terça-feira, 15 de julho de 2008

Nada, absolutamente nada...

Nos últimos dias estive pensando muito sobre este espaço aqui, que antes deste texto fecharia dois meses inativo.
Sinceramente confesso que o mesmo se encontra abandonado desta maneira por pura falta de saco para escrever. Mas por favor, querido leitores, não me entendam mal...
Não perdi o gosto pela escrita, perdi sim o gosto pelos assuntos dos quais eu vivia escrevendo. Tenho o habito de ler e reler o que costumava escrever e sempre gosto muito, mas vejo que na fase em que estou não teria mais ânimo algum para ficar filosofando e divagando sobre coisas ou assuntos sentimentais.
Era muito blá blá blá, confesso. Mas eu não me arrependo não, muito pelo contrário, adoro o que escrevi até dois meses atrás, acho sinceramente que conseguia de maneira satisfatória deixar claras as minhas idéias e opiniões.
Vocês podem ver pela qualidade deste texto que realmente estou cagando e andando para estrutura, nem sequer tenho a preocupação de agradar a quem me lê neste momento.
Querem saber? Já que estou sem saco algum para escrever sobre coisinhas bonitinhas e que tocam os sentimentos, mas tenho vontade de digitar algo... vou escrever... sobre nada!
Isso mesmo. Nada...!

Vocês viram o tempo que fez hoje? Um baita calorão em pleno Julho! Daqui a pouco teremos que sair para rua de manga curta. Li hoje na previsão que este calor vai durar até domingo, e que na segunda que vem teremos frio novamente. Eu sinceramente gosto muito mais do frio do que do calor e sofro muito menos no inverno do que no verão.
E o Grêmio hein? Será que se classifica pra Libertadores este ano? Eu acho que sim, mas campeões a gente não vai ser. É muito difícil sem o Roger, que alias, fez uma puta sacanagem com a gente, vocês não acham? Claro que fez, quem é mercenário nunca vai deixar de ser.
O que será que aconteceu com o casal Nardoni? Nem na mídia mais elas aparecem. Dizem que vão ser soltos, justo eles que fizeram uma brutalidade incrível. Imagina, jogar uma pobre criancinha pela janela, a própria filha. Não existe atrocidade maior.
E a Yeda hein? Será que se safa? Eu acho que sim. Este tipo de escândalo de corrupção sempre acaba em pizza.
E a novela das oito, vocês viram? Nem eu.
E a bunda da mulher melancia? Alguém ai acha bonita? Eu não acho. Vê se tem cabimento, aquela mulher é quase obesa, e fica se rebolando toda encostada numa parede com uma sainha mínima por cima de um fio dental que nem aparece enfiado no meio daquela imensidão. Prefiro muito mais a velha e boa Feiticeira.
E aquela pagodeira de domingo, você gosta de ir? Nem eu.

Viu como é fácil conversar o dia inteiro e não dizer absolutamente nada? Hoje pela manhã aconteceu, e por mais que a conversa toda tenha sido sobre como estão as coisas...

Não significou absolutamente nada... a coisa toda não significa mais nada... significou algum dia... mas hoje tem tanto valor quanto o papo furado que escrevi no conteúdo e a mentira toda que disse na introdução deste texto...

Não significa e não vale mais nada...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

E se...

E se não fosse desse modo? E se tivesse aproveitado a chance? E se realmente tivesse acontecido? E se tivesse agido...?
E se houvesse pensado diferente? Traçado estratégia diferente? Feito às leituras dos fatos de maneira diferente? E se optasse diferente do que optei...?
E se eu tivesse ido ao invés de ficar? E se não houvesse doença? E se eu tivesse investido no sonho? E se a viagem tivesse se concretizado...?
Não tivesse tido ciúmes? Não tivesse te deixado perder a admiração? Se não deixasse dominar...?
E se eu não tivesse me dado bem? Tivesse investido naquela mulher? Se houvesse rolado? E se desses abertura...?
E se tivéssemos ganho do Boca? Se não tomássemos aquele gol? E se o Rubinho não tivesse deixado a Ferrari? E se o Senna não tivesse morrido...?
E se eu não estivesse bêbado? E se não acendesse cigarro? Se não tivesse parado de malhar? E se nunca tivesse malhado...?
E se eu fosse estudar? E se não sentisse medo? Se não me preparasse? Se deixasse de lado os receios e fosse atrás? Se não tivesse coragem...?
E se não trabalhasse tanto? E se não trabalhasse? E se trabalhasse mais...?
Se não tivesse comprado tanto? Gasto tanto? E se tivesse gasto mais dinheiro, tempo, paciência? E se não economizasse dinheiro? E se não tivesse trocado o carro?
Se fosse embora quando tivesse que ir? Se tivesses me pedido pra ir ao invés de ficar...
E se fosse mais velha? E se fosse mais nova? E se fosse madura? E se não fosse tão séria? E se fosse menos bonita? E se fosse menos feia? E se eu não levantasse tantas dúvidas...?
E se eu não inventasse tanto problema? Digerido tanta dor...?
Se não houvesse retorno? E se eu ainda tocasse? E se eu ainda te tocasse? E se continuasse a ensaiar? Se não sentisse inveja de quem continuou...?
E se tivesse assistido ao show? Se eu não tivesse ido? E se retornasse os olhares...? Se deixasse claro o que penso? E se a vergonha não fosse um valor a mim ensinado...?

E se não me deixasse partir? Se não me deixasse me acomodar? Se a conjuntura fosse diferente? Se o momento fosse outro? Se não sofresses tais influências...?
E se teu olhar não brilhasse? E se não continuasses me procurando nas ruas, nas musicas, nos lugares e nas pessoas? Se não tivesses feito nada errado...?
E se tu viste aquele filme? Aquela frase? Aquele texto? Aquela fase...?
E se não fosse tão tarde? E se me respeitasse? E se me ajudasse...?

“Se a gente não tivesse feito tanta coisa? Se não tivesse dito tanta coisa? Se não tivesse inventado tanto...?”

E se nunca houvesse ligado o rádio... Não teria escutado Kid Abelha neste exato momento...

Ou seja, nunca saberia que a idéia deste texto não é original... saco.

(Perdoem-me os leitores pelo final, mas realmente esta música tocando acabou com toda e qualquer possibilidade para continuar escrevendo isto... e eu nem gosto de Kid Abelha)

terça-feira, 27 de maio de 2008

Humano como todos...

As dimensões de tudo o que vejo em termos de passado, presente e futuro meio que mudaram nas ultimas semanas. Mas não em tudo.
Façamos um pequeno balanço:
- Insegurança? Claro, normal. Em níveis aceitáveis, até porque pessoa insegura demais acaba por duvidar inclusive de saco de cimento (concreto).
- Estresse? Em dados momentos sim. Mas passo longe de ser uma pessoa considerada estressada, até porque é justamente nestas horas que me faço valer de válvulas de escape que sempre funcionam (falar mais besteira do que se escuta no Zorra Total por exemplo... até porque as minhas garantem muito mais risadas do que as do programa global).
- Desilusão? Por óbvio. Mas desta vez não com uma pessoa em particular, mas sim com as conjunturas sócio-afetivas em que me encontro agora, e nas quais enquadro quem aparece pela minha frente.
- Confiante? Não sei. Acredito que sou ainda, pois segundo o que uma amiga minha me disse, “tu continuas lindo, bem vestido, cheiroso, gostoso, super querido, honesto, leal, trabalhador, maduro, prestativo, inteligente, atencioso, carinhoso e de beijo bom... que mulher não gosta disso tudo?”. Agora está na hora de dar o passo adiante... acreditar nisto tudo assim, junto em uma só pessoa, ainda mais sendo eu este exemplar de ser humano perfeito.
- Humilde? Vide resposta acima.
- Solteiro? Sim, estou.
- Sozinho? Depois de muitos experimentos em curto espaço de tempo, sim, também estou. Mas por opção própria.
- Orgulhoso? Claro que sim. Sempre vou ser propagador do estilo de vida que tem como elemento cerne o orgulho próprio. Sem demagogias.
- Esperançoso? Continuo sendo. Mas sejamos realistas, já começo a imaginar certas situações em que custava pensar antes. Ex.: Na falta de alguma (mulher) que se encaixe nos meus parâmetros, ficar solteiro, bem sucedido e respeitado o resto da vida me parece uma boa alternativa (seria a única que me restaria o mesmo...).
- Vontade de mudar? Estou começando a sentir a necessidade. Mas como a gente só mexe em time que perde e considero que continuo ganhando, to meio que relutando.
- Voltar atrás? Nem pensar. Segundo Van Damme: “retroceder nunca, render-se jamais!”
- Fé? Em Deus, sempre. No mundo, nas pessoas e nas mulheres... abalada.
- Satisfeito? Hahahaha... e quem é...? E além do mais: é bom ser...?
- Indecisão? Sim, sempre. Mas isso não pertence só a mim, pertence a cada ser que habita este planeta.
- Inveja básica? Vide resposta acima.
- Medo? E quem não tem? Só o Chuck Norris e o Charles Bronson que não...

- Solidão? Não gosto de admitir mas... digamos que quem eu quero (acho que) não me quer. Ou quer e não está com disponibilidade no momento.

Trocando em miúdos: digamos que eu miro muito, só não puxo o gatilho porque tenho medo de desperdiçar a munição em alvo que não sinto segurança que vou acertar...

E para terminar:

Aberto para continuar tentando, seguindo e me aprimorando como ser humano? Com toda certeza. Até porque tudo vale a pena se a alma não é pequena... segundo o que diz o guardinha do CAFF...

domingo, 18 de maio de 2008

Direitos do sexo masculino...

www.direitosdohomem.com.br

Esse ai é o site. Trata dos direitos que todo homem deveria ter e, se quiser ou não, usufruir. Verdadeiras pérolas que merecem ser listadas e comentadas, e adicionadas a outras que me brotam da cabeça, e da dos meus amigos também.

Segundo o site, todo homem tem direito de:

- Ser gordinho;
- Pegar mulher feia;
- Mijar em paz;
- Não prestar atenção no que a mulher fala;
- Ser mais baixo que sua mulher;
- Não se barbear;
- Não comer comida light;
- Viajar em uma moto;
- Tomar cerveja;
- Abraçar uma árvore;
- Não saber a escalação do Flamengo de 1981, mas fingir que sabe;
- Pedir a saideira;
- Jogar bola.

Agora, segundo eu e os meus amigos, todo homem tem direito de:

- Rir dos próprios peidos;
- Contar piada de sogra;
- Assar carne;
- Desejar sexualmente as amigas;
- Lavar o carro quantas vezes quiser;
- Chorar;
- Tirar sarro um do outro por qualquer motivo;
- Falar de futebol, carro e mulher;
- Comparar qualquer mulher a própria mãe;
- Ir ao estádio;
- Mijar no muro, na grama, no pneu, na árvore...
- Não se depilar;
- Usar as “domingueiras” rasgadas;
- Xingar o Galvão Bueno;
- Amar seus cachorros;
- Ter o Senna como seu ídolo eterno;
- Cantar música bagaceira;
- Falar palavrão;
- Palitar os dentes;
- Coçar;
- Invejar a churrasqueira que o fulano tem;
- Dormir de pijama velho;
- Não gostar do cunhado;
- Não gostar de fazer compras;
- Usar camiseta de futebol;
- Rir de cortes de cabelo ridículos;
- Não saber cozinhar, lavar e passar;
- Gostar de comida ruim;

E por fim...

