O meu grupo de amigos é aquele que posso realmente chamar de musicado. Todos gostam de brincar com algum instrumento musical, seja bateria, baixo, guitarras ou violões. E todos cantam. Cantam bem até.
Musica é um assunto recorrente entre nós, em qualquer tipo de reunião ou encontro, passamos boa parte do tempo conversando sobre algo ligado a isto. O próximo passo sempre é alguém pegar o seis cordas e puxar alguma música. Geralmente cantamos músicas antigas, como Vento Negro, Desgarrados ou Guri, repetindo umas 15 vezes cada uma.
Mas não foi o que fizemos ontem. À noite tomamos uma cerveja em um posto de gasolina da cidade, nada muito excepcional. Puxei assunto sobre a cultura musical adolescente, algo que sempre existiu até porque é o maior nicho de mercado que há.
Desde Menudos, New Kids on the Block, Polegar, Dominó, Tremendo, Backstreet Boys, N’Sinc e Rebeldes da vida, estas bandas fabricadas por produtores e detentores da fórmula do sucesso, dominaram o mercado comercial apesar das críticas gerais (inclusive minhas).
Antigamente esta fórmula era fácil, era só juntar um grupinho de rapazes bonitos que cantavam mal e não tinham nenhum talento, ensinavam-nos a dançar, rebolar, sorrir agradar as fãs e tava tudo feito. Aos poucos as coisas foram evoluindo, passou pela época em que o mercado obrigou os produtores a contratar meninos já talentosos e competentes para seus grupos. Agora a tendência é mesclar as artes com algumas características humanas atuais, ou seja, pega-se o cinema, a tv, a mídia, a curiosidade (paparazzi, vídeos pornôs caseiros e fofocas generalizadas) a dança, a música e o apelo sexual dos meninos e meninas, coloca-se numa panela de pressão, tempera-se com grana alta e... voilá! Lucra-se cinqüenta vezes mais.
Ontem conversando fizemos esta análise, e claro, alguma pérola deveria sair.
Imaginem de quem...
O Marcelo estava falando que as menininhas adolescentes que ele sai de vez em quando adoram um tal grupo que ele não lembrava o nome (guasca velho do jeito que é, só lembra do nome do Leopoldo Rassier e do Gildo de Freitas), e que este grupo já tinha uns 2 ou 3 filmes, não sei quantos DVD’s, CD’s, musicais, shows, etc...
Segundo a descrição que ele deu naquela hora, tratava-se de um bando de adolescentes, meninos e meninas, ambientados em uma escola, como se fosse uma Malhação americana.
Neste momento surgiu a situação clássica aquela, em que todos os presentes tentam lembrar de algo e não conseguem (e que alguém diz: “quando eu não estiver pensando nisso, vou lembrar”). Mas para o nosso susto, o Paulo aos berros respondeu:
- Lembrei!!! É High SKOL Musical!!! Não é??? É sim!!! É High SKOL Musical!!!
... Passei o resto da noite rindo ...
... imaginando aquele bando de menininhos e menininhas dançando com um Latão ou uma Cicarelli na mão ...
sábado, 25 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Eloá e seu perfil no orkut
Semana passada o país inteiro ficou perplexo com o desfecho do seqüestro mais sem-noção que existiu na história. Isto tudo porque, segundo palavras de um célebre apresentador de programas policiais, “envolvia o amor, paixão e morte, e as pessoas se interessam por crimes que envolvem casos de amor, paixão e morte”. Justificativa esta que foi dada apenas para o interesse doentio das pessoas pelo caso. O porquê de o seqüestrador ter feito o que fez, todo mundo sabe decor-e-salteado, agora, o que o levou, qual foi o estopim, a gota da água, isto ninguém discute.
Vou tentar ser mais direto do que geralmente sou.
O mesmo motivou-se pela característica “possessividade” que o sentimento que nutria pela jovem continha, sentimento este imaturo/maroto, aliado a um grande agravante:
O orkut.
Segundo o principal negociador atuante no caso, e o próprio meliante, a motivação para o acontecido foi o fato de que no domingo que antecedeu o crime, o indivíduo recém ex-namorado da vítima, viu no orkut dela recados e fotos do menino que ela estava ficando. Segundo ele próprio, o primeiro tiro, que foi disparado no primeiro dia de seqüestro, foi alvejando o computador da menina. Daí pra diante foi uma bola de neve.
Pergunto: Quem de nós já não se incomodou de alguma maneira tendo seu perfil no tal site de relacionamentos? Quantos de nós já não nos incomodamos com ex-namoradas (os) ciumentas (os) em relação a isto? Quem nunca teve raiva de alguma comunidade ofensiva colocada de propósito, ou com algum scrap? Será que passaríamos tudo isto que passamos se não tivéssemos perfil no orkut?
Todos sabem que abomino o tal site. Isto não é novidade para quem me conhece ou para quem me lê por aqui. Realmente não consigo entender qual é a necessidade que a maioria de nós (retirando eu e alguns gatos pingados) temos de expor as nossas vidas assim, como numa vitrina, onde todos têm total liberdade para saber de tudo.
Seria exagero meu dizer que, independentemente da sociopatia de Lindemberg, o perfil no orkut de Eloá foi o laxante para toda esta merda generalizada?
Não estou estudando direito para ser o advogado do Diabo, pelo menos não neste caso. Não quero de maneira nenhuma defender ou justificar o que o tal Piá fez, digo e repito se precisar, minha intenção com este texto é CONDENAR O ORKUT e não absolver o guri vingativo, pois violência não se justifica, se condena. Mas desde o início percebi que o descontrole instaurou-se em sua cabeça quando reconheceu (e não aceitou) através de evidências que ELA EXPÔS, que seu amor juvenil estava nos braços de outro.
Sejamos sinceros: Pelo orkut ou não, quem de nós já não teve um pequeno descontrole ao se deparar com a imagem da (o) ex com seu novo namorado (a)? Existe alguém que sabe lidar com isto?
Não minta a resposta para si mesmo, é feio.
Para concluir, faço mais uma pergunta a vocês: Levando em consideração os fatos que se sucederam, se Eloá não tivesse ao menos deixado evidências de seu novo relacionamento para todos verem (talvez propositalmente) será que Lindemberg teria feito o que fez...?
Fico na dúvida. Derrepente algo ruim teria acontecido, mas talvez as coisas acontecessem de maneira diferente.
Quem sabe ela ainda estaria viva...
Vou tentar ser mais direto do que geralmente sou.
O mesmo motivou-se pela característica “possessividade” que o sentimento que nutria pela jovem continha, sentimento este imaturo/maroto, aliado a um grande agravante:
O orkut.
Segundo o principal negociador atuante no caso, e o próprio meliante, a motivação para o acontecido foi o fato de que no domingo que antecedeu o crime, o indivíduo recém ex-namorado da vítima, viu no orkut dela recados e fotos do menino que ela estava ficando. Segundo ele próprio, o primeiro tiro, que foi disparado no primeiro dia de seqüestro, foi alvejando o computador da menina. Daí pra diante foi uma bola de neve.
Pergunto: Quem de nós já não se incomodou de alguma maneira tendo seu perfil no tal site de relacionamentos? Quantos de nós já não nos incomodamos com ex-namoradas (os) ciumentas (os) em relação a isto? Quem nunca teve raiva de alguma comunidade ofensiva colocada de propósito, ou com algum scrap? Será que passaríamos tudo isto que passamos se não tivéssemos perfil no orkut?
Todos sabem que abomino o tal site. Isto não é novidade para quem me conhece ou para quem me lê por aqui. Realmente não consigo entender qual é a necessidade que a maioria de nós (retirando eu e alguns gatos pingados) temos de expor as nossas vidas assim, como numa vitrina, onde todos têm total liberdade para saber de tudo.
Seria exagero meu dizer que, independentemente da sociopatia de Lindemberg, o perfil no orkut de Eloá foi o laxante para toda esta merda generalizada?
Não estou estudando direito para ser o advogado do Diabo, pelo menos não neste caso. Não quero de maneira nenhuma defender ou justificar o que o tal Piá fez, digo e repito se precisar, minha intenção com este texto é CONDENAR O ORKUT e não absolver o guri vingativo, pois violência não se justifica, se condena. Mas desde o início percebi que o descontrole instaurou-se em sua cabeça quando reconheceu (e não aceitou) através de evidências que ELA EXPÔS, que seu amor juvenil estava nos braços de outro.
Sejamos sinceros: Pelo orkut ou não, quem de nós já não teve um pequeno descontrole ao se deparar com a imagem da (o) ex com seu novo namorado (a)? Existe alguém que sabe lidar com isto?
Não minta a resposta para si mesmo, é feio.
Para concluir, faço mais uma pergunta a vocês: Levando em consideração os fatos que se sucederam, se Eloá não tivesse ao menos deixado evidências de seu novo relacionamento para todos verem (talvez propositalmente) será que Lindemberg teria feito o que fez...?
Fico na dúvida. Derrepente algo ruim teria acontecido, mas talvez as coisas acontecessem de maneira diferente.
Quem sabe ela ainda estaria viva...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Preconceito para com o preconceituoso...
Tem certas coisas que realmente, a gente não sabe como se posicionar. Para estas coisas, sempre tomei como premissa o fato de não ter opiniões formadas, e uso justamente isto como resposta: “Não tenho opiniões formadas”. Não julgo nada nem ninguém sem analisar antes.
Só que este tipo de afirmação, pressupõe para quem está ouvindo que em algum momento, tu terás a opinião e o devido julgamento formado sobre o assunto, o que às vezes pode ser que não aconteça. Mas só às vezes.
Durante o curso dos últimos anos, formei minha opinião sobre o assunto "preconceito na sociedade brasileira", e ela me é muito clara e firme neste momento, conseqüência e resultado de muita análise e confirmações.
Posiciono-me fortemente e de maneira honesta CONTRA qualquer tipo e forma de preconceito, sejam de ordem racial, moral, sexual, esportiva, ideológica, ligados à nacionalidade, à língua, ao gênero, cor de cabelo, orientação religiosa, espiritual, classe social, consumo de cigarro e tantos outros. Todos nós temos direitos (e deveres decorrentes destes, claro) ligados à busca da felicidade e satisfação pessoal, indiferente de onde estes se originarem.
Vivemos em uma sociedade preconceituosa, isto é fato, e vivemos em uma sociedade de diferenças mil, isto também é fato. Já que somos indivíduos inseridos nesta sociedade, é natural não percebermos quando agimos ou pensamos de maneira preconceituosa. O problema é quando justamente não percebemos a existência de certos tipos de preconceito. Por exemplo:
Será que condenar o ainda preconceituoso, por si só já não seria um preconceito?
Pense bem. Condená-los não seria uma postura pré-concebida? Não seria uma atitude de desconhecimento pejorativo?
Explico.
As gerações anteriores as nossas têm por tendência (não por regra) serem gradualmente mais preconceituosas, mas isto não por que querem ou porque acham melhor, mas sim por culpa do contexto ao qual estavam inseridas. No passar dos anos, alguns tabus e crenças foram caindo devagar, e hoje em dia certos aspectos de nosso cotidiano que antes eram inadmissíveis dentro de uma sociedade, são toleráveis até pelos que não querem tolerar. Fica óbvio que no passado não era assim.
Cito como exemplo o fato de eu ter um avô negro, uma das melhores pessoas que conheci, com um coração gigantesco, mas que convivia com o preconceito bruto diariamente. Moravam todos em Guaporé, cidade de colonização predominantemente italiana, onde naquela época, o preconceito era algo natural e corriqueiro. Mas TÃO natural e TÃO corriqueiro, que eles mesmos, os negros, eram racistas ao extremo contra os próprios negros. Meu avô não tolerava nenhum outro negro entrando pela porta de sua casa, e blasfemava sempre: - “Negri porco carne”! – Dizia. Quando indagado sobre sua origem africana, o mesmo respondia: - “Sou negro trabalhador da canela fina”.
Preconceito em sua maioria é contexto.
Preconceito em sua maioria é coletivo e não individual. E influencia.
Em nossa sociedade, por exemplo, por mais que existam pessoas (como eu) que apóiem a união civil dos homossexuais, acredito que ainda não está ainda preparada para tal situação. Veja bem, AINDA não está, mas um dia invariavelmente estará. Este é o caminho natural, e a união homossexual existirá perante a lei também. Da mesma maneira que os próprios negros, em um passado não muito distante, inseridos em determinadas comunidades, discriminavam a si próprios de maneira racista, hoje muitos heterossexuais iguais a mim discriminam seus irmãos homossexuais por sua orientação, mas os filhos dos mesmos discriminarão menos, e assim por diante.
