To ficando indignado. Segundo informações de terceiras (mulheres), sou o homem heterossexual perfeito, tirando um defeito básico (que claro, não vou revelar assim tão de bom grado). Óbvio que tenho certeza que perfeição não existe, e muito menos em forma da minha pessoa. Mas tá bom, entendo que para a maioria de nós (inclusive eu) achar a pessoa perfeita é uma meta, ou algo que é compulsoriamente necessário para o alcance da felicidade, mas no caso do famigerado “príncipe encantado”, eu tenho algo a dizer, um singelo recado para a mulherada.
E como todo homem perfeito gosta de poesia (deixem a crítica da qualidade da mesma dentro da gaveta, não tenho compromisso algum com isso), resolvi dar este tal recado em forma de uma.
Ai está:
“O homem perfeito é bonito
lindo com seus mistérios
é belo quando está rindo
e o seu sorriso é o mais belo
Este homem perfeito é bom
tem trejeito carinhoso
quando fala em meio (meigo) tom
em sua companheira causa um arrepio gostoso
O homem perfeito é fino, magro e gordo
é solícito, nunca infiel
compreensivo, tem a graça de um guri
e tem a doçura de um favo de mel
Masculinos perfeitos adoram dar flores
brancas, amarelas e rosas vermelhas
a uma velha senhora formosa
ou a uma jovem e bela guerreira
O homem perfeito tem energia
É sobre humano, nunca se cansa,
cozinha bem, serve a mesa, lava a louça
e ainda gosta muito de criança
O homem perfeito não gosta nem joga futebol
é sensível as grandes artes
gosta de dança e ballet
e nunca haverá de magoar-te
Para encerrar a preceito
estes versos que alinhei:
se existe um homem perfeito…
... e o filho da puta ...
só pode ser gay”.
Recado dado.
domingo, 30 de março de 2008
Mexa-se... tome uma atitude.
Pense em música. Pense também nos músicos. O que mais atrai a atenção dos fãs?
Um riff diferente de guitarra, uma linha de baixo que não dá pra entender de que tipo de viagem saiu, bateria sem erros, vocais barítonos...? Não.
Se Elvis estivesse vivo, daria pra pensar melhor assistindo suas apresentações nos autos dos seus setenta e muitos. Rebolado? Roupas extravagantes? Costeletas enormes e gordurosas? Não também.
Tudo faz parte de um pacote...
Atitude. Isto é o que realmente merece atenção. E este é o tema do meu pequeno recado de hoje.
Tal qual Ramones e suas pernas abertas, Demônios da Garoa e sua linguagem de gueto, Gonzaguinha e o ponto certo, Chico e a Nação Zumbi e seu batuque lamacento, o que é diferente atrai, e o que atrai faz sucesso.
Quer que as coisas mudem? Não esta satisfeito(a) com o marasmo, a rotina, a solidão, as noites vazias e a insatisfação pessoal? As pessoas só te magoam? Tome uma atitude. Torne-se atraente.
Basta isto. Atitude mesmo, ela tem o poder de tornar-te um imã. Simples.
Gosta da minininha aquela? Ela nem sabe disso? O que falta pra algo acontecer? Tome uma atitude.
Não agüenta mais a solidão? Ta ficando louco(a) com a programação da tv na madrugada? Tome uma atitude.
Faça diferente do que sempre fez. Tente algo novo. Fale o que pensa. Diga que gosta. Mude de uma vez o que não esta dando certo.
Podes não conquistar o mundo como o Rei do Rock, aquele que tinha a pélvis frouxa...
Mas que a vida vai mudar... isso sim...
Um riff diferente de guitarra, uma linha de baixo que não dá pra entender de que tipo de viagem saiu, bateria sem erros, vocais barítonos...? Não.
Se Elvis estivesse vivo, daria pra pensar melhor assistindo suas apresentações nos autos dos seus setenta e muitos. Rebolado? Roupas extravagantes? Costeletas enormes e gordurosas? Não também.
Tudo faz parte de um pacote...
Atitude. Isto é o que realmente merece atenção. E este é o tema do meu pequeno recado de hoje.
Tal qual Ramones e suas pernas abertas, Demônios da Garoa e sua linguagem de gueto, Gonzaguinha e o ponto certo, Chico e a Nação Zumbi e seu batuque lamacento, o que é diferente atrai, e o que atrai faz sucesso.
Quer que as coisas mudem? Não esta satisfeito(a) com o marasmo, a rotina, a solidão, as noites vazias e a insatisfação pessoal? As pessoas só te magoam? Tome uma atitude. Torne-se atraente.
Basta isto. Atitude mesmo, ela tem o poder de tornar-te um imã. Simples.
Gosta da minininha aquela? Ela nem sabe disso? O que falta pra algo acontecer? Tome uma atitude.
Não agüenta mais a solidão? Ta ficando louco(a) com a programação da tv na madrugada? Tome uma atitude.
Faça diferente do que sempre fez. Tente algo novo. Fale o que pensa. Diga que gosta. Mude de uma vez o que não esta dando certo.
Podes não conquistar o mundo como o Rei do Rock, aquele que tinha a pélvis frouxa...
Mas que a vida vai mudar... isso sim...
sábado, 22 de março de 2008
Rotular pessoas...
Escutei hoje um termo que pode parecer comum, mas que odeio que digam sobre mim:
- “Tu és super romântico! Que querido”!
Quem diabos me colocou este rótulo na minha testa?
Mas enfim, filosofando de maneira muito barata, temos que ter noção claro, de que fazemos parte de uma sociedade habitada por indivíduos, que tem poderes de influenciar a sua vida e as dos outros. Esta complexidade toda faz com que reajamos positiva ou negativamente aos nossos próprios hábitos, um deles é a tal rotulação. E eu reagi mal no momento.
A gente tem mania de rotular as coisas, as situações, as pessoas. Alguém que não tem o nosso tempo de raciocínio facilmente vira retardado, deficiente físico é incapacitado, crentes, ricos, pobres, feios, bonitos, bêbados, drogados, homossexuais, prostitutas, negros, fracassados, bandidos, falcatruas, românticos, fúteis, vagabundas e tantos outros rótulos horríveis que costumamos usar de maneira pejorativa ou não.
É ruim rotular? Claro que é. Esquecemos sempre que rótulos atingem pessoas que amam, odeiam, choram e riem.
Não há clemência no rótulo, ele é frio, estático.
Lembremos também, que todo ser humano prejulga, faz parte da sua natureza.
Quer a prova real? Por acaso já pensaste: “Não vou com a cara daquele sujeito mesmo sem conhecê-lo...” ou “Quem usa camisa rosa é bicha”, ou ainda “Não vou me envolver com ele/ela porque é meu subordinado”, ou a famigerada “Homem/mulher é tudo igual”? Hum...
Impressões a gente tira sempre, não adianta dizer que não. Quantas vezes deixou de te envolver com alguém porque achava que ele/ela era muito romântico(a)? Porque achava que não era confiável? É mais fácil achar/rotular e eliminar possibilidades logo de cara... acreditamos sempre no que queremos acreditar.
Falta mansidão, falta compreensão, falta vontade de arriscar só para conhecer alguém novo (não precisa se envolver).
A maneira de se vestir, de falar, de tratar os outros indica muita coisa? Sim. Mas o íntimo da pessoa... fica explicitado? Não.
Os estereótipos crescem juntamente com os preconceitos. E a coisa funciona assim: Quem rotula age com preconceito, e quem age com preconceito tem preguiça. Preguiça de pensar, de conhecer.
Rotulamos pessoas da mesma maneira que rotulamos filmes, livros, revistas, artigos, garrafas de bebida, musica...
Devemos parar? Sim e não. Ai vai de cada um. Até porque devemos também sempre lembrar que o rótulo é uma maneira de defesa também.
Contudo... almas gêmeas que têm muito em comum podem estar perdidas no mar de preconceitos...
... se eu sou romantico?
Claro que sim. E me orgulho disso... só não gosto que falem...
- “Tu és super romântico! Que querido”!
Quem diabos me colocou este rótulo na minha testa?
Mas enfim, filosofando de maneira muito barata, temos que ter noção claro, de que fazemos parte de uma sociedade habitada por indivíduos, que tem poderes de influenciar a sua vida e as dos outros. Esta complexidade toda faz com que reajamos positiva ou negativamente aos nossos próprios hábitos, um deles é a tal rotulação. E eu reagi mal no momento.
A gente tem mania de rotular as coisas, as situações, as pessoas. Alguém que não tem o nosso tempo de raciocínio facilmente vira retardado, deficiente físico é incapacitado, crentes, ricos, pobres, feios, bonitos, bêbados, drogados, homossexuais, prostitutas, negros, fracassados, bandidos, falcatruas, românticos, fúteis, vagabundas e tantos outros rótulos horríveis que costumamos usar de maneira pejorativa ou não.
É ruim rotular? Claro que é. Esquecemos sempre que rótulos atingem pessoas que amam, odeiam, choram e riem.
Não há clemência no rótulo, ele é frio, estático.
Lembremos também, que todo ser humano prejulga, faz parte da sua natureza.
Quer a prova real? Por acaso já pensaste: “Não vou com a cara daquele sujeito mesmo sem conhecê-lo...” ou “Quem usa camisa rosa é bicha”, ou ainda “Não vou me envolver com ele/ela porque é meu subordinado”, ou a famigerada “Homem/mulher é tudo igual”? Hum...
Impressões a gente tira sempre, não adianta dizer que não. Quantas vezes deixou de te envolver com alguém porque achava que ele/ela era muito romântico(a)? Porque achava que não era confiável? É mais fácil achar/rotular e eliminar possibilidades logo de cara... acreditamos sempre no que queremos acreditar.
Falta mansidão, falta compreensão, falta vontade de arriscar só para conhecer alguém novo (não precisa se envolver).
A maneira de se vestir, de falar, de tratar os outros indica muita coisa? Sim. Mas o íntimo da pessoa... fica explicitado? Não.
Os estereótipos crescem juntamente com os preconceitos. E a coisa funciona assim: Quem rotula age com preconceito, e quem age com preconceito tem preguiça. Preguiça de pensar, de conhecer.
Rotulamos pessoas da mesma maneira que rotulamos filmes, livros, revistas, artigos, garrafas de bebida, musica...
Devemos parar? Sim e não. Ai vai de cada um. Até porque devemos também sempre lembrar que o rótulo é uma maneira de defesa também.
Contudo... almas gêmeas que têm muito em comum podem estar perdidas no mar de preconceitos...
... se eu sou romantico?
Claro que sim. E me orgulho disso... só não gosto que falem...
sábado, 8 de março de 2008
Melhor SHOW da minha vida...
terça-feira, 4 de março de 2008
Estar bem
A vida passa, o tempo passa, os cabelos caem e a barriga cresce. E o meu blog continua sem atualização... mas enfim, estou aqui nesta única noite livre da semana justamente para isto...
