quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Medo de cair...

Não me recordo se já comentei isto com vocês, mas eu tenho fobia à altura.
Não é bem a altura, é mais a sensação de estar caindo. Verdadeiro horror. Tenho tremores nas pernas só de imaginar.
Vivo em um apartamento de sacadas amplas e que fica no 9º andar de meu prédio. A sacada em si não me traz grandes desafios, nem o ato de olhar para baixo, mas a simples menção de movimento em direção a rua me faz vertiginar. Certa feita, fui pular de uma cachoeira de 4 metros de altura aqui do interior, e tive de fazer uma lavagem cerebral de 30 minutos até conseguir reunir coragem. O tempo em que fiquei no ar não passou de um segundo, mas a desagradável sensação de estar caindo foi tão marcante que a sinto até hoje. Pulei e caí uma vez, e nunca mais pularei.
Parque de diversões então, é um local que não me traz grandes atrativos, isto porque a maioria dos brinquedos apela para esta sensação corpórea. Não agrada nem um pouco me imaginar em uma montanha russa ou em um elevador em queda livre. Nestes casos sou barrão sim, e admito. Fico no carro-choque e na casa dos horrores com o maior prazer do mundo. Tenho de estar no chão, necessito dele, e sou feliz por isto.
Algumas pessoas me perguntam se eu tive algum trauma de infância, ou se tenho sonhos recorrentes onde o chão some debaixo dos meus pés. Nem um nem outro, nunca caí de lugar algum, nem em sonho.
Outros tentam me explicar que esta fobia vem de vidas passadas, e que provavelmente em uma delas, a encarnação tenha acabado em decorrência de uma queda. Pelo sim, pelo não, prefiro acreditar que eu nunca caí, nem nestas vidas passadas que (sem desmerecimento as crenças de ninguém) os outros dizem que existiram, nem na atual.
Existem algumas situações que não nos trazem prazer nem em imaginação, e isto é fato.
Em certas fases de nossa vida temos a certeza absoluta de estarmos vivendo em um ciclo momentâneo. Dizem por ai que a vida é dividida neles, e que dentro dos mesmos alguns sentimentos mudam de valor, coisa como hoje gostar do estado suspenso da paixão, daqui a algum tempo não, sentir medo de se apaixonar, daqui a algum tempo não. Os temores mudam, as indiferenças também, as perspectivas e desejos idem.
Vivo em um ciclo que espero estar se fechando em pouco tempo (ou o mais rápido possível, para ser mais exato), pois sempre acreditei que temos controle sobre a velocidade do tempo nestes casos.
O meu medo de cair não vem do ciclo da infância. Recordo-me muito claramente de me arriscar pelo lado de fora de janelas e sacadas altas nas casas e apartamentos dos meus vizinhos. O monstro foi crescendo com o tempo, motivado e alimentado sabe-se lá pelo quê.
O meu temor de me apaixonar também não vem da infância. Quando mais jovem, vivia correndo atrás desta sensação sem explicações ou parâmetros, e o fato de estar junto de alguém me significava vitória. Hoje significa perigo.
Isto pode ser mudado, tenho a mais absoluta certeza. Faltam achar o caminho certo, as ferramentas e os procedimentos corretos para que este pequeno desvio no caminho seja concertado.

Não tenho a mínima vontade de perder o medo de cair, e isto eu nunca vou me esforçar para concertar.

Contudo, quero me apaixonar novamente, e o primeiro passo para isto estou dando.

Ter a tal vontade de perder o medo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


A partir deste post, vou me utilizar de outro recurso neste blog.
A fotografia.
Desde já convido-os a participar, deixando suas impressões pessoais sobre as imagens, sejam elas de qualquer tipo, sentido ou espécie. O objetivo disto é colher o máximo de diversidade nas percepções que as mesmas nos passam.
A proposta é a seguinte:
- As fotos serão SEMPRE de autoria minha, me utilizando apenas da minha camera digital velha;
- Serão públicadas apenas as fotos, solitárias, sem qualquer tipo de informação quanto aos envolvidos, locais, datas, etc...;
- Todas elas terão prévia autorização de utilização de imagem;
- Retratar através de imagens, o que venho fazendo através apenas das palavras: a vida, a rotina, os sentimentos e as emoções de um jovem-adulto...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Fruto da mudança de idéia...

Confesso que o meu artigo de hoje seria algo forte, como um xingamento, um tapa na cara de quem sofre parado e teima em não se mecher, achando que sofrimento se cura deixando passar.
Mas desisti no meio do caminho.
Até porque me percebi que a tal sacudida que em alguns momentos se mostra necessária, eu não tenho competência de dar através de palavras escritas. O único que me lembro que fazia isso com competência era o Renato Russo, e como se pode perceber... to longe de ser como ele.
A gente tem que abaixar a bola de vez em quando. Reconhecer que o texto tá uma merda e que não alcança os seus objetivos. Hoje estava disposto a fazer as vezes de “homem mau”, ia xingar todo mundo, como se pessoalmente gritasse com alguém para que tome uma atitude e largue o sofrimentozinho prazeroso que certas dores proporcionam.
Ao invés disto, e graças a um tempinho que dei entre terminar e publicar o texto no blog, percebi que o que devo oferecer a estas pessoas não é a minha fúria, mas sim o meu olhar terno, o meu ombro redondo, meu peito e meu carinho que nunca cessa, justamente o que falta para elas. Se a pessoa sofre, é porque se condena de alguma maneira, e não vou ser eu quem vai julgar e condenar junto. Sou bom com sorrisos, com afagos, com palavras educadas, mas que atingem seus objetivos.
Pois então, já que o discurso forte ia ser um fracasso, vou seguir no sentido contrário, farei algo ameno, tal qual o complexo vitamínico que tomo agora, momentos antes de ir malhar.
Muitas vezes me perguntei qual é o principal combatente do pessimismo, e talvez eu tenha achado a resposta...

O otimismo. Hahahahaha...

Coisa muito básica né...?
Ai é que tu te enganas...
Tu sabes como que a gente faz pra ser otimista...?
...Imaginei que não. Acompanhe o raciocínio comigo:
Pisar no freio eu sei que é necessário. Olhar envolta e avaliar a situação também. Talvez arriscar e escolher um caminho a se seguir... pode ser que sim. Mas para isso necessitamos de confirmações de que aquele caminho vai dar onde a gente imagina. E nestas horas que o ombro amigo entra, para que a escolha seja feita de maneira mais tranqüila, mais fácil. Ai só falta ligar o motor, engatar a primeira e acelerar. Mas com valentia, senão é tempo perdido.
Gente, estrada esburacada existe, pneu que fure também, motor que ferva, vidro que entre água... tudo isso é natural. O carro estraga às vezes também, sem falar nos outros motoristas que teimam em nos fechar. Vá à velocidade que tu achares confortável, mas respeite os limites, pois algum acidente grave pode acontecer. Durante a noite, na escuridão, procure não rodar, se mesmo assim constatares que tens que seguir, ligue os faróis, diminua a velocidade e vá com cuidado.

