quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Marcelo e suas dúvidas...

( Texto que define gostos e opiniões DO MARCELO. Não minhas. Todos sabem pra que time eu torço...)

- “Se tu fosses um super herói, qual deles seria?” – Perguntei para o Marcelo.
- “Sinceramente. Estou em dúvida. As vezes eu gostaria de ter os poderes do Batman, usar capa preta, andar de carrão a jato, motão e avião de guerra particular pra lá e pra cá, fascinar as mulheres com meus mistérios, ser um atleta perfeito, lutar bem, ter uma cinta que além de segurar as calças, tem mil e uma utilidades... mas se bem que esta história de ter um “super amiguinho” e usar pochete não rola...
- Quem então?
- Também já quis ser o Super Homem, poder voar por ai em velocidade super sônica sem ajuda de nenhum propulsor (inclusive para o espaço), força ilimitada, ter duas identidades (as vezes isto me seria muito útil), visão de raio-x (mais útil ainda...), ser repórter de um grande jornal, viver em uma grande metrópole, poder trocar de roupa tão rápido que ninguém veria, apagar memórias apenas com um beijo, poder tomar trago sem ficar bêbado... mas pensando bem, eu teria que andar por ai de cuequinha vermelha e também nunca ia poder me gabar dos meus super poderes pra nenhum parceiro tomando cerveja... chato...
- Esses dois não então. Quem tu poderia ser?
- O Homem Aranha... seria uma boa. Poder me locomover de prédio em prédio apenas com um pulo ou com um lançar de teia, ser aclamado pelo público e temido pelos inimigos, defender os fracos, ajudar os oprimidos, ter um sentido aranha tão forte e aguçado que seria capaz prever uma situação de perigo antes que ela acontecesse... mas enfim, viver na pindaíba eu não quero, e pior ainda: usar um uniforme vermelho de borracha coladinho na bunda. Daqui a um pouco já iam me chamar pra fazer parte de uma dublagem traveca na Farrapos...
- Marcelo, te define duma vez que eu já to perdendo a paciência com a tua resposta...
- Tá bom... eu poderia ser o Flash também. Correr em velocidades maiores que de um raio. Mas com toda certeza eu ia me emputecer de usar tiarinha de raiozinho na cabeça... Hummm... talvez um dos Cavaleiros do Zodíaco. Talvez o Yoga, o Shiryu ou o Iky. Poder lançar golpes flamejantes na velocidade da luz nos inimigos, acompanhados todos de um grito de guerra seria bem legal. Mas se bem que todos eles não tem nem um casinho com uma mulher que seja, e além do que, na minha opinião, não receber nem um pila por servir de guarda costas para uma suposta Deusa... isso é o cumulo. Eu ia viver de que?
- Mas então. Tu tens que pensar bem, quem tu gostaria de ser?
- O He-Man! Ele seria legal! Ser um príncipe super bem de vida, ter um tigre de estimação, viver em um autentico castelo, ser tri fortão sem nem precisar malhar, me transformar em super herói apenas com um berro e ainda por cima, ter uma namorada super bonita. Mas se bem que eu não ia gostar que tu e o Paulo ficassem me dizendo toda hora que a minha irmã é gostosa...
- Marcelo... por favor... quem...
O Wolverine então! Ser um mutante com fator de cura rápida ia ser o máximo. Fumar charuto toda hora, beber cerveja, ter esqueleto de metal indestrutível e ainda por cima ter garras que cortam até um carro pelo meio, e que saem pelas mãos quando eu quiser...bah, muito legal... Agora, ter suvaqueira peluda, usar camiseta física, ser solitário, e não lembrar nada do meu passado não ia ser bom...
- Bah! Mas que chato que tu é! Enxerga problema em tudo... diz um super-heroi que tu gostaria de ser e pronto! Para de pensar nos defeitos de todo mundo...”
- Ta bom. Então eu seria... ahm... seria...
- Diz logo!” - Eu, já impaciente, esperando me livrar da resposta enrolada que ele tava me dando.
- “O Chapolim!
- O Chapolim?
- É! Ele mesmo!
- Tá mas porquê?
- Já imaginou? Tomar pílula de nanicolina e passar por baixo da porta, ter uma marreta biônica, anteninhas de vinil que captassem o perigo, fazer parte de uma série de TV que não acaba nunca mais e além do que... imagina... além do que tem mais um detalhe muito importante...
- Até agora ele não teria nada de extraordinário em comparação com os outros. O que seria?” – Perguntei.
- “Ele é colorado...!”

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ignorância de quem usa cartolas

O Brasil vai sediar a copa. Hoje confirmaram. Que bom. Mais do que bom, que ótimo.
Digo isto não pelo fato de que teremos os mais festejados jogos de futebol no quintal de nossa casa, que por si só já seriam motivo de total alegria. Digo, pois creio piamente que nesses sete anos que faltam para a copa do mundo de 2014, muita coisa neste país vai melhorar. Ou melhor, muita coisa vai ter que melhorar obrigatoriamente, e quem colhe os louros disso somos nós, povo brasileiro.
Sinceramente, havemos de concordar que se a copa fosse hoje, não haveria nem como querer realizar tais jogos por aqui. Não há estrutura, e não estou falando apenas de arquibancadas ou salas de imprensa, estou falando de segurança, trânsito, hospitais, rede hoteleira, e tantas outras coisas. Isto vai melhorar muito até lá. Há esta obrigação agora, de que haja vontade política para que as coisas ocorram.
Mas tem coisas que sinceramente, me deixam muito triste e sensibilizado. Falo agora não como torcedor, nem como gaúcho, mas como ser humano que zela pelo bem estar e segurança não só de si ou de seus entes queridos, mas de todos, e que cobra de qualquer um que seja, gremista ou colorado, retratação por atitudes que venham a causar problemas ao próximo.
Com o tempo considero que evolui como torcedor. Não que tenha deixado a paixão pelo meu clube de lado, mas o que deixei de lado foi o fanatismo horrendo e doentio que tinha. Explico: deixei de pensar que o time para qual torço é algo que seja tão determinante assim... me trás alegrias e tristezas claro, mas não é nada que justifique um dia de mau humor por exemplo. Mas sem enrolar muito, vou direto ao ponto.
Tem outra coisa que eu gostaria de ver mudada, que também é motivo de preocupação social não só por parte de autoridades, mas também por inúmeros pais e mães que estão por ai, preocupados com o fato de seus filhos estarem indo para os estádios assistirem jogos de futebol. Não estou falando da violência em si, mas sim do que a antecede: rivalidade futebolística.
Li uma notícia agora que me deixou profundamente consternado. Um cartola gaúcho, Sr. Vitório Píffero, deu uma infeliz declaração enfogueirando ainda mais a rivalidade já periclitante entre os torcedores da dupla Gre-Nal. Disse que a copa do mundo é um orgulho não só brasileiro e gaúcho, mas principalmente colorado. Disse mais ainda, que o fato de o Beira-Rio ser uma das prováveis sedes dos jogos é algo que desperta a mais profunda ira e inveja do clube rival. Vou frisar novamente: o que escreverei agora não é escrito por um torcedor, mas sim por um ser humano.
Sr. Vitório: O Senhor ou seus filhos, freqüentam as arquibancadas do beira-rio, ou do olímpico monumental? O Senhor ou seus filhos, andam pelas ruas em dias de jogos, vestindo camisetas dos clubes para os quais torcem? O Senhor ou seus filhos, estão a par da tamanha violência e periculosidade que é hoje em dia, falar sobre futebol em qualquer lugar que seja? O senhor sabe o que está acontecendo? Sinceramente, não acredito que saiba. Se soubesse, não falaria o que fala.
A rivalidade hoje é tamanha, mas tamanha, que ou pessoas de bom senso param de falar sobre futebol, ou passam perigo discutindo, entende? As pessoas nas ruas perderam o juízo do que é aceitável nestes casos. Não é raro ou incomum que alguns até percam suas vidas em discussões bobas, ou agressões que são motivadas pelo simples fato de estarem vestindo uma camiseta que representa a sua preferência futebolística.
Respeitado Presidente, peço não só ao Senhor, mas sim também a todos que neste momento estão lendo este artigo, que pensem a respeito das declarações proferidas através da imprensa. O reflexo disto pode ser, por exemplo, a morte de alguém, que vem a participar de alguma discussão inflamada no boteco da esquina, inflamado e incitado pela noticia que leu no jornal, onde o seu presidente de clube ridiculariza o lado contrario pelo grande fato de seu estádio estar talvez entre um dos escolhidos para sediar uma copa do mundo. Esta morte é justificável? Isto pode ser considerado normal?
Não. E não há nada que me convença do contrário. Futebol é motivo de alegrias e entretenimentos. Não é motivo para qualquer manifestação infeliz que incita a violência, e possíveis mortes até. Não é mesmo.