Portanto, muitas vezes não é culpa dos preconceituosos serem assim, já que a criação e o contexto impuseram isto. E de qualquer modo, da mesma maneira que temos o direito a viver a vida da maneira como queremos, defendo que temos o direito de pensar e concluir o que queremos desde que isto não atinja ninguém mais a não ser nós mesmos.
E este é o limite, a linha vermelha. Devemos ensinar as gerações futuras a não ultrapassá-lo. Temos de aprender a nos respeitar, de todas as formas, e em todos os sentidos, sejam os de ida, sejam os de volta. Os dias continuam passando, as coisas continuam mudando...
... e a sociedade, um belo dia, será considerada ideal ... havendo respeito e inexistência de qualquer tipo de preconceito...
Só que este tipo de afirmação, pressupõe para quem está ouvindo que em algum momento, tu terás a opinião e o devido julgamento formado sobre o assunto, o que às vezes pode ser que não aconteça. Mas só às vezes.
Durante o curso dos últimos anos, formei minha opinião sobre o assunto "preconceito na sociedade brasileira", e ela me é muito clara e firme neste momento, conseqüência e resultado de muita análise e confirmações.
Posiciono-me fortemente e de maneira honesta CONTRA qualquer tipo e forma de preconceito, sejam de ordem racial, moral, sexual, esportiva, ideológica, ligados à nacionalidade, à língua, ao gênero, cor de cabelo, orientação religiosa, espiritual, classe social, consumo de cigarro e tantos outros. Todos nós temos direitos (e deveres decorrentes destes, claro) ligados à busca da felicidade e satisfação pessoal, indiferente de onde estes se originarem.
Vivemos em uma sociedade preconceituosa, isto é fato, e vivemos em uma sociedade de diferenças mil, isto também é fato. Já que somos indivíduos inseridos nesta sociedade, é natural não percebermos quando agimos ou pensamos de maneira preconceituosa. O problema é quando justamente não percebemos a existência de certos tipos de preconceito. Por exemplo:
Será que condenar o ainda preconceituoso, por si só já não seria um preconceito?
Pense bem. Condená-los não seria uma postura pré-concebida? Não seria uma atitude de desconhecimento pejorativo?
Explico.
As gerações anteriores as nossas têm por tendência (não por regra) serem gradualmente mais preconceituosas, mas isto não por que querem ou porque acham melhor, mas sim por culpa do contexto ao qual estavam inseridas. No passar dos anos, alguns tabus e crenças foram caindo devagar, e hoje em dia certos aspectos de nosso cotidiano que antes eram inadmissíveis dentro de uma sociedade, são toleráveis até pelos que não querem tolerar. Fica óbvio que no passado não era assim.
Cito como exemplo o fato de eu ter um avô negro, uma das melhores pessoas que conheci, com um coração gigantesco, mas que convivia com o preconceito bruto diariamente. Moravam todos em Guaporé, cidade de colonização predominantemente italiana, onde naquela época, o preconceito era algo natural e corriqueiro. Mas TÃO natural e TÃO corriqueiro, que eles mesmos, os negros, eram racistas ao extremo contra os próprios negros. Meu avô não tolerava nenhum outro negro entrando pela porta de sua casa, e blasfemava sempre: - “Negri porco carne”! – Dizia. Quando indagado sobre sua origem africana, o mesmo respondia: - “Sou negro trabalhador da canela fina”.
Preconceito em sua maioria é contexto.
Preconceito em sua maioria é coletivo e não individual. E influencia.
Em nossa sociedade, por exemplo, por mais que existam pessoas (como eu) que apóiem a união civil dos homossexuais, acredito que ainda não está ainda preparada para tal situação. Veja bem, AINDA não está, mas um dia invariavelmente estará. Este é o caminho natural, e a união homossexual existirá perante a lei também. Da mesma maneira que os próprios negros, em um passado não muito distante, inseridos em determinadas comunidades, discriminavam a si próprios de maneira racista, hoje muitos heterossexuais iguais a mim discriminam seus irmãos homossexuais por sua orientação, mas os filhos dos mesmos discriminarão menos, e assim por diante.
Portanto, muitas vezes não é culpa dos preconceituosos serem assim, já que a criação e o contexto impuseram isto. E de qualquer modo, da mesma maneira que temos o direito a viver a vida da maneira como queremos, defendo que temos o direito de pensar e concluir o que queremos desde que isto não atinja ninguém mais a não ser nós mesmos.
E este é o limite, a linha vermelha. Devemos ensinar as gerações futuras a não ultrapassá-lo. Temos de aprender a nos respeitar, de todas as formas, e em todos os sentidos, sejam os de ida, sejam os de volta. Os dias continuam passando, as coisas continuam mudando...
... e a sociedade, um belo dia, será considerada ideal ... havendo respeito e inexistência de qualquer tipo de preconceito...
sábado, 18 de outubro de 2008
O caminho do bem...
Alguns de fora do estado mandaram-me e-mails perguntando do que se trata a foto do último post.
Explico:
Trata-se de um senhor, chamado Alceu Pozzatti, de 78 anos de idade, que amarrou um cachorro ao pára-choque do seu fusca verde água, e o arrastou por uma rua de Santa Maria/RS, na manhã de quinta-feira. O animal, e agora falo do cachorro, gritou e agonizou até o momento que transeuntes que estavam próximos conseguiram, após 100 metros de pura atrocidade, forçar com que o Sr. Alceu brecasse o carro, e parasse de torturar o pobre.
Pela foto, podemos perceber que o menino já estava à beira da morte, e tal qual uma pessoa que cree que animais não merecem respeito ou consideração (eles sentem fome, frio, dor, tristeza e traumas tal qual nós humanos sentimos, com o agravante de serem muito mais indefesos), o aposentado, após esta atitude extremamente infeliz, deixa claro que não sente qualquer tipo de remorso.
Existem pessoas que defendem punição rígida a qualquer tipo de maus-tratos e irresponsabilidade contra animais. Concordo. Acredito que seres vivos de qualquer tipo, raça ou espécie, devam ser tratados com o mínimo de dignidade.
Entendo que muitos estejam neste momento pensando no menino carioca que também foi arrastado pelas ruas por assaltantes covardes. Sinto-me na obrigação de deixar claro que realmente isto é muito mais grave, e defendo punições mais rígidas do que as atuais para quem fez isto. Da mesma maneira, defendo a mesma rigidez aos covardes que maltratam animais, respeitando claro, o valor da vida humana, que em todos os casos é de incontestável supremacia.
Voltando aos animais: sorte que existem pessoas dignas que pensam ao contrário do Senhor da foto.
Pedi autorização para divulgação, e mesmo sem te-la recebido até a presente hora, vou propagandear a causa, pois o que importa é ajudarmos da forma que pudermos.
O link é este: http://xulinhosdobem.blogspot.com/
Trata-se de um blog destinado a adoção de animais diversos, principalmente os nossos tão queridos amigos caninos. Os telefones, e-mails e endereços de contato estão todos muito claros por lá, e mesmo que tu não tenhas a intenção de adotá-los, serve qualquer tipo de ajuda, seja em cuidados, seja da maneira como faço, divulgando a causa.
E para terminar, uma boa notícia.
O coitado que foi arrastado pelo aposentado atroz e sem noção...
Sobreviveu e recupera-se graças à ajuda de pessoas como estas do blog...
Explico:
Trata-se de um senhor, chamado Alceu Pozzatti, de 78 anos de idade, que amarrou um cachorro ao pára-choque do seu fusca verde água, e o arrastou por uma rua de Santa Maria/RS, na manhã de quinta-feira. O animal, e agora falo do cachorro, gritou e agonizou até o momento que transeuntes que estavam próximos conseguiram, após 100 metros de pura atrocidade, forçar com que o Sr. Alceu brecasse o carro, e parasse de torturar o pobre.
Pela foto, podemos perceber que o menino já estava à beira da morte, e tal qual uma pessoa que cree que animais não merecem respeito ou consideração (eles sentem fome, frio, dor, tristeza e traumas tal qual nós humanos sentimos, com o agravante de serem muito mais indefesos), o aposentado, após esta atitude extremamente infeliz, deixa claro que não sente qualquer tipo de remorso.
Existem pessoas que defendem punição rígida a qualquer tipo de maus-tratos e irresponsabilidade contra animais. Concordo. Acredito que seres vivos de qualquer tipo, raça ou espécie, devam ser tratados com o mínimo de dignidade.
Entendo que muitos estejam neste momento pensando no menino carioca que também foi arrastado pelas ruas por assaltantes covardes. Sinto-me na obrigação de deixar claro que realmente isto é muito mais grave, e defendo punições mais rígidas do que as atuais para quem fez isto. Da mesma maneira, defendo a mesma rigidez aos covardes que maltratam animais, respeitando claro, o valor da vida humana, que em todos os casos é de incontestável supremacia.
Voltando aos animais: sorte que existem pessoas dignas que pensam ao contrário do Senhor da foto.
Pedi autorização para divulgação, e mesmo sem te-la recebido até a presente hora, vou propagandear a causa, pois o que importa é ajudarmos da forma que pudermos.
O link é este: http://xulinhosdobem.blogspot.com/
Trata-se de um blog destinado a adoção de animais diversos, principalmente os nossos tão queridos amigos caninos. Os telefones, e-mails e endereços de contato estão todos muito claros por lá, e mesmo que tu não tenhas a intenção de adotá-los, serve qualquer tipo de ajuda, seja em cuidados, seja da maneira como faço, divulgando a causa.
E para terminar, uma boa notícia.
O coitado que foi arrastado pelo aposentado atroz e sem noção...
Sobreviveu e recupera-se graças à ajuda de pessoas como estas do blog...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Portugal
Ontem estava com saudades das épocas de vacas super gordas. Hoje em dia não tenho mais condições parecidas.
Isto tudo porque encontrei as fotos das viagens que fiz quando tinha vinte e poucos anos (como se fosse muito tempo atrás...).
Visitei lugares super legais, países interessantíssimos, culturas diferentes...
Um destes lugares foi Portugal. Visitei a capital, o litoral, o além-Tejo e fiz minha peregrinação religiosa indo até o Santuário de Fátima. Tomei inúmeras garrafas de vinho e depois segui para a Espanha (caminho de Santiago...).
Falando apenas dos nossos principais colonizadores, realmente eles não têm do que reclamar. Além de uma economia sólida, uma vida confortável, um país maravilhoso e de clima ameno em tudo, o seu povo é realmente encantador, e cheio de particularidades...
Antes de tudo, desmistifico aqui a fama de burrice que injustamente os nossos irmãos mais velhos têm. Passam realmente longe de serem pessoas sem estudo ou cultura.
A única diferença é que realmente, e isto não posso negar, pensar de maneira lógica não é o forte do povo lusitano, derrepente até porque os mesmos não têm o jogo de cintura que temos. A vida não os obrigou a ter.
Costumo contar duas histórias verídicas e que aconteceram comigo, que servem como exemplo clássico do processamento de dados diferente deles.
Estava eu defronte ao hotel, numa manhã fria de final de inverno, esperando um táxi que havia chamado, pois queria me dirigir ao Mosteiro dos Jerónimos. O táxi parou (lá praticamente todos os carros de praça eram Mercedes-Benz de última geração), entrei no banco de trás e perguntei ao taxista português, uma figura clássica de bigode que tinha por volta de uns 60 anos de idade:
- O senhor sabe onde fica o Mosteiro dos Jerónimos?
- Sei sim senhoire. – Respondeu-me, virando-se para frente e ficando completamente inerte e quieto, por um longo período de tempo.
- O senhor poderia me levar até lá? – Indaguei novamente, pensando que se fosse no Brasil, o carro já se encontraria na esquina.
- Puderia sim senhoire. – Respondeu-me novamente, ainda sem esboçar reação alguma, pior ainda, desligando o carro e abrindo o vidro. Fiquei pensando em que tipo de senha deveria utilizar para que ele me levasse. Mais um longo período de tempo se passou.
- Pois então o senhor me leve. – Afirmei, quase sem paciência.
- O senhoire gostaria que eu estivesse a levá-lo? – Perguntou-me.
- Com toda a certeza. – Eu ia descer do táxi neste momento.
- Pois então. O senhor não havia me dito...
Outra aconteceu mais tarde, em um café chamado “Brasileirinha”, que ficava no bairro do Rossio, onde eu comi o melhor doce do mundo: o Pastel de Belém.
Enfim, o que houve foi que ao pagar a conta, perguntei para o caixa português:
- O senhor poderia trocar uma nota de vinte euros para mim?
- Puderia sim senhoire.
- O que bom! – Exclamei, pois realmente estava com dificuldades para fazer troco. Alcancei a nota de vinte euros para ele.