A singela mensagem de hoje, apesar de ter mudado todo o texto, é esta: não desista, siga em frente, não pare agora. Sabes que tem muito caminho pela frente, e que esse caminho pode ser feliz. Tenha força, te abastece com o combustível que melhor serve no teu tanque e vai. Tudo vai dar certo, o amanhã há de ser melhor e todos os problemas não vão ser nada no futuro.
De onde vem o otimismo?
Da esperança.
Como se conquista a esperança?
Lutando. Insistindo até o final.
Por isso tens de secar as lagrimas, olhar janela a fora e tomar fôlego. Vai lá, dorme uma noite de sono bom, descansa, abraça os teus, bebe algo (seja uma caneca de leite morno ou um porre homérico), ri um pouco, te alimenta do que tu mais gosta e depois volta. Volta ao batente, volta à luta. Ergue os punhos e tenha coragem. Não te entrega.

E se por um acaso tu te perderes no caminho.

Peça ajuda. Não é demérito pra ninguém.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Aviso natural...

Já comentei com ustedes que durante o meu tempo de férias costumo ler muito, não?
Pois é, leio bastante. São os únicos dias do ano que adquiro o hábito diário e salutar da leitura.
Que pena que dura pouco, mas mesmo assim, o estoque de revistas e livros que compro nesta época acaba por me informar de coisas que nem imaginava existir.
Uma delas foi uma reportagem que li na Superinteressante, sobre pessoas que por conta de uma disfunção que a princípio é genética, não sentem qualquer tipo de dor física. Esse pessoal tem completa ausência de sensibilidade à dor, seja ela de qualquer origem.
Isso mesmo. Não sentem dor. Nem frio, nem calor, nem sede, nem fome...
Já imaginaram isto?
A reportagem dava o exemplo de um menino de poucos anos de idade que era atração de circo. Seu pai oferecia seus braços para que felizes e perplexos espectadores pregassem pregos de 20 centímetros de comprimento neles...
Dizem que estas pessoas podem estar em condições extremas, como dentro de um freezer, de um forno, passar dias sem comer nem beber, tomarem uma facada ou serem baleados que nem piscar piscam. E acreditem, isto é real.
Não é o que todo amante de histórias de super-heróis gostaria de ser? Imune a dor como o Super-Homem? Como o Hulk? Poder ser ferido e não sentir nadica-de-nada?

Mas pérai... não é também o que todos nós gostaríamos de ser no que tange aos nossos sentimentos...? Imunes a qualquer tipo de dor que sintamos...? Imunes a qualquer tipo de mal que nos façam?
Claro que é! Já imaginou que maravilha? Nunca mais sofrer... nunca mais chorar por ninguém... nunca mais nos humilhar em troco de alguma atitude-analgésica da outra pessoa que traga um pouco de alento para aquele tipo de dor dilacerante que teima em não passar...
Seria o paraíso.
Se eu tivesse este dom, confesso que muita coisa teria sido diferente, muitas lágrimas não teriam sido derramadas, muito momentos de tristeza não teriam acontecido e muito sofrimento que senti não teria nem ao menos feito cosquinhas.

Continuando a ler a reportagem, descobri que as pessoas que são imunes à dor física vivem no máximo até os 20 anos de idade. Isto porque o fato de não sentirem dor acaba por fazê-los se machucarem sem nem ao menos perceber isto. Naquelas páginas havia o relato de um menino brasileiro que usava óculos de mergulhador para evitar que ficasse cego, pois cutucava o seu olho sem parar até quase estourá-lo, e que também fazia exames gerais e minuciosos a cada mês que vasculhavam seu organismo em busca de algum vírus ou doença não diagnosticada, pois já que não sentia dor alguma, qualquer coisinha poderia levá-lo até a morte sem qualquer aviso prévio.
Em outras palavras, as pessoas se machucam sem querer, adoecem sem saber, definham sem doer e morrem sem nem ao menos perceber. Não há como se tratar e não há como prevenir que se machuquem, o organismo simplesmente nunca avisa que algo está errado.
E esta é a definição da dor. É uma defesa que temos, é um aviso natural. É a maneira que nosso corpo e nossa mente têm de nos avisar que algo está errado. Se a perna dói, é porque há algo de errado com a perna, se as costas doem, é porque há algo de errado com as costas, se a cabeça dói, é porque há algo de errado com a cabeça...
... se o coração dói, é porque existe algo de errado que deve ser tratado...

Por vezes nossa vida dói. Mas não deveríamos enxergar isto como uma coisa tão ruim assim a ponto de perdermos as esperanças.

Ela apenas está nos avisando que há algo que não vai bem, que precisa de tratamento, de concerto. Se não doesse tu nunca ias perceber que algo não está como deveria... e isto ia te consumir até a morte sem nem tu perceberes.

Então vai lá, levante a cabeça. Busque forças. Busque ajuda se necessário.

Trate o que está doendo.

domingo, 4 de janeiro de 2009

1001 discos...

Este outro convite recebi da Mônica Guinle (http://blogs.abril.com.br/humanopossivel), e consiste em um proposta um tanto curiosa. Mas antes de tudo, aviso que estou estendendo o convite novamente a todos que estão me lendo agora. Vamos ao que me (nos) é proposto:

*Pegar o livro mais próximo;
*Abrir na página 161;
*Procurar a 5º frase completa;
*Colocar a frase no blog;
*Não escolher a melhor frase nem o melhor livro.

Vamos à frase:

“Ele queria ser notado – mas não precisava ter se preocupado: a música era boa o suficiente para chamar a atenção”.

É a quinta frase completa da página 161 do livro 1001 Discos para ouvir antes de morrer, livro este escrito por Michael Lydon (co-fundador da revista Rolling Stone) e Robert Dimery, seu editor chefe. Ganhei este livro de natal do meu irmão, e confesso que se tornou um hábito consultá-lo sempre que escuto alguma banda ou disco que não conheço.
Para quem é amante da música, assim como eu, recomendo veementemente. Garante boas horas de diversão e informação.

Fico por aqui neste domingo. Vejo vocês a partir de amanhã...

Já que as minhas férias acabaram antecipadamente... por conta da chuva em Santa Catarina...

Faças por merecer o que desejas...

Estou de volta neste início de 2009. E antes de qualquer coisa, aceitarei o convite que recebi da Red (http://blogs.abril.com.br/procurandoorgasmos) para fazer uma simples lista sobre o que desejo neste ano que se inicia. Serve para muitas coisas, incluso para os descrentes no futuro encontrarem o caminho novamente...

Regras básicas:

*Listar 5 coisas que tu mais queres em 2009. Sejam elas de qualquer gênero, número, espécie, sentimento e matéria, sejam para ti ou para todos.
*Convide 5 amigos para participar.
(Aqui devo fazer um adendo: me permito não seguir esta regra. Não da maneira que ela foi instituída. Não convidarei ninguém especificamente, estenderei o convite a todos que lêem-me agora. O exercício é bom, façam).

Vamos aos meus desejos:

- Que neste 2009... ninguém vá embora. Tenho um medo absurdo de que meus entes queridos possam se ir por algo que sofra influência minha. Seja esta perda da maneira que for. Que neste ano nada disto aconteça.

- Saúde e boa forma. Neste ano reiniciarei a minha saga em busca da beleza física e da boa disposição. Claro que me motivo não porque simplesmente um ano novo se iniciou, mas sim porque adquiri alguns quilos (pança) durante o veraneio... e tinha muita gente por lá que estava muito melhor que eu. Já está mais do que na hora de tomar vergonha na cara e voltar a entrar numa academia.

- Dinheiro. Quero chegar a um novo patamar de administração dos recursos financeiros pessoais. Talvez investir em algo diferente. O que eu quero é poder ter mais dinheiro para que meus sonhos de consumo possam sair do campo do sonho.

- Voltar para a atividade que me leva estudar os humanos (incluso eu) como nenhuma outra. A terapia.