- Assistir a todas as corridas e jogos que passam pela TV...

domingo, 4 de maio de 2008

Pretensões a curto, médio ou longo prazo...

Cara, que coisa incrível.
Tem coisas que a gente custa acreditar. O fato de estar querendo algo que não vejo como ter serve como exemplo. Veja bem: “não vejo” não é igual a “não posso”, há possibilidades, mas tenho certeza que é um dos maiores desafios que enfrentarei na vida, com toda esta clareza de ambições, isto porque irei fazer nem que tenha que penhorar minhas tão amadas calças justas.
Talvez por isto que tenhas tanto valor, pelo tamanho do abismo...
Ai que está o problema: não sei como ir em frente, confesso. Não tenho medo de cair, só que há tantas barreiras a derrubar antes de chegar a ti... o que não sei é se sou eu quem as coloco ou se é tu... o fato é que me considero fora dos teus parâmetros, sem nem saber quais são eles.
Podia agora escrever uma dissertação pseudo-filosofica sobre o assunto, daquelas que estou acostumado a fazer (sou o rei, e adoro isto) falando sobre possíveis pontes, sobre tentar pular o tal abismo de uma vez e me esborrachar no chão, ou descer o penhasco, atravessar a correnteza do rio, escalar o desfiladeiro e chegar ai cansado demais pra te dar atenção. Acho também que o que me falta é exatamente isto, parar de enrolar filosofando e ir direto ao assunto.
Como já deixei claro, derrepente o aspecto todo que me apaixona cada vez mais é a dificuldade que tudo isto me impõe. E será que seria justo realmente colocar-te a par que tentarei chegar até ai, no teu patamar? Não sei. Vai que realmente eu chegue cansado. De algo tenho certeza: faz tempo que não sinto saudade de alguém, muito menos alguém que não tenho nada.
Quando estou na tua presença é difícil disfarçar o interesse (não sei por que o faço), depois vou para casa sempre com uma vontade de te ligar (sem ter teu número), de falar-te qualquer coisa... de ter ficado um pouco mais na qualidade de teu ouvinte...
Sensação boa esta. Eu estava com saudade de sentir saudade, os queridos leitorinhos que agora me lêem são testemunhas e hão de concordar comigo que esta condição é tão boa...

Não havia me dado conta, mas... vou chegar até ai, nos teus parâmetros um belo dia, independente do tempo que irá demorar, e pior, sei que tu sabes (ou saberás) disto... Mas tem outra: quando finalmente chegar tu já estarás mais além... é... alegria de pobre dura pouco.
Solução do problema? Como eu faço pra descascar tamanho abacaxi? Putz. Não sei. Vou levando desta vez.

Talvez tenha que ir com calma, talvez também, tenha que ir com pressa.
E se fosse com muita sede ao pote? E se te cansasse ir tão devagar?
E a hierarquia, existe pra ti? E a hierarquia, existe só pra mim?
Tu me notas? Tu não me notas?
O que faço pra transparecer...? Será que devo?

Derrepente tenha que deixar claro, derrepente também, deixo claro cedo demais e tomo um não prévio que não seria bom... porque daí, nada mais iria para frente.

Alguns dias atrás reclamava que estava com saudade de algo que me chamasse a atenção. Na verdade já havia tu, que chamava...

Eu que estava tentando esconder pra não deixar claro que não sei o que fazer...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pequena conversa com a leitora imaginária

Já é noite, o feriado se foi. O que eu fiz hoje? Nada. Absolutamente nada. Se isso é bom ou é ruim? É bom... é ótimo.
Vi o dia passar pela sacada do 9º andar, que é como eu chamo este lugar aqui. Tudo tem outra aparência daqui de cima. O dia, a rua, as pessoas, os carros, o clima, a cidade, a fumaça, o movimento... a velocidade que as coisas passam ou acontecem. É por isso que desperdiço meu tempo livre por aqui. Desperdiçar tempo faz bem? Claro que sim! Todos têm o direito ao ócio prazeroso. Tal qual um carro de corrida, pit-stops são necessários.
Ficaste pensando no que o dia todo? Muita coisa. Pensei em cortar o meu próprio cabelo, mas a coisa não deu muito certo. Pensei também em comer muito, sorte minha, pois a Tereza antes de ir curtir o feriado ontem fez um monte de salgados e doces. Pensei em tomar capuccino, mas não levantei daqui ainda. Pensei em te ligar, sabichona ocupada, mas não sei por que não liguei. Pensei em possibilidades, mas nenhuma delas me parece concreta. A principal coisa que pensei foi o quanto as pessoas atropelam as coisas, sem nem saber o porquê. Se pensassem mais nas responsabilidades que estão assumindo, acredito que muito sofrimento seria poupado.
Porque tu pensaste nisso? Não sei. Deve ser pelas coisas que acontecem, como tudo. Pensa bem e veja se eu não tenho razão: um casal adolescente que engravida pensou nas responsabilidades que teriam que assumir? Alguém que largou o emprego porque não gostava de algo banal, sem arranjar algo melhor antes, pensou nas responsabilidades que se tem que cumprir todo final de mês? Antes de enganar a pessoa aquela, o fulano canalha pensou nas responsabilidades que existiam em assumir um relacionamento sério? Antes de bater o carro e matar alguém, o pia aquele pensou nas responsabilidades de se dirigir bêbado? Antes de perder o sono pelo cartão de crédito estourado, pensaste na responsabilidade de fazer novas contas? Antes de falar a verdade para aquela pessoa, pensaste na responsabilidade que alguém assume quando é verdadeiro? Antes de decidir não te esforçar, pensaste nas responsabilidades que o fracasso traz? Entre tantas outras...
Tá bom. Na verdade pensei nisso porque tive contato agora à tarde com uma situação estranha... daquelas que não dá pra ficar falando muita coisa, a não ser escutar e deixar para tirar as próprias conclusões depois. E é isso que vou fazer. Pára! Fala! Tu não tem pena de mim que fiquei curiosa? Não.
Tu não tens medo de ficar chato? Na verdade tenho, mas não de ficar, sim de transparecer o quanto eu já sou. Mas não ser chato de vez em quando é por si só uma baita chatice. Mas voltando ao assunto: Pensar é bom, pensar faz bem... mas a grande maioria não gosta de pensar muito. Mas então eu proponho um consenso: Vamos todos seguir o ditado aquele, e pensar duas vezes antes de tomarmos qualquer atitude ou decisão que atinja alguém, pode ser? Se é pra ter responsabilidades, vamos ser responsáveis.

Tu ficaste sozinho o dia inteiro?

Agora tu já estas querendo saber demais... te coloca no teu lugar...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Como diz o "Italian Stallion"...

“Não importa o quão forte você pode bater, mas sim, o quanto você pode apanhar da vida e continuar indo em frente, continuar movendo-se para frente"
Eu acredito.

domingo, 27 de abril de 2008

Estafa e satisfação...

Nossa, mas que domingo estranho. Acordei com dor de cabeça por conta da noite de ontem, que foi muito divertida. Aliás, aprendi a dar muito valor a momentos assim, aqueles que a gente “enfia o pé na jaca” e dá muita risada. Tá servindo muito para desestressar, pra tirar a cabeça dos pepinos, batatas e abacaxis que necessitam ser descascados todo santo dia.
Essa rotina de dois empregos, minha segunda graduação e mais dois cursos está sendo realmente, muito satisfatória, mas também muito cansativa. Quando chega o sábado a noite, preciso fazer algo que tire a cabeça do seu ritmo frenético e normal... e isso que eu queria me ocupar mais, sem nem ter como pela total e completa falta de tempo (das 6 da manhã à meia-noite, every day...).
Bom, quem manda eu querer assumir todas as demandas do mundo...!? Dizem que os grandes estrategistas de guerra alternavam períodos de avanço com períodos de recolhimento necessário. Digamos que na batalha de todos os dias, estou no período de avanço, de colocar a cara à tapa, de botar o bloco na rua e evoluir (isso que todos sempre me disseram que o que sempre fiz é o contrário de ficar parado). Mas como diria o Cap. Nascimento: “Quem disse que a vida é fácil...”.
O mundo está me deixando de língua de fora. E a cada vez que chego em casa morto de cansado, sinto-me mais e mais satisfeito. Portanto, que se exploda quem me chama de louco por estar me matando de trabalhar deste jeito.
Mas é justamente nestes momentos que a gente aprende a testar nossos limites, e consegue ver que realmente, eles vão muito além do que imaginávamos, ai que regozijamos de prazer quando estamos podres, quando percebemos que naquele simples dia a nossa linha vermelha foi ultrapassada mais um pouquinho.
O cansaço tem os seus prazeres sim, acredite. E é este o meu assunto neste domingo de ressaca.
Sabe aquele jogador de futebol, que quando a partida acaba e ele marcou uns 3 gols, dá entrevistas extremamente esbaforido, sem ar, dizendo que: “o jogo foi ótimo (arffff...) fiz o que o professor me ensinou (arffff...) e Graças a Deus trabalhei bem com a ajuda dos meus companheiros (arffffffff.....)”, podes ter certeza que neste momento de extrema estafa mental e física ele está tendo espasmos de satisfação. Todo trabalho honesto, esforçado e sério dá certo, é só ter persistência. É o caso do jogador, é o meu também.
Dentre os prazeres do cansaço está também o reconhecimento pessoal. Quem disser que isto não é bom, mente mais descaradamente que o casal Nardoni. Claro, muita gente (até parece que tenho tantos leitores assim) deve estar discordando neste momento, constatando talvez que a estafa decorrente de sua rotina diária é uma baita merda, e que está longe de ser prazerosa. Entendo, e mais do que isso, concordo. Isso claro, se estiverem fazendo o que não gostam de fazer, e veja bem, não gostar não é sinônimo de ter raiva, mas sim também é significado literal da expressão: não gostar é apenas não gostar, não é ter raiva, é ignorar. E derrepente é isto que está acontecendo com você, querido leitor discordante. Tu não odeias o teu cansaço, a tua rotina, tu apenas a ignoras. Não dá valor aos (poucos) momentos de prazer, a convivência, as risadas, aos conhecimentos adquiridos, a evolução pessoal (que está contida também nas relações humanas de mais baixo escalão), e a beleza sempre contida no caminho até o trabalho, entre tantas outras coisas. Quer um exemplo?

Todo dia atravesso a ponte de pedra dos Açorianos, em ida-e-volta, e cedo da manhã, quando o movimento na rua já é alto, mas os ares de começo do dia ainda pairam, um casal de Pica-paus está ali, pousados na parte mais alta da ponte, tranqüilos e paralisados me olhando, como se fossem alheios a todo o movimento que há em sua volta...

... talvez me recompensando pelo tamanho esforço que é sair de Esteio e já estar ali naquela hora, único momento do dia em que poderia vê-los...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Food, a lot of food...

