Frases e palavras simples, que são as que mais ouvimos na rotina urbana. Garanto que todos nós já as escutamos alguma vez na vida, seja de quem for:
- “Será que chove”?
- “Pamonha! Pamonha! Pamonha fresquinha”!
- “Como tá frio hoje”!
- “Aposto que é só uma garoa...”.
- “Ué! Tá chovendo”?
- “Que calor né”?
- “Vem, vem, pode vim, agora, isso, desfaz, desfaz...”!
- “Alô”!
- “Passinho pro fundo do carro ae, por favor”!
- “O que seria”?
- “Que mais pro senhor”?
- “Bom dia, vai para onde”?
- “Que dia que é hoje mesmo”?
- “Não entendi...”.
- “Não tem, acabou”.
- “Onde que tá”?
- “Ai que canseira... to com uma preguiça”!
- “Mas eu não consigo...”.
- “Tem mais é que matar mesmo”!
- “Sejamos realistas...”.
- “Quer um cafezinho”?
- “O senhor nos perdoe, mas o sistema está fora do ar...”.
- “Me caiu os butiá do bolso”!
- “Tu vem sempre aqui”?
- “Sabe onde que é”?
- “Amor da minha vida, minha patente entupida...”.
- “Tem prova hoje”?
- “Me dá uma carona”?
- “Tem fogo”?
- “To fudido e mal pago”!
- “Que cheiro ruim...”.
- “E o teu time, como tá”?
- “Já to atrasado...”
- “Tem uma moedinha ai tio”?
- “Puta que pariu, agora fudeu”!
- “Bah, que gostosa”!
- “Qual o andar”?
- “Quer com alho e pimenta”?
- “Mas será o pé do benedito...”!
- “Mas nem fudendo que eu faço isso...”!
- “Eu não sei como que faz...”.
- “Lá vem o caminhão do gás... gás, da Liquigás...”.
- “Olha o piiiicoooléééé cremôs....”!
- “Ceva, refri e águaaaa...”!
- “Ai como eu to gorda...”.
- “Habilitação e documentos do veículo, por favor...”.
- “Leva um casaquinho...”.
- “O que não mata engorda”.
- “Se for, já foi”!
- “Ai páraaaaa”!
- “Nem te conto o que aconteceu... to com uma saindo do forno...”.
- “Deixa de ser chato guri”!
- “Cedêêêêê! Devedêêêêêê...”!
E a clássica:
- “Compro vale! Vendo vale”!
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Pérolas do Perfil...
Eu nunca havia jogado “Perfil”.
Vocês conhecem?
É um jogo que envolve alguns participantes envolta de um tabuleiro, dicas, adivinhações e muita cultura inútil, aquele tipo de cultura que geralmente quem faz muita palavra cruzada acumula.
Gostei, o jogo é ótimo. To pensando até em comprar um pra mim. Não só porque o jogo em si é divertido, mas também porque as pérolas que saem durante as horas gastas jogando são realmente... pérolas.
Enfim, sexta agora eu cheguei a anotar as que saíram. E aqui vai a lista das mesmas, acompanhadas de seus respectivos autores:
- “O avião e o dirigível foram inventados na década de 60...”. – Paulo, perdido no ar...
- “Célebro algo”. – Marcelo, querendo dizer que algo era celebrado...
- “Autor? Seria o Adriano Suassena?” – Pedrita, querendo falar sobre Ariano Suassuna...
- “Buceta e Camisinha causam danos aos dentes...” – Paulo é óbvio, do nada.
- “Diretor de cinema? Vúzi Allen!” – Pedrita, seria Woody Allen?
- “A União Soviética pertenceu à Rússia...”. – Marcelo, que não sabia patavina do que estava falando.
- “Em 1986 houve uma festa no Coliseu, que destruiu o lugar daquele jeito...”. – Paulo, tentando explicar a deterioração dos monumentos milenares e históricos.
- “O cigarro pode soltar bomba”! – Marcelo, enquanto acendia um Carlton.
- “Água Viva é uma cidade”. – Marcelo, boiando.
- “Napoleão Bonaparte brigou com D. Pedro II”. – Paulo, se perdendo no tempo...
- “Os anos enxergam muito...”. – Paulo, querendo dizer sabe-se lá o que...
- “Luiz Pasteur não fez o ópio...!” – Marcelo, também perdido entre os inventores...
- “As pirâmides do Egito foram construídas sobre ruínas Romanas...”. – Pedrita, mostrando todas as suas noções de geografia...
- “A Emilia do Sitio do Pica Pau Amarelo é uma lição de anatomia”. – Marcelo, sem comentários...
- “Existe uma cidade chamada Morte e Vida Severina! Eu juro”! – Paulo, viajando em direção a este lugar talvez...
- “O integrante mais importante da banda de forró é aquele véinho... aquele... aquele que fica fazendo Nhãm-Nhãm...”. – Paulo, quase um Luis Gonzaga.
- “Os dois maiores times do Rio Grande do Sul são o Internacional e o... o... (fazendo cara de quem não lembra)... o Rio Grande”!. – Marcelo, que é Paulista...
- “Monteiro Lobato era holandês! Eu sei que era”! – Paulo, viajando um pouquinho mais longe...
- “Mandela era filho de imigrantes espanhóis...”. – Pedrita, mostrando que sabe tudo de África do Sul.
- “Lugar que o Papa mora? A Itália claro”! – Pedrita, mostrando que é católica fervorosa...
E para terminar, a melhor de todas:
- “O vento é uma quantidade enorme de ar que se mexe..., portanto, o ar é o vento inerte”. – Alguém, que para própria sorte, não consegui identificar...
Vocês conhecem?
É um jogo que envolve alguns participantes envolta de um tabuleiro, dicas, adivinhações e muita cultura inútil, aquele tipo de cultura que geralmente quem faz muita palavra cruzada acumula.
Gostei, o jogo é ótimo. To pensando até em comprar um pra mim. Não só porque o jogo em si é divertido, mas também porque as pérolas que saem durante as horas gastas jogando são realmente... pérolas.
Enfim, sexta agora eu cheguei a anotar as que saíram. E aqui vai a lista das mesmas, acompanhadas de seus respectivos autores:
- “O avião e o dirigível foram inventados na década de 60...”. – Paulo, perdido no ar...
- “Célebro algo”. – Marcelo, querendo dizer que algo era celebrado...
- “Autor? Seria o Adriano Suassena?” – Pedrita, querendo falar sobre Ariano Suassuna...
- “Buceta e Camisinha causam danos aos dentes...” – Paulo é óbvio, do nada.
- “Diretor de cinema? Vúzi Allen!” – Pedrita, seria Woody Allen?
- “A União Soviética pertenceu à Rússia...”. – Marcelo, que não sabia patavina do que estava falando.
- “Em 1986 houve uma festa no Coliseu, que destruiu o lugar daquele jeito...”. – Paulo, tentando explicar a deterioração dos monumentos milenares e históricos.
- “O cigarro pode soltar bomba”! – Marcelo, enquanto acendia um Carlton.
- “Água Viva é uma cidade”. – Marcelo, boiando.
- “Napoleão Bonaparte brigou com D. Pedro II”. – Paulo, se perdendo no tempo...
- “Os anos enxergam muito...”. – Paulo, querendo dizer sabe-se lá o que...
- “Luiz Pasteur não fez o ópio...!” – Marcelo, também perdido entre os inventores...
- “As pirâmides do Egito foram construídas sobre ruínas Romanas...”. – Pedrita, mostrando todas as suas noções de geografia...
- “A Emilia do Sitio do Pica Pau Amarelo é uma lição de anatomia”. – Marcelo, sem comentários...
- “Existe uma cidade chamada Morte e Vida Severina! Eu juro”! – Paulo, viajando em direção a este lugar talvez...
- “O integrante mais importante da banda de forró é aquele véinho... aquele... aquele que fica fazendo Nhãm-Nhãm...”. – Paulo, quase um Luis Gonzaga.
- “Os dois maiores times do Rio Grande do Sul são o Internacional e o... o... (fazendo cara de quem não lembra)... o Rio Grande”!. – Marcelo, que é Paulista...
- “Monteiro Lobato era holandês! Eu sei que era”! – Paulo, viajando um pouquinho mais longe...
- “Mandela era filho de imigrantes espanhóis...”. – Pedrita, mostrando que sabe tudo de África do Sul.
- “Lugar que o Papa mora? A Itália claro”! – Pedrita, mostrando que é católica fervorosa...
E para terminar, a melhor de todas:
- “O vento é uma quantidade enorme de ar que se mexe..., portanto, o ar é o vento inerte”. – Alguém, que para própria sorte, não consegui identificar...
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Evolução = tranquilidade?
Qual é a sua idade...?
Pergunta básica.
Você sabe...?
É complicado para alguns responderem. Não porque não se sabe a data do nascimento...
O que acontece é que muitos não têm muita noção do que é comemorar aniversário e evoluir...
Digo isso pelo assombro que me causa, ver a grande maioria chegar a idades que na verdade não são suas. Muita gente chegando aos 20 e poucos, 20 e muitos, 30 e poucos... continuando a ser (e a se enxergar) aquele(a) adolescente de sempre...
“Mas isso é natural”, diriam alguns.
Olha, o que sempre respondo é que o natural é evoluir, é crescer, é amadurecer. O natural do ser humano é ir para frente, e não ficar estagnado. O que não é natural é envelhecer e continuar pensando e agindo como se estivesse na puberdade, “a idade onde não se tem responsabilidade”, como diriam os meus familiares...
O meu assombro é que no passado, a falta de evolução era quase exclusividade masculina. Hoje me apavoro, porque as mulheres já nos superaram nisto. Vejo muitas mulheres adultas preocupadas com balada ainda, com bolsa da moda, com a bota que a fulana tem, invejando riqueza, invejando status, invejando carro, invejando até namorado da amiga (não se iludam, é porque o cara é bem vestido, rico e tem carrão, e não porque derrepente é uma santa alma neste mundo... esses não provocam inveja...).
Mas enfim, minha fase de ficar reclamando já passou, mas não por completo. E isto por si só já é sinal de evolução.
O que eu queria relatar é o que já relatei por aqui algumas vezes: como é bom evoluir.
A gente não se preocupa mais com o que era motivo de preocupação no passado, nem ao menos se interessa pelos mesmos assuntos... não se dá o mínimo valor pelos mesmos problemas. O que antes parecia intransponível, hoje é tão difícil quanto abrir lata de cerveja.
Veja bem, não estou falando que EU sou evoluído, estou falando apenas que a evolução necessária para minha condição de adulto chegou, porque eu deixei chegar, e principalmente, porque eu DESEJEI que ela chegasse. Fiz questão de trabalhar arduamente isto dentro de minha cachola. Abrir as portas e janelas para deixar o aprendizado entrar, para que os fantasmas da juventude inexperiente saíssem, e os erros do passado se transformassem em traços positivos, e para que os mesmos servissem para não errar novamente. Vocês não sabem o quanto é bom... os motivos de preocupações que se tinha a alguns anos caem pela metade...
É. É exatamente isto que você está pensando. Quer parar de se preocupar com o carro novo do namorado da fulana, que alias, tem mais dinheiro que o teu? Com a bolsa nova que a mesma fulana comprou? Com a balada aquela na terça-feira, que tu não vais poder ir por qualquer motivo? Bem simples as soluções: Não despreze o namorado que tu tens, procurando outro que tenha mais... deixe de se importar se a fulana tem uma LV que solta as alças, compre uma bolsa que seja linda e ao mesmo tempo de ótima qualidade, mas que custa 60 reais... e tente aprender a gostar de si mesma, a ponto de conseguir estar sozinha... Apenas amadureça... tu vais ver que o sofrimento que a ansiedade e a insatisfação trazem vai passar por completo...
Alias, o que é melhor:
Quando a gente amadurece, geralmente passa a gostar e muito de si próprio, ou seja, passa a se dar mais valor, a gostar de estar sozinho fazendo companhia apenas para si, sem ter que se esforçar em fazer propaganda pessoal, estar o melhor apresentável possível para os outros...
Uma amiga minha respondeu a pergunta inicial, e quase fez um conceito do que é viver realmente como um jovem adulto...:
“Eu tenho a idade que tenho, aproveito ela como é pra ser e com a maturidade necessária, e a cada dia que passo sou uma pessoa melhor, porque tenho a capacidade de aprender um pouco mais...”
Pergunta básica.
Você sabe...?
É complicado para alguns responderem. Não porque não se sabe a data do nascimento...
O que acontece é que muitos não têm muita noção do que é comemorar aniversário e evoluir...
Digo isso pelo assombro que me causa, ver a grande maioria chegar a idades que na verdade não são suas. Muita gente chegando aos 20 e poucos, 20 e muitos, 30 e poucos... continuando a ser (e a se enxergar) aquele(a) adolescente de sempre...
“Mas isso é natural”, diriam alguns.
Olha, o que sempre respondo é que o natural é evoluir, é crescer, é amadurecer. O natural do ser humano é ir para frente, e não ficar estagnado. O que não é natural é envelhecer e continuar pensando e agindo como se estivesse na puberdade, “a idade onde não se tem responsabilidade”, como diriam os meus familiares...
O meu assombro é que no passado, a falta de evolução era quase exclusividade masculina. Hoje me apavoro, porque as mulheres já nos superaram nisto. Vejo muitas mulheres adultas preocupadas com balada ainda, com bolsa da moda, com a bota que a fulana tem, invejando riqueza, invejando status, invejando carro, invejando até namorado da amiga (não se iludam, é porque o cara é bem vestido, rico e tem carrão, e não porque derrepente é uma santa alma neste mundo... esses não provocam inveja...).
Mas enfim, minha fase de ficar reclamando já passou, mas não por completo. E isto por si só já é sinal de evolução.
O que eu queria relatar é o que já relatei por aqui algumas vezes: como é bom evoluir.
A gente não se preocupa mais com o que era motivo de preocupação no passado, nem ao menos se interessa pelos mesmos assuntos... não se dá o mínimo valor pelos mesmos problemas. O que antes parecia intransponível, hoje é tão difícil quanto abrir lata de cerveja.
Veja bem, não estou falando que EU sou evoluído, estou falando apenas que a evolução necessária para minha condição de adulto chegou, porque eu deixei chegar, e principalmente, porque eu DESEJEI que ela chegasse. Fiz questão de trabalhar arduamente isto dentro de minha cachola. Abrir as portas e janelas para deixar o aprendizado entrar, para que os fantasmas da juventude inexperiente saíssem, e os erros do passado se transformassem em traços positivos, e para que os mesmos servissem para não errar novamente. Vocês não sabem o quanto é bom... os motivos de preocupações que se tinha a alguns anos caem pela metade...
É. É exatamente isto que você está pensando. Quer parar de se preocupar com o carro novo do namorado da fulana, que alias, tem mais dinheiro que o teu? Com a bolsa nova que a mesma fulana comprou? Com a balada aquela na terça-feira, que tu não vais poder ir por qualquer motivo? Bem simples as soluções: Não despreze o namorado que tu tens, procurando outro que tenha mais... deixe de se importar se a fulana tem uma LV que solta as alças, compre uma bolsa que seja linda e ao mesmo tempo de ótima qualidade, mas que custa 60 reais... e tente aprender a gostar de si mesma, a ponto de conseguir estar sozinha... Apenas amadureça... tu vais ver que o sofrimento que a ansiedade e a insatisfação trazem vai passar por completo...
Alias, o que é melhor:
Quando a gente amadurece, geralmente passa a gostar e muito de si próprio, ou seja, passa a se dar mais valor, a gostar de estar sozinho fazendo companhia apenas para si, sem ter que se esforçar em fazer propaganda pessoal, estar o melhor apresentável possível para os outros...
Uma amiga minha respondeu a pergunta inicial, e quase fez um conceito do que é viver realmente como um jovem adulto...:
“Eu tenho a idade que tenho, aproveito ela como é pra ser e com a maturidade necessária, e a cada dia que passo sou uma pessoa melhor, porque tenho a capacidade de aprender um pouco mais...”
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Trapézio dolorido...
Estes dias estava malhando, e comecei a prestar atenção nas musicas que estavam tocando no aparelho da academia, enquanto fazia exercícios para trabalhar o trapézio.
Estava tocando uma música do Justin Timberlake (Eca...!), que se chama “What goes around... comes around...”, confesso que fiquei pensando sobre o título desta música... e constatando que o mesmo traduz uma verdade. Tudo o que vai volta. A gente planta o que colhe.
Mas vamos por esta questão em julgamento, até para comprovar esta sentença, e para que isto aconteça, temos que buscar evidências. As mesmas a gente encontra apenas analisando o cotidiano das pessoas, e como as suas vidas seguiram adiante.
Vou pegar alguns exemplos próximos.
Conheço alguém que sempre procurou ser uma pessoa correta, sempre ajudou a quem lhe pedia, mesmo que depois se sentisse um pouco mal pela ingratidão dos ajudados.
Esta pessoa gostava de ser assim, de ser boa, de ser agradável, de ser prestativa. Não via mal nenhum nisso, muito pelo contrário, achava que a humildade exagerada não era um defeito, mas sim uma virtude, pois em geral, as pessoas humildes são adoradas.
Até um limite.
A tendência sempre é a ingratidão e o desrespeito. E foi exatamente isto que aconteceu.
Lembro-me desta pessoa chorando compulsivamente, sentindo-se violentada, tamanho o abuso que sofreu nas mãos de pessoas de má índole. E o pior, crendo piamente que era um fracasso como ser humano...
Mas como canta o cabelinho de miojo, “ex N-SINC”, tudo o que vai, volta.
A bondade vai, e volta duplicada.
Hoje em dia, esta pessoa bondosa está perfeitamente feliz, amando e sendo amada, super bem financeiramente, colhendo os frutos de uma dedicação sem igual à honestidade e ao respeito com o próximo. Achou alguém que dê o verdadeiro valor a isto, e quem sabe dar valor tem sorte, pois os ganhos de se estar ao lado de alguém assim são infinitos. Aprendeu que o exagero não faz bem em nenhuma instância, e principalmente, aprendeu que à medida que os problemas vão sendo superados, o ser humano passa a gostar-se muito mais. Desde que pare de se auto-sabotar.
Hoje em dia está tão em paz consigo mesma, a pessoa, que chega até a se perdoar pela ingenuidade do passado. Sabendo que hoje em dia, saberia se proteger muito melhor.
Mas sempre há a contrapartida: da mesma maneira que disse que a bondade vai, e depois volta duplicada, a maldade também. Ao contrário da justiça usualmente vista no Jornal Nacional, ela tarda, mas não falha.
Os(as) algozes desta pessoa, que tanto a tripudiaram, tanto a menosprezaram, hoje em dia colhem os louros por tanto mal-caratísmo.
São pessoas que não encontram felicidade em nenhum aspecto da vida atual, pelo contrário, elas têm saudades do passado onde tinham a quem sugar e abusar. A desunião geralmente toma conta de indivíduos assim, cada um vai para seu lado, pois todos são errados, e todos sofrem com os seus próprios erros e com os dos outros também. Nada do que fazem dá certo, nada do que dá errado é válido nem para o aprendizado, apenas para o prazer do martírio-próprio. E é isso que é o mais estranho...
Geralmente quem semeia a maldade e depois a colhe em dobro, acaba gostando de ser (ou se fazer) vítima perante os outros, como se assim justificassem seus erros.
Impossível. Geralmente ninguém acredita nestas performances dignas de filme chinês de luta que passa na BAND. E o pior é que vira vício... se fazem de coitadas para passarem bem, e fazem isso como se não conseguissem ser diferentes. Mas mal sabem que quando são notadas (isso quando são, porque geralmente estas pessoas são insignificantes aos outros, não são nem ao menos percebidas), são desprezadas como seres dignos de pena.
Mas enfim, tudo o que vai volta, em dobro. Com a felicidade é assim, e infelizmente (felizmente em alguns casos onde se merece punição, bem feito), a infelicidade também é.
Mas para minha infelicidade, fiquei prestando atenção na música enquanto malhava, e me esqueci do que estava fazendo.
Meu trapézio ta lindo, super inchadão...
Agora me pergunta se não tá doendo...
Estava tocando uma música do Justin Timberlake (Eca...!), que se chama “What goes around... comes around...”, confesso que fiquei pensando sobre o título desta música... e constatando que o mesmo traduz uma verdade. Tudo o que vai volta. A gente planta o que colhe.
Mas vamos por esta questão em julgamento, até para comprovar esta sentença, e para que isto aconteça, temos que buscar evidências. As mesmas a gente encontra apenas analisando o cotidiano das pessoas, e como as suas vidas seguiram adiante.
Vou pegar alguns exemplos próximos.
Conheço alguém que sempre procurou ser uma pessoa correta, sempre ajudou a quem lhe pedia, mesmo que depois se sentisse um pouco mal pela ingratidão dos ajudados.
Esta pessoa gostava de ser assim, de ser boa, de ser agradável, de ser prestativa. Não via mal nenhum nisso, muito pelo contrário, achava que a humildade exagerada não era um defeito, mas sim uma virtude, pois em geral, as pessoas humildes são adoradas.
Até um limite.
A tendência sempre é a ingratidão e o desrespeito. E foi exatamente isto que aconteceu.