- Rir mais. O riso é essencial para muita coisa. Mas por mais incrível que pareça, só nós podemos nos permitir a rir.

Entendo que para muitos o fato de fazer listas de final de ano parece algo banal ou simplesmente... chiste de gente simples, crente em mudanças que se motivam nesta época do ano. Mas olhe... acredito realmente que estas mudanças são de nossa inteira responsabilidade, baseado nisto, podes ler novamente os meus cinco desejos e com toda certeza perceberás que todos eles dependem única e exclusivamente... de mim.
E é esta a mensagem que deixo para ti neste começo de ano.

A coisa precisa ser diferente? A vida está seguindo caminhos que não são exatamente os desejados? Não consegues saber mais o que fazer para que as coisas mudem?

Faças por onde. Faças por merecer. Faças o que tens de fazer para que possas garantir o que tanto desejas. Tudo depende apenas de ti.

Pense nisto.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Certezas do ano que vem...


Esta é minha última semana de trabalho do ano, pois o recesso do judiciário que se inicia agora dia 19 de dezembro perdurará até o dia 06 de janeiro. O judiciário pára e eu também paro por conseqüência.
A partir de sexta-feira vou viver de céu, sol, mar e uma geladinha de vez em quando.
Há alguns anos tenho passado meus veraneios em Meia-Praia (SC), e sinceramente gosto muito de lá. Apesar de não conhecer muito as praias brasileiras, apenas Salvador e Porto Seguro, confio muito na palavra de uma pessoa que me disse o seguinte: “não há qualquer litoral no Brasil que supere o de Santa Catarina”. Pela falta de opinião formada, me é conveniente concordar.
Geralmente quando vou para a praia, não sou muito de fazer noite não. Gosto mais de descansar, ler o meu livrinho sossegado, tomar minha cervejinha, não ter hora para levantar, comer... não gosto de ter compromissos sociais ou ter que me ajeitar para qualquer coisa. Passo o ano inteiro de terno e gravata, de sapato fechado, organizando eventos para os finais de semana... não gosto de fazer algo ao menos parecido durante a minha folga, pela noite dou no máximo uma voltinha no centro para comprar uns badulaques geralmente inúteis. Balada nunca. Isso para mim não é distração.
Assim como os músculos de um halterofilista, o nosso cérebro também depende de descanso para “crescer”. É claro, óbvio e amplamente comprovado pelos estudiosos do assunto. O descanso é salutar, as férias são benéficas e o ócio temporário é extremamente necessário. O meu este ano demorou a chegar.
Preciso pensar em muita coisa, necessito colocar algumas idéias no lugar, mas com calma, com todo o tempo do mundo. Está chegando o momento de tomar algumas decisões necessárias para direcionar melhor a minha vida, e a hora é extremamente conveniente (resoluções de ano-novo).
Vou iniciar este próximo ano descansado e me esforçando para que o mesmo seja melhor que 2008, que já foi ótimo. Vou continuar com aquela premissa de aprender mais a cada dia que passa, mas respeitando um ritmo necessário para que a cabeça não venha a fundir.

No final do ano que vem retornarei a este assunto, mas além da certeza de estar um ano mais velho, também tenho a certeza de que até lá vou sofrer menos, vou saber mais, vou conhecer mais, vou ter mais, vou ganhar mais, vou confiar mais, vou ser mais seguro e mais experiente. Portanto, serei melhor do que agora.

E aí chego a minha principal resolução de ano novo:

Ser melhor.

Eu serei, e você...?

sábado, 13 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O nosso paraíso...

Ontem cheguei em casa já um pouco tarde e me deitei para assistir televisão, enquanto o sono não vinha.
No Telecine Premium estava passando um filme que eu ainda não havia assistido. O nome é “Entre o Céu e o Inferno”, lançado em 2006, que tem Samuel L. Jackson (Lazarus), Christina Ricci (Rae), Justin Timberlake (Ronnie) e John Cothran Jr. (Rev. R.L.) no elenco.
Rae é uma menina que foi abusada sexualmente na infância, e que na vida adulta se tornou viciada e ninfomaníaca ao extremo, a ponto de não poder ver um homem que já enrosca a perna envolta. Lazarus é um bluseiro que acabou de ser abandonado pela esposa, e que busca na religião a superação da dor que sente. Ambos se aproximam em uma amizade tocante durante o filme, envoltos em situações que beiram o descontrole.
Em determinado momento, logo após Rae (que estava acorrentada) ter se despido e literalmente atacado sexualmente um menino (óbvio que o menino aproveitou), Lazarus pede para que Reverendo R.L. converse com ela sobre o assunto. Durante a conversa, o Reverendo faz a seguinte pergunta:

- “Rae, qual é o seu paraíso...?"

Confesso que esta pergunta foi o elemento cerne da minha noite. Algo tão conflituoso que até agora, cedo pela manhã, está me fundindo os neurônios.
Tentei respondê-la. Mas a resposta é dificílima.
Vale qualquer coisa? Sejam lugares, pessoas, emoções, situações, companhias, poderes, conquistas financeiras...?
Não quero ser chato, mas no meu caso isto envolveria uma enorme série de fatores e acontecimentos do passado, que com toda certeza não seriam de possível realização. Muita coisa não poderia ter acontecido, muita coisa não poderia acontecer mais, muita gente teria que mudar e muitas coisas deveriam se realizar. Mas vamos além.
Se pudéssemos escolher o que seria esta situação utópica que nos representasse a paz de espírito e a felicidade eterna, será que conseguiríamos? ...será...?
Acredito que não.
Será que realmente o paraíso seria tão atraente? Já que a posse é o túmulo do desejo, será que a felicidade eterna realmente nos seria eternamente satisfatória...? Talvez saibamos a resposta, talvez não. Talvez a admitamos, talvez não. Talvez busquemos motivos para não admitir, talvez não.

Talvez o paraíso exista em forma de auto-redenção, talvez não...

Prefiro passar a bola e deixar-te pensar um pouco:

Para ti, qual seria o teu paraíso...?

A resposta de Rae para a questão era Ronnie... seu namorado militar que ela traía com outros homens todos os dias...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Dois anos de Saudades...