Não sou chato para comida. Sou de família italiana, fui criado aprendendo a comer tudo, e o principal: “muito tudo”. Seja camarões á Belle Meunière, seja o Xis Pelanca aqui da esquina. Qualidade não era tão importante, quantidade sim.
Eu como muito, eu como demais. Quem me vê comendo se apavora. Sei que passo vergonha, mas sempre pensei que passar vergonha é muito melhor que passar fome. Não que eu não agüente momentos, até horas talvez, de atraso em uma refeição ou outra, mas independente do horário, eu sempre como feito condenado-recebendo-indulto-de-natal-saboreando-a-ceia-na-casa-da-mãe.
Não sou chato para comida, repito. Como o que eu quero, a hora que quero, da maneira como quero e na quantidade que quero, costumava brincar quando as pessoas me diziam que a comida servida seria simples: - “Tem pedra com sal e vinagre”? - Respondia. E meu corpitcho esbelto continua (mais ou menos) o mesmo. É como se todos os sonhos gastronômicos da maioria das pessoas se tornassem realidade na minha pessoa: poder saborear tudo o que deseja da maneira como deseja, e não engordar, pior ainda, por vezes até emagrecer com muita facilidade.
Eu tinha mania antigamente, de comer desta maneira exagerada inclusive na casa dos outros quando convidado. Acreditava piamente que, assim como nas casas das nonas italianas, comer muito era um elogio feito, uma maneira de deixar claro que a pessoa sabia cozinhar bem, e que a comida estava ótima, era uma maneira de agradecer. Quantas e quantas vezes eu raspava panela de gororóbas fétidas... É mais do que óbvio que isto está errado. Além da mais absurda falta de educação, era feio e fazia mal tanto fisicamente quanto moralmente. Só na maturidade que pude perceber o quanto essas idéias familiares estavam erradas.
Contudo, alguns que conheço acham que pessoas do gênero feminino são como comida. Eles pensam que o que vale é só comer, sem saborear e aproveitar nada, e o pior de tudo: comer muito, e de tudo, tal qual buffet à quilo com direito a sobremesa.
Chuchus, mocotós, mondongos, buchadas, fígado, moela, coração de peru, língua, miolo, miúdos... tudo vale. Parou na frente tão mandando a colher. A hora que for, onde for, da maneira como for e seja de quem for, não interessa. O que interessa é mandar “pra dentro”.
O problema é que vive dando indigestão, mas eles não estão nem ai. Indigestão por causa de algumas comidas não é motivo para não continuar comendo. Às vezes bate um arrependimento de ter comido aquela porcaria, mas não tem problema, tudo é justificável, afinal de contas, estavam com fome não é?
Mas fome de que? Seria só de sexo? De companhia? De mostrar para os outros como é pegador (“o garanhão da paróquia”, como diz meu pai)?
Minha opinião: não é nada disso.
É vazio da alma mesmo. É preciso sempre preencher a alma com algo. Como se ela fosse um tanque da gasolina, um balão em pleno vôo ou um estomago vazio. Ela se encontra desta maneira por conta de algo, seja um rompimento, um luto qualquer, rotina enfadonha ou uma vida sem perspectivas, sem nada para poder inflar o ego.

Enfim, fome é algo que a gente mata comendo, concordo. Mas não estou escrevendo sobre fome carnal de qualquer tipo, mas sim sobre fome da alma, algo que só é saciado com satisfação pessoal ingerida, com conquistas concretas ao alho-e-óleo, com emprego acompanhado de pão caseiro, estudo e um café-expresso, amizades com picanha mal passada, carinho com polenta e galeto, respeito acompanhado de pizza de strogonoff, pessoas que podemos contar junto com um bom chopp, um grito de gol com sushi, lagrimas de satisfação com torta de sorvete, um sorriso de criança com pirulito, alguém fazendo planos ao teu lado com o feijão da mãe, e para terminar, palavras de amor ao molho madeira...

É, mas vai botar na cabeça deles de que mulheres não são algo que se compra no drive thru do McDonalds...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A minha primeira vez...

Existem coisas que a gente passa a vida inteira achando que não são feitas para nós. Definição: algo que nunca nos interessou, que nunca nos disse respeito, que nunca saiu do chão e nunca, nunquinha mesmo nos deu qualquer soma ao estado de espírito.
Mas daí a gente pára e pensa: tal qual o cheiro do mato, como que a gente pode dizer que não gosta se nunca nem experimentou?
Tem um cliente meu aqui do escritório que é francês, e como todo homem originário deste país, tem um paladar refinado. Ele me diz que a regra é a seguinte: “não basta provar algo uma vez, tens que provar no mínimo três vezes em situações diferentes, para depois poderes afirmar que não gostou”.
Eu estou provando poesia pela primeira vez na vida. E estou gostando. Sério mesmo, não estou escrevendo isto para agradar aos meus leitorinhos poetas, estou transparecendo a mais pura verdade, tal qual um martelinho de pinga pura.
Óbvio que não estou começando pelo mais difícil né... estou lendo poesias de fácil assimilação, digestão e compreensão. Algo que seja feito por alguém que está inserido(a) no mesmo contexto de mundo que eu, e que entende as relações humanas mais ou menos da mesma maneira.
- “Ai fica fácil!” – Alguém diria.
- “Fácil pra ti!” – Diria eu em resposta. Isto porque é muito fácil, pra alguém que pilota carro de corrida, dirigir um automóvel qualquer. Agora bota um Chevette na mão de alguém que nunca sentou no banco do motorista pra ver o merdelê que dá...
A primeira impressão que tive é algo bem de principiante mesmo. Perdoem-me mais uma vez os mais experimentados: geralmente quando começo a ler um poema, formo uma idéia, enfatizo em minha rica cabecinha do que o mesmo se trata, daí leio o resto interpretando-o de maneira que não consigo enxergar mais nada além da idéia inicial, entendeu? Não, tenho certeza.
De novo: Logo na segunda frase já penso do que se trata o poema, por exemplo: “sexo”. Após isto leio todo o resto adaptando cada mínima rima ao assunto. E tudo faz sentido no final.
O engraçado é que converso depois com quem o escreveu, e a pessoa me diz: - “Nada a ver. Nem pensei nisso. Não era o que eu queria que as pessoas entendessem...”
Isso tá certo? Será que realmente devemos retirar e respeitar para sempre o nosso entendimento sobre cada poema, cada assunto, cada mensagem, cada momento, cada pessoa nova que conhecemos?
Uma coisa eu já aprendi: nem sempre o que entendemos é o que aconteceu, acontece e acontecerá realmente. A primeira impressão retirada sempre é a que fica até onde for, mas nem sempre é a certa.
Os poemas me parecem ser tudo aquilo que as pessoas me diziam que era, mas ainda não tenho certeza. Isso porque eu não provei dos pratos principais ainda, só da entrada. Meu paladar é de neném ainda, nem sei o que seria algo diferente do leite materno que me deram pra ler.
Pra saber vou ter que procurar conhecer mesmo. Ir devagar, mas ir sempre. Entender como é, qual são as sensações, se me faz bem, se me diz alguma coisa, se quero mais, se haverá reciprocidade, se me apaixonarei, se virará vício... etc...

São os poemas, mas poderiam ser tudo.

Leite materno, cheiro do mato, comida francesa, Chevette, direção ofensiva... ou até alguém novo a despertar algo novo...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A falta que os três pontinhos me fazem...

Hoje é feriado... chuvoso. Cheguei agora de viagem... sozinho. Bebi muita cerveja... sem fumar. Abri duas garrafas de vinho... então tomei-as. Fiz meus homeworks de inglês e espanhol... não havia mais nada o que fazer. Penso em ti todos os dias... desconhecida. Aprendi a lê-la... e nem por decreto desaprendo. Viciei-me em saber o que pensas... e não quero substituir o vício. Trabalho tanto... querendo parar. Paro às vezes... querendo trabalhar.
Assisto a filmes... pensando se tu já os assistiu. Não leio os livros... que tu continuas lendo. Não sei usar todos os recursos do lugar que leio... da maneira que tu sabes. Possibilidades me aparecem aos borbotões... mas penso em ti sempre. Não faço a mínima idéia de como é sua voz... e isso me entristece, caramba! Penso no que faríamos juntos... e sonho. Sonho todos os dias... e tudo me parece tão palpável. Palpável e tão... sinuoso. Coisa estranha... nunca fiquei sem saber o que fazer. Deixas-me assim... perdido... mas não sei bem perdido no que...
Nada fizemos, nada falamos, nada cambiamos... e parece-me que te conheço faz tempo. Entendo teus gostos... sem nunca tê-los provado. Sei de teus medos e teu caminho perdido... sabendo que já o percorri antes de ti. Que vontade que tenho de dizer-te o que fazer... sem nem saber como falar “oi”. Vontade de te pegar no colo... sem nunca nem ter te visto. Dilemas teus... dilemas meus... e brilho nos olhos.
Será que sabes quem eu sou...? Será que estás na mesma sintonia...? Do que será que tu gostas em alguém...? Será que te interessarias por mim...?
To sentindo frio... imagino que tu também estás. Gosto dele tanto quanto tu... e sinto falta das mesmas coisas neste momento. Falta-me coragem para o próximo passo... mas o phoda é que imagino que tu nem sabes que eu estou aqui. Sinto-me como se houvessem barreiras... mas acho que sou eu mesmo quem as coloco. Falta uma luz clara... um sinal verde.
Leio jornal... tentando ver teu nome. Escrevo... pensando que tu me lês. Não sei o que tu achas de mim... talvez pense muito nas diferenças. Sei lá...

Não sei mais de nada... só sei que gostaria de ti. Gostaria de te conhecer... de fazer-te me conhecer... de ouvir-te... de te ver sorrir... de saber-te... e de fazer-te saber...

... que eu estou paradinho aqui... esperando algo... esperando ter coragem... esperando saber o que fazer... e que as coisas estão estranhas...

... mas um estranho bonito... um estranho legal...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Inverninho querido... nao me judia, por favor.

