai te fazer sofrer mais, terminar o que poderia dar certo. Ou seja, neste processo de falsa defesa, tu acabas fugindo antes do final da história. Não correr riscos implica em não sofrer, mas também em não viver. Acaba vivendo de maneira superficial em todos os sentidos.

Ficas puto da cara quando alguém conspira para a tua infelicidade? Pois então pára de conspirar para si mesmo...

Outro dia continuo...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Eu no Youtube...

Aliás... já ia esquecendo.
Olha eu no Youtube!

http://www.youtube.com/watch?v=79WFIWAVP2A&mode=related&search=

Para quem não sabe: eu sou o de blusa azul, que primeiramente aparece de costas, um pouco de frente e depois caminhando indo embora. Isso foi agora final de semana, no viaduto férreo da Mula Preta, na minha querida Guaporé/RS.

Ps.: Ainda bem que na imagem não dá pra notar o quanto eu estava borrado de medo... por conta da altura...

Aniversário!

Tah. Eu sei que não atualizo isto daqui já faz algum tempo. Não precisa me chingar. Mas enfim...as tarefas são muitas, e o tempo urge.
Contudo, estou tirando um tempinho para falar-lhes sobre as minhas 2 (duas!) festas de aniversário! É! Isso mesmo! Duas!
Bom, explico: Duas porque pessoas como eu, não se limitam a uma só. Gosto tanto de mim mesmo que tenho que comemorar duas vezes (brincadeira, óbvio...), uma festa só seria até auto-sabotagem (alias, falando nisso, é o tema do próximo artiguinho...aguardem).

Mas...onde?

- Bar Opinião, dia 27 de julho de 2007, sexta-feira. Ingressos não há. O que há é uma lista de convidados (neste momento tenho que fazer um anexo...se por acaso tu, que estas ai indignado porque eu não liguei ainda convidando, e quer ir, tira o dedo do nariz e me liga cobrando, ou entra em contato de qualquer jeito, até por aqui. Lembre-se que to sem tempo até para limpar o meu próprio nariz, quanto mais para ligar para todo mundo convidando. Portanto gente, se escalar para ir para a festa é permitido!). Chegando até as onze não paga nem um centavo sequer, mas necessita colocar o nome na minha lista de convidados, e isso se faz apenas através de moá. Lá dentro haverá um espaço só meu aguardando-os, e a dose dupla estará incluida (cerveja, refri, água, whisky e orloff ice), ou seja, pede um, vem dois!

- Micro-cervejaria Dado Bier, dia 04 de agosto, sábado. Ingressos há desta vez. E desta vez tem que aguardar contatos meus mesmo. Lá o esquema é o seguinte: haverá um mega camarote novamente a espera de vocês, convidados privilegiados, que terão nada mais nada menos que 45 metros quadrados a sua disposição. Com o convite, o unico encargo financeiro que cada um terá que arcar serão módicos R$ 7,00. Baratinho-baratinho. É o preço de um almoço + suco qualquer. Portanto, fiquem sem almoçar e vão ao meu aniversário!

É óbvio que farei questão da sua presença, querido-leitor-que-está-no-momento-se-sentindo-abandonado-por-mim-que-não-publico-mais-nada. Faço não só a questão, mas pode ter a absoluta certeza de que ficarei muito feliz em poder receber o seu abraço.

That's all folks!

Beijos e abraços a todos!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

To bem sem tempo pra escrever. Desculpa gente.
Mas não poderia deixar de externar de maneira simples a minha indignação perante o acontecimento de ontem.

Acho que o importante nestas horas, de choro, tristesa e desespero, é seguir o conselho que a ministra deu quando indagada sobre a situação de caos aéreo instalada no país...

Relaxem e gozem!