Percebi só agora que este blog já completou dois anos. Fiquei feliz até.
Resolvi ler algumas linhas que escrevi no passado, e esta experiência se mostrou ao menos... curiosa.
Alguns textos sinceramente me causaram embaraço, pois encontrei lixos enormes por aqui. Se fosse hoje, teria vergonha de publicar ou mostrar tais coisas para qualquer pessoa. A qualidade realmente andou (e por vezes ainda anda) baixa em determinados momentos, peço perdão por isto meus queridos. O fato de constatar que o que escrevi no passado é de má qualidade representa uma evolução, portanto, peço também paciência quando decepciono na qualidade dos assuntos abordados ou na maneira que trato a língua portuguesa.
Constatei também que mudanças ocorreram na maneira de pensar sobre certas coisas.
Os primeiros textos refletem o quanto um rompimento causa traumas, depois apareceu um período onde procurei sanar estes problemas no seio de várias mulheres, e o aprendizado foi considerável no que tange a isto. Logo após veio a fase onde a terapia influenciava quase tudo o que escrevia, e só agora percebi que fui infeliz na abordagem que utilizei, por um único motivo óbvio: Não sou terapeuta. Não devia ter me aventurado na época...
Apenas dois assuntos continuaram tendo abordagens iguais e de qualidade razoável: O verdadeiro câncer que é a rivalidade da dupla Grenal e o quanto considero o Orkut nocivo.
Mas uma coisa eu tenho de dar o braço a torcer. O blog se iniciou com a pretensão de ser um espaço onde eu colocaria a vida, os problemas, as mudanças e as incertezas de uma pessoa que tem aproximadamente 25 anos, uma época que todos sabem, representa uma das mais novas crises relacionadas à idade: a do jovem adulto. Hoje ainda, às vezes até inconscientemente, continuo seguindo esta linha, continuo deixando claro para as pessoas que ter “vinte-alto” é um período complicado, onde estamos pisando em ovos para que algumas coisas erradas não entrem em nossa cabeça e se tornem definitivas. Nisto acho que consigo ser ao menos competente, e considero que as minhas pretensões iniciais estão sendo alcançadas.
Hoje tenho 27 anos e não sou mais tão novo. Não posso mais ter aquela vida que tinha há 5 anos atrás. As pressões são grandes neste momento e acompanham em paralelo os desejos de vencer na profissão, no dinheiro, no amor... na vida.
Procuro de maneira prática, abordando assuntos ou acontecimentos específicos, passar estas mensagens através destes textos que tem extensão de uma página do Word e que sempre acabam com espaçamento duplo entre os parágrafos finais. De vez em quando eles abordam coisas engraçadas, escatológicas até, e são escritos na pretensão de demonstrar que o bom-humor, a leveza e a risada são aspectos extremamente necessários neste período da vida onde na maior parte do tempo temos de demonstrar uma seriedade maior do que a que realmente temos.

E é ai que está o grande momento, a grande realização, o grande achado.

Para não estourar, em algum lugar temos de ser o que somos. E aqui eu sou.

O Saudades é minha casa. O Saudades é o meu lar...

sábado, 6 de dezembro de 2008

"Serás" incessantes...

Certa feita, eu namorava uma menina que morava na mesma cidade que eu, aqui perto de casa. Eu gostava muito dela, mas o relacionamento era deveras complicado e nocivo porque havia uma diferença de idade no meio. Nesta época já estávamos juntos há alguns anos, e a seriedade de minha parte já estava começando a significar repressão paterna.
O que tenho para contar para vocês é que neste período do relacionamento, descobri o MSN. Até então não tinha acesso diário a internet, havia apenas tido acesso quando mais novo, conhecia o ICQ e o VIA-RS, mas o MSN eu nunca tinha experimentado.
Quando experimentei, viciei. Simples assim, como um vício qualquer. Comecei a entrar cada vez mais em chats como o do Terra para conhecer pessoas novas e adicionar na minha lista de contatos. Foi quando tudo aconteceu...
Conheci uma menina de Minas Gerais que de primeira me impressionou pela conexão de idéias e pensamentos que tinha comigo. Tudo fechava: experiências amorosas, familiares, profissionais, religiosas... tudo. E além do que... ela era (é) linda de morrer... tão linda que chegava a doer... me apaixonei facinho-facinho. Não podia ser diferente naquela idade onde as coisas do amor significavam mais e externar sentimentos era extremamente usual.
Embora eu tivesse namorada, e amasse esta namorada louco-desesperadamente, eu estava prontinho para largar tudo e viver um novo amor, uma nova paixão.
Só que os empecilhos foram aparecendo... a distancia era muita... ambos tínhamos uma vida dependente de outros fatores, como trabalho, estudo, família... a coisa foi esfriando aos poucos, o tempo foi passando e algumas evidências foram aparecendo. Importante deixar claro que fomos extremamente sinceros um com o outro.
Percebemos que nenhum de nós abriria mão da segurança que tinha em sua terra natal, no seio da família. Percebemos também que havia muita coisa em jogo, e que talvez não valesse o esforço. Talvez não, mas talvez sim.

A pergunta que faço é: Teria valido a pena...? Se fosse você, teria largado tudo para viver esta paixão...?

Eu não larguei. Ironia do destino ou não, este caminho que escolhi se mostrou diferente do que eu tinha vislumbrado. Não demorou muito meu relacionamento degringolou... e acabou de maneira dolorosa. Minha vida segura ganhou o tempero de questionamentos martelantes que me assombram, e qualquer outra pessoa que conheci ao passar dos tempos... nenhuma me fez sentir tão bem quanto a mineirinha. Nenhuma me fez os olhos brilharem tanto.
Hoje sei que ela está bem, se formando, crescendo, trabalhando muito... e se relacionando (amando) com outra pessoa que vive na mesma cidade que ela. Está feliz... e pelo jeito a sua escolha em não investir em mim deu certo.

Mas será que se tivesse escolhido largar tudo e ido para Minas Gerais, seria tudo tão bom e especial como parecia que seria...?

Talvez não. Não sei. Não dá pra saber. Só supor.

Mais uma dúvida que terei que conviver. Mais uma suposição que ficou assim...

... só como suposição mesmo...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Naturezas humanas... tanto masculinas como femininas

Você meu querido leitor, já deve ter percebido que existe uma frase logo abaixo do título deste blog: “Tudo sobre qualquer coisa... ou qualquer coisa sobre tudo...”
Levando isto em consideração, reitero o fato de que o mesmo contém textos escritos sobre qualquer assunto, nos mínimos detalhes ou não.
Como sou o dono e o único escritor que existe por aqui, me dou este direito e esta liberdade (felicidade).
Portanto, sem precisar me justificar a ninguém mais, vamos ao assunto de hoje:

Flatulências.

Isso ai, flatulências. Peidos. Bufas. Sugiro ao querido leitor, que se você não gosta de rir sobre este tipo de assunto, pare nesta linha. Não há problema algum em fazer isso, uns tem estomago mais forte que os outros, é compreensível. Agora, se queres dar risadas garantidas, continue.

Já escrevi sobre peidos ano passado, explicando algumas coisas que as pessoas me perguntam geralmente em mesas de bar ou em algum churrasco entre amigos. Retomo este tema então, já que diferentes pessoas me fizeram diferentes perguntas sobre o mesmo assunto (não sei por que, mas... será que tenho cara ou jeito de ser especialista no assunto? Ou será que as pessoas me fazem perguntas esdrúxulas justamente porque sabem que vou colocar as respostas por aqui...? Vou preferir acreditar na segunda alternativa).
Mas vamos ao que interessa... não aos flatos, mas sim as perguntas e as respostas:

Pergunta: Porque os peidos fazem barulho?
Resposta: Os sons que nos assuntam tanto quando ouvimos são produzidos pela vibração da abertura anal que temos. O volume deste som característico depende da velocidade da expulsão do gás e do quanto a abertura dos músculos que formam o esfíncter anal for estreita.
Comentário do escritor: Abertura anal estreita... Hum. Garanto que tem gente que vai passar a forçar para peidar alto a partir de agora... Se a altura do barulho depende do quanto o fiofó é apertadinho, entende-se que quanto mais baixo tu peidas... mais “alargueada” é a abertura, correto...? Pois é. Só digo o seguinte: tem gente que por razões particulares... peida como se estivesse bocejando...
Conselho do escritor: Se você for um destes que falei, e queres esconder as tuas particularidades... tentes fazer barulho com a boca imitando um peido bem no momento que fores expelir os teus gases. No máximo vão achar que tu tens algum problema de sociabilidade... ou que não cresceste ainda...