Hoje o meu tão querido inverno começou a dar as caras. E com eu gosto deste friozinho amado que fez hoje.
Inverno me apetece muito. Costumo dizer que nestes meses que circundam a metade da temporada eu sou muito mais feliz. Feliz, elegante, satisfeito, bem-humorado, disposto e até limpinho (isso claro, porque no inverno não costumo suar nem um pouquinho...).
Mas confesso: tem sempre algumas coisas que me fazem falta nesta estação que vem se anunciando assim... de mancinho.
Uma delas é de companhia. Não to falando qualquer companhia. To falando “daquela” companhia, aquela que neste momento em que está lendo este artigo sem estrutura alguma está pensando na mesma coisa que eu enquanto o escrevo. O quanto faz falta não ter alguém nestes meses.
“Cobertor de orelha” sabe? Corpo quente pra se esquentar, pra fazer um peso sobre o nosso. Cozinhar juntos... abrir uma garrafa de Cabernet Chileno qualquer... acender a lareira pra ver um filme e comer o que se quer comer, enroscar as pernas quentes deitado embaixo do edredom rosto-a-rosto e ter preguiça para levantar e pegar o controle do DVD...
Sair para comer fondue, ir pra casa “dos parente” no interior comer polenta com galinha, tomar chimarrão com hortelã, se esquentar em volta do fogão a lenha, para mais tarde a noite, ler um livro enquanto escuto histórias do que se está lendo, jogar conversa fora, escutar com atenção o barulho do mato, trocar olhares de carinho, fazer cafuné, beijar bochecha gelada, rir do sotaque do tio velho, da tia velha chingando os primos... da meia furada que era a única que estava limpa.
Voltar para a capital, tomar banho junto, cheirar pescoço, enrolar toalha, contar do passado, contar do presente, contar do futuro. Correr para colocar a roupa que quiser colocar, xingar o outro por estar de pé no chão, calçar as pantufas, fazer um capuccino, beber da mesma caneca, beijar lábios quentes sentindo ponta do nariz frio... e mais uma vez ir para baixo do edredom se aconchegar bem agarradinho...
Acordar ao meio-dia se der vontade, acordar cedo se der vontade também. Almoçar qualquer coisa sem compromisso, e lagartear no sol de qualquer lugar, dizendo: “como tu estás bonita”, e ouvindo: “de onde mesmo que tu saiu...”?
Conversar horas no telefone, bater os papos mais furados que existem, dizer que precisa desligar 20 vezes antes de fazê-lo, e não estar nem ai pra tal conta que vai vir no final do mês. Sentir saudade, cheirar fronha perfumada, é se ver num dia e se agarrar feito louco quando se reencontra no outro.
É assistir filme velho e filme novo, ouvir musica velha e musica nova, tomar quentão bem quente enquanto cheira/beija novamente o pescoço de quem está sentado coladinho ao lado, com as pernas recolhidas, os joelhos altos e os pés encima do sofá, tentando puxar o último espacinho do cobertor velho aquele...
- “Amor, liga a estufa”? – Me dirias. E eu talvez respondesse, brincando: - “Ahh... to com preguiça... liga tu”, sendo que eu sempre acabaria ligando.

Tá muito na cara, né?
Eu to sim, sentindo falta. Mas não é de alguém, muito menos de alguém “em especial”...
To sentindo falta é de me apaixonar, coisa que não acontece faz um tempão.
De me apaixonar pela mocinha séria aquela, aquela mesma que tem vergonha, timidez e receio. Aquela que enquanto o tempo passa levando junto momentos que poderiam ser de felicidade verdadeira com alguém verdadeiro, sabe que as coisas podem mudar simplesmente se pequenas atitudes fossem tomadas.

E a dificuldade para tomar estas atitudes não é maior do que a que tenho no momento de tirar o computador do colo, levantar daqui e pegar um edredonzinho... mas me dá uma preguiça...

domingo, 13 de abril de 2008

Juramento Nupcial

To em casa neste domingo à noite, assistindo ao concurso de Miss Brasil na Band. Impressionado claro pela beleza da mulher brasileira. Uma beleza que não diz respeito a etnias, raças ou sotaques. Mas não é sobre isto que eu quero comentar...
É sobre algo que escutei hoje durante o dia, num filme: “prometo amar-te e respeitar-te até que a morte nos separe”.
É, foi num filme que eu escutei isto, e foi através dele que pensei nas conseqüências que esta promessa reboca.
Será que alguém já pensou na seriedade disto? Leia a sentença novamente.
Prometer amar? Isso é possível? Será que dá? Não sei.
Vou tentar chegar a algo aqui: acho que esta frase deveria ser levemente alterada. Substitua o “prometo amar-te” por “prometo continuar amando-te”. Não fica melhor?
Sim, ficaria sim. Até porque entendo que casar hoje em dia é algo muito mais sério do que para as nossas gerações antepassadas. Hoje em dia casar não é assim não. É algo que deveria ser feito apenas após muitos pré-requisitos adquiridos, muitos perrengues passados, muito sexo feito, muitas conquistas atingidas. Amar incondicionalmente teria que ser algo natural, algo que já ocorre a muito tempo. Não deveria de maneira nenhuma vir através de uma promessa, mas sim ser reafirmado através desta frase.
De mesmo modo o respeito. Entendo que também deveria ser algo natural. No meu caso particular eu não tolero pessoa que não sabe ter respeito com os outros, imagina comigo então...
Respeito a gente conquista, a gente deixa claro que é imprescindível, que é algo que tem de existir em todos os momentos, para tudo e para todos. Não dá pra ficar cobrando toda hora... ainda mais prometendo que vai haver, como neste caso. Promessas de respeito nunca dão certo em discussões de relacionamento, imagina no ato do casamento.
Ai vem a pior parte da promessa feita: aquela que diz que tudo tem de ser até que a morte de um dos cônjuges aconteça.
Deves estar pensando que vou questionar o fato de na maioria das vezes o amor e o respeito acabar muito antes disso. Muito pelo contrario: será que eles acabam quando a morte separa um casal? Tenho certeza que não. Arrisco a dizer que são justamente estes dois aspectos que não deixam uma pareja se separar, mesmo após a morte de um dos envolvidos. Mas enfim...
Existem certas tradições que deveriam ser levemente mudadas. E este juramento acredito que deveria ser adaptado para os tempos atuais. Já está mais do que na hora estas promessas evoluírem para reafirmações (confirmações).

A tradicional beleza das misses é que nunca deveria mudar. Esta tradição eu já acho que deveria ser mantida...

Até porque to apaixonado pela Miss Ceará... para essa eu prometia amor e respeito com toda certeza...

Ops... desculpe...!

Scarpins...







Sapatos são algo que me despertam os mais profundos interesses. Principalmente sapatos femininos. Channel, Mule, Peep Toes... mas principalmente:

Scarpins...

Admito agora... o que deixei para trás no último post... o meu maior defeito...

... é a mais sincera e forte TARA que tenho por pés femininos... de preferência delicadamente e sensualmente calçados por Scarpins...
Sensuais, muito sensuais. É o que há de mais sensual para os pés femininos e para minha mente, em todos os momentos. Viajo longe quando vejo pés em bicos finos e saltos altos. Mas não se assustem... não há nada de maligno nisto.
É que saltos altos me atraem. É muito interessante como ocorre: imagine um ambiente lotadíssimo, onde há tantas pessoas que mesmo as que estão lado a lado não se notam. Se houver um par de Scarpins neste ambiente podes ter certeza que meu olhar estará colado a ele de tal maneira que nada mais em minha volta existirá. Eles me sugam a atenção de tanto que me perseguem. Chega a ser algo que encabula, tanto a mim, quanto a moça que eventualmente está calçando-os.
Digamos que se eu fosse legislador, transformaria o uso de Scarpins em lei, em regra, em uma obrigação. Mulher alguma poderia sair de casa sem eles. Principalmente se suas panturrilhas estivessem à mostra.
Para completar o raciocínio:
Como para qualquer ser humano do gênero masculino, a beleza feminina importa sim. Mas no meu caso a beleza esta associada principalmente à postura feminina. A preocupação, a elegância, a higiene, os detalhes, a criatividade e um certo toque de devoção aos modismos são essenciais, não adianta. Scarpins são parte deste modismo (talvez momentâneo)? São sim...

Graças a Deus são...

E tomara que durem durante várias estações... ai minhas imaginações e as visões de pés femininos que me trazem tanto prazer vão continuar existindo... diariamente.





domingo, 6 de abril de 2008

Meus defeitos...

Depois do último post no domingo, algumas pessoas me perguntaram qual eram os meus defeitos... dizendo que não era justo falar de perfeição sem falar dos erros humanos, principalmente aqueles que saltam muito mais aos olhos femininos.
Nossa... vê se isso tem cabimento. Revelar meus defeitos aqui...
Mas tá bom. Me convenceram a contento (cobrei algo em troca, óbvio). Vou fazer isso.
Mas vejam bem, o conteúdo deste post não deve ser levado como definitivo ou tão sério assim. Defeitos simples são defeitos simples... desvios de caráter são outra coisa.

Primeiro: Tenho mania de fazer “Air-Guitar” sempre que qualquer música está tocando, em qualquer lugar que seja. Sério. Tenho este terrível hábito, parece até que não sei escutar musica sem imaginar que estou tocando guitarra, baixo... e até bateria.
Agora imagine a situação do Rafaelzinho aqui estar dentro do trem sentado tocando solos de bateria a-la-John Bonham...

Segundo: Eu fumo sim. É anti-ético, anti-sociável e completamente démodé, mas eu ainda faço isso. Uns 3 cigarros por dia só (se é que isso é desculpa...), é pouquíssimo mas ainda fumo. E o pior...
Fumo porque gosto...

Terceiro: Eu gosto muito de futebol. Sou um inveterado amante do que acontece no gramado, gosto tanto de jogar quanto de assistir (seja pela televisão, seja no estádio). As tão femininamente odiadas peladas semanais eu participava sempre, menos agora estou trabalhando feito burro de carga. Mas enfim... nunca abro mão deste direito.

Quarto: Adoro música sertaneja. Amo de paixão. Já falei sobre isto por aqui, não tenho preconceitos musicais. Portanto...
... não é raro me ver cantando rancheiras por ai.

Quinto: Eu não sou amante da literatura. Alias, digamos que se as livrarias dependessem de mim pra pagar as contas... já viu né. Leio apenas o que faz parte das minhas áreas profissionais, e olhe lá (mas eu não sou bitolado tá? Não ler grandes autores não quer dizer que sou alienado... tente puxar qualquer assunto do mundo das letras comigo pra ver).
Enfim, se a literatura fosse o dia eu seria a noite... entendes?

Sexto: Adoro filosofar. Quem acompanha este ínfimo blog sabe disso. Filosofia barata, aquela que a gente pratica no boteco, é muito prazerosa, vai dizer que não? Quem filosofa de graça tem mania de ser o analista grátis dos outros... pois é. Eu sou este dai.

Sétimo: Cerveja. Minha paixão de finais de semana... não abro mão. Principalmente junto da minha família...

Oitavo: Não tenho orkut. E nem vou ter.

Nono: Não gosto de mulheres vulgares, tanto em atitudes ligadas a sexualidade ou não. Não consigo nem me sentir atraído por elas...

Décimo: Sou um homem educadíssimo sim, obrigado. Não me dou bem com quem não é, isto é fato. Quer me ver feliz? Seja educada comigo.

Décimo primeiro: Sou romântico. Romântico a ponto de ser devagar nas artes da conquista. Isto porque gosto da fase pré-envolvimento. Vai dizer que não é boa aquela saudadezinha que dá daquela pessoinha especial que faz duas semanas que tu estas trocando telefonemas e mensagens...

Décimo segundo (e último, senão daqui a pouco ninguém mais vai me querer): Durmo em cama de solteiro sim, e o pior para alguns(mas), na casa dos meus pais. Mas eu não saio sozinho daqui pra passar perrengue... só quando eu tiver condições para manter meus padrões.

Só se for com alguém que eu venha a amar muito... ai sim passo todos os perrengues do mundo...

domingo, 30 de março de 2008

Homem perfeito...

