segunda-feira, 28 de abril de 2008

Como diz o "Italian Stallion"...

“Não importa o quão forte você pode bater, mas sim, o quanto você pode apanhar da vida e continuar indo em frente, continuar movendo-se para frente"
Eu acredito.

domingo, 27 de abril de 2008

Estafa e satisfação...

Nossa, mas que domingo estranho. Acordei com dor de cabeça por conta da noite de ontem, que foi muito divertida. Aliás, aprendi a dar muito valor a momentos assim, aqueles que a gente “enfia o pé na jaca” e dá muita risada. Tá servindo muito para desestressar, pra tirar a cabeça dos pepinos, batatas e abacaxis que necessitam ser descascados todo santo dia.
Essa rotina de dois empregos, minha segunda graduação e mais dois cursos está sendo realmente, muito satisfatória, mas também muito cansativa. Quando chega o sábado a noite, preciso fazer algo que tire a cabeça do seu ritmo frenético e normal... e isso que eu queria me ocupar mais, sem nem ter como pela total e completa falta de tempo (das 6 da manhã à meia-noite, every day...).
Bom, quem manda eu querer assumir todas as demandas do mundo...!? Dizem que os grandes estrategistas de guerra alternavam períodos de avanço com períodos de recolhimento necessário. Digamos que na batalha de todos os dias, estou no período de avanço, de colocar a cara à tapa, de botar o bloco na rua e evoluir (isso que todos sempre me disseram que o que sempre fiz é o contrário de ficar parado). Mas como diria o Cap. Nascimento: “Quem disse que a vida é fácil...”.
O mundo está me deixando de língua de fora. E a cada vez que chego em casa morto de cansado, sinto-me mais e mais satisfeito. Portanto, que se exploda quem me chama de louco por estar me matando de trabalhar deste jeito.
Mas é justamente nestes momentos que a gente aprende a testar nossos limites, e consegue ver que realmente, eles vão muito além do que imaginávamos, ai que regozijamos de prazer quando estamos podres, quando percebemos que naquele simples dia a nossa linha vermelha foi ultrapassada mais um pouquinho.
O cansaço tem os seus prazeres sim, acredite. E é este o meu assunto neste domingo de ressaca.
Sabe aquele jogador de futebol, que quando a partida acaba e ele marcou uns 3 gols, dá entrevistas extremamente esbaforido, sem ar, dizendo que: “o jogo foi ótimo (arffff...) fiz o que o professor me ensinou (arffff...) e Graças a Deus trabalhei bem com a ajuda dos meus companheiros (arffffffff.....)”, podes ter certeza que neste momento de extrema estafa mental e física ele está tendo espasmos de satisfação. Todo trabalho honesto, esforçado e sério dá certo, é só ter persistência. É o caso do jogador, é o meu também.
Dentre os prazeres do cansaço está também o reconhecimento pessoal. Quem disser que isto não é bom, mente mais descaradamente que o casal Nardoni. Claro, muita gente (até parece que tenho tantos leitores assim) deve estar discordando neste momento, constatando talvez que a estafa decorrente de sua rotina diária é uma baita merda, e que está longe de ser prazerosa. Entendo, e mais do que isso, concordo. Isso claro, se estiverem fazendo o que não gostam de fazer, e veja bem, não gostar não é sinônimo de ter raiva, mas sim também é significado literal da expressão: não gostar é apenas não gostar, não é ter raiva, é ignorar. E derrepente é isto que está acontecendo com você, querido leitor discordante. Tu não odeias o teu cansaço, a tua rotina, tu apenas a ignoras. Não dá valor aos (poucos) momentos de prazer, a convivência, as risadas, aos conhecimentos adquiridos, a evolução pessoal (que está contida também nas relações humanas de mais baixo escalão), e a beleza sempre contida no caminho até o trabalho, entre tantas outras coisas. Quer um exemplo?

Todo dia atravesso a ponte de pedra dos Açorianos, em ida-e-volta, e cedo da manhã, quando o movimento na rua já é alto, mas os ares de começo do dia ainda pairam, um casal de Pica-paus está ali, pousados na parte mais alta da ponte, tranqüilos e paralisados me olhando, como se fossem alheios a todo o movimento que há em sua volta...

... talvez me recompensando pelo tamanho esforço que é sair de Esteio e já estar ali naquela hora, único momento do dia em que poderia vê-los...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Food, a lot of food...

Não sou chato para comida. Sou de família italiana, fui criado aprendendo a comer tudo, e o principal: “muito tudo”. Seja camarões á Belle Meunière, seja o Xis Pelanca aqui da esquina. Qualidade não era tão importante, quantidade sim.
Eu como muito, eu como demais. Quem me vê comendo se apavora. Sei que passo vergonha, mas sempre pensei que passar vergonha é muito melhor que passar fome. Não que eu não agüente momentos, até horas talvez, de atraso em uma refeição ou outra, mas independente do horário, eu sempre como feito condenado-recebendo-indulto-de-natal-saboreando-a-ceia-na-casa-da-mãe.
Não sou chato para comida, repito. Como o que eu quero, a hora que quero, da maneira como quero e na quantidade que quero, costumava brincar quando as pessoas me diziam que a comida servida seria simples: - “Tem pedra com sal e vinagre”? - Respondia. E meu corpitcho esbelto continua (mais ou menos) o mesmo. É como se todos os sonhos gastronômicos da maioria das pessoas se tornassem realidade na minha pessoa: poder saborear tudo o que deseja da maneira como deseja, e não engordar, pior ainda, por vezes até emagrecer com muita facilidade.
Eu tinha mania antigamente, de comer desta maneira exagerada inclusive na casa dos outros quando convidado. Acreditava piamente que, assim como nas casas das nonas italianas, comer muito era um elogio feito, uma maneira de deixar claro que a pessoa sabia cozinhar bem, e que a comida estava ótima, era uma maneira de agradecer. Quantas e quantas vezes eu raspava panela de gororóbas fétidas... É mais do que óbvio que isto está errado. Além da mais absurda falta de educação, era feio e fazia mal tanto fisicamente quanto moralmente. Só na maturidade que pude perceber o quanto essas idéias familiares estavam erradas.
Contudo, alguns que conheço acham que pessoas do gênero feminino são como comida. Eles pensam que o que vale é só comer, sem saborear e aproveitar nada, e o pior de tudo: comer muito, e de tudo, tal qual buffet à quilo com direito a sobremesa.
Chuchus, mocotós, mondongos, buchadas, fígado, moela, coração de peru, língua, miolo, miúdos... tudo vale. Parou na frente tão mandando a colher. A hora que for, onde for, da maneira como for e seja de quem for, não interessa. O que interessa é mandar “pra dentro”.
O problema é que vive dando indigestão, mas eles não estão nem ai. Indigestão por causa de algumas comidas não é motivo para não continuar comendo. Às vezes bate um arrependimento de ter comido aquela porcaria, mas não tem problema, tudo é justificável, afinal de contas, estavam com fome não é?
Mas fome de que? Seria só de sexo? De companhia? De mostrar para os outros como é pegador (“o garanhão da paróquia”, como diz meu pai)?
Minha opinião: não é nada disso.
É vazio da alma mesmo. É preciso sempre preencher a alma com algo. Como se ela fosse um tanque da gasolina, um balão em pleno vôo ou um estomago vazio. Ela se encontra desta maneira por conta de algo, seja um rompimento, um luto qualquer, rotina enfadonha ou uma vida sem perspectivas, sem nada para poder inflar o ego.