Por falar no tempo que passa, e na vida que segue, como é bom constatar que as pessoas que gostamos estão bem. Sempre me sinto satisfeito.
Mas... que é estar bem...?
Estar bem é ser, e não só ter. É saber, e não apenas sentir. É tomar o baque e levantar, é proporcionar orgulho e ao mesmo tempo toma-lo para si...
Estar bem é ter o dia inteiro cheio e sentir-se satisfeito por isto. É acordar antes de o sol nascer... e achar o amanhecer lindo. É apaixonar-se por um cachorro com cara de pidão, um copo de café fresquinho e um sorriso sincero de criança. É assistir um filme pela enésima vez, e achar detalhes nunca antes vistos. É sentir prazer em meio ao cansaço, cantar a plenos pulmões e falar palavrão com toda vontade. É lembrar do passado, perceber o presente e avaliar o futuro.
Estar bem é passar a mão no rosto de quem se gosta, é fazer um carinho e sentir a palma da mão afagada. É apreciar uma paisagem, nem que seja a que se vê pelas janelas todos os dias. É desejar bom dia com gosto, dar boa tarde a quem não se viu ainda e ao invés de desejar boa noite... dizer “até logo...”.
É apertar a mão com força, três beijinhos para casar, dar tapas nas costas de quem se considera e no alto peito de quem se respeita. É respeitar, e o melhor de tudo, sentir-se respeitado.
É comer porcaria sem culpa e beber sem medo da volta. É saborear o feijão da mãe, o churrasco do pai e as piadas dos cunhados. É sentir bebe chutando, e permirtir-se, permirtir-se sentir emocionado...
“Vento negro campo afora” junto com “nicotina nicotina tá no meu pulmão”. É dançar sem saber, não sentir inveja de quem sabe e rir, rir com gosto. É ver a bola picando e chutar com força, e ao mesmo tempo não ter compromisso com a resposta final. É parar de perna aberta e peito estufado. É assistir Big Brother, ler revista de fofoca e comentar sem medo. É saber que homens descomprometidos são fáceis de se admirar, portanto sentir inveja é natural, mas também é saber que a capacidade de se comprometer que faz de um homem um nobre. E chegar ao ponto onde damos valor as coisas certas...
É ter disciplina sem se queixar, é ser o mesmo sem se cobrar, é ser livre respondendo e de maneira nenhuma sentir saudade.
Retroceder nunca, render-se jamais.
É rezar sem se sentir otário, é pedir benção e ser atendido, e desejar um dia... um dia...
Ter a capacidade de orar sinceramente para que, um pingo de nossa felicidade possa alcançar aqueles que nos fizeram mal...
Por falar no tempo que passa, e na vida que segue, como é bom constatar que as pessoas que gostamos estão bem. Sempre me sinto satisfeito.
Mas... que é estar bem...?
Estar bem é ser, e não só ter. É saber, e não apenas sentir. É tomar o baque e levantar, é proporcionar orgulho e ao mesmo tempo toma-lo para si...
Estar bem é ter o dia inteiro cheio e sentir-se satisfeito por isto. É acordar antes de o sol nascer... e achar o amanhecer lindo. É apaixonar-se por um cachorro com cara de pidão, um copo de café fresquinho e um sorriso sincero de criança. É assistir um filme pela enésima vez, e achar detalhes nunca antes vistos. É sentir prazer em meio ao cansaço, cantar a plenos pulmões e falar palavrão com toda vontade. É lembrar do passado, perceber o presente e avaliar o futuro.
Estar bem é passar a mão no rosto de quem se gosta, é fazer um carinho e sentir a palma da mão afagada. É apreciar uma paisagem, nem que seja a que se vê pelas janelas todos os dias. É desejar bom dia com gosto, dar boa tarde a quem não se viu ainda e ao invés de desejar boa noite... dizer “até logo...”.
É apertar a mão com força, três beijinhos para casar, dar tapas nas costas de quem se considera e no alto peito de quem se respeita. É respeitar, e o melhor de tudo, sentir-se respeitado.
É comer porcaria sem culpa e beber sem medo da volta. É saborear o feijão da mãe, o churrasco do pai e as piadas dos cunhados. É sentir bebe chutando, e permirtir-se, permirtir-se sentir emocionado...
“Vento negro campo afora” junto com “nicotina nicotina tá no meu pulmão”. É dançar sem saber, não sentir inveja de quem sabe e rir, rir com gosto. É ver a bola picando e chutar com força, e ao mesmo tempo não ter compromisso com a resposta final. É parar de perna aberta e peito estufado. É assistir Big Brother, ler revista de fofoca e comentar sem medo. É saber que homens descomprometidos são fáceis de se admirar, portanto sentir inveja é natural, mas também é saber que a capacidade de se comprometer que faz de um homem um nobre. E chegar ao ponto onde damos valor as coisas certas...
É ter disciplina sem se queixar, é ser o mesmo sem se cobrar, é ser livre respondendo e de maneira nenhuma sentir saudade.
Retroceder nunca, render-se jamais.
É rezar sem se sentir otário, é pedir benção e ser atendido, e desejar um dia... um dia...
Ter a capacidade de orar sinceramente para que, um pingo de nossa felicidade possa alcançar aqueles que nos fizeram mal...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Explicações
Antes de tudo, sinto que devo algumas explicações aos meus poucos leitores:
O meu afastamento deste blog se deve única e exclusivamente a minha total e completa falta de tempo. Iniciei agora faz duas semanas num estagiozinho (que sinceramente considero como um segundo emprego, tamanha as responsabilidades que tenho) na Secretaria da Habitação do governo do Estado. Pois então... 6 horas no estágio, mais umas 4 horas no meu outro emprego (o de sempre, mas em versão “intensivão”, pois todo o serviço de dia inteiro tenho de cumprir neste parco espaço de tempo, esta foi a condição), sem horário de almoço, com caminhadas diárias (subo e desço a Borges quase que inteira todo santo dia, ida e volta), mais o trem lotado... dá umas 10 horas por dia de pura correria, canseira, mas muito conhecimento adquirido.
E isso que as aulas nem começaram ainda...
Enfim: To aprendendo um monte sobre outro monte de coisas que nem imaginava, e conhecendo muita gente interessante também, pessoas com outro nível de conhecimento e visão. Não tenho nem tempo e nem cabeça pra escrever... tá difícil.
Por hora apenas digo que vou me esforçar para atualizar isto daqui. Nem que tenha que forçar muito para escrever algo que preste. Algum texto bonitinho ou o que seja...
E claro:
Peço a compreensão de vocês...
O meu afastamento deste blog se deve única e exclusivamente a minha total e completa falta de tempo. Iniciei agora faz duas semanas num estagiozinho (que sinceramente considero como um segundo emprego, tamanha as responsabilidades que tenho) na Secretaria da Habitação do governo do Estado. Pois então... 6 horas no estágio, mais umas 4 horas no meu outro emprego (o de sempre, mas em versão “intensivão”, pois todo o serviço de dia inteiro tenho de cumprir neste parco espaço de tempo, esta foi a condição), sem horário de almoço, com caminhadas diárias (subo e desço a Borges quase que inteira todo santo dia, ida e volta), mais o trem lotado... dá umas 10 horas por dia de pura correria, canseira, mas muito conhecimento adquirido.
E isso que as aulas nem começaram ainda...
Enfim: To aprendendo um monte sobre outro monte de coisas que nem imaginava, e conhecendo muita gente interessante também, pessoas com outro nível de conhecimento e visão. Não tenho nem tempo e nem cabeça pra escrever... tá difícil.
Por hora apenas digo que vou me esforçar para atualizar isto daqui. Nem que tenha que forçar muito para escrever algo que preste. Algum texto bonitinho ou o que seja...
E claro:
Peço a compreensão de vocês...
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
A Bahia e seus encantos...
Visitei a Bahia neste final de ano. Passei minhas férias por lá. Mais especificamente em Porto Seguro, que todos dizem (com razão) que é um local mágico. Vale imensamente pelos passeios, pelos mergulhos e pelas belezas naturais. Aliás, a beleza natural que mais se destacou pra mim não foram os recifes, a maré, as praias, ou nem ao menos o clima. A beleza natural mais clara está no povo da Bahia...
“Figura” seria uma designação até injusta para designar um simples baiano. O calor e a simpatia do povo são evidentes logo na chegada, há uma incrível mistura de raças (brancos, negros, mulatos, índios...) e de crenças (candomblé e o catolicismo em geral).
Eles são alegres, festivos e trabalhadores, entusiasmados e como nós gaúchos, um povo que ama sua terra acima de qualquer outra. A simpatia, esta alegria e a força de trabalho desta gente, que ao mesmo tempo são espertos demais, criativos demais, cultos demais e inteligentes demais, contagia.
O estrangeiro/turista que chega a Bahia logo percebe que o povo baiano tem características diferentes das nossas, como a hospitalidade exarcebada, a vontade de trabalhar, e em contrapartida ao mesmo tempo uma baita falta de ambição (o baiano ambicioso foge da Bahia, foram eles mesmos que me disseram). Mas esta questão me parece que a maioria nem percebe. A vida deles é sofrida desde o nascimento, um menino começa a vender bugigangas na praia com 6 anos de idade e vai até os 80 se facilitar, vivendo quase na miséria pela vida inteira. Pode-se perceber, portanto, que esta carência de ambição é substituída pela característica de terem uma garra sem igual para o trabalho, que por vezes, transcende a expressão “de sol a sol”. Porto Seguro, por exemplo, é uma cidade de 140 mil habitantes, onde a criminalidade é praticamente zero (quem rouba é turista). Todos trabalham, se não há emprego, há milhares de vendedores na beira da praia, vendendo desde óculos, miçangas até os espetinhos de queijo (chega a ser chato dizer tanto não, incomoda).
Existem sentenças que se traduzem em realidade quando temos contato pessoal com este povo, uma delas é a que diz que a baianada realmente tem, digamos assim, “uma velocidade diferente” para se fazer as coisas, ou até mesmo para se levar a vida. Aqui cabe ressaltar que de maneira nenhuma a fama de preguiçoso procede, até porque a diferença não está na vontade ou na jornada/quantidade de trabalho (a deles chega a ser muito maior e árdua do que a nossa, com o agravante de se viver numa terra em que o sol literalmente castiga), mas sim na velocidade que as coisas acontecem. Esta sim, não há como negar, é bem mais devagar. Experimente ir a um restaurante e pedir uma bebida ao garçom por exemplo, ai tu me entenderás...