Lembro-me desta pessoa chorando compulsivamente, sentindo-se violentada, tamanho o abuso que sofreu nas mãos de pessoas de má índole. E o pior, crendo piamente que era um fracasso como ser humano...
Mas como canta o cabelinho de miojo, “ex N-SINC”, tudo o que vai, volta.
A bondade vai, e volta duplicada.
Hoje em dia, esta pessoa bondosa está perfeitamente feliz, amando e sendo amada, super bem financeiramente, colhendo os frutos de uma dedicação sem igual à honestidade e ao respeito com o próximo. Achou alguém que dê o verdadeiro valor a isto, e quem sabe dar valor tem sorte, pois os ganhos de se estar ao lado de alguém assim são infinitos. Aprendeu que o exagero não faz bem em nenhuma instância, e principalmente, aprendeu que à medida que os problemas vão sendo superados, o ser humano passa a gostar-se muito mais. Desde que pare de se auto-sabotar.
Hoje em dia está tão em paz consigo mesma, a pessoa, que chega até a se perdoar pela ingenuidade do passado. Sabendo que hoje em dia, saberia se proteger muito melhor.
Mas sempre há a contrapartida: da mesma maneira que disse que a bondade vai, e depois volta duplicada, a maldade também. Ao contrário da justiça usualmente vista no Jornal Nacional, ela tarda, mas não falha.
Os(as) algozes desta pessoa, que tanto a tripudiaram, tanto a menosprezaram, hoje em dia colhem os louros por tanto mal-caratísmo.
São pessoas que não encontram felicidade em nenhum aspecto da vida atual, pelo contrário, elas têm saudades do passado onde tinham a quem sugar e abusar. A desunião geralmente toma conta de indivíduos assim, cada um vai para seu lado, pois todos são errados, e todos sofrem com os seus próprios erros e com os dos outros também. Nada do que fazem dá certo, nada do que dá errado é válido nem para o aprendizado, apenas para o prazer do martírio-próprio. E é isso que é o mais estranho...
Geralmente quem semeia a maldade e depois a colhe em dobro, acaba gostando de ser (ou se fazer) vítima perante os outros, como se assim justificassem seus erros.
Impossível. Geralmente ninguém acredita nestas performances dignas de filme chinês de luta que passa na BAND. E o pior é que vira vício... se fazem de coitadas para passarem bem, e fazem isso como se não conseguissem ser diferentes. Mas mal sabem que quando são notadas (isso quando são, porque geralmente estas pessoas são insignificantes aos outros, não são nem ao menos percebidas), são desprezadas como seres dignos de pena.
Mas enfim, tudo o que vai volta, em dobro. Com a felicidade é assim, e infelizmente (felizmente em alguns casos onde se merece punição, bem feito), a infelicidade também é.
Mas para minha infelicidade, fiquei prestando atenção na música enquanto malhava, e me esqueci do que estava fazendo.
Meu trapézio ta lindo, super inchadão...
Agora me pergunta se não tá doendo...
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Aperto de mãos
Outra dúvida cruel, e de resposta extremamente útil, que surgiu em um momento de total ócio:
Porque apertamos as mãos dos outros?
É. Porque apertamos as mãos das pessoas para cumprimentá-las, para fechar um negócio, celebrar um acordo formal, ou o que seja? O que significa isto?
O aperto de mão, além de uma forma de cumprimento, é um gesto social que expressa algum tipo de sentimento positivo, seja de amizade, afinidade, ou confiança. Faz parte da tal linguagem corporal.
Pra que serve: Esta é a melhor modalidade de cumprimento quando se está conhecendo alguém pela primeira vez, ou até entre pessoas que não tem intimidade para trocar beijos no rosto. Para despedidas frias também serve...
Se pensares bem: qual é o nexo do aperto de mão? Não poderia ser outra coisa? Como um esfregar de cotovelos, por exemplo? Ou uma bica nas canelas? Quem sabe uma cheirada no cangote?
No Tibet, por exemplo, indivíduos de tribos diferentes mostram-se as respectivas línguas ao se cumprimentarem. No Japão, além da reverência tão tradicional aquela, onde as pessoas abaixam o corpo, tapinha nas costas ao se cumprimentar alguém representa um insulto. E os Russos? Além dos tão célebres beijinhos no rosto entre os homens, há aqueles que trocam selinhos quando não se vêem há tempos...
Sério gente, vocês já pensaram sobre o assunto? O porquê do aperto de mão?
A resposta é até lógica: O aperto de mão é uma convenção dos tempos antigos (Idade Média) que significa “vim em paz”, é feito sempre com a mão direita para mostrar que ela está vazia, pois na mesma antiguidade, era a mão direita que sacava a arma, seja a espada, seja qualquer outra coisa usada para ferir o outro.
Portanto, o ato de segurar a mão era uma segurança de que o outro não estava armado, ou uma demonstração prévia de que não se queria atacar ninguém.
Podemos entender que na origem, era um símbolo de lealdade e ausência de más intenções. Hoje não quer dizer muita coisa, apenas uma forma de cortesia. Não significa quase nada, nem símbolo de entendimento mutuo é mais.
Alias, dizem que o aperto de mão já é uma versão simplificada de outro cumprimento que existia na época: o “meio-abraço”, que era o ato de apertar e depois segurar o braço do outro, com as duas mãos. Como se fosse segurar a pessoa, para que ela não sacasse nada escondido.
Já pensou se o sujeito fosse neurótico? O que ele faria? Iria querer passar a mão na cintura do outro...
Depois o meio-abraço foi ficando mais simples claro, apenas uma mão estendida e apertada. Hoje em dia existe a simplificação do aperto também, que é o aceno. Pensaste bem? O que fazemos quando acenamos para alguém na rua? Mostramos nossa mão direita livre de qualquer coisa. Pois é, o significado disto pode ser “não seguro arma nenhuma, para ti eu desejo paz!”
Eu sempre procuro apertar a mão das pessoas de maneira firme, nunca frouxo. O aperto de mão, assim como qualquer outra linguagem corporal, transmite impressões múltiplas sobre nós mesmos. Mas sempre tomo cuidado. A intenção é fazer com que a pessoa sinta a minha presença segura, e não com que fique se retorcendo de dor, e também não gosto de chacoalhar até o ombro quando faço isto, acho estranho...
A linguagem corporal é a extensão de nossos pensamentos, idéias, sentimentos e até de nossa sensualidade. Sua função é permitir que as pessoas entendam até os mais íntimos sentidos, inclusive aqueles que nunca deveriam ser demonstrados. Claro que linguagem não tem necessariamente que tomar forma de palavras, sejam faladas ou escritas.
Por vezes, isto a que me refiro é tão importante a ponto de atrair ou até afastar as pessoas de nós, simplesmente pela mensagem que estamos passando através de nossa postura, nosso modo de andar, nosso olhar e expressão. Pense novamente: quantas vezes percebemos falta de sinceridade nas palavras das pessoas, porque a sua mensagem corporal está desconexa?
Só acho uma coisa: bem que ao invés do aperto de mão, os brasileiros poderiam ter adotado uma bolinada na bunda como cumprimento...
Porque apertamos as mãos dos outros?
É. Porque apertamos as mãos das pessoas para cumprimentá-las, para fechar um negócio, celebrar um acordo formal, ou o que seja? O que significa isto?
O aperto de mão, além de uma forma de cumprimento, é um gesto social que expressa algum tipo de sentimento positivo, seja de amizade, afinidade, ou confiança. Faz parte da tal linguagem corporal.
Pra que serve: Esta é a melhor modalidade de cumprimento quando se está conhecendo alguém pela primeira vez, ou até entre pessoas que não tem intimidade para trocar beijos no rosto. Para despedidas frias também serve...
Se pensares bem: qual é o nexo do aperto de mão? Não poderia ser outra coisa? Como um esfregar de cotovelos, por exemplo? Ou uma bica nas canelas? Quem sabe uma cheirada no cangote?
No Tibet, por exemplo, indivíduos de tribos diferentes mostram-se as respectivas línguas ao se cumprimentarem. No Japão, além da reverência tão tradicional aquela, onde as pessoas abaixam o corpo, tapinha nas costas ao se cumprimentar alguém representa um insulto. E os Russos? Além dos tão célebres beijinhos no rosto entre os homens, há aqueles que trocam selinhos quando não se vêem há tempos...
Sério gente, vocês já pensaram sobre o assunto? O porquê do aperto de mão?
A resposta é até lógica: O aperto de mão é uma convenção dos tempos antigos (Idade Média) que significa “vim em paz”, é feito sempre com a mão direita para mostrar que ela está vazia, pois na mesma antiguidade, era a mão direita que sacava a arma, seja a espada, seja qualquer outra coisa usada para ferir o outro.
Portanto, o ato de segurar a mão era uma segurança de que o outro não estava armado, ou uma demonstração prévia de que não se queria atacar ninguém.
Podemos entender que na origem, era um símbolo de lealdade e ausência de más intenções. Hoje não quer dizer muita coisa, apenas uma forma de cortesia. Não significa quase nada, nem símbolo de entendimento mutuo é mais.
Alias, dizem que o aperto de mão já é uma versão simplificada de outro cumprimento que existia na época: o “meio-abraço”, que era o ato de apertar e depois segurar o braço do outro, com as duas mãos. Como se fosse segurar a pessoa, para que ela não sacasse nada escondido.
Já pensou se o sujeito fosse neurótico? O que ele faria? Iria querer passar a mão na cintura do outro...
Depois o meio-abraço foi ficando mais simples claro, apenas uma mão estendida e apertada. Hoje em dia existe a simplificação do aperto também, que é o aceno. Pensaste bem? O que fazemos quando acenamos para alguém na rua? Mostramos nossa mão direita livre de qualquer coisa. Pois é, o significado disto pode ser “não seguro arma nenhuma, para ti eu desejo paz!”
Eu sempre procuro apertar a mão das pessoas de maneira firme, nunca frouxo. O aperto de mão, assim como qualquer outra linguagem corporal, transmite impressões múltiplas sobre nós mesmos. Mas sempre tomo cuidado. A intenção é fazer com que a pessoa sinta a minha presença segura, e não com que fique se retorcendo de dor, e também não gosto de chacoalhar até o ombro quando faço isto, acho estranho...
A linguagem corporal é a extensão de nossos pensamentos, idéias, sentimentos e até de nossa sensualidade. Sua função é permitir que as pessoas entendam até os mais íntimos sentidos, inclusive aqueles que nunca deveriam ser demonstrados. Claro que linguagem não tem necessariamente que tomar forma de palavras, sejam faladas ou escritas.
Por vezes, isto a que me refiro é tão importante a ponto de atrair ou até afastar as pessoas de nós, simplesmente pela mensagem que estamos passando através de nossa postura, nosso modo de andar, nosso olhar e expressão. Pense novamente: quantas vezes percebemos falta de sinceridade nas palavras das pessoas, porque a sua mensagem corporal está desconexa?
Só acho uma coisa: bem que ao invés do aperto de mão, os brasileiros poderiam ter adotado uma bolinada na bunda como cumprimento...
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Mosquitos malditos...
Muitas pessoas me deram o mesmo conselho: pare apenas de apontar curiosidades e problemas do ser humano, mas comece também a apontar soluções.
Ok... farei isto...
Estava eu esta noite, moído demais em decorrência do dia e principalmente da noite cansativa, quando finalmente resolvi me deitar para dormir (quem me conhece sabe que isto geralmente acontece muito tarde...).
Não faço a mínima idéia de que altura era quando, comecei a sonhar que estava vendo motos passarem. Mas não eram motos comuns, eram RD’s. Eram Yamahas RD 135 cc. Aquelas que todos nós sabemos: tem o som mais irritante que a voz das meninas do Rebelde.
Mas enfim, o engraçado deste sonho era que eu me encontrava parado no meio da rua, e uma infinidade de RD’s passavam zunindo por mim, nos dois sentidos. Como se eu fosse um poste central numa avenida, e a cada 30 segundos a moto mais barulhenta que existe me tirasse um fininho.
Acho que sou meio consciente enquanto estou dormindo/sonhando, me lembro de ficar tentando pegar as motos, como se parado e apenas com uma das mãos, eu conseguisse que elas parassem de me incomodar com aquele barulho irritante.
Foi quando, num rompante de susto, acordei e me dei conta do que acontecia:
Estava dormindo em minha cama, e o barulho que tanto me irritava, aquele zunido que passava em meus dois ouvidos, eram mosquitos...
Tem coisa mais irritante do que estes mosquitos noturnos?
Em decorrência desta desagradável experiência durante a noite, e depois de muitos tapas desferidos em minha próprias orelhas, pela manhã resolvi pesquisar sobre o assunto.
Porque os mosquitos resolvem incomodar justamente nos meus ouvidos?
Juro que sempre me perguntei sobre este assunto, mas nunca busquei resposta.
Durante minhas pesquisas, me deparei com duas explicações, uma delas até plausível, a outra um tanto quanto improvável.
A primeira diz que, tal qual como um vampiro, o mosquito procura se alimentar de sangue humano quase sempre durante a noite, e para isto, já que na escuridão ele não enxerga absolutamente nada, busca se guiar pelo calor e pelo gás carbônico que espiramos durante a respiração. Isto claro não se aplica só a nós, pobres humanos, mas também aos mais diversos animais, como gatos, cães e até pássaros. Já pensaste em pássaros sendo picados durante a noite?
Já que se guia pelo gás carbônico, fica incomodando claro, sempre envolta de nossas cabeças, e pica no primeiro lugar descoberto que achar, seja no pé, seja no pescoço.
A segunda teoria explica que o mesmo tenta sempre se certificar que a vítima esteja realmente dormindo enquanto ele ataca, por isto fica rondando nossa cabeça durante um período considerável. Sinceramente... nesta eu não acredito. Sem preconceitos com os pobres mosquitinhos, mas tenho certeza que os pequenos voadores não têm tanta inteligência assim. Até eu (tudo bem, não sou tão inteligente assim, mas não chego a ser um mosquito de burrice...) já tentei ficar percebendo se as pessoas estão dormindo ou não, e com toda certeza, já errei muitas vezes...
Solução que proponho ao problema dos mosquitos noturnos: Pare de respirar, ou no segundo caso, mantenha-se acordado...
Ok... farei isto...
Estava eu esta noite, moído demais em decorrência do dia e principalmente da noite cansativa, quando finalmente resolvi me deitar para dormir (quem me conhece sabe que isto geralmente acontece muito tarde...).
Não faço a mínima idéia de que altura era quando, comecei a sonhar que estava vendo motos passarem. Mas não eram motos comuns, eram RD’s. Eram Yamahas RD 135 cc. Aquelas que todos nós sabemos: tem o som mais irritante que a voz das meninas do Rebelde.
Mas enfim, o engraçado deste sonho era que eu me encontrava parado no meio da rua, e uma infinidade de RD’s passavam zunindo por mim, nos dois sentidos. Como se eu fosse um poste central numa avenida, e a cada 30 segundos a moto mais barulhenta que existe me tirasse um fininho.
Acho que sou meio consciente enquanto estou dormindo/sonhando, me lembro de ficar tentando pegar as motos, como se parado e apenas com uma das mãos, eu conseguisse que elas parassem de me incomodar com aquele barulho irritante.
Foi quando, num rompante de susto, acordei e me dei conta do que acontecia:
Estava dormindo em minha cama, e o barulho que tanto me irritava, aquele zunido que passava em meus dois ouvidos, eram mosquitos...
Tem coisa mais irritante do que estes mosquitos noturnos?
Em decorrência desta desagradável experiência durante a noite, e depois de muitos tapas desferidos em minha próprias orelhas, pela manhã resolvi pesquisar sobre o assunto.
Porque os mosquitos resolvem incomodar justamente nos meus ouvidos?
Juro que sempre me perguntei sobre este assunto, mas nunca busquei resposta.
Durante minhas pesquisas, me deparei com duas explicações, uma delas até plausível, a outra um tanto quanto improvável.
A primeira diz que, tal qual como um vampiro, o mosquito procura se alimentar de sangue humano quase sempre durante a noite, e para isto, já que na escuridão ele não enxerga absolutamente nada, busca se guiar pelo calor e pelo gás carbônico que espiramos durante a respiração. Isto claro não se aplica só a nós, pobres humanos, mas também aos mais diversos animais, como gatos, cães e até pássaros. Já pensaste em pássaros sendo picados durante a noite?
Já que se guia pelo gás carbônico, fica incomodando claro, sempre envolta de nossas cabeças, e pica no primeiro lugar descoberto que achar, seja no pé, seja no pescoço.
A segunda teoria explica que o mesmo tenta sempre se certificar que a vítima esteja realmente dormindo enquanto ele ataca, por isto fica rondando nossa cabeça durante um período considerável. Sinceramente... nesta eu não acredito. Sem preconceitos com os pobres mosquitinhos, mas tenho certeza que os pequenos voadores não têm tanta inteligência assim. Até eu (tudo bem, não sou tão inteligente assim, mas não chego a ser um mosquito de burrice...) já tentei ficar percebendo se as pessoas estão dormindo ou não, e com toda certeza, já errei muitas vezes...
Solução que proponho ao problema dos mosquitos noturnos: Pare de respirar, ou no segundo caso, mantenha-se acordado...
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Princípios
06:45 da manhã:
Estava estudando, tenho prova de Direito Penal hoje a noite. E me deparei com um conceito que define muita coisa fora da matéria penal. Na vida mesmo.
Cada um que ler isso terá uma interpretação diferente para a frase, mas é bem por isso que vale.
Aqui está:
“Princípios tem maior valor que regras, pois os mesmo valem para sempre, regras apenas vigem. E ambos em conjunto constituem a norma.”
Meu entendimento:
Sempre pensei que o que tinha como regra era o que valia. Era o que determinava tudo. Agora vejo que há uma diferença muito grande entre as minhas regras e os princípios que me foram passados pela minha família.
Num rompante percebi o que realmente vale. O que realmente faz sentido e o que tem nexo. As minhas regras são temporárias, apenas são vigentes temporariamente, o que eu respeito hoje posso não respeitar amanha, e era isto que não entendia, o porquê que as mesmas de tempos em tempos mudavam. São os meus princípios que nunca mudam, o que meu pai me ensinou a muito custo. A razão de ser correto, integro e honesto, são coisas que jamais vão se acabar ou se transformar.
Princípios podem ser deixados de lado em troca das regras, mas a partir do momento que estas regras não vigem mais, os princípios voltam à tona.
O que se tem de tomar cuidado são as normas constituídas por nós mesmos, as nossas crenças pessoais. De acordo com o conceito, os princípios somados as regras constituem as normas, mas qualquer um deles pode estar errado, não? Eles garantem um caminho melhor, mais lisinho e bem recapado, bom de rodar? Por isso que no final de tudo, temos que fazer a prova real do que representa uma melhora...
Otimizar sentimentos, garantir que os atos praticados trazem mais benefícios do que malefícios, colocar tudo em julgamento e ver o que realmente vale a pena, e no final, aperfeiçoar a maneira que enxergamos o que está a nossa volta, de modo que os problemas já não são mais os mesmos, os sofrimentos não serão mais os mesmos, e a vida consequentemente, andará de maneira diferente (para frente).
Faz parte do crescimento, do amadurecimento, da ingenuidade sendo gradualmente perdida.
Digo e repito: Princípios são o que valem. Algumas pessoas os chamam de valores. Não interessa como você acha que deva ser chamado, o que interessa é que é importante te-los muito claros na cachola. Se por um acaso, o sofrimento não passa, os problemas pipocam e as sarnas pra se coçar se multiplicam mais do que em cachorro que vive envolta do CTG, cogite estes valores sempre quando fores buscar soluções.
Mesmo que tu tenhas a certeza de que a tua família não cumpriu com o papel de primeiros professores há que são destinados a partir do momento do teu nascimento, todos nós tivemos em algum momento da vida alguém (qualquer pessoa) que nos disse coisas, que nos ensinou algo, que tentou nos programar princípios, puxe pela memória, tenho certeza de que há ou houve alguém que em algum momento te disse que na vida sempre há um outro caminho.
Tudo tem solução. Nada é perfeito. Temos que procurar fazer o correto.
Temos que nos basear nos princípios. Temos que procurar fazer diferente...
Estava estudando, tenho prova de Direito Penal hoje a noite. E me deparei com um conceito que define muita coisa fora da matéria penal. Na vida mesmo.
Cada um que ler isso terá uma interpretação diferente para a frase, mas é bem por isso que vale.
Aqui está:
“Princípios tem maior valor que regras, pois os mesmo valem para sempre, regras apenas vigem. E ambos em conjunto constituem a norma.”
Meu entendimento:
Sempre pensei que o que tinha como regra era o que valia. Era o que determinava tudo. Agora vejo que há uma diferença muito grande entre as minhas regras e os princípios que me foram passados pela minha família.
Num rompante percebi o que realmente vale. O que realmente faz sentido e o que tem nexo. As minhas regras são temporárias, apenas são vigentes temporariamente, o que eu respeito hoje posso não respeitar amanha, e era isto que não entendia, o porquê que as mesmas de tempos em tempos mudavam. São os meus princípios que nunca mudam, o que meu pai me ensinou a muito custo. A razão de ser correto, integro e honesto, são coisas que jamais vão se acabar ou se transformar.