Já perdi amigos nesta guerra, alguns gremistas, alguns colorados, todos iguais em meu coração. Todos foram mortos por discussões banais e violência totalmente desnecessária, que decorria dessa rivalidade doentia que existe entre nós, seres humanos pensantes, gaúchos e torcedores da dupla Gre-Nal.
Uma parcela de culpa é sim Senhor, dos senhores colorados e gremistas, que acham que suas palavras não vão ecoar por ai, na cabeça oca dos torcedores mais fanáticos, aqueles que agem como animais, e gostam de uma boa briga motivada-por-motivo-algum...

Espero sinceramente, que esta Copa do Mundo seja otimamente sediada onde quer que seja, no Beira-Rio, na Arena Gremista, ou no estádio do Sapucaiense. E que nós, o povo gaúcho, tenhamos as melhores condições possíveis para acompanhar este evento que pode ser classificado como um dos mais importantes mundialmente. Mas o que realmente espero, é que desperte a consciência na cabeça de todos, de que a vida humana e o bem estar geral é o que mais vale.

E também que nossos cartolas, que mais parecem quepes sujos de graxa, tomem consciência disto...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Da série: "Mistérios do corpo humano" - O retorno...

Voltei para esta série. Atendendo a inúmeros pedidos...
E como de praxe, escreverei sobre um assunto que é quase inesgotável: os efeitos do álcool no nosso organismo...

A primeira pergunta foi feita por uma amiga, que no exato momento estava assistindo um desenho do Pica-Pau onde o São Bernardo com o barrilzinho no pescoço socorria alguém que estava congelando.

- “Realmente a bebida alcoólica faz o corpo esquentar”?

Infelizmente, não. Para se aquecer qualquer tipo de bebida não serve para nada. Na verdade, como ela retira um pouco a capacidade dos nossos sentidos, o seu consumo quando se está passando frio tem por conseqüência amortecer um pouco o nosso tato. Já explico o porquê, mas já vou dizendo que aquela situação clássica do desenho, não existe. O que acontece é justamente o contrário, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser perigosíssimo nas condições de extremo frio, já que ele diminui a circulação de sangue, o que aumenta a perda de calor e piora em casos de congelamento. Mas com a baixa circulação de sangue, nossos sentidos “desaceleram” por assim dizer, e perdemos um pouco a capacidade de sentir frio e calor.

Esta outra pergunta me foi feita pela parentada Italiana lá de Guaporé, que adora beber vinho e bradar a todos os ventos que estão, ao invés de procurando se entorpecer, cuidando de suas respectivas saúdes.

- “É verdade que vinho faz bem para o coração”?

Confesso que esta resposta eu já sabia, e imagino que todos tem uma certa noção, até porque está idéia é amplamente difundida. Todo mundo escutou ou conhece alguém que ouviu do médico que um cálice de vinho durante as refeições pode prevenir infartos.
O que existe de concreto são estudos de campo que atestam que os povos que mais ingerem vinhos, os europeus, apesar da dieta riquíssima em gordura e de serem em sua maioria fumantes compulsivos e inveterados, tem em sua população geral um número de doenças cardíacas muito abaixo do esperado.
É obvio que o consumo moderado de vinho, ou de bebidas alcoólicas, está intimamente ligado a este fato, e há continuações: o vinho também está associado à redução do risco de desenvolver alguns tipos de câncer, arteriosclerose e até mesmo gripes e pneumonias.

Agora, não dá pra exagerar viu gente...

Não vamos fazer como o famigerado tio aquele, que bebe duas garrafas de vinho a cada refeição... e ainda diz, com a maior cara lavada que foi o médico que mandou.

Ele argumenta dizendo que “a cama pode até rodar, mas que eu não terei ataque cardíaco enquanto roda, não terei...”

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Pensando em ti, minha Véia...

Segunda feira, oito horas da manhã, e já estou com saudades de ti. Com vontade de te ver.
A vida está mudando, já não é mais a mesma. Parece que as coisas, estando sozinho apenas, já não são mais inteiras. A falta que sinto de ti é a memória que meus sentimentos bons possuem, é algo que não me traz estranheza, mas nunca deixa de ser estranha. É algo impalpável, invisível, inodora, mas você a sente, sabe que ela está contigo, e a dor gostosa que ela causa é algo que não tem outra maneira como acalmar, apenas te reencontrando ou na tua presença.
Por vezes, sinto saudade do cheiro ótimo dos teus cabelos, do gosto, dos carinhos que me fazes, da tua cara de sono, do calor do teu rosto e do teu oi. Mas o mais engraçado é que mesmo quando a saudade vai embora, eu sinto saudades da própria saudade. Mas nesse caso ela não transborda nem me escorre pelos olhos... muito pelo contrário. Acabo sempre com aquele olhar...
Isso porque ela nunca deixa de ser uma lembrança nostálgica, mesmo que seja assim, de um par de horas atrás. E por mais que neguemos, não é só o museu que vive de passado, como ele, vivemos das lembranças presentes que o passado nos coloca minuto após minuto.
É claro, a saudade precisa de distancia para crescer, mas apesar da mesma, saber que estar tão próximo através de ti é reconfortante, até porque a distancia separa os olhares, mas não os sentimentos bons. A ausência aumenta as paixões, nos torna pessoas mais macias e fáceis. Pode até ser complicado de lidar, mas se encaminhar sempre de maneira correta, trás benefícios. Saudade nos desperta e relembra coisas a muito guardadas no fundo das gavetas de onde os sentimentos são criados, movimenta lados que já nem percebíamos que tínhamos ou que podíamos vir a chacoalhar um dia.
A tua distancia me causa saudades, mas não me causa esquecimento. Até porque só esquecemos o que não sentimos, e o sentimento vem do lugar diferente que a razão. A saudade é um sentimento que não é provido da razão.
Aquele que inventou a distancia, não conhecia a saudade, e muito menos os seus dois lados, o prazeroso e o sofrido. E a diferença entre os dois pode ser definida pelo nível de ausência. A saudade acontece em decorrência da ausência, todos sabem, mas é a ausência com ao menos perspectivas de definitiva que acaba por fazer sofrer sentindo imensa falta. E como dói. Mas passa. Não que esquecemos, mas apenas aprendemos a viver sem. Para sempre é muito tempo, e o tempo só pára através da falta, que um dia ameniza... mas enfim... esse não é nem de perto o nosso caso, mas era algo que eu queria te dizer mesmo assim...
Voltando a nós, ter saudade é muito melhor do que caminhar sozinho. Não importa se tu estas à apenas algumas quadras de mim, ou se estas do outro lado do estado, o que importa é que tu existes e fazes parte do contexto atual de minha vida, e sentir falta de ti chega a ter gosto doce...
Ensinaram-me uma vez: Viver de maneira que nossa presença não seja notada, mas que nossa ausência seja sentida, fazer de nossa ausência o bastante para que alguém sinta nossa falta, mas sem prolongá-la demais, porque este alguém pode aprender a viver sem.