A outra característica é a que mais se ressalta: “o baiano não nasce, estréia”! Eles foram feitos para darem show. Desde o gari de rua, passando pela vendedora de capeta, o capitão do barco ou o deputado federal, todos eles têm o dom nato para o espetáculo. Eles não falam, cantam. Eles não conversam, explicam. Eles não vendem, agradam o cliente. Eles não reclamam, fazem questão de demonstrar que são emotivos, portanto choram quase copiosamente. Este último quesito então, é o que há de mais engraçado. Eles se sentem magoados fácil-fácil.
Resolvi certa noite, não comprar o ingresso de determinada festa das mãos de um cambista, ele para minha total surpresa, me indagou quase com lagrimas nos olhos: “Ô Sinhô não cónfio em mim”? Disse. Eu respondi que não era esta a questão, pois o balconista do hotel me fez um preço mais barato. Ele portanto, respondeu-me que para falar-lhe, a partir daquele momento, eu teria que pagá-lo um real por frase...
Se responderes um “não obrigado” de maneira mais incisiva para algum vendendor de praia, ele provavelmente vai fazer questão de deixar claro que magoou-se, respondendo com alguma frase que exponha desaprovação, como “sorria! Você está na Bahia!”, ou “tem que entrar no clima”, ou ainda “o sinhô ixtá ixtressado? Não me trate deste jeito não...”
Mas há algo que realmente, para nós estrangeiros em terras do descobrimento, muda demais. O tempero da comida e a qualidade da água...
Tente comer um acarajé pela manha, um camarão na beira da praia pelo meio dia e uma moqueca de peixe pela janta... ou tomar um copo da água da torneira...
Te garanto que o efeito é melhor que 3 comprimidos de Almeida Prado 46...
“Figura” seria uma designação até injusta para designar um simples baiano. O calor e a simpatia do povo são evidentes logo na chegada, há uma incrível mistura de raças (brancos, negros, mulatos, índios...) e de crenças (candomblé e o catolicismo em geral).
Eles são alegres, festivos e trabalhadores, entusiasmados e como nós gaúchos, um povo que ama sua terra acima de qualquer outra. A simpatia, esta alegria e a força de trabalho desta gente, que ao mesmo tempo são espertos demais, criativos demais, cultos demais e inteligentes demais, contagia.
O estrangeiro/turista que chega a Bahia logo percebe que o povo baiano tem características diferentes das nossas, como a hospitalidade exarcebada, a vontade de trabalhar, e em contrapartida ao mesmo tempo uma baita falta de ambição (o baiano ambicioso foge da Bahia, foram eles mesmos que me disseram). Mas esta questão me parece que a maioria nem percebe. A vida deles é sofrida desde o nascimento, um menino começa a vender bugigangas na praia com 6 anos de idade e vai até os 80 se facilitar, vivendo quase na miséria pela vida inteira. Pode-se perceber, portanto, que esta carência de ambição é substituída pela característica de terem uma garra sem igual para o trabalho, que por vezes, transcende a expressão “de sol a sol”. Porto Seguro, por exemplo, é uma cidade de 140 mil habitantes, onde a criminalidade é praticamente zero (quem rouba é turista). Todos trabalham, se não há emprego, há milhares de vendedores na beira da praia, vendendo desde óculos, miçangas até os espetinhos de queijo (chega a ser chato dizer tanto não, incomoda).
Existem sentenças que se traduzem em realidade quando temos contato pessoal com este povo, uma delas é a que diz que a baianada realmente tem, digamos assim, “uma velocidade diferente” para se fazer as coisas, ou até mesmo para se levar a vida. Aqui cabe ressaltar que de maneira nenhuma a fama de preguiçoso procede, até porque a diferença não está na vontade ou na jornada/quantidade de trabalho (a deles chega a ser muito maior e árdua do que a nossa, com o agravante de se viver numa terra em que o sol literalmente castiga), mas sim na velocidade que as coisas acontecem. Esta sim, não há como negar, é bem mais devagar. Experimente ir a um restaurante e pedir uma bebida ao garçom por exemplo, ai tu me entenderás...
A outra característica é a que mais se ressalta: “o baiano não nasce, estréia”! Eles foram feitos para darem show. Desde o gari de rua, passando pela vendedora de capeta, o capitão do barco ou o deputado federal, todos eles têm o dom nato para o espetáculo. Eles não falam, cantam. Eles não conversam, explicam. Eles não vendem, agradam o cliente. Eles não reclamam, fazem questão de demonstrar que são emotivos, portanto choram quase copiosamente. Este último quesito então, é o que há de mais engraçado. Eles se sentem magoados fácil-fácil.
Resolvi certa noite, não comprar o ingresso de determinada festa das mãos de um cambista, ele para minha total surpresa, me indagou quase com lagrimas nos olhos: “Ô Sinhô não cónfio em mim”? Disse. Eu respondi que não era esta a questão, pois o balconista do hotel me fez um preço mais barato. Ele portanto, respondeu-me que para falar-lhe, a partir daquele momento, eu teria que pagá-lo um real por frase...
Se responderes um “não obrigado” de maneira mais incisiva para algum vendendor de praia, ele provavelmente vai fazer questão de deixar claro que magoou-se, respondendo com alguma frase que exponha desaprovação, como “sorria! Você está na Bahia!”, ou “tem que entrar no clima”, ou ainda “o sinhô ixtá ixtressado? Não me trate deste jeito não...”
Mas há algo que realmente, para nós estrangeiros em terras do descobrimento, muda demais. O tempero da comida e a qualidade da água...
Tente comer um acarajé pela manha, um camarão na beira da praia pelo meio dia e uma moqueca de peixe pela janta... ou tomar um copo da água da torneira...
Te garanto que o efeito é melhor que 3 comprimidos de Almeida Prado 46...
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Distorções automáticas II
Ontem escrevi sobre algumas distorções automáticas de pensamento, hoje eu continuarei a escrever sobre isto, mas tentando identificar e exemplificar algumas outras muito corriqueiras. Escreverei da mesma forma que ontem, ou seja, de maneira a exemplificar cada uma delas, em separado, mas dentro de um contexto não muito claro. Continuo com a minha opinião aquela: que atire a primeira pedra quem nunca pensou das maneiras que vou descrever...
Começarei falando sobre a desqualificação do positivo, que nada mais é do que valorizar apenas os fracassos, desvalorizando em contrapartida qualquer tipo de sucesso, seja algo extraordinário ou não. Desta maneira sempre vamos nos sentir inadequados, insatisfeitos, depressivos ou não recompensados. Exemplos? Ai está: “Eu tive total êxito no meu serviço de hoje, mas não quer dizer nada, tive apenas sorte”, “meu chefe disse que meu relatório ficou ótimo, que não poderia estar melhor, mas na verdade qualquer um poderia ter feito, e ele nem estava tão bom assim...”.
A argumentação emocional que fazemos por vezes é outra distorção grave, pois se pode dizer que é uma tendência a tratar os nossos sentimentos como se fossem fatos, ou algo definitivo. Desta maneira, as auto-impressões, que claro não são nem um pouco fundamentadas em fatos concretos, passam a ser utilizadas como evidências que confirmam crenças erradas sobre si mesmo. É o velho “eu sinto, portanto deve ser verdadeiro ou assim mesmo”, ou “eu sei que faço muitas coisas de maneira correta, mas eu ainda me sinto um fracasso”, “eu me sinto triste, devo ter depressão permanente”.
Imagine a seguinte situação: Uma jovem gordinha de 28 anos, que está de dieta desde os 12, não resiste e come uma colher de sorvete, ela diria: “Eu quebrei minha dieta completamente, vou comer o pote todo, não faz diferença alguma”. Estes são os pensamentos dicotômicos, os chamados “tudo ou nada”, a pessoa sempre pensa em termos extremos, absolutos, sem meio nenhum meio termo. Exemplos: “Se não for perfeito, sou um fracasso”, “se ela me fez cara feia então ela não gosta nem um pouco de mim”, “se meu pai não fez tal coisa, ele é um imprestável total”, “o Grêmio perdeu na final, portanto foi um fracasso total no campeonato todo”.
Vai dizer também que tu nunca te pegaste tendo certeza do que os outros estão pensando sobre ti, sem ter a mínima confirmação, do tipo “ela acha que eu sou feio”, “meu pai não gosta de mim”, “minha mãe me acha um inútil”, pensamos assim sem nem ao menos termos evidência que confirme qualquer destas sentenças, estas são as chamadas leituras mentais. Tu achas que sabe o que os outros estão pensando, falhando assim ao considerar qualquer outras das possibilidades mais prováveis.
E uma das mais comuns:
Digamos que tu viajas para um lugar qualquer, e neste local acontece algum imprevisto repentino e desagradável, tu pensas logo assim: “Se eu não tivesse vindo pra cá, nada disso teria acontecido”. É a clássica questionalização, é focar o evento naquilo que poderia ter sido e não foi. Fazendo isto, a gente se culpa pelas escolhas que fez e questiona-se por tabela, nas escolhas futuras. Exemplos: “Se eu tivesse aceitado aquele emprego, estaria melhor agora”, “se não tivesse desrespeitado meu namorado, ainda estaria com ele hoje”, “se tivesse levado aquela pessoa mais a sério, hoje seria mais feliz”.
Enfim, o que interessa realmente é tentar sempre identificar estas distorções, lembrar de botá-las em julgamento sempre que acontecerem e principalmente...
Evitá-las e tratar de tomar medidas para que nunca mais aconteçam...
Começarei falando sobre a desqualificação do positivo, que nada mais é do que valorizar apenas os fracassos, desvalorizando em contrapartida qualquer tipo de sucesso, seja algo extraordinário ou não. Desta maneira sempre vamos nos sentir inadequados, insatisfeitos, depressivos ou não recompensados. Exemplos? Ai está: “Eu tive total êxito no meu serviço de hoje, mas não quer dizer nada, tive apenas sorte”, “meu chefe disse que meu relatório ficou ótimo, que não poderia estar melhor, mas na verdade qualquer um poderia ter feito, e ele nem estava tão bom assim...”.
A argumentação emocional que fazemos por vezes é outra distorção grave, pois se pode dizer que é uma tendência a tratar os nossos sentimentos como se fossem fatos, ou algo definitivo. Desta maneira, as auto-impressões, que claro não são nem um pouco fundamentadas em fatos concretos, passam a ser utilizadas como evidências que confirmam crenças erradas sobre si mesmo. É o velho “eu sinto, portanto deve ser verdadeiro ou assim mesmo”, ou “eu sei que faço muitas coisas de maneira correta, mas eu ainda me sinto um fracasso”, “eu me sinto triste, devo ter depressão permanente”.
