Semana passada o país inteiro ficou perplexo com o desfecho do seqüestro mais sem-noção que existiu na história. Isto tudo porque, segundo palavras de um célebre apresentador de programas policiais, “envolvia o amor, paixão e morte, e as pessoas se interessam por crimes que envolvem casos de amor, paixão e morte”. Justificativa esta que foi dada apenas para o interesse doentio das pessoas pelo caso. O porquê de o seqüestrador ter feito o que fez, todo mundo sabe decor-e-salteado, agora, o que o levou, qual foi o estopim, a gota da água, isto ninguém discute.
Vou tentar ser mais direto do que geralmente sou.
O mesmo motivou-se pela característica “possessividade” que o sentimento que nutria pela jovem continha, sentimento este imaturo/maroto, aliado a um grande agravante:
O orkut.
Segundo o principal negociador atuante no caso, e o próprio meliante, a motivação para o acontecido foi o fato de que no domingo que antecedeu o crime, o indivíduo recém ex-namorado da vítima, viu no orkut dela recados e fotos do menino que ela estava ficando. Segundo ele próprio, o primeiro tiro, que foi disparado no primeiro dia de seqüestro, foi alvejando o computador da menina. Daí pra diante foi uma bola de neve.
Pergunto: Quem de nós já não se incomodou de alguma maneira tendo seu perfil no tal site de relacionamentos? Quantos de nós já não nos incomodamos com ex-namoradas (os) ciumentas (os) em relação a isto? Quem nunca teve raiva de alguma comunidade ofensiva colocada de propósito, ou com algum scrap? Será que passaríamos tudo isto que passamos se não tivéssemos perfil no orkut?
Todos sabem que abomino o tal site. Isto não é novidade para quem me conhece ou para quem me lê por aqui. Realmente não consigo entender qual é a necessidade que a maioria de nós (retirando eu e alguns gatos pingados) temos de expor as nossas vidas assim, como numa vitrina, onde todos têm total liberdade para saber de tudo.
Seria exagero meu dizer que, independentemente da sociopatia de Lindemberg, o perfil no orkut de Eloá foi o laxante para toda esta merda generalizada?
Não estou estudando direito para ser o advogado do Diabo, pelo menos não neste caso. Não quero de maneira nenhuma defender ou justificar o que o tal Piá fez, digo e repito se precisar, minha intenção com este texto é CONDENAR O ORKUT e não absolver o guri vingativo, pois violência não se justifica, se condena. Mas desde o início percebi que o descontrole instaurou-se em sua cabeça quando reconheceu (e não aceitou) através de evidências que ELA EXPÔS, que seu amor juvenil estava nos braços de outro.
Sejamos sinceros: Pelo orkut ou não, quem de nós já não teve um pequeno descontrole ao se deparar com a imagem da (o) ex com seu novo namorado (a)? Existe alguém que sabe lidar com isto?
Não minta a resposta para si mesmo, é feio.
Para concluir, faço mais uma pergunta a vocês: Levando em consideração os fatos que se sucederam, se Eloá não tivesse ao menos deixado evidências de seu novo relacionamento para todos verem (talvez propositalmente) será que Lindemberg teria feito o que fez...?
Fico na dúvida. Derrepente algo ruim teria acontecido, mas talvez as coisas acontecessem de maneira diferente.
Quem sabe ela ainda estaria viva...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Preconceito para com o preconceituoso...
Tem certas coisas que realmente, a gente não sabe como se posicionar. Para estas coisas, sempre tomei como premissa o fato de não ter opiniões formadas, e uso justamente isto como resposta: “Não tenho opiniões formadas”. Não julgo nada nem ninguém sem analisar antes.
Só que este tipo de afirmação, pressupõe para quem está ouvindo que em algum momento, tu terás a opinião e o devido julgamento formado sobre o assunto, o que às vezes pode ser que não aconteça. Mas só às vezes.
Durante o curso dos últimos anos, formei minha opinião sobre o assunto "preconceito na sociedade brasileira", e ela me é muito clara e firme neste momento, conseqüência e resultado de muita análise e confirmações.
Posiciono-me fortemente e de maneira honesta CONTRA qualquer tipo e forma de preconceito, sejam de ordem racial, moral, sexual, esportiva, ideológica, ligados à nacionalidade, à língua, ao gênero, cor de cabelo, orientação religiosa, espiritual, classe social, consumo de cigarro e tantos outros. Todos nós temos direitos (e deveres decorrentes destes, claro) ligados à busca da felicidade e satisfação pessoal, indiferente de onde estes se originarem.
Vivemos em uma sociedade preconceituosa, isto é fato, e vivemos em uma sociedade de diferenças mil, isto também é fato. Já que somos indivíduos inseridos nesta sociedade, é natural não percebermos quando agimos ou pensamos de maneira preconceituosa. O problema é quando justamente não percebemos a existência de certos tipos de preconceito. Por exemplo:
Será que condenar o ainda preconceituoso, por si só já não seria um preconceito?
Pense bem. Condená-los não seria uma postura pré-concebida? Não seria uma atitude de desconhecimento pejorativo?
Explico.
As gerações anteriores as nossas têm por tendência (não por regra) serem gradualmente mais preconceituosas, mas isto não por que querem ou porque acham melhor, mas sim por culpa do contexto ao qual estavam inseridas. No passar dos anos, alguns tabus e crenças foram caindo devagar, e hoje em dia certos aspectos de nosso cotidiano que antes eram inadmissíveis dentro de uma sociedade, são toleráveis até pelos que não querem tolerar. Fica óbvio que no passado não era assim.
Cito como exemplo o fato de eu ter um avô negro, uma das melhores pessoas que conheci, com um coração gigantesco, mas que convivia com o preconceito bruto diariamente. Moravam todos em Guaporé, cidade de colonização predominantemente italiana, onde naquela época, o preconceito era algo natural e corriqueiro. Mas TÃO natural e TÃO corriqueiro, que eles mesmos, os negros, eram racistas ao extremo contra os próprios negros. Meu avô não tolerava nenhum outro negro entrando pela porta de sua casa, e blasfemava sempre: - “Negri porco carne”! – Dizia. Quando indagado sobre sua origem africana, o mesmo respondia: - “Sou negro trabalhador da canela fina”.
Preconceito em sua maioria é contexto.
Preconceito em sua maioria é coletivo e não individual. E influencia.
Em nossa sociedade, por exemplo, por mais que existam pessoas (como eu) que apóiem a união civil dos homossexuais, acredito que ainda não está ainda preparada para tal situação. Veja bem, AINDA não está, mas um dia invariavelmente estará. Este é o caminho natural, e a união homossexual existirá perante a lei também. Da mesma maneira que os próprios negros, em um passado não muito distante, inseridos em determinadas comunidades, discriminavam a si próprios de maneira racista, hoje muitos heterossexuais iguais a mim discriminam seus irmãos homossexuais por sua orientação, mas os filhos dos mesmos discriminarão menos, e assim por diante.
Portanto, muitas vezes não é culpa dos preconceituosos serem assim, já que a criação e o contexto impuseram isto. E de qualquer modo, da mesma maneira que temos o direito a viver a vida da maneira como queremos, defendo que temos o direito de pensar e concluir o que queremos desde que isto não atinja ninguém mais a não ser nós mesmos.
E este é o limite, a linha vermelha. Devemos ensinar as gerações futuras a não ultrapassá-lo. Temos de aprender a nos respeitar, de todas as formas, e em todos os sentidos, sejam os de ida, sejam os de volta. Os dias continuam passando, as coisas continuam mudando...
... e a sociedade, um belo dia, será considerada ideal ... havendo respeito e inexistência de qualquer tipo de preconceito...
Só que este tipo de afirmação, pressupõe para quem está ouvindo que em algum momento, tu terás a opinião e o devido julgamento formado sobre o assunto, o que às vezes pode ser que não aconteça. Mas só às vezes.
Durante o curso dos últimos anos, formei minha opinião sobre o assunto "preconceito na sociedade brasileira", e ela me é muito clara e firme neste momento, conseqüência e resultado de muita análise e confirmações.
Posiciono-me fortemente e de maneira honesta CONTRA qualquer tipo e forma de preconceito, sejam de ordem racial, moral, sexual, esportiva, ideológica, ligados à nacionalidade, à língua, ao gênero, cor de cabelo, orientação religiosa, espiritual, classe social, consumo de cigarro e tantos outros. Todos nós temos direitos (e deveres decorrentes destes, claro) ligados à busca da felicidade e satisfação pessoal, indiferente de onde estes se originarem.
Vivemos em uma sociedade preconceituosa, isto é fato, e vivemos em uma sociedade de diferenças mil, isto também é fato. Já que somos indivíduos inseridos nesta sociedade, é natural não percebermos quando agimos ou pensamos de maneira preconceituosa. O problema é quando justamente não percebemos a existência de certos tipos de preconceito. Por exemplo:
Será que condenar o ainda preconceituoso, por si só já não seria um preconceito?
Pense bem. Condená-los não seria uma postura pré-concebida? Não seria uma atitude de desconhecimento pejorativo?
Explico.
As gerações anteriores as nossas têm por tendência (não por regra) serem gradualmente mais preconceituosas, mas isto não por que querem ou porque acham melhor, mas sim por culpa do contexto ao qual estavam inseridas. No passar dos anos, alguns tabus e crenças foram caindo devagar, e hoje em dia certos aspectos de nosso cotidiano que antes eram inadmissíveis dentro de uma sociedade, são toleráveis até pelos que não querem tolerar. Fica óbvio que no passado não era assim.
Cito como exemplo o fato de eu ter um avô negro, uma das melhores pessoas que conheci, com um coração gigantesco, mas que convivia com o preconceito bruto diariamente. Moravam todos em Guaporé, cidade de colonização predominantemente italiana, onde naquela época, o preconceito era algo natural e corriqueiro. Mas TÃO natural e TÃO corriqueiro, que eles mesmos, os negros, eram racistas ao extremo contra os próprios negros. Meu avô não tolerava nenhum outro negro entrando pela porta de sua casa, e blasfemava sempre: - “Negri porco carne”! – Dizia. Quando indagado sobre sua origem africana, o mesmo respondia: - “Sou negro trabalhador da canela fina”.
Preconceito em sua maioria é contexto.
Preconceito em sua maioria é coletivo e não individual. E influencia.
Em nossa sociedade, por exemplo, por mais que existam pessoas (como eu) que apóiem a união civil dos homossexuais, acredito que ainda não está ainda preparada para tal situação. Veja bem, AINDA não está, mas um dia invariavelmente estará. Este é o caminho natural, e a união homossexual existirá perante a lei também. Da mesma maneira que os próprios negros, em um passado não muito distante, inseridos em determinadas comunidades, discriminavam a si próprios de maneira racista, hoje muitos heterossexuais iguais a mim discriminam seus irmãos homossexuais por sua orientação, mas os filhos dos mesmos discriminarão menos, e assim por diante.
Portanto, muitas vezes não é culpa dos preconceituosos serem assim, já que a criação e o contexto impuseram isto. E de qualquer modo, da mesma maneira que temos o direito a viver a vida da maneira como queremos, defendo que temos o direito de pensar e concluir o que queremos desde que isto não atinja ninguém mais a não ser nós mesmos.
E este é o limite, a linha vermelha. Devemos ensinar as gerações futuras a não ultrapassá-lo. Temos de aprender a nos respeitar, de todas as formas, e em todos os sentidos, sejam os de ida, sejam os de volta. Os dias continuam passando, as coisas continuam mudando...
... e a sociedade, um belo dia, será considerada ideal ... havendo respeito e inexistência de qualquer tipo de preconceito...
sábado, 18 de outubro de 2008
O caminho do bem...
Alguns de fora do estado mandaram-me e-mails perguntando do que se trata a foto do último post.
Explico:
Trata-se de um senhor, chamado Alceu Pozzatti, de 78 anos de idade, que amarrou um cachorro ao pára-choque do seu fusca verde água, e o arrastou por uma rua de Santa Maria/RS, na manhã de quinta-feira. O animal, e agora falo do cachorro, gritou e agonizou até o momento que transeuntes que estavam próximos conseguiram, após 100 metros de pura atrocidade, forçar com que o Sr. Alceu brecasse o carro, e parasse de torturar o pobre.
Pela foto, podemos perceber que o menino já estava à beira da morte, e tal qual uma pessoa que cree que animais não merecem respeito ou consideração (eles sentem fome, frio, dor, tristeza e traumas tal qual nós humanos sentimos, com o agravante de serem muito mais indefesos), o aposentado, após esta atitude extremamente infeliz, deixa claro que não sente qualquer tipo de remorso.
Existem pessoas que defendem punição rígida a qualquer tipo de maus-tratos e irresponsabilidade contra animais. Concordo. Acredito que seres vivos de qualquer tipo, raça ou espécie, devam ser tratados com o mínimo de dignidade.
Entendo que muitos estejam neste momento pensando no menino carioca que também foi arrastado pelas ruas por assaltantes covardes. Sinto-me na obrigação de deixar claro que realmente isto é muito mais grave, e defendo punições mais rígidas do que as atuais para quem fez isto. Da mesma maneira, defendo a mesma rigidez aos covardes que maltratam animais, respeitando claro, o valor da vida humana, que em todos os casos é de incontestável supremacia.
Voltando aos animais: sorte que existem pessoas dignas que pensam ao contrário do Senhor da foto.
Pedi autorização para divulgação, e mesmo sem te-la recebido até a presente hora, vou propagandear a causa, pois o que importa é ajudarmos da forma que pudermos.
O link é este: http://xulinhosdobem.blogspot.com/
Trata-se de um blog destinado a adoção de animais diversos, principalmente os nossos tão queridos amigos caninos. Os telefones, e-mails e endereços de contato estão todos muito claros por lá, e mesmo que tu não tenhas a intenção de adotá-los, serve qualquer tipo de ajuda, seja em cuidados, seja da maneira como faço, divulgando a causa.
E para terminar, uma boa notícia.
O coitado que foi arrastado pelo aposentado atroz e sem noção...
Sobreviveu e recupera-se graças à ajuda de pessoas como estas do blog...
Explico:
Trata-se de um senhor, chamado Alceu Pozzatti, de 78 anos de idade, que amarrou um cachorro ao pára-choque do seu fusca verde água, e o arrastou por uma rua de Santa Maria/RS, na manhã de quinta-feira. O animal, e agora falo do cachorro, gritou e agonizou até o momento que transeuntes que estavam próximos conseguiram, após 100 metros de pura atrocidade, forçar com que o Sr. Alceu brecasse o carro, e parasse de torturar o pobre.
Pela foto, podemos perceber que o menino já estava à beira da morte, e tal qual uma pessoa que cree que animais não merecem respeito ou consideração (eles sentem fome, frio, dor, tristeza e traumas tal qual nós humanos sentimos, com o agravante de serem muito mais indefesos), o aposentado, após esta atitude extremamente infeliz, deixa claro que não sente qualquer tipo de remorso.
Existem pessoas que defendem punição rígida a qualquer tipo de maus-tratos e irresponsabilidade contra animais. Concordo. Acredito que seres vivos de qualquer tipo, raça ou espécie, devam ser tratados com o mínimo de dignidade.
Entendo que muitos estejam neste momento pensando no menino carioca que também foi arrastado pelas ruas por assaltantes covardes. Sinto-me na obrigação de deixar claro que realmente isto é muito mais grave, e defendo punições mais rígidas do que as atuais para quem fez isto. Da mesma maneira, defendo a mesma rigidez aos covardes que maltratam animais, respeitando claro, o valor da vida humana, que em todos os casos é de incontestável supremacia.
Voltando aos animais: sorte que existem pessoas dignas que pensam ao contrário do Senhor da foto.
Pedi autorização para divulgação, e mesmo sem te-la recebido até a presente hora, vou propagandear a causa, pois o que importa é ajudarmos da forma que pudermos.
O link é este: http://xulinhosdobem.blogspot.com/
Trata-se de um blog destinado a adoção de animais diversos, principalmente os nossos tão queridos amigos caninos. Os telefones, e-mails e endereços de contato estão todos muito claros por lá, e mesmo que tu não tenhas a intenção de adotá-los, serve qualquer tipo de ajuda, seja em cuidados, seja da maneira como faço, divulgando a causa.
E para terminar, uma boa notícia.
O coitado que foi arrastado pelo aposentado atroz e sem noção...
Sobreviveu e recupera-se graças à ajuda de pessoas como estas do blog...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Portugal
Ontem estava com saudades das épocas de vacas super gordas. Hoje em dia não tenho mais condições parecidas.
Isto tudo porque encontrei as fotos das viagens que fiz quando tinha vinte e poucos anos (como se fosse muito tempo atrás...).
Visitei lugares super legais, países interessantíssimos, culturas diferentes...
Um destes lugares foi Portugal. Visitei a capital, o litoral, o além-Tejo e fiz minha peregrinação religiosa indo até o Santuário de Fátima. Tomei inúmeras garrafas de vinho e depois segui para a Espanha (caminho de Santiago...).
Falando apenas dos nossos principais colonizadores, realmente eles não têm do que reclamar. Além de uma economia sólida, uma vida confortável, um país maravilhoso e de clima ameno em tudo, o seu povo é realmente encantador, e cheio de particularidades...
Antes de tudo, desmistifico aqui a fama de burrice que injustamente os nossos irmãos mais velhos têm. Passam realmente longe de serem pessoas sem estudo ou cultura.
A única diferença é que realmente, e isto não posso negar, pensar de maneira lógica não é o forte do povo lusitano, derrepente até porque os mesmos não têm o jogo de cintura que temos. A vida não os obrigou a ter.
Costumo contar duas histórias verídicas e que aconteceram comigo, que servem como exemplo clássico do processamento de dados diferente deles.
Estava eu defronte ao hotel, numa manhã fria de final de inverno, esperando um táxi que havia chamado, pois queria me dirigir ao Mosteiro dos Jerónimos. O táxi parou (lá praticamente todos os carros de praça eram Mercedes-Benz de última geração), entrei no banco de trás e perguntei ao taxista português, uma figura clássica de bigode que tinha por volta de uns 60 anos de idade:
- O senhor sabe onde fica o Mosteiro dos Jerónimos?
- Sei sim senhoire. – Respondeu-me, virando-se para frente e ficando completamente inerte e quieto, por um longo período de tempo.
- O senhor poderia me levar até lá? – Indaguei novamente, pensando que se fosse no Brasil, o carro já se encontraria na esquina.
- Puderia sim senhoire. – Respondeu-me novamente, ainda sem esboçar reação alguma, pior ainda, desligando o carro e abrindo o vidro. Fiquei pensando em que tipo de senha deveria utilizar para que ele me levasse. Mais um longo período de tempo se passou.
- Pois então o senhor me leve. – Afirmei, quase sem paciência.
- O senhoire gostaria que eu estivesse a levá-lo? – Perguntou-me.
- Com toda a certeza. – Eu ia descer do táxi neste momento.
- Pois então. O senhor não havia me dito...
Outra aconteceu mais tarde, em um café chamado “Brasileirinha”, que ficava no bairro do Rossio, onde eu comi o melhor doce do mundo: o Pastel de Belém.
Enfim, o que houve foi que ao pagar a conta, perguntei para o caixa português:
- O senhor poderia trocar uma nota de vinte euros para mim?
- Puderia sim senhoire.
- O que bom! – Exclamei, pois realmente estava com dificuldades para fazer troco. Alcancei a nota de vinte euros para ele.
- Aqui está. – Disse-me ao devolver o fruto da troca.
Quando olhei o que ele havia me devolvido quase não acreditei...
Era outra nota de vinte euros mais nova...
Isto tudo porque encontrei as fotos das viagens que fiz quando tinha vinte e poucos anos (como se fosse muito tempo atrás...).
Visitei lugares super legais, países interessantíssimos, culturas diferentes...
Um destes lugares foi Portugal. Visitei a capital, o litoral, o além-Tejo e fiz minha peregrinação religiosa indo até o Santuário de Fátima. Tomei inúmeras garrafas de vinho e depois segui para a Espanha (caminho de Santiago...).
Falando apenas dos nossos principais colonizadores, realmente eles não têm do que reclamar. Além de uma economia sólida, uma vida confortável, um país maravilhoso e de clima ameno em tudo, o seu povo é realmente encantador, e cheio de particularidades...
Antes de tudo, desmistifico aqui a fama de burrice que injustamente os nossos irmãos mais velhos têm. Passam realmente longe de serem pessoas sem estudo ou cultura.
A única diferença é que realmente, e isto não posso negar, pensar de maneira lógica não é o forte do povo lusitano, derrepente até porque os mesmos não têm o jogo de cintura que temos. A vida não os obrigou a ter.
Costumo contar duas histórias verídicas e que aconteceram comigo, que servem como exemplo clássico do processamento de dados diferente deles.
Estava eu defronte ao hotel, numa manhã fria de final de inverno, esperando um táxi que havia chamado, pois queria me dirigir ao Mosteiro dos Jerónimos. O táxi parou (lá praticamente todos os carros de praça eram Mercedes-Benz de última geração), entrei no banco de trás e perguntei ao taxista português, uma figura clássica de bigode que tinha por volta de uns 60 anos de idade:
- O senhor sabe onde fica o Mosteiro dos Jerónimos?
- Sei sim senhoire. – Respondeu-me, virando-se para frente e ficando completamente inerte e quieto, por um longo período de tempo.
- O senhor poderia me levar até lá? – Indaguei novamente, pensando que se fosse no Brasil, o carro já se encontraria na esquina.