Enfim, fome é algo que a gente mata comendo, concordo. Mas não estou escrevendo sobre fome carnal de qualquer tipo, mas sim sobre fome da alma, algo que só é saciado com satisfação pessoal ingerida, com conquistas concretas ao alho-e-óleo, com emprego acompanhado de pão caseiro, estudo e um café-expresso, amizades com picanha mal passada, carinho com polenta e galeto, respeito acompanhado de pizza de strogonoff, pessoas que podemos contar junto com um bom chopp, um grito de gol com sushi, lagrimas de satisfação com torta de sorvete, um sorriso de criança com pirulito, alguém fazendo planos ao teu lado com o feijão da mãe, e para terminar, palavras de amor ao molho madeira...

É, mas vai botar na cabeça deles de que mulheres não são algo que se compra no drive thru do McDonalds...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A minha primeira vez...

Existem coisas que a gente passa a vida inteira achando que não são feitas para nós. Definição: algo que nunca nos interessou, que nunca nos disse respeito, que nunca saiu do chão e nunca, nunquinha mesmo nos deu qualquer soma ao estado de espírito.
Mas daí a gente pára e pensa: tal qual o cheiro do mato, como que a gente pode dizer que não gosta se nunca nem experimentou?
Tem um cliente meu aqui do escritório que é francês, e como todo homem originário deste país, tem um paladar refinado. Ele me diz que a regra é a seguinte: “não basta provar algo uma vez, tens que provar no mínimo três vezes em situações diferentes, para depois poderes afirmar que não gostou”.
Eu estou provando poesia pela primeira vez na vida. E estou gostando. Sério mesmo, não estou escrevendo isto para agradar aos meus leitorinhos poetas, estou transparecendo a mais pura verdade, tal qual um martelinho de pinga pura.
Óbvio que não estou começando pelo mais difícil né... estou lendo poesias de fácil assimilação, digestão e compreensão. Algo que seja feito por alguém que está inserido(a) no mesmo contexto de mundo que eu, e que entende as relações humanas mais ou menos da mesma maneira.
- “Ai fica fácil!” – Alguém diria.
- “Fácil pra ti!” – Diria eu em resposta. Isto porque é muito fácil, pra alguém que pilota carro de corrida, dirigir um automóvel qualquer. Agora bota um Chevette na mão de alguém que nunca sentou no banco do motorista pra ver o merdelê que dá...
A primeira impressão que tive é algo bem de principiante mesmo. Perdoem-me mais uma vez os mais experimentados: geralmente quando começo a ler um poema, formo uma idéia, enfatizo em minha rica cabecinha do que o mesmo se trata, daí leio o resto interpretando-o de maneira que não consigo enxergar mais nada além da idéia inicial, entendeu? Não, tenho certeza.
De novo: Logo na segunda frase já penso do que se trata o poema, por exemplo: “sexo”. Após isto leio todo o resto adaptando cada mínima rima ao assunto. E tudo faz sentido no final.
O engraçado é que converso depois com quem o escreveu, e a pessoa me diz: - “Nada a ver. Nem pensei nisso. Não era o que eu queria que as pessoas entendessem...”
Isso tá certo? Será que realmente devemos retirar e respeitar para sempre o nosso entendimento sobre cada poema, cada assunto, cada mensagem, cada momento, cada pessoa nova que conhecemos?
Uma coisa eu já aprendi: nem sempre o que entendemos é o que aconteceu, acontece e acontecerá realmente. A primeira impressão retirada sempre é a que fica até onde for, mas nem sempre é a certa.
Os poemas me parecem ser tudo aquilo que as pessoas me diziam que era, mas ainda não tenho certeza. Isso porque eu não provei dos pratos principais ainda, só da entrada. Meu paladar é de neném ainda, nem sei o que seria algo diferente do leite materno que me deram pra ler.
Pra saber vou ter que procurar conhecer mesmo. Ir devagar, mas ir sempre. Entender como é, qual são as sensações, se me faz bem, se me diz alguma coisa, se quero mais, se haverá reciprocidade, se me apaixonarei, se virará vício... etc...

São os poemas, mas poderiam ser tudo.

Leite materno, cheiro do mato, comida francesa, Chevette, direção ofensiva... ou até alguém novo a despertar algo novo...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A falta que os três pontinhos me fazem...