Em cada momento há contido um pensamento. E em cada pensamento, há uma saudade. Em cada saudade que sinto, te vejo... quando te vejo, renovo minhas esperanças...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Frases urbanas...

Frases e palavras simples, que são as que mais ouvimos na rotina urbana. Garanto que todos nós já as escutamos alguma vez na vida, seja de quem for:

- “Será que chove”?
- “Pamonha! Pamonha! Pamonha fresquinha”!
- “Como tá frio hoje”!
- “Aposto que é só uma garoa...”.
- “Ué! Tá chovendo”?
- “Que calor né”?
- “Vem, vem, pode vim, agora, isso, desfaz, desfaz...”!
- “Alô”!
- “Passinho pro fundo do carro ae, por favor”!
- “O que seria”?
- “Que mais pro senhor”?
- “Bom dia, vai para onde”?
- “Que dia que é hoje mesmo”?
- “Não entendi...”.
- “Não tem, acabou”.
- “Onde que tá”?
- “Ai que canseira... to com uma preguiça”!
- “Mas eu não consigo...”.
- “Tem mais é que matar mesmo”!
- “Sejamos realistas...”.
- “Quer um cafezinho”?
- “O senhor nos perdoe, mas o sistema está fora do ar...”.
- “Me caiu os butiá do bolso”!
- “Tu vem sempre aqui”?
- “Sabe onde que é”?
- “Amor da minha vida, minha patente entupida...”.
- “Tem prova hoje”?
- “Me dá uma carona”?
- “Tem fogo”?
- “To fudido e mal pago”!
- “Que cheiro ruim...”.
- “E o teu time, como tá”?
- “Já to atrasado...”
- “Tem uma moedinha ai tio”?
- “Puta que pariu, agora fudeu”!
- “Bah, que gostosa”!
- “Qual o andar”?
- “Quer com alho e pimenta”?
- “Mas será o pé do benedito...”!
- “Mas nem fudendo que eu faço isso...”!
- “Eu não sei como que faz...”.
- “Lá vem o caminhão do gás... gás, da Liquigás...”.
- “Olha o piiiicoooléééé cremôs....”!
- “Ceva, refri e águaaaa...”!
- “Ai como eu to gorda...”.
- “Habilitação e documentos do veículo, por favor...”.
- “Leva um casaquinho...”.
- “O que não mata engorda”.
- “Se for, já foi”!
- “Ai páraaaaa”!
- “Nem te conto o que aconteceu... to com uma saindo do forno...”.
- “Deixa de ser chato guri”!
- “Cedêêêêê! Devedêêêêêê...”!

E a clássica:

- “Compro vale! Vendo vale”!

domingo, 14 de outubro de 2007

Pérolas do Perfil...

Eu nunca havia jogado “Perfil”.
Vocês conhecem?
É um jogo que envolve alguns participantes envolta de um tabuleiro, dicas, adivinhações e muita cultura inútil, aquele tipo de cultura que geralmente quem faz muita palavra cruzada acumula.
Gostei, o jogo é ótimo. To pensando até em comprar um pra mim. Não só porque o jogo em si é divertido, mas também porque as pérolas que saem durante as horas gastas jogando são realmente... pérolas.
Enfim, sexta agora eu cheguei a anotar as que saíram. E aqui vai a lista das mesmas, acompanhadas de seus respectivos autores:

- “O avião e o dirigível foram inventados na década de 60...”. – Paulo, perdido no ar...
- “Célebro algo”. – Marcelo, querendo dizer que algo era celebrado...
- “Autor? Seria o Adriano Suassena?” – Pedrita, querendo falar sobre Ariano Suassuna...
- “Buceta e Camisinha causam danos aos dentes...” – Paulo é óbvio, do nada.
- “Diretor de cinema? Vúzi Allen!” – Pedrita, seria Woody Allen?
- “A União Soviética pertenceu à Rússia...”. – Marcelo, que não sabia patavina do que estava falando.
- “Em 1986 houve uma festa no Coliseu, que destruiu o lugar daquele jeito...”. – Paulo, tentando explicar a deterioração dos monumentos milenares e históricos.
- “O cigarro pode soltar bomba”! – Marcelo, enquanto acendia um Carlton.
- “Água Viva é uma cidade”. – Marcelo, boiando.
- “Napoleão Bonaparte brigou com D. Pedro II”. – Paulo, se perdendo no tempo...
- “Os anos enxergam muito...”. – Paulo, querendo dizer sabe-se lá o que...
- “Luiz Pasteur não fez o ópio...!” – Marcelo, também perdido entre os inventores...
- “As pirâmides do Egito foram construídas sobre ruínas Romanas...”. – Pedrita, mostrando todas as suas noções de geografia...
- “A Emilia do Sitio do Pica Pau Amarelo é uma lição de anatomia”. – Marcelo, sem comentários...
- “Existe uma cidade chamada Morte e Vida Severina! Eu juro”! – Paulo, viajando em direção a este lugar talvez...
- “O integrante mais importante da banda de forró é aquele véinho... aquele... aquele que fica fazendo Nhãm-Nhãm...”. – Paulo, quase um Luis Gonzaga.
- “Os dois maiores times do Rio Grande do Sul são o Internacional e o... o... (fazendo cara de quem não lembra)... o Rio Grande”!. – Marcelo, que é Paulista...
- “Monteiro Lobato era holandês! Eu sei que era”! – Paulo, viajando um pouquinho mais longe...
- “Mandela era filho de imigrantes espanhóis...”. – Pedrita, mostrando que sabe tudo de África do Sul.
- “Lugar que o Papa mora? A Itália claro”! – Pedrita, mostrando que é católica fervorosa...

E para terminar, a melhor de todas:

- “O vento é uma quantidade enorme de ar que se mexe..., portanto, o ar é o vento inerte”. – Alguém, que para própria sorte, não consegui identificar...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Evolução = tranquilidade?

Qual é a sua idade...?

Pergunta básica.

Você sabe...?

É complicado para alguns responderem. Não porque não se sabe a data do nascimento...
O que acontece é que muitos não têm muita noção do que é comemorar aniversário e evoluir...
Digo isso pelo assombro que me causa, ver a grande maioria chegar a idades que na verdade não são suas. Muita gente chegando aos 20 e poucos, 20 e muitos, 30 e poucos... continuando a ser (e a se enxergar) aquele(a) adolescente de sempre...
“Mas isso é natural”, diriam alguns.
Olha, o que sempre respondo é que o natural é evoluir, é crescer, é amadurecer. O natural do ser humano é ir para frente, e não ficar estagnado. O que não é natural é envelhecer e continuar pensando e agindo como se estivesse na puberdade, “a idade onde não se tem responsabilidade”, como diriam os meus familiares...
O meu assombro é que no passado, a falta de evolução era quase exclusividade masculina. Hoje me apavoro, porque as mulheres já nos superaram nisto. Vejo muitas mulheres adultas preocupadas com balada ainda, com bolsa da moda, com a bota que a fulana tem, invejando riqueza, invejando status, invejando carro, invejando até namorado da amiga (não se iludam, é porque o cara é bem vestido, rico e tem carrão, e não porque derrepente é uma santa alma neste mundo... esses não provocam inveja...).
Mas enfim, minha fase de ficar reclamando já passou, mas não por completo. E isto por si só já é sinal de evolução.
O que eu queria relatar é o que já relatei por aqui algumas vezes: como é bom evoluir.
A gente não se preocupa mais com o que era motivo de preocupação no passado, nem ao menos se interessa pelos mesmos assuntos... não se dá o mínimo valor pelos mesmos problemas. O que antes parecia intransponível, hoje é tão difícil quanto abrir lata de cerveja.
Veja bem, não estou falando que EU sou evoluído, estou falando apenas que a evolução necessária para minha condição de adulto chegou, porque eu deixei chegar, e principalmente, porque eu DESEJEI que ela chegasse. Fiz questão de trabalhar arduamente isto dentro de minha cachola. Abrir as portas e janelas para deixar o aprendizado entrar, para que os fantasmas da juventude inexperiente saíssem, e os erros do passado se transformassem em traços positivos, e para que os mesmos servissem para não errar novamente. Vocês não sabem o quanto é bom... os motivos de preocupações que se tinha a alguns anos caem pela metade...
É. É exatamente isto que você está pensando. Quer parar de se preocupar com o carro novo do namorado da fulana, que alias, tem mais dinheiro que o teu? Com a bolsa nova que a mesma fulana comprou? Com a balada aquela na terça-feira, que tu não vais poder ir por qualquer motivo? Bem simples as soluções: Não despreze o namorado que tu tens, procurando outro que tenha mais... deixe de se importar se a fulana tem uma LV que solta as alças, compre uma bolsa que seja linda e ao mesmo tempo de ótima qualidade, mas que custa 60 reais... e tente aprender a gostar de si mesma, a ponto de conseguir estar sozinha... Apenas amadureça... tu vais ver que o sofrimento que a ansiedade e a insatisfação trazem vai passar por completo...
Alias, o que é melhor:

Quando a gente amadurece, geralmente passa a gostar e muito de si próprio, ou seja, passa a se dar mais valor, a gostar de estar sozinho fazendo companhia apenas para si, sem ter que se esforçar em fazer propaganda pessoal, estar o melhor apresentável possível para os outros...
Uma amiga minha respondeu a pergunta inicial, e quase fez um conceito do que é viver realmente como um jovem adulto...:

“Eu tenho a idade que tenho, aproveito ela como é pra ser e com a maturidade necessária, e a cada dia que passo sou uma pessoa melhor, porque tenho a capacidade de aprender um pouco mais...”

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Trapézio dolorido...

Estes dias estava malhando, e comecei a prestar atenção nas musicas que estavam tocando no aparelho da academia, enquanto fazia exercícios para trabalhar o trapézio.
Estava tocando uma música do Justin Timberlake (Eca...!), que se chama “What goes around... comes around...”, confesso que fiquei pensando sobre o título desta música... e constatando que o mesmo traduz uma verdade. Tudo o que vai volta. A gente planta o que colhe.
Mas vamos por esta questão em julgamento, até para comprovar esta sentença, e para que isto aconteça, temos que buscar evidências. As mesmas a gente encontra apenas analisando o cotidiano das pessoas, e como as suas vidas seguiram adiante.
Vou pegar alguns exemplos próximos.
Conheço alguém que sempre procurou ser uma pessoa correta, sempre ajudou a quem lhe pedia, mesmo que depois se sentisse um pouco mal pela ingratidão dos ajudados.
Esta pessoa gostava de ser assim, de ser boa, de ser agradável, de ser prestativa. Não via mal nenhum nisso, muito pelo contrário, achava que a humildade exagerada não era um defeito, mas sim uma virtude, pois em geral, as pessoas humildes são adoradas.
Até um limite.
A tendência sempre é a ingratidão e o desrespeito. E foi exatamente isto que aconteceu.
Lembro-me desta pessoa chorando compulsivamente, sentindo-se violentada, tamanho o abuso que sofreu nas mãos de pessoas de má índole. E o pior, crendo piamente que era um fracasso como ser humano...
Mas como canta o cabelinho de miojo, “ex N-SINC”, tudo o que vai, volta.
A bondade vai, e volta duplicada.
Hoje em dia, esta pessoa bondosa está perfeitamente feliz, amando e sendo amada, super bem financeiramente, colhendo os frutos de uma dedicação sem igual à honestidade e ao respeito com o próximo. Achou alguém que dê o verdadeiro valor a isto, e quem sabe dar valor tem sorte, pois os ganhos de se estar ao lado de alguém assim são infinitos. Aprendeu que o exagero não faz bem em nenhuma instância, e principalmente, aprendeu que à medida que os problemas vão sendo superados, o ser humano passa a gostar-se muito mais. Desde que pare de se auto-sabotar.
Hoje em dia está tão em paz consigo mesma, a pessoa, que chega até a se perdoar pela ingenuidade do passado. Sabendo que hoje em dia, saberia se proteger muito melhor.
Mas sempre há a contrapartida: da mesma maneira que disse que a bondade vai, e depois volta duplicada, a maldade também. Ao contrário da justiça usualmente vista no Jornal Nacional, ela tarda, mas não falha.
Os(as) algozes desta pessoa, que tanto a tripudiaram, tanto a menosprezaram, hoje em dia colhem os louros por tanto mal-caratísmo.
São pessoas que não encontram felicidade em nenhum aspecto da vida atual, pelo contrário, elas têm saudades do passado onde tinham a quem sugar e abusar. A desunião geralmente toma conta de indivíduos assim, cada um vai para seu lado, pois todos são errados, e todos sofrem com os seus próprios erros e com os dos outros também. Nada do que fazem dá certo, nada do que dá errado é válido nem para o aprendizado, apenas para o prazer do martírio-próprio. E é isso que é o mais estranho...
Geralmente quem semeia a maldade e depois a colhe em dobro, acaba gostando de ser (ou se fazer) vítima perante os outros, como se assim justificassem seus erros.
Impossível. Geralmente ninguém acredita nestas performances dignas de filme chinês de luta que passa na BAND. E o pior é que vira vício... se fazem de coitadas para passarem bem, e fazem isso como se não conseguissem ser diferentes. Mas mal sabem que quando são notadas (isso quando são, porque geralmente estas pessoas são insignificantes aos outros, não são nem ao menos percebidas), são desprezadas como seres dignos de pena.
Mas enfim, tudo o que vai volta, em dobro. Com a felicidade é assim, e infelizmente (felizmente em alguns casos onde se merece punição, bem feito), a infelicidade também é.

Mas para minha infelicidade, fiquei prestando atenção na música enquanto malhava, e me esqueci do que estava fazendo.

Meu trapézio ta lindo, super inchadão...

Agora me pergunta se não tá doendo...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Aperto de mãos