Imagine a seguinte situação: Uma jovem gordinha de 28 anos, que está de dieta desde os 12, não resiste e come uma colher de sorvete, ela diria: “Eu quebrei minha dieta completamente, vou comer o pote todo, não faz diferença alguma”. Estes são os pensamentos dicotômicos, os chamados “tudo ou nada”, a pessoa sempre pensa em termos extremos, absolutos, sem meio nenhum meio termo. Exemplos: “Se não for perfeito, sou um fracasso”, “se ela me fez cara feia então ela não gosta nem um pouco de mim”, “se meu pai não fez tal coisa, ele é um imprestável total”, “o Grêmio perdeu na final, portanto foi um fracasso total no campeonato todo”.
Vai dizer também que tu nunca te pegaste tendo certeza do que os outros estão pensando sobre ti, sem ter a mínima confirmação, do tipo “ela acha que eu sou feio”, “meu pai não gosta de mim”, “minha mãe me acha um inútil”, pensamos assim sem nem ao menos termos evidência que confirme qualquer destas sentenças, estas são as chamadas leituras mentais. Tu achas que sabe o que os outros estão pensando, falhando assim ao considerar qualquer outras das possibilidades mais prováveis.
E uma das mais comuns:
Digamos que tu viajas para um lugar qualquer, e neste local acontece algum imprevisto repentino e desagradável, tu pensas logo assim: “Se eu não tivesse vindo pra cá, nada disso teria acontecido”. É a clássica questionalização, é focar o evento naquilo que poderia ter sido e não foi. Fazendo isto, a gente se culpa pelas escolhas que fez e questiona-se por tabela, nas escolhas futuras. Exemplos: “Se eu tivesse aceitado aquele emprego, estaria melhor agora”, “se não tivesse desrespeitado meu namorado, ainda estaria com ele hoje”, “se tivesse levado aquela pessoa mais a sério, hoje seria mais feliz”.
Enfim, o que interessa realmente é tentar sempre identificar estas distorções, lembrar de botá-las em julgamento sempre que acontecerem e principalmente...
Evitá-las e tratar de tomar medidas para que nunca mais aconteçam...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Distorções automáticas...
Alguém ai já ouviu falar em distorções cognitivas?
Eu já. Graças a Deus já.
Se você que está lendo não sabe nada sobre o assunto, preste atenção, vou explicar algumas das mais clássicas, e que me atire a primeira pedra (ou faça um comentário), aquele que nunca em seu cotidiano se utilizou de um destes pensamentos extremamente nocivos, e o pior de tudo, automáticos.
Vou partir da premissa que a mente não passa de um processador de informações, e que como qualquer outro, está sujeito a vírus, erros e distorções interpretativas.
Estas distorções podem ser traduzidas em pensamentos automáticos, que podem ser verdadeiros, mas em 99% das vezes são tão falsos quanto o relógio que estou usando agora, ou podem conter alto teor de falsidade, quanto o sorriso que a tia da pastelaria aqui da esquina dá quando quer vender mais.
Para começo de conversa, existe a chamada catastrofização, que como o nome já diz, é simplesmente superestimar as conseqüências negativas dos próprios atos ou dificuldades corriqueiras. A pessoa exagera ao cúmulo a importância dos próprios problemas, e em contrapartida claro, minimiza a importância das suas próprias qualidades, tornando assim, tudo uma catástrofe. Quer exemplos? Ai vai: “Não consigo mais fazer tal coisa porque perdi o jeito”, ou “se o meu chefe me demitir eu nunca mais arranjarei emprego”, “se ela não me quiser mais, meu mundo acaba”, ou ainda “porque eu fiz tal coisa às pessoas vão me achar um merda para sempre”.
Posso citar também a rotulação, que nada mais é do que o chamado 8 ou 80. A pessoa coloca um rótulo geral e fixo sobre si própria ou sobre terceiros, um exagero sobre uma atitude cometida ou uma característica banal. Por exemplo, ao invés da pessoa pensar “cometi um erro”, ela se rotula negativamente “eu sou uma burra mesmo, um fracasso total”, ou “ela é uma chata porque me manda fazer tal serviço”, “ele é um desleixado porque estava vestindo uma roupa velha”, “ela é uma má pessoa porque é fumante”, e por ai vai.
Linkando com este último, falo sobre a supergeneralização, que consiste em criar uma regra a partir de uma única evidencia. Uma única falha serve como evidência de que as falhas sempre vão acontecer e que, portanto, não adianta nem tentar mudar ou melhorar. É como se o individuo visse apenas um único episodio negativo, sempre se utilizando de palavras como nunca ou sempre, como uma rejeição amorosa ou uma situação vergonhosa. Exemplos: “eu nunca faço nada certo”, “eu sempre faço tudo errado”, “meus relacionamentos nunca dão certo”, “nunca vou passar nos concursos”, e “sempre vou parar no meio quando começo algo, nunca consigo levar até o final”.
A pior de todas: a vitimização. Considerar-se injustiçado ou não entendido é tão comum quanto ter bunda. A fonte dos sentimentos negativos neste caso sempre é alguém, como se a responsabilidade dos nossos próprios sentimentos fossem dos outros, e não nossa. Exemplo: “Minha namorada não entende meus sentimentos, ela é injusta comigo porque eu faço tudo por ela e ela não faz nada por mim”, ou “faço tudo pelos meus pais e eles nem me agradecer agradecem”.
Vou citar ainda o chamado filtro mental, que é simplesmente se prender a um único fato, e acreditar exclusivamente nele ao invés de considerar o fato como um todo. Exemplos: uma pessoa conhece outra que parece ser super honesta e correta, mas não gosta dela por um motivo qualquer, como um simples atraso em algum compromisso. Ou se apresenta para um grupo de pessoas, onde todos a elogiam menos uma que a critica, esta crítica passa a funcionar como a única verdade, e o retorno positivo todo passa a ser ignorado.
Na verdade há vários outros, que um dia eu posso até continuar a citar por aqui. Mas o que mais chama atenção é que todos eles parecem iguais, não? Claro que sim. O que acontece é que todos os pensamentos humanos são linkados, inclusive estes, que representam distorções sérias do que seriam as verdades. Por conta disto que por vezes começamos a pensar em determinado assunto e quando vemos, já estamos tirando conclusões definitivas (e negativas) de aspectos que são extremamente importantes.
Mas as distorções não são o maior problema... é justamente o contrário...
O maior problema é chegar a conclusões ruins que são completamente fundamentadas sobre as pessoas que a gente gosta... ai é uma decepção só...
Eu já. Graças a Deus já.
Se você que está lendo não sabe nada sobre o assunto, preste atenção, vou explicar algumas das mais clássicas, e que me atire a primeira pedra (ou faça um comentário), aquele que nunca em seu cotidiano se utilizou de um destes pensamentos extremamente nocivos, e o pior de tudo, automáticos.
Vou partir da premissa que a mente não passa de um processador de informações, e que como qualquer outro, está sujeito a vírus, erros e distorções interpretativas.
Estas distorções podem ser traduzidas em pensamentos automáticos, que podem ser verdadeiros, mas em 99% das vezes são tão falsos quanto o relógio que estou usando agora, ou podem conter alto teor de falsidade, quanto o sorriso que a tia da pastelaria aqui da esquina dá quando quer vender mais.
Para começo de conversa, existe a chamada catastrofização, que como o nome já diz, é simplesmente superestimar as conseqüências negativas dos próprios atos ou dificuldades corriqueiras. A pessoa exagera ao cúmulo a importância dos próprios problemas, e em contrapartida claro, minimiza a importância das suas próprias qualidades, tornando assim, tudo uma catástrofe. Quer exemplos? Ai vai: “Não consigo mais fazer tal coisa porque perdi o jeito”, ou “se o meu chefe me demitir eu nunca mais arranjarei emprego”, “se ela não me quiser mais, meu mundo acaba”, ou ainda “porque eu fiz tal coisa às pessoas vão me achar um merda para sempre”.
Posso citar também a rotulação, que nada mais é do que o chamado 8 ou 80. A pessoa coloca um rótulo geral e fixo sobre si própria ou sobre terceiros, um exagero sobre uma atitude cometida ou uma característica banal. Por exemplo, ao invés da pessoa pensar “cometi um erro”, ela se rotula negativamente “eu sou uma burra mesmo, um fracasso total”, ou “ela é uma chata porque me manda fazer tal serviço”, “ele é um desleixado porque estava vestindo uma roupa velha”, “ela é uma má pessoa porque é fumante”, e por ai vai.
Linkando com este último, falo sobre a supergeneralização, que consiste em criar uma regra a partir de uma única evidencia. Uma única falha serve como evidência de que as falhas sempre vão acontecer e que, portanto, não adianta nem tentar mudar ou melhorar. É como se o individuo visse apenas um único episodio negativo, sempre se utilizando de palavras como nunca ou sempre, como uma rejeição amorosa ou uma situação vergonhosa. Exemplos: “eu nunca faço nada certo”, “eu sempre faço tudo errado”, “meus relacionamentos nunca dão certo”, “nunca vou passar nos concursos”, e “sempre vou parar no meio quando começo algo, nunca consigo levar até o final”.
A pior de todas: a vitimização. Considerar-se injustiçado ou não entendido é tão comum quanto ter bunda. A fonte dos sentimentos negativos neste caso sempre é alguém, como se a responsabilidade dos nossos próprios sentimentos fossem dos outros, e não nossa. Exemplo: “Minha namorada não entende meus sentimentos, ela é injusta comigo porque eu faço tudo por ela e ela não faz nada por mim”, ou “faço tudo pelos meus pais e eles nem me agradecer agradecem”.
Vou citar ainda o chamado filtro mental, que é simplesmente se prender a um único fato, e acreditar exclusivamente nele ao invés de considerar o fato como um todo. Exemplos: uma pessoa conhece outra que parece ser super honesta e correta, mas não gosta dela por um motivo qualquer, como um simples atraso em algum compromisso. Ou se apresenta para um grupo de pessoas, onde todos a elogiam menos uma que a critica, esta crítica passa a funcionar como a única verdade, e o retorno positivo todo passa a ser ignorado.
Na verdade há vários outros, que um dia eu posso até continuar a citar por aqui. Mas o que mais chama atenção é que todos eles parecem iguais, não? Claro que sim. O que acontece é que todos os pensamentos humanos são linkados, inclusive estes, que representam distorções sérias do que seriam as verdades. Por conta disto que por vezes começamos a pensar em determinado assunto e quando vemos, já estamos tirando conclusões definitivas (e negativas) de aspectos que são extremamente importantes.
Mas as distorções não são o maior problema... é justamente o contrário...
O maior problema é chegar a conclusões ruins que são completamente fundamentadas sobre as pessoas que a gente gosta... ai é uma decepção só...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Porto Seguro (Férias)!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
A pessoa certa para o momento certo...
O mundo dá voltas. Eu, que sempre fui um defensor romântico/fervoroso que a pessoa certa existe, hoje estou questionando isto como em uma audiência. Será mesmo que tem alguém que nasce predestinado a viver ao nosso lado? Será que existe realmente a tal da alma gêmea?