(Ps.: Da vontade de mandar um e-mail "educadíssimo" para a mesma... perguntando como que faz para ser uma baita obtusa numa hora dessas...)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mas é justamente ai o ponto. É claro que nossa cabeça não funciona como uma máquina, mas não deixa de ser a nossa pequena fábrica de pensamentos (muitas vezes errôneos, e sobre nós), sentimentos e emoções. É de onde tudo sai.
Quando digo que devemos consertar os erros, tomo todo o cuidado do mundo para não dizer como. Até porque todos nós temos os nossos, e igualmente temos as nossas crenças também. Mas vou abri exceção: Já pensaste o que deveria ser consertado? Justamente as crenças que tens sobre ti? Ou o que?
O passado, os erros que já ficaram para trás, não dá pra mudar, mas as “auto-crenças” que os mesmos nos levaram a ter, sim. Derrepente esquecer os erros, e o mais importante, PERDOAR-SE, é o primeiro passo...
Escrevi sobre o círculo das crenças uma vez. As quatro fases: o pensamento, as crenças, os sentimentos e as aparências (não no sentido falso da palavra, mas sim no sentido que toca como as outras pessoas nos enxergam).
Será que mudando os pensamentos que temos sobre nós mesmos, perdoando-nos, consertando o estrago causado na nossa cabeça pelos erros do passado, não conseguimos mudar as nossas crenças, emoções e aparências? Eu respondo: Conseguimos sim. Sem demagogia nenhuma, eu já consegui. É não é tão difícil assim. O futuro nunca será igual ao passado, mas será que a gente sabe se ele será mais ou menos feliz do que o presente?
Falo apenas sobre coisas concretas, até porque não gosto de filosofar sem ter um ponto a chegar. E a mudança (conseqüentemente, a melhora) que “o ataque as auto-crenças” proporciona, é tão concreta quanto o chão que pisamos.

Alias...

Amarrar os pés no chão já fiz várias vezes... Mas o problema era saber a qual chão eu estava me amarrando...

Quase sempre era “areia movediça...”



(Acredite: Os erros a gente esquece, mas a evolução que o aprendizado dos mesmos proporciona, nunca. Depois disso... fica mais fácil não cometê-los novamente...)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

"O Arrependimento do Canalha - Parte II"

As pessoas me comentaram muito o artigo sobre “Erros”. E as mais diferentes opiniões apareceram. Que bom.
Teve gente que me disse que errar é um ato humano, e que ninguém (nem eu) está imune a isto.
Bom... concordo plenamente. Em momento algum eu fiz menção sobre isto. Também sou filho de Deus, erro como qualquer outra pessoa, mas a diferença a qual eu quis tratar não está em errar ou não, mas sim se arrepender dos erros, concertá-los e não cometê-los novamente. Explico:
Quando inventei a expressão “O arrependimento do canalha” quis exemplificar uma situação que me parece ser corriqueira, mas que não é notada. A de que as pessoas geralmente só se arrependem quando se dão mal. Foi isso que eu quis dizer. Pensem bem: quando o erro (proposital ou não, mas repito, quase sempre decorrente de imprudência) tem absolutamente nada por conseqüência, ou seja, não é maléfico para nada nem ninguém, as pessoas se arrependem de tê-lo cometido?
Sinceramente não. Apenas quando se dão mal ou são notadas negativamente em decorrência dele.
Ai é fácil-fácil se arrepender.
Por isto citei aqueles exemplos: O da namorada que é pega na botija traindo o namorado, e depois chora arrependida porque foi pega. E se ela não fosse pega? Choraria arrependida da mesma maneira pelo ocorrido? Pouco provável...
A do adolescente que engravida a namorada. Será que se por sorte, a gravidez não tivesse ocorrido, ele se arrependeria de ter... enfim... “tcha-na-nam” sem camisinha com a guria?
As pessoas só mudam quando perdem coisas, quando são motivos de decepção (nem que seja própria), quando os erros demandam um maior grau de responsabilidade daqui pra frente (sem choro), ou quando as situações de convívio, geralmente estragadas por estes mesmos erros, já são insustentáveis.
Outra opinião a mim externada foi a de que o erro é um aprendizado.
Ai tenho a obrigação de dizer a pior resposta, aquela que geralmente quem não sabe o que diz responde:
“Depende”.
Depende mesmo. Acho que mesmo quem sabe aprender vendo os outros errarem, erra de vez em quando. Mas a esperteza esta justamente ai. Mesmo errando, o ideal é sempre concertar o erro, e aprender com ele a ponto de nunca mais cometê-lo.
Exemplificando: Basta ver alguém engravidar por que não se protegeu, não preciso passar por isso para aprender que se deve usar camisinha sempre. O erro dos outros já basta. Agora, quem já fez a cagada, a única coisa que tem a fazer é concertá-la e aprender. Neste caso, assume, seja responsável, trata de tocar pra frente e de ser homem. E passa a usar métodos contraceptivos depois disso.
Ta, mas porque depende? Depende justamente da pessoa ser capaz de absorver este aprendizado. Todo mundo sabe que existem muitos de nós por ai que não conseguem ou mesmo não querem dar o passo além, não querem evoluir, não querem aprender com estes erros.
Ta e ai? Como fica?

Ai o(a) Canalha vai sempre chorar arrependido(a) das merdas que fez... e continuar fazendo a mesma merda... e continuar sem entender porque só se phode e é infeliz...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Da série: "Coisas que eu gostaria de ter escrito..., mas não fui eu, foi outro".