Outra dúvida cruel, e de resposta extremamente útil, que surgiu em um momento de total ócio:
Porque apertamos as mãos dos outros?
É. Porque apertamos as mãos das pessoas para cumprimentá-las, para fechar um negócio, celebrar um acordo formal, ou o que seja? O que significa isto?
O aperto de mão, além de uma forma de cumprimento, é um gesto social que expressa algum tipo de sentimento positivo, seja de amizade, afinidade, ou confiança. Faz parte da tal linguagem corporal.
Pra que serve: Esta é a melhor modalidade de cumprimento quando se está conhecendo alguém pela primeira vez, ou até entre pessoas que não tem intimidade para trocar beijos no rosto. Para despedidas frias também serve...
Se pensares bem: qual é o nexo do aperto de mão? Não poderia ser outra coisa? Como um esfregar de cotovelos, por exemplo? Ou uma bica nas canelas? Quem sabe uma cheirada no cangote?
No Tibet, por exemplo, indivíduos de tribos diferentes mostram-se as respectivas línguas ao se cumprimentarem. No Japão, além da reverência tão tradicional aquela, onde as pessoas abaixam o corpo, tapinha nas costas ao se cumprimentar alguém representa um insulto. E os Russos? Além dos tão célebres beijinhos no rosto entre os homens, há aqueles que trocam selinhos quando não se vêem há tempos...
Sério gente, vocês já pensaram sobre o assunto? O porquê do aperto de mão?
A resposta é até lógica: O aperto de mão é uma convenção dos tempos antigos (Idade Média) que significa “vim em paz”, é feito sempre com a mão direita para mostrar que ela está vazia, pois na mesma antiguidade, era a mão direita que sacava a arma, seja a espada, seja qualquer outra coisa usada para ferir o outro.
Portanto, o ato de segurar a mão era uma segurança de que o outro não estava armado, ou uma demonstração prévia de que não se queria atacar ninguém.
Podemos entender que na origem, era um símbolo de lealdade e ausência de más intenções. Hoje não quer dizer muita coisa, apenas uma forma de cortesia. Não significa quase nada, nem símbolo de entendimento mutuo é mais.
Alias, dizem que o aperto de mão já é uma versão simplificada de outro cumprimento que existia na época: o “meio-abraço”, que era o ato de apertar e depois segurar o braço do outro, com as duas mãos. Como se fosse segurar a pessoa, para que ela não sacasse nada escondido.
Já pensou se o sujeito fosse neurótico? O que ele faria? Iria querer passar a mão na cintura do outro...
Depois o meio-abraço foi ficando mais simples claro, apenas uma mão estendida e apertada. Hoje em dia existe a simplificação do aperto também, que é o aceno. Pensaste bem? O que fazemos quando acenamos para alguém na rua? Mostramos nossa mão direita livre de qualquer coisa. Pois é, o significado disto pode ser “não seguro arma nenhuma, para ti eu desejo paz!”
Eu sempre procuro apertar a mão das pessoas de maneira firme, nunca frouxo. O aperto de mão, assim como qualquer outra linguagem corporal, transmite impressões múltiplas sobre nós mesmos. Mas sempre tomo cuidado. A intenção é fazer com que a pessoa sinta a minha presença segura, e não com que fique se retorcendo de dor, e também não gosto de chacoalhar até o ombro quando faço isto, acho estranho...
A linguagem corporal é a extensão de nossos pensamentos, idéias, sentimentos e até de nossa sensualidade. Sua função é permitir que as pessoas entendam até os mais íntimos sentidos, inclusive aqueles que nunca deveriam ser demonstrados. Claro que linguagem não tem necessariamente que tomar forma de palavras, sejam faladas ou escritas.
Por vezes, isto a que me refiro é tão importante a ponto de atrair ou até afastar as pessoas de nós, simplesmente pela mensagem que estamos passando através de nossa postura, nosso modo de andar, nosso olhar e expressão. Pense novamente: quantas vezes percebemos falta de sinceridade nas palavras das pessoas, porque a sua mensagem corporal está desconexa?

Só acho uma coisa: bem que ao invés do aperto de mão, os brasileiros poderiam ter adotado uma bolinada na bunda como cumprimento...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Mosquitos malditos...

Muitas pessoas me deram o mesmo conselho: pare apenas de apontar curiosidades e problemas do ser humano, mas comece também a apontar soluções.
Ok... farei isto...

Estava eu esta noite, moído demais em decorrência do dia e principalmente da noite cansativa, quando finalmente resolvi me deitar para dormir (quem me conhece sabe que isto geralmente acontece muito tarde...).
Não faço a mínima idéia de que altura era quando, comecei a sonhar que estava vendo motos passarem. Mas não eram motos comuns, eram RD’s. Eram Yamahas RD 135 cc. Aquelas que todos nós sabemos: tem o som mais irritante que a voz das meninas do Rebelde.
Mas enfim, o engraçado deste sonho era que eu me encontrava parado no meio da rua, e uma infinidade de RD’s passavam zunindo por mim, nos dois sentidos. Como se eu fosse um poste central numa avenida, e a cada 30 segundos a moto mais barulhenta que existe me tirasse um fininho.
Acho que sou meio consciente enquanto estou dormindo/sonhando, me lembro de ficar tentando pegar as motos, como se parado e apenas com uma das mãos, eu conseguisse que elas parassem de me incomodar com aquele barulho irritante.
Foi quando, num rompante de susto, acordei e me dei conta do que acontecia:
Estava dormindo em minha cama, e o barulho que tanto me irritava, aquele zunido que passava em meus dois ouvidos, eram mosquitos...
Tem coisa mais irritante do que estes mosquitos noturnos?
Em decorrência desta desagradável experiência durante a noite, e depois de muitos tapas desferidos em minha próprias orelhas, pela manhã resolvi pesquisar sobre o assunto.
Porque os mosquitos resolvem incomodar justamente nos meus ouvidos?
Juro que sempre me perguntei sobre este assunto, mas nunca busquei resposta.
Durante minhas pesquisas, me deparei com duas explicações, uma delas até plausível, a outra um tanto quanto improvável.
A primeira diz que, tal qual como um vampiro, o mosquito procura se alimentar de sangue humano quase sempre durante a noite, e para isto, já que na escuridão ele não enxerga absolutamente nada, busca se guiar pelo calor e pelo gás carbônico que espiramos durante a respiração. Isto claro não se aplica só a nós, pobres humanos, mas também aos mais diversos animais, como gatos, cães e até pássaros. Já pensaste em pássaros sendo picados durante a noite?
Já que se guia pelo gás carbônico, fica incomodando claro, sempre envolta de nossas cabeças, e pica no primeiro lugar descoberto que achar, seja no pé, seja no pescoço.
A segunda teoria explica que o mesmo tenta sempre se certificar que a vítima esteja realmente dormindo enquanto ele ataca, por isto fica rondando nossa cabeça durante um período considerável. Sinceramente... nesta eu não acredito. Sem preconceitos com os pobres mosquitinhos, mas tenho certeza que os pequenos voadores não têm tanta inteligência assim. Até eu (tudo bem, não sou tão inteligente assim, mas não chego a ser um mosquito de burrice...) já tentei ficar percebendo se as pessoas estão dormindo ou não, e com toda certeza, já errei muitas vezes...

Solução que proponho ao problema dos mosquitos noturnos: Pare de respirar, ou no segundo caso, mantenha-se acordado...

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Princípios

06:45 da manhã:

Estava estudando, tenho prova de Direito Penal hoje a noite. E me deparei com um conceito que define muita coisa fora da matéria penal. Na vida mesmo.
Cada um que ler isso terá uma interpretação diferente para a frase, mas é bem por isso que vale.
Aqui está:

“Princípios tem maior valor que regras, pois os mesmo valem para sempre, regras apenas vigem. E ambos em conjunto constituem a norma.”

Meu entendimento:
Sempre pensei que o que tinha como regra era o que valia. Era o que determinava tudo. Agora vejo que há uma diferença muito grande entre as minhas regras e os princípios que me foram passados pela minha família.
Num rompante percebi o que realmente vale. O que realmente faz sentido e o que tem nexo. As minhas regras são temporárias, apenas são vigentes temporariamente, o que eu respeito hoje posso não respeitar amanha, e era isto que não entendia, o porquê que as mesmas de tempos em tempos mudavam. São os meus princípios que nunca mudam, o que meu pai me ensinou a muito custo. A razão de ser correto, integro e honesto, são coisas que jamais vão se acabar ou se transformar.
Princípios podem ser deixados de lado em troca das regras, mas a partir do momento que estas regras não vigem mais, os princípios voltam à tona.
O que se tem de tomar cuidado são as normas constituídas por nós mesmos, as nossas crenças pessoais. De acordo com o conceito, os princípios somados as regras constituem as normas, mas qualquer um deles pode estar errado, não? Eles garantem um caminho melhor, mais lisinho e bem recapado, bom de rodar? Por isso que no final de tudo, temos que fazer a prova real do que representa uma melhora...
Otimizar sentimentos, garantir que os atos praticados trazem mais benefícios do que malefícios, colocar tudo em julgamento e ver o que realmente vale a pena, e no final, aperfeiçoar a maneira que enxergamos o que está a nossa volta, de modo que os problemas já não são mais os mesmos, os sofrimentos não serão mais os mesmos, e a vida consequentemente, andará de maneira diferente (para frente).
Faz parte do crescimento, do amadurecimento, da ingenuidade sendo gradualmente perdida.
Digo e repito: Princípios são o que valem. Algumas pessoas os chamam de valores. Não interessa como você acha que deva ser chamado, o que interessa é que é importante te-los muito claros na cachola. Se por um acaso, o sofrimento não passa, os problemas pipocam e as sarnas pra se coçar se multiplicam mais do que em cachorro que vive envolta do CTG, cogite estes valores sempre quando fores buscar soluções.
Mesmo que tu tenhas a certeza de que a tua família não cumpriu com o papel de primeiros professores há que são destinados a partir do momento do teu nascimento, todos nós tivemos em algum momento da vida alguém (qualquer pessoa) que nos disse coisas, que nos ensinou algo, que tentou nos programar princípios, puxe pela memória, tenho certeza de que há ou houve alguém que em algum momento te disse que na vida sempre há um outro caminho.