Princípios podem ser deixados de lado em troca das regras, mas a partir do momento que estas regras não vigem mais, os princípios voltam à tona.
O que se tem de tomar cuidado são as normas constituídas por nós mesmos, as nossas crenças pessoais. De acordo com o conceito, os princípios somados as regras constituem as normas, mas qualquer um deles pode estar errado, não? Eles garantem um caminho melhor, mais lisinho e bem recapado, bom de rodar? Por isso que no final de tudo, temos que fazer a prova real do que representa uma melhora...
Otimizar sentimentos, garantir que os atos praticados trazem mais benefícios do que malefícios, colocar tudo em julgamento e ver o que realmente vale a pena, e no final, aperfeiçoar a maneira que enxergamos o que está a nossa volta, de modo que os problemas já não são mais os mesmos, os sofrimentos não serão mais os mesmos, e a vida consequentemente, andará de maneira diferente (para frente).
Faz parte do crescimento, do amadurecimento, da ingenuidade sendo gradualmente perdida.
Digo e repito: Princípios são o que valem. Algumas pessoas os chamam de valores. Não interessa como você acha que deva ser chamado, o que interessa é que é importante te-los muito claros na cachola. Se por um acaso, o sofrimento não passa, os problemas pipocam e as sarnas pra se coçar se multiplicam mais do que em cachorro que vive envolta do CTG, cogite estes valores sempre quando fores buscar soluções.
Mesmo que tu tenhas a certeza de que a tua família não cumpriu com o papel de primeiros professores há que são destinados a partir do momento do teu nascimento, todos nós tivemos em algum momento da vida alguém (qualquer pessoa) que nos disse coisas, que nos ensinou algo, que tentou nos programar princípios, puxe pela memória, tenho certeza de que há ou houve alguém que em algum momento te disse que na vida sempre há um outro caminho.
Tudo tem solução. Nada é perfeito. Temos que procurar fazer o correto.
Temos que nos basear nos princípios. Temos que procurar fazer diferente...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Fim do tunel...
domingo, 23 de setembro de 2007
Domingo a tarde...
Eu estava pensando agora sobre um termo que escutei esta semana, os chamados “Pensamentos linkados”.
Nunca havia pensado nisto. Que um pensamento está ligado a outro. Constatação básica não? Uma coisa leva a outra, e a outra leva a seguinte, e a seguinte leva a uma novamente, e assim vai.
Por exemplo: estou escrevendo neste momento sentado no sofá, com a televisão sintonizada no jogo do Inter a minha esquerda (Enxuta ligada neste momento...), e a minha frente as janelas da sacada do apartamento que fica no 9º andar, onde eu posso ver as nuvens carregadas passando quase na mesma altura. O dia está muito cinzento, as nuvens encobrem a partir das quadras vizinhas, e olha que daqui eu consigo ver, em dias bonitos, os morros de Estância Velha e todos os contornos do Vale. Este dia cinzento automaticamente me fez lembrar os dias tristes e carregados que outrora eram tão comuns, mas que hoje não ocorrem mais, e o melhor, à medida que o tempo passa, ficam cada vez mais distantes e improváveis de acontecerem.
O Fernandão não joga mais nada mesmo. Que bom.
Mas enfim, o dia cinzento me lembrou também a letra da música “Pense-Dance”, do Barão, que por sua vez me lembrou a falta que o Rock nacional verdadeiro me faz. Lembrei-me das épocas em que escutava estas musicas sem parar, da falta de responsabilidade, da tranqüilidade de tardes inteiras sem fazer muita coisa, do RBS notícias, do Jornal Nacional e de quem seria a Próxima Vítima da novela das oito. Recordo-me do uniforme do colégio, que mais parecia as roupas que os Smurfs usavam, e do saco que era acordar todos os dias as 6:15 para ir estudar. Lembro-me do finado Josué, o melhor professor que tive nesta vida, das gurias minhas colegas (todas elas), da significância que as amizades tiveram nesta época...
Não sei porque pensei agora que não me lembro de abelhas em dias de chuva, deve ser porque onde morava nestes tempos, tinha um vizinho apiador que insistia em cuidar de suas caixas de abelhas diariamente... inclusive em dias de chuva. Mas que felizmente enquanto a água caísse elas quase não atacavam os vizinhos próximos.
Abelha é um bicho estranho mesmo. Trabalha, trabalha e trabalha, deixa a procriação da espécie nas mãos de uma representante que mata os machos após a cópula. Que horror.
Acabei de ver um Quero-Quero voando na chuva, lá na praia tem um monte, até porque ainda existem por lá grandes áreas descampadas, onde não só esta ave habita, mas quase todos os tipos que ainda sonhamos em ver nas grandes cidades: corujas, canários e pica-paus. E tantos outros que damos Graças por não vê-los: escorpiões, cobras, lagartos e insetos de todas as espécies.
Gol do Gil pro Inter. A enxuta ligada ainda não está funcionando.
Recordei do Raul Gil. Que programa terrível, que coisa medonha. Não estou sendo maldoso e falando dos “novos talentos” que o velho homem insiste em querer explorar, mas sim da falta de graça que vejo em meninas de 12 anos cantando Amado Baptista. Há algum nexo nisto? Garanto que esta menina, se não fosse um dos “novos talentos”, estaria nestas horas escutando RBD e dançando algum funk qualquer com uma priminha. Ou seja, não é o indicado, mas é o natural que se aconteça.
A mãe me ofereceu café, eu não quero.
Recordei-me da vida ótima que tenho hoje, do quanto gosto de quem gosta de mim. Dos sonhos estranhos que tive a noite e da viajem de final de ano recém organizada. Que bom que terei, além da minha família, que continua sendo ótima, companhia também da minha menina linda... que tanto me faz bem e me traz felicidade.
Que droga...
O Fernandão acabou de fazer um gol. E eu queimei minha língua...
Obs.: A enxuta finalmente funcionou... O Atlético empatou... só precisou dos três minutos entre a revisão e a publicação...
Nunca havia pensado nisto. Que um pensamento está ligado a outro. Constatação básica não? Uma coisa leva a outra, e a outra leva a seguinte, e a seguinte leva a uma novamente, e assim vai.
Por exemplo: estou escrevendo neste momento sentado no sofá, com a televisão sintonizada no jogo do Inter a minha esquerda (Enxuta ligada neste momento...), e a minha frente as janelas da sacada do apartamento que fica no 9º andar, onde eu posso ver as nuvens carregadas passando quase na mesma altura. O dia está muito cinzento, as nuvens encobrem a partir das quadras vizinhas, e olha que daqui eu consigo ver, em dias bonitos, os morros de Estância Velha e todos os contornos do Vale. Este dia cinzento automaticamente me fez lembrar os dias tristes e carregados que outrora eram tão comuns, mas que hoje não ocorrem mais, e o melhor, à medida que o tempo passa, ficam cada vez mais distantes e improváveis de acontecerem.
O Fernandão não joga mais nada mesmo. Que bom.
Mas enfim, o dia cinzento me lembrou também a letra da música “Pense-Dance”, do Barão, que por sua vez me lembrou a falta que o Rock nacional verdadeiro me faz. Lembrei-me das épocas em que escutava estas musicas sem parar, da falta de responsabilidade, da tranqüilidade de tardes inteiras sem fazer muita coisa, do RBS notícias, do Jornal Nacional e de quem seria a Próxima Vítima da novela das oito. Recordo-me do uniforme do colégio, que mais parecia as roupas que os Smurfs usavam, e do saco que era acordar todos os dias as 6:15 para ir estudar. Lembro-me do finado Josué, o melhor professor que tive nesta vida, das gurias minhas colegas (todas elas), da significância que as amizades tiveram nesta época...
Não sei porque pensei agora que não me lembro de abelhas em dias de chuva, deve ser porque onde morava nestes tempos, tinha um vizinho apiador que insistia em cuidar de suas caixas de abelhas diariamente... inclusive em dias de chuva. Mas que felizmente enquanto a água caísse elas quase não atacavam os vizinhos próximos.
Abelha é um bicho estranho mesmo. Trabalha, trabalha e trabalha, deixa a procriação da espécie nas mãos de uma representante que mata os machos após a cópula. Que horror.
Acabei de ver um Quero-Quero voando na chuva, lá na praia tem um monte, até porque ainda existem por lá grandes áreas descampadas, onde não só esta ave habita, mas quase todos os tipos que ainda sonhamos em ver nas grandes cidades: corujas, canários e pica-paus. E tantos outros que damos Graças por não vê-los: escorpiões, cobras, lagartos e insetos de todas as espécies.
Gol do Gil pro Inter. A enxuta ligada ainda não está funcionando.
Recordei do Raul Gil. Que programa terrível, que coisa medonha. Não estou sendo maldoso e falando dos “novos talentos” que o velho homem insiste em querer explorar, mas sim da falta de graça que vejo em meninas de 12 anos cantando Amado Baptista. Há algum nexo nisto? Garanto que esta menina, se não fosse um dos “novos talentos”, estaria nestas horas escutando RBD e dançando algum funk qualquer com uma priminha. Ou seja, não é o indicado, mas é o natural que se aconteça.
A mãe me ofereceu café, eu não quero.
Recordei-me da vida ótima que tenho hoje, do quanto gosto de quem gosta de mim. Dos sonhos estranhos que tive a noite e da viajem de final de ano recém organizada. Que bom que terei, além da minha família, que continua sendo ótima, companhia também da minha menina linda... que tanto me faz bem e me traz felicidade.
Que droga...
O Fernandão acabou de fazer um gol. E eu queimei minha língua...
Obs.: A enxuta finalmente funcionou... O Atlético empatou... só precisou dos três minutos entre a revisão e a publicação...
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Ingratidão
Segundo os dicionários on-line furrecas que encontrei, o significado da palavra ingratidão é “a qualidade de quem é ingrato, ou não tem gratidão”.
Mas o que importa não é o significado que esta palavra tem no dicionário, mas sim, que tem para mim. E para mim ingratidão é um dos muitos defeitos dos homens, é desprezar e apedrejar o amigo que nos ajudou e nos beneficiou ontem, é não reconhecer ou não enxergar o valor das amizades, e suas ações que nos trouxeram benefícios. Simples assim.
Sem citar casos ou exemplos, acho que fazia muito tempo que eu não tinha contato com uma amizade ingrata. E aconteceu de novo, inesperadamente, e com um amigo que eu achava que conhecia há tempos. Entendo que à medida que a evolução pessoal vai chegando, alcançada por muitas razões, a ingratidão não é mais uma fonte de amarguras, apenas de decepções...
Estas decepções, não são necessariamente motivos para se endurecer os sentimentos, apenas colocá-los em julgamento. Mas entendo que quem tem bom coração gosta de se sentir feliz pelo bem que faz as outras pessoas, não só pelo reconhecimento póstumo (demonstração de carinho e apreço pela ajuda e atenção dispensada = um simples obrigado), mas também por saber que o bem é algo que deve ser semeado e passado adiante. Alias, a ingratidão nada mais é do que uma prova da perseverança em semear o que é certo. O importante é não desistir.
Hoje em dia não se dá mais tanto valor a ingratidão, mas sim a infelicidade do amigo ingrato, que não se dá conta, mas no futuro “colherá os frutos plantados” como os mais antigos dizem. Ninguém percebe, mas a ingratidão é filha do egoísmo e um traço marcante da falta de caráter. E todos nós sabemos que o mau caráter acaba sempre por se revelar... uma hora ou outra.
Às vezes a gente se engana. E isto é natural. Mas nem sempre o que é natural faz bem. Mas apenas peço querido leitor, que nesta hora deve estar estranhando a minha linguagem escrita mais “séria” (que pode estar muito errada, mas enfim...), que nem cogite a idéia de que o amigo ingrato é mais feliz, pois talvez não sofra decepções. Isto é extremamente errado de se constatar. Tanto as sofre que através de seus traços defeituosos dá motivos a abandonos de quem lhe era próximo, e isto sempre ocorre, para a infelicidade de quem proporciona infelicidades. A parte engraçada é que amigos ingratos tentam culpar os outros por estes mesmos abandonos, nunca a si mesmo. Ele dá motivos para a fuga, mas condena a quem foge...
A natureza que antes eu disse que nem sempre faz bem, deu a nós a necessidade de ter amigos, andar em grupo e nos socializar, e isto não deve ser transformado em motivo para abusos e desrespeitos. Já nesta parte, de acordo com o que somos, cabe a nós deixarmos ou não as pessoas fazerem isto conosco...
E sem tem algo que posso falar de maneira pessoal é isto:
Eu não permito mais.
Mas o que importa não é o significado que esta palavra tem no dicionário, mas sim, que tem para mim. E para mim ingratidão é um dos muitos defeitos dos homens, é desprezar e apedrejar o amigo que nos ajudou e nos beneficiou ontem, é não reconhecer ou não enxergar o valor das amizades, e suas ações que nos trouxeram benefícios. Simples assim.
Sem citar casos ou exemplos, acho que fazia muito tempo que eu não tinha contato com uma amizade ingrata. E aconteceu de novo, inesperadamente, e com um amigo que eu achava que conhecia há tempos. Entendo que à medida que a evolução pessoal vai chegando, alcançada por muitas razões, a ingratidão não é mais uma fonte de amarguras, apenas de decepções...
Estas decepções, não são necessariamente motivos para se endurecer os sentimentos, apenas colocá-los em julgamento. Mas entendo que quem tem bom coração gosta de se sentir feliz pelo bem que faz as outras pessoas, não só pelo reconhecimento póstumo (demonstração de carinho e apreço pela ajuda e atenção dispensada = um simples obrigado), mas também por saber que o bem é algo que deve ser semeado e passado adiante. Alias, a ingratidão nada mais é do que uma prova da perseverança em semear o que é certo. O importante é não desistir.
Hoje em dia não se dá mais tanto valor a ingratidão, mas sim a infelicidade do amigo ingrato, que não se dá conta, mas no futuro “colherá os frutos plantados” como os mais antigos dizem. Ninguém percebe, mas a ingratidão é filha do egoísmo e um traço marcante da falta de caráter. E todos nós sabemos que o mau caráter acaba sempre por se revelar... uma hora ou outra.
Às vezes a gente se engana. E isto é natural. Mas nem sempre o que é natural faz bem. Mas apenas peço querido leitor, que nesta hora deve estar estranhando a minha linguagem escrita mais “séria” (que pode estar muito errada, mas enfim...), que nem cogite a idéia de que o amigo ingrato é mais feliz, pois talvez não sofra decepções. Isto é extremamente errado de se constatar. Tanto as sofre que através de seus traços defeituosos dá motivos a abandonos de quem lhe era próximo, e isto sempre ocorre, para a infelicidade de quem proporciona infelicidades. A parte engraçada é que amigos ingratos tentam culpar os outros por estes mesmos abandonos, nunca a si mesmo. Ele dá motivos para a fuga, mas condena a quem foge...
A natureza que antes eu disse que nem sempre faz bem, deu a nós a necessidade de ter amigos, andar em grupo e nos socializar, e isto não deve ser transformado em motivo para abusos e desrespeitos. Já nesta parte, de acordo com o que somos, cabe a nós deixarmos ou não as pessoas fazerem isto conosco...
E sem tem algo que posso falar de maneira pessoal é isto:
Eu não permito mais.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Celta preto...
Relato do acontecido comigo e com o Paulo, dias atrás, após uma janta em companhia das excelentíssimas.
Logo no chegar ao local, ao estacionar o seu CELTA PRETO na rua, Paulo me disse:
- “Quer ver como na saída, quando eu perguntar pra esse guardinha que ta ai na rua cuidando dos carros qual é o meu, ele nem vai saber dizer? Esses loquinho ai são uns baita sem vergonha...”
- “Ok. Também duvido que ele vá saber.” – Respondi.
Jantar entre dois casais, fomos a um restaurante japonês ótimo. Eu estava com saudade de tomar saquê e comer sushi...
Na saída, conforme o combinado na chegada, o Paulo me pediu para prestar atenção, pois ele ia perguntar pro rapaz se sabia onde estava estacionado o pequeno carro da Chevrolet.
Chegou perto dele e perguntou:
- “O Celta preto?”
E o rapaz respondeu:
- “Pois é! Acho que vai chover ainda hoje! Não tem uma estrelinha no céu... e humm... esse ventinho...!”
Logo no chegar ao local, ao estacionar o seu CELTA PRETO na rua, Paulo me disse:
- “Quer ver como na saída, quando eu perguntar pra esse guardinha que ta ai na rua cuidando dos carros qual é o meu, ele nem vai saber dizer? Esses loquinho ai são uns baita sem vergonha...”
- “Ok. Também duvido que ele vá saber.” – Respondi.
Jantar entre dois casais, fomos a um restaurante japonês ótimo. Eu estava com saudade de tomar saquê e comer sushi...
Na saída, conforme o combinado na chegada, o Paulo me pediu para prestar atenção, pois ele ia perguntar pro rapaz se sabia onde estava estacionado o pequeno carro da Chevrolet.
Chegou perto dele e perguntou:
- “O Celta preto?”
E o rapaz respondeu:
- “Pois é! Acho que vai chover ainda hoje! Não tem uma estrelinha no céu... e humm... esse ventinho...!”
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Da série: Mistérios do corpo humano... Parte: não sei qual...
Duas perguntinhas surgidas de novo durante o tradicionalíssimo encontro de amigos, envolta de uma mesa cheinha de copos de chopp...
- “Beber emburrece”?
- “Porque as mulheres feias ficam gostosas quando se está bêbado”?
Primeira: Certamente qualquer pessoa que ler este texto agora tem um exemplo de alguém (seu mesmo) que fez besteira porque estava bêbado. Melhor: de alguma besteira que tem certeza que se estivesse sóbrio não faria.
Pois é...
Sem contar historinhas de ninguém pra responder esta questão, tem-se que saber a diferença entre beber moderadamente, tomar um porre uma vez por semana e encher a cara todos os dias.
Segundo pesquisa, o álcool não emburrece, mas danos são causados aos tais dentritos. Mas o que é isso? São pequenos prolongamentos das células que recebem as informações. A intoxicação possui muitas variáveis, e são justamente estes prolongamentos que são atacados.
Exemplos de resultados: A falta de controle, falta de coordenação motora, perda de inibição, fala mole, reflexos lentos, etc...
Agora claro, se o vivente beber moderadamente, estes danos serão exclusivos apenas dos momentos de trago forte.
Que bom...
Isso quer dizer que posso continuar tomando minhas queridas Polares sem medo...
Mas para deixar bem claro. A ingestão de álcool em excesso é obvio que causa danos neurológicos. Segundo a pesquisa, analisadas tomografias de alcoólicos crônicos, os cérebros dos baguais analisados apresentou atrofia, e danos à memória retrospectiva também apareceram.
Pior ainda: existem síndromes que são causadas por falta de determinadas vitaminas, reflexo decorrente do grande consumo de bebidas alcoólicas, e que causam falta de atenção, delírio, sonolência, perda de memória (essa é a desculpa de qualquer bebum quando faz besteira... que não lembra do que fez...), confusão, desorientação, entre tantas outras coisas. E tudo permanente...
Traduzindo: Bébe Tchê, pode beber. Mas vê se não exagera tanto assim. Medida: pára na hora em que tu começares a achar bonita a quarentona feia e atirada aquela...
E este é justamente o tema da segunda resposta...
Segunda: De acordo com psico-terapeutas, o consumo de álcool aumenta a atratividade do rosto (só do rosto...? Jura...! Aumenta a atratividade de qualquer parte do corpo...) do sexo oposto. Ou seja, pode ser que o fulano faça besteira com a quarentona mesmo...
Prova claro, de que beber em excesso causa danos ao gosto e ao senso crítico também...
Mas enfim, é importante frisar que todos têm o direito de se utilizar de qualquer uma destas explicações para justificar qualquer porcaria que andou fazendo por ai...
- “Beber emburrece”?
- “Porque as mulheres feias ficam gostosas quando se está bêbado”?
Primeira: Certamente qualquer pessoa que ler este texto agora tem um exemplo de alguém (seu mesmo) que fez besteira porque estava bêbado. Melhor: de alguma besteira que tem certeza que se estivesse sóbrio não faria.
Pois é...
Sem contar historinhas de ninguém pra responder esta questão, tem-se que saber a diferença entre beber moderadamente, tomar um porre uma vez por semana e encher a cara todos os dias.
Segundo pesquisa, o álcool não emburrece, mas danos são causados aos tais dentritos. Mas o que é isso? São pequenos prolongamentos das células que recebem as informações. A intoxicação possui muitas variáveis, e são justamente estes prolongamentos que são atacados.
Exemplos de resultados: A falta de controle, falta de coordenação motora, perda de inibição, fala mole, reflexos lentos, etc...
Agora claro, se o vivente beber moderadamente, estes danos serão exclusivos apenas dos momentos de trago forte.
Que bom...
Isso quer dizer que posso continuar tomando minhas queridas Polares sem medo...
Mas para deixar bem claro. A ingestão de álcool em excesso é obvio que causa danos neurológicos. Segundo a pesquisa, analisadas tomografias de alcoólicos crônicos, os cérebros dos baguais analisados apresentou atrofia, e danos à memória retrospectiva também apareceram.