- Puderia sim senhoire. – Respondeu-me novamente, ainda sem esboçar reação alguma, pior ainda, desligando o carro e abrindo o vidro. Fiquei pensando em que tipo de senha deveria utilizar para que ele me levasse. Mais um longo período de tempo se passou.
- Pois então o senhor me leve. – Afirmei, quase sem paciência.
- O senhoire gostaria que eu estivesse a levá-lo? – Perguntou-me.
- Com toda a certeza. – Eu ia descer do táxi neste momento.
- Pois então. O senhor não havia me dito...
Outra aconteceu mais tarde, em um café chamado “Brasileirinha”, que ficava no bairro do Rossio, onde eu comi o melhor doce do mundo: o Pastel de Belém.
Enfim, o que houve foi que ao pagar a conta, perguntei para o caixa português:
- O senhor poderia trocar uma nota de vinte euros para mim?
- Puderia sim senhoire.
- O que bom! – Exclamei, pois realmente estava com dificuldades para fazer troco. Alcancei a nota de vinte euros para ele.
- Aqui está. – Disse-me ao devolver o fruto da troca.
Quando olhei o que ele havia me devolvido quase não acreditei...
Era outra nota de vinte euros mais nova...
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Quem é o Marcelo?
Na história de ontem o Marcelo teve participação. Mas nunca expliquei quem é o Marcelo, de onde veio, o que é e o que faz. Como no passado já havia mencionado algumas vezes seu nome, algumas pessoas de ontem pra hoje me mandaram e-mails pedindo que explicasse quem é o tal.
Nada melhor que contar história para digamos, colocar alguém na vitrine e demonstrar a mercadoria. Mas para homenagear, hoje farei algo um pouco diferente.
O Marcelo nasceu faz 28 anos, no interior de Bagé, e sem fazer questão nenhuma de negar as suas origens (nem deve), até hoje é o autêntico gaúcho gente fina, mas mais grosso que cintura de sapo.
Mas não se enganem não. Grossura não é sinal de burrice nem de ignorância. Ele é um cara estudado, veio morar na (perto da) capital justamente para se formar e seguir carreira no que escolheu fazer: fotografia. Para estudar, trabalhou como soldador durante anos a fio, e não é tiração de sarro, mas ao mesmo tempo em que o cara é grosso, tem uma sensibilidade incrível com uma câmera na mão. As imagens que registra, sejam paisagens, cenas do cotidiano, pessoas ou qualquer outra coisa, são incríveis. O cara realmente tem o dom.
Claro, assim como todo gaúcho, o mesmo é mega-conservador em certas coisas, se diz “mais tradicional que formula de minâncora”. Vive dizendo que “esta tal de máquina digital” é uma porcaria, e que foto boa é aquela que “se resulta de um asa 400”. Enfim, mania de goipeca-veio não se discute.
O cara é mais sério que guri cagado, mas ao mesmo tempo é mais engraçado que gorda colocando as calças.
O mesmo se diz adepto da bigamia, nunca se prendeu a uma só pessoa mas cobra isto de todas as que ele conhece. Costuma dizer que o fato de ter muitas mulheres traz benefícios, mas também traz malefícios. Certa vez, perguntei a ele quais eram esses malefícios e ele me respondeu assim:
- São dois tchê. Um deles é que não tem dinheiro que chegue.
- E o outro Marcelo?
- Quanto mais mulheres se têm, mais sogras também. Sogra boa é sogra morta.
Mais sincero que vaca pro touro, o guasca não tem papas na língua. Fala o que quer na hora que quer, por esta causa me autorizou a escrever todos estes detalhes. Disse que esses dias (história que conta faz uns 4 anos, mas que continua com este mesmo início – “esses dias”) uma sogra que ele teve foi a uma cigana, pediu para que lhe lesse a mão. Mais tarde durante a janta, estava preocupada com o que a tal disse:
- A cigana me disse que eu vou morrer de forma violenta – contou ela.
- Mas este não é o problema – respondeu Marcelo.
- E qual seria?
- Só depois vou saber se serei absolvido pelo júri ou não...
Mas o melhor de tudo é quando ele resolve falar sobre cerveja. Gosta de contar que uma antiga namorada lhe perguntou o porquê que ele gostava mais da cerveja do que dela, e ele respondeu:
- Primeiro, cerveja está sempre molhadinha, segundo, cerveja não reclama quando estou assistindo ao jogo ou jogando futebol, terceiro, cerveja não me obriga a assistir filmes românticos, quarto, cerveja não tem mãe, quinto, cerveja não olha pra mim com aquela cara de desprezo quando broxo, sexto, cerveja não liga quando olho para outra cerveja, e por último, quando eu acabo de beber a cerveja... posso jogá-la fora...
Este é o Marcelo.
Nada melhor que contar história para digamos, colocar alguém na vitrine e demonstrar a mercadoria. Mas para homenagear, hoje farei algo um pouco diferente.
O Marcelo nasceu faz 28 anos, no interior de Bagé, e sem fazer questão nenhuma de negar as suas origens (nem deve), até hoje é o autêntico gaúcho gente fina, mas mais grosso que cintura de sapo.
Mas não se enganem não. Grossura não é sinal de burrice nem de ignorância. Ele é um cara estudado, veio morar na (perto da) capital justamente para se formar e seguir carreira no que escolheu fazer: fotografia. Para estudar, trabalhou como soldador durante anos a fio, e não é tiração de sarro, mas ao mesmo tempo em que o cara é grosso, tem uma sensibilidade incrível com uma câmera na mão. As imagens que registra, sejam paisagens, cenas do cotidiano, pessoas ou qualquer outra coisa, são incríveis. O cara realmente tem o dom.
Claro, assim como todo gaúcho, o mesmo é mega-conservador em certas coisas, se diz “mais tradicional que formula de minâncora”. Vive dizendo que “esta tal de máquina digital” é uma porcaria, e que foto boa é aquela que “se resulta de um asa 400”. Enfim, mania de goipeca-veio não se discute.
O cara é mais sério que guri cagado, mas ao mesmo tempo é mais engraçado que gorda colocando as calças.
O mesmo se diz adepto da bigamia, nunca se prendeu a uma só pessoa mas cobra isto de todas as que ele conhece. Costuma dizer que o fato de ter muitas mulheres traz benefícios, mas também traz malefícios. Certa vez, perguntei a ele quais eram esses malefícios e ele me respondeu assim:
- São dois tchê. Um deles é que não tem dinheiro que chegue.
- E o outro Marcelo?
- Quanto mais mulheres se têm, mais sogras também. Sogra boa é sogra morta.
Mais sincero que vaca pro touro, o guasca não tem papas na língua. Fala o que quer na hora que quer, por esta causa me autorizou a escrever todos estes detalhes. Disse que esses dias (história que conta faz uns 4 anos, mas que continua com este mesmo início – “esses dias”) uma sogra que ele teve foi a uma cigana, pediu para que lhe lesse a mão. Mais tarde durante a janta, estava preocupada com o que a tal disse:
- A cigana me disse que eu vou morrer de forma violenta – contou ela.
- Mas este não é o problema – respondeu Marcelo.
- E qual seria?
- Só depois vou saber se serei absolvido pelo júri ou não...
Mas o melhor de tudo é quando ele resolve falar sobre cerveja. Gosta de contar que uma antiga namorada lhe perguntou o porquê que ele gostava mais da cerveja do que dela, e ele respondeu:
- Primeiro, cerveja está sempre molhadinha, segundo, cerveja não reclama quando estou assistindo ao jogo ou jogando futebol, terceiro, cerveja não me obriga a assistir filmes românticos, quarto, cerveja não tem mãe, quinto, cerveja não olha pra mim com aquela cara de desprezo quando broxo, sexto, cerveja não liga quando olho para outra cerveja, e por último, quando eu acabo de beber a cerveja... posso jogá-la fora...
Este é o Marcelo.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Homens também reclamam das mulheres...
Faz tempo que não falo do Paulo, alguns leitores pessoalmente me disseram que estão até com saudades dele.
O Paulo ta ótimo. Digamos que no último ano, período em que privei-os de saberem qualquer coisa sobre ele, o Paulo solteirou-se, trocou de emprego, de cidade, enfim... mudou de vida. E segundo o que ele aparenta, para muito melhor.
Mas enfim... este dias, depois de muito tempo sem juntarmos os amigos, e num momento em que todos podiam e tinham horário, fizemos isto. Compramos uma picanha recheada e umas (várias) garrafas de Serra Malte, e fizemos o autêntico programa estritamente masculino, ou seja, bebemos (muito), comemos (muito), e falamos de futebol, futebol, futebol.... e mulher, mulher....MULHER.
Depois de mentirmos bastante, todos nós relatamos de uma maneira bem masculina o porquê estávamos solteiros naquele momento: Uns por questões profissionais, outros por questões familiares, outros porque simplesmente acham que a vida é muito curta para gasta-la com uma só pessoa (não é minha opinião, mas enfim), outros reclamaram da falta de algo que realmente valha a pena no mercado, outros disseram que estão enrolando-se, outros desenrolando-se... mas claro, a pérola da noite tinha de ser de autoria do Paulo...
Ele reclamou que as mulheres estão muito feias e chatas. Sério. Feias e chatas.
- Tudo bem que estou numa fase muito crítica – Considerou – Mas só aparece Tribufú na minha frente! Ou é magra feito a Olívia Palito, ou é gorda feito a Wilza Carla, ou tem pés (!) feios, ou tem dentes tortos, ou não é parceira, ou se veste mal, ou cheira mal, ou tem bafo...
- Mas te pára tchê! Virou frescurento agora! – Responde Marcelo indignado, com aquela voz de Neto Fagundes que só ele (e o próprio Neto) tem. – Agora deu pra ficar analisando qualquer defeitinho das mulher por aí!
- Sim né velho. Decidi só me relacionar com as perfeitas.
- Mas alguma vez tu já te relacionaste, ou ao menos fizeste sexo com mulher feia Paulo...? O que tu estas dizendo não é verdade.
- É realmente não. Todas elas eram lindas e boas. Mas tinham defeitos.
- Então faz o seguinte: se tu achas defeitos em todas as mulheres, e estes defeitos são tão absurdos assim pra ti, compra uma boneca inflável!
- Não dá.
- Porque não dá...?
- Simplesmente não dá.
- Ta, mas por quê? Porque ela é uma boneca e tu não ia gostar?
- Não... porque ela não tomaria cerveja comigo...
O Paulo ta ótimo. Digamos que no último ano, período em que privei-os de saberem qualquer coisa sobre ele, o Paulo solteirou-se, trocou de emprego, de cidade, enfim... mudou de vida. E segundo o que ele aparenta, para muito melhor.
Mas enfim... este dias, depois de muito tempo sem juntarmos os amigos, e num momento em que todos podiam e tinham horário, fizemos isto. Compramos uma picanha recheada e umas (várias) garrafas de Serra Malte, e fizemos o autêntico programa estritamente masculino, ou seja, bebemos (muito), comemos (muito), e falamos de futebol, futebol, futebol.... e mulher, mulher....MULHER.
Depois de mentirmos bastante, todos nós relatamos de uma maneira bem masculina o porquê estávamos solteiros naquele momento: Uns por questões profissionais, outros por questões familiares, outros porque simplesmente acham que a vida é muito curta para gasta-la com uma só pessoa (não é minha opinião, mas enfim), outros reclamaram da falta de algo que realmente valha a pena no mercado, outros disseram que estão enrolando-se, outros desenrolando-se... mas claro, a pérola da noite tinha de ser de autoria do Paulo...
Ele reclamou que as mulheres estão muito feias e chatas. Sério. Feias e chatas.
- Tudo bem que estou numa fase muito crítica – Considerou – Mas só aparece Tribufú na minha frente! Ou é magra feito a Olívia Palito, ou é gorda feito a Wilza Carla, ou tem pés (!) feios, ou tem dentes tortos, ou não é parceira, ou se veste mal, ou cheira mal, ou tem bafo...
- Mas te pára tchê! Virou frescurento agora! – Responde Marcelo indignado, com aquela voz de Neto Fagundes que só ele (e o próprio Neto) tem. – Agora deu pra ficar analisando qualquer defeitinho das mulher por aí!
- Sim né velho. Decidi só me relacionar com as perfeitas.
- Mas alguma vez tu já te relacionaste, ou ao menos fizeste sexo com mulher feia Paulo...? O que tu estas dizendo não é verdade.
- É realmente não. Todas elas eram lindas e boas. Mas tinham defeitos.
- Então faz o seguinte: se tu achas defeitos em todas as mulheres, e estes defeitos são tão absurdos assim pra ti, compra uma boneca inflável!
- Não dá.
- Porque não dá...?
- Simplesmente não dá.
- Ta, mas por quê? Porque ela é uma boneca e tu não ia gostar?
- Não... porque ela não tomaria cerveja comigo...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Xô Zeca Pimenteira!

Nas últimas duas semanas tive alguns problemas de saúde sérios. Primeiramente contraí amidalite aguda, daquelas que além da dor de garganta que impossibilita até engolir saliva, dá um misto de febre alta, dor de cabeça, enxaqueca e desorientação. Ao final do tratamento a base de antibióticos e analgésicos, foi constatado que além desta doença eu também estava com um início de gripe e rubéola.
Sim, rubéola...
E isso que tomei a vacina gente. Pode-se dizer duas vezes.
Ano passado, na felicíssima chegada de mais um ente familiar, sob o pretexto de não contaminar a criança, paguei para ter a vacina tríplice (rubéola, sarampo e caxumba) ingetada em meu braço sob a promessa de anos de imunidade e, além disto, na campanha de vacinação deste ano, tomei agulhada no braço novamente, preocupado com o surto noticiado por ai.
Resultado: mesmo assim, tornei-me estatística, sendo mais um a contrair a doença. Agora me expliquem: Qual é a eficácia de tal vacina? Como pode alguém imunizado duas vezes ter a doença?
O meu sistema imunológico, aparentemente sem explicação (já fiz exames comprobatórios) resolveu tirar férias ou entrar em greve, pois não está trabalhando mesmo. Eu costumava ser uma pessoa que nunca adoecia, mesmo não tomando cuidado algum. Agora um vírus qualquer pode passar lá na esquina que to pegando (em minha pré-adolescencia eu queria ser “pegador”, mas não deste tipo). Acho que só tem uma explicação para isto...
Não existe vacina ou sistema imunológico que combata eficazmente o mal-olhado...
Xô Zeca Pimenteira!
Tem alguém levantando os óculos escuros, olhando pra mim, crescendo o olho e dizendo:
- “Mas como eu queria ser uma pessoa assim...”.
Sim, rubéola...
E isso que tomei a vacina gente. Pode-se dizer duas vezes.
Ano passado, na felicíssima chegada de mais um ente familiar, sob o pretexto de não contaminar a criança, paguei para ter a vacina tríplice (rubéola, sarampo e caxumba) ingetada em meu braço sob a promessa de anos de imunidade e, além disto, na campanha de vacinação deste ano, tomei agulhada no braço novamente, preocupado com o surto noticiado por ai.
Resultado: mesmo assim, tornei-me estatística, sendo mais um a contrair a doença. Agora me expliquem: Qual é a eficácia de tal vacina? Como pode alguém imunizado duas vezes ter a doença?
O meu sistema imunológico, aparentemente sem explicação (já fiz exames comprobatórios) resolveu tirar férias ou entrar em greve, pois não está trabalhando mesmo. Eu costumava ser uma pessoa que nunca adoecia, mesmo não tomando cuidado algum. Agora um vírus qualquer pode passar lá na esquina que to pegando (em minha pré-adolescencia eu queria ser “pegador”, mas não deste tipo). Acho que só tem uma explicação para isto...
Não existe vacina ou sistema imunológico que combata eficazmente o mal-olhado...
Xô Zeca Pimenteira!
Tem alguém levantando os óculos escuros, olhando pra mim, crescendo o olho e dizendo:
- “Mas como eu queria ser uma pessoa assim...”.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Efeitos do cachorro Marley...
Quem costuma visitar este blog frequentemente sabe que não tenho o hábito de ler livros. Não é que não goste, apenas não encontro uma parte do meu dia mega-cheio para me disciplinar a ler um livro, ao invés de conversar com alguém ou descansar.
Mas o que escrevo hoje, de maneira raríssima, é o resultado de um livro que acabei de ler. Tá, sei que o tempo lá fora está ótimo, e que não deveria fazer estes atos milagrosos quando há sol...
Li um livrinho que confesso, tinha preconceito por achar que seria algo extremamente comercial, mas derrepente um dia, cheguei a seguinte conclusão: “Dane-se que seja comercial, já não leio nada mesmo, que diferença vai fazer...”?
O que li foi “Marley e Eu”, livro americano de autoria de um colunista de jornal, mas que resolveu, de maneira surpreendente, revelar detalhes íntimos de seu casamento, do nascimento de seus filhos, e do seu... cachorro labrador chamado Marley.
O tal cachorro representava o inferno na terra: quebrava portas, roia sapatos, engolia pingentes de ouro, se grudava nas pernas das visitas, se jogava em todos, evacuava feito um louco e chegava a destruir garagens em surtos psicóticos movidos ao medo de trovoadas.
Mas o tal cachorro apaixonou-me. Alias, o livro consegue isto. Durante a leitura, aprendemos a nos divertir e a amar Marley de tal maneira, que quase não dá pra acreditar. Méritos ao autor.
E sem medo de estragar a surpresa do final, confesso que chorei feito criança quando li sobre a morte dele (com 13 anos de idade, devido a inúmeras complicações da velhice canina).
Enfim...
Tenho um pequeno Marley em casa chamado “Pico-Pico”, é um fox-paulistinha preto que tem 8 anos de idade, pesa 4,5 kg e gosta muito de latir para estranhos.
O Pico-Pico não tem nem metade dos defeitos que Marley tinha, e isso que nós nem precisamos castrá-lo. Ele nunca roeu um sapato nem sofá, nunca se grudou em ninguém e muito menos comeu algo que não devia comer. Digamos que se fossemos analisar de uma perspectiva canina, veríamos que ele é o João Paulo II dos cães.
Mas ontem, pela primeira vez, chorei de medo de perdê-lo. Foi preciso ler o relato de alguém que perdeu seu cachorro querido para que eu passasse a vê-lo da maneira que ele merece: um ente familiar, que chora, brinca, deita junto, se emociona, se irrita, ri, defende, e o principal, ama a todos e tem uma lealdade que beira a devoção a nós, seus colegas de moradia. O Pico-Pico nos será leal e nunca nos trairá até a sua morte.
E o pior de tudo é que, com a sutileza de um rinoceronte, ao acabar de ler o tal livro, tomei a consciência de que o dia da morte dele chegará, e que não vai demorar tanto quanto se imagina. Peguei-me pensando em como seria os primeiros dias após a ida dele para outro plano, em todo nosso sofrimento e em toda falta que ele fará.
E será enorme.
Portanto, pense bem naquele ser que tens dentro da casinha, pense bem no carinho e tratamento que ele merece.
Um dia ele faltará. Um dia, ele não estará contigo em momentos que incondicionalmente te apóia. Ai vem aquela velha história: Não adianta dar valor depois que perdeu. Inclusive em se ele for pulguento ou cheirar mal...
Ele não tem fama de “amigo fiel” à toa...
Mas o que escrevo hoje, de maneira raríssima, é o resultado de um livro que acabei de ler. Tá, sei que o tempo lá fora está ótimo, e que não deveria fazer estes atos milagrosos quando há sol...
Li um livrinho que confesso, tinha preconceito por achar que seria algo extremamente comercial, mas derrepente um dia, cheguei a seguinte conclusão: “Dane-se que seja comercial, já não leio nada mesmo, que diferença vai fazer...”?
O que li foi “Marley e Eu”, livro americano de autoria de um colunista de jornal, mas que resolveu, de maneira surpreendente, revelar detalhes íntimos de seu casamento, do nascimento de seus filhos, e do seu... cachorro labrador chamado Marley.
O tal cachorro representava o inferno na terra: quebrava portas, roia sapatos, engolia pingentes de ouro, se grudava nas pernas das visitas, se jogava em todos, evacuava feito um louco e chegava a destruir garagens em surtos psicóticos movidos ao medo de trovoadas.
Mas o tal cachorro apaixonou-me. Alias, o livro consegue isto. Durante a leitura, aprendemos a nos divertir e a amar Marley de tal maneira, que quase não dá pra acreditar. Méritos ao autor.
E sem medo de estragar a surpresa do final, confesso que chorei feito criança quando li sobre a morte dele (com 13 anos de idade, devido a inúmeras complicações da velhice canina).
Enfim...
Tenho um pequeno Marley em casa chamado “Pico-Pico”, é um fox-paulistinha preto que tem 8 anos de idade, pesa 4,5 kg e gosta muito de latir para estranhos.
O Pico-Pico não tem nem metade dos defeitos que Marley tinha, e isso que nós nem precisamos castrá-lo. Ele nunca roeu um sapato nem sofá, nunca se grudou em ninguém e muito menos comeu algo que não devia comer. Digamos que se fossemos analisar de uma perspectiva canina, veríamos que ele é o João Paulo II dos cães.
Mas ontem, pela primeira vez, chorei de medo de perdê-lo. Foi preciso ler o relato de alguém que perdeu seu cachorro querido para que eu passasse a vê-lo da maneira que ele merece: um ente familiar, que chora, brinca, deita junto, se emociona, se irrita, ri, defende, e o principal, ama a todos e tem uma lealdade que beira a devoção a nós, seus colegas de moradia. O Pico-Pico nos será leal e nunca nos trairá até a sua morte.