Tudo tem solução. Nada é perfeito. Temos que procurar fazer o correto.

Temos que nos basear nos princípios. Temos que procurar fazer diferente...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Fim do tunel...


Isso é para provar que a luz no fim do tunel... leva ao final dele.
Tudo é possivel...!
Eu já cheguei lá. Tai a foto para comprovar...

domingo, 23 de setembro de 2007

Domingo a tarde...

Eu estava pensando agora sobre um termo que escutei esta semana, os chamados “Pensamentos linkados”.
Nunca havia pensado nisto. Que um pensamento está ligado a outro. Constatação básica não? Uma coisa leva a outra, e a outra leva a seguinte, e a seguinte leva a uma novamente, e assim vai.
Por exemplo: estou escrevendo neste momento sentado no sofá, com a televisão sintonizada no jogo do Inter a minha esquerda (Enxuta ligada neste momento...), e a minha frente as janelas da sacada do apartamento que fica no 9º andar, onde eu posso ver as nuvens carregadas passando quase na mesma altura. O dia está muito cinzento, as nuvens encobrem a partir das quadras vizinhas, e olha que daqui eu consigo ver, em dias bonitos, os morros de Estância Velha e todos os contornos do Vale. Este dia cinzento automaticamente me fez lembrar os dias tristes e carregados que outrora eram tão comuns, mas que hoje não ocorrem mais, e o melhor, à medida que o tempo passa, ficam cada vez mais distantes e improváveis de acontecerem.
O Fernandão não joga mais nada mesmo. Que bom.
Mas enfim, o dia cinzento me lembrou também a letra da música “Pense-Dance”, do Barão, que por sua vez me lembrou a falta que o Rock nacional verdadeiro me faz. Lembrei-me das épocas em que escutava estas musicas sem parar, da falta de responsabilidade, da tranqüilidade de tardes inteiras sem fazer muita coisa, do RBS notícias, do Jornal Nacional e de quem seria a Próxima Vítima da novela das oito. Recordo-me do uniforme do colégio, que mais parecia as roupas que os Smurfs usavam, e do saco que era acordar todos os dias as 6:15 para ir estudar. Lembro-me do finado Josué, o melhor professor que tive nesta vida, das gurias minhas colegas (todas elas), da significância que as amizades tiveram nesta época...
Não sei porque pensei agora que não me lembro de abelhas em dias de chuva, deve ser porque onde morava nestes tempos, tinha um vizinho apiador que insistia em cuidar de suas caixas de abelhas diariamente... inclusive em dias de chuva. Mas que felizmente enquanto a água caísse elas quase não atacavam os vizinhos próximos.
Abelha é um bicho estranho mesmo. Trabalha, trabalha e trabalha, deixa a procriação da espécie nas mãos de uma representante que mata os machos após a cópula. Que horror.
Acabei de ver um Quero-Quero voando na chuva, lá na praia tem um monte, até porque ainda existem por lá grandes áreas descampadas, onde não só esta ave habita, mas quase todos os tipos que ainda sonhamos em ver nas grandes cidades: corujas, canários e pica-paus. E tantos outros que damos Graças por não vê-los: escorpiões, cobras, lagartos e insetos de todas as espécies.
Gol do Gil pro Inter. A enxuta ligada ainda não está funcionando.
Recordei do Raul Gil. Que programa terrível, que coisa medonha. Não estou sendo maldoso e falando dos “novos talentos” que o velho homem insiste em querer explorar, mas sim da falta de graça que vejo em meninas de 12 anos cantando Amado Baptista. Há algum nexo nisto? Garanto que esta menina, se não fosse um dos “novos talentos”, estaria nestas horas escutando RBD e dançando algum funk qualquer com uma priminha. Ou seja, não é o indicado, mas é o natural que se aconteça.
A mãe me ofereceu café, eu não quero.
Recordei-me da vida ótima que tenho hoje, do quanto gosto de quem gosta de mim. Dos sonhos estranhos que tive a noite e da viajem de final de ano recém organizada. Que bom que terei, além da minha família, que continua sendo ótima, companhia também da minha menina linda... que tanto me faz bem e me traz felicidade.

Que droga...

O Fernandão acabou de fazer um gol. E eu queimei minha língua...


Obs.: A enxuta finalmente funcionou... O Atlético empatou... só precisou dos três minutos entre a revisão e a publicação...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ingratidão

Segundo os dicionários on-line furrecas que encontrei, o significado da palavra ingratidão é “a qualidade de quem é ingrato, ou não tem gratidão”.
Mas o que importa não é o significado que esta palavra tem no dicionário, mas sim, que tem para mim. E para mim ingratidão é um dos muitos defeitos dos homens, é desprezar e apedrejar o amigo que nos ajudou e nos beneficiou ontem, é não reconhecer ou não enxergar o valor das amizades, e suas ações que nos trouxeram benefícios. Simples assim.
Sem citar casos ou exemplos, acho que fazia muito tempo que eu não tinha contato com uma amizade ingrata. E aconteceu de novo, inesperadamente, e com um amigo que eu achava que conhecia há tempos. Entendo que à medida que a evolução pessoal vai chegando, alcançada por muitas razões, a ingratidão não é mais uma fonte de amarguras, apenas de decepções...
Estas decepções, não são necessariamente motivos para se endurecer os sentimentos, apenas colocá-los em julgamento. Mas entendo que quem tem bom coração gosta de se sentir feliz pelo bem que faz as outras pessoas, não só pelo reconhecimento póstumo (demonstração de carinho e apreço pela ajuda e atenção dispensada = um simples obrigado), mas também por saber que o bem é algo que deve ser semeado e passado adiante. Alias, a ingratidão nada mais é do que uma prova da perseverança em semear o que é certo. O importante é não desistir.
Hoje em dia não se dá mais tanto valor a ingratidão, mas sim a infelicidade do amigo ingrato, que não se dá conta, mas no futuro “colherá os frutos plantados” como os mais antigos dizem. Ninguém percebe, mas a ingratidão é filha do egoísmo e um traço marcante da falta de caráter. E todos nós sabemos que o mau caráter acaba sempre por se revelar... uma hora ou outra.
Às vezes a gente se engana. E isto é natural. Mas nem sempre o que é natural faz bem. Mas apenas peço querido leitor, que nesta hora deve estar estranhando a minha linguagem escrita mais “séria” (que pode estar muito errada, mas enfim...), que nem cogite a idéia de que o amigo ingrato é mais feliz, pois talvez não sofra decepções. Isto é extremamente errado de se constatar. Tanto as sofre que através de seus traços defeituosos dá motivos a abandonos de quem lhe era próximo, e isto sempre ocorre, para a infelicidade de quem proporciona infelicidades. A parte engraçada é que amigos ingratos tentam culpar os outros por estes mesmos abandonos, nunca a si mesmo. Ele dá motivos para a fuga, mas condena a quem foge...
A natureza que antes eu disse que nem sempre faz bem, deu a nós a necessidade de ter amigos, andar em grupo e nos socializar, e isto não deve ser transformado em motivo para abusos e desrespeitos. Já nesta parte, de acordo com o que somos, cabe a nós deixarmos ou não as pessoas fazerem isto conosco...