Pior ainda: existem síndromes que são causadas por falta de determinadas vitaminas, reflexo decorrente do grande consumo de bebidas alcoólicas, e que causam falta de atenção, delírio, sonolência, perda de memória (essa é a desculpa de qualquer bebum quando faz besteira... que não lembra do que fez...), confusão, desorientação, entre tantas outras coisas. E tudo permanente...
Traduzindo: Bébe Tchê, pode beber. Mas vê se não exagera tanto assim. Medida: pára na hora em que tu começares a achar bonita a quarentona feia e atirada aquela...
E este é justamente o tema da segunda resposta...
Segunda: De acordo com psico-terapeutas, o consumo de álcool aumenta a atratividade do rosto (só do rosto...? Jura...! Aumenta a atratividade de qualquer parte do corpo...) do sexo oposto. Ou seja, pode ser que o fulano faça besteira com a quarentona mesmo...
Prova claro, de que beber em excesso causa danos ao gosto e ao senso crítico também...
Mas enfim, é importante frisar que todos têm o direito de se utilizar de qualquer uma destas explicações para justificar qualquer porcaria que andou fazendo por ai...
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
O tapete
- MARCELOOOO! (Luciana, gritando com o irmão mais novo, quase morrendo de raiva...).
- Que houve guria! Pra que esse desespero todo!?
- O QUE TU FEZ COM O MEU QUARTO...!?
- Não vou conversar contigo enquanto tu não parar de gritar...
- VAI TE FUDER! EU VOU GRITAR CONTIGO SIM!
- Não. Vamos nos respeitar. Ou tu me pergunta direitinho, ou tchau.
- Ta... ta bom... vou te dar uma chance pra tu te explicar...
- Ta ok. Agora pode perguntar.
- O que pelo amor de Deus, houve com o meu quarto...!?
- Ah! Tu fala sobre aquela bagunça que tem lá!?
- Claro né criatura! Meu Deus parece que passou um furacão lá dentro! O Colchão ta revirado, os tapetes estão todos bagunçados, meu armário branco de MDF novinho ta todo riscado, tudo que tinha encima do criado mudo ta no chão, a TV e o telefone sem fio estão quebrados, minha gaveta de meias esta toda espalhada... e sem falar no cheiro podre de cerveja... e algumas camisinhas perdidas por lá também...
- Bah guria... nem te conto o que houve...
- Tu ta começando a me irritar de novo... não começa a me enrolar... (Já ficando vermelha novamente).
- Calma nervosinha. Se tu te alterar eu nem converso contigo...
- Ah, mas tu vai conversar sim. Nem que pra isso eu tenha que ameaçar contar tudo o que tu anda fazendo pra mãe.
- Tu não farias isso.
- Faria... tu sabe que eu faria.
- Então eu conto o que tu faz também.
- Mas eu não faço nada!
- Putz! Não é que é mesmo. Bah guria... assim eu não te agüento. Vai ser santa assim lá na...
- Ta chega. Não enrola.
- Ta olha só... me escuta... deixa eu falar...
- Ta vai, fala.
- Eu tava falando no telefone com a minha namorada. E ela me deu um fora...
- Ta e ai...
- Ai que ela me deu um fora! Me disse que não me amava mais, que não se sentia mais atraída por mim, que eu era um boçal e que além de tudo, ela estava me corneando com o Tonho, meu colega dos jogos de futebol de todas as quartas-feiras... (Enquanto relata, tenta forçar a cara de choro...)
- Ahm... e...?
- E ai que senti uma profunda magoa depois que ela desligou na minha cara. Fui na cozinha, peguei uma das tuas cervejas, comecei a tomar. Derrepente, num súbito ataque depressivo, resolvi me atirar pela janela, me matar! E qual era a janela que tava mais na reta? Ou melhor, aquela que eu poderia pegar mais impulso? A tua!
- O que o fato de tu querer te matar tem a ver com a bagunça generalizada do meu quarto!?
- Perai que eu já chego lá... continuando: resolvi correr, pegar impulso e pular de uma vez lá pra baixo... se eu pensasse muito, não ia fazer. Fiquei em posição, segurei a lata de Skol, corri o corredor inteiro, quando eu cheguei lá e fui pegar impulso pra me atirar, escorreguei no tapete, cai no chão, joguei a lata de cerveja pra cima, bati com os pés no armário branco de MDF, me agarrei no criado mudo, derrubei tudo, daí tentei levantar, me segurei na gaveta das meias, acabei caindo de novo e espalhei todas elas...
- E as camisinhas...!?
- Que camisinhas...!?
- Aquelas espalhadas!
- Ah sim claro! Devem ter voado do meu bolso quando cai...
- Aham... sei...
- O que!?
- TU NÃO TEM VERGONHA DE MENTIR DESCARADO DESSE JEITO!? – Já gritando novamente, irritadíssima. – DAONDE QUE TU INVENTA ESSAS HISTORIAS!? TU TAVA ERA DE SACANAGEM COM ALGUMA CAPIVARA NO MEU QUARTO!
- Não grita guria! Os vizinhos vão reclamar!
- QUE SE EXPLODA OS VIZINHOS! QUE TU TE EXPLODA! PORQUE TU BAGUNÇOU O MEU QUARTO TODO!?
- PORQUE EU QUERIA ME MATAR!
- E PORQUE TU NÃO TE MATOU SEU DESGRAÇADO!?
- PORQUE TEU TAPETE DE MERDA NÃO ME DEIXOU........!!!!!
- Que houve guria! Pra que esse desespero todo!?
- O QUE TU FEZ COM O MEU QUARTO...!?
- Não vou conversar contigo enquanto tu não parar de gritar...
- VAI TE FUDER! EU VOU GRITAR CONTIGO SIM!
- Não. Vamos nos respeitar. Ou tu me pergunta direitinho, ou tchau.
- Ta... ta bom... vou te dar uma chance pra tu te explicar...
- Ta ok. Agora pode perguntar.
- O que pelo amor de Deus, houve com o meu quarto...!?
- Ah! Tu fala sobre aquela bagunça que tem lá!?
- Claro né criatura! Meu Deus parece que passou um furacão lá dentro! O Colchão ta revirado, os tapetes estão todos bagunçados, meu armário branco de MDF novinho ta todo riscado, tudo que tinha encima do criado mudo ta no chão, a TV e o telefone sem fio estão quebrados, minha gaveta de meias esta toda espalhada... e sem falar no cheiro podre de cerveja... e algumas camisinhas perdidas por lá também...
- Bah guria... nem te conto o que houve...
- Tu ta começando a me irritar de novo... não começa a me enrolar... (Já ficando vermelha novamente).
- Calma nervosinha. Se tu te alterar eu nem converso contigo...
- Ah, mas tu vai conversar sim. Nem que pra isso eu tenha que ameaçar contar tudo o que tu anda fazendo pra mãe.
- Tu não farias isso.
- Faria... tu sabe que eu faria.
- Então eu conto o que tu faz também.
- Mas eu não faço nada!
- Putz! Não é que é mesmo. Bah guria... assim eu não te agüento. Vai ser santa assim lá na...
- Ta chega. Não enrola.
- Ta olha só... me escuta... deixa eu falar...
- Ta vai, fala.
- Eu tava falando no telefone com a minha namorada. E ela me deu um fora...
- Ta e ai...
- Ai que ela me deu um fora! Me disse que não me amava mais, que não se sentia mais atraída por mim, que eu era um boçal e que além de tudo, ela estava me corneando com o Tonho, meu colega dos jogos de futebol de todas as quartas-feiras... (Enquanto relata, tenta forçar a cara de choro...)
- Ahm... e...?
- E ai que senti uma profunda magoa depois que ela desligou na minha cara. Fui na cozinha, peguei uma das tuas cervejas, comecei a tomar. Derrepente, num súbito ataque depressivo, resolvi me atirar pela janela, me matar! E qual era a janela que tava mais na reta? Ou melhor, aquela que eu poderia pegar mais impulso? A tua!
- O que o fato de tu querer te matar tem a ver com a bagunça generalizada do meu quarto!?
- Perai que eu já chego lá... continuando: resolvi correr, pegar impulso e pular de uma vez lá pra baixo... se eu pensasse muito, não ia fazer. Fiquei em posição, segurei a lata de Skol, corri o corredor inteiro, quando eu cheguei lá e fui pegar impulso pra me atirar, escorreguei no tapete, cai no chão, joguei a lata de cerveja pra cima, bati com os pés no armário branco de MDF, me agarrei no criado mudo, derrubei tudo, daí tentei levantar, me segurei na gaveta das meias, acabei caindo de novo e espalhei todas elas...
- E as camisinhas...!?
- Que camisinhas...!?
- Aquelas espalhadas!
- Ah sim claro! Devem ter voado do meu bolso quando cai...
- Aham... sei...
- O que!?
- TU NÃO TEM VERGONHA DE MENTIR DESCARADO DESSE JEITO!? – Já gritando novamente, irritadíssima. – DAONDE QUE TU INVENTA ESSAS HISTORIAS!? TU TAVA ERA DE SACANAGEM COM ALGUMA CAPIVARA NO MEU QUARTO!
- Não grita guria! Os vizinhos vão reclamar!
- QUE SE EXPLODA OS VIZINHOS! QUE TU TE EXPLODA! PORQUE TU BAGUNÇOU O MEU QUARTO TODO!?
- PORQUE EU QUERIA ME MATAR!
- E PORQUE TU NÃO TE MATOU SEU DESGRAÇADO!?
- PORQUE TEU TAPETE DE MERDA NÃO ME DEIXOU........!!!!!
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Déficit de atenção...
- Oi Aninha! Como vai querida?
- Vou bem amiga! E você?
(Smack! Smack!)
- Nossa guria! Te vi de longe!
- É mesmo! Gostou da minha roupa?
- Ahm... Gostei! Cores fortes né...? Sempre te vestiste assim... com cores fortes e decotes profundos...
- Claro! Adoro me vestir assim. Tu sabes que não sou de passar despercebida...
- Pois é. Eu me lembro... mas tu sabes que eu tava pensando em ti estes dias?
- Capaz! E o que tu estavas pensando sobre mim...?
- Eu estava tentando lembrar em que época é o seu aniversário...
- Advinha!
- Como assim advinha...? É hoje?
- Não, não é hoje.
- É amanha então?
- Não, também não.
- Foi ontem?
- Também não...
- Este mês?
- Também não...
- Ta, mas parai um pouquinho: tu queres que eu tente advinhar a data do teu aniversário?
- Isso mesmo!
- Ahm... sério mesmo? Tu ta de brincadeira comigo... (olhos arregalados e respiração forte...)
- Sério amiga! Vai chutando ai...!
- Mas que loucura é essa?
- Ué... apenas quero que tu perca um tempinho pensando em mim...
- Mas Ana, eu não tenho tempo pra perder tentando advinhar algo tão ... tão ... difícil!
- Como assim? Tu queres dizer que não tem tempo pra perder comigo é? Eu não sou nem um pouquinho importante pra ti? Além de não lembrar o meu aniversário, fica dizendo que não sou importante...? (enquanto falava isso, olhava de canto de olho, tentando ver se a chantagem surtia efeito...)
- Não Ana! Não quis dizer isso...
- Mas disse! Como tu é insensível...
- Ana... Ta tudo bem...?
- Ta... porque?
- Não nada... me parece que tu estas um tanto quanto carente de atenção...
- Carente de atenção? Capaz menina! To super bem...
- Ah tah...
- Tu não vai tentar advinhar mesmo?
- Advinhar o que?
- A data do meu aniversário!
- Ai Aninha... eu vou ter que ir... infelizmente não posso... (começando a se distanciar, fugindo...)
- Mas Claudia, não vai querida, vamos ali na cafeteria tomar um chá...?
- Não posso Ana, não posso... tenho de ir... alias... olha o meu Ônibus lá! Tenho que correr... Tchau...!
- Claudia...não vai! Por favor não vai! Olha, eu juro que não te incomodo mais...! Olha pra mim Claudia! Escuta! Tu não sabe o que eu fiquei sabendo da Juliana...! Quer saber? Não? Claudia, não vai guria! Não corre de mim! Ai Claudia! AAAAIIII (fingindo estar machucada, mãos no joelho e expressão de dor no rosto...) Claudia! Me machuquei! Me ajuda! Por favor...
E lá se foi a Claudia embora, fugindo. Enquanto ainda esbaforida da fuga repentina, enxerga Ana sentando-se lentamente na calçada, fingindo estar machucada, tentando de todas as maneiras chamar a sua atenção.
Logo após embarcar no Ônibus, que nem era o seu mas que serviu como fuga, ela vê Ana sendo ajudada por pessoas estranhas a se levantar... e realmente não havia se machucado. Era fingimento.
Mas estranhamente sorria... sorria satisfeita pela atenção que estes estranhos a estavam dando...
- Vou bem amiga! E você?
(Smack! Smack!)
- Nossa guria! Te vi de longe!
- É mesmo! Gostou da minha roupa?
- Ahm... Gostei! Cores fortes né...? Sempre te vestiste assim... com cores fortes e decotes profundos...
- Claro! Adoro me vestir assim. Tu sabes que não sou de passar despercebida...
- Pois é. Eu me lembro... mas tu sabes que eu tava pensando em ti estes dias?
- Capaz! E o que tu estavas pensando sobre mim...?
- Eu estava tentando lembrar em que época é o seu aniversário...
- Advinha!
- Como assim advinha...? É hoje?
- Não, não é hoje.
- É amanha então?
- Não, também não.
- Foi ontem?
- Também não...
- Este mês?
- Também não...
- Ta, mas parai um pouquinho: tu queres que eu tente advinhar a data do teu aniversário?
- Isso mesmo!
- Ahm... sério mesmo? Tu ta de brincadeira comigo... (olhos arregalados e respiração forte...)
- Sério amiga! Vai chutando ai...!
- Mas que loucura é essa?
- Ué... apenas quero que tu perca um tempinho pensando em mim...
- Mas Ana, eu não tenho tempo pra perder tentando advinhar algo tão ... tão ... difícil!
- Como assim? Tu queres dizer que não tem tempo pra perder comigo é? Eu não sou nem um pouquinho importante pra ti? Além de não lembrar o meu aniversário, fica dizendo que não sou importante...? (enquanto falava isso, olhava de canto de olho, tentando ver se a chantagem surtia efeito...)
- Não Ana! Não quis dizer isso...
- Mas disse! Como tu é insensível...
- Ana... Ta tudo bem...?
- Ta... porque?
- Não nada... me parece que tu estas um tanto quanto carente de atenção...
- Carente de atenção? Capaz menina! To super bem...
- Ah tah...
- Tu não vai tentar advinhar mesmo?
- Advinhar o que?
- A data do meu aniversário!
- Ai Aninha... eu vou ter que ir... infelizmente não posso... (começando a se distanciar, fugindo...)
- Mas Claudia, não vai querida, vamos ali na cafeteria tomar um chá...?
- Não posso Ana, não posso... tenho de ir... alias... olha o meu Ônibus lá! Tenho que correr... Tchau...!
- Claudia...não vai! Por favor não vai! Olha, eu juro que não te incomodo mais...! Olha pra mim Claudia! Escuta! Tu não sabe o que eu fiquei sabendo da Juliana...! Quer saber? Não? Claudia, não vai guria! Não corre de mim! Ai Claudia! AAAAIIII (fingindo estar machucada, mãos no joelho e expressão de dor no rosto...) Claudia! Me machuquei! Me ajuda! Por favor...
E lá se foi a Claudia embora, fugindo. Enquanto ainda esbaforida da fuga repentina, enxerga Ana sentando-se lentamente na calçada, fingindo estar machucada, tentando de todas as maneiras chamar a sua atenção.
Logo após embarcar no Ônibus, que nem era o seu mas que serviu como fuga, ela vê Ana sendo ajudada por pessoas estranhas a se levantar... e realmente não havia se machucado. Era fingimento.
Mas estranhamente sorria... sorria satisfeita pela atenção que estes estranhos a estavam dando...
terça-feira, 11 de setembro de 2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Da série: Mistérios do corpo humano... Parte IV
Engraçado como assuntos nojentos despertam atenção. Ultimamente tenho escrito alguns. Eu sei, querida leitora que não gosta (não agüenta) falar/ler sobre qualquer coisa relativa a algo que saia de nosso corpo, que estou batendo na mesma tecla. Mas me vejo na obrigação de dizer-te que ... que...
Dá certo!
Tem um monte de gente lendo, se divertindo, e me pedindo para continuar. E é o que vou fazer. Chega de escrever sobre amores, desamores e problemas da vida (brincadeirinha...).
Portanto, peço-te que leia também. Até porque escrevo sobre estes assuntos sempre de maneira informativa, e satisfazendo as mais altas curiosidades que possamos ter.
Para exemplificar, vamos a próxima pergunta, feita a mim por uma colega CDF de faculdade:
- “Porque que o cocô é marrom?” (Hahahaha...)
Bom, como sempre pesquisando no Google, descobri o que realmente, todo ser humano já sabe por mais que tenha nojo de olhar: As nossas fezes não são só marrons, elas mudam de cor.
Em sua maioria, elas possuem tons que ficam envolta do marrom e do amarelo devido à uma substância alaranjada de nome bilirrubina, que combinada com o ferro contido no intestino, proporciona estes tons de caca.
Mas aqui vão algumas curiosidades sobre os diferentes tons da mesma:
- Se ela está vermelha: Cuidado. Esta coloração pode indicar sangramento da parte inferior do sistema gastrointestinal. Diverticulite e hemorróidas são as causas mais comuns, embora certos alimentos tenham o poder de colori-la também, como beterraba, tomate, Fanta-uva, cerveja Bavária e a salsicha do morte-lenta da Unisinos (hehehe...).
- Se for amarela: Pode ser a giárdia (parasita), a infecção causada por ela pode ter como conseqüência fezes nesta cor. Sem falar na força da diarréia que a mesma provoca. Mas calma, este tom raramente apresenta sinais de perigo. Aham... pelo sim pelo não, não vou comer mais espetinho de porco vendido na frente do Olímpico.
- Pretas: as mais comuns, podem também significar sangramento na parte superior do sistema gastrointestinal, ou seja, estômago, esôfago, ou alguma parte inicial do intestino delgado. Também algumas substâncias podem deixar as fezes pretas, como chumbo, ferro, Pepto-Bismol, puxa-puxa, chocolates Naigebauer e o café frio, fraco, fedorento e caro do bar do Direito (hehehe...).
- Cinza (hein? Fezes ficam desta cor...?): Causas graves acabam por resultar esta coloração, como combinações de doenças do pâncreas, fígado ou vesícula biliar, sendo que esta ultima, por si só também pode deixar as fezes pálidas. Mas sinceramente, nem imagino crocos desta cor...
- Verdes (piorou tudo...): Folhas em geral (óbvio), vegetais verdes ou qualquer outra coisa que contenha altas doses de clorofila (mais óbvio ainda). Para bebês em fase de amamentação, esta coloração das fezes é normal, especialmente nos primeiros dias de vida.
Aviso aos leitores: No geral, a análise da cor das fezes não é uma ciência exata.
Assim, através de meu texto, que se mostra altamente útil para o bom andamento da vida, podemos tirar uma conclusão:
O cocô proporciona literalmente um “arco-íris de possibilidades”....
Dá certo!
Tem um monte de gente lendo, se divertindo, e me pedindo para continuar. E é o que vou fazer. Chega de escrever sobre amores, desamores e problemas da vida (brincadeirinha...).
Portanto, peço-te que leia também. Até porque escrevo sobre estes assuntos sempre de maneira informativa, e satisfazendo as mais altas curiosidades que possamos ter.
Para exemplificar, vamos a próxima pergunta, feita a mim por uma colega CDF de faculdade:
- “Porque que o cocô é marrom?” (Hahahaha...)
Bom, como sempre pesquisando no Google, descobri o que realmente, todo ser humano já sabe por mais que tenha nojo de olhar: As nossas fezes não são só marrons, elas mudam de cor.
Em sua maioria, elas possuem tons que ficam envolta do marrom e do amarelo devido à uma substância alaranjada de nome bilirrubina, que combinada com o ferro contido no intestino, proporciona estes tons de caca.
Mas aqui vão algumas curiosidades sobre os diferentes tons da mesma:
- Se ela está vermelha: Cuidado. Esta coloração pode indicar sangramento da parte inferior do sistema gastrointestinal. Diverticulite e hemorróidas são as causas mais comuns, embora certos alimentos tenham o poder de colori-la também, como beterraba, tomate, Fanta-uva, cerveja Bavária e a salsicha do morte-lenta da Unisinos (hehehe...).
- Se for amarela: Pode ser a giárdia (parasita), a infecção causada por ela pode ter como conseqüência fezes nesta cor. Sem falar na força da diarréia que a mesma provoca. Mas calma, este tom raramente apresenta sinais de perigo. Aham... pelo sim pelo não, não vou comer mais espetinho de porco vendido na frente do Olímpico.
- Pretas: as mais comuns, podem também significar sangramento na parte superior do sistema gastrointestinal, ou seja, estômago, esôfago, ou alguma parte inicial do intestino delgado. Também algumas substâncias podem deixar as fezes pretas, como chumbo, ferro, Pepto-Bismol, puxa-puxa, chocolates Naigebauer e o café frio, fraco, fedorento e caro do bar do Direito (hehehe...).