Hoje é feriado... chuvoso. Cheguei agora de viagem... sozinho. Bebi muita cerveja... sem fumar. Abri duas garrafas de vinho... então tomei-as. Fiz meus homeworks de inglês e espanhol... não havia mais nada o que fazer. Penso em ti todos os dias... desconhecida. Aprendi a lê-la... e nem por decreto desaprendo. Viciei-me em saber o que pensas... e não quero substituir o vício. Trabalho tanto... querendo parar. Paro às vezes... querendo trabalhar.
Assisto a filmes... pensando se tu já os assistiu. Não leio os livros... que tu continuas lendo. Não sei usar todos os recursos do lugar que leio... da maneira que tu sabes. Possibilidades me aparecem aos borbotões... mas penso em ti sempre. Não faço a mínima idéia de como é sua voz... e isso me entristece, caramba! Penso no que faríamos juntos... e sonho. Sonho todos os dias... e tudo me parece tão palpável. Palpável e tão... sinuoso. Coisa estranha... nunca fiquei sem saber o que fazer. Deixas-me assim... perdido... mas não sei bem perdido no que...
Nada fizemos, nada falamos, nada cambiamos... e parece-me que te conheço faz tempo. Entendo teus gostos... sem nunca tê-los provado. Sei de teus medos e teu caminho perdido... sabendo que já o percorri antes de ti. Que vontade que tenho de dizer-te o que fazer... sem nem saber como falar “oi”. Vontade de te pegar no colo... sem nunca nem ter te visto. Dilemas teus... dilemas meus... e brilho nos olhos.
Será que sabes quem eu sou...? Será que estás na mesma sintonia...? Do que será que tu gostas em alguém...? Será que te interessarias por mim...?
To sentindo frio... imagino que tu também estás. Gosto dele tanto quanto tu... e sinto falta das mesmas coisas neste momento. Falta-me coragem para o próximo passo... mas o phoda é que imagino que tu nem sabes que eu estou aqui. Sinto-me como se houvessem barreiras... mas acho que sou eu mesmo quem as coloco. Falta uma luz clara... um sinal verde.
Leio jornal... tentando ver teu nome. Escrevo... pensando que tu me lês. Não sei o que tu achas de mim... talvez pense muito nas diferenças. Sei lá...

Não sei mais de nada... só sei que gostaria de ti. Gostaria de te conhecer... de fazer-te me conhecer... de ouvir-te... de te ver sorrir... de saber-te... e de fazer-te saber...

... que eu estou paradinho aqui... esperando algo... esperando ter coragem... esperando saber o que fazer... e que as coisas estão estranhas...

... mas um estranho bonito... um estranho legal...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Inverninho querido... nao me judia, por favor.

Hoje o meu tão querido inverno começou a dar as caras. E com eu gosto deste friozinho amado que fez hoje.
Inverno me apetece muito. Costumo dizer que nestes meses que circundam a metade da temporada eu sou muito mais feliz. Feliz, elegante, satisfeito, bem-humorado, disposto e até limpinho (isso claro, porque no inverno não costumo suar nem um pouquinho...).
Mas confesso: tem sempre algumas coisas que me fazem falta nesta estação que vem se anunciando assim... de mancinho.
Uma delas é de companhia. Não to falando qualquer companhia. To falando “daquela” companhia, aquela que neste momento em que está lendo este artigo sem estrutura alguma está pensando na mesma coisa que eu enquanto o escrevo. O quanto faz falta não ter alguém nestes meses.
“Cobertor de orelha” sabe? Corpo quente pra se esquentar, pra fazer um peso sobre o nosso. Cozinhar juntos... abrir uma garrafa de Cabernet Chileno qualquer... acender a lareira pra ver um filme e comer o que se quer comer, enroscar as pernas quentes deitado embaixo do edredom rosto-a-rosto e ter preguiça para levantar e pegar o controle do DVD...
Sair para comer fondue, ir pra casa “dos parente” no interior comer polenta com galinha, tomar chimarrão com hortelã, se esquentar em volta do fogão a lenha, para mais tarde a noite, ler um livro enquanto escuto histórias do que se está lendo, jogar conversa fora, escutar com atenção o barulho do mato, trocar olhares de carinho, fazer cafuné, beijar bochecha gelada, rir do sotaque do tio velho, da tia velha chingando os primos... da meia furada que era a única que estava limpa.
Voltar para a capital, tomar banho junto, cheirar pescoço, enrolar toalha, contar do passado, contar do presente, contar do futuro. Correr para colocar a roupa que quiser colocar, xingar o outro por estar de pé no chão, calçar as pantufas, fazer um capuccino, beber da mesma caneca, beijar lábios quentes sentindo ponta do nariz frio... e mais uma vez ir para baixo do edredom se aconchegar bem agarradinho...
Acordar ao meio-dia se der vontade, acordar cedo se der vontade também. Almoçar qualquer coisa sem compromisso, e lagartear no sol de qualquer lugar, dizendo: “como tu estás bonita”, e ouvindo: “de onde mesmo que tu saiu...”?
Conversar horas no telefone, bater os papos mais furados que existem, dizer que precisa desligar 20 vezes antes de fazê-lo, e não estar nem ai pra tal conta que vai vir no final do mês. Sentir saudade, cheirar fronha perfumada, é se ver num dia e se agarrar feito louco quando se reencontra no outro.
É assistir filme velho e filme novo, ouvir musica velha e musica nova, tomar quentão bem quente enquanto cheira/beija novamente o pescoço de quem está sentado coladinho ao lado, com as pernas recolhidas, os joelhos altos e os pés encima do sofá, tentando puxar o último espacinho do cobertor velho aquele...
- “Amor, liga a estufa”? – Me dirias. E eu talvez respondesse, brincando: - “Ahh... to com preguiça... liga tu”, sendo que eu sempre acabaria ligando.

Tá muito na cara, né?
Eu to sim, sentindo falta. Mas não é de alguém, muito menos de alguém “em especial”...
To sentindo falta é de me apaixonar, coisa que não acontece faz um tempão.
De me apaixonar pela mocinha séria aquela, aquela mesma que tem vergonha, timidez e receio. Aquela que enquanto o tempo passa levando junto momentos que poderiam ser de felicidade verdadeira com alguém verdadeiro, sabe que as coisas podem mudar simplesmente se pequenas atitudes fossem tomadas.

E a dificuldade para tomar estas atitudes não é maior do que a que tenho no momento de tirar o computador do colo, levantar daqui e pegar um edredonzinho... mas me dá uma preguiça...