- Aqui está. – Disse-me ao devolver o fruto da troca.
Quando olhei o que ele havia me devolvido quase não acreditei...
Era outra nota de vinte euros mais nova...
Isto tudo porque encontrei as fotos das viagens que fiz quando tinha vinte e poucos anos (como se fosse muito tempo atrás...).
Visitei lugares super legais, países interessantíssimos, culturas diferentes...
Um destes lugares foi Portugal. Visitei a capital, o litoral, o além-Tejo e fiz minha peregrinação religiosa indo até o Santuário de Fátima. Tomei inúmeras garrafas de vinho e depois segui para a Espanha (caminho de Santiago...).
Falando apenas dos nossos principais colonizadores, realmente eles não têm do que reclamar. Além de uma economia sólida, uma vida confortável, um país maravilhoso e de clima ameno em tudo, o seu povo é realmente encantador, e cheio de particularidades...
Antes de tudo, desmistifico aqui a fama de burrice que injustamente os nossos irmãos mais velhos têm. Passam realmente longe de serem pessoas sem estudo ou cultura.
A única diferença é que realmente, e isto não posso negar, pensar de maneira lógica não é o forte do povo lusitano, derrepente até porque os mesmos não têm o jogo de cintura que temos. A vida não os obrigou a ter.
Costumo contar duas histórias verídicas e que aconteceram comigo, que servem como exemplo clássico do processamento de dados diferente deles.
Estava eu defronte ao hotel, numa manhã fria de final de inverno, esperando um táxi que havia chamado, pois queria me dirigir ao Mosteiro dos Jerónimos. O táxi parou (lá praticamente todos os carros de praça eram Mercedes-Benz de última geração), entrei no banco de trás e perguntei ao taxista português, uma figura clássica de bigode que tinha por volta de uns 60 anos de idade:
- O senhor sabe onde fica o Mosteiro dos Jerónimos?
- Sei sim senhoire. – Respondeu-me, virando-se para frente e ficando completamente inerte e quieto, por um longo período de tempo.
- O senhor poderia me levar até lá? – Indaguei novamente, pensando que se fosse no Brasil, o carro já se encontraria na esquina.
- Puderia sim senhoire. – Respondeu-me novamente, ainda sem esboçar reação alguma, pior ainda, desligando o carro e abrindo o vidro. Fiquei pensando em que tipo de senha deveria utilizar para que ele me levasse. Mais um longo período de tempo se passou.
- Pois então o senhor me leve. – Afirmei, quase sem paciência.
- O senhoire gostaria que eu estivesse a levá-lo? – Perguntou-me.
- Com toda a certeza. – Eu ia descer do táxi neste momento.
- Pois então. O senhor não havia me dito...
Outra aconteceu mais tarde, em um café chamado “Brasileirinha”, que ficava no bairro do Rossio, onde eu comi o melhor doce do mundo: o Pastel de Belém.
Enfim, o que houve foi que ao pagar a conta, perguntei para o caixa português:
- O senhor poderia trocar uma nota de vinte euros para mim?
- Puderia sim senhoire.
- O que bom! – Exclamei, pois realmente estava com dificuldades para fazer troco. Alcancei a nota de vinte euros para ele.
- Aqui está. – Disse-me ao devolver o fruto da troca.
Quando olhei o que ele havia me devolvido quase não acreditei...
Era outra nota de vinte euros mais nova...
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Quem é o Marcelo?
Na história de ontem o Marcelo teve participação. Mas nunca expliquei quem é o Marcelo, de onde veio, o que é e o que faz. Como no passado já havia mencionado algumas vezes seu nome, algumas pessoas de ontem pra hoje me mandaram e-mails pedindo que explicasse quem é o tal.
Nada melhor que contar história para digamos, colocar alguém na vitrine e demonstrar a mercadoria. Mas para homenagear, hoje farei algo um pouco diferente.
O Marcelo nasceu faz 28 anos, no interior de Bagé, e sem fazer questão nenhuma de negar as suas origens (nem deve), até hoje é o autêntico gaúcho gente fina, mas mais grosso que cintura de sapo.
Mas não se enganem não. Grossura não é sinal de burrice nem de ignorância. Ele é um cara estudado, veio morar na (perto da) capital justamente para se formar e seguir carreira no que escolheu fazer: fotografia. Para estudar, trabalhou como soldador durante anos a fio, e não é tiração de sarro, mas ao mesmo tempo em que o cara é grosso, tem uma sensibilidade incrível com uma câmera na mão. As imagens que registra, sejam paisagens, cenas do cotidiano, pessoas ou qualquer outra coisa, são incríveis. O cara realmente tem o dom.
Claro, assim como todo gaúcho, o mesmo é mega-conservador em certas coisas, se diz “mais tradicional que formula de minâncora”. Vive dizendo que “esta tal de máquina digital” é uma porcaria, e que foto boa é aquela que “se resulta de um asa 400”. Enfim, mania de goipeca-veio não se discute.
O cara é mais sério que guri cagado, mas ao mesmo tempo é mais engraçado que gorda colocando as calças.
O mesmo se diz adepto da bigamia, nunca se prendeu a uma só pessoa mas cobra isto de todas as que ele conhece. Costuma dizer que o fato de ter muitas mulheres traz benefícios, mas também traz malefícios. Certa vez, perguntei a ele quais eram esses malefícios e ele me respondeu assim:
- São dois tchê. Um deles é que não tem dinheiro que chegue.
- E o outro Marcelo?
- Quanto mais mulheres se têm, mais sogras também. Sogra boa é sogra morta.
Mais sincero que vaca pro touro, o guasca não tem papas na língua. Fala o que quer na hora que quer, por esta causa me autorizou a escrever todos estes detalhes. Disse que esses dias (história que conta faz uns 4 anos, mas que continua com este mesmo início – “esses dias”) uma sogra que ele teve foi a uma cigana, pediu para que lhe lesse a mão. Mais tarde durante a janta, estava preocupada com o que a tal disse:
- A cigana me disse que eu vou morrer de forma violenta – contou ela.
- Mas este não é o problema – respondeu Marcelo.
- E qual seria?
- Só depois vou saber se serei absolvido pelo júri ou não...
Mas o melhor de tudo é quando ele resolve falar sobre cerveja. Gosta de contar que uma antiga namorada lhe perguntou o porquê que ele gostava mais da cerveja do que dela, e ele respondeu:
- Primeiro, cerveja está sempre molhadinha, segundo, cerveja não reclama quando estou assistindo ao jogo ou jogando futebol, terceiro, cerveja não me obriga a assistir filmes românticos, quarto, cerveja não tem mãe, quinto, cerveja não olha pra mim com aquela cara de desprezo quando broxo, sexto, cerveja não liga quando olho para outra cerveja, e por último, quando eu acabo de beber a cerveja... posso jogá-la fora...
Este é o Marcelo.
Nada melhor que contar história para digamos, colocar alguém na vitrine e demonstrar a mercadoria. Mas para homenagear, hoje farei algo um pouco diferente.
O Marcelo nasceu faz 28 anos, no interior de Bagé, e sem fazer questão nenhuma de negar as suas origens (nem deve), até hoje é o autêntico gaúcho gente fina, mas mais grosso que cintura de sapo.
Mas não se enganem não. Grossura não é sinal de burrice nem de ignorância. Ele é um cara estudado, veio morar na (perto da) capital justamente para se formar e seguir carreira no que escolheu fazer: fotografia. Para estudar, trabalhou como soldador durante anos a fio, e não é tiração de sarro, mas ao mesmo tempo em que o cara é grosso, tem uma sensibilidade incrível com uma câmera na mão. As imagens que registra, sejam paisagens, cenas do cotidiano, pessoas ou qualquer outra coisa, são incríveis. O cara realmente tem o dom.
Claro, assim como todo gaúcho, o mesmo é mega-conservador em certas coisas, se diz “mais tradicional que formula de minâncora”. Vive dizendo que “esta tal de máquina digital” é uma porcaria, e que foto boa é aquela que “se resulta de um asa 400”. Enfim, mania de goipeca-veio não se discute.
O cara é mais sério que guri cagado, mas ao mesmo tempo é mais engraçado que gorda colocando as calças.
O mesmo se diz adepto da bigamia, nunca se prendeu a uma só pessoa mas cobra isto de todas as que ele conhece. Costuma dizer que o fato de ter muitas mulheres traz benefícios, mas também traz malefícios. Certa vez, perguntei a ele quais eram esses malefícios e ele me respondeu assim:
- São dois tchê. Um deles é que não tem dinheiro que chegue.
- E o outro Marcelo?
- Quanto mais mulheres se têm, mais sogras também. Sogra boa é sogra morta.
Mais sincero que vaca pro touro, o guasca não tem papas na língua. Fala o que quer na hora que quer, por esta causa me autorizou a escrever todos estes detalhes. Disse que esses dias (história que conta faz uns 4 anos, mas que continua com este mesmo início – “esses dias”) uma sogra que ele teve foi a uma cigana, pediu para que lhe lesse a mão. Mais tarde durante a janta, estava preocupada com o que a tal disse:
- A cigana me disse que eu vou morrer de forma violenta – contou ela.
- Mas este não é o problema – respondeu Marcelo.
- E qual seria?
- Só depois vou saber se serei absolvido pelo júri ou não...
Mas o melhor de tudo é quando ele resolve falar sobre cerveja. Gosta de contar que uma antiga namorada lhe perguntou o porquê que ele gostava mais da cerveja do que dela, e ele respondeu:
- Primeiro, cerveja está sempre molhadinha, segundo, cerveja não reclama quando estou assistindo ao jogo ou jogando futebol, terceiro, cerveja não me obriga a assistir filmes românticos, quarto, cerveja não tem mãe, quinto, cerveja não olha pra mim com aquela cara de desprezo quando broxo, sexto, cerveja não liga quando olho para outra cerveja, e por último, quando eu acabo de beber a cerveja... posso jogá-la fora...
Este é o Marcelo.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Homens também reclamam das mulheres...
Faz tempo que não falo do Paulo, alguns leitores pessoalmente me disseram que estão até com saudades dele.
O Paulo ta ótimo. Digamos que no último ano, período em que privei-os de saberem qualquer coisa sobre ele, o Paulo solteirou-se, trocou de emprego, de cidade, enfim... mudou de vida. E segundo o que ele aparenta, para muito melhor.
Mas enfim... este dias, depois de muito tempo sem juntarmos os amigos, e num momento em que todos podiam e tinham horário, fizemos isto. Compramos uma picanha recheada e umas (várias) garrafas de Serra Malte, e fizemos o autêntico programa estritamente masculino, ou seja, bebemos (muito), comemos (muito), e falamos de futebol, futebol, futebol.... e mulher, mulher....MULHER.
Depois de mentirmos bastante, todos nós relatamos de uma maneira bem masculina o porquê estávamos solteiros naquele momento: Uns por questões profissionais, outros por questões familiares, outros porque simplesmente acham que a vida é muito curta para gasta-la com uma só pessoa (não é minha opinião, mas enfim), outros reclamaram da falta de algo que realmente valha a pena no mercado, outros disseram que estão enrolando-se, outros desenrolando-se... mas claro, a pérola da noite tinha de ser de autoria do Paulo...
Ele reclamou que as mulheres estão muito feias e chatas. Sério. Feias e chatas.
- Tudo bem que estou numa fase muito crítica – Considerou – Mas só aparece Tribufú na minha frente! Ou é magra feito a Olívia Palito, ou é gorda feito a Wilza Carla, ou tem pés (!) feios, ou tem dentes tortos, ou não é parceira, ou se veste mal, ou cheira mal, ou tem bafo...
- Mas te pára tchê! Virou frescurento agora! – Responde Marcelo indignado, com aquela voz de Neto Fagundes que só ele (e o próprio Neto) tem. – Agora deu pra ficar analisando qualquer defeitinho das mulher por aí!
- Sim né velho. Decidi só me relacionar com as perfeitas.
- Mas alguma vez tu já te relacionaste, ou ao menos fizeste sexo com mulher feia Paulo...? O que tu estas dizendo não é verdade.
- É realmente não. Todas elas eram lindas e boas. Mas tinham defeitos.
- Então faz o seguinte: se tu achas defeitos em todas as mulheres, e estes defeitos são tão absurdos assim pra ti, compra uma boneca inflável!
- Não dá.
- Porque não dá...?
- Simplesmente não dá.
- Ta, mas por quê? Porque ela é uma boneca e tu não ia gostar?
- Não... porque ela não tomaria cerveja comigo...