- Cinza (hein? Fezes ficam desta cor...?): Causas graves acabam por resultar esta coloração, como combinações de doenças do pâncreas, fígado ou vesícula biliar, sendo que esta ultima, por si só também pode deixar as fezes pálidas. Mas sinceramente, nem imagino crocos desta cor...
- Verdes (piorou tudo...): Folhas em geral (óbvio), vegetais verdes ou qualquer outra coisa que contenha altas doses de clorofila (mais óbvio ainda). Para bebês em fase de amamentação, esta coloração das fezes é normal, especialmente nos primeiros dias de vida.
Aviso aos leitores: No geral, a análise da cor das fezes não é uma ciência exata.
Assim, através de meu texto, que se mostra altamente útil para o bom andamento da vida, podemos tirar uma conclusão:
O cocô proporciona literalmente um “arco-íris de possibilidades”....
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Da série: Mistérios do corpo humano... Parte III
Mais duas perguntas:
- “Porque o Paulo acorda com um bafo pior que o do cachorro...?” – Perguntou-me a Pedrita.
Essa foi fácil pesquisar também. Entrei no Google e digitei: “Bafo da onça”. Apareceu inúmeras páginas explicando a origem do mau hálito matinal do Paulo.
Vamos a ela: Existe uma bactéria anaeróbica, que juntando-se ao fato de que a boca está seca durante a noite, acaba por produzir componentes de enxofre dentro da mesma. Tudo isso se mistura para proporcionar a sempre prazerosa sensação de beijar a boca da patroa ao acordar, cheirando a carniça. E se tu fores pensar, todo mundo sabe que existem certas coisas que consumimos que agrava e muito a situação: açúcar, remédios, cigarros, leite/laticínios em geral, bebidas alcoólicas, café...
Agora a parte curiosa: os nomes que se dá a este mau hálito matinal diferem de acordo com a localidade. Aqui é o famigerado “bafo de onça”, na Inglaterra dizem “que você comeu comida de corvo”. Na Austrália, é a tal “fada do cocô” que vem depositar o resultado da desinteria na sua boca durante a noite...
Se bem que dentro do meu imaginário infantil, eu não consigo nem pensar nas fadinhas fazendo tal coisa... é que nem mulher bonita. Ninguém consegue imaginar a gostosa aquela cagando. Ou vai dizer que tu já realizaste a Gisele Bundchen fazendo cara de força sentada no troninho...
Mas enfim, para diminuir este odor/gosto desagradável e que tanto incomoda, é bem simples, não precisa nem desinfetar a língua: Escove os dentes regularmente, a língua também, use fio dental e se possível, beba muita água. Só.
- “Peido pega fogo?”
Outra retirada do Google.
Resposta: Claro que sim! Eu já fiz isso! E não queimei nada da região...
Mas existe inúmeros estudos sobre peido. Claro. Coisa altamente útil pra humanidade.
Dizem que um peido médio (Alguém consegue me exemplificar um? Pode ser com a boca mesmo...) é composto por 59% de nitrogênio, 21% de hidrogênio, 9% de dióxido de carbono, 7% de metano e 4% de oxigênio (Somou direitinho pra ver se dá 100%?). E por incrível que pareça, menos de 1% de sua composição é que faz o desgramado cheirar mal.
Outras curiosidades sobre traques (altamente úteis):
- A temperatura que ele tem no momento de saída é de 37 graus;
- A velocidade de saída é de 10,8 km/h;
- A maior parte das pessoas se utiliza deste recurso de quinze a vinte vezes por dia;
- As mulheres o fazem na mesma quantidade que os homens (Eu sabia! Eu sabia! Que mentirada aquela história de que mulher não peida...);
- Uma pessoa comum produz certa de meio litro de gás por dia;
- O que faz o peido ficar fedorento é o sulfeto de hidrogênio, que contém enxofre, que por óbvio cheira mal. Quanto mais rica a sua dieta for em enxofre, mais fedidos serão as bufas. Alguns alimentos que contem altos níveis da substância: feijões, repolho, queijo e ovo. Ah! E água com gás também!
Mas enfim, completando a resposta da questão, o peido ser inflamável deve-se a presença de metano e hidrogenio na sua composição. As proporções dependem em grande parte das bactérias que vivem no cólon, responsáveis em fermentar os alimentos que não foram absorvidos pelo aparelho digestivo antes de chegarem lá.
Mas antes de você rapaz (ou talvez moças, já que mulher peida...) destemido que quer tirar a prova real, fazer isto, lembre-se de uma regra primordial:
Tire as calças antes.
Conselho de alguém experiente no assunto...
Obs.: Se alguém tem alguma dúvida que queira sanar, sobre qualquer assunto referente a lendas urbanas/populares/humanas... entre em contato! Eu perco tempo procurando informações e escrevendo sobre o assunto...
- “Porque o Paulo acorda com um bafo pior que o do cachorro...?” – Perguntou-me a Pedrita.
Essa foi fácil pesquisar também. Entrei no Google e digitei: “Bafo da onça”. Apareceu inúmeras páginas explicando a origem do mau hálito matinal do Paulo.
Vamos a ela: Existe uma bactéria anaeróbica, que juntando-se ao fato de que a boca está seca durante a noite, acaba por produzir componentes de enxofre dentro da mesma. Tudo isso se mistura para proporcionar a sempre prazerosa sensação de beijar a boca da patroa ao acordar, cheirando a carniça. E se tu fores pensar, todo mundo sabe que existem certas coisas que consumimos que agrava e muito a situação: açúcar, remédios, cigarros, leite/laticínios em geral, bebidas alcoólicas, café...
Agora a parte curiosa: os nomes que se dá a este mau hálito matinal diferem de acordo com a localidade. Aqui é o famigerado “bafo de onça”, na Inglaterra dizem “que você comeu comida de corvo”. Na Austrália, é a tal “fada do cocô” que vem depositar o resultado da desinteria na sua boca durante a noite...
Se bem que dentro do meu imaginário infantil, eu não consigo nem pensar nas fadinhas fazendo tal coisa... é que nem mulher bonita. Ninguém consegue imaginar a gostosa aquela cagando. Ou vai dizer que tu já realizaste a Gisele Bundchen fazendo cara de força sentada no troninho...
Mas enfim, para diminuir este odor/gosto desagradável e que tanto incomoda, é bem simples, não precisa nem desinfetar a língua: Escove os dentes regularmente, a língua também, use fio dental e se possível, beba muita água. Só.
- “Peido pega fogo?”
Outra retirada do Google.
Resposta: Claro que sim! Eu já fiz isso! E não queimei nada da região...
Mas existe inúmeros estudos sobre peido. Claro. Coisa altamente útil pra humanidade.
Dizem que um peido médio (Alguém consegue me exemplificar um? Pode ser com a boca mesmo...) é composto por 59% de nitrogênio, 21% de hidrogênio, 9% de dióxido de carbono, 7% de metano e 4% de oxigênio (Somou direitinho pra ver se dá 100%?). E por incrível que pareça, menos de 1% de sua composição é que faz o desgramado cheirar mal.
Outras curiosidades sobre traques (altamente úteis):
- A temperatura que ele tem no momento de saída é de 37 graus;
- A velocidade de saída é de 10,8 km/h;
- A maior parte das pessoas se utiliza deste recurso de quinze a vinte vezes por dia;
- As mulheres o fazem na mesma quantidade que os homens (Eu sabia! Eu sabia! Que mentirada aquela história de que mulher não peida...);
- Uma pessoa comum produz certa de meio litro de gás por dia;
- O que faz o peido ficar fedorento é o sulfeto de hidrogênio, que contém enxofre, que por óbvio cheira mal. Quanto mais rica a sua dieta for em enxofre, mais fedidos serão as bufas. Alguns alimentos que contem altos níveis da substância: feijões, repolho, queijo e ovo. Ah! E água com gás também!
Mas enfim, completando a resposta da questão, o peido ser inflamável deve-se a presença de metano e hidrogenio na sua composição. As proporções dependem em grande parte das bactérias que vivem no cólon, responsáveis em fermentar os alimentos que não foram absorvidos pelo aparelho digestivo antes de chegarem lá.
Mas antes de você rapaz (ou talvez moças, já que mulher peida...) destemido que quer tirar a prova real, fazer isto, lembre-se de uma regra primordial:
Tire as calças antes.
Conselho de alguém experiente no assunto...
Obs.: Se alguém tem alguma dúvida que queira sanar, sobre qualquer assunto referente a lendas urbanas/populares/humanas... entre em contato! Eu perco tempo procurando informações e escrevendo sobre o assunto...
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O pequeno Rafael... em fotos!

Como algumas pessoas me disseram: "Lindo desde nascença..."
Estas são duas fotos do meu aniversário de dois aninhos. Eu sei que esta criança linda vestida de blusãozinho marrom não tem nada a ver comigo, mas acreditem...
Sou eu!
Quem me conhece sabe que não sou de me achar muito... mas vai dizer que eu não era lindo mesmo...
Teve gente que chegou a me dizer o seguinte (vê se não é de se cuidar pra não virar um demônio de tão convencido...):
- "Tomara que se tu tiveres um filho homem ele seja tão bonito quanto tu..."
Ps.: Fotos retiradas muito provavelmente pelo meu Tio/Padrinho Fincatão. Quem fez a pesquisa e as encontrou foi minha priminha amada...Xáxa!
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Mega-sena
Outra perguntinha que jogo como certo que todo mundo já se fez foi o que faria se ganhasse na mega-sena.
Eu mesmo já me vi inúmeras vezes sonhando com isto. E planejando.
Já pensou? R$ 45.000.000,00! Tem como contar tanto dinheiro? Isto é valor que simplesmente não existe em espécie (bom, concordo que depende. Para alguns mensaleiros existia dentro de malas...), mas para pessoas humildes é dinheiro que não acaba mais.
Mas enfim, o que sempre planejo é nunca viver de ócio, mas ser sustentado claro, pelos rendimentos que esta grana toda geraria. No mais pobrinho, aquele que menos paga, a poupança, este valor renderia aproximadamente R$ 270.000,00 no primeiro mês! Já imaginou se eu me limitasse (!) a gastar apenas isto? Eita salariozinho mensal bom esse...
O engraçado é imaginar que não há limites para as pretensões baixas deste vivente que vos escreve.
Que carro eu teria? Onde eu viveria? Como seria a(s) minha(s) residência(s)?
E o que mais preocupa: que estilo de vida eu levaria? Como ficaria minha cabeça com tanto a minha disposição?
Putz. Isso seria um problema. Não haveria linha vermelha a ser ultrapassada, limites pré-estabelecidos ou ao menos algo que teria o poder de me segurar. Qual seria o meu norte?
Apenas minha própria cabeça, a própria razão, minhas próprias crenças. Os valores que com tanto amor e carinho, me foram ensinados pelos meus pais (mestres de vida).
Seria muito difícil claro, que os limites não mudassem com tanto nas mãos.
Ai é que ta. Podemos chegar à conclusão então que a falta de limites é prejudicial? Todos concordam? Acho que sim.
E de pensar que existem pessoas que nascem, crescem e vivem sem nenhuma linha vermelha, nenhum limite educacional imposto pelos pais ou aqueles que são responsáveis pela sua criação.
Sinceramente, to cansado de assistir ao noticiário e me sentir chocado com absurdos cometidos por adolescentes-de-classe-média-alta-pseudo-revoltados com algo que nem eles sabem bem o que é (rebeldes sem-causa, expressão antiga não?).
Estes dias fiquei pensando em quem poderia colocar a culpa. Sim, porque afinal de contas, a culpa tem que ser posta em alguém, sempre tem.
Seria da sociedade? A cultura que estamos criando neste exato momento exige que pais e responsáveis tenham que deixar seus filhos soltos, a Deus-dará? Realmente isto é recomendável? É algo que de alguma maneira, é obrigatório? A cultura contemporânea compulsoriamente exige isto? Conheço pessoas que pensam assim.
Não há cabimento. Como que concebemos filhos que serão criados apenas pelas regras impostas pelo mundo lá fora? Todos nós sabemos que a cada dia que passa estes tais limites avançam cada vez mais em direção a inexistência. Cabe a quem puxar as rédeas e colocar no caminho?
Ai chegamos ao ponto. Os pais são os responsáveis. Eles mesmos que tantas e tantas vezes colocam a culpa no mundo, na televisão, nas novelas até...
Eles são os culpados, os responsáveis por tanta barbárie. Uma criança criada com limites sólidos e baseada em valores concretos, que buscam sempre o que é bom e correto nunca espancaria um mendigo na rua, ou queimaria um índio na parada de ônibus por pura diversão. Veja bem, não estou falando de autoritarismo ou tirania. Mas sim de mostrar e demonstrar o que é certo, deixar claro que as conseqüências dos erros impostas pela vida começam dentro de casa.
Estou longe de ser um moralista, e posso estar soando como um demagogo. Não tenho filhos ainda. Não sei nada sobre o que é criar um ser que pode ter uma infinidade de variáveis. Nem ao menos deste amor eu já experimentei. Mas a única coisa que aprendi de antemão é amar de maneira correta. Importar-se, preocupar-se, ensinar, dar atenção, respeito e consideração. Apenas posso dizer que se um dia os filhos vierem, é disto que me utilizarei.
Amem seus filhos de maneira correta, é o que peço.
Eu mesmo já me vi inúmeras vezes sonhando com isto. E planejando.
Já pensou? R$ 45.000.000,00! Tem como contar tanto dinheiro? Isto é valor que simplesmente não existe em espécie (bom, concordo que depende. Para alguns mensaleiros existia dentro de malas...), mas para pessoas humildes é dinheiro que não acaba mais.
Mas enfim, o que sempre planejo é nunca viver de ócio, mas ser sustentado claro, pelos rendimentos que esta grana toda geraria. No mais pobrinho, aquele que menos paga, a poupança, este valor renderia aproximadamente R$ 270.000,00 no primeiro mês! Já imaginou se eu me limitasse (!) a gastar apenas isto? Eita salariozinho mensal bom esse...
O engraçado é imaginar que não há limites para as pretensões baixas deste vivente que vos escreve.
Que carro eu teria? Onde eu viveria? Como seria a(s) minha(s) residência(s)?
E o que mais preocupa: que estilo de vida eu levaria? Como ficaria minha cabeça com tanto a minha disposição?
Putz. Isso seria um problema. Não haveria linha vermelha a ser ultrapassada, limites pré-estabelecidos ou ao menos algo que teria o poder de me segurar. Qual seria o meu norte?
Apenas minha própria cabeça, a própria razão, minhas próprias crenças. Os valores que com tanto amor e carinho, me foram ensinados pelos meus pais (mestres de vida).
Seria muito difícil claro, que os limites não mudassem com tanto nas mãos.
Ai é que ta. Podemos chegar à conclusão então que a falta de limites é prejudicial? Todos concordam? Acho que sim.
E de pensar que existem pessoas que nascem, crescem e vivem sem nenhuma linha vermelha, nenhum limite educacional imposto pelos pais ou aqueles que são responsáveis pela sua criação.
Sinceramente, to cansado de assistir ao noticiário e me sentir chocado com absurdos cometidos por adolescentes-de-classe-média-alta-pseudo-revoltados com algo que nem eles sabem bem o que é (rebeldes sem-causa, expressão antiga não?).
Estes dias fiquei pensando em quem poderia colocar a culpa. Sim, porque afinal de contas, a culpa tem que ser posta em alguém, sempre tem.
Seria da sociedade? A cultura que estamos criando neste exato momento exige que pais e responsáveis tenham que deixar seus filhos soltos, a Deus-dará? Realmente isto é recomendável? É algo que de alguma maneira, é obrigatório? A cultura contemporânea compulsoriamente exige isto? Conheço pessoas que pensam assim.
Não há cabimento. Como que concebemos filhos que serão criados apenas pelas regras impostas pelo mundo lá fora? Todos nós sabemos que a cada dia que passa estes tais limites avançam cada vez mais em direção a inexistência. Cabe a quem puxar as rédeas e colocar no caminho?
Ai chegamos ao ponto. Os pais são os responsáveis. Eles mesmos que tantas e tantas vezes colocam a culpa no mundo, na televisão, nas novelas até...
Eles são os culpados, os responsáveis por tanta barbárie. Uma criança criada com limites sólidos e baseada em valores concretos, que buscam sempre o que é bom e correto nunca espancaria um mendigo na rua, ou queimaria um índio na parada de ônibus por pura diversão. Veja bem, não estou falando de autoritarismo ou tirania. Mas sim de mostrar e demonstrar o que é certo, deixar claro que as conseqüências dos erros impostas pela vida começam dentro de casa.
Estou longe de ser um moralista, e posso estar soando como um demagogo. Não tenho filhos ainda. Não sei nada sobre o que é criar um ser que pode ter uma infinidade de variáveis. Nem ao menos deste amor eu já experimentei. Mas a única coisa que aprendi de antemão é amar de maneira correta. Importar-se, preocupar-se, ensinar, dar atenção, respeito e consideração. Apenas posso dizer que se um dia os filhos vierem, é disto que me utilizarei.
Amem seus filhos de maneira correta, é o que peço.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Da série: Mistérios do corpo humano - Parte II
Outras perguntinhas que todo mundo já se fez um dia, em que as respostas continuam sendo altamente úteis:
Primeira: Porque bocejos são contagiosos?
Pesquisando eu descobri que existem varias teorias sobre o bocejo, o que o causa e porque ele é contagioso. Porque isso é um fato. Se você não bocejou ainda lendo este inicio de artigo, podes ter certeza que vai bocejar só de estar lendo a palavra (eu mesmo já bocejei umas 3 vezes só de iniciar a escrevê-la).
Existem lendas que dizem que o bocejo é uma busca do organismo por mais oxigênio. Mentira. Não é.
Existe uma teoria que diz que a questão é comportamental. “O bocejo contagioso pode estar associado a aspectos enfáticos de atribuição do estado mental e é afetado negativamente pela intensificação dos traços de esquizofrenia assim como outras tarefas autoprocessadas relacionadas.”
Entendeu o que escrevi?
Pois é. Nem eu.
Mas enfim, o que acho que isso quer dizer é que imitamos quem está bocejando, mesmo que inconscientemente. Alias, se tu fores puxar pela memória, o ser humano não é o único que está exposto a esta contaminação de bocejo. Experimenta bocejar na frente do cachorro por exemplo, é óbvio que ele vai bocejar também. E não é só o cachorro que boceja, gatos, alguns pássaros e pasmem... peixes! Peixes também bocejam (nunca vi um bocejando, por isso duvido desta informação. Não consigo imaginar como seria um bocejo de peixe).
A única coisa que fico feliz é que é só o bocejo que é contagioso. Imagina se algumas outras coisas fossem também...
Como o peido por exemplo...
Segunda (e a mais descarada de todas): É verdade que quem tem pés grandes, tem outra coisa grande também?
Essa foi fácil de achar as mais variadas teorias e curiosidades. Por exemplo, na Europa, acredita-se que a distancia que existe entre cada lado do nariz, passando pela ponta, indicava o tamanho do pênis do vivente. Olha... ainda bem que tenho nariz grande (hehehe...). Pensando bem, imagina o tamanho das cuecas do Pinóquio, ou do Caçulinha por exemplo...
Seguindo uma outra linha de raciocínio, não parece haver prova nenhuma de que o tamanho de qualquer extremidade do corpo, sejam nariz, mãos ou pés, estejam intimamente relacionados com o tamanho do “guri.”
Existem até estudos sobre isto. Segundo informação retirada de um livrinho que tenho lá em casa, mediram pés, mãos e “guris” de mais de 100 homens ingleses, e não conseguiram descobrir qualquer relação de tamanho entre eles.
Mas uma coisa eu não sabia mesmo, e repasso a informação a vocês: proporcionalmente falando, um “guri” pequeno fica maior durante uma ereção do que um “guri” grande.
Pois é. Não entendi. Quer dizer que quanto menor o “guri” é, maior ele vai ser...?
(To brincando...)
Primeira: Porque bocejos são contagiosos?
Pesquisando eu descobri que existem varias teorias sobre o bocejo, o que o causa e porque ele é contagioso. Porque isso é um fato. Se você não bocejou ainda lendo este inicio de artigo, podes ter certeza que vai bocejar só de estar lendo a palavra (eu mesmo já bocejei umas 3 vezes só de iniciar a escrevê-la).
Existem lendas que dizem que o bocejo é uma busca do organismo por mais oxigênio. Mentira. Não é.
Existe uma teoria que diz que a questão é comportamental. “O bocejo contagioso pode estar associado a aspectos enfáticos de atribuição do estado mental e é afetado negativamente pela intensificação dos traços de esquizofrenia assim como outras tarefas autoprocessadas relacionadas.”
Entendeu o que escrevi?
Pois é. Nem eu.
Mas enfim, o que acho que isso quer dizer é que imitamos quem está bocejando, mesmo que inconscientemente. Alias, se tu fores puxar pela memória, o ser humano não é o único que está exposto a esta contaminação de bocejo. Experimenta bocejar na frente do cachorro por exemplo, é óbvio que ele vai bocejar também. E não é só o cachorro que boceja, gatos, alguns pássaros e pasmem... peixes! Peixes também bocejam (nunca vi um bocejando, por isso duvido desta informação. Não consigo imaginar como seria um bocejo de peixe).