E o pior de tudo é que, com a sutileza de um rinoceronte, ao acabar de ler o tal livro, tomei a consciência de que o dia da morte dele chegará, e que não vai demorar tanto quanto se imagina. Peguei-me pensando em como seria os primeiros dias após a ida dele para outro plano, em todo nosso sofrimento e em toda falta que ele fará.
E será enorme.
Portanto, pense bem naquele ser que tens dentro da casinha, pense bem no carinho e tratamento que ele merece.
Um dia ele faltará. Um dia, ele não estará contigo em momentos que incondicionalmente te apóia. Ai vem aquela velha história: Não adianta dar valor depois que perdeu. Inclusive em se ele for pulguento ou cheirar mal...
Ele não tem fama de “amigo fiel” à toa...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Terça insana...
Terça-feira passada toquei para o meu maior público: Algo em torno de 3 mil pessoas exprimidas no Opinião.
Começamos o show tocando Paradise City do Guns, com muitos efeitos de luz e gelo-seco, coisa que fiz questão. Logo aos primeiros acordes na minha mais nova aquisição (minha Gibson SG vermelha, igual a do Angus), a platéia fez um barulho ensurdecedor, e quando o resto da banda entrou, alterando o andamento da música, vi toda a pista e alguns que se encontravam no parapeito dos mezaninos pularem em conjunto.
Estação Canoas - La Salle
A segunda música era uma insistência minha para que a banda tocasse, já que a mesma não é de agrado de todos: Live or Let Die, na versão do Guns também, levando em consideração que a versão original do Paul McCartney tem levadas de reggae que nenhum de nós engole muito...
As partes agudas do vocal evidenciavam que a minha voz não era exatamente a do Axl, mas dava pro gasto, pois agradou.
Estação Mathias Velho
O meu baixista propôs tocarmos Hotel Califórnia para segurar um pouco, já que é uma música conhecidíssima de todos (pelo menos o refrão), e também porque a 1º e a 2º cordas da SG já haviam estourado. Nesta música, eu sempre uso um violão de nilon para fazer os solos, e a outra guitarra também é substituída por um violão de aço. Gostei do final, pois eu e o outro guitarrista solamos em conjunto, e fomos muito aplaudidos por isto.
Estação São Luis - Ulbra
O show era curto, então tínhamos só mais duas músicas para tocar. Meu baixista, eterno amante da era Disco, sugeriu que fizéssemos a versão reduzida de Please don´t let me be misanderstood, do Santa Esmeralda. Mas o resto de nós discordou, achando que aquilo não era música para final de show. A minha proposta foi de pronto aceita por todos, e nem precisamos contar o tempo, já que sai disparando as primeiras notas de cara.
Enter Sandman é considerada pesada, mas mesmo assim, se tu a executares para um público onde a faixa etária é de 18 anos, verás algumas menininhas loiras cantando o refrão e fazendo sinal de chifrinho para ti com os dedos. Me empolguei tanto que algumas pessoas me olharam com expressão de estranheza.
Estação Petrobrás
Última música. Esta teria de ser aquela que sempre deixa todos querendo mais. E como sempre ficamos discutindo no palco o que vamos tocar (o set-list nunca é estabelecido antes do show), decidimos contrariar este procedimento e tocar o que sempre tocamos.
Sweet Child o´mine também é do Guns, eu sei. Mas a tonalidade da minha voz favorece, e, além disto, por mais que a maioria não admita, todo mundo gosta. É perfeita para ser a última de qualquer pocket-show que se faz por ai.
E assim o foi.
Vi o Opinião cantar o coro inteirinho quando pedi, tirando minha boca do microfone e fazendo sinal de que não estava ouvindo. Vi também meus amigos todos enlouquecidos na lateral do palco, como se ali escondidos, quisessem invadir e serem como eu, protagonistas daquele momento. Terminamos saindo quase surdos do barulho da platéia, agradecendo e dizendo “até amanhã”...
Estação Esteio
...já que a pilha do meu MP3 havia acabado, e o trem acabara de chegar à estação que teria de desembarcar.
Sonhar não custa nada... e por vezes meus sonhos são tão reais...
Começamos o show tocando Paradise City do Guns, com muitos efeitos de luz e gelo-seco, coisa que fiz questão. Logo aos primeiros acordes na minha mais nova aquisição (minha Gibson SG vermelha, igual a do Angus), a platéia fez um barulho ensurdecedor, e quando o resto da banda entrou, alterando o andamento da música, vi toda a pista e alguns que se encontravam no parapeito dos mezaninos pularem em conjunto.
Estação Canoas - La Salle
As partes agudas do vocal evidenciavam que a minha voz não era exatamente a do Axl, mas dava pro gasto, pois agradou.
O show era curto, então tínhamos só mais duas músicas para tocar. Meu baixista, eterno amante da era Disco, sugeriu que fizéssemos a versão reduzida de Please don´t let me be misanderstood, do Santa Esmeralda. Mas o resto de nós discordou, achando que aquilo não era música para final de show. A minha proposta foi de pronto aceita por todos, e nem precisamos contar o tempo, já que sai disparando as primeiras notas de cara.
Enter Sandman é considerada pesada, mas mesmo assim, se tu a executares para um público onde a faixa etária é de 18 anos, verás algumas menininhas loiras cantando o refrão e fazendo sinal de chifrinho para ti com os dedos. Me empolguei tanto que algumas pessoas me olharam com expressão de estranheza.
Estação Petrobrás
Última música. Esta teria de ser aquela que sempre deixa todos querendo mais. E como sempre ficamos discutindo no palco o que vamos tocar (o set-list nunca é estabelecido antes do show), decidimos contrariar este procedimento e tocar o que sempre tocamos.
Sweet Child o´mine também é do Guns, eu sei. Mas a tonalidade da minha voz favorece, e, além disto, por mais que a maioria não admita, todo mundo gosta. É perfeita para ser a última de qualquer pocket-show que se faz por ai.
E assim o foi.
Vi o Opinião cantar o coro inteirinho quando pedi, tirando minha boca do microfone e fazendo sinal de que não estava ouvindo. Vi também meus amigos todos enlouquecidos na lateral do palco, como se ali escondidos, quisessem invadir e serem como eu, protagonistas daquele momento. Terminamos saindo quase surdos do barulho da platéia, agradecendo e dizendo “até amanhã”...
...já que a pilha do meu MP3 havia acabado, e o trem acabara de chegar à estação que teria de desembarcar.
Sonhar não custa nada... e por vezes meus sonhos são tão reais...
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Ganhar na mega-sena e continuar trabalhando duro...
Ontem eu andei num carrão.
Não vou citar nomes, marcas ou modelos. Só vou dizer que ontem realmente... eu andei num carrão.
Sabe aquele sonho de consumo de toda pessoa que gosta de automóveis, aqueles carros esportivos, lindos, super potentes, aqueles que quando passam pela rua, seja devagarzinho feito um Fuca, seja rápido feito uma Ferrari, todo mundo olha com expressões de inveja? Este mesmo.
Me senti ao mesmo tempo empolgado com a experiência, e também um pouco retraído pelo simples fato daquela realidade não ser a minha.
Alias, se fosse comparar a tal realidade com a que vivo... chegaria a conclusão de que me encontro no campo do sonho ainda...
Não que eu não tenha a minha vida confortável, o meu carro, a minha casa, as minhas telas, receptores de Tv a cabo, Dvd´s, e os meus estudos (vai se levando, como dizem). Mas perto daquele carro, tudo parece ser menor/pior.
Eu sei, eu sei. Eu vivia falando que o mais importante é ser, e não ter. Mas este caso é diferente. O dono do carro TEM, porque É...
É um dos maiores profissionais que conheço, e tudo o que tem é fruto do seu imenso e cansativo trabalho duro.
Suor da testa.
E é isto que eu acordei hoje pensando. Eu vou suar, vou suar muito, demais.
Vou suar não só para ter, mas para ser antes disto. É o caminho natural de todos os azarados. As coisas só se conquistam com muito trabalho e disciplina.
É claro feito água e um dos remédios para o vazio dos bolsos e da vida.
O outro caminho é jogar na mega-sena... e ganhar. Mas ai as coisas apenas iriam se inverter.
Não me entendam mal, quero continuar trabalhando duro o resto da vida, quero mesmo, juro. Mas dai eu faria só o que gosto e não teria mais chefes...
Mas quem não acha melhor o caminho mais curto para a solução de quase todos os seus problemas... não é ser humano...
Portanto, vou para a lotérica. Amanhã estarei andando de carrão esportivo...
Não vou citar nomes, marcas ou modelos. Só vou dizer que ontem realmente... eu andei num carrão.
Sabe aquele sonho de consumo de toda pessoa que gosta de automóveis, aqueles carros esportivos, lindos, super potentes, aqueles que quando passam pela rua, seja devagarzinho feito um Fuca, seja rápido feito uma Ferrari, todo mundo olha com expressões de inveja? Este mesmo.
Me senti ao mesmo tempo empolgado com a experiência, e também um pouco retraído pelo simples fato daquela realidade não ser a minha.
Alias, se fosse comparar a tal realidade com a que vivo... chegaria a conclusão de que me encontro no campo do sonho ainda...
Não que eu não tenha a minha vida confortável, o meu carro, a minha casa, as minhas telas, receptores de Tv a cabo, Dvd´s, e os meus estudos (vai se levando, como dizem). Mas perto daquele carro, tudo parece ser menor/pior.
Eu sei, eu sei. Eu vivia falando que o mais importante é ser, e não ter. Mas este caso é diferente. O dono do carro TEM, porque É...
É um dos maiores profissionais que conheço, e tudo o que tem é fruto do seu imenso e cansativo trabalho duro.
Suor da testa.
E é isto que eu acordei hoje pensando. Eu vou suar, vou suar muito, demais.
Vou suar não só para ter, mas para ser antes disto. É o caminho natural de todos os azarados. As coisas só se conquistam com muito trabalho e disciplina.
É claro feito água e um dos remédios para o vazio dos bolsos e da vida.
O outro caminho é jogar na mega-sena... e ganhar. Mas ai as coisas apenas iriam se inverter.
Não me entendam mal, quero continuar trabalhando duro o resto da vida, quero mesmo, juro. Mas dai eu faria só o que gosto e não teria mais chefes...
Mas quem não acha melhor o caminho mais curto para a solução de quase todos os seus problemas... não é ser humano...
Portanto, vou para a lotérica. Amanhã estarei andando de carrão esportivo...
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Verdade salgada...
(O prazo, como referi anteriormente, era indeterminado, mas nem eu imaginava que seria tão curto...)
Faz algum tempo, estava eu dentro do ônibus que percorria a linha Carlos Gomes, quando olhei para o lado e vi um pequeno restaurante/bar com o seguinte dizer na fachada:
<“Bistrô”>
Imediatamente senti um gosto de massa crocante na boca, como se mastigasse uma casca de pão cacetinho, ou espaguete cru.
Constatei algo que nunca havia me dado conta: as palavras têm gosto para mim, como se as ouvisse e sentisse no paladar algum alimento ou coisa qualquer, e vice-versa.
Peguei-me pensando na quantidade de palavras que me fazem salivar. Por exemplo:
A palavra coração me dá gosto de morango, aquele morango adocicado, gosto de brilhos labiais ou algo do gênero. Verdade tem gosto de sal, aquele sal grosso que se usa em churrascos. Vida me remete a alguma fruta de cor alaranjada, como pêssego em calda, ou manga. Sangue tem gosto de ferrugem. Cachorro que é bom: me faz sentir gosto de bife a milanesa.
Religião me faz salivar farinha. Otimização me lembra Xis-salada. Sexo tem gosto de desodorante. Mentira é água da CORSAN em épocas de estiagem gaúcha.
Li alguns estudos que dizem que este fenômeno ocorre em pessoas que têm os sentidos cruzados, ou seja, enxergam/lêem palavras e o paladar acusa algo inusitado, sentem algum cheiro e tremem de frio.
Não sei se chega a tanto, mas que é estranho é.
Levanto a minha própria tese: sentimos gosto quando nos deparamos com alguma palavra porque esta remete a alguma memória apagada ou não. Algo que aconteceu, ou alguma coisa rotineira no passado que deixou incrustada determinada memória no paladar.
Vivemos falando da tal memória olfativa, o cheiro de determinado perfume que lembra pessoas, objetos, lugares ou situações. Ocorre da mesma maneira com as palavras-e-seus-gostos-nada-a-ver.
O meu maior exemplo disto é a palavra desrespeito. Sinto gosto de arroz e feijão quando ouço, leio ou falo esta palavra. Isto porque em épocas que me deixava desrespeitar, por vezes comia arroz e feijão feito por quem fazia isto, na casa de quem fazia isto e, sometimes no momento em que esta pessoa estava fazendo isto. Acabava por me alimentar do que estava em cima da mesa, mas não do que vinha no garfo.
Felizmente arroz e feijão também são feitos com carinho e amor de quem eu troco sentimentos. E este será o meu esforço culinário momentâneo, antes de aprender a cozinhar...
Tratar de mudar o gosto do arroz e feijão...
Faz algum tempo, estava eu dentro do ônibus que percorria a linha Carlos Gomes, quando olhei para o lado e vi um pequeno restaurante/bar com o seguinte dizer na fachada:
<“Bistrô”>
Imediatamente senti um gosto de massa crocante na boca, como se mastigasse uma casca de pão cacetinho, ou espaguete cru.
Constatei algo que nunca havia me dado conta: as palavras têm gosto para mim, como se as ouvisse e sentisse no paladar algum alimento ou coisa qualquer, e vice-versa.
Peguei-me pensando na quantidade de palavras que me fazem salivar. Por exemplo:
A palavra coração me dá gosto de morango, aquele morango adocicado, gosto de brilhos labiais ou algo do gênero. Verdade tem gosto de sal, aquele sal grosso que se usa em churrascos. Vida me remete a alguma fruta de cor alaranjada, como pêssego em calda, ou manga. Sangue tem gosto de ferrugem. Cachorro que é bom: me faz sentir gosto de bife a milanesa.
Religião me faz salivar farinha. Otimização me lembra Xis-salada. Sexo tem gosto de desodorante. Mentira é água da CORSAN em épocas de estiagem gaúcha.
Li alguns estudos que dizem que este fenômeno ocorre em pessoas que têm os sentidos cruzados, ou seja, enxergam/lêem palavras e o paladar acusa algo inusitado, sentem algum cheiro e tremem de frio.
Não sei se chega a tanto, mas que é estranho é.
Levanto a minha própria tese: sentimos gosto quando nos deparamos com alguma palavra porque esta remete a alguma memória apagada ou não. Algo que aconteceu, ou alguma coisa rotineira no passado que deixou incrustada determinada memória no paladar.
Vivemos falando da tal memória olfativa, o cheiro de determinado perfume que lembra pessoas, objetos, lugares ou situações. Ocorre da mesma maneira com as palavras-e-seus-gostos-nada-a-ver.
O meu maior exemplo disto é a palavra desrespeito. Sinto gosto de arroz e feijão quando ouço, leio ou falo esta palavra. Isto porque em épocas que me deixava desrespeitar, por vezes comia arroz e feijão feito por quem fazia isto, na casa de quem fazia isto e, sometimes no momento em que esta pessoa estava fazendo isto. Acabava por me alimentar do que estava em cima da mesa, mas não do que vinha no garfo.
Felizmente arroz e feijão também são feitos com carinho e amor de quem eu troco sentimentos. E este será o meu esforço culinário momentâneo, antes de aprender a cozinhar...
Tratar de mudar o gosto do arroz e feijão...
Faz tempo né gente... Passei para dar um oi...
O tempo passa, os dias são cheios, as coisas acontecem, e continuo escrevendo muito...
Só que o que sai da minha cabeça e vai para os arquivos do Word é extremamente pessoal, o que entendo que seria problemático demais publicar por aqui, já que "bichos estranhos" andam rondando meu blog...
Enfim, perdão pela "enésima" vez queridos (pouquíssimos, mas fiéis) leitorinhos. Não abandonei vocês, muito menos nossa relação está abalada, mas digamos que no momento, o nosso contato seria íntimo demais, e como não há como restringi-lo por aqui...
Fica a promessa de artigos futuros...
Futuros não sei em que prazo...
O tempo passa, os dias são cheios, as coisas acontecem, e continuo escrevendo muito...
Só que o que sai da minha cabeça e vai para os arquivos do Word é extremamente pessoal, o que entendo que seria problemático demais publicar por aqui, já que "bichos estranhos" andam rondando meu blog...
Enfim, perdão pela "enésima" vez queridos (pouquíssimos, mas fiéis) leitorinhos. Não abandonei vocês, muito menos nossa relação está abalada, mas digamos que no momento, o nosso contato seria íntimo demais, e como não há como restringi-lo por aqui...
Fica a promessa de artigos futuros...
Futuros não sei em que prazo...
terça-feira, 15 de julho de 2008
Nada, absolutamente nada...
Nos últimos dias estive pensando muito sobre este espaço aqui, que antes deste texto fecharia dois meses inativo.
Sinceramente confesso que o mesmo se encontra abandonado desta maneira por pura falta de saco para escrever. Mas por favor, querido leitores, não me entendam mal...
Não perdi o gosto pela escrita, perdi sim o gosto pelos assuntos dos quais eu vivia escrevendo. Tenho o habito de ler e reler o que costumava escrever e sempre gosto muito, mas vejo que na fase em que estou não teria mais ânimo algum para ficar filosofando e divagando sobre coisas ou assuntos sentimentais.
Era muito blá blá blá, confesso. Mas eu não me arrependo não, muito pelo contrário, adoro o que escrevi até dois meses atrás, acho sinceramente que conseguia de maneira satisfatória deixar claras as minhas idéias e opiniões.
Vocês podem ver pela qualidade deste texto que realmente estou cagando e andando para estrutura, nem sequer tenho a preocupação de agradar a quem me lê neste momento.
Querem saber? Já que estou sem saco algum para escrever sobre coisinhas bonitinhas e que tocam os sentimentos, mas tenho vontade de digitar algo... vou escrever... sobre nada!
Isso mesmo. Nada...!
Vocês viram o tempo que fez hoje? Um baita calorão em pleno Julho! Daqui a pouco teremos que sair para rua de manga curta. Li hoje na previsão que este calor vai durar até domingo, e que na segunda que vem teremos frio novamente. Eu sinceramente gosto muito mais do frio do que do calor e sofro muito menos no inverno do que no verão.
E o Grêmio hein? Será que se classifica pra Libertadores este ano? Eu acho que sim, mas campeões a gente não vai ser. É muito difícil sem o Roger, que alias, fez uma puta sacanagem com a gente, vocês não acham? Claro que fez, quem é mercenário nunca vai deixar de ser.
O que será que aconteceu com o casal Nardoni? Nem na mídia mais elas aparecem. Dizem que vão ser soltos, justo eles que fizeram uma brutalidade incrível. Imagina, jogar uma pobre criancinha pela janela, a própria filha. Não existe atrocidade maior.
E a Yeda hein? Será que se safa? Eu acho que sim. Este tipo de escândalo de corrupção sempre acaba em pizza.
E a novela das oito, vocês viram? Nem eu.
E a bunda da mulher melancia? Alguém ai acha bonita? Eu não acho. Vê se tem cabimento, aquela mulher é quase obesa, e fica se rebolando toda encostada numa parede com uma sainha mínima por cima de um fio dental que nem aparece enfiado no meio daquela imensidão. Prefiro muito mais a velha e boa Feiticeira.
E aquela pagodeira de domingo, você gosta de ir? Nem eu.
Viu como é fácil conversar o dia inteiro e não dizer absolutamente nada? Hoje pela manhã aconteceu, e por mais que a conversa toda tenha sido sobre como estão as coisas...
Não significou absolutamente nada... a coisa toda não significa mais nada... significou algum dia... mas hoje tem tanto valor quanto o papo furado que escrevi no conteúdo e a mentira toda que disse na introdução deste texto...
Não significa e não vale mais nada...
Sinceramente confesso que o mesmo se encontra abandonado desta maneira por pura falta de saco para escrever. Mas por favor, querido leitores, não me entendam mal...
Não perdi o gosto pela escrita, perdi sim o gosto pelos assuntos dos quais eu vivia escrevendo. Tenho o habito de ler e reler o que costumava escrever e sempre gosto muito, mas vejo que na fase em que estou não teria mais ânimo algum para ficar filosofando e divagando sobre coisas ou assuntos sentimentais.
Era muito blá blá blá, confesso. Mas eu não me arrependo não, muito pelo contrário, adoro o que escrevi até dois meses atrás, acho sinceramente que conseguia de maneira satisfatória deixar claras as minhas idéias e opiniões.
Vocês podem ver pela qualidade deste texto que realmente estou cagando e andando para estrutura, nem sequer tenho a preocupação de agradar a quem me lê neste momento.
Querem saber? Já que estou sem saco algum para escrever sobre coisinhas bonitinhas e que tocam os sentimentos, mas tenho vontade de digitar algo... vou escrever... sobre nada!
Isso mesmo. Nada...!
Vocês viram o tempo que fez hoje? Um baita calorão em pleno Julho! Daqui a pouco teremos que sair para rua de manga curta. Li hoje na previsão que este calor vai durar até domingo, e que na segunda que vem teremos frio novamente. Eu sinceramente gosto muito mais do frio do que do calor e sofro muito menos no inverno do que no verão.