To ficando indignado. Segundo informações de terceiras (mulheres), sou o homem heterossexual perfeito, tirando um defeito básico (que claro, não vou revelar assim tão de bom grado). Óbvio que tenho certeza que perfeição não existe, e muito menos em forma da minha pessoa. Mas tá bom, entendo que para a maioria de nós (inclusive eu) achar a pessoa perfeita é uma meta, ou algo que é compulsoriamente necessário para o alcance da felicidade, mas no caso do famigerado “príncipe encantado”, eu tenho algo a dizer, um singelo recado para a mulherada.

E como todo homem perfeito gosta de poesia (deixem a crítica da qualidade da mesma dentro da gaveta, não tenho compromisso algum com isso), resolvi dar este tal recado em forma de uma.
Ai está:

“O homem perfeito é bonito
lindo com seus mistérios
é belo quando está rindo
e o seu sorriso é o mais belo

Este homem perfeito é bom
tem trejeito carinhoso
quando fala em meio (meigo) tom
em sua companheira causa um arrepio gostoso

O homem perfeito é fino, magro e gordo
é solícito, nunca infiel
compreensivo, tem a graça de um guri
e tem a doçura de um favo de mel

Masculinos perfeitos adoram dar flores
brancas, amarelas e rosas vermelhas
a uma velha senhora formosa
ou a uma jovem e bela guerreira

O homem perfeito tem energia
É sobre humano, nunca se cansa,
cozinha bem, serve a mesa, lava a louça
e ainda gosta muito de criança

O homem perfeito não gosta nem joga futebol
é sensível as grandes artes
gosta de dança e ballet
e nunca haverá de magoar-te

Para encerrar a preceito
estes versos que alinhei:
se existe um homem perfeito…

... e o filho da puta ...
só pode ser gay”.


Recado dado.

Mexa-se... tome uma atitude.

Pense em música. Pense também nos músicos. O que mais atrai a atenção dos fãs?
Um riff diferente de guitarra, uma linha de baixo que não dá pra entender de que tipo de viagem saiu, bateria sem erros, vocais barítonos...? Não.
Se Elvis estivesse vivo, daria pra pensar melhor assistindo suas apresentações nos autos dos seus setenta e muitos. Rebolado? Roupas extravagantes? Costeletas enormes e gordurosas? Não também.
Tudo faz parte de um pacote...
Atitude. Isto é o que realmente merece atenção. E este é o tema do meu pequeno recado de hoje.
Tal qual Ramones e suas pernas abertas, Demônios da Garoa e sua linguagem de gueto, Gonzaguinha e o ponto certo, Chico e a Nação Zumbi e seu batuque lamacento, o que é diferente atrai, e o que atrai faz sucesso.
Quer que as coisas mudem? Não esta satisfeito(a) com o marasmo, a rotina, a solidão, as noites vazias e a insatisfação pessoal? As pessoas só te magoam? Tome uma atitude. Torne-se atraente.
Basta isto. Atitude mesmo, ela tem o poder de tornar-te um imã. Simples.
Gosta da minininha aquela? Ela nem sabe disso? O que falta pra algo acontecer? Tome uma atitude.
Não agüenta mais a solidão? Ta ficando louco(a) com a programação da tv na madrugada? Tome uma atitude.
Faça diferente do que sempre fez. Tente algo novo. Fale o que pensa. Diga que gosta. Mude de uma vez o que não esta dando certo.

Podes não conquistar o mundo como o Rei do Rock, aquele que tinha a pélvis frouxa...

Mas que a vida vai mudar... isso sim...

sábado, 22 de março de 2008

Rotular pessoas...

Escutei hoje um termo que pode parecer comum, mas que odeio que digam sobre mim:

- “Tu és super romântico! Que querido”!

Quem diabos me colocou este rótulo na minha testa?

Mas enfim, filosofando de maneira muito barata, temos que ter noção claro, de que fazemos parte de uma sociedade habitada por indivíduos, que tem poderes de influenciar a sua vida e as dos outros. Esta complexidade toda faz com que reajamos positiva ou negativamente aos nossos próprios hábitos, um deles é a tal rotulação. E eu reagi mal no momento.
A gente tem mania de rotular as coisas, as situações, as pessoas. Alguém que não tem o nosso tempo de raciocínio facilmente vira retardado, deficiente físico é incapacitado, crentes, ricos, pobres, feios, bonitos, bêbados, drogados, homossexuais, prostitutas, negros, fracassados, bandidos, falcatruas, românticos, fúteis, vagabundas e tantos outros rótulos horríveis que costumamos usar de maneira pejorativa ou não.
É ruim rotular? Claro que é. Esquecemos sempre que rótulos atingem pessoas que amam, odeiam, choram e riem.
Não há clemência no rótulo, ele é frio, estático.
Lembremos também, que todo ser humano prejulga, faz parte da sua natureza.
Quer a prova real? Por acaso já pensaste: “Não vou com a cara daquele sujeito mesmo sem conhecê-lo...” ou “Quem usa camisa rosa é bicha”, ou ainda “Não vou me envolver com ele/ela porque é meu subordinado”, ou a famigerada “Homem/mulher é tudo igual”? Hum...
Impressões a gente tira sempre, não adianta dizer que não. Quantas vezes deixou de te envolver com alguém porque achava que ele/ela era muito romântico(a)? Porque achava que não era confiável? É mais fácil achar/rotular e eliminar possibilidades logo de cara... acreditamos sempre no que queremos acreditar.
Falta mansidão, falta compreensão, falta vontade de arriscar só para conhecer alguém novo (não precisa se envolver).
A maneira de se vestir, de falar, de tratar os outros indica muita coisa? Sim. Mas o íntimo da pessoa... fica explicitado? Não.
Os estereótipos crescem juntamente com os preconceitos. E a coisa funciona assim: Quem rotula age com preconceito, e quem age com preconceito tem preguiça. Preguiça de pensar, de conhecer.
Rotulamos pessoas da mesma maneira que rotulamos filmes, livros, revistas, artigos, garrafas de bebida, musica...
Devemos parar? Sim e não. Ai vai de cada um. Até porque devemos também sempre lembrar que o rótulo é uma maneira de defesa também.
Contudo... almas gêmeas que têm muito em comum podem estar perdidas no mar de preconceitos...

... se eu sou romantico?

Claro que sim. E me orgulho disso... só não gosto que falem...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Equipe Assessoria Jurídica - SEHADUR
Eu, Dra. Vanessa, Dra. Melany e Alan.

sábado, 8 de março de 2008

Melhor SHOW da minha vida...


Muitos Cristãos fervorosos...





...no meio do furdunço...



Eu e o Gringo Loco... parceria do caralho...!



"Eddie! Eddie! Eddie...!"



E pra quem quer ver um pouco mais do que foi esta noite épica...:
UP THE IRONS...!


terça-feira, 4 de março de 2008

Estar bem

A vida passa, o tempo passa, os cabelos caem e a barriga cresce. E o meu blog continua sem atualização... mas enfim, estou aqui nesta única noite livre da semana justamente para isto...

Por falar no tempo que passa, e na vida que segue, como é bom constatar que as pessoas que gostamos estão bem. Sempre me sinto satisfeito.
Mas... que é estar bem...?
Estar bem é ser, e não só ter. É saber, e não apenas sentir. É tomar o baque e levantar, é proporcionar orgulho e ao mesmo tempo toma-lo para si...
Estar bem é ter o dia inteiro cheio e sentir-se satisfeito por isto. É acordar antes de o sol nascer... e achar o amanhecer lindo. É apaixonar-se por um cachorro com cara de pidão, um copo de café fresquinho e um sorriso sincero de criança. É assistir um filme pela enésima vez, e achar detalhes nunca antes vistos. É sentir prazer em meio ao cansaço, cantar a plenos pulmões e falar palavrão com toda vontade. É lembrar do passado, perceber o presente e avaliar o futuro.
Estar bem é passar a mão no rosto de quem se gosta, é fazer um carinho e sentir a palma da mão afagada. É apreciar uma paisagem, nem que seja a que se vê pelas janelas todos os dias. É desejar bom dia com gosto, dar boa tarde a quem não se viu ainda e ao invés de desejar boa noite... dizer “até logo...”.
É apertar a mão com força, três beijinhos para casar, dar tapas nas costas de quem se considera e no alto peito de quem se respeita. É respeitar, e o melhor de tudo, sentir-se respeitado.
É comer porcaria sem culpa e beber sem medo da volta. É saborear o feijão da mãe, o churrasco do pai e as piadas dos cunhados. É sentir bebe chutando, e permirtir-se, permirtir-se sentir emocionado...
“Vento negro campo afora” junto com “nicotina nicotina tá no meu pulmão”. É dançar sem saber, não sentir inveja de quem sabe e rir, rir com gosto. É ver a bola picando e chutar com força, e ao mesmo tempo não ter compromisso com a resposta final. É parar de perna aberta e peito estufado. É assistir Big Brother, ler revista de fofoca e comentar sem medo. É saber que homens descomprometidos são fáceis de se admirar, portanto sentir inveja é natural, mas também é saber que a capacidade de se comprometer que faz de um homem um nobre. E chegar ao ponto onde damos valor as coisas certas...
É ter disciplina sem se queixar, é ser o mesmo sem se cobrar, é ser livre respondendo e de maneira nenhuma sentir saudade.
Retroceder nunca, render-se jamais.

É rezar sem se sentir otário, é pedir benção e ser atendido, e desejar um dia... um dia...

Ter a capacidade de orar sinceramente para que, um pingo de nossa felicidade possa alcançar aqueles que nos fizeram mal...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Explicações

Antes de tudo, sinto que devo algumas explicações aos meus poucos leitores:
O meu afastamento deste blog se deve única e exclusivamente a minha total e completa falta de tempo. Iniciei agora faz duas semanas num estagiozinho (que sinceramente considero como um segundo emprego, tamanha as responsabilidades que tenho) na Secretaria da Habitação do governo do Estado. Pois então... 6 horas no estágio, mais umas 4 horas no meu outro emprego (o de sempre, mas em versão “intensivão”, pois todo o serviço de dia inteiro tenho de cumprir neste parco espaço de tempo, esta foi a condição), sem horário de almoço, com caminhadas diárias (subo e desço a Borges quase que inteira todo santo dia, ida e volta), mais o trem lotado... dá umas 10 horas por dia de pura correria, canseira, mas muito conhecimento adquirido.
E isso que as aulas nem começaram ainda...
Enfim: To aprendendo um monte sobre outro monte de coisas que nem imaginava, e conhecendo muita gente interessante também, pessoas com outro nível de conhecimento e visão. Não tenho nem tempo e nem cabeça pra escrever... tá difícil.
Por hora apenas digo que vou me esforçar para atualizar isto daqui. Nem que tenha que forçar muito para escrever algo que preste. Algum texto bonitinho ou o que seja...

E claro:

Peço a compreensão de vocês...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A Bahia e seus encantos...