Pergunta: É verdade que algumas pessoas nunca peidam?
Resposta: Não é. Todos os seres vivos peidam... e alguns mortos também. Sério mesmo, alguns humanos continuam expelindo gases intestinais mesmo depois de mortos. Mas é possível segurá-los quando estamos vivos... e acordados. O que acontece neste caso é que os gases vão acabar sendo expelidos de maneira contínua quando relaxamos, ou seja, dormimos.
Comentário do escritor: Eu sabia!!! Mentirada descarada desta mulherada que vive dizendo que não peida. Claro que peida! Peida dormindo pomba... mas peida. Gente, vamos analisar: mulher também come feijão, ovo, rabanete, toma cerveja, refri... e tem sistema digestivo igualzinho ao nosso, ou seja, igual ao dos homens. Você não acreditava que o funcionamento do delas era diferente do seu... acreditava...? Ou pior: Você não acreditava na sua namorada quando ela dizia que nunca peidava e que isso é coisa só de homem porco... acreditava...?
Conselho do escritor: Procure não imaginar que as mulheres bonitas fazem isso. O tesão vai pras cucuias. Procure também não imaginar que aquela sua amiga/colega/conhecida com quem tu estas flertando faz isso. Mantenha a imagem imaculada, pois a coisa simplesmente perde o encanto. Ah, já ia me esquecendo: de maneira nenhuma pergunte o porquê que elas sempre estão com dor de barriga... é porque elas seguram, ou seja, elas não passam o dia inteiro peidando como nós... a compressão na barriga se forma... e ela dói. E como dói. Ah, só mais uma coisa: nunca, jamais... diga para uma mulher que ela é peidorreira. Elas vão negar até a morte, e além disso vão ficar putas-da-cara contigo...

Pergunta: Se for assim, porque as mulheres não assumem que peidam?
Resposta: Cultura, criação e educação. Mulheres foram ensinadas a acreditar que uma dama não deve peidar (apesar de peidarem o dia todo... ou a noite toda), e estão certíssimas nisso. As mulheres, que quase sempre são cheirosas, vaidosas, lindas, macias e totalmente confortáveis no abraçar, tocar, beijar... realmente não devem fazer isto.
Comentário do escritor: Não devem, mas fazem!!! Hahahahaha!!! O que nós homens temos que aprender é como elas fazem pra esconder os peidos tão bem, sim, porque em algum lugar elas têm que peidar né, seja sozinha na sala, seja caminhando na rua, seja disfarçadamente dentro do carro. Se bem que a pergunta poderia ter sido diferente: Porque algumas mulheres escondem o fato de peidar? Sim, porque digo que a maioria já deve ter peidado na frente das amigas pelo menos, ou talvez na frente dos amigos... dos namorados... até de pai e mãe se facilitar.
Conselho do escritor: Se estiveres em uma reunião de amigos, onde sua namorada/esposa/ficante/rolo estiver junto, e derrepente um cheiro estranho subir a mesa... assuma a autoria do crime sem pestanejar, mesmo que não seja você o autor. É melhor que tu peide (tu és homem cara... já é até esperado que tu faças isso...) do que ela, toda jeitosinha, feminina, delicada...

... leve a culpa da bufa podre que cheira tão mal...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

85-94

Nasci em 31 de julho de 1981, e acredito que como a maioria das pessoas que me lêem agora, as minhas memórias de infância foram formadas no final da década de 80 e no início da década de 90.
Infância significava outra coisa naquela época. Criança era bem mais criança, adolescência durava só até os 18 anos e o adulto se tornava adulto bem mais cedo. Mas o post não é sobre isto...
Recordo-me que eu e meu irmão (que tem dois anos a mais do que eu) brigávamos tanto, mas tanto, que minha mãe para não se estressar em casa com os dois pestes se batendo o dia inteiro colocava um na escola pela manhã, e outro pela tarde. Eu geralmente era o que estudava pela manhã, portanto, restava-me a tarde para assistir meus desenhos favoritos e brincar na praça que havia em frente a minha casa.
Eu gostava muito de assistir aos programas infantis do SBT, principalmente os do Sérgio Mallandro, pois era fã da Porta dos Desesperados, do Goleiro Mallandrovski, do Dennis o Pimentinha e do Super Mouse.
Gostava também de assistir a Mara Maravilha, até porque era no programa dela que passava o Pica-Pau, Punky a Levada da Breca, Pernalonga, Capitão Planeta, Tom e Jerry, o Fantástico Mundo de Bobby, os Jetsons, Johnny Quest, Cavalo de Fogo, Popeye, os Muppets Babies e os Ducktales, entre tantos outros que não me recordo agora. Na Manchete passava a única coisa que eu assistia daquela emissora: Os Cavaleiros do Zodíaco.
Lembro de muitas novelas também, e as que mais me marcaram foram A Gata Comeu com a Christiane Torloni vestindo cobertores, Roque Santeiro com o Sinhozinho Malta balançando o pulso, Mandala com a música “como uma deussssaaaaaaaa...”, Vale Tudo com a Gal cantando “Brasil... mostra a tua cara...”, Que Rei sou Eu? com a Giulia Gam tri-lindona, Tieta com a Beth Faria de loba fatal, e a que eu mais gostei: Top Model. Digam o que quiserem, mas até hoje gosto da versão tupiniquim de “Hey Jude” que o Kiko Zambianchi gravou para a trilha, e o que mais achava engraçado nesta novela eram os nomes dos filhos do surfista Gaspar: Elvis, Ringo, Jane, Olívia e Lennon.
Dos seriados me recordo apenas do Armação Ilimitada nos finais de tarde, dos Trapalhões dos sábados a noite após a missa, da Super Máquina, da Família Dinossauro e do Esquadrão Classe-A.
A televisão era minha maior diversão, mas eu não era uma criança introspectiva, muito pelo contrário, passava a maior parte da tarde na rua com outras crianças.
Aprendi a pedalar em uma Caloi-Berlineta vermelha que na linha de sucessão natural de filhos de uma família humilde, passou da minha irmã mais velha (a dona original) pro meu irmão do meio e por último para mim, que sou o caçula. O engraçado dela era que eu a enchia de adesivos, qualquer um que ganhasse eu colocava no quadro, inclusive um que me deram da campanha eleitoral do Collor de 1989... a bicicleta acabou apelidada de “Collor-Móvel”, e logo após teve de ser limpa para que eu não fosse xingado ou linchado na rua... e nem sabia o porque... só porque eu adorava aquele adesivo com os dois “éles” em verde-amarelo...
O meu ídolo supremo de infância era o Ayrton Senna... não pelo fato dele ser um puta vencedor, mas sim porque em uma época em que a maioria das pessoas não tinham orgulho de ser brasileiro, ele desfilava pelas pistas do mundo inteiro com uma bandeira verde-amarela em punho nos momentos de vitória.
Nos gramados, eu vi duas copas fracassadas até chegarmos ao título mundial feioso de 1994. Lembro-me muito do Romário e do Bebeto fazendo gols, do Marcio Santos que era aqui de Esteio e do meu pai xingando o Parreira de burro teimoso.
Na música, me recordo do sucesso do Dominó e do Polegar, da Lambada da Kaoma e do Beto Barbosa (cheguei até a me apresentar no colégio dançando) do estouro do Sertanejo através do Leandro e Leonardo e do Zezé de Camargo e Luciano, e da Axé-Music com a Daniela Mercury e o Silvio Caldas. Depois veio o Metallica, o Guns n’Roses e por fim... o monopólio do Nirvana e o suicidio do Kurt Cobain.
A minha infância acabou muito tarde para os padrões de hoje. Não me recordo muito bem qual foi o momento em que deixei de ser criança e passei a ser um adolescente... tudo era muito confuso na época e, como todo menino entre 8 e 14 anos, fiz muita besteira, senti muita insegurança, e tomei muito esporro que na época achava injusto.