Existem pessoas que acreditam que na verdade, o que existe é a pessoa errada, e não a certa. Pois é justamente a errada que vai te despertar dependência, paixão, o fazer loucuras, o morrer de amor e de ciúmes, o perder a hora, as dúvidas, as incertezas e as confirmações, é justamente a pessoa errada quem vai te fazer chorar como nunca, e um tempinho depois vai estar te emprestando um lenço e te pedindo perdão, é a que vai te fazer viver pensando exclusivamente nela, e também vai estar o tempo todo pensando em você. Enfim, é aquela que vai te tirar o sono, te fazer perder a cabeça, e se iludir de que a felicidade foi alcançada (principalmente nos momentos bons).
Sempre tive a opinião de que isto não é certo.
Mas será que o certo seria justamente, alguém certinha? Alguém que não te faça sofrer, e que, além disso, te trate como em berço esplendido? Ou seja, a pessoa perfeita?
Antes achava que era. Agora também tenho a certeza que não.
Na verdade, estes dias me disseram um conceito ótimo, que se fores pensar, é a mais pura verdade: Nos envolvemos com quem necessitamos nos envolver.
Pense bem. De acordo como a nossa vida segue seu rumo, os caminhos às vezes mudam, e precisamos de alguém que esteja não necessariamente no mesmo caminho, mas sim que esteja no mesmo ritmo, nos trazendo desafio, nos confirmando o que precisamos confirmar, nos trazendo justamente o que precisamos para aquele momento, muito além do que queremos, é o que exatamente necessitamos. Esta pessoa pode não ser o modelo que além de termos na nossa cabeça como o ideal, alardeamos aos quatro cantos que queremos, mas sim derrepente, é o modelo que nos trará mais satisfação.
Sem entender? Deixa que explico melhor.
Relacionamos-nos com quem necessitamos nos relacionar. Simples assim. Conheço gente que com toda certeza, desprezou pessoas corretíssimas e cheinhas de qualidades para justamente se envolver com outras que vinham a confirmar as suas crenças do momento, mesmo que fossem crenças ruins sobre si mesmas (fracasso por exemplo), até mesmo para continuarem se auto-sabotando. Pois então voltamos a clássica questão aquela: deixou de estar com alguém que fosse bom e que lhe fazia bem, para ficar com um puta cachorrão que lhe faz mal. Antigamente eu pensava que isto era terrivelmente errado, hoje penso que talvez seja natural...
Serio mesmo. Eu mesmo me envolvi com pessoas que me fariam super bem, que teriam todas as qualidades possíveis, que seriam ótimas cônjuges, mas sem nem ao menos saber porque, eu desprezava de tal maneira que nem atendia mais o telefone...
Até que ouvi as seguintes palavrinhas mágicas: - “Tu queres te envolver com ela? Tudo bem, mas fique sabendo que ela é braba. Muito braba”. Parece que meus olhinhos brilharam na mesma hora.
Estranho não? Se envolver com alguém não só pelas suas qualidades, mas sim também por causa dos desafios que esta pessoa irá nos impor. Mas foi justamente o que aconteceu. Eu não entendia o porquê não conseguia me envolver até com modelos, tanto de corpo quanto de alma, não fazia a mínima idéia do porque não me apaixonava. E o pior: não tinha nada a ver com fantasmas do passado, e muito menos do presente. O engraçado era que eu buscava achar razões, explicações, ter motivos para o não interesse. Não havia nenhum... nada, simplesmente nada.
Agora imagina elas... o que devem ter se questionado sobre as razões que eu tinha para sumir...
Mas enfim, nada é pensado, nada é planejado. Simplesmente nos envolvemos com quem temos que nos envolver, mesmo que esta pessoa nada tenha a ver com o que estamos procurando (ou o que estamos dizendo que queremos...).
Não há tanto poder assim para comandar isto, como se fosse derrepente, quem antes tu dirias que nem chegarias perto arrebata teu coração, aquela que parece que tem todos os problemas do mundo para resolver, te conquista na hora.
Não há parâmetros a serem pré-estabelecidos, não há como ficar procurando ou desejando determinadas pessoas. Ninguém pode ter certeza se daria certo ou não. E só o saber disso já é extremamente libertador. E não há problema em se libertar dos tais parâmetros. Não há nem ao menos hora para isto acontecer. Não há hora para qualquer coisa, nem para ficar sozinho, nem para se relacionar. O tal “fechado para balanço”, na verdade não existe...
O que se há de fazer então?
Simples, temos que aproveitar, viver bem, agir com tranqüilidade, procurar sempre se defender quando preciso, tratar com respeito e exigi-lo na mesma moeda, manter o fogo aceso de acordo com a vontade, estando sozinho ou não, e de maneira nenhuma...
...fugir do que pode ser a felicidade. Daqui a pouco quem é para aparecer aparece. E será a pessoa corretíssima para o momento que estas atravessando.
A vida é assim. As coisas podem parecer sem sentido... mas tudo tem a sua razão de ser... ou não...
Existem pessoas que acreditam que na verdade, o que existe é a pessoa errada, e não a certa. Pois é justamente a errada que vai te despertar dependência, paixão, o fazer loucuras, o morrer de amor e de ciúmes, o perder a hora, as dúvidas, as incertezas e as confirmações, é justamente a pessoa errada quem vai te fazer chorar como nunca, e um tempinho depois vai estar te emprestando um lenço e te pedindo perdão, é a que vai te fazer viver pensando exclusivamente nela, e também vai estar o tempo todo pensando em você. Enfim, é aquela que vai te tirar o sono, te fazer perder a cabeça, e se iludir de que a felicidade foi alcançada (principalmente nos momentos bons).
Sempre tive a opinião de que isto não é certo.
Mas será que o certo seria justamente, alguém certinha? Alguém que não te faça sofrer, e que, além disso, te trate como em berço esplendido? Ou seja, a pessoa perfeita?
Antes achava que era. Agora também tenho a certeza que não.
Na verdade, estes dias me disseram um conceito ótimo, que se fores pensar, é a mais pura verdade: Nos envolvemos com quem necessitamos nos envolver.
Pense bem. De acordo como a nossa vida segue seu rumo, os caminhos às vezes mudam, e precisamos de alguém que esteja não necessariamente no mesmo caminho, mas sim que esteja no mesmo ritmo, nos trazendo desafio, nos confirmando o que precisamos confirmar, nos trazendo justamente o que precisamos para aquele momento, muito além do que queremos, é o que exatamente necessitamos. Esta pessoa pode não ser o modelo que além de termos na nossa cabeça como o ideal, alardeamos aos quatro cantos que queremos, mas sim derrepente, é o modelo que nos trará mais satisfação.
Sem entender? Deixa que explico melhor.
Relacionamos-nos com quem necessitamos nos relacionar. Simples assim. Conheço gente que com toda certeza, desprezou pessoas corretíssimas e cheinhas de qualidades para justamente se envolver com outras que vinham a confirmar as suas crenças do momento, mesmo que fossem crenças ruins sobre si mesmas (fracasso por exemplo), até mesmo para continuarem se auto-sabotando. Pois então voltamos a clássica questão aquela: deixou de estar com alguém que fosse bom e que lhe fazia bem, para ficar com um puta cachorrão que lhe faz mal. Antigamente eu pensava que isto era terrivelmente errado, hoje penso que talvez seja natural...
Serio mesmo. Eu mesmo me envolvi com pessoas que me fariam super bem, que teriam todas as qualidades possíveis, que seriam ótimas cônjuges, mas sem nem ao menos saber porque, eu desprezava de tal maneira que nem atendia mais o telefone...
Até que ouvi as seguintes palavrinhas mágicas: - “Tu queres te envolver com ela? Tudo bem, mas fique sabendo que ela é braba. Muito braba”. Parece que meus olhinhos brilharam na mesma hora.
Estranho não? Se envolver com alguém não só pelas suas qualidades, mas sim também por causa dos desafios que esta pessoa irá nos impor. Mas foi justamente o que aconteceu. Eu não entendia o porquê não conseguia me envolver até com modelos, tanto de corpo quanto de alma, não fazia a mínima idéia do porque não me apaixonava. E o pior: não tinha nada a ver com fantasmas do passado, e muito menos do presente. O engraçado era que eu buscava achar razões, explicações, ter motivos para o não interesse. Não havia nenhum... nada, simplesmente nada.
Agora imagina elas... o que devem ter se questionado sobre as razões que eu tinha para sumir...
Mas enfim, nada é pensado, nada é planejado. Simplesmente nos envolvemos com quem temos que nos envolver, mesmo que esta pessoa nada tenha a ver com o que estamos procurando (ou o que estamos dizendo que queremos...).
Não há tanto poder assim para comandar isto, como se fosse derrepente, quem antes tu dirias que nem chegarias perto arrebata teu coração, aquela que parece que tem todos os problemas do mundo para resolver, te conquista na hora.
Não há parâmetros a serem pré-estabelecidos, não há como ficar procurando ou desejando determinadas pessoas. Ninguém pode ter certeza se daria certo ou não. E só o saber disso já é extremamente libertador. E não há problema em se libertar dos tais parâmetros. Não há nem ao menos hora para isto acontecer. Não há hora para qualquer coisa, nem para ficar sozinho, nem para se relacionar. O tal “fechado para balanço”, na verdade não existe...
O que se há de fazer então?
Simples, temos que aproveitar, viver bem, agir com tranqüilidade, procurar sempre se defender quando preciso, tratar com respeito e exigi-lo na mesma moeda, manter o fogo aceso de acordo com a vontade, estando sozinho ou não, e de maneira nenhuma...
...fugir do que pode ser a felicidade. Daqui a pouco quem é para aparecer aparece. E será a pessoa corretíssima para o momento que estas atravessando.
A vida é assim. As coisas podem parecer sem sentido... mas tudo tem a sua razão de ser... ou não...
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Barulhos irritantes...
Fazer listinhas é legal. E estou adorando faze-las. Até porque na falta de inspiração para escrever outras coisas, serve como um baita enchimento de lingüiça...