E sem tem algo que posso falar de maneira pessoal é isto:

Eu não permito mais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Celta preto...

Relato do acontecido comigo e com o Paulo, dias atrás, após uma janta em companhia das excelentíssimas.

Logo no chegar ao local, ao estacionar o seu CELTA PRETO na rua, Paulo me disse:

- “Quer ver como na saída, quando eu perguntar pra esse guardinha que ta ai na rua cuidando dos carros qual é o meu, ele nem vai saber dizer? Esses loquinho ai são uns baita sem vergonha...”
- “Ok. Também duvido que ele vá saber.” – Respondi.

Jantar entre dois casais, fomos a um restaurante japonês ótimo. Eu estava com saudade de tomar saquê e comer sushi...

Na saída, conforme o combinado na chegada, o Paulo me pediu para prestar atenção, pois ele ia perguntar pro rapaz se sabia onde estava estacionado o pequeno carro da Chevrolet.
Chegou perto dele e perguntou:

- “O Celta preto?”

E o rapaz respondeu:

- “Pois é! Acho que vai chover ainda hoje! Não tem uma estrelinha no céu... e humm... esse ventinho...!”

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Da série: Mistérios do corpo humano... Parte: não sei qual...

Duas perguntinhas surgidas de novo durante o tradicionalíssimo encontro de amigos, envolta de uma mesa cheinha de copos de chopp...

- “Beber emburrece”?
- “Porque as mulheres feias ficam gostosas quando se está bêbado”?

Primeira: Certamente qualquer pessoa que ler este texto agora tem um exemplo de alguém (seu mesmo) que fez besteira porque estava bêbado. Melhor: de alguma besteira que tem certeza que se estivesse sóbrio não faria.
Pois é...
Sem contar historinhas de ninguém pra responder esta questão, tem-se que saber a diferença entre beber moderadamente, tomar um porre uma vez por semana e encher a cara todos os dias.
Segundo pesquisa, o álcool não emburrece, mas danos são causados aos tais dentritos. Mas o que é isso? São pequenos prolongamentos das células que recebem as informações. A intoxicação possui muitas variáveis, e são justamente estes prolongamentos que são atacados.
Exemplos de resultados: A falta de controle, falta de coordenação motora, perda de inibição, fala mole, reflexos lentos, etc...
Agora claro, se o vivente beber moderadamente, estes danos serão exclusivos apenas dos momentos de trago forte.
Que bom...
Isso quer dizer que posso continuar tomando minhas queridas Polares sem medo...
Mas para deixar bem claro. A ingestão de álcool em excesso é obvio que causa danos neurológicos. Segundo a pesquisa, analisadas tomografias de alcoólicos crônicos, os cérebros dos baguais analisados apresentou atrofia, e danos à memória retrospectiva também apareceram.
Pior ainda: existem síndromes que são causadas por falta de determinadas vitaminas, reflexo decorrente do grande consumo de bebidas alcoólicas, e que causam falta de atenção, delírio, sonolência, perda de memória (essa é a desculpa de qualquer bebum quando faz besteira... que não lembra do que fez...), confusão, desorientação, entre tantas outras coisas. E tudo permanente...
Traduzindo: Bébe Tchê, pode beber. Mas vê se não exagera tanto assim. Medida: pára na hora em que tu começares a achar bonita a quarentona feia e atirada aquela...
E este é justamente o tema da segunda resposta...

Segunda: De acordo com psico-terapeutas, o consumo de álcool aumenta a atratividade do rosto (só do rosto...? Jura...! Aumenta a atratividade de qualquer parte do corpo...) do sexo oposto. Ou seja, pode ser que o fulano faça besteira com a quarentona mesmo...
Prova claro, de que beber em excesso causa danos ao gosto e ao senso crítico também...

Mas enfim, é importante frisar que todos têm o direito de se utilizar de qualquer uma destas explicações para justificar qualquer porcaria que andou fazendo por ai...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O tapete

- MARCELOOOO! (Luciana, gritando com o irmão mais novo, quase morrendo de raiva...).
- Que houve guria! Pra que esse desespero todo!?
- O QUE TU FEZ COM O MEU QUARTO...!?
- Não vou conversar contigo enquanto tu não parar de gritar...
- VAI TE FUDER! EU VOU GRITAR CONTIGO SIM!
- Não. Vamos nos respeitar. Ou tu me pergunta direitinho, ou tchau.
- Ta... ta bom... vou te dar uma chance pra tu te explicar...
- Ta ok. Agora pode perguntar.
- O que pelo amor de Deus, houve com o meu quarto...!?
- Ah! Tu fala sobre aquela bagunça que tem lá!?
- Claro né criatura! Meu Deus parece que passou um furacão lá dentro! O Colchão ta revirado, os tapetes estão todos bagunçados, meu armário branco de MDF novinho ta todo riscado, tudo que tinha encima do criado mudo ta no chão, a TV e o telefone sem fio estão quebrados, minha gaveta de meias esta toda espalhada... e sem falar no cheiro podre de cerveja... e algumas camisinhas perdidas por lá também...
- Bah guria... nem te conto o que houve...
- Tu ta começando a me irritar de novo... não começa a me enrolar... (Já ficando vermelha novamente).
- Calma nervosinha. Se tu te alterar eu nem converso contigo...
- Ah, mas tu vai conversar sim. Nem que pra isso eu tenha que ameaçar contar tudo o que tu anda fazendo pra mãe.
- Tu não farias isso.
- Faria... tu sabe que eu faria.
- Então eu conto o que tu faz também.
- Mas eu não faço nada!
- Putz! Não é que é mesmo. Bah guria... assim eu não te agüento. Vai ser santa assim lá na...
- Ta chega. Não enrola.
- Ta olha só... me escuta... deixa eu falar...
- Ta vai, fala.
- Eu tava falando no telefone com a minha namorada. E ela me deu um fora...
- Ta e ai...
- Ai que ela me deu um fora! Me disse que não me amava mais, que não se sentia mais atraída por mim, que eu era um boçal e que além de tudo, ela estava me corneando com o Tonho, meu colega dos jogos de futebol de todas as quartas-feiras... (Enquanto relata, tenta forçar a cara de choro...)
- Ahm... e...?
- E ai que senti uma profunda magoa depois que ela desligou na minha cara. Fui na cozinha, peguei uma das tuas cervejas, comecei a tomar. Derrepente, num súbito ataque depressivo, resolvi me atirar pela janela, me matar! E qual era a janela que tava mais na reta? Ou melhor, aquela que eu poderia pegar mais impulso? A tua!
- O que o fato de tu querer te matar tem a ver com a bagunça generalizada do meu quarto!?
- Perai que eu já chego lá... continuando: resolvi correr, pegar impulso e pular de uma vez lá pra baixo... se eu pensasse muito, não ia fazer. Fiquei em posição, segurei a lata de Skol, corri o corredor inteiro, quando eu cheguei lá e fui pegar impulso pra me atirar, escorreguei no tapete, cai no chão, joguei a lata de cerveja pra cima, bati com os pés no armário branco de MDF, me agarrei no criado mudo, derrubei tudo, daí tentei levantar, me segurei na gaveta das meias, acabei caindo de novo e espalhei todas elas...
- E as camisinhas...!?
- Que camisinhas...!?
- Aquelas espalhadas!
- Ah sim claro! Devem ter voado do meu bolso quando cai...
- Aham... sei...
- O que!?
- TU NÃO TEM VERGONHA DE MENTIR DESCARADO DESSE JEITO!? – Já gritando novamente, irritadíssima. – DAONDE QUE TU INVENTA ESSAS HISTORIAS!? TU TAVA ERA DE SACANAGEM COM ALGUMA CAPIVARA NO MEU QUARTO!
- Não grita guria! Os vizinhos vão reclamar!
- QUE SE EXPLODA OS VIZINHOS! QUE TU TE EXPLODA! PORQUE TU BAGUNÇOU O MEU QUARTO TODO!?
- PORQUE EU QUERIA ME MATAR!
- E PORQUE TU NÃO TE MATOU SEU DESGRAÇADO!?
- PORQUE TEU TAPETE DE MERDA NÃO ME DEIXOU........!!!!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Déficit de atenção...