Leiam com atenção. E reflitam verdadeiramente sobre isto.
Depois me perguntam o porquê do nome "Saudades"...

(Autor desconhecido)


"Ando com saudades de café com pão; de namorados dando beijinhos no portão; de pedir bênção a pai e mãe (Deus te abençoe); do sinal-da-cruz que fazia quando passava na frente da igreja; de ver um varal cheio de roupa com cheiro apenas de sabão; de ver alguém sorrindo enquanto lava a louça com bucha vegetal; de sentir respeito pela polícia; de acreditar que o Brasil ganhou a Copa do Mundo porque jogou direito; de saber que o Zezinho, filho do porteiro, não vai morrer de dengue; e que Maria feirante poderá ter um filho médico.
Saudades de homens que usavam apenas o assobio como galanteio. Fiu-fiu! Morro de saudades em que cadeia era lugar de ladrão
E a rua lugar de gente honesta.
Acho que andaram invertendo a situação. Ando com saudades de galinha de galinheiro; de macarrão feito em casa com tempero sem agrotóxico; de só poder tomar guaraná em dia de festa; de homens de gravatas; de novela com final feliz; de pipoca doce de pipoqueiro; de dar bom-dia à vizinha; de ouvir alguém dizer obrigado ao motorista e ele frear devagarinho,
preocupado com o passageiro.
Saudades de gritar que a porta está aberta para os que chegam. Um saco destrancar tanto papaiz. Saudades do tempo em que educação não era confundida com autenticidade.
Hoje, se fala o que quer e pedir perdão virou raridade. Ando com saudades de ver no céu pipas não atingidas pelo efeito estufa. Saudades das chuvas sem acidez, que não causavam aridez. Saudades de poder viajar sem medo de homem-bomba,
de ser recebido com pompa em outra nação. Atualmente, reina a desconfiança no coração. Sinto muitas saudades do rubor das faces de minha mãe quando
se falava de sexo totalmente sem nexo. Hoje, ele é tão banal que até eu banalizei.
Acho que a maior saudade que tenho
é a saudade de tudo que acreditei.
Para meus filhos não poderei deixar sequer a esperança. Hoje, já não se nasce criança".

quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Arrependimento do Canalha

Deparei-me estes tempos com alguns pedidos de desculpas, algumas suplicas para que o meu perdão fosse concedido, uma baita argumentação visando, sem meias palavras, o meu engodo novamente.
Mas enfim, o que quero comentar não é sobre isto, mas sim o que eu chamo de “arrependimento do canalha”.
No que consiste?
Consiste na pessoa cometer o erro, às vezes até de propósito (se bem que o erro, algumas vezes pode significar ignorância, mas sempre significa imprudência ou sinal de mal-caratismo), este erro cometido ter por conseqüências alguns problemas graves, e a pessoa se arrepender. Entenderam?
Para que a coisa fique mais clara (eu que não sei explicar direito), exemplos: O imprudente que resolve voltar para casa dirigindo bêbado, causa um acidente grave, chora depois, arrependido por não ter voltado de outra maneira; A namorada que chora arrependida, logo após o namorado ter descoberto uma traição descarada; O adolescente de 16 anos de idade, que engravidou uma menina, lamenta arrependido ter transado sem camisinha; O pai que chora arrependido ter maltratado o filho viciado em drogas durante a sua infância; O estudante repetente e relapso que triste, se arrepende por não ter estudado o semestre inteiro; A menina que, envolvida em um relacionamento falido e maléfico, se arrepende de ter feito tanta besteira para o namorado anterior, etc...
Não só penso, mas acredito mesmo, que desculpas, na maioria das vezes, apenas maquiam os erros humanos, mas que via de regra, não servem como tapa-buracos tão competentes quanto não cometer estes mesmos erros, para não precisar pedir perdão depois. Ou seja, virei adepto do velho e bom “prevenir para não precisar remediar”.
Veja bem, não estou pregando que as desculpas não servem de nada, nem que o perdão não deve ser concedido, muito pelo contrário (se fosse assim eu não seria contra a pena de morte), apenas estou dizendo que é muito melhor não cometer os erros, para depois não precisar passar pela humilhação do arrependimento.
Portanto, você ai que comete atos impensados, pense antes de cometê-los. Tu ai que tem mania de se arriscar fazendo besteiras na balada, podes ter certeza, um dia a casa cai. Bom, daí seca as lagrimas ardilosas de crocodilo, porque depois do ato consumado, não vai adiantar mais nada.
Enfim... você ai que acha que “não vai dar nada”, um dia dá, e não vai adiantar se arrepender.

A merda já vai estar feita...