domingo, 13 de abril de 2008

Juramento Nupcial

To em casa neste domingo à noite, assistindo ao concurso de Miss Brasil na Band. Impressionado claro pela beleza da mulher brasileira. Uma beleza que não diz respeito a etnias, raças ou sotaques. Mas não é sobre isto que eu quero comentar...
É sobre algo que escutei hoje durante o dia, num filme: “prometo amar-te e respeitar-te até que a morte nos separe”.
É, foi num filme que eu escutei isto, e foi através dele que pensei nas conseqüências que esta promessa reboca.
Será que alguém já pensou na seriedade disto? Leia a sentença novamente.
Prometer amar? Isso é possível? Será que dá? Não sei.
Vou tentar chegar a algo aqui: acho que esta frase deveria ser levemente alterada. Substitua o “prometo amar-te” por “prometo continuar amando-te”. Não fica melhor?
Sim, ficaria sim. Até porque entendo que casar hoje em dia é algo muito mais sério do que para as nossas gerações antepassadas. Hoje em dia casar não é assim não. É algo que deveria ser feito apenas após muitos pré-requisitos adquiridos, muitos perrengues passados, muito sexo feito, muitas conquistas atingidas. Amar incondicionalmente teria que ser algo natural, algo que já ocorre a muito tempo. Não deveria de maneira nenhuma vir através de uma promessa, mas sim ser reafirmado através desta frase.
De mesmo modo o respeito. Entendo que também deveria ser algo natural. No meu caso particular eu não tolero pessoa que não sabe ter respeito com os outros, imagina comigo então...
Respeito a gente conquista, a gente deixa claro que é imprescindível, que é algo que tem de existir em todos os momentos, para tudo e para todos. Não dá pra ficar cobrando toda hora... ainda mais prometendo que vai haver, como neste caso. Promessas de respeito nunca dão certo em discussões de relacionamento, imagina no ato do casamento.
Ai vem a pior parte da promessa feita: aquela que diz que tudo tem de ser até que a morte de um dos cônjuges aconteça.
Deves estar pensando que vou questionar o fato de na maioria das vezes o amor e o respeito acabar muito antes disso. Muito pelo contrario: será que eles acabam quando a morte separa um casal? Tenho certeza que não. Arrisco a dizer que são justamente estes dois aspectos que não deixam uma pareja se separar, mesmo após a morte de um dos envolvidos. Mas enfim...
Existem certas tradições que deveriam ser levemente mudadas. E este juramento acredito que deveria ser adaptado para os tempos atuais. Já está mais do que na hora estas promessas evoluírem para reafirmações (confirmações).

A tradicional beleza das misses é que nunca deveria mudar. Esta tradição eu já acho que deveria ser mantida...

Até porque to apaixonado pela Miss Ceará... para essa eu prometia amor e respeito com toda certeza...

Ops... desculpe...!

Scarpins...







Sapatos são algo que me despertam os mais profundos interesses. Principalmente sapatos femininos. Channel, Mule, Peep Toes... mas principalmente:

Scarpins...

Admito agora... o que deixei para trás no último post... o meu maior defeito...

... é a mais sincera e forte TARA que tenho por pés femininos... de preferência delicadamente e sensualmente calçados por Scarpins...
Sensuais, muito sensuais. É o que há de mais sensual para os pés femininos e para minha mente, em todos os momentos. Viajo longe quando vejo pés em bicos finos e saltos altos. Mas não se assustem... não há nada de maligno nisto.
É que saltos altos me atraem. É muito interessante como ocorre: imagine um ambiente lotadíssimo, onde há tantas pessoas que mesmo as que estão lado a lado não se notam. Se houver um par de Scarpins neste ambiente podes ter certeza que meu olhar estará colado a ele de tal maneira que nada mais em minha volta existirá. Eles me sugam a atenção de tanto que me perseguem. Chega a ser algo que encabula, tanto a mim, quanto a moça que eventualmente está calçando-os.
Digamos que se eu fosse legislador, transformaria o uso de Scarpins em lei, em regra, em uma obrigação. Mulher alguma poderia sair de casa sem eles. Principalmente se suas panturrilhas estivessem à mostra.
Para completar o raciocínio:
Como para qualquer ser humano do gênero masculino, a beleza feminina importa sim. Mas no meu caso a beleza esta associada principalmente à postura feminina. A preocupação, a elegância, a higiene, os detalhes, a criatividade e um certo toque de devoção aos modismos são essenciais, não adianta. Scarpins são parte deste modismo (talvez momentâneo)? São sim...

Graças a Deus são...

E tomara que durem durante várias estações... ai minhas imaginações e as visões de pés femininos que me trazem tanto prazer vão continuar existindo... diariamente.





domingo, 6 de abril de 2008

Meus defeitos...

Depois do último post no domingo, algumas pessoas me perguntaram qual eram os meus defeitos... dizendo que não era justo falar de perfeição sem falar dos erros humanos, principalmente aqueles que saltam muito mais aos olhos femininos.
Nossa... vê se isso tem cabimento. Revelar meus defeitos aqui...
Mas tá bom. Me convenceram a contento (cobrei algo em troca, óbvio). Vou fazer isso.
Mas vejam bem, o conteúdo deste post não deve ser levado como definitivo ou tão sério assim. Defeitos simples são defeitos simples... desvios de caráter são outra coisa.

Primeiro: Tenho mania de fazer “Air-Guitar” sempre que qualquer música está tocando, em qualquer lugar que seja. Sério. Tenho este terrível hábito, parece até que não sei escutar musica sem imaginar que estou tocando guitarra, baixo... e até bateria.
Agora imagine a situação do Rafaelzinho aqui estar dentro do trem sentado tocando solos de bateria a-la-John Bonham...

Segundo: Eu fumo sim. É anti-ético, anti-sociável e completamente démodé, mas eu ainda faço isso. Uns 3 cigarros por dia só (se é que isso é desculpa...), é pouquíssimo mas ainda fumo. E o pior...
Fumo porque gosto...

Terceiro: Eu gosto muito de futebol. Sou um inveterado amante do que acontece no gramado, gosto tanto de jogar quanto de assistir (seja pela televisão, seja no estádio). As tão femininamente odiadas peladas semanais eu participava sempre, menos agora estou trabalhando feito burro de carga. Mas enfim... nunca abro mão deste direito.

Quarto: Adoro música sertaneja. Amo de paixão. Já falei sobre isto por aqui, não tenho preconceitos musicais. Portanto...
... não é raro me ver cantando rancheiras por ai.

Quinto: Eu não sou amante da literatura. Alias, digamos que se as livrarias dependessem de mim pra pagar as contas... já viu né. Leio apenas o que faz parte das minhas áreas profissionais, e olhe lá (mas eu não sou bitolado tá? Não ler grandes autores não quer dizer que sou alienado... tente puxar qualquer assunto do mundo das letras comigo pra ver).
Enfim, se a literatura fosse o dia eu seria a noite... entendes?

Sexto: Adoro filosofar. Quem acompanha este ínfimo blog sabe disso. Filosofia barata, aquela que a gente pratica no boteco, é muito prazerosa, vai dizer que não? Quem filosofa de graça tem mania de ser o analista grátis dos outros... pois é. Eu sou este dai.

Sétimo: Cerveja. Minha paixão de finais de semana... não abro mão. Principalmente junto da minha família...