E o Grêmio hein? Será que se classifica pra Libertadores este ano? Eu acho que sim, mas campeões a gente não vai ser. É muito difícil sem o Roger, que alias, fez uma puta sacanagem com a gente, vocês não acham? Claro que fez, quem é mercenário nunca vai deixar de ser.
O que será que aconteceu com o casal Nardoni? Nem na mídia mais elas aparecem. Dizem que vão ser soltos, justo eles que fizeram uma brutalidade incrível. Imagina, jogar uma pobre criancinha pela janela, a própria filha. Não existe atrocidade maior.
E a Yeda hein? Será que se safa? Eu acho que sim. Este tipo de escândalo de corrupção sempre acaba em pizza.
E a novela das oito, vocês viram? Nem eu.
E a bunda da mulher melancia? Alguém ai acha bonita? Eu não acho. Vê se tem cabimento, aquela mulher é quase obesa, e fica se rebolando toda encostada numa parede com uma sainha mínima por cima de um fio dental que nem aparece enfiado no meio daquela imensidão. Prefiro muito mais a velha e boa Feiticeira.
E aquela pagodeira de domingo, você gosta de ir? Nem eu.
Viu como é fácil conversar o dia inteiro e não dizer absolutamente nada? Hoje pela manhã aconteceu, e por mais que a conversa toda tenha sido sobre como estão as coisas...
Não significou absolutamente nada... a coisa toda não significa mais nada... significou algum dia... mas hoje tem tanto valor quanto o papo furado que escrevi no conteúdo e a mentira toda que disse na introdução deste texto...
Não significa e não vale mais nada...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
E se...
E se não fosse desse modo? E se tivesse aproveitado a chance? E se realmente tivesse acontecido? E se tivesse agido...?
E se houvesse pensado diferente? Traçado estratégia diferente? Feito às leituras dos fatos de maneira diferente? E se optasse diferente do que optei...?
E se eu tivesse ido ao invés de ficar? E se não houvesse doença? E se eu tivesse investido no sonho? E se a viagem tivesse se concretizado...?
Não tivesse tido ciúmes? Não tivesse te deixado perder a admiração? Se não deixasse dominar...?
E se eu não tivesse me dado bem? Tivesse investido naquela mulher? Se houvesse rolado? E se desses abertura...?
E se tivéssemos ganho do Boca? Se não tomássemos aquele gol? E se o Rubinho não tivesse deixado a Ferrari? E se o Senna não tivesse morrido...?
E se eu não estivesse bêbado? E se não acendesse cigarro? Se não tivesse parado de malhar? E se nunca tivesse malhado...?
E se eu fosse estudar? E se não sentisse medo? Se não me preparasse? Se deixasse de lado os receios e fosse atrás? Se não tivesse coragem...?
E se não trabalhasse tanto? E se não trabalhasse? E se trabalhasse mais...?
Se não tivesse comprado tanto? Gasto tanto? E se tivesse gasto mais dinheiro, tempo, paciência? E se não economizasse dinheiro? E se não tivesse trocado o carro?
Se fosse embora quando tivesse que ir? Se tivesses me pedido pra ir ao invés de ficar...
E se fosse mais velha? E se fosse mais nova? E se fosse madura? E se não fosse tão séria? E se fosse menos bonita? E se fosse menos feia? E se eu não levantasse tantas dúvidas...?
E se eu não inventasse tanto problema? Digerido tanta dor...?
Se não houvesse retorno? E se eu ainda tocasse? E se eu ainda te tocasse? E se continuasse a ensaiar? Se não sentisse inveja de quem continuou...?
E se tivesse assistido ao show? Se eu não tivesse ido? E se retornasse os olhares...? Se deixasse claro o que penso? E se a vergonha não fosse um valor a mim ensinado...?
E se não me deixasse partir? Se não me deixasse me acomodar? Se a conjuntura fosse diferente? Se o momento fosse outro? Se não sofresses tais influências...?
E se teu olhar não brilhasse? E se não continuasses me procurando nas ruas, nas musicas, nos lugares e nas pessoas? Se não tivesses feito nada errado...?
E se tu viste aquele filme? Aquela frase? Aquele texto? Aquela fase...?
E se não fosse tão tarde? E se me respeitasse? E se me ajudasse...?
“Se a gente não tivesse feito tanta coisa? Se não tivesse dito tanta coisa? Se não tivesse inventado tanto...?”
E se nunca houvesse ligado o rádio... Não teria escutado Kid Abelha neste exato momento...
Ou seja, nunca saberia que a idéia deste texto não é original... saco.
(Perdoem-me os leitores pelo final, mas realmente esta música tocando acabou com toda e qualquer possibilidade para continuar escrevendo isto... e eu nem gosto de Kid Abelha)
E se houvesse pensado diferente? Traçado estratégia diferente? Feito às leituras dos fatos de maneira diferente? E se optasse diferente do que optei...?
E se eu tivesse ido ao invés de ficar? E se não houvesse doença? E se eu tivesse investido no sonho? E se a viagem tivesse se concretizado...?
Não tivesse tido ciúmes? Não tivesse te deixado perder a admiração? Se não deixasse dominar...?
E se eu não tivesse me dado bem? Tivesse investido naquela mulher? Se houvesse rolado? E se desses abertura...?
E se tivéssemos ganho do Boca? Se não tomássemos aquele gol? E se o Rubinho não tivesse deixado a Ferrari? E se o Senna não tivesse morrido...?
E se eu não estivesse bêbado? E se não acendesse cigarro? Se não tivesse parado de malhar? E se nunca tivesse malhado...?
E se eu fosse estudar? E se não sentisse medo? Se não me preparasse? Se deixasse de lado os receios e fosse atrás? Se não tivesse coragem...?
E se não trabalhasse tanto? E se não trabalhasse? E se trabalhasse mais...?
Se não tivesse comprado tanto? Gasto tanto? E se tivesse gasto mais dinheiro, tempo, paciência? E se não economizasse dinheiro? E se não tivesse trocado o carro?
Se fosse embora quando tivesse que ir? Se tivesses me pedido pra ir ao invés de ficar...
E se fosse mais velha? E se fosse mais nova? E se fosse madura? E se não fosse tão séria? E se fosse menos bonita? E se fosse menos feia? E se eu não levantasse tantas dúvidas...?
E se eu não inventasse tanto problema? Digerido tanta dor...?
Se não houvesse retorno? E se eu ainda tocasse? E se eu ainda te tocasse? E se continuasse a ensaiar? Se não sentisse inveja de quem continuou...?
E se tivesse assistido ao show? Se eu não tivesse ido? E se retornasse os olhares...? Se deixasse claro o que penso? E se a vergonha não fosse um valor a mim ensinado...?
E se não me deixasse partir? Se não me deixasse me acomodar? Se a conjuntura fosse diferente? Se o momento fosse outro? Se não sofresses tais influências...?
E se teu olhar não brilhasse? E se não continuasses me procurando nas ruas, nas musicas, nos lugares e nas pessoas? Se não tivesses feito nada errado...?
E se tu viste aquele filme? Aquela frase? Aquele texto? Aquela fase...?
E se não fosse tão tarde? E se me respeitasse? E se me ajudasse...?
“Se a gente não tivesse feito tanta coisa? Se não tivesse dito tanta coisa? Se não tivesse inventado tanto...?”
E se nunca houvesse ligado o rádio... Não teria escutado Kid Abelha neste exato momento...
Ou seja, nunca saberia que a idéia deste texto não é original... saco.
(Perdoem-me os leitores pelo final, mas realmente esta música tocando acabou com toda e qualquer possibilidade para continuar escrevendo isto... e eu nem gosto de Kid Abelha)
terça-feira, 27 de maio de 2008
Humano como todos...
As dimensões de tudo o que vejo em termos de passado, presente e futuro meio que mudaram nas ultimas semanas. Mas não em tudo.
Façamos um pequeno balanço:
- Insegurança? Claro, normal. Em níveis aceitáveis, até porque pessoa insegura demais acaba por duvidar inclusive de saco de cimento (concreto).
- Estresse? Em dados momentos sim. Mas passo longe de ser uma pessoa considerada estressada, até porque é justamente nestas horas que me faço valer de válvulas de escape que sempre funcionam (falar mais besteira do que se escuta no Zorra Total por exemplo... até porque as minhas garantem muito mais risadas do que as do programa global).
- Desilusão? Por óbvio. Mas desta vez não com uma pessoa em particular, mas sim com as conjunturas sócio-afetivas em que me encontro agora, e nas quais enquadro quem aparece pela minha frente.
- Confiante? Não sei. Acredito que sou ainda, pois segundo o que uma amiga minha me disse, “tu continuas lindo, bem vestido, cheiroso, gostoso, super querido, honesto, leal, trabalhador, maduro, prestativo, inteligente, atencioso, carinhoso e de beijo bom... que mulher não gosta disso tudo?”. Agora está na hora de dar o passo adiante... acreditar nisto tudo assim, junto em uma só pessoa, ainda mais sendo eu este exemplar de ser humano perfeito.
- Humilde? Vide resposta acima.
- Solteiro? Sim, estou.
- Sozinho? Depois de muitos experimentos em curto espaço de tempo, sim, também estou. Mas por opção própria.
- Orgulhoso? Claro que sim. Sempre vou ser propagador do estilo de vida que tem como elemento cerne o orgulho próprio. Sem demagogias.
- Esperançoso? Continuo sendo. Mas sejamos realistas, já começo a imaginar certas situações em que custava pensar antes. Ex.: Na falta de alguma (mulher) que se encaixe nos meus parâmetros, ficar solteiro, bem sucedido e respeitado o resto da vida me parece uma boa alternativa (seria a única que me restaria o mesmo...).
- Vontade de mudar? Estou começando a sentir a necessidade. Mas como a gente só mexe em time que perde e considero que continuo ganhando, to meio que relutando.
- Voltar atrás? Nem pensar. Segundo Van Damme: “retroceder nunca, render-se jamais!”
- Fé? Em Deus, sempre. No mundo, nas pessoas e nas mulheres... abalada.
- Satisfeito? Hahahaha... e quem é...? E além do mais: é bom ser...?
- Indecisão? Sim, sempre. Mas isso não pertence só a mim, pertence a cada ser que habita este planeta.
- Inveja básica? Vide resposta acima.
- Medo? E quem não tem? Só o Chuck Norris e o Charles Bronson que não...
- Solidão? Não gosto de admitir mas... digamos que quem eu quero (acho que) não me quer. Ou quer e não está com disponibilidade no momento.
Trocando em miúdos: digamos que eu miro muito, só não puxo o gatilho porque tenho medo de desperdiçar a munição em alvo que não sinto segurança que vou acertar...
E para terminar:
Aberto para continuar tentando, seguindo e me aprimorando como ser humano? Com toda certeza. Até porque tudo vale a pena se a alma não é pequena... segundo o que diz o guardinha do CAFF...
Façamos um pequeno balanço:
- Insegurança? Claro, normal. Em níveis aceitáveis, até porque pessoa insegura demais acaba por duvidar inclusive de saco de cimento (concreto).
- Estresse? Em dados momentos sim. Mas passo longe de ser uma pessoa considerada estressada, até porque é justamente nestas horas que me faço valer de válvulas de escape que sempre funcionam (falar mais besteira do que se escuta no Zorra Total por exemplo... até porque as minhas garantem muito mais risadas do que as do programa global).
- Desilusão? Por óbvio. Mas desta vez não com uma pessoa em particular, mas sim com as conjunturas sócio-afetivas em que me encontro agora, e nas quais enquadro quem aparece pela minha frente.
- Confiante? Não sei. Acredito que sou ainda, pois segundo o que uma amiga minha me disse, “tu continuas lindo, bem vestido, cheiroso, gostoso, super querido, honesto, leal, trabalhador, maduro, prestativo, inteligente, atencioso, carinhoso e de beijo bom... que mulher não gosta disso tudo?”. Agora está na hora de dar o passo adiante... acreditar nisto tudo assim, junto em uma só pessoa, ainda mais sendo eu este exemplar de ser humano perfeito.
- Humilde? Vide resposta acima.
- Solteiro? Sim, estou.
- Sozinho? Depois de muitos experimentos em curto espaço de tempo, sim, também estou. Mas por opção própria.
- Orgulhoso? Claro que sim. Sempre vou ser propagador do estilo de vida que tem como elemento cerne o orgulho próprio. Sem demagogias.
- Esperançoso? Continuo sendo. Mas sejamos realistas, já começo a imaginar certas situações em que custava pensar antes. Ex.: Na falta de alguma (mulher) que se encaixe nos meus parâmetros, ficar solteiro, bem sucedido e respeitado o resto da vida me parece uma boa alternativa (seria a única que me restaria o mesmo...).
- Vontade de mudar? Estou começando a sentir a necessidade. Mas como a gente só mexe em time que perde e considero que continuo ganhando, to meio que relutando.
- Voltar atrás? Nem pensar. Segundo Van Damme: “retroceder nunca, render-se jamais!”
- Fé? Em Deus, sempre. No mundo, nas pessoas e nas mulheres... abalada.
- Satisfeito? Hahahaha... e quem é...? E além do mais: é bom ser...?
- Indecisão? Sim, sempre. Mas isso não pertence só a mim, pertence a cada ser que habita este planeta.
- Inveja básica? Vide resposta acima.
- Medo? E quem não tem? Só o Chuck Norris e o Charles Bronson que não...
- Solidão? Não gosto de admitir mas... digamos que quem eu quero (acho que) não me quer. Ou quer e não está com disponibilidade no momento.
Trocando em miúdos: digamos que eu miro muito, só não puxo o gatilho porque tenho medo de desperdiçar a munição em alvo que não sinto segurança que vou acertar...
E para terminar:
Aberto para continuar tentando, seguindo e me aprimorando como ser humano? Com toda certeza. Até porque tudo vale a pena se a alma não é pequena... segundo o que diz o guardinha do CAFF...
domingo, 18 de maio de 2008
Direitos do sexo masculino...
www.direitosdohomem.com.br
Esse ai é o site. Trata dos direitos que todo homem deveria ter e, se quiser ou não, usufruir. Verdadeiras pérolas que merecem ser listadas e comentadas, e adicionadas a outras que me brotam da cabeça, e da dos meus amigos também.
Segundo o site, todo homem tem direito de:
- Ser gordinho;
- Pegar mulher feia;
- Mijar em paz;
- Não prestar atenção no que a mulher fala;
- Ser mais baixo que sua mulher;
- Não se barbear;
- Não comer comida light;
- Viajar em uma moto;
- Tomar cerveja;
- Abraçar uma árvore;
- Não saber a escalação do Flamengo de 1981, mas fingir que sabe;
- Pedir a saideira;
- Jogar bola.
Agora, segundo eu e os meus amigos, todo homem tem direito de:
- Rir dos próprios peidos;
- Contar piada de sogra;
- Assar carne;
- Desejar sexualmente as amigas;
- Lavar o carro quantas vezes quiser;
- Chorar;
- Tirar sarro um do outro por qualquer motivo;
- Falar de futebol, carro e mulher;
- Comparar qualquer mulher a própria mãe;
- Ir ao estádio;
- Mijar no muro, na grama, no pneu, na árvore...
- Não se depilar;
- Usar as “domingueiras” rasgadas;
- Xingar o Galvão Bueno;
- Amar seus cachorros;
- Ter o Senna como seu ídolo eterno;
- Cantar música bagaceira;
- Falar palavrão;
- Palitar os dentes;
- Coçar;
- Invejar a churrasqueira que o fulano tem;
- Dormir de pijama velho;
- Não gostar do cunhado;
- Não gostar de fazer compras;
- Usar camiseta de futebol;
- Rir de cortes de cabelo ridículos;
- Não saber cozinhar, lavar e passar;
- Gostar de comida ruim;
E por fim...
- Assistir a todas as corridas e jogos que passam pela TV...
Esse ai é o site. Trata dos direitos que todo homem deveria ter e, se quiser ou não, usufruir. Verdadeiras pérolas que merecem ser listadas e comentadas, e adicionadas a outras que me brotam da cabeça, e da dos meus amigos também.
Segundo o site, todo homem tem direito de:
- Ser gordinho;
- Pegar mulher feia;
- Mijar em paz;
- Não prestar atenção no que a mulher fala;
- Ser mais baixo que sua mulher;
- Não se barbear;
- Não comer comida light;
- Viajar em uma moto;
- Tomar cerveja;
- Abraçar uma árvore;
- Não saber a escalação do Flamengo de 1981, mas fingir que sabe;
- Pedir a saideira;
- Jogar bola.
Agora, segundo eu e os meus amigos, todo homem tem direito de:
- Rir dos próprios peidos;
- Contar piada de sogra;
- Assar carne;
- Desejar sexualmente as amigas;
- Lavar o carro quantas vezes quiser;
- Chorar;
- Tirar sarro um do outro por qualquer motivo;
- Falar de futebol, carro e mulher;
- Comparar qualquer mulher a própria mãe;
- Ir ao estádio;
- Mijar no muro, na grama, no pneu, na árvore...
- Não se depilar;
- Usar as “domingueiras” rasgadas;
- Xingar o Galvão Bueno;
- Amar seus cachorros;
- Ter o Senna como seu ídolo eterno;
- Cantar música bagaceira;
- Falar palavrão;
- Palitar os dentes;
- Coçar;
- Invejar a churrasqueira que o fulano tem;
- Dormir de pijama velho;
- Não gostar do cunhado;
- Não gostar de fazer compras;
- Usar camiseta de futebol;
- Rir de cortes de cabelo ridículos;
- Não saber cozinhar, lavar e passar;
- Gostar de comida ruim;
E por fim...
- Assistir a todas as corridas e jogos que passam pela TV...
domingo, 4 de maio de 2008
Pretensões a curto, médio ou longo prazo...
Cara, que coisa incrível.
Tem coisas que a gente custa acreditar. O fato de estar querendo algo que não vejo como ter serve como exemplo. Veja bem: “não vejo” não é igual a “não posso”, há possibilidades, mas tenho certeza que é um dos maiores desafios que enfrentarei na vida, com toda esta clareza de ambições, isto porque irei fazer nem que tenha que penhorar minhas tão amadas calças justas.
Talvez por isto que tenhas tanto valor, pelo tamanho do abismo...
Ai que está o problema: não sei como ir em frente, confesso. Não tenho medo de cair, só que há tantas barreiras a derrubar antes de chegar a ti... o que não sei é se sou eu quem as coloco ou se é tu... o fato é que me considero fora dos teus parâmetros, sem nem saber quais são eles.
Podia agora escrever uma dissertação pseudo-filosofica sobre o assunto, daquelas que estou acostumado a fazer (sou o rei, e adoro isto) falando sobre possíveis pontes, sobre tentar pular o tal abismo de uma vez e me esborrachar no chão, ou descer o penhasco, atravessar a correnteza do rio, escalar o desfiladeiro e chegar ai cansado demais pra te dar atenção. Acho também que o que me falta é exatamente isto, parar de enrolar filosofando e ir direto ao assunto.
Como já deixei claro, derrepente o aspecto todo que me apaixona cada vez mais é a dificuldade que tudo isto me impõe. E será que seria justo realmente colocar-te a par que tentarei chegar até ai, no teu patamar? Não sei. Vai que realmente eu chegue cansado. De algo tenho certeza: faz tempo que não sinto saudade de alguém, muito menos alguém que não tenho nada.
Quando estou na tua presença é difícil disfarçar o interesse (não sei por que o faço), depois vou para casa sempre com uma vontade de te ligar (sem ter teu número), de falar-te qualquer coisa... de ter ficado um pouco mais na qualidade de teu ouvinte...
Sensação boa esta. Eu estava com saudade de sentir saudade, os queridos leitorinhos que agora me lêem são testemunhas e hão de concordar comigo que esta condição é tão boa...
Não havia me dado conta, mas... vou chegar até ai, nos teus parâmetros um belo dia, independente do tempo que irá demorar, e pior, sei que tu sabes (ou saberás) disto... Mas tem outra: quando finalmente chegar tu já estarás mais além... é... alegria de pobre dura pouco.
Solução do problema? Como eu faço pra descascar tamanho abacaxi? Putz. Não sei. Vou levando desta vez.
Talvez tenha que ir com calma, talvez também, tenha que ir com pressa.
E se fosse com muita sede ao pote? E se te cansasse ir tão devagar?
E a hierarquia, existe pra ti? E a hierarquia, existe só pra mim?
Tu me notas? Tu não me notas?
O que faço pra transparecer...? Será que devo?
Derrepente tenha que deixar claro, derrepente também, deixo claro cedo demais e tomo um não prévio que não seria bom... porque daí, nada mais iria para frente.
Alguns dias atrás reclamava que estava com saudade de algo que me chamasse a atenção. Na verdade já havia tu, que chamava...
Eu que estava tentando esconder pra não deixar claro que não sei o que fazer...
Tem coisas que a gente custa acreditar. O fato de estar querendo algo que não vejo como ter serve como exemplo. Veja bem: “não vejo” não é igual a “não posso”, há possibilidades, mas tenho certeza que é um dos maiores desafios que enfrentarei na vida, com toda esta clareza de ambições, isto porque irei fazer nem que tenha que penhorar minhas tão amadas calças justas.
Talvez por isto que tenhas tanto valor, pelo tamanho do abismo...
Ai que está o problema: não sei como ir em frente, confesso. Não tenho medo de cair, só que há tantas barreiras a derrubar antes de chegar a ti... o que não sei é se sou eu quem as coloco ou se é tu... o fato é que me considero fora dos teus parâmetros, sem nem saber quais são eles.