O Paulo ta ótimo. Digamos que no último ano, período em que privei-os de saberem qualquer coisa sobre ele, o Paulo solteirou-se, trocou de emprego, de cidade, enfim... mudou de vida. E segundo o que ele aparenta, para muito melhor.
Mas enfim... este dias, depois de muito tempo sem juntarmos os amigos, e num momento em que todos podiam e tinham horário, fizemos isto. Compramos uma picanha recheada e umas (várias) garrafas de Serra Malte, e fizemos o autêntico programa estritamente masculino, ou seja, bebemos (muito), comemos (muito), e falamos de futebol, futebol, futebol.... e mulher, mulher....MULHER.
Depois de mentirmos bastante, todos nós relatamos de uma maneira bem masculina o porquê estávamos solteiros naquele momento: Uns por questões profissionais, outros por questões familiares, outros porque simplesmente acham que a vida é muito curta para gasta-la com uma só pessoa (não é minha opinião, mas enfim), outros reclamaram da falta de algo que realmente valha a pena no mercado, outros disseram que estão enrolando-se, outros desenrolando-se... mas claro, a pérola da noite tinha de ser de autoria do Paulo...
Ele reclamou que as mulheres estão muito feias e chatas. Sério. Feias e chatas.
- Tudo bem que estou numa fase muito crítica – Considerou – Mas só aparece Tribufú na minha frente! Ou é magra feito a Olívia Palito, ou é gorda feito a Wilza Carla, ou tem pés (!) feios, ou tem dentes tortos, ou não é parceira, ou se veste mal, ou cheira mal, ou tem bafo...
- Mas te pára tchê! Virou frescurento agora! – Responde Marcelo indignado, com aquela voz de Neto Fagundes que só ele (e o próprio Neto) tem. – Agora deu pra ficar analisando qualquer defeitinho das mulher por aí!
- Sim né velho. Decidi só me relacionar com as perfeitas.
- Mas alguma vez tu já te relacionaste, ou ao menos fizeste sexo com mulher feia Paulo...? O que tu estas dizendo não é verdade.
- É realmente não. Todas elas eram lindas e boas. Mas tinham defeitos.
- Então faz o seguinte: se tu achas defeitos em todas as mulheres, e estes defeitos são tão absurdos assim pra ti, compra uma boneca inflável!
- Não dá.
- Porque não dá...?
- Simplesmente não dá.
- Ta, mas por quê? Porque ela é uma boneca e tu não ia gostar?
- Não... porque ela não tomaria cerveja comigo...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Xô Zeca Pimenteira!

Nas últimas duas semanas tive alguns problemas de saúde sérios. Primeiramente contraí amidalite aguda, daquelas que além da dor de garganta que impossibilita até engolir saliva, dá um misto de febre alta, dor de cabeça, enxaqueca e desorientação. Ao final do tratamento a base de antibióticos e analgésicos, foi constatado que além desta doença eu também estava com um início de gripe e rubéola.
Sim, rubéola...
E isso que tomei a vacina gente. Pode-se dizer duas vezes.
Ano passado, na felicíssima chegada de mais um ente familiar, sob o pretexto de não contaminar a criança, paguei para ter a vacina tríplice (rubéola, sarampo e caxumba) ingetada em meu braço sob a promessa de anos de imunidade e, além disto, na campanha de vacinação deste ano, tomei agulhada no braço novamente, preocupado com o surto noticiado por ai.
Resultado: mesmo assim, tornei-me estatística, sendo mais um a contrair a doença. Agora me expliquem: Qual é a eficácia de tal vacina? Como pode alguém imunizado duas vezes ter a doença?
O meu sistema imunológico, aparentemente sem explicação (já fiz exames comprobatórios) resolveu tirar férias ou entrar em greve, pois não está trabalhando mesmo. Eu costumava ser uma pessoa que nunca adoecia, mesmo não tomando cuidado algum. Agora um vírus qualquer pode passar lá na esquina que to pegando (em minha pré-adolescencia eu queria ser “pegador”, mas não deste tipo). Acho que só tem uma explicação para isto...
Não existe vacina ou sistema imunológico que combata eficazmente o mal-olhado...
Xô Zeca Pimenteira!
Tem alguém levantando os óculos escuros, olhando pra mim, crescendo o olho e dizendo:
- “Mas como eu queria ser uma pessoa assim...”.
Sim, rubéola...
E isso que tomei a vacina gente. Pode-se dizer duas vezes.
Ano passado, na felicíssima chegada de mais um ente familiar, sob o pretexto de não contaminar a criança, paguei para ter a vacina tríplice (rubéola, sarampo e caxumba) ingetada em meu braço sob a promessa de anos de imunidade e, além disto, na campanha de vacinação deste ano, tomei agulhada no braço novamente, preocupado com o surto noticiado por ai.
Resultado: mesmo assim, tornei-me estatística, sendo mais um a contrair a doença. Agora me expliquem: Qual é a eficácia de tal vacina? Como pode alguém imunizado duas vezes ter a doença?
O meu sistema imunológico, aparentemente sem explicação (já fiz exames comprobatórios) resolveu tirar férias ou entrar em greve, pois não está trabalhando mesmo. Eu costumava ser uma pessoa que nunca adoecia, mesmo não tomando cuidado algum. Agora um vírus qualquer pode passar lá na esquina que to pegando (em minha pré-adolescencia eu queria ser “pegador”, mas não deste tipo). Acho que só tem uma explicação para isto...
Não existe vacina ou sistema imunológico que combata eficazmente o mal-olhado...
Xô Zeca Pimenteira!
Tem alguém levantando os óculos escuros, olhando pra mim, crescendo o olho e dizendo:
- “Mas como eu queria ser uma pessoa assim...”.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Efeitos do cachorro Marley...
Quem costuma visitar este blog frequentemente sabe que não tenho o hábito de ler livros. Não é que não goste, apenas não encontro uma parte do meu dia mega-cheio para me disciplinar a ler um livro, ao invés de conversar com alguém ou descansar.
Mas o que escrevo hoje, de maneira raríssima, é o resultado de um livro que acabei de ler. Tá, sei que o tempo lá fora está ótimo, e que não deveria fazer estes atos milagrosos quando há sol...
Li um livrinho que confesso, tinha preconceito por achar que seria algo extremamente comercial, mas derrepente um dia, cheguei a seguinte conclusão: “Dane-se que seja comercial, já não leio nada mesmo, que diferença vai fazer...”?
O que li foi “Marley e Eu”, livro americano de autoria de um colunista de jornal, mas que resolveu, de maneira surpreendente, revelar detalhes íntimos de seu casamento, do nascimento de seus filhos, e do seu... cachorro labrador chamado Marley.
O tal cachorro representava o inferno na terra: quebrava portas, roia sapatos, engolia pingentes de ouro, se grudava nas pernas das visitas, se jogava em todos, evacuava feito um louco e chegava a destruir garagens em surtos psicóticos movidos ao medo de trovoadas.
Mas o tal cachorro apaixonou-me. Alias, o livro consegue isto. Durante a leitura, aprendemos a nos divertir e a amar Marley de tal maneira, que quase não dá pra acreditar. Méritos ao autor.
E sem medo de estragar a surpresa do final, confesso que chorei feito criança quando li sobre a morte dele (com 13 anos de idade, devido a inúmeras complicações da velhice canina).
Enfim...
Tenho um pequeno Marley em casa chamado “Pico-Pico”, é um fox-paulistinha preto que tem 8 anos de idade, pesa 4,5 kg e gosta muito de latir para estranhos.
O Pico-Pico não tem nem metade dos defeitos que Marley tinha, e isso que nós nem precisamos castrá-lo. Ele nunca roeu um sapato nem sofá, nunca se grudou em ninguém e muito menos comeu algo que não devia comer. Digamos que se fossemos analisar de uma perspectiva canina, veríamos que ele é o João Paulo II dos cães.
Mas ontem, pela primeira vez, chorei de medo de perdê-lo. Foi preciso ler o relato de alguém que perdeu seu cachorro querido para que eu passasse a vê-lo da maneira que ele merece: um ente familiar, que chora, brinca, deita junto, se emociona, se irrita, ri, defende, e o principal, ama a todos e tem uma lealdade que beira a devoção a nós, seus colegas de moradia. O Pico-Pico nos será leal e nunca nos trairá até a sua morte.
E o pior de tudo é que, com a sutileza de um rinoceronte, ao acabar de ler o tal livro, tomei a consciência de que o dia da morte dele chegará, e que não vai demorar tanto quanto se imagina. Peguei-me pensando em como seria os primeiros dias após a ida dele para outro plano, em todo nosso sofrimento e em toda falta que ele fará.
E será enorme.
Portanto, pense bem naquele ser que tens dentro da casinha, pense bem no carinho e tratamento que ele merece.
Um dia ele faltará. Um dia, ele não estará contigo em momentos que incondicionalmente te apóia. Ai vem aquela velha história: Não adianta dar valor depois que perdeu. Inclusive em se ele for pulguento ou cheirar mal...
Ele não tem fama de “amigo fiel” à toa...
Mas o que escrevo hoje, de maneira raríssima, é o resultado de um livro que acabei de ler. Tá, sei que o tempo lá fora está ótimo, e que não deveria fazer estes atos milagrosos quando há sol...
Li um livrinho que confesso, tinha preconceito por achar que seria algo extremamente comercial, mas derrepente um dia, cheguei a seguinte conclusão: “Dane-se que seja comercial, já não leio nada mesmo, que diferença vai fazer...”?
O que li foi “Marley e Eu”, livro americano de autoria de um colunista de jornal, mas que resolveu, de maneira surpreendente, revelar detalhes íntimos de seu casamento, do nascimento de seus filhos, e do seu... cachorro labrador chamado Marley.
O tal cachorro representava o inferno na terra: quebrava portas, roia sapatos, engolia pingentes de ouro, se grudava nas pernas das visitas, se jogava em todos, evacuava feito um louco e chegava a destruir garagens em surtos psicóticos movidos ao medo de trovoadas.
Mas o tal cachorro apaixonou-me. Alias, o livro consegue isto. Durante a leitura, aprendemos a nos divertir e a amar Marley de tal maneira, que quase não dá pra acreditar. Méritos ao autor.
E sem medo de estragar a surpresa do final, confesso que chorei feito criança quando li sobre a morte dele (com 13 anos de idade, devido a inúmeras complicações da velhice canina).
Enfim...
Tenho um pequeno Marley em casa chamado “Pico-Pico”, é um fox-paulistinha preto que tem 8 anos de idade, pesa 4,5 kg e gosta muito de latir para estranhos.
O Pico-Pico não tem nem metade dos defeitos que Marley tinha, e isso que nós nem precisamos castrá-lo. Ele nunca roeu um sapato nem sofá, nunca se grudou em ninguém e muito menos comeu algo que não devia comer. Digamos que se fossemos analisar de uma perspectiva canina, veríamos que ele é o João Paulo II dos cães.
Mas ontem, pela primeira vez, chorei de medo de perdê-lo. Foi preciso ler o relato de alguém que perdeu seu cachorro querido para que eu passasse a vê-lo da maneira que ele merece: um ente familiar, que chora, brinca, deita junto, se emociona, se irrita, ri, defende, e o principal, ama a todos e tem uma lealdade que beira a devoção a nós, seus colegas de moradia. O Pico-Pico nos será leal e nunca nos trairá até a sua morte.
E o pior de tudo é que, com a sutileza de um rinoceronte, ao acabar de ler o tal livro, tomei a consciência de que o dia da morte dele chegará, e que não vai demorar tanto quanto se imagina. Peguei-me pensando em como seria os primeiros dias após a ida dele para outro plano, em todo nosso sofrimento e em toda falta que ele fará.
E será enorme.
Portanto, pense bem naquele ser que tens dentro da casinha, pense bem no carinho e tratamento que ele merece.
Um dia ele faltará. Um dia, ele não estará contigo em momentos que incondicionalmente te apóia. Ai vem aquela velha história: Não adianta dar valor depois que perdeu. Inclusive em se ele for pulguento ou cheirar mal...
Ele não tem fama de “amigo fiel” à toa...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Terça insana...
Terça-feira passada toquei para o meu maior público: Algo em torno de 3 mil pessoas exprimidas no Opinião.
Começamos o show tocando Paradise City do Guns, com muitos efeitos de luz e gelo-seco, coisa que fiz questão. Logo aos primeiros acordes na minha mais nova aquisição (minha Gibson SG vermelha, igual a do Angus), a platéia fez um barulho ensurdecedor, e quando o resto da banda entrou, alterando o andamento da música, vi toda a pista e alguns que se encontravam no parapeito dos mezaninos pularem em conjunto.