- Oi Aninha! Como vai querida?
- Vou bem amiga! E você?

(Smack! Smack!)

- Nossa guria! Te vi de longe!
- É mesmo! Gostou da minha roupa?
- Ahm... Gostei! Cores fortes né...? Sempre te vestiste assim... com cores fortes e decotes profundos...
- Claro! Adoro me vestir assim. Tu sabes que não sou de passar despercebida...
- Pois é. Eu me lembro... mas tu sabes que eu tava pensando em ti estes dias?
- Capaz! E o que tu estavas pensando sobre mim...?
- Eu estava tentando lembrar em que época é o seu aniversário...
- Advinha!
- Como assim advinha...? É hoje?
- Não, não é hoje.
- É amanha então?
- Não, também não.
- Foi ontem?
- Também não...
- Este mês?
- Também não...
- Ta, mas parai um pouquinho: tu queres que eu tente advinhar a data do teu aniversário?
- Isso mesmo!
- Ahm... sério mesmo? Tu ta de brincadeira comigo... (olhos arregalados e respiração forte...)
- Sério amiga! Vai chutando ai...!
- Mas que loucura é essa?
- Ué... apenas quero que tu perca um tempinho pensando em mim...
- Mas Ana, eu não tenho tempo pra perder tentando advinhar algo tão ... tão ... difícil!
- Como assim? Tu queres dizer que não tem tempo pra perder comigo é? Eu não sou nem um pouquinho importante pra ti? Além de não lembrar o meu aniversário, fica dizendo que não sou importante...? (enquanto falava isso, olhava de canto de olho, tentando ver se a chantagem surtia efeito...)
- Não Ana! Não quis dizer isso...
- Mas disse! Como tu é insensível...
- Ana... Ta tudo bem...?
- Ta... porque?
- Não nada... me parece que tu estas um tanto quanto carente de atenção...
- Carente de atenção? Capaz menina! To super bem...
- Ah tah...
- Tu não vai tentar advinhar mesmo?
- Advinhar o que?
- A data do meu aniversário!
- Ai Aninha... eu vou ter que ir... infelizmente não posso... (começando a se distanciar, fugindo...)
- Mas Claudia, não vai querida, vamos ali na cafeteria tomar um chá...?
- Não posso Ana, não posso... tenho de ir... alias... olha o meu Ônibus lá! Tenho que correr... Tchau...!
- Claudia...não vai! Por favor não vai! Olha, eu juro que não te incomodo mais...! Olha pra mim Claudia! Escuta! Tu não sabe o que eu fiquei sabendo da Juliana...! Quer saber? Não? Claudia, não vai guria! Não corre de mim! Ai Claudia! AAAAIIII (fingindo estar machucada, mãos no joelho e expressão de dor no rosto...) Claudia! Me machuquei! Me ajuda! Por favor...

E lá se foi a Claudia embora, fugindo. Enquanto ainda esbaforida da fuga repentina, enxerga Ana sentando-se lentamente na calçada, fingindo estar machucada, tentando de todas as maneiras chamar a sua atenção.
Logo após embarcar no Ônibus, que nem era o seu mas que serviu como fuga, ela vê Ana sendo ajudada por pessoas estranhas a se levantar... e realmente não havia se machucado. Era fingimento.

Mas estranhamente sorria... sorria satisfeita pela atenção que estes estranhos a estavam dando...

terça-feira, 11 de setembro de 2007


Cara...
Como eu adoro isto...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Da série: Mistérios do corpo humano... Parte IV

Engraçado como assuntos nojentos despertam atenção. Ultimamente tenho escrito alguns. Eu sei, querida leitora que não gosta (não agüenta) falar/ler sobre qualquer coisa relativa a algo que saia de nosso corpo, que estou batendo na mesma tecla. Mas me vejo na obrigação de dizer-te que ... que...

Dá certo!

Tem um monte de gente lendo, se divertindo, e me pedindo para continuar. E é o que vou fazer. Chega de escrever sobre amores, desamores e problemas da vida (brincadeirinha...).

Portanto, peço-te que leia também. Até porque escrevo sobre estes assuntos sempre de maneira informativa, e satisfazendo as mais altas curiosidades que possamos ter.
Para exemplificar, vamos a próxima pergunta, feita a mim por uma colega CDF de faculdade:

- “Porque que o cocô é marrom?” (Hahahaha...)

Bom, como sempre pesquisando no Google, descobri o que realmente, todo ser humano já sabe por mais que tenha nojo de olhar: As nossas fezes não são só marrons, elas mudam de cor.
Em sua maioria, elas possuem tons que ficam envolta do marrom e do amarelo devido à uma substância alaranjada de nome bilirrubina, que combinada com o ferro contido no intestino, proporciona estes tons de caca.
Mas aqui vão algumas curiosidades sobre os diferentes tons da mesma:
- Se ela está vermelha: Cuidado. Esta coloração pode indicar sangramento da parte inferior do sistema gastrointestinal. Diverticulite e hemorróidas são as causas mais comuns, embora certos alimentos tenham o poder de colori-la também, como beterraba, tomate, Fanta-uva, cerveja Bavária e a salsicha do morte-lenta da Unisinos (hehehe...).
- Se for amarela: Pode ser a giárdia (parasita), a infecção causada por ela pode ter como conseqüência fezes nesta cor. Sem falar na força da diarréia que a mesma provoca. Mas calma, este tom raramente apresenta sinais de perigo. Aham... pelo sim pelo não, não vou comer mais espetinho de porco vendido na frente do Olímpico.
- Pretas: as mais comuns, podem também significar sangramento na parte superior do sistema gastrointestinal, ou seja, estômago, esôfago, ou alguma parte inicial do intestino delgado. Também algumas substâncias podem deixar as fezes pretas, como chumbo, ferro, Pepto-Bismol, puxa-puxa, chocolates Naigebauer e o café frio, fraco, fedorento e caro do bar do Direito (hehehe...).
- Cinza (hein? Fezes ficam desta cor...?): Causas graves acabam por resultar esta coloração, como combinações de doenças do pâncreas, fígado ou vesícula biliar, sendo que esta ultima, por si só também pode deixar as fezes pálidas. Mas sinceramente, nem imagino crocos desta cor...
- Verdes (piorou tudo...): Folhas em geral (óbvio), vegetais verdes ou qualquer outra coisa que contenha altas doses de clorofila (mais óbvio ainda). Para bebês em fase de amamentação, esta coloração das fezes é normal, especialmente nos primeiros dias de vida.

Aviso aos leitores: No geral, a análise da cor das fezes não é uma ciência exata.

Assim, através de meu texto, que se mostra altamente útil para o bom andamento da vida, podemos tirar uma conclusão:

O cocô proporciona literalmente um “arco-íris de possibilidades”....