Podia agora escrever uma dissertação pseudo-filosofica sobre o assunto, daquelas que estou acostumado a fazer (sou o rei, e adoro isto) falando sobre possíveis pontes, sobre tentar pular o tal abismo de uma vez e me esborrachar no chão, ou descer o penhasco, atravessar a correnteza do rio, escalar o desfiladeiro e chegar ai cansado demais pra te dar atenção. Acho também que o que me falta é exatamente isto, parar de enrolar filosofando e ir direto ao assunto.
Como já deixei claro, derrepente o aspecto todo que me apaixona cada vez mais é a dificuldade que tudo isto me impõe. E será que seria justo realmente colocar-te a par que tentarei chegar até ai, no teu patamar? Não sei. Vai que realmente eu chegue cansado. De algo tenho certeza: faz tempo que não sinto saudade de alguém, muito menos alguém que não tenho nada.
Quando estou na tua presença é difícil disfarçar o interesse (não sei por que o faço), depois vou para casa sempre com uma vontade de te ligar (sem ter teu número), de falar-te qualquer coisa... de ter ficado um pouco mais na qualidade de teu ouvinte...
Sensação boa esta. Eu estava com saudade de sentir saudade, os queridos leitorinhos que agora me lêem são testemunhas e hão de concordar comigo que esta condição é tão boa...
Não havia me dado conta, mas... vou chegar até ai, nos teus parâmetros um belo dia, independente do tempo que irá demorar, e pior, sei que tu sabes (ou saberás) disto... Mas tem outra: quando finalmente chegar tu já estarás mais além... é... alegria de pobre dura pouco.
Solução do problema? Como eu faço pra descascar tamanho abacaxi? Putz. Não sei. Vou levando desta vez.
Talvez tenha que ir com calma, talvez também, tenha que ir com pressa.
E se fosse com muita sede ao pote? E se te cansasse ir tão devagar?
E a hierarquia, existe pra ti? E a hierarquia, existe só pra mim?
Tu me notas? Tu não me notas?
O que faço pra transparecer...? Será que devo?
Derrepente tenha que deixar claro, derrepente também, deixo claro cedo demais e tomo um não prévio que não seria bom... porque daí, nada mais iria para frente.
Alguns dias atrás reclamava que estava com saudade de algo que me chamasse a atenção. Na verdade já havia tu, que chamava...
Eu que estava tentando esconder pra não deixar claro que não sei o que fazer...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Pequena conversa com a leitora imaginária
Já é noite, o feriado se foi. O que eu fiz hoje? Nada. Absolutamente nada. Se isso é bom ou é ruim? É bom... é ótimo.
Vi o dia passar pela sacada do 9º andar, que é como eu chamo este lugar aqui. Tudo tem outra aparência daqui de cima. O dia, a rua, as pessoas, os carros, o clima, a cidade, a fumaça, o movimento... a velocidade que as coisas passam ou acontecem. É por isso que desperdiço meu tempo livre por aqui. Desperdiçar tempo faz bem? Claro que sim! Todos têm o direito ao ócio prazeroso. Tal qual um carro de corrida, pit-stops são necessários.
Ficaste pensando no que o dia todo? Muita coisa. Pensei em cortar o meu próprio cabelo, mas a coisa não deu muito certo. Pensei também em comer muito, sorte minha, pois a Tereza antes de ir curtir o feriado ontem fez um monte de salgados e doces. Pensei em tomar capuccino, mas não levantei daqui ainda. Pensei em te ligar, sabichona ocupada, mas não sei por que não liguei. Pensei em possibilidades, mas nenhuma delas me parece concreta. A principal coisa que pensei foi o quanto as pessoas atropelam as coisas, sem nem saber o porquê. Se pensassem mais nas responsabilidades que estão assumindo, acredito que muito sofrimento seria poupado.
Porque tu pensaste nisso? Não sei. Deve ser pelas coisas que acontecem, como tudo. Pensa bem e veja se eu não tenho razão: um casal adolescente que engravida pensou nas responsabilidades que teriam que assumir? Alguém que largou o emprego porque não gostava de algo banal, sem arranjar algo melhor antes, pensou nas responsabilidades que se tem que cumprir todo final de mês? Antes de enganar a pessoa aquela, o fulano canalha pensou nas responsabilidades que existiam em assumir um relacionamento sério? Antes de bater o carro e matar alguém, o pia aquele pensou nas responsabilidades de se dirigir bêbado? Antes de perder o sono pelo cartão de crédito estourado, pensaste na responsabilidade de fazer novas contas? Antes de falar a verdade para aquela pessoa, pensaste na responsabilidade que alguém assume quando é verdadeiro? Antes de decidir não te esforçar, pensaste nas responsabilidades que o fracasso traz? Entre tantas outras...
Tá bom. Na verdade pensei nisso porque tive contato agora à tarde com uma situação estranha... daquelas que não dá pra ficar falando muita coisa, a não ser escutar e deixar para tirar as próprias conclusões depois. E é isso que vou fazer. Pára! Fala! Tu não tem pena de mim que fiquei curiosa? Não.
Tu não tens medo de ficar chato? Na verdade tenho, mas não de ficar, sim de transparecer o quanto eu já sou. Mas não ser chato de vez em quando é por si só uma baita chatice. Mas voltando ao assunto: Pensar é bom, pensar faz bem... mas a grande maioria não gosta de pensar muito. Mas então eu proponho um consenso: Vamos todos seguir o ditado aquele, e pensar duas vezes antes de tomarmos qualquer atitude ou decisão que atinja alguém, pode ser? Se é pra ter responsabilidades, vamos ser responsáveis.
Tu ficaste sozinho o dia inteiro?
Agora tu já estas querendo saber demais... te coloca no teu lugar...
Vi o dia passar pela sacada do 9º andar, que é como eu chamo este lugar aqui. Tudo tem outra aparência daqui de cima. O dia, a rua, as pessoas, os carros, o clima, a cidade, a fumaça, o movimento... a velocidade que as coisas passam ou acontecem. É por isso que desperdiço meu tempo livre por aqui. Desperdiçar tempo faz bem? Claro que sim! Todos têm o direito ao ócio prazeroso. Tal qual um carro de corrida, pit-stops são necessários.
Ficaste pensando no que o dia todo? Muita coisa. Pensei em cortar o meu próprio cabelo, mas a coisa não deu muito certo. Pensei também em comer muito, sorte minha, pois a Tereza antes de ir curtir o feriado ontem fez um monte de salgados e doces. Pensei em tomar capuccino, mas não levantei daqui ainda. Pensei em te ligar, sabichona ocupada, mas não sei por que não liguei. Pensei em possibilidades, mas nenhuma delas me parece concreta. A principal coisa que pensei foi o quanto as pessoas atropelam as coisas, sem nem saber o porquê. Se pensassem mais nas responsabilidades que estão assumindo, acredito que muito sofrimento seria poupado.
Porque tu pensaste nisso? Não sei. Deve ser pelas coisas que acontecem, como tudo. Pensa bem e veja se eu não tenho razão: um casal adolescente que engravida pensou nas responsabilidades que teriam que assumir? Alguém que largou o emprego porque não gostava de algo banal, sem arranjar algo melhor antes, pensou nas responsabilidades que se tem que cumprir todo final de mês? Antes de enganar a pessoa aquela, o fulano canalha pensou nas responsabilidades que existiam em assumir um relacionamento sério? Antes de bater o carro e matar alguém, o pia aquele pensou nas responsabilidades de se dirigir bêbado? Antes de perder o sono pelo cartão de crédito estourado, pensaste na responsabilidade de fazer novas contas? Antes de falar a verdade para aquela pessoa, pensaste na responsabilidade que alguém assume quando é verdadeiro? Antes de decidir não te esforçar, pensaste nas responsabilidades que o fracasso traz? Entre tantas outras...
Tá bom. Na verdade pensei nisso porque tive contato agora à tarde com uma situação estranha... daquelas que não dá pra ficar falando muita coisa, a não ser escutar e deixar para tirar as próprias conclusões depois. E é isso que vou fazer. Pára! Fala! Tu não tem pena de mim que fiquei curiosa? Não.
Tu não tens medo de ficar chato? Na verdade tenho, mas não de ficar, sim de transparecer o quanto eu já sou. Mas não ser chato de vez em quando é por si só uma baita chatice. Mas voltando ao assunto: Pensar é bom, pensar faz bem... mas a grande maioria não gosta de pensar muito. Mas então eu proponho um consenso: Vamos todos seguir o ditado aquele, e pensar duas vezes antes de tomarmos qualquer atitude ou decisão que atinja alguém, pode ser? Se é pra ter responsabilidades, vamos ser responsáveis.
Tu ficaste sozinho o dia inteiro?
Agora tu já estas querendo saber demais... te coloca no teu lugar...
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Como diz o "Italian Stallion"...
“Não importa o quão forte você pode bater, mas sim, o quanto você pode apanhar da vida e continuar indo em frente, continuar movendo-se para frente"
Eu acredito.
domingo, 27 de abril de 2008
Estafa e satisfação...
Nossa, mas que domingo estranho. Acordei com dor de cabeça por conta da noite de ontem, que foi muito divertida. Aliás, aprendi a dar muito valor a momentos assim, aqueles que a gente “enfia o pé na jaca” e dá muita risada. Tá servindo muito para desestressar, pra tirar a cabeça dos pepinos, batatas e abacaxis que necessitam ser descascados todo santo dia.
Essa rotina de dois empregos, minha segunda graduação e mais dois cursos está sendo realmente, muito satisfatória, mas também muito cansativa. Quando chega o sábado a noite, preciso fazer algo que tire a cabeça do seu ritmo frenético e normal... e isso que eu queria me ocupar mais, sem nem ter como pela total e completa falta de tempo (das 6 da manhã à meia-noite, every day...).
Bom, quem manda eu querer assumir todas as demandas do mundo...!? Dizem que os grandes estrategistas de guerra alternavam períodos de avanço com períodos de recolhimento necessário. Digamos que na batalha de todos os dias, estou no período de avanço, de colocar a cara à tapa, de botar o bloco na rua e evoluir (isso que todos sempre me disseram que o que sempre fiz é o contrário de ficar parado). Mas como diria o Cap. Nascimento: “Quem disse que a vida é fácil...”.
O mundo está me deixando de língua de fora. E a cada vez que chego em casa morto de cansado, sinto-me mais e mais satisfeito. Portanto, que se exploda quem me chama de louco por estar me matando de trabalhar deste jeito.
Mas é justamente nestes momentos que a gente aprende a testar nossos limites, e consegue ver que realmente, eles vão muito além do que imaginávamos, ai que regozijamos de prazer quando estamos podres, quando percebemos que naquele simples dia a nossa linha vermelha foi ultrapassada mais um pouquinho.
O cansaço tem os seus prazeres sim, acredite. E é este o meu assunto neste domingo de ressaca.
Sabe aquele jogador de futebol, que quando a partida acaba e ele marcou uns 3 gols, dá entrevistas extremamente esbaforido, sem ar, dizendo que: “o jogo foi ótimo (arffff...) fiz o que o professor me ensinou (arffff...) e Graças a Deus trabalhei bem com a ajuda dos meus companheiros (arffffffff.....)”, podes ter certeza que neste momento de extrema estafa mental e física ele está tendo espasmos de satisfação. Todo trabalho honesto, esforçado e sério dá certo, é só ter persistência. É o caso do jogador, é o meu também.
Dentre os prazeres do cansaço está também o reconhecimento pessoal. Quem disser que isto não é bom, mente mais descaradamente que o casal Nardoni. Claro, muita gente (até parece que tenho tantos leitores assim) deve estar discordando neste momento, constatando talvez que a estafa decorrente de sua rotina diária é uma baita merda, e que está longe de ser prazerosa. Entendo, e mais do que isso, concordo. Isso claro, se estiverem fazendo o que não gostam de fazer, e veja bem, não gostar não é sinônimo de ter raiva, mas sim também é significado literal da expressão: não gostar é apenas não gostar, não é ter raiva, é ignorar. E derrepente é isto que está acontecendo com você, querido leitor discordante. Tu não odeias o teu cansaço, a tua rotina, tu apenas a ignoras. Não dá valor aos (poucos) momentos de prazer, a convivência, as risadas, aos conhecimentos adquiridos, a evolução pessoal (que está contida também nas relações humanas de mais baixo escalão), e a beleza sempre contida no caminho até o trabalho, entre tantas outras coisas. Quer um exemplo?
Todo dia atravesso a ponte de pedra dos Açorianos, em ida-e-volta, e cedo da manhã, quando o movimento na rua já é alto, mas os ares de começo do dia ainda pairam, um casal de Pica-paus está ali, pousados na parte mais alta da ponte, tranqüilos e paralisados me olhando, como se fossem alheios a todo o movimento que há em sua volta...
... talvez me recompensando pelo tamanho esforço que é sair de Esteio e já estar ali naquela hora, único momento do dia em que poderia vê-los...
Essa rotina de dois empregos, minha segunda graduação e mais dois cursos está sendo realmente, muito satisfatória, mas também muito cansativa. Quando chega o sábado a noite, preciso fazer algo que tire a cabeça do seu ritmo frenético e normal... e isso que eu queria me ocupar mais, sem nem ter como pela total e completa falta de tempo (das 6 da manhã à meia-noite, every day...).
Bom, quem manda eu querer assumir todas as demandas do mundo...!? Dizem que os grandes estrategistas de guerra alternavam períodos de avanço com períodos de recolhimento necessário. Digamos que na batalha de todos os dias, estou no período de avanço, de colocar a cara à tapa, de botar o bloco na rua e evoluir (isso que todos sempre me disseram que o que sempre fiz é o contrário de ficar parado). Mas como diria o Cap. Nascimento: “Quem disse que a vida é fácil...”.
O mundo está me deixando de língua de fora. E a cada vez que chego em casa morto de cansado, sinto-me mais e mais satisfeito. Portanto, que se exploda quem me chama de louco por estar me matando de trabalhar deste jeito.
Mas é justamente nestes momentos que a gente aprende a testar nossos limites, e consegue ver que realmente, eles vão muito além do que imaginávamos, ai que regozijamos de prazer quando estamos podres, quando percebemos que naquele simples dia a nossa linha vermelha foi ultrapassada mais um pouquinho.
O cansaço tem os seus prazeres sim, acredite. E é este o meu assunto neste domingo de ressaca.
Sabe aquele jogador de futebol, que quando a partida acaba e ele marcou uns 3 gols, dá entrevistas extremamente esbaforido, sem ar, dizendo que: “o jogo foi ótimo (arffff...) fiz o que o professor me ensinou (arffff...) e Graças a Deus trabalhei bem com a ajuda dos meus companheiros (arffffffff.....)”, podes ter certeza que neste momento de extrema estafa mental e física ele está tendo espasmos de satisfação. Todo trabalho honesto, esforçado e sério dá certo, é só ter persistência. É o caso do jogador, é o meu também.
Dentre os prazeres do cansaço está também o reconhecimento pessoal. Quem disser que isto não é bom, mente mais descaradamente que o casal Nardoni. Claro, muita gente (até parece que tenho tantos leitores assim) deve estar discordando neste momento, constatando talvez que a estafa decorrente de sua rotina diária é uma baita merda, e que está longe de ser prazerosa. Entendo, e mais do que isso, concordo. Isso claro, se estiverem fazendo o que não gostam de fazer, e veja bem, não gostar não é sinônimo de ter raiva, mas sim também é significado literal da expressão: não gostar é apenas não gostar, não é ter raiva, é ignorar. E derrepente é isto que está acontecendo com você, querido leitor discordante. Tu não odeias o teu cansaço, a tua rotina, tu apenas a ignoras. Não dá valor aos (poucos) momentos de prazer, a convivência, as risadas, aos conhecimentos adquiridos, a evolução pessoal (que está contida também nas relações humanas de mais baixo escalão), e a beleza sempre contida no caminho até o trabalho, entre tantas outras coisas. Quer um exemplo?
Todo dia atravesso a ponte de pedra dos Açorianos, em ida-e-volta, e cedo da manhã, quando o movimento na rua já é alto, mas os ares de começo do dia ainda pairam, um casal de Pica-paus está ali, pousados na parte mais alta da ponte, tranqüilos e paralisados me olhando, como se fossem alheios a todo o movimento que há em sua volta...
... talvez me recompensando pelo tamanho esforço que é sair de Esteio e já estar ali naquela hora, único momento do dia em que poderia vê-los...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Food, a lot of food...
Não sou chato para comida. Sou de família italiana, fui criado aprendendo a comer tudo, e o principal: “muito tudo”. Seja camarões á Belle Meunière, seja o Xis Pelanca aqui da esquina. Qualidade não era tão importante, quantidade sim.
Eu como muito, eu como demais. Quem me vê comendo se apavora. Sei que passo vergonha, mas sempre pensei que passar vergonha é muito melhor que passar fome. Não que eu não agüente momentos, até horas talvez, de atraso em uma refeição ou outra, mas independente do horário, eu sempre como feito condenado-recebendo-indulto-de-natal-saboreando-a-ceia-na-casa-da-mãe.
Não sou chato para comida, repito. Como o que eu quero, a hora que quero, da maneira como quero e na quantidade que quero, costumava brincar quando as pessoas me diziam que a comida servida seria simples: - “Tem pedra com sal e vinagre”? - Respondia. E meu corpitcho esbelto continua (mais ou menos) o mesmo. É como se todos os sonhos gastronômicos da maioria das pessoas se tornassem realidade na minha pessoa: poder saborear tudo o que deseja da maneira como deseja, e não engordar, pior ainda, por vezes até emagrecer com muita facilidade.
Eu tinha mania antigamente, de comer desta maneira exagerada inclusive na casa dos outros quando convidado. Acreditava piamente que, assim como nas casas das nonas italianas, comer muito era um elogio feito, uma maneira de deixar claro que a pessoa sabia cozinhar bem, e que a comida estava ótima, era uma maneira de agradecer. Quantas e quantas vezes eu raspava panela de gororóbas fétidas... É mais do que óbvio que isto está errado. Além da mais absurda falta de educação, era feio e fazia mal tanto fisicamente quanto moralmente. Só na maturidade que pude perceber o quanto essas idéias familiares estavam erradas.
Contudo, alguns que conheço acham que pessoas do gênero feminino são como comida. Eles pensam que o que vale é só comer, sem saborear e aproveitar nada, e o pior de tudo: comer muito, e de tudo, tal qual buffet à quilo com direito a sobremesa.
Chuchus, mocotós, mondongos, buchadas, fígado, moela, coração de peru, língua, miolo, miúdos... tudo vale. Parou na frente tão mandando a colher. A hora que for, onde for, da maneira como for e seja de quem for, não interessa. O que interessa é mandar “pra dentro”.
O problema é que vive dando indigestão, mas eles não estão nem ai. Indigestão por causa de algumas comidas não é motivo para não continuar comendo. Às vezes bate um arrependimento de ter comido aquela porcaria, mas não tem problema, tudo é justificável, afinal de contas, estavam com fome não é?
Mas fome de que? Seria só de sexo? De companhia? De mostrar para os outros como é pegador (“o garanhão da paróquia”, como diz meu pai)?
Minha opinião: não é nada disso.
É vazio da alma mesmo. É preciso sempre preencher a alma com algo. Como se ela fosse um tanque da gasolina, um balão em pleno vôo ou um estomago vazio. Ela se encontra desta maneira por conta de algo, seja um rompimento, um luto qualquer, rotina enfadonha ou uma vida sem perspectivas, sem nada para poder inflar o ego.
Enfim, fome é algo que a gente mata comendo, concordo. Mas não estou escrevendo sobre fome carnal de qualquer tipo, mas sim sobre fome da alma, algo que só é saciado com satisfação pessoal ingerida, com conquistas concretas ao alho-e-óleo, com emprego acompanhado de pão caseiro, estudo e um café-expresso, amizades com picanha mal passada, carinho com polenta e galeto, respeito acompanhado de pizza de strogonoff, pessoas que podemos contar junto com um bom chopp, um grito de gol com sushi, lagrimas de satisfação com torta de sorvete, um sorriso de criança com pirulito, alguém fazendo planos ao teu lado com o feijão da mãe, e para terminar, palavras de amor ao molho madeira...
É, mas vai botar na cabeça deles de que mulheres não são algo que se compra no drive thru do McDonalds...
Eu como muito, eu como demais. Quem me vê comendo se apavora. Sei que passo vergonha, mas sempre pensei que passar vergonha é muito melhor que passar fome. Não que eu não agüente momentos, até horas talvez, de atraso em uma refeição ou outra, mas independente do horário, eu sempre como feito condenado-recebendo-indulto-de-natal-saboreando-a-ceia-na-casa-da-mãe.
Não sou chato para comida, repito. Como o que eu quero, a hora que quero, da maneira como quero e na quantidade que quero, costumava brincar quando as pessoas me diziam que a comida servida seria simples: - “Tem pedra com sal e vinagre”? - Respondia. E meu corpitcho esbelto continua (mais ou menos) o mesmo. É como se todos os sonhos gastronômicos da maioria das pessoas se tornassem realidade na minha pessoa: poder saborear tudo o que deseja da maneira como deseja, e não engordar, pior ainda, por vezes até emagrecer com muita facilidade.
Eu tinha mania antigamente, de comer desta maneira exagerada inclusive na casa dos outros quando convidado. Acreditava piamente que, assim como nas casas das nonas italianas, comer muito era um elogio feito, uma maneira de deixar claro que a pessoa sabia cozinhar bem, e que a comida estava ótima, era uma maneira de agradecer. Quantas e quantas vezes eu raspava panela de gororóbas fétidas... É mais do que óbvio que isto está errado. Além da mais absurda falta de educação, era feio e fazia mal tanto fisicamente quanto moralmente. Só na maturidade que pude perceber o quanto essas idéias familiares estavam erradas.