À medida que fui crescendo, as brincadeiras foram tornando-se diferentes... as meninas foram aparecendo... as festinhas de garagem acontecendo...

E ai os interesses subitamente mudaram...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Brega ou Chique...?

Ontem vi um casal de namorados discutindo, e enquanto ele argumentava algo desesperadamente, ela o chamou de brega. Cabeça de furacão como sou, estive o dia inteiro pensando no que era “ser brega”, não para ela ou para ele, mas sim para mim.
O termo Brega sempre me significou exagero, até pela gozação com que ele é utilizado. Se bem que na verdade, segundo a sabedoria popular, esse é o aspecto principal de ser brega, ser exagerado.
Tenho um amigo que até hoje usa bermudas laranja fosforescente e mocasins com meia. Usa porque gosta e porque realmente não entende patavina de moda e etiqueta. Considera-se um ignorante no que tange a isto e admite a própria breguice.
No início do meu primeiro curso de graduação, tive uma professora de matemática financeira que era a cara (e o cabelo) do Walter Mercado, usava também os casacos dos ternos azuis do Didi mesclados com as camisas e calças do Agostinho Carrara. Sempre muito carregada na maquiagem, gostava de falar muito alto e seu jeito exagerado de ser era motivo para seguidas gozações e constrangimentos coletivos. Ficava meio óbvio que em questões de moda, estilo, aparência física ou maneira de pensar ela havia parado lá pelo início da década de 80... evidenciando outro aspecto indiscutível de ser brega: estar ultrapassado.
Unimos as três características citadas e temos uma pergunta-problema: Seria realmente uma infelicidade ser ignorante, exagerado e ultrapassado, ou seja, um brega?
Pense na infinidade de vezes que todos nós já fomos bregas no que tange a nossos relacionamentos, por exemplo. Quantas vezes agimos exageradamente apaixonados, fazendo papel de bobos ou de palhaços, seja em momentos de pura e singela homenagem a pessoa que se ama (eu já estive dentro de uma embalagem de presente para uma namorada na adolescência...) ou de desespero total (O Paulo já ligou 172 vezes durante a madrugada para o celular desligado de uma ex...). Ser brega não é só escutar Reginaldo Rossi ou usar meia branca com sapato e terno preto... é exagerar sendo inseguro, anulando-se, desesperando-se, é perder o controle em situações em que ele seria de extrema valia. É deixar com que as emoções tomem conta de maneira exagerada. Ser brega é deixar que outros te humilhem, ou se humilhar e aceitar isto como se natural fosse.
Em se tratando de sofrimento, hoje a jóia da coroa é ser auto-controlado, educado, discreto, seguro e suficiente para si mesmo. Esses tipos de pessoa todos consideram elegantes e de grande postura, seres exemplares da espécie humana que merecem seguidores. Transpiram confiança e fortaleza, e nunca deixarão que outros os humilhem ou os subjuguem. Esses são chiques.
Mas isto não representa a felicidade... ao contrário.
Quem é muito seguro e auto-suficiente não consegue dar valor para a pessoa que esta ao seu lado. Não consegue nem ao menos se apaixonar ou amar alguém. Moral? Vai ficar sozinho. E não me venha com aquela estória de que eles mesmos se bastam... até porque se há um consenso é o de que ninguém consegue viver sem amar.
Voltando aos bregas, eles vem na contramão disto, são aqueles que simplesmente nunca provaram da tal segurança nestes níveis. Pra eles governar pensamentos, emoções, tristezas e amores é algo inatingível e impossível. A sua felicidade depende dos outros, por isto vivem eternamente na estrada entre o sorriso e as lagrimas, o bom e o mau-humor, a alegria e a tristeza, a saúde e a doença, a segurança e o desespero, o amor e o desamor. Do 8 ao 80 rapidinho.
Por óbvio isto também não é a felicidade...

Todos estes bregas são exagerados, ignorantes no controle de suas vidas e ultrapassados nas suas atitudes. É bem verdade que existirão momentos bons, mas existirão momentos péssimos também. Viverão a vida inteira pisando em terrenos desconhecidos, e serão infelizes eternos.
Os outros que são chiques, seguros, ponderados, controlados e donos de seus próprios destinos, não terão momentos péssimos em suas vidas e nunca mais sofrerão de maneira desesperada, até por que nunca deixarão que isto aconteça. Mas existem preços fixados a se pagar: a solidão, o coração gelado, a falta de paixão e a rotina linear. Infelicidade duradoura novamente.

Eu já fui brega e hoje sou chique, mas no estado atual questiono veementemente o que é certo ser...

Você sabe...?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Difícil saber...

Tá faltando alguém novo. Alguém novo e que me desperte a vontade de me dedicar.
Sensação estranha esta de estar sem perspectivas visíveis.
Tudo parece velho, tudo parece sem graça, tudo parece tão sem futuro...
Olha-se em volta, dá-se o primeiro passo, mas mesmo com toda a atração e envolvimento da carne... não dá vontade nenhuma de prosseguir quando parece que vai envolver algo mais. Tudo parece tão sem futuro... e isso me tira tanto as forças...
A vida está (apenas) legal assim. As pessoas vêm e vão, voltam e tentam, hit the road novamente e ligam após um tempo, algo rola mas nada muda... tudo parece tão sem futuro nestas horas...
O que me faz bem...? Eu sei. O que me faz mal...? Sei também. Quem me faz mal...? Todos sabem.

... E para quem e como EU farei mal...? Sei mas tento me enganar...

E é bem nessas que tomo decisões erradas nos momentos de tentar, e certas nos momentos de se decidir e desistir. É difícil saber como farei mal, mas se analisar... é fácil saber quando farei. Mas a teimosia sempre manda dar a cara à tapa, e o sangue italiano é teimoso por demais... na maioria das vezes resta a decepção de no final ter de pedir desculpas por ter tentado... e por ter se enganado achando que era a pessoa certa mas não é mais.
A paixão é algo que sempre me vinha fácil, sem forçar, e sempre se ia difícil, brigando muito para esquecer. Agora lhes digo: hoje em dia nem vem direito, e quando vem, vem dando motivos para já estar indo embora, apresentando remédios que funcionam no momento de esquecer, por vezes até apresentando alívios inesperados, totais e imediatos, fazendo-me dar boas-vindas ao fim que chega.
Envolvo-me fácil...? Existem duas respostas possíveis no momento: não porque não me apaixono pelo que se apresenta, e sim porque sempre tento me apaixonar. Sinto falta da paixão... sinto falta do amor. E o que falta é algo diferente em alguma mulher que ainda não conheço. Algo além... algo a mais...
“Vejo tantos portos, não há onde atracar”, já dizia minha musica favorita em versão Paralameada.
A pergunta derradeira: Incrédulo ao futuro...? Não... apenas passando por uma fase de adaptação, onde o mais importante é aceitar que tudo pode ser diferente do que eu sempre achei que seria o ideal...
Digamos que nos últimos tempos... o “ficar sozinho” passou a ter uma conotação mais leve... mais digerível... mais tranqüila. Os sonhos de ter uma esposa, estar junto, casar-me, ter filhos, dividir a vida e de ter o eterno brilho nos olhos (apaixonado até chegar ao túmulo) ainda existem... a um simples pensamento, mas parece que suas realizações estão à léguas de distância.
É difícil saber que o “homem ideal para apaixonar-se e casar-se (para algumas eu era, e para o resto delas ainda sou)” hoje se questiona de maneira forte se um dia chegará a isto... se um dia terá descendentes... se um dia... terá uma mulher que o chamará de seu...