Lista de barulhos irritantes que odeio (e garanto que a grande maioria também):
- Yamaha RD acelerando;
- Giz seco no quadro negro;
- Pintcher, Poodle ou Yorkshire latindo;
- Ronco de mulher bonita;
- Peido de mulher bonita (faz a gente cair na real);
- Risada exagerada de mulher atirada;
- “Pu-tu-tú” do MSN;
- Impressora matricial;
- “Pa-rrra-pa-papapapa-pa-ra-pa-pa...” (aquele funk do Tropa de Elite) passando a todo volume num Chevette;
- Brastemp antiga se locomovendo pela área de serviço;
- Vizinha de cima que insiste em andar de tamanco até as 3 horas da manhã;
- Crianças se atirando na piscina uma tarde inteirinha;
- O irmão menor da vizinha de cima que insiste em andar de skate e jogar basquete dentro do apartamento;
- Tosse quase tuberculosa de um veio dentro de alguma cerimônia silenciosa (casamento, batizado, missa...);
- A mãe da vizinha de cima que insiste em arrastar os moveis para faxinar a casa;
- Freio de ônibus assobiando;
- Surdina de Chevette;
- Alguém murmurando reclamando da vida;
- “Pi-ri-lulu, pi-ri-lulu, pi-ri-lulu-luuuu...” (aquele toquezinho de celular);
- A musiquinha do caminhão do gás;
- Qualquer “tchê-music” tocada a todo volume;
- Alguém coçando a barba;
- O virar exagerado de páginas de jornal;
- “Pi-pí” de relógio do Paraguai;
- Criança manhosa que sabe que está em ambiente público e aproveita para espernear;
- Arroto alto e público;
- Chiclé mastigado de boca aberta;
- Assuar de nariz forte no meio da aula;
- Alarme de carro disparado;
- Alarme de casa disparado (e os donos foram para a praia);
- “Fiu-fiu”;
- Qualquer rap gangsta/romântico americano;
- Whitney Houston;
- Porta batendo;
- Maquina de escrever;
- Correia de bicicleta enferrujada;
- Bruxismo;
- Mosquito noturno que insiste em passar o mais perto possível do nosso ouvido;
- “Nhéc-Nhéc” de solado de tênis novo pisando em lajota encerada;
- Barulho da urina alheia no meu muro;
- “Somos amigos dos Beckyardingans”;
E a pior de todas:
- Barulho de fungada de ranho seguida do som de engolir...
Lista de barulhos irritantes que odeio (e garanto que a grande maioria também):
- Yamaha RD acelerando;
- Giz seco no quadro negro;
- Pintcher, Poodle ou Yorkshire latindo;
- Ronco de mulher bonita;
- Peido de mulher bonita (faz a gente cair na real);
- Risada exagerada de mulher atirada;
- “Pu-tu-tú” do MSN;
- Impressora matricial;
- “Pa-rrra-pa-papapapa-pa-ra-pa-pa...” (aquele funk do Tropa de Elite) passando a todo volume num Chevette;
- Brastemp antiga se locomovendo pela área de serviço;
- Vizinha de cima que insiste em andar de tamanco até as 3 horas da manhã;
- Crianças se atirando na piscina uma tarde inteirinha;
- O irmão menor da vizinha de cima que insiste em andar de skate e jogar basquete dentro do apartamento;
- Tosse quase tuberculosa de um veio dentro de alguma cerimônia silenciosa (casamento, batizado, missa...);
- A mãe da vizinha de cima que insiste em arrastar os moveis para faxinar a casa;
- Freio de ônibus assobiando;
- Surdina de Chevette;
- Alguém murmurando reclamando da vida;
- “Pi-ri-lulu, pi-ri-lulu, pi-ri-lulu-luuuu...” (aquele toquezinho de celular);
- A musiquinha do caminhão do gás;
- Qualquer “tchê-music” tocada a todo volume;
- Alguém coçando a barba;
- O virar exagerado de páginas de jornal;
- “Pi-pí” de relógio do Paraguai;
- Criança manhosa que sabe que está em ambiente público e aproveita para espernear;
- Arroto alto e público;
- Chiclé mastigado de boca aberta;
- Assuar de nariz forte no meio da aula;
- Alarme de carro disparado;
- Alarme de casa disparado (e os donos foram para a praia);
- “Fiu-fiu”;
- Qualquer rap gangsta/romântico americano;
- Whitney Houston;
- Porta batendo;
- Maquina de escrever;
- Correia de bicicleta enferrujada;
- Bruxismo;
- Mosquito noturno que insiste em passar o mais perto possível do nosso ouvido;
- “Nhéc-Nhéc” de solado de tênis novo pisando em lajota encerada;
- Barulho da urina alheia no meu muro;
- “Somos amigos dos Beckyardingans”;
E a pior de todas:
- Barulho de fungada de ranho seguida do som de engolir...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Avisos estranhos/desnecessários

Seria esta para o Homem Aranha?
Pequena lista dos avisos mais estranhos possíveis, ou os mais desnecessários:
- “Evite morrer”. – Placa de um conhecido parque aqui no Rio Grande do Sul.
- “Não utilize o ferro de passar se estiver vestindo a camiseta”. – Etiqueta de uma camiseta de marca bem conhecida até.
- “Verifique se o elevador esta parado no andar antes de entrar”. – Esta todos conhecem.
- “Não vai cair da escada”. – Minha Nona dizia...
- “Não vai te queimar”. – Mais uma da Nona sempre zelosa.
- “Não perca tempo! Entre no seu carro e dirija-se até o CFC-Correto e faça a sua habilitação”! – É, deu pra ver que a pessoa não pensou antes de escrever esta. Ou melhor, pensou que as autoridades de transito são mais incompetentes do que se imagina.
- “Se o lugar estiver vago, sente-se”. – Antigo aviso contido nos ônibus de Esteio, a muito tempo atrás.
- “Se não vai não come!” – De alguém que sempre quer ser gentil...
- “Não pise na grama”. – E quem colocou o aviso?
- “Despeje a descarga”. – Escrito numa patente de madeira em Guaporé, aquela mesma que todo mundo já viu em algum lugar do mundo, a famosa “casinha”.
- “Aqui ninguém engravida”. – Aviso bem grande colocado na frente de um bordel de beira de estrada em Lajeado.
- “Duas folhas são o ideal para secar suas mãos”. – Todo mundo conhece também. E todo mundo usa bem mais que as duas folhas de papel...
- “Se ESTIVER BEBENDO não dirija”. – E como que faz isso? Segurando a latinha numa mão e trocando a marcha com a outra?
- “Beba gelada”. – Tava na lata da Bavária, eu juro!
- “Favor utilizar o sanitário”. – Banheiro de uma conhecidíssima casa noturna aqui do Vale. Alguém me diz qual o sentido disso?
- “Eu não me alimento de cinzas”. – Plaquinha pequena colocada nas plantas do posto de atendimento do Centro 5 da Unisinos.
E por último:
- “Não peide no elevador”. – Colado no espelho de um elevador de prédio particular de moradores engraçadinhos aqui de Esteio.
- “Evite morrer”. – Placa de um conhecido parque aqui no Rio Grande do Sul.
- “Não utilize o ferro de passar se estiver vestindo a camiseta”. – Etiqueta de uma camiseta de marca bem conhecida até.
- “Verifique se o elevador esta parado no andar antes de entrar”. – Esta todos conhecem.
- “Não vai cair da escada”. – Minha Nona dizia...
- “Não vai te queimar”. – Mais uma da Nona sempre zelosa.
- “Não perca tempo! Entre no seu carro e dirija-se até o CFC-Correto e faça a sua habilitação”! – É, deu pra ver que a pessoa não pensou antes de escrever esta. Ou melhor, pensou que as autoridades de transito são mais incompetentes do que se imagina.
- “Se o lugar estiver vago, sente-se”. – Antigo aviso contido nos ônibus de Esteio, a muito tempo atrás.
- “Se não vai não come!” – De alguém que sempre quer ser gentil...
- “Não pise na grama”. – E quem colocou o aviso?
- “Despeje a descarga”. – Escrito numa patente de madeira em Guaporé, aquela mesma que todo mundo já viu em algum lugar do mundo, a famosa “casinha”.
- “Aqui ninguém engravida”. – Aviso bem grande colocado na frente de um bordel de beira de estrada em Lajeado.
- “Duas folhas são o ideal para secar suas mãos”. – Todo mundo conhece também. E todo mundo usa bem mais que as duas folhas de papel...
- “Se ESTIVER BEBENDO não dirija”. – E como que faz isso? Segurando a latinha numa mão e trocando a marcha com a outra?
- “Beba gelada”. – Tava na lata da Bavária, eu juro!
- “Favor utilizar o sanitário”. – Banheiro de uma conhecidíssima casa noturna aqui do Vale. Alguém me diz qual o sentido disso?
- “Eu não me alimento de cinzas”. – Plaquinha pequena colocada nas plantas do posto de atendimento do Centro 5 da Unisinos.
E por último:
- “Não peide no elevador”. – Colado no espelho de um elevador de prédio particular de moradores engraçadinhos aqui de Esteio.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Tá na mão!

Tá na mão!!!
O quê? Show do Iron Maiden.
Quando? Dia 05 de março.
Ingressos a venda? Sim, como a foto confirma, eu já comprei o meu. Começaram a ser vendidos na segunda-feira. O engraçado é que comprei-o ontem (11/12, terça-feira), e a contagem de ingressos vendidos já beirava os 7 mil! O total de ingressos é 13 mil...
Up the Irons!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Questionário do Bernard Pivot
Uma das coisas que mais adoro fazer num domingo a noite é assistir ao “Actors Studio”. Eu sempre tentei me imaginar sendo entrevistado pelo Lipton, e claro, respondendo ao celebre questionário final, aquele do Bernard Pivot.
Como sonhar não custa nada, e este sonho é tão real, vou respondê-lo aqui mesmo, no meu tão amado blog. Tente fazê-lo você também, mesmo que inconscientemente.
Ai vai:
- Qual palavra você mais gosta?
Beijos.
- Qual palavra você menos gosta?
Qualquer uma que seja de desprezo.
- Qual som você mais gosta?
Aquele “humm” que toda mulher faz quando é abraçada com carinho e proteção...
- Que som você menos gosta?
Qualquer grito que seja dado pela manha, enquanto ainda estou dormindo.
- O que lhe incita/inspira?
Riffs galopantes das três guitarras do Iron.
- O que tira a sua inspiração?
Ingratidão...
- Qual é seu palavrão preferido?
Um “Puta que pariu” bem alto é o melhor de todos. É um santo remédio.
- Qual profissão você gostaria de ter?
Qualquer das quatro posições clássicas de uma grande banda de rock.
- Qual profissão não gostaria de ter?
Aqueles garçons de churrascaria que carregam uns 50 pratos em uma bandejinha mínima.
- Se Deus existe (e ele existe), o que gostaria que ele lhe dissesse quando tu chegares ao céu?
“Olá! Lembra de todas estas pessoas aqui? Elas já estão aqui faz algum tempo, e estavam saudosos para te abraçar novamente...”
Como sonhar não custa nada, e este sonho é tão real, vou respondê-lo aqui mesmo, no meu tão amado blog. Tente fazê-lo você também, mesmo que inconscientemente.
Ai vai:
- Qual palavra você mais gosta?
Beijos.
- Qual palavra você menos gosta?