Visitei a Bahia neste final de ano. Passei minhas férias por lá. Mais especificamente em Porto Seguro, que todos dizem (com razão) que é um local mágico. Vale imensamente pelos passeios, pelos mergulhos e pelas belezas naturais. Aliás, a beleza natural que mais se destacou pra mim não foram os recifes, a maré, as praias, ou nem ao menos o clima. A beleza natural mais clara está no povo da Bahia...
“Figura” seria uma designação até injusta para designar um simples baiano. O calor e a simpatia do povo são evidentes logo na chegada, há uma incrível mistura de raças (brancos, negros, mulatos, índios...) e de crenças (candomblé e o catolicismo em geral).
Eles são alegres, festivos e trabalhadores, entusiasmados e como nós gaúchos, um povo que ama sua terra acima de qualquer outra. A simpatia, esta alegria e a força de trabalho desta gente, que ao mesmo tempo são espertos demais, criativos demais, cultos demais e inteligentes demais, contagia.
O estrangeiro/turista que chega a Bahia logo percebe que o povo baiano tem características diferentes das nossas, como a hospitalidade exarcebada, a vontade de trabalhar, e em contrapartida ao mesmo tempo uma baita falta de ambição (o baiano ambicioso foge da Bahia, foram eles mesmos que me disseram). Mas esta questão me parece que a maioria nem percebe. A vida deles é sofrida desde o nascimento, um menino começa a vender bugigangas na praia com 6 anos de idade e vai até os 80 se facilitar, vivendo quase na miséria pela vida inteira. Pode-se perceber, portanto, que esta carência de ambição é substituída pela característica de terem uma garra sem igual para o trabalho, que por vezes, transcende a expressão “de sol a sol”. Porto Seguro, por exemplo, é uma cidade de 140 mil habitantes, onde a criminalidade é praticamente zero (quem rouba é turista). Todos trabalham, se não há emprego, há milhares de vendedores na beira da praia, vendendo desde óculos, miçangas até os espetinhos de queijo (chega a ser chato dizer tanto não, incomoda).
Existem sentenças que se traduzem em realidade quando temos contato pessoal com este povo, uma delas é a que diz que a baianada realmente tem, digamos assim, “uma velocidade diferente” para se fazer as coisas, ou até mesmo para se levar a vida. Aqui cabe ressaltar que de maneira nenhuma a fama de preguiçoso procede, até porque a diferença não está na vontade ou na jornada/quantidade de trabalho (a deles chega a ser muito maior e árdua do que a nossa, com o agravante de se viver numa terra em que o sol literalmente castiga), mas sim na velocidade que as coisas acontecem. Esta sim, não há como negar, é bem mais devagar. Experimente ir a um restaurante e pedir uma bebida ao garçom por exemplo, ai tu me entenderás...
A outra característica é a que mais se ressalta: “o baiano não nasce, estréia”! Eles foram feitos para darem show. Desde o gari de rua, passando pela vendedora de capeta, o capitão do barco ou o deputado federal, todos eles têm o dom nato para o espetáculo. Eles não falam, cantam. Eles não conversam, explicam. Eles não vendem, agradam o cliente. Eles não reclamam, fazem questão de demonstrar que são emotivos, portanto choram quase copiosamente. Este último quesito então, é o que há de mais engraçado. Eles se sentem magoados fácil-fácil.
Resolvi certa noite, não comprar o ingresso de determinada festa das mãos de um cambista, ele para minha total surpresa, me indagou quase com lagrimas nos olhos: “Ô Sinhô não cónfio em mim”? Disse. Eu respondi que não era esta a questão, pois o balconista do hotel me fez um preço mais barato. Ele portanto, respondeu-me que para falar-lhe, a partir daquele momento, eu teria que pagá-lo um real por frase...
Se responderes um “não obrigado” de maneira mais incisiva para algum vendendor de praia, ele provavelmente vai fazer questão de deixar claro que magoou-se, respondendo com alguma frase que exponha desaprovação, como “sorria! Você está na Bahia!”, ou “tem que entrar no clima”, ou ainda “o sinhô ixtá ixtressado? Não me trate deste jeito não...”
Mas há algo que realmente, para nós estrangeiros em terras do descobrimento, muda demais. O tempero da comida e a qualidade da água...

Tente comer um acarajé pela manha, um camarão na beira da praia pelo meio dia e uma moqueca de peixe pela janta... ou tomar um copo da água da torneira...

Te garanto que o efeito é melhor que 3 comprimidos de Almeida Prado 46...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Distorções automáticas II

Ontem escrevi sobre algumas distorções automáticas de pensamento, hoje eu continuarei a escrever sobre isto, mas tentando identificar e exemplificar algumas outras muito corriqueiras. Escreverei da mesma forma que ontem, ou seja, de maneira a exemplificar cada uma delas, em separado, mas dentro de um contexto não muito claro. Continuo com a minha opinião aquela: que atire a primeira pedra quem nunca pensou das maneiras que vou descrever...
Começarei falando sobre a desqualificação do positivo, que nada mais é do que valorizar apenas os fracassos, desvalorizando em contrapartida qualquer tipo de sucesso, seja algo extraordinário ou não. Desta maneira sempre vamos nos sentir inadequados, insatisfeitos, depressivos ou não recompensados. Exemplos? Ai está: “Eu tive total êxito no meu serviço de hoje, mas não quer dizer nada, tive apenas sorte”, “meu chefe disse que meu relatório ficou ótimo, que não poderia estar melhor, mas na verdade qualquer um poderia ter feito, e ele nem estava tão bom assim...”.
A argumentação emocional que fazemos por vezes é outra distorção grave, pois se pode dizer que é uma tendência a tratar os nossos sentimentos como se fossem fatos, ou algo definitivo. Desta maneira, as auto-impressões, que claro não são nem um pouco fundamentadas em fatos concretos, passam a ser utilizadas como evidências que confirmam crenças erradas sobre si mesmo. É o velho “eu sinto, portanto deve ser verdadeiro ou assim mesmo”, ou “eu sei que faço muitas coisas de maneira correta, mas eu ainda me sinto um fracasso”, “eu me sinto triste, devo ter depressão permanente”.
Imagine a seguinte situação: Uma jovem gordinha de 28 anos, que está de dieta desde os 12, não resiste e come uma colher de sorvete, ela diria: “Eu quebrei minha dieta completamente, vou comer o pote todo, não faz diferença alguma”. Estes são os pensamentos dicotômicos, os chamados “tudo ou nada”, a pessoa sempre pensa em termos extremos, absolutos, sem meio nenhum meio termo. Exemplos: “Se não for perfeito, sou um fracasso”, “se ela me fez cara feia então ela não gosta nem um pouco de mim”, “se meu pai não fez tal coisa, ele é um imprestável total”, “o Grêmio perdeu na final, portanto foi um fracasso total no campeonato todo”.
Vai dizer também que tu nunca te pegaste tendo certeza do que os outros estão pensando sobre ti, sem ter a mínima confirmação, do tipo “ela acha que eu sou feio”, “meu pai não gosta de mim”, “minha mãe me acha um inútil”, pensamos assim sem nem ao menos termos evidência que confirme qualquer destas sentenças, estas são as chamadas leituras mentais. Tu achas que sabe o que os outros estão pensando, falhando assim ao considerar qualquer outras das possibilidades mais prováveis.
E uma das mais comuns:
Digamos que tu viajas para um lugar qualquer, e neste local acontece algum imprevisto repentino e desagradável, tu pensas logo assim: “Se eu não tivesse vindo pra cá, nada disso teria acontecido”. É a clássica questionalização, é focar o evento naquilo que poderia ter sido e não foi. Fazendo isto, a gente se culpa pelas escolhas que fez e questiona-se por tabela, nas escolhas futuras. Exemplos: “Se eu tivesse aceitado aquele emprego, estaria melhor agora”, “se não tivesse desrespeitado meu namorado, ainda estaria com ele hoje”, “se tivesse levado aquela pessoa mais a sério, hoje seria mais feliz”.

Enfim, o que interessa realmente é tentar sempre identificar estas distorções, lembrar de botá-las em julgamento sempre que acontecerem e principalmente...

Evitá-las e tratar de tomar medidas para que nunca mais aconteçam...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Distorções automáticas...

Alguém ai já ouviu falar em distorções cognitivas?
Eu já. Graças a Deus já.
Se você que está lendo não sabe nada sobre o assunto, preste atenção, vou explicar algumas das mais clássicas, e que me atire a primeira pedra (ou faça um comentário), aquele que nunca em seu cotidiano se utilizou de um destes pensamentos extremamente nocivos, e o pior de tudo, automáticos.
Vou partir da premissa que a mente não passa de um processador de informações, e que como qualquer outro, está sujeito a vírus, erros e distorções interpretativas.
Estas distorções podem ser traduzidas em pensamentos automáticos, que podem ser verdadeiros, mas em 99% das vezes são tão falsos quanto o relógio que estou usando agora, ou podem conter alto teor de falsidade, quanto o sorriso que a tia da pastelaria aqui da esquina dá quando quer vender mais.
Para começo de conversa, existe a chamada catastrofização, que como o nome já diz, é simplesmente superestimar as conseqüências negativas dos próprios atos ou dificuldades corriqueiras. A pessoa exagera ao cúmulo a importância dos próprios problemas, e em contrapartida claro, minimiza a importância das suas próprias qualidades, tornando assim, tudo uma catástrofe. Quer exemplos? Ai vai: “Não consigo mais fazer tal coisa porque perdi o jeito”, ou “se o meu chefe me demitir eu nunca mais arranjarei emprego”, “se ela não me quiser mais, meu mundo acaba”, ou ainda “porque eu fiz tal coisa às pessoas vão me achar um merda para sempre”.
Posso citar também a rotulação, que nada mais é do que o chamado 8 ou 80. A pessoa coloca um rótulo geral e fixo sobre si própria ou sobre terceiros, um exagero sobre uma atitude cometida ou uma característica banal. Por exemplo, ao invés da pessoa pensar “cometi um erro”, ela se rotula negativamente “eu sou uma burra mesmo, um fracasso total”, ou “ela é uma chata porque me manda fazer tal serviço”, “ele é um desleixado porque estava vestindo uma roupa velha”, “ela é uma má pessoa porque é fumante”, e por ai vai.
Linkando com este último, falo sobre a supergeneralização, que consiste em criar uma regra a partir de uma única evidencia. Uma única falha serve como evidência de que as falhas sempre vão acontecer e que, portanto, não adianta nem tentar mudar ou melhorar. É como se o individuo visse apenas um único episodio negativo, sempre se utilizando de palavras como nunca ou sempre, como uma rejeição amorosa ou uma situação vergonhosa. Exemplos: “eu nunca faço nada certo”, “eu sempre faço tudo errado”, “meus relacionamentos nunca dão certo”, “nunca vou passar nos concursos”, e “sempre vou parar no meio quando começo algo, nunca consigo levar até o final”.
A pior de todas: a vitimização. Considerar-se injustiçado ou não entendido é tão comum quanto ter bunda. A fonte dos sentimentos negativos neste caso sempre é alguém, como se a responsabilidade dos nossos próprios sentimentos fossem dos outros, e não nossa. Exemplo: “Minha namorada não entende meus sentimentos, ela é injusta comigo porque eu faço tudo por ela e ela não faz nada por mim”, ou “faço tudo pelos meus pais e eles nem me agradecer agradecem”.
Vou citar ainda o chamado filtro mental, que é simplesmente se prender a um único fato, e acreditar exclusivamente nele ao invés de considerar o fato como um todo. Exemplos: uma pessoa conhece outra que parece ser super honesta e correta, mas não gosta dela por um motivo qualquer, como um simples atraso em algum compromisso. Ou se apresenta para um grupo de pessoas, onde todos a elogiam menos uma que a critica, esta crítica passa a funcionar como a única verdade, e o retorno positivo todo passa a ser ignorado.
Na verdade há vários outros, que um dia eu posso até continuar a citar por aqui. Mas o que mais chama atenção é que todos eles parecem iguais, não? Claro que sim. O que acontece é que todos os pensamentos humanos são linkados, inclusive estes, que representam distorções sérias do que seriam as verdades. Por conta disto que por vezes começamos a pensar em determinado assunto e quando vemos, já estamos tirando conclusões definitivas (e negativas) de aspectos que são extremamente importantes.