Estação Canoas - La Salle
A segunda música era uma insistência minha para que a banda tocasse, já que a mesma não é de agrado de todos: Live or Let Die, na versão do Guns também, levando em consideração que a versão original do Paul McCartney tem levadas de reggae que nenhum de nós engole muito...
As partes agudas do vocal evidenciavam que a minha voz não era exatamente a do Axl, mas dava pro gasto, pois agradou.
Estação Mathias Velho
O meu baixista propôs tocarmos Hotel Califórnia para segurar um pouco, já que é uma música conhecidíssima de todos (pelo menos o refrão), e também porque a 1º e a 2º cordas da SG já haviam estourado. Nesta música, eu sempre uso um violão de nilon para fazer os solos, e a outra guitarra também é substituída por um violão de aço. Gostei do final, pois eu e o outro guitarrista solamos em conjunto, e fomos muito aplaudidos por isto.
Estação São Luis - Ulbra
O show era curto, então tínhamos só mais duas músicas para tocar. Meu baixista, eterno amante da era Disco, sugeriu que fizéssemos a versão reduzida de Please don´t let me be misanderstood, do Santa Esmeralda. Mas o resto de nós discordou, achando que aquilo não era música para final de show. A minha proposta foi de pronto aceita por todos, e nem precisamos contar o tempo, já que sai disparando as primeiras notas de cara.
Enter Sandman é considerada pesada, mas mesmo assim, se tu a executares para um público onde a faixa etária é de 18 anos, verás algumas menininhas loiras cantando o refrão e fazendo sinal de chifrinho para ti com os dedos. Me empolguei tanto que algumas pessoas me olharam com expressão de estranheza.
Estação Petrobrás
Última música. Esta teria de ser aquela que sempre deixa todos querendo mais. E como sempre ficamos discutindo no palco o que vamos tocar (o set-list nunca é estabelecido antes do show), decidimos contrariar este procedimento e tocar o que sempre tocamos.
Sweet Child o´mine também é do Guns, eu sei. Mas a tonalidade da minha voz favorece, e, além disto, por mais que a maioria não admita, todo mundo gosta. É perfeita para ser a última de qualquer pocket-show que se faz por ai.
E assim o foi.
Vi o Opinião cantar o coro inteirinho quando pedi, tirando minha boca do microfone e fazendo sinal de que não estava ouvindo. Vi também meus amigos todos enlouquecidos na lateral do palco, como se ali escondidos, quisessem invadir e serem como eu, protagonistas daquele momento. Terminamos saindo quase surdos do barulho da platéia, agradecendo e dizendo “até amanhã”...
Estação Esteio
...já que a pilha do meu MP3 havia acabado, e o trem acabara de chegar à estação que teria de desembarcar.
Sonhar não custa nada... e por vezes meus sonhos são tão reais...
Começamos o show tocando Paradise City do Guns, com muitos efeitos de luz e gelo-seco, coisa que fiz questão. Logo aos primeiros acordes na minha mais nova aquisição (minha Gibson SG vermelha, igual a do Angus), a platéia fez um barulho ensurdecedor, e quando o resto da banda entrou, alterando o andamento da música, vi toda a pista e alguns que se encontravam no parapeito dos mezaninos pularem em conjunto.
Estação Canoas - La Salle
As partes agudas do vocal evidenciavam que a minha voz não era exatamente a do Axl, mas dava pro gasto, pois agradou.
O show era curto, então tínhamos só mais duas músicas para tocar. Meu baixista, eterno amante da era Disco, sugeriu que fizéssemos a versão reduzida de Please don´t let me be misanderstood, do Santa Esmeralda. Mas o resto de nós discordou, achando que aquilo não era música para final de show. A minha proposta foi de pronto aceita por todos, e nem precisamos contar o tempo, já que sai disparando as primeiras notas de cara.
Enter Sandman é considerada pesada, mas mesmo assim, se tu a executares para um público onde a faixa etária é de 18 anos, verás algumas menininhas loiras cantando o refrão e fazendo sinal de chifrinho para ti com os dedos. Me empolguei tanto que algumas pessoas me olharam com expressão de estranheza.
Estação Petrobrás
Última música. Esta teria de ser aquela que sempre deixa todos querendo mais. E como sempre ficamos discutindo no palco o que vamos tocar (o set-list nunca é estabelecido antes do show), decidimos contrariar este procedimento e tocar o que sempre tocamos.
Sweet Child o´mine também é do Guns, eu sei. Mas a tonalidade da minha voz favorece, e, além disto, por mais que a maioria não admita, todo mundo gosta. É perfeita para ser a última de qualquer pocket-show que se faz por ai.
E assim o foi.
Vi o Opinião cantar o coro inteirinho quando pedi, tirando minha boca do microfone e fazendo sinal de que não estava ouvindo. Vi também meus amigos todos enlouquecidos na lateral do palco, como se ali escondidos, quisessem invadir e serem como eu, protagonistas daquele momento. Terminamos saindo quase surdos do barulho da platéia, agradecendo e dizendo “até amanhã”...
...já que a pilha do meu MP3 havia acabado, e o trem acabara de chegar à estação que teria de desembarcar.
Sonhar não custa nada... e por vezes meus sonhos são tão reais...
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Ganhar na mega-sena e continuar trabalhando duro...
Ontem eu andei num carrão.
Não vou citar nomes, marcas ou modelos. Só vou dizer que ontem realmente... eu andei num carrão.
Sabe aquele sonho de consumo de toda pessoa que gosta de automóveis, aqueles carros esportivos, lindos, super potentes, aqueles que quando passam pela rua, seja devagarzinho feito um Fuca, seja rápido feito uma Ferrari, todo mundo olha com expressões de inveja? Este mesmo.
Me senti ao mesmo tempo empolgado com a experiência, e também um pouco retraído pelo simples fato daquela realidade não ser a minha.
Alias, se fosse comparar a tal realidade com a que vivo... chegaria a conclusão de que me encontro no campo do sonho ainda...
Não que eu não tenha a minha vida confortável, o meu carro, a minha casa, as minhas telas, receptores de Tv a cabo, Dvd´s, e os meus estudos (vai se levando, como dizem). Mas perto daquele carro, tudo parece ser menor/pior.
Eu sei, eu sei. Eu vivia falando que o mais importante é ser, e não ter. Mas este caso é diferente. O dono do carro TEM, porque É...
É um dos maiores profissionais que conheço, e tudo o que tem é fruto do seu imenso e cansativo trabalho duro.
Suor da testa.
E é isto que eu acordei hoje pensando. Eu vou suar, vou suar muito, demais.
Vou suar não só para ter, mas para ser antes disto. É o caminho natural de todos os azarados. As coisas só se conquistam com muito trabalho e disciplina.
É claro feito água e um dos remédios para o vazio dos bolsos e da vida.
O outro caminho é jogar na mega-sena... e ganhar. Mas ai as coisas apenas iriam se inverter.
Não me entendam mal, quero continuar trabalhando duro o resto da vida, quero mesmo, juro. Mas dai eu faria só o que gosto e não teria mais chefes...
Mas quem não acha melhor o caminho mais curto para a solução de quase todos os seus problemas... não é ser humano...
Portanto, vou para a lotérica. Amanhã estarei andando de carrão esportivo...
Não vou citar nomes, marcas ou modelos. Só vou dizer que ontem realmente... eu andei num carrão.
Sabe aquele sonho de consumo de toda pessoa que gosta de automóveis, aqueles carros esportivos, lindos, super potentes, aqueles que quando passam pela rua, seja devagarzinho feito um Fuca, seja rápido feito uma Ferrari, todo mundo olha com expressões de inveja? Este mesmo.
Me senti ao mesmo tempo empolgado com a experiência, e também um pouco retraído pelo simples fato daquela realidade não ser a minha.
Alias, se fosse comparar a tal realidade com a que vivo... chegaria a conclusão de que me encontro no campo do sonho ainda...
Não que eu não tenha a minha vida confortável, o meu carro, a minha casa, as minhas telas, receptores de Tv a cabo, Dvd´s, e os meus estudos (vai se levando, como dizem). Mas perto daquele carro, tudo parece ser menor/pior.
Eu sei, eu sei. Eu vivia falando que o mais importante é ser, e não ter. Mas este caso é diferente. O dono do carro TEM, porque É...
É um dos maiores profissionais que conheço, e tudo o que tem é fruto do seu imenso e cansativo trabalho duro.
Suor da testa.
E é isto que eu acordei hoje pensando. Eu vou suar, vou suar muito, demais.
Vou suar não só para ter, mas para ser antes disto. É o caminho natural de todos os azarados. As coisas só se conquistam com muito trabalho e disciplina.
É claro feito água e um dos remédios para o vazio dos bolsos e da vida.
O outro caminho é jogar na mega-sena... e ganhar. Mas ai as coisas apenas iriam se inverter.
Não me entendam mal, quero continuar trabalhando duro o resto da vida, quero mesmo, juro. Mas dai eu faria só o que gosto e não teria mais chefes...
Mas quem não acha melhor o caminho mais curto para a solução de quase todos os seus problemas... não é ser humano...
Portanto, vou para a lotérica. Amanhã estarei andando de carrão esportivo...
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Verdade salgada...
(O prazo, como referi anteriormente, era indeterminado, mas nem eu imaginava que seria tão curto...)
Faz algum tempo, estava eu dentro do ônibus que percorria a linha Carlos Gomes, quando olhei para o lado e vi um pequeno restaurante/bar com o seguinte dizer na fachada:
<“Bistrô”>
Imediatamente senti um gosto de massa crocante na boca, como se mastigasse uma casca de pão cacetinho, ou espaguete cru.
Constatei algo que nunca havia me dado conta: as palavras têm gosto para mim, como se as ouvisse e sentisse no paladar algum alimento ou coisa qualquer, e vice-versa.
Peguei-me pensando na quantidade de palavras que me fazem salivar. Por exemplo:
A palavra coração me dá gosto de morango, aquele morango adocicado, gosto de brilhos labiais ou algo do gênero. Verdade tem gosto de sal, aquele sal grosso que se usa em churrascos. Vida me remete a alguma fruta de cor alaranjada, como pêssego em calda, ou manga. Sangue tem gosto de ferrugem. Cachorro que é bom: me faz sentir gosto de bife a milanesa.
Religião me faz salivar farinha. Otimização me lembra Xis-salada. Sexo tem gosto de desodorante. Mentira é água da CORSAN em épocas de estiagem gaúcha.
Li alguns estudos que dizem que este fenômeno ocorre em pessoas que têm os sentidos cruzados, ou seja, enxergam/lêem palavras e o paladar acusa algo inusitado, sentem algum cheiro e tremem de frio.
Não sei se chega a tanto, mas que é estranho é.
Levanto a minha própria tese: sentimos gosto quando nos deparamos com alguma palavra porque esta remete a alguma memória apagada ou não. Algo que aconteceu, ou alguma coisa rotineira no passado que deixou incrustada determinada memória no paladar.
Vivemos falando da tal memória olfativa, o cheiro de determinado perfume que lembra pessoas, objetos, lugares ou situações. Ocorre da mesma maneira com as palavras-e-seus-gostos-nada-a-ver.
O meu maior exemplo disto é a palavra desrespeito. Sinto gosto de arroz e feijão quando ouço, leio ou falo esta palavra. Isto porque em épocas que me deixava desrespeitar, por vezes comia arroz e feijão feito por quem fazia isto, na casa de quem fazia isto e, sometimes no momento em que esta pessoa estava fazendo isto. Acabava por me alimentar do que estava em cima da mesa, mas não do que vinha no garfo.
Felizmente arroz e feijão também são feitos com carinho e amor de quem eu troco sentimentos. E este será o meu esforço culinário momentâneo, antes de aprender a cozinhar...
Tratar de mudar o gosto do arroz e feijão...
Faz algum tempo, estava eu dentro do ônibus que percorria a linha Carlos Gomes, quando olhei para o lado e vi um pequeno restaurante/bar com o seguinte dizer na fachada:
<“Bistrô”>
Imediatamente senti um gosto de massa crocante na boca, como se mastigasse uma casca de pão cacetinho, ou espaguete cru.
Constatei algo que nunca havia me dado conta: as palavras têm gosto para mim, como se as ouvisse e sentisse no paladar algum alimento ou coisa qualquer, e vice-versa.
Peguei-me pensando na quantidade de palavras que me fazem salivar. Por exemplo:
A palavra coração me dá gosto de morango, aquele morango adocicado, gosto de brilhos labiais ou algo do gênero. Verdade tem gosto de sal, aquele sal grosso que se usa em churrascos. Vida me remete a alguma fruta de cor alaranjada, como pêssego em calda, ou manga. Sangue tem gosto de ferrugem. Cachorro que é bom: me faz sentir gosto de bife a milanesa.