Contudo, alguns que conheço acham que pessoas do gênero feminino são como comida. Eles pensam que o que vale é só comer, sem saborear e aproveitar nada, e o pior de tudo: comer muito, e de tudo, tal qual buffet à quilo com direito a sobremesa.
Chuchus, mocotós, mondongos, buchadas, fígado, moela, coração de peru, língua, miolo, miúdos... tudo vale. Parou na frente tão mandando a colher. A hora que for, onde for, da maneira como for e seja de quem for, não interessa. O que interessa é mandar “pra dentro”.
O problema é que vive dando indigestão, mas eles não estão nem ai. Indigestão por causa de algumas comidas não é motivo para não continuar comendo. Às vezes bate um arrependimento de ter comido aquela porcaria, mas não tem problema, tudo é justificável, afinal de contas, estavam com fome não é?
Mas fome de que? Seria só de sexo? De companhia? De mostrar para os outros como é pegador (“o garanhão da paróquia”, como diz meu pai)?
Minha opinião: não é nada disso.
É vazio da alma mesmo. É preciso sempre preencher a alma com algo. Como se ela fosse um tanque da gasolina, um balão em pleno vôo ou um estomago vazio. Ela se encontra desta maneira por conta de algo, seja um rompimento, um luto qualquer, rotina enfadonha ou uma vida sem perspectivas, sem nada para poder inflar o ego.
Enfim, fome é algo que a gente mata comendo, concordo. Mas não estou escrevendo sobre fome carnal de qualquer tipo, mas sim sobre fome da alma, algo que só é saciado com satisfação pessoal ingerida, com conquistas concretas ao alho-e-óleo, com emprego acompanhado de pão caseiro, estudo e um café-expresso, amizades com picanha mal passada, carinho com polenta e galeto, respeito acompanhado de pizza de strogonoff, pessoas que podemos contar junto com um bom chopp, um grito de gol com sushi, lagrimas de satisfação com torta de sorvete, um sorriso de criança com pirulito, alguém fazendo planos ao teu lado com o feijão da mãe, e para terminar, palavras de amor ao molho madeira...
É, mas vai botar na cabeça deles de que mulheres não são algo que se compra no drive thru do McDonalds...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A minha primeira vez...
Existem coisas que a gente passa a vida inteira achando que não são feitas para nós. Definição: algo que nunca nos interessou, que nunca nos disse respeito, que nunca saiu do chão e nunca, nunquinha mesmo nos deu qualquer soma ao estado de espírito.
Mas daí a gente pára e pensa: tal qual o cheiro do mato, como que a gente pode dizer que não gosta se nunca nem experimentou?
Tem um cliente meu aqui do escritório que é francês, e como todo homem originário deste país, tem um paladar refinado. Ele me diz que a regra é a seguinte: “não basta provar algo uma vez, tens que provar no mínimo três vezes em situações diferentes, para depois poderes afirmar que não gostou”.
Eu estou provando poesia pela primeira vez na vida. E estou gostando. Sério mesmo, não estou escrevendo isto para agradar aos meus leitorinhos poetas, estou transparecendo a mais pura verdade, tal qual um martelinho de pinga pura.
Óbvio que não estou começando pelo mais difícil né... estou lendo poesias de fácil assimilação, digestão e compreensão. Algo que seja feito por alguém que está inserido(a) no mesmo contexto de mundo que eu, e que entende as relações humanas mais ou menos da mesma maneira.
- “Ai fica fácil!” – Alguém diria.
- “Fácil pra ti!” – Diria eu em resposta. Isto porque é muito fácil, pra alguém que pilota carro de corrida, dirigir um automóvel qualquer. Agora bota um Chevette na mão de alguém que nunca sentou no banco do motorista pra ver o merdelê que dá...
A primeira impressão que tive é algo bem de principiante mesmo. Perdoem-me mais uma vez os mais experimentados: geralmente quando começo a ler um poema, formo uma idéia, enfatizo em minha rica cabecinha do que o mesmo se trata, daí leio o resto interpretando-o de maneira que não consigo enxergar mais nada além da idéia inicial, entendeu? Não, tenho certeza.
De novo: Logo na segunda frase já penso do que se trata o poema, por exemplo: “sexo”. Após isto leio todo o resto adaptando cada mínima rima ao assunto. E tudo faz sentido no final.
O engraçado é que converso depois com quem o escreveu, e a pessoa me diz: - “Nada a ver. Nem pensei nisso. Não era o que eu queria que as pessoas entendessem...”
Isso tá certo? Será que realmente devemos retirar e respeitar para sempre o nosso entendimento sobre cada poema, cada assunto, cada mensagem, cada momento, cada pessoa nova que conhecemos?
Uma coisa eu já aprendi: nem sempre o que entendemos é o que aconteceu, acontece e acontecerá realmente. A primeira impressão retirada sempre é a que fica até onde for, mas nem sempre é a certa.
Os poemas me parecem ser tudo aquilo que as pessoas me diziam que era, mas ainda não tenho certeza. Isso porque eu não provei dos pratos principais ainda, só da entrada. Meu paladar é de neném ainda, nem sei o que seria algo diferente do leite materno que me deram pra ler.
Pra saber vou ter que procurar conhecer mesmo. Ir devagar, mas ir sempre. Entender como é, qual são as sensações, se me faz bem, se me diz alguma coisa, se quero mais, se haverá reciprocidade, se me apaixonarei, se virará vício... etc...
São os poemas, mas poderiam ser tudo.
Leite materno, cheiro do mato, comida francesa, Chevette, direção ofensiva... ou até alguém novo a despertar algo novo...
Mas daí a gente pára e pensa: tal qual o cheiro do mato, como que a gente pode dizer que não gosta se nunca nem experimentou?
Tem um cliente meu aqui do escritório que é francês, e como todo homem originário deste país, tem um paladar refinado. Ele me diz que a regra é a seguinte: “não basta provar algo uma vez, tens que provar no mínimo três vezes em situações diferentes, para depois poderes afirmar que não gostou”.
Eu estou provando poesia pela primeira vez na vida. E estou gostando. Sério mesmo, não estou escrevendo isto para agradar aos meus leitorinhos poetas, estou transparecendo a mais pura verdade, tal qual um martelinho de pinga pura.
Óbvio que não estou começando pelo mais difícil né... estou lendo poesias de fácil assimilação, digestão e compreensão. Algo que seja feito por alguém que está inserido(a) no mesmo contexto de mundo que eu, e que entende as relações humanas mais ou menos da mesma maneira.
- “Ai fica fácil!” – Alguém diria.
- “Fácil pra ti!” – Diria eu em resposta. Isto porque é muito fácil, pra alguém que pilota carro de corrida, dirigir um automóvel qualquer. Agora bota um Chevette na mão de alguém que nunca sentou no banco do motorista pra ver o merdelê que dá...
A primeira impressão que tive é algo bem de principiante mesmo. Perdoem-me mais uma vez os mais experimentados: geralmente quando começo a ler um poema, formo uma idéia, enfatizo em minha rica cabecinha do que o mesmo se trata, daí leio o resto interpretando-o de maneira que não consigo enxergar mais nada além da idéia inicial, entendeu? Não, tenho certeza.
De novo: Logo na segunda frase já penso do que se trata o poema, por exemplo: “sexo”. Após isto leio todo o resto adaptando cada mínima rima ao assunto. E tudo faz sentido no final.
O engraçado é que converso depois com quem o escreveu, e a pessoa me diz: - “Nada a ver. Nem pensei nisso. Não era o que eu queria que as pessoas entendessem...”
Isso tá certo? Será que realmente devemos retirar e respeitar para sempre o nosso entendimento sobre cada poema, cada assunto, cada mensagem, cada momento, cada pessoa nova que conhecemos?
Uma coisa eu já aprendi: nem sempre o que entendemos é o que aconteceu, acontece e acontecerá realmente. A primeira impressão retirada sempre é a que fica até onde for, mas nem sempre é a certa.
Os poemas me parecem ser tudo aquilo que as pessoas me diziam que era, mas ainda não tenho certeza. Isso porque eu não provei dos pratos principais ainda, só da entrada. Meu paladar é de neném ainda, nem sei o que seria algo diferente do leite materno que me deram pra ler.
Pra saber vou ter que procurar conhecer mesmo. Ir devagar, mas ir sempre. Entender como é, qual são as sensações, se me faz bem, se me diz alguma coisa, se quero mais, se haverá reciprocidade, se me apaixonarei, se virará vício... etc...
São os poemas, mas poderiam ser tudo.
Leite materno, cheiro do mato, comida francesa, Chevette, direção ofensiva... ou até alguém novo a despertar algo novo...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A falta que os três pontinhos me fazem...
Hoje é feriado... chuvoso. Cheguei agora de viagem... sozinho. Bebi muita cerveja... sem fumar. Abri duas garrafas de vinho... então tomei-as. Fiz meus homeworks de inglês e espanhol... não havia mais nada o que fazer. Penso em ti todos os dias... desconhecida. Aprendi a lê-la... e nem por decreto desaprendo. Viciei-me em saber o que pensas... e não quero substituir o vício. Trabalho tanto... querendo parar. Paro às vezes... querendo trabalhar.
Assisto a filmes... pensando se tu já os assistiu. Não leio os livros... que tu continuas lendo. Não sei usar todos os recursos do lugar que leio... da maneira que tu sabes. Possibilidades me aparecem aos borbotões... mas penso em ti sempre. Não faço a mínima idéia de como é sua voz... e isso me entristece, caramba! Penso no que faríamos juntos... e sonho. Sonho todos os dias... e tudo me parece tão palpável. Palpável e tão... sinuoso. Coisa estranha... nunca fiquei sem saber o que fazer. Deixas-me assim... perdido... mas não sei bem perdido no que...
Nada fizemos, nada falamos, nada cambiamos... e parece-me que te conheço faz tempo. Entendo teus gostos... sem nunca tê-los provado. Sei de teus medos e teu caminho perdido... sabendo que já o percorri antes de ti. Que vontade que tenho de dizer-te o que fazer... sem nem saber como falar “oi”. Vontade de te pegar no colo... sem nunca nem ter te visto. Dilemas teus... dilemas meus... e brilho nos olhos.
Será que sabes quem eu sou...? Será que estás na mesma sintonia...? Do que será que tu gostas em alguém...? Será que te interessarias por mim...?
To sentindo frio... imagino que tu também estás. Gosto dele tanto quanto tu... e sinto falta das mesmas coisas neste momento. Falta-me coragem para o próximo passo... mas o phoda é que imagino que tu nem sabes que eu estou aqui. Sinto-me como se houvessem barreiras... mas acho que sou eu mesmo quem as coloco. Falta uma luz clara... um sinal verde.
Leio jornal... tentando ver teu nome. Escrevo... pensando que tu me lês. Não sei o que tu achas de mim... talvez pense muito nas diferenças. Sei lá...
Não sei mais de nada... só sei que gostaria de ti. Gostaria de te conhecer... de fazer-te me conhecer... de ouvir-te... de te ver sorrir... de saber-te... e de fazer-te saber...
... que eu estou paradinho aqui... esperando algo... esperando ter coragem... esperando saber o que fazer... e que as coisas estão estranhas...
... mas um estranho bonito... um estranho legal...
Assisto a filmes... pensando se tu já os assistiu. Não leio os livros... que tu continuas lendo. Não sei usar todos os recursos do lugar que leio... da maneira que tu sabes. Possibilidades me aparecem aos borbotões... mas penso em ti sempre. Não faço a mínima idéia de como é sua voz... e isso me entristece, caramba! Penso no que faríamos juntos... e sonho. Sonho todos os dias... e tudo me parece tão palpável. Palpável e tão... sinuoso. Coisa estranha... nunca fiquei sem saber o que fazer. Deixas-me assim... perdido... mas não sei bem perdido no que...
Nada fizemos, nada falamos, nada cambiamos... e parece-me que te conheço faz tempo. Entendo teus gostos... sem nunca tê-los provado. Sei de teus medos e teu caminho perdido... sabendo que já o percorri antes de ti. Que vontade que tenho de dizer-te o que fazer... sem nem saber como falar “oi”. Vontade de te pegar no colo... sem nunca nem ter te visto. Dilemas teus... dilemas meus... e brilho nos olhos.
Será que sabes quem eu sou...? Será que estás na mesma sintonia...? Do que será que tu gostas em alguém...? Será que te interessarias por mim...?
To sentindo frio... imagino que tu também estás. Gosto dele tanto quanto tu... e sinto falta das mesmas coisas neste momento. Falta-me coragem para o próximo passo... mas o phoda é que imagino que tu nem sabes que eu estou aqui. Sinto-me como se houvessem barreiras... mas acho que sou eu mesmo quem as coloco. Falta uma luz clara... um sinal verde.
Leio jornal... tentando ver teu nome. Escrevo... pensando que tu me lês. Não sei o que tu achas de mim... talvez pense muito nas diferenças. Sei lá...
Não sei mais de nada... só sei que gostaria de ti. Gostaria de te conhecer... de fazer-te me conhecer... de ouvir-te... de te ver sorrir... de saber-te... e de fazer-te saber...
... que eu estou paradinho aqui... esperando algo... esperando ter coragem... esperando saber o que fazer... e que as coisas estão estranhas...
... mas um estranho bonito... um estranho legal...
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Inverninho querido... nao me judia, por favor.
Hoje o meu tão querido inverno começou a dar as caras. E com eu gosto deste friozinho amado que fez hoje.
Inverno me apetece muito. Costumo dizer que nestes meses que circundam a metade da temporada eu sou muito mais feliz. Feliz, elegante, satisfeito, bem-humorado, disposto e até limpinho (isso claro, porque no inverno não costumo suar nem um pouquinho...).
Mas confesso: tem sempre algumas coisas que me fazem falta nesta estação que vem se anunciando assim... de mancinho.
Uma delas é de companhia. Não to falando qualquer companhia. To falando “daquela” companhia, aquela que neste momento em que está lendo este artigo sem estrutura alguma está pensando na mesma coisa que eu enquanto o escrevo. O quanto faz falta não ter alguém nestes meses.
“Cobertor de orelha” sabe? Corpo quente pra se esquentar, pra fazer um peso sobre o nosso. Cozinhar juntos... abrir uma garrafa de Cabernet Chileno qualquer... acender a lareira pra ver um filme e comer o que se quer comer, enroscar as pernas quentes deitado embaixo do edredom rosto-a-rosto e ter preguiça para levantar e pegar o controle do DVD...
Sair para comer fondue, ir pra casa “dos parente” no interior comer polenta com galinha, tomar chimarrão com hortelã, se esquentar em volta do fogão a lenha, para mais tarde a noite, ler um livro enquanto escuto histórias do que se está lendo, jogar conversa fora, escutar com atenção o barulho do mato, trocar olhares de carinho, fazer cafuné, beijar bochecha gelada, rir do sotaque do tio velho, da tia velha chingando os primos... da meia furada que era a única que estava limpa.
Voltar para a capital, tomar banho junto, cheirar pescoço, enrolar toalha, contar do passado, contar do presente, contar do futuro. Correr para colocar a roupa que quiser colocar, xingar o outro por estar de pé no chão, calçar as pantufas, fazer um capuccino, beber da mesma caneca, beijar lábios quentes sentindo ponta do nariz frio... e mais uma vez ir para baixo do edredom se aconchegar bem agarradinho...
Acordar ao meio-dia se der vontade, acordar cedo se der vontade também. Almoçar qualquer coisa sem compromisso, e lagartear no sol de qualquer lugar, dizendo: “como tu estás bonita”, e ouvindo: “de onde mesmo que tu saiu...”?
Conversar horas no telefone, bater os papos mais furados que existem, dizer que precisa desligar 20 vezes antes de fazê-lo, e não estar nem ai pra tal conta que vai vir no final do mês. Sentir saudade, cheirar fronha perfumada, é se ver num dia e se agarrar feito louco quando se reencontra no outro.
É assistir filme velho e filme novo, ouvir musica velha e musica nova, tomar quentão bem quente enquanto cheira/beija novamente o pescoço de quem está sentado coladinho ao lado, com as pernas recolhidas, os joelhos altos e os pés encima do sofá, tentando puxar o último espacinho do cobertor velho aquele...
- “Amor, liga a estufa”? – Me dirias. E eu talvez respondesse, brincando: - “Ahh... to com preguiça... liga tu”, sendo que eu sempre acabaria ligando.
Tá muito na cara, né?
Eu to sim, sentindo falta. Mas não é de alguém, muito menos de alguém “em especial”...
To sentindo falta é de me apaixonar, coisa que não acontece faz um tempão.
De me apaixonar pela mocinha séria aquela, aquela mesma que tem vergonha, timidez e receio. Aquela que enquanto o tempo passa levando junto momentos que poderiam ser de felicidade verdadeira com alguém verdadeiro, sabe que as coisas podem mudar simplesmente se pequenas atitudes fossem tomadas.
E a dificuldade para tomar estas atitudes não é maior do que a que tenho no momento de tirar o computador do colo, levantar daqui e pegar um edredonzinho... mas me dá uma preguiça...
Inverno me apetece muito. Costumo dizer que nestes meses que circundam a metade da temporada eu sou muito mais feliz. Feliz, elegante, satisfeito, bem-humorado, disposto e até limpinho (isso claro, porque no inverno não costumo suar nem um pouquinho...).
Mas confesso: tem sempre algumas coisas que me fazem falta nesta estação que vem se anunciando assim... de mancinho.
Uma delas é de companhia. Não to falando qualquer companhia. To falando “daquela” companhia, aquela que neste momento em que está lendo este artigo sem estrutura alguma está pensando na mesma coisa que eu enquanto o escrevo. O quanto faz falta não ter alguém nestes meses.
“Cobertor de orelha” sabe? Corpo quente pra se esquentar, pra fazer um peso sobre o nosso. Cozinhar juntos... abrir uma garrafa de Cabernet Chileno qualquer... acender a lareira pra ver um filme e comer o que se quer comer, enroscar as pernas quentes deitado embaixo do edredom rosto-a-rosto e ter preguiça para levantar e pegar o controle do DVD...
Sair para comer fondue, ir pra casa “dos parente” no interior comer polenta com galinha, tomar chimarrão com hortelã, se esquentar em volta do fogão a lenha, para mais tarde a noite, ler um livro enquanto escuto histórias do que se está lendo, jogar conversa fora, escutar com atenção o barulho do mato, trocar olhares de carinho, fazer cafuné, beijar bochecha gelada, rir do sotaque do tio velho, da tia velha chingando os primos... da meia furada que era a única que estava limpa.
Voltar para a capital, tomar banho junto, cheirar pescoço, enrolar toalha, contar do passado, contar do presente, contar do futuro. Correr para colocar a roupa que quiser colocar, xingar o outro por estar de pé no chão, calçar as pantufas, fazer um capuccino, beber da mesma caneca, beijar lábios quentes sentindo ponta do nariz frio... e mais uma vez ir para baixo do edredom se aconchegar bem agarradinho...
Acordar ao meio-dia se der vontade, acordar cedo se der vontade também. Almoçar qualquer coisa sem compromisso, e lagartear no sol de qualquer lugar, dizendo: “como tu estás bonita”, e ouvindo: “de onde mesmo que tu saiu...”?
Conversar horas no telefone, bater os papos mais furados que existem, dizer que precisa desligar 20 vezes antes de fazê-lo, e não estar nem ai pra tal conta que vai vir no final do mês. Sentir saudade, cheirar fronha perfumada, é se ver num dia e se agarrar feito louco quando se reencontra no outro.
É assistir filme velho e filme novo, ouvir musica velha e musica nova, tomar quentão bem quente enquanto cheira/beija novamente o pescoço de quem está sentado coladinho ao lado, com as pernas recolhidas, os joelhos altos e os pés encima do sofá, tentando puxar o último espacinho do cobertor velho aquele...
- “Amor, liga a estufa”? – Me dirias. E eu talvez respondesse, brincando: - “Ahh... to com preguiça... liga tu”, sendo que eu sempre acabaria ligando.
Tá muito na cara, né?
Eu to sim, sentindo falta. Mas não é de alguém, muito menos de alguém “em especial”...
To sentindo falta é de me apaixonar, coisa que não acontece faz um tempão.
De me apaixonar pela mocinha séria aquela, aquela mesma que tem vergonha, timidez e receio. Aquela que enquanto o tempo passa levando junto momentos que poderiam ser de felicidade verdadeira com alguém verdadeiro, sabe que as coisas podem mudar simplesmente se pequenas atitudes fossem tomadas.
E a dificuldade para tomar estas atitudes não é maior do que a que tenho no momento de tirar o computador do colo, levantar daqui e pegar um edredonzinho... mas me dá uma preguiça...
domingo, 13 de abril de 2008
Juramento Nupcial
To em casa neste domingo à noite, assistindo ao concurso de Miss Brasil na Band. Impressionado claro pela beleza da mulher brasileira. Uma beleza que não diz respeito a etnias, raças ou sotaques. Mas não é sobre isto que eu quero comentar...
É sobre algo que escutei hoje durante o dia, num filme: “prometo amar-te e respeitar-te até que a morte nos separe”.
É, foi num filme que eu escutei isto, e foi através dele que pensei nas conseqüências que esta promessa reboca.
Será que alguém já pensou na seriedade disto? Leia a sentença novamente.