Oitavo: Não tenho orkut. E nem vou ter.

Nono: Não gosto de mulheres vulgares, tanto em atitudes ligadas a sexualidade ou não. Não consigo nem me sentir atraído por elas...

Décimo: Sou um homem educadíssimo sim, obrigado. Não me dou bem com quem não é, isto é fato. Quer me ver feliz? Seja educada comigo.

Décimo primeiro: Sou romântico. Romântico a ponto de ser devagar nas artes da conquista. Isto porque gosto da fase pré-envolvimento. Vai dizer que não é boa aquela saudadezinha que dá daquela pessoinha especial que faz duas semanas que tu estas trocando telefonemas e mensagens...

Décimo segundo (e último, senão daqui a pouco ninguém mais vai me querer): Durmo em cama de solteiro sim, e o pior para alguns(mas), na casa dos meus pais. Mas eu não saio sozinho daqui pra passar perrengue... só quando eu tiver condições para manter meus padrões.

Só se for com alguém que eu venha a amar muito... ai sim passo todos os perrengues do mundo...

domingo, 30 de março de 2008

Homem perfeito...

To ficando indignado. Segundo informações de terceiras (mulheres), sou o homem heterossexual perfeito, tirando um defeito básico (que claro, não vou revelar assim tão de bom grado). Óbvio que tenho certeza que perfeição não existe, e muito menos em forma da minha pessoa. Mas tá bom, entendo que para a maioria de nós (inclusive eu) achar a pessoa perfeita é uma meta, ou algo que é compulsoriamente necessário para o alcance da felicidade, mas no caso do famigerado “príncipe encantado”, eu tenho algo a dizer, um singelo recado para a mulherada.

E como todo homem perfeito gosta de poesia (deixem a crítica da qualidade da mesma dentro da gaveta, não tenho compromisso algum com isso), resolvi dar este tal recado em forma de uma.
Ai está:

“O homem perfeito é bonito
lindo com seus mistérios
é belo quando está rindo
e o seu sorriso é o mais belo

Este homem perfeito é bom
tem trejeito carinhoso
quando fala em meio (meigo) tom
em sua companheira causa um arrepio gostoso

O homem perfeito é fino, magro e gordo
é solícito, nunca infiel
compreensivo, tem a graça de um guri
e tem a doçura de um favo de mel

Masculinos perfeitos adoram dar flores
brancas, amarelas e rosas vermelhas
a uma velha senhora formosa
ou a uma jovem e bela guerreira

O homem perfeito tem energia
É sobre humano, nunca se cansa,
cozinha bem, serve a mesa, lava a louça
e ainda gosta muito de criança

O homem perfeito não gosta nem joga futebol
é sensível as grandes artes
gosta de dança e ballet
e nunca haverá de magoar-te

Para encerrar a preceito
estes versos que alinhei:
se existe um homem perfeito…

... e o filho da puta ...
só pode ser gay”.


Recado dado.

Mexa-se... tome uma atitude.

Pense em música. Pense também nos músicos. O que mais atrai a atenção dos fãs?
Um riff diferente de guitarra, uma linha de baixo que não dá pra entender de que tipo de viagem saiu, bateria sem erros, vocais barítonos...? Não.
Se Elvis estivesse vivo, daria pra pensar melhor assistindo suas apresentações nos autos dos seus setenta e muitos. Rebolado? Roupas extravagantes? Costeletas enormes e gordurosas? Não também.
Tudo faz parte de um pacote...
Atitude. Isto é o que realmente merece atenção. E este é o tema do meu pequeno recado de hoje.
Tal qual Ramones e suas pernas abertas, Demônios da Garoa e sua linguagem de gueto, Gonzaguinha e o ponto certo, Chico e a Nação Zumbi e seu batuque lamacento, o que é diferente atrai, e o que atrai faz sucesso.
Quer que as coisas mudem? Não esta satisfeito(a) com o marasmo, a rotina, a solidão, as noites vazias e a insatisfação pessoal? As pessoas só te magoam? Tome uma atitude. Torne-se atraente.
Basta isto. Atitude mesmo, ela tem o poder de tornar-te um imã. Simples.
Gosta da minininha aquela? Ela nem sabe disso? O que falta pra algo acontecer? Tome uma atitude.
Não agüenta mais a solidão? Ta ficando louco(a) com a programação da tv na madrugada? Tome uma atitude.
Faça diferente do que sempre fez. Tente algo novo. Fale o que pensa. Diga que gosta. Mude de uma vez o que não esta dando certo.

Podes não conquistar o mundo como o Rei do Rock, aquele que tinha a pélvis frouxa...

Mas que a vida vai mudar... isso sim...

sábado, 22 de março de 2008

Rotular pessoas...

Escutei hoje um termo que pode parecer comum, mas que odeio que digam sobre mim:

- “Tu és super romântico! Que querido”!

Quem diabos me colocou este rótulo na minha testa?

Mas enfim, filosofando de maneira muito barata, temos que ter noção claro, de que fazemos parte de uma sociedade habitada por indivíduos, que tem poderes de influenciar a sua vida e as dos outros. Esta complexidade toda faz com que reajamos positiva ou negativamente aos nossos próprios hábitos, um deles é a tal rotulação. E eu reagi mal no momento.
A gente tem mania de rotular as coisas, as situações, as pessoas. Alguém que não tem o nosso tempo de raciocínio facilmente vira retardado, deficiente físico é incapacitado, crentes, ricos, pobres, feios, bonitos, bêbados, drogados, homossexuais, prostitutas, negros, fracassados, bandidos, falcatruas, românticos, fúteis, vagabundas e tantos outros rótulos horríveis que costumamos usar de maneira pejorativa ou não.
É ruim rotular? Claro que é. Esquecemos sempre que rótulos atingem pessoas que amam, odeiam, choram e riem.
Não há clemência no rótulo, ele é frio, estático.
Lembremos também, que todo ser humano prejulga, faz parte da sua natureza.
Quer a prova real? Por acaso já pensaste: “Não vou com a cara daquele sujeito mesmo sem conhecê-lo...” ou “Quem usa camisa rosa é bicha”, ou ainda “Não vou me envolver com ele/ela porque é meu subordinado”, ou a famigerada “Homem/mulher é tudo igual”? Hum...
Impressões a gente tira sempre, não adianta dizer que não. Quantas vezes deixou de te envolver com alguém porque achava que ele/ela era muito romântico(a)? Porque achava que não era confiável? É mais fácil achar/rotular e eliminar possibilidades logo de cara... acreditamos sempre no que queremos acreditar.
Falta mansidão, falta compreensão, falta vontade de arriscar só para conhecer alguém novo (não precisa se envolver).
A maneira de se vestir, de falar, de tratar os outros indica muita coisa? Sim. Mas o íntimo da pessoa... fica explicitado? Não.
Os estereótipos crescem juntamente com os preconceitos. E a coisa funciona assim: Quem rotula age com preconceito, e quem age com preconceito tem preguiça. Preguiça de pensar, de conhecer.
Rotulamos pessoas da mesma maneira que rotulamos filmes, livros, revistas, artigos, garrafas de bebida, musica...
Devemos parar? Sim e não. Ai vai de cada um. Até porque devemos também sempre lembrar que o rótulo é uma maneira de defesa também.
Contudo... almas gêmeas que têm muito em comum podem estar perdidas no mar de preconceitos...