Religião me faz salivar farinha. Otimização me lembra Xis-salada. Sexo tem gosto de desodorante. Mentira é água da CORSAN em épocas de estiagem gaúcha.
Li alguns estudos que dizem que este fenômeno ocorre em pessoas que têm os sentidos cruzados, ou seja, enxergam/lêem palavras e o paladar acusa algo inusitado, sentem algum cheiro e tremem de frio.
Não sei se chega a tanto, mas que é estranho é.
Levanto a minha própria tese: sentimos gosto quando nos deparamos com alguma palavra porque esta remete a alguma memória apagada ou não. Algo que aconteceu, ou alguma coisa rotineira no passado que deixou incrustada determinada memória no paladar.
Vivemos falando da tal memória olfativa, o cheiro de determinado perfume que lembra pessoas, objetos, lugares ou situações. Ocorre da mesma maneira com as palavras-e-seus-gostos-nada-a-ver.
O meu maior exemplo disto é a palavra desrespeito. Sinto gosto de arroz e feijão quando ouço, leio ou falo esta palavra. Isto porque em épocas que me deixava desrespeitar, por vezes comia arroz e feijão feito por quem fazia isto, na casa de quem fazia isto e, sometimes no momento em que esta pessoa estava fazendo isto. Acabava por me alimentar do que estava em cima da mesa, mas não do que vinha no garfo.
Felizmente arroz e feijão também são feitos com carinho e amor de quem eu troco sentimentos. E este será o meu esforço culinário momentâneo, antes de aprender a cozinhar...
Tratar de mudar o gosto do arroz e feijão...
Faz tempo né gente... Passei para dar um oi...
O tempo passa, os dias são cheios, as coisas acontecem, e continuo escrevendo muito...
Só que o que sai da minha cabeça e vai para os arquivos do Word é extremamente pessoal, o que entendo que seria problemático demais publicar por aqui, já que "bichos estranhos" andam rondando meu blog...
Enfim, perdão pela "enésima" vez queridos (pouquíssimos, mas fiéis) leitorinhos. Não abandonei vocês, muito menos nossa relação está abalada, mas digamos que no momento, o nosso contato seria íntimo demais, e como não há como restringi-lo por aqui...
Fica a promessa de artigos futuros...
Futuros não sei em que prazo...
O tempo passa, os dias são cheios, as coisas acontecem, e continuo escrevendo muito...
Só que o que sai da minha cabeça e vai para os arquivos do Word é extremamente pessoal, o que entendo que seria problemático demais publicar por aqui, já que "bichos estranhos" andam rondando meu blog...
Enfim, perdão pela "enésima" vez queridos (pouquíssimos, mas fiéis) leitorinhos. Não abandonei vocês, muito menos nossa relação está abalada, mas digamos que no momento, o nosso contato seria íntimo demais, e como não há como restringi-lo por aqui...
Fica a promessa de artigos futuros...
Futuros não sei em que prazo...
terça-feira, 15 de julho de 2008
Nada, absolutamente nada...
Nos últimos dias estive pensando muito sobre este espaço aqui, que antes deste texto fecharia dois meses inativo.
Sinceramente confesso que o mesmo se encontra abandonado desta maneira por pura falta de saco para escrever. Mas por favor, querido leitores, não me entendam mal...
Não perdi o gosto pela escrita, perdi sim o gosto pelos assuntos dos quais eu vivia escrevendo. Tenho o habito de ler e reler o que costumava escrever e sempre gosto muito, mas vejo que na fase em que estou não teria mais ânimo algum para ficar filosofando e divagando sobre coisas ou assuntos sentimentais.
Era muito blá blá blá, confesso. Mas eu não me arrependo não, muito pelo contrário, adoro o que escrevi até dois meses atrás, acho sinceramente que conseguia de maneira satisfatória deixar claras as minhas idéias e opiniões.
Vocês podem ver pela qualidade deste texto que realmente estou cagando e andando para estrutura, nem sequer tenho a preocupação de agradar a quem me lê neste momento.
Querem saber? Já que estou sem saco algum para escrever sobre coisinhas bonitinhas e que tocam os sentimentos, mas tenho vontade de digitar algo... vou escrever... sobre nada!
Isso mesmo. Nada...!
Vocês viram o tempo que fez hoje? Um baita calorão em pleno Julho! Daqui a pouco teremos que sair para rua de manga curta. Li hoje na previsão que este calor vai durar até domingo, e que na segunda que vem teremos frio novamente. Eu sinceramente gosto muito mais do frio do que do calor e sofro muito menos no inverno do que no verão.
E o Grêmio hein? Será que se classifica pra Libertadores este ano? Eu acho que sim, mas campeões a gente não vai ser. É muito difícil sem o Roger, que alias, fez uma puta sacanagem com a gente, vocês não acham? Claro que fez, quem é mercenário nunca vai deixar de ser.
O que será que aconteceu com o casal Nardoni? Nem na mídia mais elas aparecem. Dizem que vão ser soltos, justo eles que fizeram uma brutalidade incrível. Imagina, jogar uma pobre criancinha pela janela, a própria filha. Não existe atrocidade maior.
E a Yeda hein? Será que se safa? Eu acho que sim. Este tipo de escândalo de corrupção sempre acaba em pizza.
E a novela das oito, vocês viram? Nem eu.
E a bunda da mulher melancia? Alguém ai acha bonita? Eu não acho. Vê se tem cabimento, aquela mulher é quase obesa, e fica se rebolando toda encostada numa parede com uma sainha mínima por cima de um fio dental que nem aparece enfiado no meio daquela imensidão. Prefiro muito mais a velha e boa Feiticeira.
E aquela pagodeira de domingo, você gosta de ir? Nem eu.
Viu como é fácil conversar o dia inteiro e não dizer absolutamente nada? Hoje pela manhã aconteceu, e por mais que a conversa toda tenha sido sobre como estão as coisas...
Não significou absolutamente nada... a coisa toda não significa mais nada... significou algum dia... mas hoje tem tanto valor quanto o papo furado que escrevi no conteúdo e a mentira toda que disse na introdução deste texto...
Não significa e não vale mais nada...
Sinceramente confesso que o mesmo se encontra abandonado desta maneira por pura falta de saco para escrever. Mas por favor, querido leitores, não me entendam mal...
Não perdi o gosto pela escrita, perdi sim o gosto pelos assuntos dos quais eu vivia escrevendo. Tenho o habito de ler e reler o que costumava escrever e sempre gosto muito, mas vejo que na fase em que estou não teria mais ânimo algum para ficar filosofando e divagando sobre coisas ou assuntos sentimentais.
Era muito blá blá blá, confesso. Mas eu não me arrependo não, muito pelo contrário, adoro o que escrevi até dois meses atrás, acho sinceramente que conseguia de maneira satisfatória deixar claras as minhas idéias e opiniões.
Vocês podem ver pela qualidade deste texto que realmente estou cagando e andando para estrutura, nem sequer tenho a preocupação de agradar a quem me lê neste momento.
Querem saber? Já que estou sem saco algum para escrever sobre coisinhas bonitinhas e que tocam os sentimentos, mas tenho vontade de digitar algo... vou escrever... sobre nada!
Isso mesmo. Nada...!
Vocês viram o tempo que fez hoje? Um baita calorão em pleno Julho! Daqui a pouco teremos que sair para rua de manga curta. Li hoje na previsão que este calor vai durar até domingo, e que na segunda que vem teremos frio novamente. Eu sinceramente gosto muito mais do frio do que do calor e sofro muito menos no inverno do que no verão.
E o Grêmio hein? Será que se classifica pra Libertadores este ano? Eu acho que sim, mas campeões a gente não vai ser. É muito difícil sem o Roger, que alias, fez uma puta sacanagem com a gente, vocês não acham? Claro que fez, quem é mercenário nunca vai deixar de ser.
O que será que aconteceu com o casal Nardoni? Nem na mídia mais elas aparecem. Dizem que vão ser soltos, justo eles que fizeram uma brutalidade incrível. Imagina, jogar uma pobre criancinha pela janela, a própria filha. Não existe atrocidade maior.
E a Yeda hein? Será que se safa? Eu acho que sim. Este tipo de escândalo de corrupção sempre acaba em pizza.
E a novela das oito, vocês viram? Nem eu.
E a bunda da mulher melancia? Alguém ai acha bonita? Eu não acho. Vê se tem cabimento, aquela mulher é quase obesa, e fica se rebolando toda encostada numa parede com uma sainha mínima por cima de um fio dental que nem aparece enfiado no meio daquela imensidão. Prefiro muito mais a velha e boa Feiticeira.
E aquela pagodeira de domingo, você gosta de ir? Nem eu.
Viu como é fácil conversar o dia inteiro e não dizer absolutamente nada? Hoje pela manhã aconteceu, e por mais que a conversa toda tenha sido sobre como estão as coisas...
Não significou absolutamente nada... a coisa toda não significa mais nada... significou algum dia... mas hoje tem tanto valor quanto o papo furado que escrevi no conteúdo e a mentira toda que disse na introdução deste texto...
Não significa e não vale mais nada...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
E se...
E se não fosse desse modo? E se tivesse aproveitado a chance? E se realmente tivesse acontecido? E se tivesse agido...?
E se houvesse pensado diferente? Traçado estratégia diferente? Feito às leituras dos fatos de maneira diferente? E se optasse diferente do que optei...?
E se eu tivesse ido ao invés de ficar? E se não houvesse doença? E se eu tivesse investido no sonho? E se a viagem tivesse se concretizado...?
Não tivesse tido ciúmes? Não tivesse te deixado perder a admiração? Se não deixasse dominar...?
E se eu não tivesse me dado bem? Tivesse investido naquela mulher? Se houvesse rolado? E se desses abertura...?
E se tivéssemos ganho do Boca? Se não tomássemos aquele gol? E se o Rubinho não tivesse deixado a Ferrari? E se o Senna não tivesse morrido...?
E se eu não estivesse bêbado? E se não acendesse cigarro? Se não tivesse parado de malhar? E se nunca tivesse malhado...?
E se eu fosse estudar? E se não sentisse medo? Se não me preparasse? Se deixasse de lado os receios e fosse atrás? Se não tivesse coragem...?
E se não trabalhasse tanto? E se não trabalhasse? E se trabalhasse mais...?
Se não tivesse comprado tanto? Gasto tanto? E se tivesse gasto mais dinheiro, tempo, paciência? E se não economizasse dinheiro? E se não tivesse trocado o carro?
Se fosse embora quando tivesse que ir? Se tivesses me pedido pra ir ao invés de ficar...
E se fosse mais velha? E se fosse mais nova? E se fosse madura? E se não fosse tão séria? E se fosse menos bonita? E se fosse menos feia? E se eu não levantasse tantas dúvidas...?
E se eu não inventasse tanto problema? Digerido tanta dor...?
Se não houvesse retorno? E se eu ainda tocasse? E se eu ainda te tocasse? E se continuasse a ensaiar? Se não sentisse inveja de quem continuou...?
E se tivesse assistido ao show? Se eu não tivesse ido? E se retornasse os olhares...? Se deixasse claro o que penso? E se a vergonha não fosse um valor a mim ensinado...?
E se não me deixasse partir? Se não me deixasse me acomodar? Se a conjuntura fosse diferente? Se o momento fosse outro? Se não sofresses tais influências...?
E se teu olhar não brilhasse? E se não continuasses me procurando nas ruas, nas musicas, nos lugares e nas pessoas? Se não tivesses feito nada errado...?
E se tu viste aquele filme? Aquela frase? Aquele texto? Aquela fase...?
E se não fosse tão tarde? E se me respeitasse? E se me ajudasse...?
“Se a gente não tivesse feito tanta coisa? Se não tivesse dito tanta coisa? Se não tivesse inventado tanto...?”
E se nunca houvesse ligado o rádio... Não teria escutado Kid Abelha neste exato momento...
Ou seja, nunca saberia que a idéia deste texto não é original... saco.
(Perdoem-me os leitores pelo final, mas realmente esta música tocando acabou com toda e qualquer possibilidade para continuar escrevendo isto... e eu nem gosto de Kid Abelha)
E se houvesse pensado diferente? Traçado estratégia diferente? Feito às leituras dos fatos de maneira diferente? E se optasse diferente do que optei...?
E se eu tivesse ido ao invés de ficar? E se não houvesse doença? E se eu tivesse investido no sonho? E se a viagem tivesse se concretizado...?
Não tivesse tido ciúmes? Não tivesse te deixado perder a admiração? Se não deixasse dominar...?
E se eu não tivesse me dado bem? Tivesse investido naquela mulher? Se houvesse rolado? E se desses abertura...?