Mas as distorções não são o maior problema... é justamente o contrário...

O maior problema é chegar a conclusões ruins que são completamente fundamentadas sobre as pessoas que a gente gosta... ai é uma decepção só...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Porto Seguro (Férias)!

Que vida díficil essa...

Depois me dizem que o meio do mar é só água...

- "Me arranjei na Bahia, me arranjei..."

- "Não tio! Não me joga na panela! Eu juro que não bilisco mais o pé de vocês por debaixo da mesa...!"

Foi vendo esta foto que eu percebi o quanto estou careca...

Praticando meu mais novo esporte...

Az coizzzas eztãn ficando azin meio embazzadazzz...

Vamos pra noite amor!

Agora intenzii porrrque as coizzas tãn embazzadazzz...

Dizem que foi por aqui que Cabral chegou. Eu só cheguei 508 anos depois dele...


Dizem também que o céu é o limite. Não sei não. Tem tanta coisa acima dele...











quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A pessoa certa para o momento certo...

O mundo dá voltas. Eu, que sempre fui um defensor romântico/fervoroso que a pessoa certa existe, hoje estou questionando isto como em uma audiência. Será mesmo que tem alguém que nasce predestinado a viver ao nosso lado? Será que existe realmente a tal da alma gêmea?
Existem pessoas que acreditam que na verdade, o que existe é a pessoa errada, e não a certa. Pois é justamente a errada que vai te despertar dependência, paixão, o fazer loucuras, o morrer de amor e de ciúmes, o perder a hora, as dúvidas, as incertezas e as confirmações, é justamente a pessoa errada quem vai te fazer chorar como nunca, e um tempinho depois vai estar te emprestando um lenço e te pedindo perdão, é a que vai te fazer viver pensando exclusivamente nela, e também vai estar o tempo todo pensando em você. Enfim, é aquela que vai te tirar o sono, te fazer perder a cabeça, e se iludir de que a felicidade foi alcançada (principalmente nos momentos bons).
Sempre tive a opinião de que isto não é certo.
Mas será que o certo seria justamente, alguém certinha? Alguém que não te faça sofrer, e que, além disso, te trate como em berço esplendido? Ou seja, a pessoa perfeita?
Antes achava que era. Agora também tenho a certeza que não.
Na verdade, estes dias me disseram um conceito ótimo, que se fores pensar, é a mais pura verdade: Nos envolvemos com quem necessitamos nos envolver.
Pense bem. De acordo como a nossa vida segue seu rumo, os caminhos às vezes mudam, e precisamos de alguém que esteja não necessariamente no mesmo caminho, mas sim que esteja no mesmo ritmo, nos trazendo desafio, nos confirmando o que precisamos confirmar, nos trazendo justamente o que precisamos para aquele momento, muito além do que queremos, é o que exatamente necessitamos. Esta pessoa pode não ser o modelo que além de termos na nossa cabeça como o ideal, alardeamos aos quatro cantos que queremos, mas sim derrepente, é o modelo que nos trará mais satisfação.
Sem entender? Deixa que explico melhor.
Relacionamos-nos com quem necessitamos nos relacionar. Simples assim. Conheço gente que com toda certeza, desprezou pessoas corretíssimas e cheinhas de qualidades para justamente se envolver com outras que vinham a confirmar as suas crenças do momento, mesmo que fossem crenças ruins sobre si mesmas (fracasso por exemplo), até mesmo para continuarem se auto-sabotando. Pois então voltamos a clássica questão aquela: deixou de estar com alguém que fosse bom e que lhe fazia bem, para ficar com um puta cachorrão que lhe faz mal. Antigamente eu pensava que isto era terrivelmente errado, hoje penso que talvez seja natural...
Serio mesmo. Eu mesmo me envolvi com pessoas que me fariam super bem, que teriam todas as qualidades possíveis, que seriam ótimas cônjuges, mas sem nem ao menos saber porque, eu desprezava de tal maneira que nem atendia mais o telefone...
Até que ouvi as seguintes palavrinhas mágicas: - “Tu queres te envolver com ela? Tudo bem, mas fique sabendo que ela é braba. Muito braba”. Parece que meus olhinhos brilharam na mesma hora.
Estranho não? Se envolver com alguém não só pelas suas qualidades, mas sim também por causa dos desafios que esta pessoa irá nos impor. Mas foi justamente o que aconteceu. Eu não entendia o porquê não conseguia me envolver até com modelos, tanto de corpo quanto de alma, não fazia a mínima idéia do porque não me apaixonava. E o pior: não tinha nada a ver com fantasmas do passado, e muito menos do presente. O engraçado era que eu buscava achar razões, explicações, ter motivos para o não interesse. Não havia nenhum... nada, simplesmente nada.
Agora imagina elas... o que devem ter se questionado sobre as razões que eu tinha para sumir...
Mas enfim, nada é pensado, nada é planejado. Simplesmente nos envolvemos com quem temos que nos envolver, mesmo que esta pessoa nada tenha a ver com o que estamos procurando (ou o que estamos dizendo que queremos...).
Não há tanto poder assim para comandar isto, como se fosse derrepente, quem antes tu dirias que nem chegarias perto arrebata teu coração, aquela que parece que tem todos os problemas do mundo para resolver, te conquista na hora.
Não há parâmetros a serem pré-estabelecidos, não há como ficar procurando ou desejando determinadas pessoas. Ninguém pode ter certeza se daria certo ou não. E só o saber disso já é extremamente libertador. E não há problema em se libertar dos tais parâmetros. Não há nem ao menos hora para isto acontecer. Não há hora para qualquer coisa, nem para ficar sozinho, nem para se relacionar. O tal “fechado para balanço”, na verdade não existe...
O que se há de fazer então?
Simples, temos que aproveitar, viver bem, agir com tranqüilidade, procurar sempre se defender quando preciso, tratar com respeito e exigi-lo na mesma moeda, manter o fogo aceso de acordo com a vontade, estando sozinho ou não, e de maneira nenhuma...

...fugir do que pode ser a felicidade. Daqui a pouco quem é para aparecer aparece. E será a pessoa corretíssima para o momento que estas atravessando.

A vida é assim. As coisas podem parecer sem sentido... mas tudo tem a sua razão de ser... ou não...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Barulhos irritantes...

Fazer listinhas é legal. E estou adorando faze-las. Até porque na falta de inspiração para escrever outras coisas, serve como um baita enchimento de lingüiça...

Lista de barulhos irritantes que odeio (e garanto que a grande maioria também):

- Yamaha RD acelerando;
- Giz seco no quadro negro;
- Pintcher, Poodle ou Yorkshire latindo;
- Ronco de mulher bonita;
- Peido de mulher bonita (faz a gente cair na real);
- Risada exagerada de mulher atirada;
- “Pu-tu-tú” do MSN;
- Impressora matricial;
- “Pa-rrra-pa-papapapa-pa-ra-pa-pa...” (aquele funk do Tropa de Elite) passando a todo volume num Chevette;
- Brastemp antiga se locomovendo pela área de serviço;
- Vizinha de cima que insiste em andar de tamanco até as 3 horas da manhã;
- Crianças se atirando na piscina uma tarde inteirinha;
- O irmão menor da vizinha de cima que insiste em andar de skate e jogar basquete dentro do apartamento;
- Tosse quase tuberculosa de um veio dentro de alguma cerimônia silenciosa (casamento, batizado, missa...);
- A mãe da vizinha de cima que insiste em arrastar os moveis para faxinar a casa;
- Freio de ônibus assobiando;
- Surdina de Chevette;
- Alguém murmurando reclamando da vida;
- “Pi-ri-lulu, pi-ri-lulu, pi-ri-lulu-luuuu...” (aquele toquezinho de celular);
- A musiquinha do caminhão do gás;
- Qualquer “tchê-music” tocada a todo volume;
- Alguém coçando a barba;
- O virar exagerado de páginas de jornal;
- “Pi-pí” de relógio do Paraguai;
- Criança manhosa que sabe que está em ambiente público e aproveita para espernear;
- Arroto alto e público;
- Chiclé mastigado de boca aberta;
- Assuar de nariz forte no meio da aula;
- Alarme de carro disparado;
- Alarme de casa disparado (e os donos foram para a praia);
- “Fiu-fiu”;
- Qualquer rap gangsta/romântico americano;
- Whitney Houston;
- Porta batendo;
- Maquina de escrever;
- Correia de bicicleta enferrujada;
- Bruxismo;
- Mosquito noturno que insiste em passar o mais perto possível do nosso ouvido;
- “Nhéc-Nhéc” de solado de tênis novo pisando em lajota encerada;
- Barulho da urina alheia no meu muro;
- “Somos amigos dos Beckyardingans”;

E a pior de todas:

- Barulho de fungada de ranho seguida do som de engolir...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Avisos estranhos/desnecessários


Seria esta para o Homem Aranha?
Pequena lista dos avisos mais estranhos possíveis, ou os mais desnecessários:

- “Evite morrer”. – Placa de um conhecido parque aqui no Rio Grande do Sul.
- “Não utilize o ferro de passar se estiver vestindo a camiseta”. – Etiqueta de uma camiseta de marca bem conhecida até.
- “Verifique se o elevador esta parado no andar antes de entrar”. – Esta todos conhecem.
- “Não vai cair da escada”. – Minha Nona dizia...
- “Não vai te queimar”. – Mais uma da Nona sempre zelosa.
- “Não perca tempo! Entre no seu carro e dirija-se até o CFC-Correto e faça a sua habilitação”! – É, deu pra ver que a pessoa não pensou antes de escrever esta. Ou melhor, pensou que as autoridades de transito são mais incompetentes do que se imagina.
- “Se o lugar estiver vago, sente-se”. – Antigo aviso contido nos ônibus de Esteio, a muito tempo atrás.
- “Se não vai não come!” – De alguém que sempre quer ser gentil...
- “Não pise na grama”. – E quem colocou o aviso?
- “Despeje a descarga”. – Escrito numa patente de madeira em Guaporé, aquela mesma que todo mundo já viu em algum lugar do mundo, a famosa “casinha”.
- “Aqui ninguém engravida”. – Aviso bem grande colocado na frente de um bordel de beira de estrada em Lajeado.
- “Duas folhas são o ideal para secar suas mãos”. – Todo mundo conhece também. E todo mundo usa bem mais que as duas folhas de papel...
- “Se ESTIVER BEBENDO não dirija”. – E como que faz isso? Segurando a latinha numa mão e trocando a marcha com a outra?
- “Beba gelada”. – Tava na lata da Bavária, eu juro!
- “Favor utilizar o sanitário”. – Banheiro de uma conhecidíssima casa noturna aqui do Vale. Alguém me diz qual o sentido disso?
- “Eu não me alimento de cinzas”. – Plaquinha pequena colocada nas plantas do posto de atendimento do Centro 5 da Unisinos.