Prometer amar? Isso é possível? Será que dá? Não sei.
Vou tentar chegar a algo aqui: acho que esta frase deveria ser levemente alterada. Substitua o “prometo amar-te” por “prometo continuar amando-te”. Não fica melhor?
Sim, ficaria sim. Até porque entendo que casar hoje em dia é algo muito mais sério do que para as nossas gerações antepassadas. Hoje em dia casar não é assim não. É algo que deveria ser feito apenas após muitos pré-requisitos adquiridos, muitos perrengues passados, muito sexo feito, muitas conquistas atingidas. Amar incondicionalmente teria que ser algo natural, algo que já ocorre a muito tempo. Não deveria de maneira nenhuma vir através de uma promessa, mas sim ser reafirmado através desta frase.
De mesmo modo o respeito. Entendo que também deveria ser algo natural. No meu caso particular eu não tolero pessoa que não sabe ter respeito com os outros, imagina comigo então...
Respeito a gente conquista, a gente deixa claro que é imprescindível, que é algo que tem de existir em todos os momentos, para tudo e para todos. Não dá pra ficar cobrando toda hora... ainda mais prometendo que vai haver, como neste caso. Promessas de respeito nunca dão certo em discussões de relacionamento, imagina no ato do casamento.
Ai vem a pior parte da promessa feita: aquela que diz que tudo tem de ser até que a morte de um dos cônjuges aconteça.
Deves estar pensando que vou questionar o fato de na maioria das vezes o amor e o respeito acabar muito antes disso. Muito pelo contrario: será que eles acabam quando a morte separa um casal? Tenho certeza que não. Arrisco a dizer que são justamente estes dois aspectos que não deixam uma pareja se separar, mesmo após a morte de um dos envolvidos. Mas enfim...
Existem certas tradições que deveriam ser levemente mudadas. E este juramento acredito que deveria ser adaptado para os tempos atuais. Já está mais do que na hora estas promessas evoluírem para reafirmações (confirmações).
A tradicional beleza das misses é que nunca deveria mudar. Esta tradição eu já acho que deveria ser mantida...
Até porque to apaixonado pela Miss Ceará... para essa eu prometia amor e respeito com toda certeza...
Ops... desculpe...!
É sobre algo que escutei hoje durante o dia, num filme: “prometo amar-te e respeitar-te até que a morte nos separe”.
É, foi num filme que eu escutei isto, e foi através dele que pensei nas conseqüências que esta promessa reboca.
Será que alguém já pensou na seriedade disto? Leia a sentença novamente.
Prometer amar? Isso é possível? Será que dá? Não sei.
Vou tentar chegar a algo aqui: acho que esta frase deveria ser levemente alterada. Substitua o “prometo amar-te” por “prometo continuar amando-te”. Não fica melhor?
Sim, ficaria sim. Até porque entendo que casar hoje em dia é algo muito mais sério do que para as nossas gerações antepassadas. Hoje em dia casar não é assim não. É algo que deveria ser feito apenas após muitos pré-requisitos adquiridos, muitos perrengues passados, muito sexo feito, muitas conquistas atingidas. Amar incondicionalmente teria que ser algo natural, algo que já ocorre a muito tempo. Não deveria de maneira nenhuma vir através de uma promessa, mas sim ser reafirmado através desta frase.
De mesmo modo o respeito. Entendo que também deveria ser algo natural. No meu caso particular eu não tolero pessoa que não sabe ter respeito com os outros, imagina comigo então...
Respeito a gente conquista, a gente deixa claro que é imprescindível, que é algo que tem de existir em todos os momentos, para tudo e para todos. Não dá pra ficar cobrando toda hora... ainda mais prometendo que vai haver, como neste caso. Promessas de respeito nunca dão certo em discussões de relacionamento, imagina no ato do casamento.
Ai vem a pior parte da promessa feita: aquela que diz que tudo tem de ser até que a morte de um dos cônjuges aconteça.
Deves estar pensando que vou questionar o fato de na maioria das vezes o amor e o respeito acabar muito antes disso. Muito pelo contrario: será que eles acabam quando a morte separa um casal? Tenho certeza que não. Arrisco a dizer que são justamente estes dois aspectos que não deixam uma pareja se separar, mesmo após a morte de um dos envolvidos. Mas enfim...
Existem certas tradições que deveriam ser levemente mudadas. E este juramento acredito que deveria ser adaptado para os tempos atuais. Já está mais do que na hora estas promessas evoluírem para reafirmações (confirmações).
A tradicional beleza das misses é que nunca deveria mudar. Esta tradição eu já acho que deveria ser mantida...
Até porque to apaixonado pela Miss Ceará... para essa eu prometia amor e respeito com toda certeza...
Ops... desculpe...!
Scarpins...



Sapatos são algo que me despertam os mais profundos interesses. Principalmente sapatos femininos. Channel, Mule, Peep Toes... mas principalmente:
Scarpins...
Admito agora... o que deixei para trás no último post... o meu maior defeito...
... é a mais sincera e forte TARA que tenho por pés femininos... de preferência delicadamente e sensualmente calçados por Scarpins...
Sensuais, muito sensuais. É o que há de mais sensual para os pés femininos e para minha mente, em todos os momentos. Viajo longe quando vejo pés em bicos finos e saltos altos. Mas não se assustem... não há nada de maligno nisto.
É que saltos altos me atraem. É muito interessante como ocorre: imagine um ambiente lotadíssimo, onde há tantas pessoas que mesmo as que estão lado a lado não se notam. Se houver um par de Scarpins neste ambiente podes ter certeza que meu olhar estará colado a ele de tal maneira que nada mais em minha volta existirá. Eles me sugam a atenção de tanto que me perseguem. Chega a ser algo que encabula, tanto a mim, quanto a moça que eventualmente está calçando-os.
Digamos que se eu fosse legislador, transformaria o uso de Scarpins em lei, em regra, em uma obrigação. Mulher alguma poderia sair de casa sem eles. Principalmente se suas panturrilhas estivessem à mostra.
Scarpins...
Admito agora... o que deixei para trás no último post... o meu maior defeito...
... é a mais sincera e forte TARA que tenho por pés femininos... de preferência delicadamente e sensualmente calçados por Scarpins...
Sensuais, muito sensuais. É o que há de mais sensual para os pés femininos e para minha mente, em todos os momentos. Viajo longe quando vejo pés em bicos finos e saltos altos. Mas não se assustem... não há nada de maligno nisto.
É que saltos altos me atraem. É muito interessante como ocorre: imagine um ambiente lotadíssimo, onde há tantas pessoas que mesmo as que estão lado a lado não se notam. Se houver um par de Scarpins neste ambiente podes ter certeza que meu olhar estará colado a ele de tal maneira que nada mais em minha volta existirá. Eles me sugam a atenção de tanto que me perseguem. Chega a ser algo que encabula, tanto a mim, quanto a moça que eventualmente está calçando-os.
Digamos que se eu fosse legislador, transformaria o uso de Scarpins em lei, em regra, em uma obrigação. Mulher alguma poderia sair de casa sem eles. Principalmente se suas panturrilhas estivessem à mostra.
Para completar o raciocínio:
Como para qualquer ser humano do gênero masculino, a beleza feminina importa sim. Mas no meu caso a beleza esta associada principalmente à postura feminina. A preocupação, a elegância, a higiene, os detalhes, a criatividade e um certo toque de devoção aos modismos são essenciais, não adianta. Scarpins são parte deste modismo (talvez momentâneo)? São sim...
Graças a Deus são...
E tomara que durem durante várias estações... ai minhas imaginações e as visões de pés femininos que me trazem tanto prazer vão continuar existindo... diariamente.
Como para qualquer ser humano do gênero masculino, a beleza feminina importa sim. Mas no meu caso a beleza esta associada principalmente à postura feminina. A preocupação, a elegância, a higiene, os detalhes, a criatividade e um certo toque de devoção aos modismos são essenciais, não adianta. Scarpins são parte deste modismo (talvez momentâneo)? São sim...
Graças a Deus são...
E tomara que durem durante várias estações... ai minhas imaginações e as visões de pés femininos que me trazem tanto prazer vão continuar existindo... diariamente.
domingo, 6 de abril de 2008
Meus defeitos...
Depois do último post no domingo, algumas pessoas me perguntaram qual eram os meus defeitos... dizendo que não era justo falar de perfeição sem falar dos erros humanos, principalmente aqueles que saltam muito mais aos olhos femininos.
Nossa... vê se isso tem cabimento. Revelar meus defeitos aqui...
Mas tá bom. Me convenceram a contento (cobrei algo em troca, óbvio). Vou fazer isso.
Mas vejam bem, o conteúdo deste post não deve ser levado como definitivo ou tão sério assim. Defeitos simples são defeitos simples... desvios de caráter são outra coisa.
Primeiro: Tenho mania de fazer “Air-Guitar” sempre que qualquer música está tocando, em qualquer lugar que seja. Sério. Tenho este terrível hábito, parece até que não sei escutar musica sem imaginar que estou tocando guitarra, baixo... e até bateria.
Agora imagine a situação do Rafaelzinho aqui estar dentro do trem sentado tocando solos de bateria a-la-John Bonham...
Segundo: Eu fumo sim. É anti-ético, anti-sociável e completamente démodé, mas eu ainda faço isso. Uns 3 cigarros por dia só (se é que isso é desculpa...), é pouquíssimo mas ainda fumo. E o pior...
Fumo porque gosto...
Terceiro: Eu gosto muito de futebol. Sou um inveterado amante do que acontece no gramado, gosto tanto de jogar quanto de assistir (seja pela televisão, seja no estádio). As tão femininamente odiadas peladas semanais eu participava sempre, menos agora estou trabalhando feito burro de carga. Mas enfim... nunca abro mão deste direito.
Quarto: Adoro música sertaneja. Amo de paixão. Já falei sobre isto por aqui, não tenho preconceitos musicais. Portanto...
... não é raro me ver cantando rancheiras por ai.
Quinto: Eu não sou amante da literatura. Alias, digamos que se as livrarias dependessem de mim pra pagar as contas... já viu né. Leio apenas o que faz parte das minhas áreas profissionais, e olhe lá (mas eu não sou bitolado tá? Não ler grandes autores não quer dizer que sou alienado... tente puxar qualquer assunto do mundo das letras comigo pra ver).
Enfim, se a literatura fosse o dia eu seria a noite... entendes?
Sexto: Adoro filosofar. Quem acompanha este ínfimo blog sabe disso. Filosofia barata, aquela que a gente pratica no boteco, é muito prazerosa, vai dizer que não? Quem filosofa de graça tem mania de ser o analista grátis dos outros... pois é. Eu sou este dai.
Sétimo: Cerveja. Minha paixão de finais de semana... não abro mão. Principalmente junto da minha família...
Oitavo: Não tenho orkut. E nem vou ter.
Nono: Não gosto de mulheres vulgares, tanto em atitudes ligadas a sexualidade ou não. Não consigo nem me sentir atraído por elas...
Décimo: Sou um homem educadíssimo sim, obrigado. Não me dou bem com quem não é, isto é fato. Quer me ver feliz? Seja educada comigo.
Décimo primeiro: Sou romântico. Romântico a ponto de ser devagar nas artes da conquista. Isto porque gosto da fase pré-envolvimento. Vai dizer que não é boa aquela saudadezinha que dá daquela pessoinha especial que faz duas semanas que tu estas trocando telefonemas e mensagens...
Décimo segundo (e último, senão daqui a pouco ninguém mais vai me querer): Durmo em cama de solteiro sim, e o pior para alguns(mas), na casa dos meus pais. Mas eu não saio sozinho daqui pra passar perrengue... só quando eu tiver condições para manter meus padrões.
Só se for com alguém que eu venha a amar muito... ai sim passo todos os perrengues do mundo...
Nossa... vê se isso tem cabimento. Revelar meus defeitos aqui...
Mas tá bom. Me convenceram a contento (cobrei algo em troca, óbvio). Vou fazer isso.
Mas vejam bem, o conteúdo deste post não deve ser levado como definitivo ou tão sério assim. Defeitos simples são defeitos simples... desvios de caráter são outra coisa.
Primeiro: Tenho mania de fazer “Air-Guitar” sempre que qualquer música está tocando, em qualquer lugar que seja. Sério. Tenho este terrível hábito, parece até que não sei escutar musica sem imaginar que estou tocando guitarra, baixo... e até bateria.
Agora imagine a situação do Rafaelzinho aqui estar dentro do trem sentado tocando solos de bateria a-la-John Bonham...
Segundo: Eu fumo sim. É anti-ético, anti-sociável e completamente démodé, mas eu ainda faço isso. Uns 3 cigarros por dia só (se é que isso é desculpa...), é pouquíssimo mas ainda fumo. E o pior...
Fumo porque gosto...
Terceiro: Eu gosto muito de futebol. Sou um inveterado amante do que acontece no gramado, gosto tanto de jogar quanto de assistir (seja pela televisão, seja no estádio). As tão femininamente odiadas peladas semanais eu participava sempre, menos agora estou trabalhando feito burro de carga. Mas enfim... nunca abro mão deste direito.
Quarto: Adoro música sertaneja. Amo de paixão. Já falei sobre isto por aqui, não tenho preconceitos musicais. Portanto...
... não é raro me ver cantando rancheiras por ai.
Quinto: Eu não sou amante da literatura. Alias, digamos que se as livrarias dependessem de mim pra pagar as contas... já viu né. Leio apenas o que faz parte das minhas áreas profissionais, e olhe lá (mas eu não sou bitolado tá? Não ler grandes autores não quer dizer que sou alienado... tente puxar qualquer assunto do mundo das letras comigo pra ver).
Enfim, se a literatura fosse o dia eu seria a noite... entendes?
Sexto: Adoro filosofar. Quem acompanha este ínfimo blog sabe disso. Filosofia barata, aquela que a gente pratica no boteco, é muito prazerosa, vai dizer que não? Quem filosofa de graça tem mania de ser o analista grátis dos outros... pois é. Eu sou este dai.
Sétimo: Cerveja. Minha paixão de finais de semana... não abro mão. Principalmente junto da minha família...
Oitavo: Não tenho orkut. E nem vou ter.
Nono: Não gosto de mulheres vulgares, tanto em atitudes ligadas a sexualidade ou não. Não consigo nem me sentir atraído por elas...
Décimo: Sou um homem educadíssimo sim, obrigado. Não me dou bem com quem não é, isto é fato. Quer me ver feliz? Seja educada comigo.
Décimo primeiro: Sou romântico. Romântico a ponto de ser devagar nas artes da conquista. Isto porque gosto da fase pré-envolvimento. Vai dizer que não é boa aquela saudadezinha que dá daquela pessoinha especial que faz duas semanas que tu estas trocando telefonemas e mensagens...
Décimo segundo (e último, senão daqui a pouco ninguém mais vai me querer): Durmo em cama de solteiro sim, e o pior para alguns(mas), na casa dos meus pais. Mas eu não saio sozinho daqui pra passar perrengue... só quando eu tiver condições para manter meus padrões.
Só se for com alguém que eu venha a amar muito... ai sim passo todos os perrengues do mundo...
domingo, 30 de março de 2008
Homem perfeito...
To ficando indignado. Segundo informações de terceiras (mulheres), sou o homem heterossexual perfeito, tirando um defeito básico (que claro, não vou revelar assim tão de bom grado). Óbvio que tenho certeza que perfeição não existe, e muito menos em forma da minha pessoa. Mas tá bom, entendo que para a maioria de nós (inclusive eu) achar a pessoa perfeita é uma meta, ou algo que é compulsoriamente necessário para o alcance da felicidade, mas no caso do famigerado “príncipe encantado”, eu tenho algo a dizer, um singelo recado para a mulherada.
E como todo homem perfeito gosta de poesia (deixem a crítica da qualidade da mesma dentro da gaveta, não tenho compromisso algum com isso), resolvi dar este tal recado em forma de uma.
Ai está:
“O homem perfeito é bonito
lindo com seus mistérios
é belo quando está rindo
e o seu sorriso é o mais belo
Este homem perfeito é bom
tem trejeito carinhoso
quando fala em meio (meigo) tom
em sua companheira causa um arrepio gostoso
O homem perfeito é fino, magro e gordo
é solícito, nunca infiel
compreensivo, tem a graça de um guri
e tem a doçura de um favo de mel
Masculinos perfeitos adoram dar flores
brancas, amarelas e rosas vermelhas
a uma velha senhora formosa
ou a uma jovem e bela guerreira
O homem perfeito tem energia
É sobre humano, nunca se cansa,
cozinha bem, serve a mesa, lava a louça
e ainda gosta muito de criança
O homem perfeito não gosta nem joga futebol
é sensível as grandes artes
gosta de dança e ballet
e nunca haverá de magoar-te
Para encerrar a preceito
estes versos que alinhei:
se existe um homem perfeito…
... e o filho da puta ...
só pode ser gay”.
Recado dado.
E como todo homem perfeito gosta de poesia (deixem a crítica da qualidade da mesma dentro da gaveta, não tenho compromisso algum com isso), resolvi dar este tal recado em forma de uma.
Ai está:
“O homem perfeito é bonito
lindo com seus mistérios
é belo quando está rindo
e o seu sorriso é o mais belo
Este homem perfeito é bom
tem trejeito carinhoso
quando fala em meio (meigo) tom
em sua companheira causa um arrepio gostoso
O homem perfeito é fino, magro e gordo
é solícito, nunca infiel
compreensivo, tem a graça de um guri
e tem a doçura de um favo de mel
Masculinos perfeitos adoram dar flores
brancas, amarelas e rosas vermelhas
a uma velha senhora formosa
ou a uma jovem e bela guerreira
O homem perfeito tem energia
É sobre humano, nunca se cansa,
cozinha bem, serve a mesa, lava a louça
e ainda gosta muito de criança
O homem perfeito não gosta nem joga futebol
é sensível as grandes artes
gosta de dança e ballet
e nunca haverá de magoar-te
Para encerrar a preceito
estes versos que alinhei:
se existe um homem perfeito…
... e o filho da puta ...
só pode ser gay”.
Recado dado.
Mexa-se... tome uma atitude.
Pense em música. Pense também nos músicos. O que mais atrai a atenção dos fãs?
Um riff diferente de guitarra, uma linha de baixo que não dá pra entender de que tipo de viagem saiu, bateria sem erros, vocais barítonos...? Não.
Se Elvis estivesse vivo, daria pra pensar melhor assistindo suas apresentações nos autos dos seus setenta e muitos. Rebolado? Roupas extravagantes? Costeletas enormes e gordurosas? Não também.
Tudo faz parte de um pacote...
Atitude. Isto é o que realmente merece atenção. E este é o tema do meu pequeno recado de hoje.
Tal qual Ramones e suas pernas abertas, Demônios da Garoa e sua linguagem de gueto, Gonzaguinha e o ponto certo, Chico e a Nação Zumbi e seu batuque lamacento, o que é diferente atrai, e o que atrai faz sucesso.
Quer que as coisas mudem? Não esta satisfeito(a) com o marasmo, a rotina, a solidão, as noites vazias e a insatisfação pessoal? As pessoas só te magoam? Tome uma atitude. Torne-se atraente.
Basta isto. Atitude mesmo, ela tem o poder de tornar-te um imã. Simples.
Gosta da minininha aquela? Ela nem sabe disso? O que falta pra algo acontecer? Tome uma atitude.
Não agüenta mais a solidão? Ta ficando louco(a) com a programação da tv na madrugada? Tome uma atitude.
Faça diferente do que sempre fez. Tente algo novo. Fale o que pensa. Diga que gosta. Mude de uma vez o que não esta dando certo.
Podes não conquistar o mundo como o Rei do Rock, aquele que tinha a pélvis frouxa...
Mas que a vida vai mudar... isso sim...
Um riff diferente de guitarra, uma linha de baixo que não dá pra entender de que tipo de viagem saiu, bateria sem erros, vocais barítonos...? Não.
Se Elvis estivesse vivo, daria pra pensar melhor assistindo suas apresentações nos autos dos seus setenta e muitos. Rebolado? Roupas extravagantes? Costeletas enormes e gordurosas? Não também.
Tudo faz parte de um pacote...
Atitude. Isto é o que realmente merece atenção. E este é o tema do meu pequeno recado de hoje.
Tal qual Ramones e suas pernas abertas, Demônios da Garoa e sua linguagem de gueto, Gonzaguinha e o ponto certo, Chico e a Nação Zumbi e seu batuque lamacento, o que é diferente atrai, e o que atrai faz sucesso.
Quer que as coisas mudem? Não esta satisfeito(a) com o marasmo, a rotina, a solidão, as noites vazias e a insatisfação pessoal? As pessoas só te magoam? Tome uma atitude. Torne-se atraente.
Basta isto. Atitude mesmo, ela tem o poder de tornar-te um imã. Simples.
Gosta da minininha aquela? Ela nem sabe disso? O que falta pra algo acontecer? Tome uma atitude.
Não agüenta mais a solidão? Ta ficando louco(a) com a programação da tv na madrugada? Tome uma atitude.
Faça diferente do que sempre fez. Tente algo novo. Fale o que pensa. Diga que gosta. Mude de uma vez o que não esta dando certo.
Podes não conquistar o mundo como o Rei do Rock, aquele que tinha a pélvis frouxa...
Mas que a vida vai mudar... isso sim...
sábado, 22 de março de 2008
Rotular pessoas...
Escutei hoje um termo que pode parecer comum, mas que odeio que digam sobre mim:
- “Tu és super romântico! Que querido”!
Quem diabos me colocou este rótulo na minha testa?