... se eu sou romantico?

Claro que sim. E me orgulho disso... só não gosto que falem...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Equipe Assessoria Jurídica - SEHADUR
Eu, Dra. Vanessa, Dra. Melany e Alan.

sábado, 8 de março de 2008

Melhor SHOW da minha vida...


Muitos Cristãos fervorosos...





...no meio do furdunço...



Eu e o Gringo Loco... parceria do caralho...!



"Eddie! Eddie! Eddie...!"



E pra quem quer ver um pouco mais do que foi esta noite épica...:
UP THE IRONS...!


terça-feira, 4 de março de 2008

Estar bem

A vida passa, o tempo passa, os cabelos caem e a barriga cresce. E o meu blog continua sem atualização... mas enfim, estou aqui nesta única noite livre da semana justamente para isto...

Por falar no tempo que passa, e na vida que segue, como é bom constatar que as pessoas que gostamos estão bem. Sempre me sinto satisfeito.
Mas... que é estar bem...?
Estar bem é ser, e não só ter. É saber, e não apenas sentir. É tomar o baque e levantar, é proporcionar orgulho e ao mesmo tempo toma-lo para si...
Estar bem é ter o dia inteiro cheio e sentir-se satisfeito por isto. É acordar antes de o sol nascer... e achar o amanhecer lindo. É apaixonar-se por um cachorro com cara de pidão, um copo de café fresquinho e um sorriso sincero de criança. É assistir um filme pela enésima vez, e achar detalhes nunca antes vistos. É sentir prazer em meio ao cansaço, cantar a plenos pulmões e falar palavrão com toda vontade. É lembrar do passado, perceber o presente e avaliar o futuro.
Estar bem é passar a mão no rosto de quem se gosta, é fazer um carinho e sentir a palma da mão afagada. É apreciar uma paisagem, nem que seja a que se vê pelas janelas todos os dias. É desejar bom dia com gosto, dar boa tarde a quem não se viu ainda e ao invés de desejar boa noite... dizer “até logo...”.
É apertar a mão com força, três beijinhos para casar, dar tapas nas costas de quem se considera e no alto peito de quem se respeita. É respeitar, e o melhor de tudo, sentir-se respeitado.
É comer porcaria sem culpa e beber sem medo da volta. É saborear o feijão da mãe, o churrasco do pai e as piadas dos cunhados. É sentir bebe chutando, e permirtir-se, permirtir-se sentir emocionado...
“Vento negro campo afora” junto com “nicotina nicotina tá no meu pulmão”. É dançar sem saber, não sentir inveja de quem sabe e rir, rir com gosto. É ver a bola picando e chutar com força, e ao mesmo tempo não ter compromisso com a resposta final. É parar de perna aberta e peito estufado. É assistir Big Brother, ler revista de fofoca e comentar sem medo. É saber que homens descomprometidos são fáceis de se admirar, portanto sentir inveja é natural, mas também é saber que a capacidade de se comprometer que faz de um homem um nobre. E chegar ao ponto onde damos valor as coisas certas...
É ter disciplina sem se queixar, é ser o mesmo sem se cobrar, é ser livre respondendo e de maneira nenhuma sentir saudade.
Retroceder nunca, render-se jamais.

É rezar sem se sentir otário, é pedir benção e ser atendido, e desejar um dia... um dia...

Ter a capacidade de orar sinceramente para que, um pingo de nossa felicidade possa alcançar aqueles que nos fizeram mal...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Explicações

Antes de tudo, sinto que devo algumas explicações aos meus poucos leitores:
O meu afastamento deste blog se deve única e exclusivamente a minha total e completa falta de tempo. Iniciei agora faz duas semanas num estagiozinho (que sinceramente considero como um segundo emprego, tamanha as responsabilidades que tenho) na Secretaria da Habitação do governo do Estado. Pois então... 6 horas no estágio, mais umas 4 horas no meu outro emprego (o de sempre, mas em versão “intensivão”, pois todo o serviço de dia inteiro tenho de cumprir neste parco espaço de tempo, esta foi a condição), sem horário de almoço, com caminhadas diárias (subo e desço a Borges quase que inteira todo santo dia, ida e volta), mais o trem lotado... dá umas 10 horas por dia de pura correria, canseira, mas muito conhecimento adquirido.
E isso que as aulas nem começaram ainda...
Enfim: To aprendendo um monte sobre outro monte de coisas que nem imaginava, e conhecendo muita gente interessante também, pessoas com outro nível de conhecimento e visão. Não tenho nem tempo e nem cabeça pra escrever... tá difícil.
Por hora apenas digo que vou me esforçar para atualizar isto daqui. Nem que tenha que forçar muito para escrever algo que preste. Algum texto bonitinho ou o que seja...

E claro:

Peço a compreensão de vocês...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A Bahia e seus encantos...