Qualquer uma que seja de desprezo.
- Qual som você mais gosta?
Aquele “humm” que toda mulher faz quando é abraçada com carinho e proteção...
- Que som você menos gosta?
Qualquer grito que seja dado pela manha, enquanto ainda estou dormindo.
- O que lhe incita/inspira?
Riffs galopantes das três guitarras do Iron.
- O que tira a sua inspiração?
Ingratidão...
- Qual é seu palavrão preferido?
Um “Puta que pariu” bem alto é o melhor de todos. É um santo remédio.
- Qual profissão você gostaria de ter?
Qualquer das quatro posições clássicas de uma grande banda de rock.
- Qual profissão não gostaria de ter?
Aqueles garçons de churrascaria que carregam uns 50 pratos em uma bandejinha mínima.
- Se Deus existe (e ele existe), o que gostaria que ele lhe dissesse quando tu chegares ao céu?
“Olá! Lembra de todas estas pessoas aqui? Elas já estão aqui faz algum tempo, e estavam saudosos para te abraçar novamente...”
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Palavras DEFICEIS...
(Sempre quis fazer esta. Se alguém souber de mais algumas, me mande).
Lista de palavras erradas que escutamos todos os dias, e que, de tanto serem pronunciadas, acabamos por achar as vezes que as mesmas estão corretas:
Estrombago
Uso Campeão (Usucapião)
Usos e Frutos (Usufruto)
Probrema
Tá Sérgio (Tá certo)
Trabaio
Cocrete
Péps (Pepsi)
Intistino
Iscola
Reiginaldo
Ombidús
Golira (Gorila)
Be-ême-vê (BMW)
Beneficiência
Espontaniêdade
Iorgute
Mindingo
Mortandela
Impicilho
Reinvidicar
Caiem
Peneu
Adevogado
Dotô
Inguinorante
Image
Péra
Brasiu
Sassicha
Isteio
Cumpadi
Brigado(a)
Shópi
Frêuei (Free way)
Valí-transporte
Camioneta
Suxu (chuchu)
Impinar
Clítoris
Croassante
E a pior de todas: - “Durante o meu pouco tempo de gestação...” (Ex-prefeito de Esteio, durante uma reunião do orçamento participativo do município, a palavra certa neste caso não seria Gestão?).
Lista de palavras erradas que escutamos todos os dias, e que, de tanto serem pronunciadas, acabamos por achar as vezes que as mesmas estão corretas:
Estrombago
Uso Campeão (Usucapião)
Usos e Frutos (Usufruto)
Probrema
Tá Sérgio (Tá certo)
Trabaio
Cocrete
Péps (Pepsi)
Intistino
Iscola
Reiginaldo
Ombidús
Golira (Gorila)
Be-ême-vê (BMW)
Beneficiência
Espontaniêdade
Iorgute
Mindingo
Mortandela
Impicilho
Reinvidicar
Caiem
Peneu
Adevogado
Dotô
Inguinorante
Image
Péra
Brasiu
Sassicha
Isteio
Cumpadi
Brigado(a)
Shópi
Frêuei (Free way)
Valí-transporte
Camioneta
Suxu (chuchu)
Impinar
Clítoris
Croassante
E a pior de todas: - “Durante o meu pouco tempo de gestação...” (Ex-prefeito de Esteio, durante uma reunião do orçamento participativo do município, a palavra certa neste caso não seria Gestão?).
domingo, 2 de dezembro de 2007
Parafraseando o Domingo a tarde
Segundona pro Corinthians, tchau Mano, Juiz ladrão, trabalho pra fazer, prova amanha, cadê meus pais, sobrinha chegando, saudade da Deise, vontade de tomar cerveja, e de fazer xixi também.
Espinha na testa, oleosidade da pele, meus cabelos caindo, choro na tv, que calorão, carro novo, corpo definido, 16 quilos a mais e final de ano chegando.
Viagem marcada, passagens na mão, sites e mais sites de turismo, buscar informações, explicações na TV, repórteres, “eu escapei”, tequila com sal e limão, Chivas 49 anos, Odone e Wagner Mancini, Sportv ao vivo, cachorro chorando, remédio para as costas, eu quero férias, beira da praia, Copa do Brasil ano que vem, Troca de Passes, baita bocudo, Pato Donald e vinho tinto.
Molho pra massa, churrasco e bom chimarrão, mãe cozinhando bem, “vamos jogar dados tio?”, bateria acabando, Mauricio Saraiva, contas a pagar, camisa azul, baiana cabelo sarará, maminha velha, cebola queimada, Johnnie Black Label, óculos estiloso, ninguém quer falar, coleção de celulares, pedido de desculpas concedido, carteirinha de sócio, roupa suja, pênalti repetido e desculpas esfarrapadas, trabalho honesto e digno, sem resultados, choro do dirigente, torcida organizada e herança maldita.
Ainda tô com vontade de fazer xixi, festa que virou tragédia, faltou competência, levar fuguetaço, papel de homem, terceira reunião do RPM, Conhaque Presidente, linha de baixo, Domingão do Faustão, arroto e rádio Guaíba.
“Me odeia e não sabe”, caixinha de chocolates azul, bíceps definido, cabelos brancos, climão de tristeza entre os jogadores, home theather, tv 29, DVD, NET, pés de galinha, tecladinho desgraçado, óleo Realce, lâmpada dicróica, 60 mil pensamentos por dia, a cada minuto somos pessoas melhores, coleção de ternos, conta pro tio, “fui andar de balanço”, cara de mau, Pica-Pau, manda repetir, camiseta amarela, amigo-secreto, o atual é corno manso, cheiro de salgado, barba por fazer, flanela xadrez, pinico do Barney, Vampeta se explicando, câmera analógica, Microsoft Word, vamos colaborar, planos sendo feitos, calça da Levis, elenco limitado, prescrição, código de processo penal, contratação de profissionais, “Alô!”, Nossa Senhora, apartamento novo, tá tudo no código, picada de mosquito e spaguetti cru.
Vestidinho rosa, sandalinha de lacinho, vizinho barulhento, céu azul, cortar as unhas, fotos da Espanha, Cléber Machado, atraso, Vade Mecum, Isoconazol, Philco, gavetas brancas, super tweeter Selenium, “Tá muito escuro Tio”, YouTube, boneca de plástico, pai chorando, galinha desfiada e açafrão, cor de vinho, mulher ridícula, Gol Geração 4, cabelinho de bicha, Ellen Jabour, espirro, amiga antiga teclando, formigas saúvas afogadas, seu Figueirinha, glândulas, filar refeição, acabou de entrar, ar-condicionado, cortinas brancas sujas e janelas abertas.
Macacos me mordam, diretora do colégio, Buscapé, Tony Ramos, auto-estima, sono complicado, bate-bate-bate na porta do céu, chinelo, brincos de argola, mandacaru, diminuiu pela metade, tá esfriando um pouco, com que roupa vou amanha, tenho sede, acabou o Chandelle, “e o remédio Rafael?”, Vale do Rio Doce, Iguatemi, bom-humor, estádio desabando, nevasca, acidentes na estrada, cancelamento do vôo, Zeca Camargo, cadeira branca, musica evangélica, trem lotado, punk de boutique, faz o que te deixa feliz e o Saudades-de-mim bombando na Unisinos.
Eu me gosto, o dia foi bom, tá tudo ótimo, a vida é bela...
E pede pra sair seu Zero-dois...
Espinha na testa, oleosidade da pele, meus cabelos caindo, choro na tv, que calorão, carro novo, corpo definido, 16 quilos a mais e final de ano chegando.
Viagem marcada, passagens na mão, sites e mais sites de turismo, buscar informações, explicações na TV, repórteres, “eu escapei”, tequila com sal e limão, Chivas 49 anos, Odone e Wagner Mancini, Sportv ao vivo, cachorro chorando, remédio para as costas, eu quero férias, beira da praia, Copa do Brasil ano que vem, Troca de Passes, baita bocudo, Pato Donald e vinho tinto.
Molho pra massa, churrasco e bom chimarrão, mãe cozinhando bem, “vamos jogar dados tio?”, bateria acabando, Mauricio Saraiva, contas a pagar, camisa azul, baiana cabelo sarará, maminha velha, cebola queimada, Johnnie Black Label, óculos estiloso, ninguém quer falar, coleção de celulares, pedido de desculpas concedido, carteirinha de sócio, roupa suja, pênalti repetido e desculpas esfarrapadas, trabalho honesto e digno, sem resultados, choro do dirigente, torcida organizada e herança maldita.
Ainda tô com vontade de fazer xixi, festa que virou tragédia, faltou competência, levar fuguetaço, papel de homem, terceira reunião do RPM, Conhaque Presidente, linha de baixo, Domingão do Faustão, arroto e rádio Guaíba.
“Me odeia e não sabe”, caixinha de chocolates azul, bíceps definido, cabelos brancos, climão de tristeza entre os jogadores, home theather, tv 29, DVD, NET, pés de galinha, tecladinho desgraçado, óleo Realce, lâmpada dicróica, 60 mil pensamentos por dia, a cada minuto somos pessoas melhores, coleção de ternos, conta pro tio, “fui andar de balanço”, cara de mau, Pica-Pau, manda repetir, camiseta amarela, amigo-secreto, o atual é corno manso, cheiro de salgado, barba por fazer, flanela xadrez, pinico do Barney, Vampeta se explicando, câmera analógica, Microsoft Word, vamos colaborar, planos sendo feitos, calça da Levis, elenco limitado, prescrição, código de processo penal, contratação de profissionais, “Alô!”, Nossa Senhora, apartamento novo, tá tudo no código, picada de mosquito e spaguetti cru.
Vestidinho rosa, sandalinha de lacinho, vizinho barulhento, céu azul, cortar as unhas, fotos da Espanha, Cléber Machado, atraso, Vade Mecum, Isoconazol, Philco, gavetas brancas, super tweeter Selenium, “Tá muito escuro Tio”, YouTube, boneca de plástico, pai chorando, galinha desfiada e açafrão, cor de vinho, mulher ridícula, Gol Geração 4, cabelinho de bicha, Ellen Jabour, espirro, amiga antiga teclando, formigas saúvas afogadas, seu Figueirinha, glândulas, filar refeição, acabou de entrar, ar-condicionado, cortinas brancas sujas e janelas abertas.
Macacos me mordam, diretora do colégio, Buscapé, Tony Ramos, auto-estima, sono complicado, bate-bate-bate na porta do céu, chinelo, brincos de argola, mandacaru, diminuiu pela metade, tá esfriando um pouco, com que roupa vou amanha, tenho sede, acabou o Chandelle, “e o remédio Rafael?”, Vale do Rio Doce, Iguatemi, bom-humor, estádio desabando, nevasca, acidentes na estrada, cancelamento do vôo, Zeca Camargo, cadeira branca, musica evangélica, trem lotado, punk de boutique, faz o que te deixa feliz e o Saudades-de-mim bombando na Unisinos.