Mas enfim, filosofando de maneira muito barata, temos que ter noção claro, de que fazemos parte de uma sociedade habitada por indivíduos, que tem poderes de influenciar a sua vida e as dos outros. Esta complexidade toda faz com que reajamos positiva ou negativamente aos nossos próprios hábitos, um deles é a tal rotulação. E eu reagi mal no momento.
A gente tem mania de rotular as coisas, as situações, as pessoas. Alguém que não tem o nosso tempo de raciocínio facilmente vira retardado, deficiente físico é incapacitado, crentes, ricos, pobres, feios, bonitos, bêbados, drogados, homossexuais, prostitutas, negros, fracassados, bandidos, falcatruas, românticos, fúteis, vagabundas e tantos outros rótulos horríveis que costumamos usar de maneira pejorativa ou não.
É ruim rotular? Claro que é. Esquecemos sempre que rótulos atingem pessoas que amam, odeiam, choram e riem.
Não há clemência no rótulo, ele é frio, estático.
Lembremos também, que todo ser humano prejulga, faz parte da sua natureza.
Quer a prova real? Por acaso já pensaste: “Não vou com a cara daquele sujeito mesmo sem conhecê-lo...” ou “Quem usa camisa rosa é bicha”, ou ainda “Não vou me envolver com ele/ela porque é meu subordinado”, ou a famigerada “Homem/mulher é tudo igual”? Hum...
Impressões a gente tira sempre, não adianta dizer que não. Quantas vezes deixou de te envolver com alguém porque achava que ele/ela era muito romântico(a)? Porque achava que não era confiável? É mais fácil achar/rotular e eliminar possibilidades logo de cara... acreditamos sempre no que queremos acreditar.
Falta mansidão, falta compreensão, falta vontade de arriscar só para conhecer alguém novo (não precisa se envolver).
A maneira de se vestir, de falar, de tratar os outros indica muita coisa? Sim. Mas o íntimo da pessoa... fica explicitado? Não.
Os estereótipos crescem juntamente com os preconceitos. E a coisa funciona assim: Quem rotula age com preconceito, e quem age com preconceito tem preguiça. Preguiça de pensar, de conhecer.
Rotulamos pessoas da mesma maneira que rotulamos filmes, livros, revistas, artigos, garrafas de bebida, musica...
Devemos parar? Sim e não. Ai vai de cada um. Até porque devemos também sempre lembrar que o rótulo é uma maneira de defesa também.
Contudo... almas gêmeas que têm muito em comum podem estar perdidas no mar de preconceitos...
... se eu sou romantico?
Claro que sim. E me orgulho disso... só não gosto que falem...
- “Tu és super romântico! Que querido”!
Quem diabos me colocou este rótulo na minha testa?
Mas enfim, filosofando de maneira muito barata, temos que ter noção claro, de que fazemos parte de uma sociedade habitada por indivíduos, que tem poderes de influenciar a sua vida e as dos outros. Esta complexidade toda faz com que reajamos positiva ou negativamente aos nossos próprios hábitos, um deles é a tal rotulação. E eu reagi mal no momento.
A gente tem mania de rotular as coisas, as situações, as pessoas. Alguém que não tem o nosso tempo de raciocínio facilmente vira retardado, deficiente físico é incapacitado, crentes, ricos, pobres, feios, bonitos, bêbados, drogados, homossexuais, prostitutas, negros, fracassados, bandidos, falcatruas, românticos, fúteis, vagabundas e tantos outros rótulos horríveis que costumamos usar de maneira pejorativa ou não.
É ruim rotular? Claro que é. Esquecemos sempre que rótulos atingem pessoas que amam, odeiam, choram e riem.
Não há clemência no rótulo, ele é frio, estático.
Lembremos também, que todo ser humano prejulga, faz parte da sua natureza.
Quer a prova real? Por acaso já pensaste: “Não vou com a cara daquele sujeito mesmo sem conhecê-lo...” ou “Quem usa camisa rosa é bicha”, ou ainda “Não vou me envolver com ele/ela porque é meu subordinado”, ou a famigerada “Homem/mulher é tudo igual”? Hum...
Impressões a gente tira sempre, não adianta dizer que não. Quantas vezes deixou de te envolver com alguém porque achava que ele/ela era muito romântico(a)? Porque achava que não era confiável? É mais fácil achar/rotular e eliminar possibilidades logo de cara... acreditamos sempre no que queremos acreditar.
Falta mansidão, falta compreensão, falta vontade de arriscar só para conhecer alguém novo (não precisa se envolver).
A maneira de se vestir, de falar, de tratar os outros indica muita coisa? Sim. Mas o íntimo da pessoa... fica explicitado? Não.
Os estereótipos crescem juntamente com os preconceitos. E a coisa funciona assim: Quem rotula age com preconceito, e quem age com preconceito tem preguiça. Preguiça de pensar, de conhecer.
Rotulamos pessoas da mesma maneira que rotulamos filmes, livros, revistas, artigos, garrafas de bebida, musica...
Devemos parar? Sim e não. Ai vai de cada um. Até porque devemos também sempre lembrar que o rótulo é uma maneira de defesa também.
Contudo... almas gêmeas que têm muito em comum podem estar perdidas no mar de preconceitos...
... se eu sou romantico?
Claro que sim. E me orgulho disso... só não gosto que falem...
sábado, 8 de março de 2008
Melhor SHOW da minha vida...
terça-feira, 4 de março de 2008
Estar bem
A vida passa, o tempo passa, os cabelos caem e a barriga cresce. E o meu blog continua sem atualização... mas enfim, estou aqui nesta única noite livre da semana justamente para isto...
Por falar no tempo que passa, e na vida que segue, como é bom constatar que as pessoas que gostamos estão bem. Sempre me sinto satisfeito.
Mas... que é estar bem...?
Estar bem é ser, e não só ter. É saber, e não apenas sentir. É tomar o baque e levantar, é proporcionar orgulho e ao mesmo tempo toma-lo para si...
Estar bem é ter o dia inteiro cheio e sentir-se satisfeito por isto. É acordar antes de o sol nascer... e achar o amanhecer lindo. É apaixonar-se por um cachorro com cara de pidão, um copo de café fresquinho e um sorriso sincero de criança. É assistir um filme pela enésima vez, e achar detalhes nunca antes vistos. É sentir prazer em meio ao cansaço, cantar a plenos pulmões e falar palavrão com toda vontade. É lembrar do passado, perceber o presente e avaliar o futuro.
Estar bem é passar a mão no rosto de quem se gosta, é fazer um carinho e sentir a palma da mão afagada. É apreciar uma paisagem, nem que seja a que se vê pelas janelas todos os dias. É desejar bom dia com gosto, dar boa tarde a quem não se viu ainda e ao invés de desejar boa noite... dizer “até logo...”.
É apertar a mão com força, três beijinhos para casar, dar tapas nas costas de quem se considera e no alto peito de quem se respeita. É respeitar, e o melhor de tudo, sentir-se respeitado.
É comer porcaria sem culpa e beber sem medo da volta. É saborear o feijão da mãe, o churrasco do pai e as piadas dos cunhados. É sentir bebe chutando, e permirtir-se, permirtir-se sentir emocionado...
“Vento negro campo afora” junto com “nicotina nicotina tá no meu pulmão”. É dançar sem saber, não sentir inveja de quem sabe e rir, rir com gosto. É ver a bola picando e chutar com força, e ao mesmo tempo não ter compromisso com a resposta final. É parar de perna aberta e peito estufado. É assistir Big Brother, ler revista de fofoca e comentar sem medo. É saber que homens descomprometidos são fáceis de se admirar, portanto sentir inveja é natural, mas também é saber que a capacidade de se comprometer que faz de um homem um nobre. E chegar ao ponto onde damos valor as coisas certas...
É ter disciplina sem se queixar, é ser o mesmo sem se cobrar, é ser livre respondendo e de maneira nenhuma sentir saudade.
Retroceder nunca, render-se jamais.
É rezar sem se sentir otário, é pedir benção e ser atendido, e desejar um dia... um dia...
Ter a capacidade de orar sinceramente para que, um pingo de nossa felicidade possa alcançar aqueles que nos fizeram mal...
Por falar no tempo que passa, e na vida que segue, como é bom constatar que as pessoas que gostamos estão bem. Sempre me sinto satisfeito.
Mas... que é estar bem...?
Estar bem é ser, e não só ter. É saber, e não apenas sentir. É tomar o baque e levantar, é proporcionar orgulho e ao mesmo tempo toma-lo para si...
Estar bem é ter o dia inteiro cheio e sentir-se satisfeito por isto. É acordar antes de o sol nascer... e achar o amanhecer lindo. É apaixonar-se por um cachorro com cara de pidão, um copo de café fresquinho e um sorriso sincero de criança. É assistir um filme pela enésima vez, e achar detalhes nunca antes vistos. É sentir prazer em meio ao cansaço, cantar a plenos pulmões e falar palavrão com toda vontade. É lembrar do passado, perceber o presente e avaliar o futuro.
Estar bem é passar a mão no rosto de quem se gosta, é fazer um carinho e sentir a palma da mão afagada. É apreciar uma paisagem, nem que seja a que se vê pelas janelas todos os dias. É desejar bom dia com gosto, dar boa tarde a quem não se viu ainda e ao invés de desejar boa noite... dizer “até logo...”.
É apertar a mão com força, três beijinhos para casar, dar tapas nas costas de quem se considera e no alto peito de quem se respeita. É respeitar, e o melhor de tudo, sentir-se respeitado.
É comer porcaria sem culpa e beber sem medo da volta. É saborear o feijão da mãe, o churrasco do pai e as piadas dos cunhados. É sentir bebe chutando, e permirtir-se, permirtir-se sentir emocionado...
“Vento negro campo afora” junto com “nicotina nicotina tá no meu pulmão”. É dançar sem saber, não sentir inveja de quem sabe e rir, rir com gosto. É ver a bola picando e chutar com força, e ao mesmo tempo não ter compromisso com a resposta final. É parar de perna aberta e peito estufado. É assistir Big Brother, ler revista de fofoca e comentar sem medo. É saber que homens descomprometidos são fáceis de se admirar, portanto sentir inveja é natural, mas também é saber que a capacidade de se comprometer que faz de um homem um nobre. E chegar ao ponto onde damos valor as coisas certas...
É ter disciplina sem se queixar, é ser o mesmo sem se cobrar, é ser livre respondendo e de maneira nenhuma sentir saudade.
Retroceder nunca, render-se jamais.
É rezar sem se sentir otário, é pedir benção e ser atendido, e desejar um dia... um dia...
Ter a capacidade de orar sinceramente para que, um pingo de nossa felicidade possa alcançar aqueles que nos fizeram mal...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Explicações
Antes de tudo, sinto que devo algumas explicações aos meus poucos leitores:
O meu afastamento deste blog se deve única e exclusivamente a minha total e completa falta de tempo. Iniciei agora faz duas semanas num estagiozinho (que sinceramente considero como um segundo emprego, tamanha as responsabilidades que tenho) na Secretaria da Habitação do governo do Estado. Pois então... 6 horas no estágio, mais umas 4 horas no meu outro emprego (o de sempre, mas em versão “intensivão”, pois todo o serviço de dia inteiro tenho de cumprir neste parco espaço de tempo, esta foi a condição), sem horário de almoço, com caminhadas diárias (subo e desço a Borges quase que inteira todo santo dia, ida e volta), mais o trem lotado... dá umas 10 horas por dia de pura correria, canseira, mas muito conhecimento adquirido.
E isso que as aulas nem começaram ainda...
Enfim: To aprendendo um monte sobre outro monte de coisas que nem imaginava, e conhecendo muita gente interessante também, pessoas com outro nível de conhecimento e visão. Não tenho nem tempo e nem cabeça pra escrever... tá difícil.
Por hora apenas digo que vou me esforçar para atualizar isto daqui. Nem que tenha que forçar muito para escrever algo que preste. Algum texto bonitinho ou o que seja...
E claro:
Peço a compreensão de vocês...
O meu afastamento deste blog se deve única e exclusivamente a minha total e completa falta de tempo. Iniciei agora faz duas semanas num estagiozinho (que sinceramente considero como um segundo emprego, tamanha as responsabilidades que tenho) na Secretaria da Habitação do governo do Estado. Pois então... 6 horas no estágio, mais umas 4 horas no meu outro emprego (o de sempre, mas em versão “intensivão”, pois todo o serviço de dia inteiro tenho de cumprir neste parco espaço de tempo, esta foi a condição), sem horário de almoço, com caminhadas diárias (subo e desço a Borges quase que inteira todo santo dia, ida e volta), mais o trem lotado... dá umas 10 horas por dia de pura correria, canseira, mas muito conhecimento adquirido.
E isso que as aulas nem começaram ainda...
Enfim: To aprendendo um monte sobre outro monte de coisas que nem imaginava, e conhecendo muita gente interessante também, pessoas com outro nível de conhecimento e visão. Não tenho nem tempo e nem cabeça pra escrever... tá difícil.
Por hora apenas digo que vou me esforçar para atualizar isto daqui. Nem que tenha que forçar muito para escrever algo que preste. Algum texto bonitinho ou o que seja...
E claro:
Peço a compreensão de vocês...
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
A Bahia e seus encantos...
Visitei a Bahia neste final de ano. Passei minhas férias por lá. Mais especificamente em Porto Seguro, que todos dizem (com razão) que é um local mágico. Vale imensamente pelos passeios, pelos mergulhos e pelas belezas naturais. Aliás, a beleza natural que mais se destacou pra mim não foram os recifes, a maré, as praias, ou nem ao menos o clima. A beleza natural mais clara está no povo da Bahia...
“Figura” seria uma designação até injusta para designar um simples baiano. O calor e a simpatia do povo são evidentes logo na chegada, há uma incrível mistura de raças (brancos, negros, mulatos, índios...) e de crenças (candomblé e o catolicismo em geral).
Eles são alegres, festivos e trabalhadores, entusiasmados e como nós gaúchos, um povo que ama sua terra acima de qualquer outra. A simpatia, esta alegria e a força de trabalho desta gente, que ao mesmo tempo são espertos demais, criativos demais, cultos demais e inteligentes demais, contagia.
O estrangeiro/turista que chega a Bahia logo percebe que o povo baiano tem características diferentes das nossas, como a hospitalidade exarcebada, a vontade de trabalhar, e em contrapartida ao mesmo tempo uma baita falta de ambição (o baiano ambicioso foge da Bahia, foram eles mesmos que me disseram). Mas esta questão me parece que a maioria nem percebe. A vida deles é sofrida desde o nascimento, um menino começa a vender bugigangas na praia com 6 anos de idade e vai até os 80 se facilitar, vivendo quase na miséria pela vida inteira. Pode-se perceber, portanto, que esta carência de ambição é substituída pela característica de terem uma garra sem igual para o trabalho, que por vezes, transcende a expressão “de sol a sol”. Porto Seguro, por exemplo, é uma cidade de 140 mil habitantes, onde a criminalidade é praticamente zero (quem rouba é turista). Todos trabalham, se não há emprego, há milhares de vendedores na beira da praia, vendendo desde óculos, miçangas até os espetinhos de queijo (chega a ser chato dizer tanto não, incomoda).
Existem sentenças que se traduzem em realidade quando temos contato pessoal com este povo, uma delas é a que diz que a baianada realmente tem, digamos assim, “uma velocidade diferente” para se fazer as coisas, ou até mesmo para se levar a vida. Aqui cabe ressaltar que de maneira nenhuma a fama de preguiçoso procede, até porque a diferença não está na vontade ou na jornada/quantidade de trabalho (a deles chega a ser muito maior e árdua do que a nossa, com o agravante de se viver numa terra em que o sol literalmente castiga), mas sim na velocidade que as coisas acontecem. Esta sim, não há como negar, é bem mais devagar. Experimente ir a um restaurante e pedir uma bebida ao garçom por exemplo, ai tu me entenderás...
A outra característica é a que mais se ressalta: “o baiano não nasce, estréia”! Eles foram feitos para darem show. Desde o gari de rua, passando pela vendedora de capeta, o capitão do barco ou o deputado federal, todos eles têm o dom nato para o espetáculo. Eles não falam, cantam. Eles não conversam, explicam. Eles não vendem, agradam o cliente. Eles não reclamam, fazem questão de demonstrar que são emotivos, portanto choram quase copiosamente. Este último quesito então, é o que há de mais engraçado. Eles se sentem magoados fácil-fácil.
Resolvi certa noite, não comprar o ingresso de determinada festa das mãos de um cambista, ele para minha total surpresa, me indagou quase com lagrimas nos olhos: “Ô Sinhô não cónfio em mim”? Disse. Eu respondi que não era esta a questão, pois o balconista do hotel me fez um preço mais barato. Ele portanto, respondeu-me que para falar-lhe, a partir daquele momento, eu teria que pagá-lo um real por frase...
Se responderes um “não obrigado” de maneira mais incisiva para algum vendendor de praia, ele provavelmente vai fazer questão de deixar claro que magoou-se, respondendo com alguma frase que exponha desaprovação, como “sorria! Você está na Bahia!”, ou “tem que entrar no clima”, ou ainda “o sinhô ixtá ixtressado? Não me trate deste jeito não...”
Mas há algo que realmente, para nós estrangeiros em terras do descobrimento, muda demais. O tempero da comida e a qualidade da água...
Tente comer um acarajé pela manha, um camarão na beira da praia pelo meio dia e uma moqueca de peixe pela janta... ou tomar um copo da água da torneira...
Te garanto que o efeito é melhor que 3 comprimidos de Almeida Prado 46...
“Figura” seria uma designação até injusta para designar um simples baiano. O calor e a simpatia do povo são evidentes logo na chegada, há uma incrível mistura de raças (brancos, negros, mulatos, índios...) e de crenças (candomblé e o catolicismo em geral).
Eles são alegres, festivos e trabalhadores, entusiasmados e como nós gaúchos, um povo que ama sua terra acima de qualquer outra. A simpatia, esta alegria e a força de trabalho desta gente, que ao mesmo tempo são espertos demais, criativos demais, cultos demais e inteligentes demais, contagia.
O estrangeiro/turista que chega a Bahia logo percebe que o povo baiano tem características diferentes das nossas, como a hospitalidade exarcebada, a vontade de trabalhar, e em contrapartida ao mesmo tempo uma baita falta de ambição (o baiano ambicioso foge da Bahia, foram eles mesmos que me disseram). Mas esta questão me parece que a maioria nem percebe. A vida deles é sofrida desde o nascimento, um menino começa a vender bugigangas na praia com 6 anos de idade e vai até os 80 se facilitar, vivendo quase na miséria pela vida inteira. Pode-se perceber, portanto, que esta carência de ambição é substituída pela característica de terem uma garra sem igual para o trabalho, que por vezes, transcende a expressão “de sol a sol”. Porto Seguro, por exemplo, é uma cidade de 140 mil habitantes, onde a criminalidade é praticamente zero (quem rouba é turista). Todos trabalham, se não há emprego, há milhares de vendedores na beira da praia, vendendo desde óculos, miçangas até os espetinhos de queijo (chega a ser chato dizer tanto não, incomoda).
Existem sentenças que se traduzem em realidade quando temos contato pessoal com este povo, uma delas é a que diz que a baianada realmente tem, digamos assim, “uma velocidade diferente” para se fazer as coisas, ou até mesmo para se levar a vida. Aqui cabe ressaltar que de maneira nenhuma a fama de preguiçoso procede, até porque a diferença não está na vontade ou na jornada/quantidade de trabalho (a deles chega a ser muito maior e árdua do que a nossa, com o agravante de se viver numa terra em que o sol literalmente castiga), mas sim na velocidade que as coisas acontecem. Esta sim, não há como negar, é bem mais devagar. Experimente ir a um restaurante e pedir uma bebida ao garçom por exemplo, ai tu me entenderás...
A outra característica é a que mais se ressalta: “o baiano não nasce, estréia”! Eles foram feitos para darem show. Desde o gari de rua, passando pela vendedora de capeta, o capitão do barco ou o deputado federal, todos eles têm o dom nato para o espetáculo. Eles não falam, cantam. Eles não conversam, explicam. Eles não vendem, agradam o cliente. Eles não reclamam, fazem questão de demonstrar que são emotivos, portanto choram quase copiosamente. Este último quesito então, é o que há de mais engraçado. Eles se sentem magoados fácil-fácil.
Resolvi certa noite, não comprar o ingresso de determinada festa das mãos de um cambista, ele para minha total surpresa, me indagou quase com lagrimas nos olhos: “Ô Sinhô não cónfio em mim”? Disse. Eu respondi que não era esta a questão, pois o balconista do hotel me fez um preço mais barato. Ele portanto, respondeu-me que para falar-lhe, a partir daquele momento, eu teria que pagá-lo um real por frase...
Se responderes um “não obrigado” de maneira mais incisiva para algum vendendor de praia, ele provavelmente vai fazer questão de deixar claro que magoou-se, respondendo com alguma frase que exponha desaprovação, como “sorria! Você está na Bahia!”, ou “tem que entrar no clima”, ou ainda “o sinhô ixtá ixtressado? Não me trate deste jeito não...”
Mas há algo que realmente, para nós estrangeiros em terras do descobrimento, muda demais. O tempero da comida e a qualidade da água...
Tente comer um acarajé pela manha, um camarão na beira da praia pelo meio dia e uma moqueca de peixe pela janta... ou tomar um copo da água da torneira...
Te garanto que o efeito é melhor que 3 comprimidos de Almeida Prado 46...
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