A única coisa que fico feliz é que é só o bocejo que é contagioso. Imagina se algumas outras coisas fossem também...
Como o peido por exemplo...
Segunda (e a mais descarada de todas): É verdade que quem tem pés grandes, tem outra coisa grande também?
Essa foi fácil de achar as mais variadas teorias e curiosidades. Por exemplo, na Europa, acredita-se que a distancia que existe entre cada lado do nariz, passando pela ponta, indicava o tamanho do pênis do vivente. Olha... ainda bem que tenho nariz grande (hehehe...). Pensando bem, imagina o tamanho das cuecas do Pinóquio, ou do Caçulinha por exemplo...
Seguindo uma outra linha de raciocínio, não parece haver prova nenhuma de que o tamanho de qualquer extremidade do corpo, sejam nariz, mãos ou pés, estejam intimamente relacionados com o tamanho do “guri.”
Existem até estudos sobre isto. Segundo informação retirada de um livrinho que tenho lá em casa, mediram pés, mãos e “guris” de mais de 100 homens ingleses, e não conseguiram descobrir qualquer relação de tamanho entre eles.
Mas uma coisa eu não sabia mesmo, e repasso a informação a vocês: proporcionalmente falando, um “guri” pequeno fica maior durante uma ereção do que um “guri” grande.
Pois é. Não entendi. Quer dizer que quanto menor o “guri” é, maior ele vai ser...?
(To brincando...)
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Da série: Mistérios do corpo humano...
Durante uma reunião de amigos, regada claro, a muita cerveja e risada, papo vai, papo vem, e chegamos a dois impasses enormes e de soluções tremendamente difíceis (principalmente para um bando de bebuns) e úteis a humanidade:
Primeira: Porque os homens têm mamilos?
Segunda: Porque o quarto gira depois de beber?
Para solucionar estas incríveis dúvidas, lá fui eu pesquisar em meus poucos, mas ótimos livros (tirando os da série Vaga-Lume). Cheguei as seguintes respostas:
Primeira: Segundo pesquisas, os homens também são mamíferos, e quase todos os mamíferos têm características universais, como pêlos no corpo (tirando alguns aquáticos), três ossos nos ouvidos, e a habilidade de amamentar nossos filhotes com o leite que as fêmeas produzem em glândulas sudoríparas modificadas, as tais glândulas mamárias. Embora sejam as fêmeas que as possuem, todos os embriões iniciam o desenvolvimento de maneira semelhante, seguindo o modelo feminino até aproximadamente seis semanas de idade (Pára tudo! Isso quer dizer que todos nós somos mulheres até seis semanas de gestação...? Ai Santo Deus... quer dizer que eu já fui “moça” algum dia...? Até o Chuck Norris foi...?), só após este período em que todos seguem o modelo feminino, que o cromossomo “Y” se manifesta e o embrião passa a desenvolver características masculinas. O resultado é que os homens acabam com mamilos e um pouco de tecido mamário. Só para constar: existem até casos de câncer de mama em homens...! Pior ainda, existem medicamentos que fazem com que os nossos pequenos seios cresçam! Fujam das farmácias antes que todos tenham que comprar um “menina-moça” para usar durante o futebol...! Ou pelo menos então criem o habito de ler bulas de remédio...
Segunda: Vai dizer que você vivente, que já bebeu um pouco a mais pelo menos uma vez na vida, já não sentiu esta “agradável sensação” de que o mundo inteiro, começando pelo teu quarto, está girando envolta de ti, pequeno eixo...
Tudo isto acontece por causa do sistema vestibular. (Hein? Como? O que o vestibular tem a ver com isso?) Já explico:
O sistema vestibular é uma complexa rede de passagens e câmaras no ouvido interno que trabalha para controlar o equilíbrio e a orientação. Dentro do mesmo existem tubos e cavidades que contêm diferentes fluídos, cada um com uma composição distinta. Quando estamos sóbrios, ambos os lados do nosso tal sistema vestibular funcionam adequadamente, eles enviam impulsos simétricos ao cérebro. Quando nos embebedamos, por exemplo, o álcool muda a densidade do sangue e isso afeta os fluidos deste sistema de equilíbrio. E é ai que perdemos a orientação e a tontura começa...
Rafael também é cultura, alguém diria. Pode até ser verdade. Mas vai dizer que você nunca pensou na inutilidade das tetas masculinas? E também nunca rezou para que o quarto parasse de girar?
Para a utilidade das tetas masculinas, eu não tenho resposta. Agora para o quarto parar de girar, eu, no alto da minha vasta experiência de vida, já sei como fazer.
Sigam meus conselhos: troquem o travesseiro por um tijolo (ou por algo que seja sólido, e não fofo, sem malicias...) e coloquem um dos pés no chão...
Não que o mundo vai parar de girar, mas que tu vais conseguir te segurar, a isso vai...
Primeira: Porque os homens têm mamilos?
Segunda: Porque o quarto gira depois de beber?
Para solucionar estas incríveis dúvidas, lá fui eu pesquisar em meus poucos, mas ótimos livros (tirando os da série Vaga-Lume). Cheguei as seguintes respostas:
Primeira: Segundo pesquisas, os homens também são mamíferos, e quase todos os mamíferos têm características universais, como pêlos no corpo (tirando alguns aquáticos), três ossos nos ouvidos, e a habilidade de amamentar nossos filhotes com o leite que as fêmeas produzem em glândulas sudoríparas modificadas, as tais glândulas mamárias. Embora sejam as fêmeas que as possuem, todos os embriões iniciam o desenvolvimento de maneira semelhante, seguindo o modelo feminino até aproximadamente seis semanas de idade (Pára tudo! Isso quer dizer que todos nós somos mulheres até seis semanas de gestação...? Ai Santo Deus... quer dizer que eu já fui “moça” algum dia...? Até o Chuck Norris foi...?), só após este período em que todos seguem o modelo feminino, que o cromossomo “Y” se manifesta e o embrião passa a desenvolver características masculinas. O resultado é que os homens acabam com mamilos e um pouco de tecido mamário. Só para constar: existem até casos de câncer de mama em homens...! Pior ainda, existem medicamentos que fazem com que os nossos pequenos seios cresçam! Fujam das farmácias antes que todos tenham que comprar um “menina-moça” para usar durante o futebol...! Ou pelo menos então criem o habito de ler bulas de remédio...
Segunda: Vai dizer que você vivente, que já bebeu um pouco a mais pelo menos uma vez na vida, já não sentiu esta “agradável sensação” de que o mundo inteiro, começando pelo teu quarto, está girando envolta de ti, pequeno eixo...
Tudo isto acontece por causa do sistema vestibular. (Hein? Como? O que o vestibular tem a ver com isso?) Já explico:
O sistema vestibular é uma complexa rede de passagens e câmaras no ouvido interno que trabalha para controlar o equilíbrio e a orientação. Dentro do mesmo existem tubos e cavidades que contêm diferentes fluídos, cada um com uma composição distinta. Quando estamos sóbrios, ambos os lados do nosso tal sistema vestibular funcionam adequadamente, eles enviam impulsos simétricos ao cérebro. Quando nos embebedamos, por exemplo, o álcool muda a densidade do sangue e isso afeta os fluidos deste sistema de equilíbrio. E é ai que perdemos a orientação e a tontura começa...
Rafael também é cultura, alguém diria. Pode até ser verdade. Mas vai dizer que você nunca pensou na inutilidade das tetas masculinas? E também nunca rezou para que o quarto parasse de girar?
Para a utilidade das tetas masculinas, eu não tenho resposta. Agora para o quarto parar de girar, eu, no alto da minha vasta experiência de vida, já sei como fazer.
Sigam meus conselhos: troquem o travesseiro por um tijolo (ou por algo que seja sólido, e não fofo, sem malicias...) e coloquem um dos pés no chão...
Não que o mundo vai parar de girar, mas que tu vais conseguir te segurar, a isso vai...
domingo, 26 de agosto de 2007
Discovery Kids e suas lições...
Estou em casa, deitado em minha cama, assistindo Discovery Kids ao lado da minha sobrinha. O engraçado é que sou eu quem está deitado em seu colo...
Ela tem apenas 3 anos... e segue a linha de pessoas carinhosas da família...
Mas não falarei sobre ela, falarei sobre o que estamos assistindo. Os desenhos do tal canal, que não se comparam nem um pouco àqueles que eu assistia na idade dela.
Lembro-me do Nacional Kid, do Spectroman, do Chaves, Chapolin, do Pica-Pau, do He-Man, seu Gato-Guerreiro/Pacato, da She-Ra e do Corujito, entre tantos outros. Mas era muita luta, muitos vilões, muitos meninos ingênuos, super-herois fracassados, muito animais de cores fortes metidos a espertalhões enganadores. Mas nada de lições de vida.
Estranho tocar neste assunto? Pode até ser. Até porque é muito difícil mesmo achar uma lição de vida assistindo ao Coloradinho tomando pílula de nanicolina...
Mas é justamente isto que eu estou vendo nestes desenhos que minha sobrinha assiste. Lições de vida, ensinamentos.
Acabamos de assistir a um agora que se chama “Wilbur”, que na verdade é um pequeno tourinho de pelúcia animado através de pessoas escondidas atrás de balcões. Este menino tourinho ensina as crianças o valor de ler livros, e além de ler, ensina também o que é tratar os outros com respeito.
Na historia lida pelo Wilbur, existia um gigante que vivia em uma ilha, que um belo dia resolve se divertir soprando e fazendo vento para os pequenos veleiros que navegavam na beira da praia. Ao fazer isto, ele sopra forte demais, e os veleiros viram. Ele ri e se diverte, mas se vê obrigado a salvar os velejadores que estavam se afogando. Eles cobram uma explicação. O grandão se explica dizendo que estava apenas se divertindo, mas que não prestou atenção nas conseqüências que a diversão dele ocasionaria para os outros. Os velejadores dizem para ele que a diversão só é válida quando todos os envolvidos sabem o que esta acontecendo, concordam e se divertem juntos, se não houver estes três pré-requisitos, não há diversão, mas sim desrespeito.
Pois é.
Muito bom ter assistido algo que me lembrasse de certas coisas. Diversão e suas relações com o desrespeito. Se tu fores pensar, para a grande maioria estas duas coisas estão intimamente ligadas. E a tal ponto que é quase impossível desgrudá-las.
Conheço alguém que não sabe se divertir sem ofender, trair, magoar e entristecer as pessoas que a amam. É tanto desrespeito, tanta desconsideração, tanta... tanta... enfim...
(Suspiro)
Pessoas assim nós somos obrigados a cortar inteiramente de nossas vidas.
A minha sobrinha de 3 anos de idade acabou de aprender que para se divertir ela deve respeitar as pessoas...
E você, já aprendeu...?
Ela tem apenas 3 anos... e segue a linha de pessoas carinhosas da família...
Mas não falarei sobre ela, falarei sobre o que estamos assistindo. Os desenhos do tal canal, que não se comparam nem um pouco àqueles que eu assistia na idade dela.
Lembro-me do Nacional Kid, do Spectroman, do Chaves, Chapolin, do Pica-Pau, do He-Man, seu Gato-Guerreiro/Pacato, da She-Ra e do Corujito, entre tantos outros. Mas era muita luta, muitos vilões, muitos meninos ingênuos, super-herois fracassados, muito animais de cores fortes metidos a espertalhões enganadores. Mas nada de lições de vida.
Estranho tocar neste assunto? Pode até ser. Até porque é muito difícil mesmo achar uma lição de vida assistindo ao Coloradinho tomando pílula de nanicolina...
Mas é justamente isto que eu estou vendo nestes desenhos que minha sobrinha assiste. Lições de vida, ensinamentos.
Acabamos de assistir a um agora que se chama “Wilbur”, que na verdade é um pequeno tourinho de pelúcia animado através de pessoas escondidas atrás de balcões. Este menino tourinho ensina as crianças o valor de ler livros, e além de ler, ensina também o que é tratar os outros com respeito.
Na historia lida pelo Wilbur, existia um gigante que vivia em uma ilha, que um belo dia resolve se divertir soprando e fazendo vento para os pequenos veleiros que navegavam na beira da praia. Ao fazer isto, ele sopra forte demais, e os veleiros viram. Ele ri e se diverte, mas se vê obrigado a salvar os velejadores que estavam se afogando. Eles cobram uma explicação. O grandão se explica dizendo que estava apenas se divertindo, mas que não prestou atenção nas conseqüências que a diversão dele ocasionaria para os outros. Os velejadores dizem para ele que a diversão só é válida quando todos os envolvidos sabem o que esta acontecendo, concordam e se divertem juntos, se não houver estes três pré-requisitos, não há diversão, mas sim desrespeito.
Pois é.
Muito bom ter assistido algo que me lembrasse de certas coisas. Diversão e suas relações com o desrespeito. Se tu fores pensar, para a grande maioria estas duas coisas estão intimamente ligadas. E a tal ponto que é quase impossível desgrudá-las.
Conheço alguém que não sabe se divertir sem ofender, trair, magoar e entristecer as pessoas que a amam. É tanto desrespeito, tanta desconsideração, tanta... tanta... enfim...
(Suspiro)
Pessoas assim nós somos obrigados a cortar inteiramente de nossas vidas.
A minha sobrinha de 3 anos de idade acabou de aprender que para se divertir ela deve respeitar as pessoas...
E você, já aprendeu...?
sábado, 25 de agosto de 2007
Sexta feira, 24 de agosto de 2007. CASA DA BINAAA...!
Tim-Tim...! Saúdeeeee...!
Dani, Alexsandra e Paragua...
Eder e Alexsandra...
Eu (meio bebum e com a barba por fazer) e a Bina...
Em sentido horário: Paragua (no violão), Eder, eu, Dani e Gui (no outro violão)
Primeira vez que fui... e adorei!
Na próxima tem que dar um jeito de levar a excelentíssima...
Noite especial... Beijos e abraços...!
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
A evolução do conceito de família
De acordo com Leonardo Alves (2007), “Até o advento da Constituição Federal de 1988, o conceito jurídico de família era extremamente limitado e taxativo, pois o Código Civil de 1916 somente conferira o status familiae àqueles agrupamentos originados do instituto do matrimônio.”
Completando o que foi citado, o modelo de família reconhecido a que Leonardo Alves se referia era caracterizado como um ente fechado, em que a satisfação e felicidade de seus integrantes em permanecer unidos era menos importante do que a preocupação maior, que era a manutenção do vínculo (leia-se patrimônio) familiar, não interessando o preço a se pagar por isso. O divórcio era proibido, e a parte do casal que era culpado pela separação judicial era duramente punida com a perda da guarda dos filhos, do direito a alimentos e do nome de casado.
O conceito de família mudou muito se compararmos as definições do Código Civil de 1916 com o que se conceitua como família moderna, não acham?
Só para constar (nos autos do processo, hehehe), em 7 de agosto de 2006, a definição de família sofreu uma inovação no ordenamento jurídico nacional, segundo o art. 5º, II, da lei 11340/06: “No âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.” Conceito mais amplo que esse duvido que alguém faça.
O que pode se concluir neste aspecto, é que a família é determinada na verdade pelas necessidades sociais de seus integrantes, não é só uma instituição de origem biológica, que busca apenas a procriação ordenada da espécie, mas também é uma entidade que busca garantir o provimento de todos os envolvidos, sejam parentes “de sangue”, sejam apenas pessoas que moram juntas em uma estrutura estável, principalmente das crianças que dela se originam (aqui leia-se como provimento os âmbitos materiais e também educacionais/culturais).
Mas o que é família moderna? Como ela se constitui?
Segundo o autor que me utilizei de pesquisa, “é uma entidade histórica, ancestral como a história, interligada com os rumos e desvios da história ela mesma, mutável na exata medida em que mudam as estruturas e a arquitetura da própria história através dos tempos, a história da família se confunde com a história da própria humanidade.”
Mas isto apenas elucida o óbvio! O fato de que a família, como qualquer coisa que sofre influências da cultura em que está ambientada, sofreu mutações com o tempo.
Mas é justamente ai que quero chegar. O que se considera como família hoje em dia.
Entendo que seja tudo. Absolutamente tudo o que é constituído por dois ou mais seres humanos, sejam eles de qualquer orientação sexual e qualquer grau de parentesco, ou em alguns casos até não. Antigamente família era formada por marido, que detinha todo poder familiar, pela esposa, e os filhos legítimos (os de fora do casamento, sejam eles frutos de relações extra-conjugais ou qualquer outro tipo de relação não eram reconhecidos). O casamento nestes momentos, tinha como objetivo apenas os aspectos econômicos, a exemplo do estabelecimento dos vínculos patrimoniais contidos no artigo 230, C.C./16., da mútua assistência, artigo 231, C.C./16, do dever de educar e manter a prole, também no artigo 231, C.C./16. Ainda segundo o texto escrito por Leonardo Alves, “o regime matrimonial de bens ($$$$$) teve tratamento primordial do legislador, pois nada menos que 59 artigos do Código foram responsáveis por esta disciplina.”
O que podemos concluir através de tudo isto, e mais o tanto de informações que não citei, não é só que o conceito popular de família sofreu um tanto de modificações, mas sim que o direito, que tem papel de acompanhar as modificações culturais que a sociedade sofre com o passar do tempo, também está começando a acompanhar estes conceitos populares novos. Aos poucos os ordenamentos jurídicos se moldam ao que a sociedade considera certo, comum e normal.
O que antes tinha como preocupação principal apenas a manutenção do patrimônio familiar, hoje em dia apenas se mantém se houver laços afetivos, felicidade e respeito.
A entidade familiar é algo que continua sendo sagrado no entendimento popular e jurídico. Mas a entidade familiar onde há vínculos de amor e fraternidade é ainda mais.
Lembro de casos familiares antigos, onde a estrutura era justamente a que foi elucidada como a ideal, a traçada pelo código de 1916. O pai/marido era o único provedor, aquele que mandava em todos, e para minha surpresa este poder até embasado pela lei era. A mãe/esposa obedecia, até porque também a lei assim determinava. Imagine que as mesmas eram consideradas “relativamente incapazes” pelo código. Os filhos coitados, bom, os filhos tinham que antes de tudo ter a sorte de terem sido gerados dentro do núcleo familiar, porque se não fossem, azar o deles. Nem filhos “legítimos” eram, muito menos reconhecidos. Repito, tudo embasado pela lei brasileira.
Estes dias tive contato com o que eu posso exemplificar aqui como entidade familiar moderna. Imagine a situação: O marido, que tinha 72 anos, tinha 9 filhos biológicos, sendo eles gerados com 3 mulheres diferentes, elas respectivamente com 70, 54 e 34 anos de idade. As esposas (ou ex-esposas), por sua vez, também tinham filhos de outras relações, sendo que o numero de descendentes desta família totalizava 16 pessoas. 16! E o mais engraçado. Sentimento-fruto da ótima relação que todos têm entre si, mesmo os que não eram irmãos “de sangue” se consideravam como.
Dois dos filhos mais velhos, que tem aproximadamente 50 anos, tem filhos adotivos e também gerados por relações extra-conjugais.
Levando este pequeno caso em consideração, ainda há como conceituar família moderna? Há. No ordenamento jurídico existem alguns conceitos.
Mas popularmente falando, há? Claro que há. Mas eu continuo com a minha posição.
Família é tudo. Absolutamente tudo. Em todos os sentidos da palavra...
Completando o que foi citado, o modelo de família reconhecido a que Leonardo Alves se referia era caracterizado como um ente fechado, em que a satisfação e felicidade de seus integrantes em permanecer unidos era menos importante do que a preocupação maior, que era a manutenção do vínculo (leia-se patrimônio) familiar, não interessando o preço a se pagar por isso. O divórcio era proibido, e a parte do casal que era culpado pela separação judicial era duramente punida com a perda da guarda dos filhos, do direito a alimentos e do nome de casado.
O conceito de família mudou muito se compararmos as definições do Código Civil de 1916 com o que se conceitua como família moderna, não acham?
Só para constar (nos autos do processo, hehehe), em 7 de agosto de 2006, a definição de família sofreu uma inovação no ordenamento jurídico nacional, segundo o art. 5º, II, da lei 11340/06: “No âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.” Conceito mais amplo que esse duvido que alguém faça.
O que pode se concluir neste aspecto, é que a família é determinada na verdade pelas necessidades sociais de seus integrantes, não é só uma instituição de origem biológica, que busca apenas a procriação ordenada da espécie, mas também é uma entidade que busca garantir o provimento de todos os envolvidos, sejam parentes “de sangue”, sejam apenas pessoas que moram juntas em uma estrutura estável, principalmente das crianças que dela se originam (aqui leia-se como provimento os âmbitos materiais e também educacionais/culturais).
Mas o que é família moderna? Como ela se constitui?
Segundo o autor que me utilizei de pesquisa, “é uma entidade histórica, ancestral como a história, interligada com os rumos e desvios da história ela mesma, mutável na exata medida em que mudam as estruturas e a arquitetura da própria história através dos tempos, a história da família se confunde com a história da própria humanidade.”
Mas isto apenas elucida o óbvio! O fato de que a família, como qualquer coisa que sofre influências da cultura em que está ambientada, sofreu mutações com o tempo.