Se isso realmente não acontecer...

Lá pelos 40 anos de idade vou conseguir fingir melhor que está tudo bem...

...por hora apenas tentarei saber o que é certo:

Continuar tentando ou ficar sozinho...?

sábado, 15 de novembro de 2008

Frases do MSN...

Cara... se tem coisa que realmente me chama atenção são as frases que as pessoas colocam no seu MSN...
Tem de tudo quanto é tipo, desde as pseudo-filosoficas até as de humor popular. E foram nestas últimas que eu resolvi perder meu tempo...
Passei uns tempos anotando as mais engraçadas que apareciam na minha lista de contatos, e hoje as apresento por aqui em cópia fiel (incluso com os erros de português). Mas se preparem queridos leitores, é pura baixaria e puro besteirol...
Ai vai:

- “O que as mulheres fariam se não existissem os homens...??? Domesticariam outro animal!!!”
- “ser pobre é phoda.... pobre é que nem papel higiênico, qdo não tah no rolo, tah na merda...”
- “O peixeiro matou o freguês que queria Robalo...”
- “se sexo tb se faz com os olhos, posso te dizer que agora estou te comendo!”
- “Me joga no Google, me chama de pesquisa, e diz que sou aquilo que você procura...!!”
- “Alguém já imaginou o Pinóquio fazendo 69...?”
- “Cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça que cai no chão”
- “Se a vida de solteiro é vazia, a de casado enche pra c.......”
- “É chato ser bonito. Mas é muito mais chato ser feio.”
- “Hj em dia até papai noel sai com um bando de viado...”
- “Pelas honras de Nicolau, vem cagar este peido na cabeça do meu p....”
- “Enviuvei e casei com a cunhada pra economizar sogra”
- “A melhor coisa do mundo é um banco bem administrado, a segunda melhor coisa do mundo é um banco mal administrado”
- “Mulher: um conjunto de curvas que servem pra levantar uma reta!!!!!”
- “peido é um telegrama que vem avisar que atrás vem merda”
- “Mulher pão.... aquela que não tem nada de especial, mas tu comes todo o dia e não vive sem...”
- “Ex namorado é que nem Mc Donalds, a gente sabe que não deve mas acaba comendo de vez em qdo”
- “60 num bar, 70 sair 100 pagar, ai mandam a policia 20 pegar”
- “Você prefere duas mulheres ou uma mulher e ¼?????”
- “Mulher de balada é como circo: só tem armação”
- “Na guerra entre as marcas de cervejas... eu sou voluntário!!!”
- “Se trabalhar fosse bom eu pagava pra fazer”
- “Tem certeza que é só o dólar que sobe no paralelo, mas vive caindo no oficial?”
- “Se um dia tu perderes o controle... levante e vá até a TV para trocar o canal”
- “Dizem que a vida é um barato... eu que sou pobre sempre acho caro...”
- “Eu me achando???? Capaz!!! Já me encontrei faz tempo!!!!”
- “Deus fez o mundo em 6 dias com ninguém perguntando se ia ficar pronto. Portanto, não me enche o saco se eu to demorando pra entregar o serviço!”
- “Galã de novela tem barriga tanquinho... grande merda. Eu tenho torneira grande...”
- “U-1000-D”
- “Sou de Alvorada e estou vivo!!!!!!!!!!!!!”
- “O amor é cego. Então o negócio é apalpar”

E a mais original de todas na minha opinião:

- “kh-100-c-hchá-é-a-riscado”

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Processo seletivo natural...

Tenho visto cada vez mais estudos que atestam que o ser humano se sente atraído pelo sexo oposto por razões que fogem do racional.
Derrepente, todos os pseudo-filósofos de plantão passaram a dizer coisas do tipo “a mulher procura o melhor macho para semeá-la (que terrível isto) pelo cheiro e pela quantidade de pelos, e os homens procuram a geradora mais saudável (mais terrível ainda) pela largura das ancas e pelo tamanho das mamas”.
Analisemos melhor: De uma hora para outra, passamos a ter a certeza de que nossas escolhas são feitas de maneira igual as dos cachorros, pelo cheiro do rabo, vocês não acham?
É como se, no caso das mulheres escolhendo seu parceiro ideal, o cheiro, a altura, a largura dos ombros, o tamanho do peito e dos braços, a grossura da voz e a quantidade de pelos indicassem quem é o cara que elas sentem vontade de transar. E no sentido contrário, o quadril largo e protuberante, os seios fartos, o “capô de fusca”, o olhar terno e carinhoso (maternal... entenderam...?), a cintura fina e os cabelos soltos indicassem quem nós homens queremos levar para a cama.
Todos nós já sabíamos disto de uma maneira ou de outra, não...?
Querem a prova real?
A vida inteira nos sentimos atraídos por estes padrões físicos e biológicos. No caso da atração feminina para com os homens, todas as características supracitadas indicam abundância de testosterona, ou seja, o tamanho da virilidade do cara. No sentido contrário do interesse também funciona assim, a abundância de estrogênio feminino indica para nós que a mulher será uma ótima reprodutora (leia-se boa de cama).
Voltando aos nossos amigos cachorros: vocês sabem o porquê que os mesmos cheiram o rabo uns dos outros? Justamente para identificar características físicas e psíquicas. Através deste cheira-cheira animal eles conseguem identificar a raça, o gênero, o estado de espírito (!), a saúde, a capacidade reprodutora e a sua propensão momentânea para copular. Indo mais a fundo, percebemos que em verdade, os cachorros que estão querendo ficar quietinhos em seus cantos, sem se relacionar com nenhum outro, sorrateiros, discretos e tímidos, enfiam seu rabo entre as pernas, escondendo assim o seu cheiro. E os que querem coisinha... o que fazem? Levantam o rabo mais alto que antena de TV na colônia...
No caso dos humanos, segundo estudos feitos com Strippers, as mesmas recebem mais dinheiro dos homens durante a sua performance (grana na calcinha) quando estão no período fértil, ovulando, ou seja, os homens percebem isto pelo cheiro imperceptível que as mesmas exalam (ou vocês acham que homem consegue perceber isto olhando? Homem não vê nem mudança de corte de cabelo gente...) e se sentem muito mais atraídos.
E o beijo, como funciona? Já pensaram nisto?
Segundo as pesquisas que fiz, o beijo é uma simples troca de saliva, ou seja, um cambio de informações intimas sobre o parceiro, pois a saliva carrega informações importantes sobre os hormônios. Sinceramente: todos nós sabemos que se o beijo não funciona bem, todo o resto vai pro saco, despenca ladeira abaixo. Logo no primeiro a gente sabe que a coisa não vai dar certo.
Concluindo, isto tudo não deixa de ser um processo seletivo baseado em impressões instintivas. Escolhemos nossos parceiros através destes critérios que são os mesmos em quase todo o reino animal.

Resta agora aprendermos com isto, não?

Lendo o esboço deste texto o Paulo me disse o seguinte: - “A partir de hoje, vou melhorar o que já faço: Além de transparecer confiança, andarei sempre levemente barbudo, com fragrâncias hiper masculinas, vou malhar para ter ombros de nadador, peito de pombo e braços de marinheiro Popeye. E serei eternamente bem sucedido entre as mulheres”.