Visitei a Bahia neste final de ano. Passei minhas férias por lá. Mais especificamente em Porto Seguro, que todos dizem (com razão) que é um local mágico. Vale imensamente pelos passeios, pelos mergulhos e pelas belezas naturais. Aliás, a beleza natural que mais se destacou pra mim não foram os recifes, a maré, as praias, ou nem ao menos o clima. A beleza natural mais clara está no povo da Bahia...
“Figura” seria uma designação até injusta para designar um simples baiano. O calor e a simpatia do povo são evidentes logo na chegada, há uma incrível mistura de raças (brancos, negros, mulatos, índios...) e de crenças (candomblé e o catolicismo em geral).
Eles são alegres, festivos e trabalhadores, entusiasmados e como nós gaúchos, um povo que ama sua terra acima de qualquer outra. A simpatia, esta alegria e a força de trabalho desta gente, que ao mesmo tempo são espertos demais, criativos demais, cultos demais e inteligentes demais, contagia.
O estrangeiro/turista que chega a Bahia logo percebe que o povo baiano tem características diferentes das nossas, como a hospitalidade exarcebada, a vontade de trabalhar, e em contrapartida ao mesmo tempo uma baita falta de ambição (o baiano ambicioso foge da Bahia, foram eles mesmos que me disseram). Mas esta questão me parece que a maioria nem percebe. A vida deles é sofrida desde o nascimento, um menino começa a vender bugigangas na praia com 6 anos de idade e vai até os 80 se facilitar, vivendo quase na miséria pela vida inteira. Pode-se perceber, portanto, que esta carência de ambição é substituída pela característica de terem uma garra sem igual para o trabalho, que por vezes, transcende a expressão “de sol a sol”. Porto Seguro, por exemplo, é uma cidade de 140 mil habitantes, onde a criminalidade é praticamente zero (quem rouba é turista). Todos trabalham, se não há emprego, há milhares de vendedores na beira da praia, vendendo desde óculos, miçangas até os espetinhos de queijo (chega a ser chato dizer tanto não, incomoda).
Existem sentenças que se traduzem em realidade quando temos contato pessoal com este povo, uma delas é a que diz que a baianada realmente tem, digamos assim, “uma velocidade diferente” para se fazer as coisas, ou até mesmo para se levar a vida. Aqui cabe ressaltar que de maneira nenhuma a fama de preguiçoso procede, até porque a diferença não está na vontade ou na jornada/quantidade de trabalho (a deles chega a ser muito maior e árdua do que a nossa, com o agravante de se viver numa terra em que o sol literalmente castiga), mas sim na velocidade que as coisas acontecem. Esta sim, não há como negar, é bem mais devagar. Experimente ir a um restaurante e pedir uma bebida ao garçom por exemplo, ai tu me entenderás...
A outra característica é a que mais se ressalta: “o baiano não nasce, estréia”! Eles foram feitos para darem show. Desde o gari de rua, passando pela vendedora de capeta, o capitão do barco ou o deputado federal, todos eles têm o dom nato para o espetáculo. Eles não falam, cantam. Eles não conversam, explicam. Eles não vendem, agradam o cliente. Eles não reclamam, fazem questão de demonstrar que são emotivos, portanto choram quase copiosamente. Este último quesito então, é o que há de mais engraçado. Eles se sentem magoados fácil-fácil.
Resolvi certa noite, não comprar o ingresso de determinada festa das mãos de um cambista, ele para minha total surpresa, me indagou quase com lagrimas nos olhos: “Ô Sinhô não cónfio em mim”? Disse. Eu respondi que não era esta a questão, pois o balconista do hotel me fez um preço mais barato. Ele portanto, respondeu-me que para falar-lhe, a partir daquele momento, eu teria que pagá-lo um real por frase...
Se responderes um “não obrigado” de maneira mais incisiva para algum vendendor de praia, ele provavelmente vai fazer questão de deixar claro que magoou-se, respondendo com alguma frase que exponha desaprovação, como “sorria! Você está na Bahia!”, ou “tem que entrar no clima”, ou ainda “o sinhô ixtá ixtressado? Não me trate deste jeito não...”
Mas há algo que realmente, para nós estrangeiros em terras do descobrimento, muda demais. O tempero da comida e a qualidade da água...

Tente comer um acarajé pela manha, um camarão na beira da praia pelo meio dia e uma moqueca de peixe pela janta... ou tomar um copo da água da torneira...

Te garanto que o efeito é melhor que 3 comprimidos de Almeida Prado 46...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Distorções automáticas II

Ontem escrevi sobre algumas distorções automáticas de pensamento, hoje eu continuarei a escrever sobre isto, mas tentando identificar e exemplificar algumas outras muito corriqueiras. Escreverei da mesma forma que ontem, ou seja, de maneira a exemplificar cada uma delas, em separado, mas dentro de um contexto não muito claro. Continuo com a minha opinião aquela: que atire a primeira pedra quem nunca pensou das maneiras que vou descrever...
Começarei falando sobre a desqualificação do positivo, que nada mais é do que valorizar apenas os fracassos, desvalorizando em contrapartida qualquer tipo de sucesso, seja algo extraordinário ou não. Desta maneira sempre vamos nos sentir inadequados, insatisfeitos, depressivos ou não recompensados. Exemplos? Ai está: “Eu tive total êxito no meu serviço de hoje, mas não quer dizer nada, tive apenas sorte”, “meu chefe disse que meu relatório ficou ótimo, que não poderia estar melhor, mas na verdade qualquer um poderia ter feito, e ele nem estava tão bom assim...”.
A argumentação emocional que fazemos por vezes é outra distorção grave, pois se pode dizer que é uma tendência a tratar os nossos sentimentos como se fossem fatos, ou algo definitivo. Desta maneira, as auto-impressões, que claro não são nem um pouco fundamentadas em fatos concretos, passam a ser utilizadas como evidências que confirmam crenças erradas sobre si mesmo. É o velho “eu sinto, portanto deve ser verdadeiro ou assim mesmo”, ou “eu sei que faço muitas coisas de maneira correta, mas eu ainda me sinto um fracasso”, “eu me sinto triste, devo ter depressão permanente”.
Imagine a seguinte situação: Uma jovem gordinha de 28 anos, que está de dieta desde os 12, não resiste e come uma colher de sorvete, ela diria: “Eu quebrei minha dieta completamente, vou comer o pote todo, não faz diferença alguma”. Estes são os pensamentos dicotômicos, os chamados “tudo ou nada”, a pessoa sempre pensa em termos extremos, absolutos, sem meio nenhum meio termo. Exemplos: “Se não for perfeito, sou um fracasso”, “se ela me fez cara feia então ela não gosta nem um pouco de mim”, “se meu pai não fez tal coisa, ele é um imprestável total”, “o Grêmio perdeu na final, portanto foi um fracasso total no campeonato todo”.
Vai dizer também que tu nunca te pegaste tendo certeza do que os outros estão pensando sobre ti, sem ter a mínima confirmação, do tipo “ela acha que eu sou feio”, “meu pai não gosta de mim”, “minha mãe me acha um inútil”, pensamos assim sem nem ao menos termos evidência que confirme qualquer destas sentenças, estas são as chamadas leituras mentais. Tu achas que sabe o que os outros estão pensando, falhando assim ao considerar qualquer outras das possibilidades mais prováveis.
E uma das mais comuns:
Digamos que tu viajas para um lugar qualquer, e neste local acontece algum imprevisto repentino e desagradável, tu pensas logo assim: “Se eu não tivesse vindo pra cá, nada disso teria acontecido”. É a clássica questionalização, é focar o evento naquilo que poderia ter sido e não foi. Fazendo isto, a gente se culpa pelas escolhas que fez e questiona-se por tabela, nas escolhas futuras. Exemplos: “Se eu tivesse aceitado aquele emprego, estaria melhor agora”, “se não tivesse desrespeitado meu namorado, ainda estaria com ele hoje”, “se tivesse levado aquela pessoa mais a sério, hoje seria mais feliz”.