Mas é justamente ai que quero chegar. O que se considera como família hoje em dia.
Entendo que seja tudo. Absolutamente tudo o que é constituído por dois ou mais seres humanos, sejam eles de qualquer orientação sexual e qualquer grau de parentesco, ou em alguns casos até não. Antigamente família era formada por marido, que detinha todo poder familiar, pela esposa, e os filhos legítimos (os de fora do casamento, sejam eles frutos de relações extra-conjugais ou qualquer outro tipo de relação não eram reconhecidos). O casamento nestes momentos, tinha como objetivo apenas os aspectos econômicos, a exemplo do estabelecimento dos vínculos patrimoniais contidos no artigo 230, C.C./16., da mútua assistência, artigo 231, C.C./16, do dever de educar e manter a prole, também no artigo 231, C.C./16. Ainda segundo o texto escrito por Leonardo Alves, “o regime matrimonial de bens ($$$$$) teve tratamento primordial do legislador, pois nada menos que 59 artigos do Código foram responsáveis por esta disciplina.”
O que podemos concluir através de tudo isto, e mais o tanto de informações que não citei, não é só que o conceito popular de família sofreu um tanto de modificações, mas sim que o direito, que tem papel de acompanhar as modificações culturais que a sociedade sofre com o passar do tempo, também está começando a acompanhar estes conceitos populares novos. Aos poucos os ordenamentos jurídicos se moldam ao que a sociedade considera certo, comum e normal.
O que antes tinha como preocupação principal apenas a manutenção do patrimônio familiar, hoje em dia apenas se mantém se houver laços afetivos, felicidade e respeito.
A entidade familiar é algo que continua sendo sagrado no entendimento popular e jurídico. Mas a entidade familiar onde há vínculos de amor e fraternidade é ainda mais.
Lembro de casos familiares antigos, onde a estrutura era justamente a que foi elucidada como a ideal, a traçada pelo código de 1916. O pai/marido era o único provedor, aquele que mandava em todos, e para minha surpresa este poder até embasado pela lei era. A mãe/esposa obedecia, até porque também a lei assim determinava. Imagine que as mesmas eram consideradas “relativamente incapazes” pelo código. Os filhos coitados, bom, os filhos tinham que antes de tudo ter a sorte de terem sido gerados dentro do núcleo familiar, porque se não fossem, azar o deles. Nem filhos “legítimos” eram, muito menos reconhecidos. Repito, tudo embasado pela lei brasileira.
Estes dias tive contato com o que eu posso exemplificar aqui como entidade familiar moderna. Imagine a situação: O marido, que tinha 72 anos, tinha 9 filhos biológicos, sendo eles gerados com 3 mulheres diferentes, elas respectivamente com 70, 54 e 34 anos de idade. As esposas (ou ex-esposas), por sua vez, também tinham filhos de outras relações, sendo que o numero de descendentes desta família totalizava 16 pessoas. 16! E o mais engraçado. Sentimento-fruto da ótima relação que todos têm entre si, mesmo os que não eram irmãos “de sangue” se consideravam como.
Dois dos filhos mais velhos, que tem aproximadamente 50 anos, tem filhos adotivos e também gerados por relações extra-conjugais.
Levando este pequeno caso em consideração, ainda há como conceituar família moderna? Há. No ordenamento jurídico existem alguns conceitos.
Mas popularmente falando, há? Claro que há. Mas eu continuo com a minha posição.
Família é tudo. Absolutamente tudo. Em todos os sentidos da palavra...
terça-feira, 21 de agosto de 2007
- "Foi o teu bom-humor meu amor...!"
Conversa vai, conversa vem, a excelentíssima após ser indagada, me responde o que foi que mais a atraiu em minha pessoa:
- “De primeira? Bom, além do teu físico, o teu bom-humor foi cativante meu amor...!”
Bom-humor. O assunto me chamou a atenção...
Várias pessoas, quando indagadas sobre o primeiro pré-requisito para encontrar sua cara metade, respondem: “ser bem-humorada”.
Realmente, o bom-humor é algo fantástico, até porque não pode ser dado ou ensinado, mas sim adquirido, através de influência interna ou externa.
Externa por quê? Porque um ambiente bem-humorado tem o poder de nos deixar de bom-humor também. Por mais que existam pessoas que se irritam com o bom-humor alheio, se o coração estiver aberto, esta alegria toda é contagiosa. Também por óbvio que os acontecimentos do cotidiano influenciam neste quesito, se fores pensar até superficialmente sobre o assunto, duvido que alguém chegue à conclusão de que o humor resista a pneu furado, chefe gritão, professor recalcado, TPM da respectiva e contas vencendo. Mas é ai que enxergamos que na verdade, não devemos levar a vida tão a sério.
O Humor é necessário, ele torna o ser humano capaz de rir das circunstâncias ruins e até de si próprio. Também é um instrumento para caminhar bem na vida, ter leveza, seguir adiante, obter tolerância, sabedoria, ser mais solidário e evitar preconceitos. Digo mais, o humor liberta o lado saudável das relações e emoções humanas. Não falo só do riso e do sorriso solto, falo do relaxamento de tensões, que envolve imperceptivelmente o nosso estado de espírito e o bom andamento da vida.
Filosofia grátis a parte, podemos refletir de maneira prática.
Todos nós sabemos o que é ter pelo menos alguns momentos de bom-humor e felicidade. Também sabemos o que é estar cercado por pessoas bem-humoradas. Sabemos como o dia vai passando com as gargalhadas (como é bom gargalhar a plenos pulmões, tenho feito muito isto...), e principalmente o quanto que pessoas que mantém naturalmente e permanentemente o sorriso no rosto se tornam atraentes.
A felicidade atrai, a alegria também, a paz interior então, nem se fala. E é justamente ela que atingimos quando estamos em estado de graça, bem-humorados e felizes. Os problemas surgem, passamos por cima deles como se fossem quebra-molas e continuamos sorrindo, vendo tudo com um otimismo maior que barriga de beata velha.
Quando estamos assim, parece que as limitações não existem mais. Tudo é transponível. Com humor, podemos alterar a nós mesmos e consequentemente, as circunstancias da nossa vida. Busque a sua fonte, tente acha-la seja nos lugares mais fáceis, seja nos mais difíceis. Pode ser num sorriso de criança, num simples “oi mãe”, ou até naquele chocolate quente bem grosso num final de noite de inverno...
Alias:
Pensem bem: a vida pode não nos oferecer o bom-humor necessário de graça, mas este sentimento pode alterar esta mesma vida significativamente...
- “De primeira? Bom, além do teu físico, o teu bom-humor foi cativante meu amor...!”
Bom-humor. O assunto me chamou a atenção...
Várias pessoas, quando indagadas sobre o primeiro pré-requisito para encontrar sua cara metade, respondem: “ser bem-humorada”.
Realmente, o bom-humor é algo fantástico, até porque não pode ser dado ou ensinado, mas sim adquirido, através de influência interna ou externa.
Externa por quê? Porque um ambiente bem-humorado tem o poder de nos deixar de bom-humor também. Por mais que existam pessoas que se irritam com o bom-humor alheio, se o coração estiver aberto, esta alegria toda é contagiosa. Também por óbvio que os acontecimentos do cotidiano influenciam neste quesito, se fores pensar até superficialmente sobre o assunto, duvido que alguém chegue à conclusão de que o humor resista a pneu furado, chefe gritão, professor recalcado, TPM da respectiva e contas vencendo. Mas é ai que enxergamos que na verdade, não devemos levar a vida tão a sério.
O Humor é necessário, ele torna o ser humano capaz de rir das circunstâncias ruins e até de si próprio. Também é um instrumento para caminhar bem na vida, ter leveza, seguir adiante, obter tolerância, sabedoria, ser mais solidário e evitar preconceitos. Digo mais, o humor liberta o lado saudável das relações e emoções humanas. Não falo só do riso e do sorriso solto, falo do relaxamento de tensões, que envolve imperceptivelmente o nosso estado de espírito e o bom andamento da vida.
Filosofia grátis a parte, podemos refletir de maneira prática.
Todos nós sabemos o que é ter pelo menos alguns momentos de bom-humor e felicidade. Também sabemos o que é estar cercado por pessoas bem-humoradas. Sabemos como o dia vai passando com as gargalhadas (como é bom gargalhar a plenos pulmões, tenho feito muito isto...), e principalmente o quanto que pessoas que mantém naturalmente e permanentemente o sorriso no rosto se tornam atraentes.
A felicidade atrai, a alegria também, a paz interior então, nem se fala. E é justamente ela que atingimos quando estamos em estado de graça, bem-humorados e felizes. Os problemas surgem, passamos por cima deles como se fossem quebra-molas e continuamos sorrindo, vendo tudo com um otimismo maior que barriga de beata velha.
Quando estamos assim, parece que as limitações não existem mais. Tudo é transponível. Com humor, podemos alterar a nós mesmos e consequentemente, as circunstancias da nossa vida. Busque a sua fonte, tente acha-la seja nos lugares mais fáceis, seja nos mais difíceis. Pode ser num sorriso de criança, num simples “oi mãe”, ou até naquele chocolate quente bem grosso num final de noite de inverno...
Alias:
Pensem bem: a vida pode não nos oferecer o bom-humor necessário de graça, mas este sentimento pode alterar esta mesma vida significativamente...
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
49 anos...
Quando qualquer pessoa fala sobre alguma senhora de 49 anos, que imagem vem a sua cabeça?
Melhor, reformulando: Peço a você que agora, enquanto lê este ínicio de texto, imagine esta tal senhora de 49 anos, mas tente imaginar em detalhes: Cabelo, roupa, rosto, rugas, corpo, a ação do tempo sobre a forma física, vigor, humor, a falta de “sex appeal”... Imagine tudo em uma mulher que falta um ano para completar meio século de vida.
Imaginou...?
Podes ter certeza... Imaginou errado.
Aqui esta a tal senhora:

Melhor, reformulando: Peço a você que agora, enquanto lê este ínicio de texto, imagine esta tal senhora de 49 anos, mas tente imaginar em detalhes: Cabelo, roupa, rosto, rugas, corpo, a ação do tempo sobre a forma física, vigor, humor, a falta de “sex appeal”... Imagine tudo em uma mulher que falta um ano para completar meio século de vida.
Imaginou...?
Podes ter certeza... Imaginou errado.
Aqui esta a tal senhora:
Pois é. Hoje ela completa 49 anos. Aparenta?
Tudo bem, alguns vão dizer: “Mas ela é a Madonna”, ou “com o dinheiro que ela tem...”
Até concordo gente. Mas as soluções que se encontram por ai ao nosso alcance não se diferem muito das que ela se utiliza para manter isto tudo que vemos ai na foto. Sabe o que nos falta? Apenas auto-estima, animo e disciplina. Simples assim.
As pessoas costumam dizer que para mudar o corpo, basta querer. Olha... vai um pouco além disso, mas não é complicado. Não basta só querer, até porque querer todo mundo quer. O que tem que fazer é criar animo e coragem, e buscar algo que vá fazer diferença, como entrar em uma academia, começar a pratica de algum esporte, ou até mesmo as tão famigeradas caminhadas envolta de algum parque por ai. As opções são bem simples, mas muito eficazes. Qualquer coisa é válida, desde que envolva as três qualificadoras que citei agora a pouquinho.
Queres exemplos? Eu dou.
Tenho um amigo que perdeu incríveis 22 quilos em 3 meses e meio! Outro que perdeu 34 quilos em 5 meses! Eu mesmo ganhei 16 quilos – e nenhuma barriga – no ultimo ano. Algum tipo de cirurgia? Milagre? Remédio tarja preta?
Não.
Apenas disciplina, animo e auto-estima. A pessoa que se gosta vai querer o melhor para si. O que eles fizeram? Fecharam a boca para alimentos ricos em carboidratos, entraram em uma academia e malharam. Nem malharam tão pesado assim, apenas o fizeram de maneira muito disciplinada e diariamente.
Gente. O que estou querendo dizer é o seguinte: Não adianta nada ficar parado no lugar a vida inteira reclamando que se está gordo, se está magro, que se acha feio, que quer mudar mas não consegue. Etc...
O que adianta é transformar tudo isto em atitude. Vai lá e te puxa. A receita é simples, custa pouco (apenas alguns minutos por dia) e o resultado é rápido.
Nem vou entrar na questão da auto-sabotagem para aqueles que não correm atrás e inventam desculpas sem cabimento. Quer exemplo maior de auto-sabotador do que aquele que se matricula na academia e simplesmente não vai...? Parece até que tem alguém que o impede... e tem... a pessoa mesma se sabotando...
Mas enfim. Pensem bem. Se você não se aceita da maneira como é, busque a mudança. Mas com vontade.
E lembre-se:
Mudar o corpo é muito fácil... perto da dificuldade de se mudar a cabeça...
Mas a mudança do corpo começa justamente por ela...
Tudo bem, alguns vão dizer: “Mas ela é a Madonna”, ou “com o dinheiro que ela tem...”
Até concordo gente. Mas as soluções que se encontram por ai ao nosso alcance não se diferem muito das que ela se utiliza para manter isto tudo que vemos ai na foto. Sabe o que nos falta? Apenas auto-estima, animo e disciplina. Simples assim.
As pessoas costumam dizer que para mudar o corpo, basta querer. Olha... vai um pouco além disso, mas não é complicado. Não basta só querer, até porque querer todo mundo quer. O que tem que fazer é criar animo e coragem, e buscar algo que vá fazer diferença, como entrar em uma academia, começar a pratica de algum esporte, ou até mesmo as tão famigeradas caminhadas envolta de algum parque por ai. As opções são bem simples, mas muito eficazes. Qualquer coisa é válida, desde que envolva as três qualificadoras que citei agora a pouquinho.
Queres exemplos? Eu dou.
Tenho um amigo que perdeu incríveis 22 quilos em 3 meses e meio! Outro que perdeu 34 quilos em 5 meses! Eu mesmo ganhei 16 quilos – e nenhuma barriga – no ultimo ano. Algum tipo de cirurgia? Milagre? Remédio tarja preta?
Não.
Apenas disciplina, animo e auto-estima. A pessoa que se gosta vai querer o melhor para si. O que eles fizeram? Fecharam a boca para alimentos ricos em carboidratos, entraram em uma academia e malharam. Nem malharam tão pesado assim, apenas o fizeram de maneira muito disciplinada e diariamente.
Gente. O que estou querendo dizer é o seguinte: Não adianta nada ficar parado no lugar a vida inteira reclamando que se está gordo, se está magro, que se acha feio, que quer mudar mas não consegue. Etc...
O que adianta é transformar tudo isto em atitude. Vai lá e te puxa. A receita é simples, custa pouco (apenas alguns minutos por dia) e o resultado é rápido.
Nem vou entrar na questão da auto-sabotagem para aqueles que não correm atrás e inventam desculpas sem cabimento. Quer exemplo maior de auto-sabotador do que aquele que se matricula na academia e simplesmente não vai...? Parece até que tem alguém que o impede... e tem... a pessoa mesma se sabotando...
Mas enfim. Pensem bem. Se você não se aceita da maneira como é, busque a mudança. Mas com vontade.
E lembre-se:
Mudar o corpo é muito fácil... perto da dificuldade de se mudar a cabeça...
Mas a mudança do corpo começa justamente por ela...
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
O pequeno Rafael...
Todo mundo fica falando sobre sua própria infância. Eu vou falar da minha também.Lembro muito de viajar de pé no banco traseiro da Caravan 6 cilindros a álcool do meu pai, engraçado como não morri. Lembro também dos sorvetes de maria-mole, aqueles que vinham com bonequinhos de plástico dentro. Me recordo de tomar banho de chuva na praça na frente de casa, só de bermuda laranja, e nunca me gripar por isto. Pior! Não tinha essa de água engarrafada, era tudo da torneira e olhe lá! Lembro dos carrinhos-de-lomba com freio de mão... só que ao invés de borracha na ponta do mesmo, os meus tinham parafusos! Frear não freava, mas que soltava uma faisqueira...
Lembro de escutar os LP’s do Erasure da minha irmã mais velha. Lembro também da Kaoma, da Gretchen, do Chacrinha e da Rita Cadillac. Faustão existia, mas era na Bandeirantes que passava. Gugu era só no Viva a noite. Era um festival de programas humorísticos na TV: Chico City, Viva o Gordo com Jô Soares fazendo o Capitão Gay (me lembro de não entender o que era gay, nem porque aquele gordo aparecia vestido de rosa... na época as crianças ainda conservavam a inocência que hoje é tão rara...), e o melhor de todos, Os Trapalhões em sua formação completa. Lembro muito do Mussum falando “mézis” e da risada estranha do Zacarias, assistia a eles depois da missa de sábado a noite, que todo o bairro frequentava. Me recordo da minha mãe pedindo pra mim levantar e trocar o canal, não existia controles remoto naquela época. Lembro da Mara Maravilha, que pousou para a Playboy logo depois e meu pai não me deixou ver, do Sérgio Mallandro e da porta dos desesperados, da Xuxa e seus desenhos da caverna do dragão, da seleção jogando a copa de 86 e perdendo nos pênaltis para a França e do Grêmio perdendo o grenal do século. Lembro muito das figurinhas do campeonato brasileiro, e do maldito Tupãnzinho que era sempre a última, e nunca vinha. Me recordo com muito carinho das manhãs de domingo, e do meu maior herói em ação: Ayrton Senna...
Recordo-me de quebrar os dentes na escola, e quase não chorar. Lembro de que era o melhor em tudo: da classe, com as meninas, nos esportes, na catequese... não sei o que houve com o tempo, só sei que isto ficou perdido pela infância... Lembro de brigar com os meus vizinhos, e nem sempre levar a melhor. Mas o engraçado era que meia hora depois todo mundo era amigo de novo. Lembro dos revolveres e pistolas de brinquedo e de brincar de guerrinha, com batalhão, general e tudo. Engraçado como ninguém virou um serial killer ou um psicopata com isto...Lembro de comer pão com margarina, pão com manteiga, ovo frito no café da manhã, ovo frito no almoço, ovo frito na janta e meu colesterol hoje é perfeito. Refrigerante era bom... mas era meio raro. E quando vinha, vinha em garrafas de vidro de 1 litro, que depois viraram 1,250 litro, me recordo de ajudar o pai a ir ao vasilhame do super (não existia hiper, macro, atacado, big, bourbon, era só o Zaffari, Real ou Nacional) e entregar os cascos para ter desconto nas garrafas cheias. Dividíamos copos, sucos, cafés com leite e Nescaus... e ninguém pegava vermes de ninguém.
Tocávamos campainha e saíamos correndo. Organizamos corridas de bicicleta, onde quem não tava de chinelo quase sempre ganhava. Brincávamos com pequenos seres nojentos, lesmas, caramujos, baratas, etc, e ninguém se encheu de vermes de novo. Brinquedos novos eram só no natal ou no aniversário. E mesmo assim, geralmente eram usados, vindos dos irmãos mais velhos, assim também como as roupas, as bicicletas (monaretas, caloi-cross e BMX), e eu nunca fiquei bravo ou entrei em crise existencial por isto.
A gente tinha que se virar. E era bom. A gente sofria, mas aprendia. Por incrível que pareça, sobrevivi a tudo isto e não sou uma pessoa louca, doente ou de qualquer maneira com a vida arruinada. As preocupações eram menores antigamente, e a incidência de crianças infelizes também era. Éramos criados num ambiente de respeito, aonde o não de um pai às vezes vinha só por olhar, e era prontamente correspondido. Tínhamos liberdade (não existia celular, e-mail, msn, orkut ou afins), felicidade, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade no que fazíamos. E isso surtiu efeito no futuro que se seguiu.
Nascemos e fomos criados em época de transição, da repressão para a liberdade, da ditadura para a democracia, do falso caçador de marajás deposto para aqueles que estão cercados por ladrões comprovadamente culpados e fingem não saber de nada do que acontece. Vimos pessoas morrerem, pessoas desaparecerem, e pessoas sobreviverem, exatamente igual ao que continua acontecendo. E continuamos aqui.
A vida que tive no passado, sinto saudade. A vida que tenho agora, tento aproveitar. E a vida que terei pela frente, não sei como será. Só sei que tento me preparar, mas as coisas estão em constante e cada vez mais rápida mutação, e ninguém é tão rápido quanto o mundo girando, dia após dia, noite após noite.
Apenas uma coisa me alarma acima de tudo.
Se Deus me proporcionou viver a minha infância num período de tantas mudanças, o que estará reservado para a minha vida adulta...?
Ou pior... para minha velhice...?