E se tivéssemos ganho do Boca? Se não tomássemos aquele gol? E se o Rubinho não tivesse deixado a Ferrari? E se o Senna não tivesse morrido...?
E se eu não estivesse bêbado? E se não acendesse cigarro? Se não tivesse parado de malhar? E se nunca tivesse malhado...?
E se eu fosse estudar? E se não sentisse medo? Se não me preparasse? Se deixasse de lado os receios e fosse atrás? Se não tivesse coragem...?
E se não trabalhasse tanto? E se não trabalhasse? E se trabalhasse mais...?
Se não tivesse comprado tanto? Gasto tanto? E se tivesse gasto mais dinheiro, tempo, paciência? E se não economizasse dinheiro? E se não tivesse trocado o carro?
Se fosse embora quando tivesse que ir? Se tivesses me pedido pra ir ao invés de ficar...
E se fosse mais velha? E se fosse mais nova? E se fosse madura? E se não fosse tão séria? E se fosse menos bonita? E se fosse menos feia? E se eu não levantasse tantas dúvidas...?
E se eu não inventasse tanto problema? Digerido tanta dor...?
Se não houvesse retorno? E se eu ainda tocasse? E se eu ainda te tocasse? E se continuasse a ensaiar? Se não sentisse inveja de quem continuou...?
E se tivesse assistido ao show? Se eu não tivesse ido? E se retornasse os olhares...? Se deixasse claro o que penso? E se a vergonha não fosse um valor a mim ensinado...?
E se não me deixasse partir? Se não me deixasse me acomodar? Se a conjuntura fosse diferente? Se o momento fosse outro? Se não sofresses tais influências...?
E se teu olhar não brilhasse? E se não continuasses me procurando nas ruas, nas musicas, nos lugares e nas pessoas? Se não tivesses feito nada errado...?
E se tu viste aquele filme? Aquela frase? Aquele texto? Aquela fase...?
E se não fosse tão tarde? E se me respeitasse? E se me ajudasse...?
“Se a gente não tivesse feito tanta coisa? Se não tivesse dito tanta coisa? Se não tivesse inventado tanto...?”
E se nunca houvesse ligado o rádio... Não teria escutado Kid Abelha neste exato momento...
Ou seja, nunca saberia que a idéia deste texto não é original... saco.
(Perdoem-me os leitores pelo final, mas realmente esta música tocando acabou com toda e qualquer possibilidade para continuar escrevendo isto... e eu nem gosto de Kid Abelha)
terça-feira, 27 de maio de 2008
Humano como todos...
As dimensões de tudo o que vejo em termos de passado, presente e futuro meio que mudaram nas ultimas semanas. Mas não em tudo.
Façamos um pequeno balanço:
- Insegurança? Claro, normal. Em níveis aceitáveis, até porque pessoa insegura demais acaba por duvidar inclusive de saco de cimento (concreto).
- Estresse? Em dados momentos sim. Mas passo longe de ser uma pessoa considerada estressada, até porque é justamente nestas horas que me faço valer de válvulas de escape que sempre funcionam (falar mais besteira do que se escuta no Zorra Total por exemplo... até porque as minhas garantem muito mais risadas do que as do programa global).
- Desilusão? Por óbvio. Mas desta vez não com uma pessoa em particular, mas sim com as conjunturas sócio-afetivas em que me encontro agora, e nas quais enquadro quem aparece pela minha frente.
- Confiante? Não sei. Acredito que sou ainda, pois segundo o que uma amiga minha me disse, “tu continuas lindo, bem vestido, cheiroso, gostoso, super querido, honesto, leal, trabalhador, maduro, prestativo, inteligente, atencioso, carinhoso e de beijo bom... que mulher não gosta disso tudo?”. Agora está na hora de dar o passo adiante... acreditar nisto tudo assim, junto em uma só pessoa, ainda mais sendo eu este exemplar de ser humano perfeito.
- Humilde? Vide resposta acima.
- Solteiro? Sim, estou.
- Sozinho? Depois de muitos experimentos em curto espaço de tempo, sim, também estou. Mas por opção própria.
- Orgulhoso? Claro que sim. Sempre vou ser propagador do estilo de vida que tem como elemento cerne o orgulho próprio. Sem demagogias.
- Esperançoso? Continuo sendo. Mas sejamos realistas, já começo a imaginar certas situações em que custava pensar antes. Ex.: Na falta de alguma (mulher) que se encaixe nos meus parâmetros, ficar solteiro, bem sucedido e respeitado o resto da vida me parece uma boa alternativa (seria a única que me restaria o mesmo...).
- Vontade de mudar? Estou começando a sentir a necessidade. Mas como a gente só mexe em time que perde e considero que continuo ganhando, to meio que relutando.
- Voltar atrás? Nem pensar. Segundo Van Damme: “retroceder nunca, render-se jamais!”
- Fé? Em Deus, sempre. No mundo, nas pessoas e nas mulheres... abalada.
- Satisfeito? Hahahaha... e quem é...? E além do mais: é bom ser...?
- Indecisão? Sim, sempre. Mas isso não pertence só a mim, pertence a cada ser que habita este planeta.
- Inveja básica? Vide resposta acima.
- Medo? E quem não tem? Só o Chuck Norris e o Charles Bronson que não...
- Solidão? Não gosto de admitir mas... digamos que quem eu quero (acho que) não me quer. Ou quer e não está com disponibilidade no momento.
Trocando em miúdos: digamos que eu miro muito, só não puxo o gatilho porque tenho medo de desperdiçar a munição em alvo que não sinto segurança que vou acertar...
E para terminar:
Aberto para continuar tentando, seguindo e me aprimorando como ser humano? Com toda certeza. Até porque tudo vale a pena se a alma não é pequena... segundo o que diz o guardinha do CAFF...
Façamos um pequeno balanço:
- Insegurança? Claro, normal. Em níveis aceitáveis, até porque pessoa insegura demais acaba por duvidar inclusive de saco de cimento (concreto).
- Estresse? Em dados momentos sim. Mas passo longe de ser uma pessoa considerada estressada, até porque é justamente nestas horas que me faço valer de válvulas de escape que sempre funcionam (falar mais besteira do que se escuta no Zorra Total por exemplo... até porque as minhas garantem muito mais risadas do que as do programa global).
- Desilusão? Por óbvio. Mas desta vez não com uma pessoa em particular, mas sim com as conjunturas sócio-afetivas em que me encontro agora, e nas quais enquadro quem aparece pela minha frente.
- Confiante? Não sei. Acredito que sou ainda, pois segundo o que uma amiga minha me disse, “tu continuas lindo, bem vestido, cheiroso, gostoso, super querido, honesto, leal, trabalhador, maduro, prestativo, inteligente, atencioso, carinhoso e de beijo bom... que mulher não gosta disso tudo?”. Agora está na hora de dar o passo adiante... acreditar nisto tudo assim, junto em uma só pessoa, ainda mais sendo eu este exemplar de ser humano perfeito.
- Humilde? Vide resposta acima.
- Solteiro? Sim, estou.
- Sozinho? Depois de muitos experimentos em curto espaço de tempo, sim, também estou. Mas por opção própria.
- Orgulhoso? Claro que sim. Sempre vou ser propagador do estilo de vida que tem como elemento cerne o orgulho próprio. Sem demagogias.
- Esperançoso? Continuo sendo. Mas sejamos realistas, já começo a imaginar certas situações em que custava pensar antes. Ex.: Na falta de alguma (mulher) que se encaixe nos meus parâmetros, ficar solteiro, bem sucedido e respeitado o resto da vida me parece uma boa alternativa (seria a única que me restaria o mesmo...).
- Vontade de mudar? Estou começando a sentir a necessidade. Mas como a gente só mexe em time que perde e considero que continuo ganhando, to meio que relutando.
- Voltar atrás? Nem pensar. Segundo Van Damme: “retroceder nunca, render-se jamais!”
- Fé? Em Deus, sempre. No mundo, nas pessoas e nas mulheres... abalada.
- Satisfeito? Hahahaha... e quem é...? E além do mais: é bom ser...?
- Indecisão? Sim, sempre. Mas isso não pertence só a mim, pertence a cada ser que habita este planeta.
- Inveja básica? Vide resposta acima.
- Medo? E quem não tem? Só o Chuck Norris e o Charles Bronson que não...
- Solidão? Não gosto de admitir mas... digamos que quem eu quero (acho que) não me quer. Ou quer e não está com disponibilidade no momento.
Trocando em miúdos: digamos que eu miro muito, só não puxo o gatilho porque tenho medo de desperdiçar a munição em alvo que não sinto segurança que vou acertar...
E para terminar:
Aberto para continuar tentando, seguindo e me aprimorando como ser humano? Com toda certeza. Até porque tudo vale a pena se a alma não é pequena... segundo o que diz o guardinha do CAFF...
domingo, 18 de maio de 2008
Direitos do sexo masculino...
www.direitosdohomem.com.br
Esse ai é o site. Trata dos direitos que todo homem deveria ter e, se quiser ou não, usufruir. Verdadeiras pérolas que merecem ser listadas e comentadas, e adicionadas a outras que me brotam da cabeça, e da dos meus amigos também.
Segundo o site, todo homem tem direito de:
- Ser gordinho;
- Pegar mulher feia;
- Mijar em paz;
- Não prestar atenção no que a mulher fala;
- Ser mais baixo que sua mulher;
- Não se barbear;
- Não comer comida light;
- Viajar em uma moto;
- Tomar cerveja;
- Abraçar uma árvore;
- Não saber a escalação do Flamengo de 1981, mas fingir que sabe;
- Pedir a saideira;
- Jogar bola.
Agora, segundo eu e os meus amigos, todo homem tem direito de:
- Rir dos próprios peidos;
- Contar piada de sogra;
- Assar carne;
- Desejar sexualmente as amigas;
- Lavar o carro quantas vezes quiser;
- Chorar;
- Tirar sarro um do outro por qualquer motivo;
- Falar de futebol, carro e mulher;
- Comparar qualquer mulher a própria mãe;
- Ir ao estádio;
- Mijar no muro, na grama, no pneu, na árvore...
- Não se depilar;
- Usar as “domingueiras” rasgadas;
- Xingar o Galvão Bueno;
- Amar seus cachorros;
- Ter o Senna como seu ídolo eterno;
- Cantar música bagaceira;
- Falar palavrão;
- Palitar os dentes;
- Coçar;
- Invejar a churrasqueira que o fulano tem;
- Dormir de pijama velho;
- Não gostar do cunhado;
- Não gostar de fazer compras;
- Usar camiseta de futebol;
- Rir de cortes de cabelo ridículos;
- Não saber cozinhar, lavar e passar;
- Gostar de comida ruim;
E por fim...
- Assistir a todas as corridas e jogos que passam pela TV...
Esse ai é o site. Trata dos direitos que todo homem deveria ter e, se quiser ou não, usufruir. Verdadeiras pérolas que merecem ser listadas e comentadas, e adicionadas a outras que me brotam da cabeça, e da dos meus amigos também.
Segundo o site, todo homem tem direito de:
- Ser gordinho;
- Pegar mulher feia;
- Mijar em paz;
- Não prestar atenção no que a mulher fala;
- Ser mais baixo que sua mulher;
- Não se barbear;
- Não comer comida light;
- Viajar em uma moto;
- Tomar cerveja;
- Abraçar uma árvore;
- Não saber a escalação do Flamengo de 1981, mas fingir que sabe;
- Pedir a saideira;
- Jogar bola.
Agora, segundo eu e os meus amigos, todo homem tem direito de:
- Rir dos próprios peidos;
- Contar piada de sogra;
- Assar carne;
- Desejar sexualmente as amigas;
- Lavar o carro quantas vezes quiser;
- Chorar;
- Tirar sarro um do outro por qualquer motivo;
- Falar de futebol, carro e mulher;
- Comparar qualquer mulher a própria mãe;
- Ir ao estádio;
- Mijar no muro, na grama, no pneu, na árvore...
- Não se depilar;
- Usar as “domingueiras” rasgadas;
- Xingar o Galvão Bueno;
- Amar seus cachorros;
- Ter o Senna como seu ídolo eterno;
- Cantar música bagaceira;
- Falar palavrão;
- Palitar os dentes;
- Coçar;
- Invejar a churrasqueira que o fulano tem;
- Dormir de pijama velho;
- Não gostar do cunhado;
- Não gostar de fazer compras;
- Usar camiseta de futebol;
- Rir de cortes de cabelo ridículos;
- Não saber cozinhar, lavar e passar;
- Gostar de comida ruim;
E por fim...
- Assistir a todas as corridas e jogos que passam pela TV...
domingo, 4 de maio de 2008
Pretensões a curto, médio ou longo prazo...