Enfim, o que interessa realmente é tentar sempre identificar estas distorções, lembrar de botá-las em julgamento sempre que acontecerem e principalmente...

Evitá-las e tratar de tomar medidas para que nunca mais aconteçam...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Distorções automáticas...

Alguém ai já ouviu falar em distorções cognitivas?
Eu já. Graças a Deus já.
Se você que está lendo não sabe nada sobre o assunto, preste atenção, vou explicar algumas das mais clássicas, e que me atire a primeira pedra (ou faça um comentário), aquele que nunca em seu cotidiano se utilizou de um destes pensamentos extremamente nocivos, e o pior de tudo, automáticos.
Vou partir da premissa que a mente não passa de um processador de informações, e que como qualquer outro, está sujeito a vírus, erros e distorções interpretativas.
Estas distorções podem ser traduzidas em pensamentos automáticos, que podem ser verdadeiros, mas em 99% das vezes são tão falsos quanto o relógio que estou usando agora, ou podem conter alto teor de falsidade, quanto o sorriso que a tia da pastelaria aqui da esquina dá quando quer vender mais.
Para começo de conversa, existe a chamada catastrofização, que como o nome já diz, é simplesmente superestimar as conseqüências negativas dos próprios atos ou dificuldades corriqueiras. A pessoa exagera ao cúmulo a importância dos próprios problemas, e em contrapartida claro, minimiza a importância das suas próprias qualidades, tornando assim, tudo uma catástrofe. Quer exemplos? Ai vai: “Não consigo mais fazer tal coisa porque perdi o jeito”, ou “se o meu chefe me demitir eu nunca mais arranjarei emprego”, “se ela não me quiser mais, meu mundo acaba”, ou ainda “porque eu fiz tal coisa às pessoas vão me achar um merda para sempre”.
Posso citar também a rotulação, que nada mais é do que o chamado 8 ou 80. A pessoa coloca um rótulo geral e fixo sobre si própria ou sobre terceiros, um exagero sobre uma atitude cometida ou uma característica banal. Por exemplo, ao invés da pessoa pensar “cometi um erro”, ela se rotula negativamente “eu sou uma burra mesmo, um fracasso total”, ou “ela é uma chata porque me manda fazer tal serviço”, “ele é um desleixado porque estava vestindo uma roupa velha”, “ela é uma má pessoa porque é fumante”, e por ai vai.
Linkando com este último, falo sobre a supergeneralização, que consiste em criar uma regra a partir de uma única evidencia. Uma única falha serve como evidência de que as falhas sempre vão acontecer e que, portanto, não adianta nem tentar mudar ou melhorar. É como se o individuo visse apenas um único episodio negativo, sempre se utilizando de palavras como nunca ou sempre, como uma rejeição amorosa ou uma situação vergonhosa. Exemplos: “eu nunca faço nada certo”, “eu sempre faço tudo errado”, “meus relacionamentos nunca dão certo”, “nunca vou passar nos concursos”, e “sempre vou parar no meio quando começo algo, nunca consigo levar até o final”.
A pior de todas: a vitimização. Considerar-se injustiçado ou não entendido é tão comum quanto ter bunda. A fonte dos sentimentos negativos neste caso sempre é alguém, como se a responsabilidade dos nossos próprios sentimentos fossem dos outros, e não nossa. Exemplo: “Minha namorada não entende meus sentimentos, ela é injusta comigo porque eu faço tudo por ela e ela não faz nada por mim”, ou “faço tudo pelos meus pais e eles nem me agradecer agradecem”.
Vou citar ainda o chamado filtro mental, que é simplesmente se prender a um único fato, e acreditar exclusivamente nele ao invés de considerar o fato como um todo. Exemplos: uma pessoa conhece outra que parece ser super honesta e correta, mas não gosta dela por um motivo qualquer, como um simples atraso em algum compromisso. Ou se apresenta para um grupo de pessoas, onde todos a elogiam menos uma que a critica, esta crítica passa a funcionar como a única verdade, e o retorno positivo todo passa a ser ignorado.
Na verdade há vários outros, que um dia eu posso até continuar a citar por aqui. Mas o que mais chama atenção é que todos eles parecem iguais, não? Claro que sim. O que acontece é que todos os pensamentos humanos são linkados, inclusive estes, que representam distorções sérias do que seriam as verdades. Por conta disto que por vezes começamos a pensar em determinado assunto e quando vemos, já estamos tirando conclusões definitivas (e negativas) de aspectos que são extremamente importantes.

Mas as distorções não são o maior problema... é justamente o contrário...

O maior problema é chegar a conclusões ruins que são completamente fundamentadas sobre as pessoas que a gente gosta... ai é uma decepção só...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Porto Seguro (Férias)!

Que vida díficil essa...

Depois me dizem que o meio do mar é só água...

- "Me arranjei na Bahia, me arranjei..."

- "Não tio! Não me joga na panela! Eu juro que não bilisco mais o pé de vocês por debaixo da mesa...!"

Foi vendo esta foto que eu percebi o quanto estou careca...

Praticando meu mais novo esporte...

Az coizzzas eztãn ficando azin meio embazzadazzz...

Vamos pra noite amor!

Agora intenzii porrrque as coizzas tãn embazzadazzz...

Dizem que foi por aqui que Cabral chegou. Eu só cheguei 508 anos depois dele...


Dizem também que o céu é o limite. Não sei não. Tem tanta coisa acima dele...