Lembro de escutar os LP’s do Erasure da minha irmã mais velha. Lembro também da Kaoma, da Gretchen, do Chacrinha e da Rita Cadillac. Faustão existia, mas era na Bandeirantes que passava. Gugu era só no Viva a noite. Era um festival de programas humorísticos na TV: Chico City, Viva o Gordo com Jô Soares fazendo o Capitão Gay (me lembro de não entender o que era gay, nem porque aquele gordo aparecia vestido de rosa... na época as crianças ainda conservavam a inocência que hoje é tão rara...), e o melhor de todos, Os Trapalhões em sua formação completa. Lembro muito do Mussum falando “mézis” e da risada estranha do Zacarias, assistia a eles depois da missa de sábado a noite, que todo o bairro frequentava. Me recordo da minha mãe pedindo pra mim levantar e trocar o canal, não existia controles remoto naquela época. Lembro da Mara Maravilha, que pousou para a Playboy logo depois e meu pai não me deixou ver, do Sérgio Mallandro e da porta dos desesperados, da Xuxa e seus desenhos da caverna do dragão, da seleção jogando a copa de 86 e perdendo nos pênaltis para a França e do Grêmio perdendo o grenal do século. Lembro muito das figurinhas do campeonato brasileiro, e do maldito Tupãnzinho que era sempre a última, e nunca vinha. Me recordo com muito carinho das manhãs de domingo, e do meu maior herói em ação: Ayrton Senna...
Recordo-me de quebrar os dentes na escola, e quase não chorar. Lembro de que era o melhor em tudo: da classe, com as meninas, nos esportes, na catequese... não sei o que houve com o tempo, só sei que isto ficou perdido pela infância... Lembro de brigar com os meus vizinhos, e nem sempre levar a melhor. Mas o engraçado era que meia hora depois todo mundo era amigo de novo. Lembro dos revolveres e pistolas de brinquedo e de brincar de guerrinha, com batalhão, general e tudo. Engraçado como ninguém virou um serial killer ou um psicopata com isto...Lembro de comer pão com margarina, pão com manteiga, ovo frito no café da manhã, ovo frito no almoço, ovo frito na janta e meu colesterol hoje é perfeito. Refrigerante era bom... mas era meio raro. E quando vinha, vinha em garrafas de vidro de 1 litro, que depois viraram 1,250 litro, me recordo de ajudar o pai a ir ao vasilhame do super (não existia hiper, macro, atacado, big, bourbon, era só o Zaffari, Real ou Nacional) e entregar os cascos para ter desconto nas garrafas cheias. Dividíamos copos, sucos, cafés com leite e Nescaus... e ninguém pegava vermes de ninguém.
Tocávamos campainha e saíamos correndo. Organizamos corridas de bicicleta, onde quem não tava de chinelo quase sempre ganhava. Brincávamos com pequenos seres nojentos, lesmas, caramujos, baratas, etc, e ninguém se encheu de vermes de novo. Brinquedos novos eram só no natal ou no aniversário. E mesmo assim, geralmente eram usados, vindos dos irmãos mais velhos, assim também como as roupas, as bicicletas (monaretas, caloi-cross e BMX), e eu nunca fiquei bravo ou entrei em crise existencial por isto.
A gente tinha que se virar. E era bom. A gente sofria, mas aprendia. Por incrível que pareça, sobrevivi a tudo isto e não sou uma pessoa louca, doente ou de qualquer maneira com a vida arruinada. As preocupações eram menores antigamente, e a incidência de crianças infelizes também era. Éramos criados num ambiente de respeito, aonde o não de um pai às vezes vinha só por olhar, e era prontamente correspondido. Tínhamos liberdade (não existia celular, e-mail, msn, orkut ou afins), felicidade, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade no que fazíamos. E isso surtiu efeito no futuro que se seguiu.
Nascemos e fomos criados em época de transição, da repressão para a liberdade, da ditadura para a democracia, do falso caçador de marajás deposto para aqueles que estão cercados por ladrões comprovadamente culpados e fingem não saber de nada do que acontece. Vimos pessoas morrerem, pessoas desaparecerem, e pessoas sobreviverem, exatamente igual ao que continua acontecendo. E continuamos aqui.
A vida que tive no passado, sinto saudade. A vida que tenho agora, tento aproveitar. E a vida que terei pela frente, não sei como será. Só sei que tento me preparar, mas as coisas estão em constante e cada vez mais rápida mutação, e ninguém é tão rápido quanto o mundo girando, dia após dia, noite após noite.
Apenas uma coisa me alarma acima de tudo.
Se Deus me proporcionou viver a minha infância num período de tantas mudanças, o que estará reservado para a minha vida adulta...?
Ou pior... para minha velhice...?
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Processos de conquista
Gente, como é bom conversar com pessoas mais velhas. Esses tempos eu estava conversando com meu pai sobre o processo de conquista que um homem tinha que fazer, nos tempos dele, quando queria uma garota. Vocês já pararam para pensar nisso? Como que fazia nos tempos antigos? Como teu vô conquistou tua vó?
Eu pensei. Não só pensei como resolvi pesquisar sobre o assunto, perguntando pros mais antigos, claro. Vocês não sabem as surpresas as quais me dei conta. Não dá pra sequer imaginar hoje em dia este tipo de coisa sendo posta em prática.
Resolvi até organizar em tópicos, mostrando a “evolução” através dos tempos.
- Anos 30: Ele vai até a casa da pretende, vestindo um terno cinza que o tio Zélio deixou quando morreu e um chapéu panamá, e resolve fazer uma serenata ao pé da sua janela: “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa... do amor... ”. Depois, ao encontrar a amada, ele elogia os belos olhos cor de jabuticaba. Se conseguir conquistá-la, depois de muito tempo namorando no sofá à três (ele, a mocinha e a sogra), poderia derrepente, ver seus tornozelos.
- Anos 40: Ele liga para a Rádio da cidade e pede para tocar uma música em homenagem a sua amada: “A deusa da minha rua tem os olhos onde a lua costuma se embriagar... ”. Quando ela ouve a música, o convida para ir à sua casa no domingo a tarde e ele, para impressionar, vai, mas não sem antes colocar no pulso seu relógio novo em folha, e utilizar-se do pentinho preto, que guarda no bolso interno do casaco, para pentear o cabelo com brilhantina “Glostora” a cada 10 minutos, e pedir desculpas sempre quando espirra.
- Anos 50: Ele passa na casa dela, depois de muito tempo dizendo-se “enamorado” para a família, encontra o futuro sogro parado no portão, com cara de bravo, e pergunta: “Posso eu me apalavrear com sua filha”? Depois da celebre pergunta: “Quais são suas reais intenções para com ela”? Ele a convida para ir bailar na boate. Após anotar no caderninho de baile com quem está indo, ela aceita. Chegando lá, ele pede que o cantor ofereça uma bela bossa à sua acompanhante. “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça... ”. Mas, a conquista fica para o dia seguinte, porque o pai da moça está esperando, acordado, na sala por sua chegada em ponto às 8 e meia.
- Anos 60: Depois dela muito caminhar envolta da praça central, aquela que fica entre o Banco do Brasil e a Igreja, ele, sentado com os amigos cortando as unhas com seu corta-unha novo e apenas observando, resolve chama-la para conversar. Ela que não é boba nem nada, diz que só faz isso em companhia das suas amigas. Pois então ele resolve mostrar que suas intenções são sérias indo a casa dela para conversar com o sogro. Depois de alguns meses, já namorando muito discretamente no sofá da sala, ele coloca na vitrola: “Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito... ".
- Anos 70: Ele passa na casa dela com o fuscão laranja do pai, chama ela para dar uma volta e coloca um melô no toca-fitas: “Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no teu olhar... ”. Depois disso, nada melhor que uma volta no parque, ou um domingo em casa assistindo o Chacrinha.
- Anos 80: Ele pega o telefone, liga para ela, e enquanto conversa sobre o último “Disco de Ouro”, deixa tocar de fundo: “Fonte de mel, nos olhos de gueixa... ”, essa é do Caetano, mas poderia ser também qualquer uma do Fábio Jr. também. Dirigindo o seu XR3 conversível amarelo, ele a convida para dar uma volta no shopping, ou para assistir uma fita que ele locou na locadora. Utilizando-se dos Ray-Ban aviador (aquele do Tom Cruise) ele a seduz conversando sobre a prancha moreybug nova dele, que é igual a do Juba & Lula.
- Anos 90: Ele liga para ela, quando ela não está em casa e deixa gravada uma mensagem na secretária eletrônica: “Guria, quer ir no banks comigo ver os guris andar de skate? Te empresto minha Montain Bike pra ti ir junto. O Buiu disse que tem umas camisas novas de flanela pra vender, vou comprar umas, quer alguma também”? Depois de pedir que um amigo “faça-os-lado” (isso se o vivente é tímido...) ele chega e “gruda”.
- Anos 90/00: Ele liga para o celular dela e a convida para a festa na Berlim, aquela que toca todas do Gerasamba (Vulgo É o Tchan), da Cia do Pagode e do Tchacabum.
- Anos 2000: Ele chega em um chevette 81 branco rebaixado, com o sub-woofer e os mid-bass tocando um funk qualquer, ela entra no carro (e ele pensando que está abafando) a leva para o postinho. Lá, eles bebem juntos, entre a bomba de gasolina e as CG’s e RD’s dos amigos dele, escutando: “To ficando atoladinha... to ficando atoladinha...”. Depois, vão terminar a noite em outro postinho, dentro do carro, tomando uma Skol latão, fumando Free azul e conversando sobre a roupa ridícula que a fulana, aquela vagabunda que deu pro seu vizinho, aquele corno, estava vestindo...
Eu pensei. Não só pensei como resolvi pesquisar sobre o assunto, perguntando pros mais antigos, claro. Vocês não sabem as surpresas as quais me dei conta. Não dá pra sequer imaginar hoje em dia este tipo de coisa sendo posta em prática.
Resolvi até organizar em tópicos, mostrando a “evolução” através dos tempos.
- Anos 30: Ele vai até a casa da pretende, vestindo um terno cinza que o tio Zélio deixou quando morreu e um chapéu panamá, e resolve fazer uma serenata ao pé da sua janela: “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa... do amor... ”. Depois, ao encontrar a amada, ele elogia os belos olhos cor de jabuticaba. Se conseguir conquistá-la, depois de muito tempo namorando no sofá à três (ele, a mocinha e a sogra), poderia derrepente, ver seus tornozelos.
- Anos 40: Ele liga para a Rádio da cidade e pede para tocar uma música em homenagem a sua amada: “A deusa da minha rua tem os olhos onde a lua costuma se embriagar... ”. Quando ela ouve a música, o convida para ir à sua casa no domingo a tarde e ele, para impressionar, vai, mas não sem antes colocar no pulso seu relógio novo em folha, e utilizar-se do pentinho preto, que guarda no bolso interno do casaco, para pentear o cabelo com brilhantina “Glostora” a cada 10 minutos, e pedir desculpas sempre quando espirra.
- Anos 50: Ele passa na casa dela, depois de muito tempo dizendo-se “enamorado” para a família, encontra o futuro sogro parado no portão, com cara de bravo, e pergunta: “Posso eu me apalavrear com sua filha”? Depois da celebre pergunta: “Quais são suas reais intenções para com ela”? Ele a convida para ir bailar na boate. Após anotar no caderninho de baile com quem está indo, ela aceita. Chegando lá, ele pede que o cantor ofereça uma bela bossa à sua acompanhante. “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça... ”. Mas, a conquista fica para o dia seguinte, porque o pai da moça está esperando, acordado, na sala por sua chegada em ponto às 8 e meia.
- Anos 60: Depois dela muito caminhar envolta da praça central, aquela que fica entre o Banco do Brasil e a Igreja, ele, sentado com os amigos cortando as unhas com seu corta-unha novo e apenas observando, resolve chama-la para conversar. Ela que não é boba nem nada, diz que só faz isso em companhia das suas amigas. Pois então ele resolve mostrar que suas intenções são sérias indo a casa dela para conversar com o sogro. Depois de alguns meses, já namorando muito discretamente no sofá da sala, ele coloca na vitrola: “Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito... ".
- Anos 70: Ele passa na casa dela com o fuscão laranja do pai, chama ela para dar uma volta e coloca um melô no toca-fitas: “Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no teu olhar... ”. Depois disso, nada melhor que uma volta no parque, ou um domingo em casa assistindo o Chacrinha.
- Anos 80: Ele pega o telefone, liga para ela, e enquanto conversa sobre o último “Disco de Ouro”, deixa tocar de fundo: “Fonte de mel, nos olhos de gueixa... ”, essa é do Caetano, mas poderia ser também qualquer uma do Fábio Jr. também. Dirigindo o seu XR3 conversível amarelo, ele a convida para dar uma volta no shopping, ou para assistir uma fita que ele locou na locadora. Utilizando-se dos Ray-Ban aviador (aquele do Tom Cruise) ele a seduz conversando sobre a prancha moreybug nova dele, que é igual a do Juba & Lula.
- Anos 90: Ele liga para ela, quando ela não está em casa e deixa gravada uma mensagem na secretária eletrônica: “Guria, quer ir no banks comigo ver os guris andar de skate? Te empresto minha Montain Bike pra ti ir junto. O Buiu disse que tem umas camisas novas de flanela pra vender, vou comprar umas, quer alguma também”? Depois de pedir que um amigo “faça-os-lado” (isso se o vivente é tímido...) ele chega e “gruda”.
- Anos 90/00: Ele liga para o celular dela e a convida para a festa na Berlim, aquela que toca todas do Gerasamba (Vulgo É o Tchan), da Cia do Pagode e do Tchacabum.
- Anos 2000: Ele chega em um chevette 81 branco rebaixado, com o sub-woofer e os mid-bass tocando um funk qualquer, ela entra no carro (e ele pensando que está abafando) a leva para o postinho. Lá, eles bebem juntos, entre a bomba de gasolina e as CG’s e RD’s dos amigos dele, escutando: “To ficando atoladinha... to ficando atoladinha...”. Depois, vão terminar a noite em outro postinho, dentro do carro, tomando uma Skol latão, fumando Free azul e conversando sobre a roupa ridícula que a fulana, aquela vagabunda que deu pro seu vizinho, aquele corno, estava vestindo...
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Dado Bier, 04 de agosto de 2007.

Bina e eu. Ela foi... que bom... fiz a promessa de cervejadas futuras...
Elton beijoqueiro ...
Ai ai ... Unfffff ... (suspiro profundo...)
Boris, a excelentíssima dele, Cristine e Miguelito Zidane

Denovo Zidane, e o Xuxuzinho ... hehehe ...
Olha, tudo bem que duas festas de aniversário é exagero realmente. Agora enxergo...
Agora... as duas foram ótimas! To super satisfeito! Nessa do Dado umas 50 pessoas foram...!
Ano que vem... denovo... certo!
Bjos e abraços a todos que foram me prestigiar...
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
O nome do Blog
As aulas recomeçaram. E o convívio dos corredores acadêmicos voltou a fazer parte da minha rotina diária. Mas deixaremos para falar sobre isto outra hora, o que importa agora é a pergunta que me fizeram ontem, em pleno corredor da universidade:
- “O que quer dizer saudades-de-mim? Porque tu escolheste este nome pro teu blog?”
Pois é. Boa pergunta. Me fez pensar mais seriamente sobre o assunto.
No inicio das publicações, lá por outubro do ano passado, confesso que utilizei este nome para o blog pura-e-simplesmente porque achei bonito. É decepcionante, eu sei. Mas é a verdade. Lembro-me que a primeira publicação que fiz citava coisas que faziam parte do meu cotidiano na época (nossa...faz menos de um ano e eu estou falando como se fosse uma década...é que gente, o que vocês tem que compreender é que o salto que dei este ano valeu realmente pelos últimos 10 anos. Podemos fazer uma analogia com o governo brasileiro de outrora: o que para eles era “50 anos em 5”, para mim é “10 anos em 1”) como insônia, psicoterapia, incertezas, auto-menosprezo. No final completava dizendo que tinha “saudades de mim mesmo”.
Pois é.
Mentira.
Não tenho saudades de mim mesmo.
Não sinto falta do Rafael que passou, aquele que foi embora com o passar dos dias ou com o trem das 11. Não quero me aprofundar muito sobre o assunto, até porque o considero vergonhoso, mas aquele Rafael era muito maléfico e nocivo para si mesmo. E além do que eu não gostava dele mesmo. Achava-o chato, feio, cínico e um pouco complexado demais por conta de acontecimentos de um passado não muito distante. Sorte minha que ele já se foi... O que entrou no lugar é perfeito, interessante, lindo, realista e auto-confiante. Fizeram a mão e perderam a forma desta vez...
Ta, tudo bem. Não vamos exagerar. Não me acho desta maneira claro, apenas aprendi a gostar de mim. Mas tem algumas coisas que sinto saudade sim. Era uma época em que eu não me preocupava com muita coisa, ou melhor, as coisas com o que eu me preocupava não eram tão sérias assim (pseudo-namoradas que na verdade não significavam nada, por exemplo), a ignorância sobre a maioria dos assuntos me trazia felicidade, pois obvio, eu não tinha nem maturidade nem experiência para enxergar as mazelas e os defeitos do mundo, quanto mais de mim mesmo. Aquela velha historia que a ignorância na real, pode ser traduzida em felicidade verdadeira.
Não que o sofrimento não existisse, ele estava ali, mas eu apenas não tinha a percepção aguçada o suficiente para perceber seus efeitos.
Mas do que eu sinto saudade mesmo? Bom...sinto saudade da minha adolescência, das primeiras festas, das primeiras meninas, dos primeiros beijos, dos amigos do segundo grau, da época de cursinho, do início do Coméx, da falta de responsabilidade... dá pra perceber que não sinto falta de mim mesmo, mas sim do contexto em que estava inserido.
Mas enfim, o que importa é que o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa (nem é mais assim que se chama o tal banco...). Falando sério: agradeço aos céus todo dia por estar vivendo a melhor época de minha vida, por ter criado a capacidade de aprender com os erros/infelicidades, e com a esperança de um futuro feliz ao lado de quem gosta de mim. Isto por si só já seria motivo para estourar uma Freixeinet Demi-sec, mas agora está chegando na hora de fazer balanços de tudo o que está acontecendo... após isto, comemoro.
Isto claro, se a minha falta de tempo deixar...
Obs.: Mudar nome do Blog porque não reflete a realidade? Nem pensar! Qualquer coisa eu boto a culpa na tal “licença poética...”
- “O que quer dizer saudades-de-mim? Porque tu escolheste este nome pro teu blog?”
Pois é. Boa pergunta. Me fez pensar mais seriamente sobre o assunto.
No inicio das publicações, lá por outubro do ano passado, confesso que utilizei este nome para o blog pura-e-simplesmente porque achei bonito. É decepcionante, eu sei. Mas é a verdade. Lembro-me que a primeira publicação que fiz citava coisas que faziam parte do meu cotidiano na época (nossa...faz menos de um ano e eu estou falando como se fosse uma década...é que gente, o que vocês tem que compreender é que o salto que dei este ano valeu realmente pelos últimos 10 anos. Podemos fazer uma analogia com o governo brasileiro de outrora: o que para eles era “50 anos em 5”, para mim é “10 anos em 1”) como insônia, psicoterapia, incertezas, auto-menosprezo. No final completava dizendo que tinha “saudades de mim mesmo”.
Pois é.
Mentira.
Não tenho saudades de mim mesmo.
Não sinto falta do Rafael que passou, aquele que foi embora com o passar dos dias ou com o trem das 11. Não quero me aprofundar muito sobre o assunto, até porque o considero vergonhoso, mas aquele Rafael era muito maléfico e nocivo para si mesmo. E além do que eu não gostava dele mesmo. Achava-o chato, feio, cínico e um pouco complexado demais por conta de acontecimentos de um passado não muito distante. Sorte minha que ele já se foi... O que entrou no lugar é perfeito, interessante, lindo, realista e auto-confiante. Fizeram a mão e perderam a forma desta vez...
Ta, tudo bem. Não vamos exagerar. Não me acho desta maneira claro, apenas aprendi a gostar de mim. Mas tem algumas coisas que sinto saudade sim. Era uma época em que eu não me preocupava com muita coisa, ou melhor, as coisas com o que eu me preocupava não eram tão sérias assim (pseudo-namoradas que na verdade não significavam nada, por exemplo), a ignorância sobre a maioria dos assuntos me trazia felicidade, pois obvio, eu não tinha nem maturidade nem experiência para enxergar as mazelas e os defeitos do mundo, quanto mais de mim mesmo. Aquela velha historia que a ignorância na real, pode ser traduzida em felicidade verdadeira.
Não que o sofrimento não existisse, ele estava ali, mas eu apenas não tinha a percepção aguçada o suficiente para perceber seus efeitos.
Mas do que eu sinto saudade mesmo? Bom...sinto saudade da minha adolescência, das primeiras festas, das primeiras meninas, dos primeiros beijos, dos amigos do segundo grau, da época de cursinho, do início do Coméx, da falta de responsabilidade... dá pra perceber que não sinto falta de mim mesmo, mas sim do contexto em que estava inserido.
Mas enfim, o que importa é que o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa (nem é mais assim que se chama o tal banco...). Falando sério: agradeço aos céus todo dia por estar vivendo a melhor época de minha vida, por ter criado a capacidade de aprender com os erros/infelicidades, e com a esperança de um futuro feliz ao lado de quem gosta de mim. Isto por si só já seria motivo para estourar uma Freixeinet Demi-sec, mas agora está chegando na hora de fazer balanços de tudo o que está acontecendo... após isto, comemoro.
Isto claro, se a minha falta de tempo deixar...
Obs.: Mudar nome do Blog porque não reflete a realidade? Nem pensar! Qualquer coisa eu boto a culpa na tal “licença poética...”
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