Cara, que coisa incrível.
Tem coisas que a gente custa acreditar. O fato de estar querendo algo que não vejo como ter serve como exemplo. Veja bem: “não vejo” não é igual a “não posso”, há possibilidades, mas tenho certeza que é um dos maiores desafios que enfrentarei na vida, com toda esta clareza de ambições, isto porque irei fazer nem que tenha que penhorar minhas tão amadas calças justas.
Talvez por isto que tenhas tanto valor, pelo tamanho do abismo...
Ai que está o problema: não sei como ir em frente, confesso. Não tenho medo de cair, só que há tantas barreiras a derrubar antes de chegar a ti... o que não sei é se sou eu quem as coloco ou se é tu... o fato é que me considero fora dos teus parâmetros, sem nem saber quais são eles.
Podia agora escrever uma dissertação pseudo-filosofica sobre o assunto, daquelas que estou acostumado a fazer (sou o rei, e adoro isto) falando sobre possíveis pontes, sobre tentar pular o tal abismo de uma vez e me esborrachar no chão, ou descer o penhasco, atravessar a correnteza do rio, escalar o desfiladeiro e chegar ai cansado demais pra te dar atenção. Acho também que o que me falta é exatamente isto, parar de enrolar filosofando e ir direto ao assunto.
Como já deixei claro, derrepente o aspecto todo que me apaixona cada vez mais é a dificuldade que tudo isto me impõe. E será que seria justo realmente colocar-te a par que tentarei chegar até ai, no teu patamar? Não sei. Vai que realmente eu chegue cansado. De algo tenho certeza: faz tempo que não sinto saudade de alguém, muito menos alguém que não tenho nada.
Quando estou na tua presença é difícil disfarçar o interesse (não sei por que o faço), depois vou para casa sempre com uma vontade de te ligar (sem ter teu número), de falar-te qualquer coisa... de ter ficado um pouco mais na qualidade de teu ouvinte...
Sensação boa esta. Eu estava com saudade de sentir saudade, os queridos leitorinhos que agora me lêem são testemunhas e hão de concordar comigo que esta condição é tão boa...
Não havia me dado conta, mas... vou chegar até ai, nos teus parâmetros um belo dia, independente do tempo que irá demorar, e pior, sei que tu sabes (ou saberás) disto... Mas tem outra: quando finalmente chegar tu já estarás mais além... é... alegria de pobre dura pouco.
Solução do problema? Como eu faço pra descascar tamanho abacaxi? Putz. Não sei. Vou levando desta vez.
Talvez tenha que ir com calma, talvez também, tenha que ir com pressa.
E se fosse com muita sede ao pote? E se te cansasse ir tão devagar?
E a hierarquia, existe pra ti? E a hierarquia, existe só pra mim?
Tu me notas? Tu não me notas?
O que faço pra transparecer...? Será que devo?
Derrepente tenha que deixar claro, derrepente também, deixo claro cedo demais e tomo um não prévio que não seria bom... porque daí, nada mais iria para frente.
Alguns dias atrás reclamava que estava com saudade de algo que me chamasse a atenção. Na verdade já havia tu, que chamava...
Eu que estava tentando esconder pra não deixar claro que não sei o que fazer...
Tem coisas que a gente custa acreditar. O fato de estar querendo algo que não vejo como ter serve como exemplo. Veja bem: “não vejo” não é igual a “não posso”, há possibilidades, mas tenho certeza que é um dos maiores desafios que enfrentarei na vida, com toda esta clareza de ambições, isto porque irei fazer nem que tenha que penhorar minhas tão amadas calças justas.
Talvez por isto que tenhas tanto valor, pelo tamanho do abismo...
Ai que está o problema: não sei como ir em frente, confesso. Não tenho medo de cair, só que há tantas barreiras a derrubar antes de chegar a ti... o que não sei é se sou eu quem as coloco ou se é tu... o fato é que me considero fora dos teus parâmetros, sem nem saber quais são eles.
Podia agora escrever uma dissertação pseudo-filosofica sobre o assunto, daquelas que estou acostumado a fazer (sou o rei, e adoro isto) falando sobre possíveis pontes, sobre tentar pular o tal abismo de uma vez e me esborrachar no chão, ou descer o penhasco, atravessar a correnteza do rio, escalar o desfiladeiro e chegar ai cansado demais pra te dar atenção. Acho também que o que me falta é exatamente isto, parar de enrolar filosofando e ir direto ao assunto.
Como já deixei claro, derrepente o aspecto todo que me apaixona cada vez mais é a dificuldade que tudo isto me impõe. E será que seria justo realmente colocar-te a par que tentarei chegar até ai, no teu patamar? Não sei. Vai que realmente eu chegue cansado. De algo tenho certeza: faz tempo que não sinto saudade de alguém, muito menos alguém que não tenho nada.
Quando estou na tua presença é difícil disfarçar o interesse (não sei por que o faço), depois vou para casa sempre com uma vontade de te ligar (sem ter teu número), de falar-te qualquer coisa... de ter ficado um pouco mais na qualidade de teu ouvinte...
Sensação boa esta. Eu estava com saudade de sentir saudade, os queridos leitorinhos que agora me lêem são testemunhas e hão de concordar comigo que esta condição é tão boa...
Não havia me dado conta, mas... vou chegar até ai, nos teus parâmetros um belo dia, independente do tempo que irá demorar, e pior, sei que tu sabes (ou saberás) disto... Mas tem outra: quando finalmente chegar tu já estarás mais além... é... alegria de pobre dura pouco.
Solução do problema? Como eu faço pra descascar tamanho abacaxi? Putz. Não sei. Vou levando desta vez.
Talvez tenha que ir com calma, talvez também, tenha que ir com pressa.
E se fosse com muita sede ao pote? E se te cansasse ir tão devagar?
E a hierarquia, existe pra ti? E a hierarquia, existe só pra mim?
Tu me notas? Tu não me notas?
O que faço pra transparecer...? Será que devo?
Derrepente tenha que deixar claro, derrepente também, deixo claro cedo demais e tomo um não prévio que não seria bom... porque daí, nada mais iria para frente.
Alguns dias atrás reclamava que estava com saudade de algo que me chamasse a atenção. Na verdade já havia tu, que chamava...
Eu que estava tentando esconder pra não deixar claro que não sei o que fazer...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Pequena conversa com a leitora imaginária
Já é noite, o feriado se foi. O que eu fiz hoje? Nada. Absolutamente nada. Se isso é bom ou é ruim? É bom... é ótimo.
Vi o dia passar pela sacada do 9º andar, que é como eu chamo este lugar aqui. Tudo tem outra aparência daqui de cima. O dia, a rua, as pessoas, os carros, o clima, a cidade, a fumaça, o movimento... a velocidade que as coisas passam ou acontecem. É por isso que desperdiço meu tempo livre por aqui. Desperdiçar tempo faz bem? Claro que sim! Todos têm o direito ao ócio prazeroso. Tal qual um carro de corrida, pit-stops são necessários.
Ficaste pensando no que o dia todo? Muita coisa. Pensei em cortar o meu próprio cabelo, mas a coisa não deu muito certo. Pensei também em comer muito, sorte minha, pois a Tereza antes de ir curtir o feriado ontem fez um monte de salgados e doces. Pensei em tomar capuccino, mas não levantei daqui ainda. Pensei em te ligar, sabichona ocupada, mas não sei por que não liguei. Pensei em possibilidades, mas nenhuma delas me parece concreta. A principal coisa que pensei foi o quanto as pessoas atropelam as coisas, sem nem saber o porquê. Se pensassem mais nas responsabilidades que estão assumindo, acredito que muito sofrimento seria poupado.
Porque tu pensaste nisso? Não sei. Deve ser pelas coisas que acontecem, como tudo. Pensa bem e veja se eu não tenho razão: um casal adolescente que engravida pensou nas responsabilidades que teriam que assumir? Alguém que largou o emprego porque não gostava de algo banal, sem arranjar algo melhor antes, pensou nas responsabilidades que se tem que cumprir todo final de mês? Antes de enganar a pessoa aquela, o fulano canalha pensou nas responsabilidades que existiam em assumir um relacionamento sério? Antes de bater o carro e matar alguém, o pia aquele pensou nas responsabilidades de se dirigir bêbado? Antes de perder o sono pelo cartão de crédito estourado, pensaste na responsabilidade de fazer novas contas? Antes de falar a verdade para aquela pessoa, pensaste na responsabilidade que alguém assume quando é verdadeiro? Antes de decidir não te esforçar, pensaste nas responsabilidades que o fracasso traz? Entre tantas outras...
Tá bom. Na verdade pensei nisso porque tive contato agora à tarde com uma situação estranha... daquelas que não dá pra ficar falando muita coisa, a não ser escutar e deixar para tirar as próprias conclusões depois. E é isso que vou fazer. Pára! Fala! Tu não tem pena de mim que fiquei curiosa? Não.
Tu não tens medo de ficar chato? Na verdade tenho, mas não de ficar, sim de transparecer o quanto eu já sou. Mas não ser chato de vez em quando é por si só uma baita chatice. Mas voltando ao assunto: Pensar é bom, pensar faz bem... mas a grande maioria não gosta de pensar muito. Mas então eu proponho um consenso: Vamos todos seguir o ditado aquele, e pensar duas vezes antes de tomarmos qualquer atitude ou decisão que atinja alguém, pode ser? Se é pra ter responsabilidades, vamos ser responsáveis.
Tu ficaste sozinho o dia inteiro?
Agora tu já estas querendo saber demais... te coloca no teu lugar...
Vi o dia passar pela sacada do 9º andar, que é como eu chamo este lugar aqui. Tudo tem outra aparência daqui de cima. O dia, a rua, as pessoas, os carros, o clima, a cidade, a fumaça, o movimento... a velocidade que as coisas passam ou acontecem. É por isso que desperdiço meu tempo livre por aqui. Desperdiçar tempo faz bem? Claro que sim! Todos têm o direito ao ócio prazeroso. Tal qual um carro de corrida, pit-stops são necessários.
Ficaste pensando no que o dia todo? Muita coisa. Pensei em cortar o meu próprio cabelo, mas a coisa não deu muito certo. Pensei também em comer muito, sorte minha, pois a Tereza antes de ir curtir o feriado ontem fez um monte de salgados e doces. Pensei em tomar capuccino, mas não levantei daqui ainda. Pensei em te ligar, sabichona ocupada, mas não sei por que não liguei. Pensei em possibilidades, mas nenhuma delas me parece concreta. A principal coisa que pensei foi o quanto as pessoas atropelam as coisas, sem nem saber o porquê. Se pensassem mais nas responsabilidades que estão assumindo, acredito que muito sofrimento seria poupado.
Porque tu pensaste nisso? Não sei. Deve ser pelas coisas que acontecem, como tudo. Pensa bem e veja se eu não tenho razão: um casal adolescente que engravida pensou nas responsabilidades que teriam que assumir? Alguém que largou o emprego porque não gostava de algo banal, sem arranjar algo melhor antes, pensou nas responsabilidades que se tem que cumprir todo final de mês? Antes de enganar a pessoa aquela, o fulano canalha pensou nas responsabilidades que existiam em assumir um relacionamento sério? Antes de bater o carro e matar alguém, o pia aquele pensou nas responsabilidades de se dirigir bêbado? Antes de perder o sono pelo cartão de crédito estourado, pensaste na responsabilidade de fazer novas contas? Antes de falar a verdade para aquela pessoa, pensaste na responsabilidade que alguém assume quando é verdadeiro? Antes de decidir não te esforçar, pensaste nas responsabilidades que o fracasso traz? Entre tantas outras...
Tá bom. Na verdade pensei nisso porque tive contato agora à tarde com uma situação estranha... daquelas que não dá pra ficar falando muita coisa, a não ser escutar e deixar para tirar as próprias conclusões depois. E é isso que vou fazer. Pára! Fala! Tu não tem pena de mim que fiquei curiosa? Não.
Tu não tens medo de ficar chato? Na verdade tenho, mas não de ficar, sim de transparecer o quanto eu já sou. Mas não ser chato de vez em quando é por si só uma baita chatice. Mas voltando ao assunto: Pensar é bom, pensar faz bem... mas a grande maioria não gosta de pensar muito. Mas então eu proponho um consenso: Vamos todos seguir o ditado aquele, e pensar duas vezes antes de tomarmos qualquer atitude ou decisão que atinja alguém, pode ser? Se é pra ter responsabilidades, vamos ser responsáveis.
Tu ficaste sozinho o dia inteiro?
Agora tu já estas querendo saber demais... te coloca no teu lugar...
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