E por último:

- “Não peide no elevador”. – Colado no espelho de um elevador de prédio particular de moradores engraçadinhos aqui de Esteio.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Tá na mão!


Tá na mão!!!
O quê? Show do Iron Maiden.
Quando? Dia 05 de março.
Ingressos a venda? Sim, como a foto confirma, eu já comprei o meu. Começaram a ser vendidos na segunda-feira. O engraçado é que comprei-o ontem (11/12, terça-feira), e a contagem de ingressos vendidos já beirava os 7 mil! O total de ingressos é 13 mil...
Up the Irons!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Questionário do Bernard Pivot

Uma das coisas que mais adoro fazer num domingo a noite é assistir ao “Actors Studio”. Eu sempre tentei me imaginar sendo entrevistado pelo Lipton, e claro, respondendo ao celebre questionário final, aquele do Bernard Pivot.
Como sonhar não custa nada, e este sonho é tão real, vou respondê-lo aqui mesmo, no meu tão amado blog. Tente fazê-lo você também, mesmo que inconscientemente.
Ai vai:

- Qual palavra você mais gosta?
Beijos.

- Qual palavra você menos gosta?
Qualquer uma que seja de desprezo.

- Qual som você mais gosta?
Aquele “humm” que toda mulher faz quando é abraçada com carinho e proteção...

- Que som você menos gosta?
Qualquer grito que seja dado pela manha, enquanto ainda estou dormindo.

- O que lhe incita/inspira?
Riffs galopantes das três guitarras do Iron.

- O que tira a sua inspiração?
Ingratidão...

- Qual é seu palavrão preferido?
Um “Puta que pariu” bem alto é o melhor de todos. É um santo remédio.

- Qual profissão você gostaria de ter?
Qualquer das quatro posições clássicas de uma grande banda de rock.

- Qual profissão não gostaria de ter?
Aqueles garçons de churrascaria que carregam uns 50 pratos em uma bandejinha mínima.

- Se Deus existe (e ele existe), o que gostaria que ele lhe dissesse quando tu chegares ao céu?
“Olá! Lembra de todas estas pessoas aqui? Elas já estão aqui faz algum tempo, e estavam saudosos para te abraçar novamente...”

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Palavras DEFICEIS...

(Sempre quis fazer esta. Se alguém souber de mais algumas, me mande).

Lista de palavras erradas que escutamos todos os dias, e que, de tanto serem pronunciadas, acabamos por achar as vezes que as mesmas estão corretas:

Estrombago
Uso Campeão (Usucapião)
Usos e Frutos (Usufruto)
Probrema
Tá Sérgio (Tá certo)
Trabaio
Cocrete
Péps (Pepsi)
Intistino
Iscola
Reiginaldo
Ombidús
Golira (Gorila)
Be-ême-vê (BMW)
Beneficiência
Espontaniêdade
Iorgute
Mindingo
Mortandela
Impicilho
Reinvidicar
Caiem
Peneu
Adevogado
Dotô
Inguinorante
Image
Péra
Brasiu
Sassicha
Isteio
Cumpadi
Brigado(a)
Shópi
Frêuei (Free way)
Valí-transporte
Camioneta
Suxu (chuchu)
Impinar
Clítoris
Croassante

E a pior de todas: - “Durante o meu pouco tempo de gestação...” (Ex-prefeito de Esteio, durante uma reunião do orçamento participativo do município, a palavra certa neste caso não seria Gestão?).

domingo, 2 de dezembro de 2007

Parafraseando o Domingo a tarde

Segundona pro Corinthians, tchau Mano, Juiz ladrão, trabalho pra fazer, prova amanha, cadê meus pais, sobrinha chegando, saudade da Deise, vontade de tomar cerveja, e de fazer xixi também.
Espinha na testa, oleosidade da pele, meus cabelos caindo, choro na tv, que calorão, carro novo, corpo definido, 16 quilos a mais e final de ano chegando.
Viagem marcada, passagens na mão, sites e mais sites de turismo, buscar informações, explicações na TV, repórteres, “eu escapei”, tequila com sal e limão, Chivas 49 anos, Odone e Wagner Mancini, Sportv ao vivo, cachorro chorando, remédio para as costas, eu quero férias, beira da praia, Copa do Brasil ano que vem, Troca de Passes, baita bocudo, Pato Donald e vinho tinto.
Molho pra massa, churrasco e bom chimarrão, mãe cozinhando bem, “vamos jogar dados tio?”, bateria acabando, Mauricio Saraiva, contas a pagar, camisa azul, baiana cabelo sarará, maminha velha, cebola queimada, Johnnie Black Label, óculos estiloso, ninguém quer falar, coleção de celulares, pedido de desculpas concedido, carteirinha de sócio, roupa suja, pênalti repetido e desculpas esfarrapadas, trabalho honesto e digno, sem resultados, choro do dirigente, torcida organizada e herança maldita.
Ainda tô com vontade de fazer xixi, festa que virou tragédia, faltou competência, levar fuguetaço, papel de homem, terceira reunião do RPM, Conhaque Presidente, linha de baixo, Domingão do Faustão, arroto e rádio Guaíba.
“Me odeia e não sabe”, caixinha de chocolates azul, bíceps definido, cabelos brancos, climão de tristeza entre os jogadores, home theather, tv 29, DVD, NET, pés de galinha, tecladinho desgraçado, óleo Realce, lâmpada dicróica, 60 mil pensamentos por dia, a cada minuto somos pessoas melhores, coleção de ternos, conta pro tio, “fui andar de balanço”, cara de mau, Pica-Pau, manda repetir, camiseta amarela, amigo-secreto, o atual é corno manso, cheiro de salgado, barba por fazer, flanela xadrez, pinico do Barney, Vampeta se explicando, câmera analógica, Microsoft Word, vamos colaborar, planos sendo feitos, calça da Levis, elenco limitado, prescrição, código de processo penal, contratação de profissionais, “Alô!”, Nossa Senhora, apartamento novo, tá tudo no código, picada de mosquito e spaguetti cru.
Vestidinho rosa, sandalinha de lacinho, vizinho barulhento, céu azul, cortar as unhas, fotos da Espanha, Cléber Machado, atraso, Vade Mecum, Isoconazol, Philco, gavetas brancas, super tweeter Selenium, “Tá muito escuro Tio”, YouTube, boneca de plástico, pai chorando, galinha desfiada e açafrão, cor de vinho, mulher ridícula, Gol Geração 4, cabelinho de bicha, Ellen Jabour, espirro, amiga antiga teclando, formigas saúvas afogadas, seu Figueirinha, glândulas, filar refeição, acabou de entrar, ar-condicionado, cortinas brancas sujas e janelas abertas.
Macacos me mordam, diretora do colégio, Buscapé, Tony Ramos, auto-estima, sono complicado, bate-bate-bate na porta do céu, chinelo, brincos de argola, mandacaru, diminuiu pela metade, tá esfriando um pouco, com que roupa vou amanha, tenho sede, acabou o Chandelle, “e o remédio Rafael?”, Vale do Rio Doce, Iguatemi, bom-humor, estádio desabando, nevasca, acidentes na estrada, cancelamento do vôo, Zeca Camargo, cadeira branca, musica evangélica, trem lotado, punk de boutique, faz o que te deixa feliz e o Saudades-de-mim bombando na Unisinos.
Eu me gosto, o dia foi bom, tá tudo ótimo, a vida é bela...

E pede pra sair seu Zero-dois...

sábado, 1 de dezembro de 2007

Quem não cola não sai da escola...

Final de semestre. Ultimas duas semanas de provas.
Quantas e quantas vezes já passei por esta época estressante. Prova encima de prova, acumulo de trabalhos, matéria e mais matéria para estudar. Estou na metade da minha segunda graduação, e nunca, inclusive durante o Comércio Exterior inteiro, tive provas tão trabalhosas quanto estas.
Mas sempre tem do que rir, sempre. Seja de alguém nervoso que faz besteira durante uma avaliação, seja de alguém colando descaradamente.
Disseram-me para relatar aqui algumas que já vi por ai, sem citar autor claro, e deixando muito claro que nenhuma, nenhuma delas mesmo são de minha autoria.
Mas enfim... dia desses vi dois colegas discutindo qual seria o melhor lugar da sala para se sentar durante a prova, para que pudessem colar sem se preocupar. Um deles defendia que o ideal seria sentar no meio, nem na frente, nem atrás, nem na esquerda, nem na direita. O outro rebateu dizendo o seguinte:
- “Nada disso parceiro, tu tá errado. O melhor lugar é na esquerda e no fundo, o mais colado na janela possível.
- Tá, mas por quê?
- Porque dá pra ver onde o professor está na sala sem nem olhar pra ele, apenas olhando o reflexo dos vidros...”
Depois dessa eu vi um outro, que insistentemente olhava para as próprias calças durante a prova. Eu pesquei que ele estava colando, mas não sabia como. Quando se levantou eu vi: estava num papelzinho mínimo, impresso em fonte sete (a matéria toda estava lá), ele colocou-o embaixo do joelho, de modo que se quisesse consultá-lo, o único trabalho que tinha que fazer era afastar sentado as duas pernas. Mais tarde, descobri a sua lógica...
Segundo ele o problema de colar é manusear os papeizinhos, se fizer de maneira que não os manuseie, não vai haver problema algum.
Estes dias, me deparei com um outro rapaz riscando a parede. Sim, ele estava passando cola na parede, de modo que ninguém poderia acusá-lo e dizer que a cola era dele...
Bom, códigos com “up-grade” então... nem se fala... tem alguns por ai que devem estar pesando o dobro do peso original...
Mas a pior de todas, entre inúmeras outras, vi a alguns semestres atrás...
Saias super curtas eu não vejo a bastante tempo. Acho que entraram em desuso, até porque parecem meio vulgares... não precisa mostrar tanto... sei lá.
Só sei que havia uma menina que estava usando uma saia de uns dois palmos acima do joelho, durante a prova vivia levantando a tal da saia, quando levantava todos olhavam claro, inclusive o professor. Fiquei me perguntando qual era o objetivo daquilo, se seria distrair o pobre coitado ou simplesmente chamar a atenção dos colegas homens... mas o que se seguiu é que me surpreendeu...
Era cola. Era tudo cola. Ela escreveu a cola pra prova na coxa direita, sério mesmo. Juro pra vocês...
Como eu vi? Não vi. Juro.
Alguém me falou...

Ou melhor... o professor que me falou na outra semana...

Só não me pergunta como que ele viu ou ficou sabendo... só sei que tem gente que realmente... faz de tudo para passar...

Até se degradar...