Se o que ele está buscando é apenas “reproduzir”, podem ter certeza que sim...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Coisas em comum...

Essa vai para você que acha que determinado relacionamento não daria certo por “não haver afinidades/coisas em comum”. Leia e depois me diga se realmente os seres humanos não são todos iguais.

- Já fingiu falar ao celular para despistar alguém? Ou melhor: Você já pegou o telefone, colocou ao ouvido, e fingiu estar numa ligação apenas para parecer que você não viu uma pessoa?
- Você já soltou micro-cuspes em alguém enquanto conversava? Aqueles pequenininhos? Fingiu que não viu e ficou olhando pra ver se a pessoa também iria fingir?
- Você já percebeu alguém que não conhece abanando super alegre, e bem quando resolveste abanar também, percebeu que era para a pessoa que estava atrás de você?
Ficou com cara de tacho? O que você faz numa hora dessas...? Finge que está tocando guitarra...?
- A sua barriga já roncou de maneira pavorosa bem no momento do mais absoluto silêncio? Por acaso era na frente da sua namorada? Sogra? Chefe...?
- Já deste aquele baita passo (quase caindo) quando não percebeu que a escada havia acabado?
- Acordou um dia, olhou no relógio, jurou que ia dormir só mais alguns minutos, e quando acordou, percebeu que haviam se passado horas?
- Já levantaste uma mala vazia pensando que estava cheia? Colocou força demais?
- Já ficaste com medo só pelo fato de estar na carona de um carro com outro motorista?
- Já olhaste para o relógio e não conseguiu saber que horas eram? Ai olhou de novo e continuou sem saber?
- Já bateste com a testa em uma porta de vidro simplesmente porque não percebeu que ela existia? Era na casa de sua mãe? Era na sua casa...? Quando colocaram aquela porta ali? O pior é que ela sempre existiu e tu sabia muito bem disto?
- Já passaste um dia inteiro achando que era sexta, mas na verdade era quinta...?
- Já abriste a geladeira, e mesmo estando cheia, não encontrou nada para comer lá dentro?
- Você já foi para algum lugar de sua casa, e simplesmente não se lembrou do que tinha ido fazer lá...? Voltou para onde estava... ai lembrou?
- Tu já tentaste avisar alguém que tinha uma sujeira no rosto, e esta pessoa simplesmente nunca acertava o lugar correto?
- Já paraste uma leitura de um livro no meio, simplesmente porque não se lembrava do que tinha lido nas últimas páginas? Voltou para ler? Ai leu novamente, e seguiu com esta mesma sensação?
- Já viraste a chave para ligar o motor do carro, quando na verdade ele já estava ligado? Deu aquele barulho de arranhão...?
- Já ouviste uma gravação onde tu falavas algo, e tiveste a sensação que aquela voz simplesmente não era a tua? Era muito diferente do que tu imaginavas?
- Já se pegou falando sozinho no meio da rua? Como se estivesse conversando com outra pessoa? Até gesticulava...?
- Já tentou andar abraçado ao lado de alguém e teve de mudar o passo?
- Tentou desviar de outra pessoa que estava vindo no sentido contrário de encontro a ti, e ela desviou pro mesmo lado? Ai tu tentas desviar novamente, e ela também desvia? Ai tu tentas ficar parado, e ela também fica? Só conseguiram se desviar quando quase se pecharam?
- Seu olho já doeu muito enquanto comia sorvete? Você esperou passar a dor e comeu mais sorvete ainda...?
- Já escutou aquela história de que não dá pra espirrar de olho aberto? Já tentaste espirrar de olho aberto só porque escutou esta história...? Podes jurar que quase conseguiu?
- Dentro de algum elevador, já conversaste sobre o tempo? Perguntou: “será que vai chover”? “Viste a previsão do tempo”? Falou que não podia chover no final de semana?
- Já paraste na sinaleira e viste o cara do carro ao lado com o dedo no nariz?
- Já reclamaste do teu chefe alguma vez na vida?
- Por acaso tu tens uma enorme quantidade de roupas ou sapatos no armário, mas só usa umas três peças de cada? As que tu não usa são novas, e por isto tu não queres te desfazer?
- Já tiveste aumento de ganhos financeiros, mas incrivelmente, a sensação de estar sempre sem dinheiro não passou?
- Já tiveste a sensação de que estás esquecendo algo, parou, pensou, não se recordou, foi embora, e depois percebeu que realmente esqueceu algo super importante? Mesmo assim, o que fazemos sempre: continuamos a ir embora sentindo esta sensação! Isto é lógico?

Pequenos momentos e experiências que todos nós temos e vivemos separadamente e individualmente, mas que nos unem de maneira quase sobrenatural...

domingo, 2 de novembro de 2008

auto-retrato

Hoje realizarei um sonho que tenho, pois serei entrevistado e responderei as perguntas do caderno Donna, que é publicado na ZH de domingo. Legal né...?

Só haverá uma diferença: eu mesmo vou me entrevistar...

Explico: Como não cheguei ainda ao patamar de ser entrevistado por uma jornalista, vou me conceder a honra de ser entrevistado por alguém, mesmo que este alguém seja eu mesmo. E para isto vou literalmente copiar o título e as perguntas que são feitas nas entrevistas do supracitado caderno, as quais considero realmente interessantes.
Leia se quiser me conhecer mais.

Qual a sua lembrança de infância mais remota?
O balanço de madeira no porão da nona Olga, em Guaporé.

Qual o seu maior ídolo na adolescência?
Ayrton Senna sem dúvida.

Qual a sua idéia de um domingo perfeito?
Com alguém que eu ame, em estado de puro ócio e carinho conjunto.

O que dispara seu lado consumista?
Futuras paixões.

Um livro marcante.
O Tempo e o Vento, (Érico Veríssimo). Principalmente a novela "Um certo Capitão Rodrigo".

Que música não sai da sua cabeça?
Track-Track, (Fito Paez).

Você tem medo de quê?
De altura aliada ao movimento, da minha timidez que me assola de vez em quando e de não me permitir realizar os meus objetivos.

Qual o seu prato favorito?
Arroz, feijão, farofa, bife à milanesa e purê de batata. Não faço questão de sobremesas e tenho de estar tomando muita Coca-cola normal gelada.

Que filme você sempre quer rever?
Ferris Bueller’s Day Off, (John Hugges).

Um gosto inusitado.
Massa de panqueca sem recheio e aipim cozido até quase virar purê.

Qual a sua característica mais marcante?
Decisão.

Qual defeito é mais fácil de perdoar?
A sinceridade extrema de quem nos gosta.

Um hábito que você não abre mão.
Ter humor, mesmo que isto pareça vulgar por vezes.

Um hábito do qual você quer se livrar.
Esta é fácil: fumar os meus quatro ou cinco cigarros diários.

Por que motivo chorou pela última vez?
Pelo pior. A morte.

E por que motivo riu?
Por ter conhecido uma pessoa com olhar lindo na sexta-feira. Pena que minha timidez me torna inerte nestes momentos...

Em que situação você perde a elegância?
Pela arrogância das pessoas quererem saber mais sobre mim do que mim mesmo.

O que estará fazendo daqui a 10 anos?
Vendo a vida passar ao lado de quem amo, trabalhando muito, estudando muito e vivendo muito.

Uma frase.
"A decisão é, frequentemente, a arte de ser cruel a tempo." (Henry Becque)