Eu me gosto, o dia foi bom, tá tudo ótimo, a vida é bela...
E pede pra sair seu Zero-dois...
sábado, 1 de dezembro de 2007
Quem não cola não sai da escola...
Final de semestre. Ultimas duas semanas de provas.
Quantas e quantas vezes já passei por esta época estressante. Prova encima de prova, acumulo de trabalhos, matéria e mais matéria para estudar. Estou na metade da minha segunda graduação, e nunca, inclusive durante o Comércio Exterior inteiro, tive provas tão trabalhosas quanto estas.
Mas sempre tem do que rir, sempre. Seja de alguém nervoso que faz besteira durante uma avaliação, seja de alguém colando descaradamente.
Disseram-me para relatar aqui algumas que já vi por ai, sem citar autor claro, e deixando muito claro que nenhuma, nenhuma delas mesmo são de minha autoria.
Mas enfim... dia desses vi dois colegas discutindo qual seria o melhor lugar da sala para se sentar durante a prova, para que pudessem colar sem se preocupar. Um deles defendia que o ideal seria sentar no meio, nem na frente, nem atrás, nem na esquerda, nem na direita. O outro rebateu dizendo o seguinte:
- “Nada disso parceiro, tu tá errado. O melhor lugar é na esquerda e no fundo, o mais colado na janela possível.
- Tá, mas por quê?
- Porque dá pra ver onde o professor está na sala sem nem olhar pra ele, apenas olhando o reflexo dos vidros...”
Depois dessa eu vi um outro, que insistentemente olhava para as próprias calças durante a prova. Eu pesquei que ele estava colando, mas não sabia como. Quando se levantou eu vi: estava num papelzinho mínimo, impresso em fonte sete (a matéria toda estava lá), ele colocou-o embaixo do joelho, de modo que se quisesse consultá-lo, o único trabalho que tinha que fazer era afastar sentado as duas pernas. Mais tarde, descobri a sua lógica...
Segundo ele o problema de colar é manusear os papeizinhos, se fizer de maneira que não os manuseie, não vai haver problema algum.
Estes dias, me deparei com um outro rapaz riscando a parede. Sim, ele estava passando cola na parede, de modo que ninguém poderia acusá-lo e dizer que a cola era dele...
Bom, códigos com “up-grade” então... nem se fala... tem alguns por ai que devem estar pesando o dobro do peso original...
Mas a pior de todas, entre inúmeras outras, vi a alguns semestres atrás...
Saias super curtas eu não vejo a bastante tempo. Acho que entraram em desuso, até porque parecem meio vulgares... não precisa mostrar tanto... sei lá.
Só sei que havia uma menina que estava usando uma saia de uns dois palmos acima do joelho, durante a prova vivia levantando a tal da saia, quando levantava todos olhavam claro, inclusive o professor. Fiquei me perguntando qual era o objetivo daquilo, se seria distrair o pobre coitado ou simplesmente chamar a atenção dos colegas homens... mas o que se seguiu é que me surpreendeu...
Era cola. Era tudo cola. Ela escreveu a cola pra prova na coxa direita, sério mesmo. Juro pra vocês...
Como eu vi? Não vi. Juro.
Alguém me falou...
Ou melhor... o professor que me falou na outra semana...
Só não me pergunta como que ele viu ou ficou sabendo... só sei que tem gente que realmente... faz de tudo para passar...
Até se degradar...
Quantas e quantas vezes já passei por esta época estressante. Prova encima de prova, acumulo de trabalhos, matéria e mais matéria para estudar. Estou na metade da minha segunda graduação, e nunca, inclusive durante o Comércio Exterior inteiro, tive provas tão trabalhosas quanto estas.
Mas sempre tem do que rir, sempre. Seja de alguém nervoso que faz besteira durante uma avaliação, seja de alguém colando descaradamente.
Disseram-me para relatar aqui algumas que já vi por ai, sem citar autor claro, e deixando muito claro que nenhuma, nenhuma delas mesmo são de minha autoria.
Mas enfim... dia desses vi dois colegas discutindo qual seria o melhor lugar da sala para se sentar durante a prova, para que pudessem colar sem se preocupar. Um deles defendia que o ideal seria sentar no meio, nem na frente, nem atrás, nem na esquerda, nem na direita. O outro rebateu dizendo o seguinte:
- “Nada disso parceiro, tu tá errado. O melhor lugar é na esquerda e no fundo, o mais colado na janela possível.
- Tá, mas por quê?
- Porque dá pra ver onde o professor está na sala sem nem olhar pra ele, apenas olhando o reflexo dos vidros...”
Depois dessa eu vi um outro, que insistentemente olhava para as próprias calças durante a prova. Eu pesquei que ele estava colando, mas não sabia como. Quando se levantou eu vi: estava num papelzinho mínimo, impresso em fonte sete (a matéria toda estava lá), ele colocou-o embaixo do joelho, de modo que se quisesse consultá-lo, o único trabalho que tinha que fazer era afastar sentado as duas pernas. Mais tarde, descobri a sua lógica...
Segundo ele o problema de colar é manusear os papeizinhos, se fizer de maneira que não os manuseie, não vai haver problema algum.
Estes dias, me deparei com um outro rapaz riscando a parede. Sim, ele estava passando cola na parede, de modo que ninguém poderia acusá-lo e dizer que a cola era dele...
Bom, códigos com “up-grade” então... nem se fala... tem alguns por ai que devem estar pesando o dobro do peso original...
Mas a pior de todas, entre inúmeras outras, vi a alguns semestres atrás...
Saias super curtas eu não vejo a bastante tempo. Acho que entraram em desuso, até porque parecem meio vulgares... não precisa mostrar tanto... sei lá.
Só sei que havia uma menina que estava usando uma saia de uns dois palmos acima do joelho, durante a prova vivia levantando a tal da saia, quando levantava todos olhavam claro, inclusive o professor. Fiquei me perguntando qual era o objetivo daquilo, se seria distrair o pobre coitado ou simplesmente chamar a atenção dos colegas homens... mas o que se seguiu é que me surpreendeu...
Era cola. Era tudo cola. Ela escreveu a cola pra prova na coxa direita, sério mesmo. Juro pra vocês...
Como eu vi? Não vi. Juro.
Alguém me falou...
Ou melhor... o professor que me falou na outra semana...
Só não me pergunta como que ele viu ou ficou sabendo... só sei que tem gente que realmente... faz de tudo para passar...
Até se degradar...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Comendo tatu... parte II - Final
(Continuação...)
- “Mas quem ensinou isto para esta menina”? – As pessoas se perguntavam.
A reação de nojo era geral e conjunta. Nesta hora, ninguém mais queria doar nada, e quem queria, desistiu.
Os homens, que tinham o prazer de olhar pro derriére da gostosona do João quando cruzavam-na pela calçada, passaram a enxergá-la como a mulher mais feia e nojenta da pequena cidadezinha. As mulheres, que antes eram invejosas pela beleza e simpatia da mesma, passaram a ter o que argumentar: - “Mas ela é uma porca”! – Diziam.
Mas nem ela nem o João se percebiam de seus defeitos higiênicos, ambos não tinham noção do quanto às pessoas os recriminavam por terem hábitos tão estranhos e condenáveis. Até os dois bandidos da pequena cela da delegacia argumentavam dizendo que “podemos ser ladrões de botijão de gás, mas pelo menos não comemos tatu nem cheiramos peido...”.
O João que era uma santa alma, coitado, passou a não entender o porquê que além das pessoas o evitarem, passaram a evitar também sua tão querida amada. Achava tudo um absurdo. Dizia que a cidadezinha era formada apenas por pessoas que não tinham compaixão para com os necessitados, que ninguém queria ajudar, e ninguém tinha bom coração... não se percebia que era por causa de seus hábitos que as pessoas não praticavam boas ações.
Até que um dia, a ficha repentinamente caiu. João primeiramente enxergou o absurdo que sua namorada praticava, para depois, através da cobrança dela (em resposta à dele, claro), enxergar a sua. A partir daquele momento, João jurou, e fez sua gostosa jurar também, que nunca mais seriam os mesmos porcões.
Passaram então, a fazer o que todos da cidadezinha faziam...
Tirar tatu e cheirar pum escondidos... em casa... sozinhos...
Moral da história: Como todo mundo faz porcaria em todos os aspectos da vida, tudo bem se tu fizeres também. Mas faz bem feito, e principalmente, faz escondido...
- “Mas quem ensinou isto para esta menina”? – As pessoas se perguntavam.
A reação de nojo era geral e conjunta. Nesta hora, ninguém mais queria doar nada, e quem queria, desistiu.
Os homens, que tinham o prazer de olhar pro derriére da gostosona do João quando cruzavam-na pela calçada, passaram a enxergá-la como a mulher mais feia e nojenta da pequena cidadezinha. As mulheres, que antes eram invejosas pela beleza e simpatia da mesma, passaram a ter o que argumentar: - “Mas ela é uma porca”! – Diziam.
Mas nem ela nem o João se percebiam de seus defeitos higiênicos, ambos não tinham noção do quanto às pessoas os recriminavam por terem hábitos tão estranhos e condenáveis. Até os dois bandidos da pequena cela da delegacia argumentavam dizendo que “podemos ser ladrões de botijão de gás, mas pelo menos não comemos tatu nem cheiramos peido...”.
O João que era uma santa alma, coitado, passou a não entender o porquê que além das pessoas o evitarem, passaram a evitar também sua tão querida amada. Achava tudo um absurdo. Dizia que a cidadezinha era formada apenas por pessoas que não tinham compaixão para com os necessitados, que ninguém queria ajudar, e ninguém tinha bom coração... não se percebia que era por causa de seus hábitos que as pessoas não praticavam boas ações.
Até que um dia, a ficha repentinamente caiu. João primeiramente enxergou o absurdo que sua namorada praticava, para depois, através da cobrança dela (em resposta à dele, claro), enxergar a sua. A partir daquele momento, João jurou, e fez sua gostosa jurar também, que nunca mais seriam os mesmos porcões.
Passaram então, a fazer o que todos da cidadezinha faziam...
Tirar tatu e cheirar pum escondidos... em casa... sozinhos...
Moral da história: Como todo mundo faz porcaria em todos os aspectos da vida, tudo bem se tu fizeres também. Mas faz bem feito, e principalmente, faz escondido...
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Foi vendo esta foto que eu percebi o quanto estou careca...
Praticando meu mais novo esporte...
Az coizzzas eztãn ficando azin meio embazzadazzz...
Vamos pra noite amor!
Agora intenzii porrrque as coizzas tãn embazzadazzz...
